Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

-

"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

-

Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
---

“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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terça-feira, 30 de junho de 2026

Mais um artigo do Luis Manuel Dias

 


''A Matilha''…

Há 9 anos - 25Fev17 – partilhei convosco, Amigos e Ledores, o que abaixo está.

Hoje, torno a publicá-lo, pelo encanto, graça, originalidade e ironia, tão precisos no tempo que percorremos, que vamos vivendo…

Lêde, então:

-

Ao jeito de chiste, basta ironia, humor satirizante, para quem fazia mister na época os ouvir, eis o que lhes ’deixaram’ Antero de Quental, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e Guerra Junqueiro um dia, à mesa de restaurante (onde se saciavam e refrescavam com 'licor da lusa vinha', q. b.):

-- ''Quem muito ladra, pouco aprende'' - Antero de Quental;

-- ''Escritor que ladra não morde'' - Oliveira Martins;

-- ''Dentada de crítico cura-se com pêlo do mesmo crítico'' - Ramalho Ortigão;

-- ''Cão lírico ladra à lua; cão filósofo aboca o melhor osso'' - Eça de Queirós;

-- ''Cão de letras - cachorro!'' - Guerra Junqueiro.

E, ‘peça final' dos cinco amigos e comensais:

- ''São cinco cães, sentinelas - De bronze e papel almaço; - De bronze para as canelas, - De papel para o regaço.'' --- ''A Matilha''.

-

(Minha Nota: Os parêntesis, como observarão, reproduzem fidedignamente o 'original' - dos cinco magníficos e predilectos Poetas e Escritores Portugueses meus. Deles, com frequência e em ordem a correctamente nos expressarmos, deveríamos compulsar as obras.

LÊ-LOS será, no modesto, sincero, meu entender, a MELHOR, quiçá a MAIOR HOMENAGEM que podemos prestar-lhes!

Leiam-nos, pois!)

(LMD, 25Jun26)

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Poemas apõs a operação ao coração - Luis Manuel Dias

 

Luis Manuel Diaspublicou noBart Tite - Guiné



Há 4 anos publiquei ‘’Quisera Ser… Assim’’, este soneto.

Hoje, relendo-o, sinto o mesmo que então, um ímpeto vero.

Assim, o reponho, para releitura duns e, decerto, prima leitura de muitos!

Abraço, a todos vós, Meus Amigos e Ledores, com suma amizade.

(LMD, 25.06.26)

===

HOJE, POESIA!

Dela me direis, Amigos Meus, quanto vos tocar.

Bjs e abraços, como uso vo-los distribuir.

À leitura, pois então:

===

QUISERA SER… ASSIM!

-

‘’Uma mão cheia de nada… outra de coisa nenhuma!’’

(ditado popular)

-

Quisera servente ser da fresca lusa língua

Quisera da fala bela outrossim mui amar

Quisera do fadário porventura ser livre

Quisera neste mundo – oh sim! – ir e errar

-

Pudesse ao invés mudava tudo do visto

Pudesse ficava lá nada como previsto

Pudesse um aranzel armava estrídulo

Pudesse parado no ar ficava-me acídulo

-

Pois sim, me perturba e me agrada a vida

Pois sim, comovido ouço canto e belo som

Pois sim, combato, luto, resisto por bom

-

Assim, me sirvo e uso com amor a Pátria

Assim, lhe canto com prazer, endereço loas

Assim e por fim cá resido, na ditosa Mátria!

LMD, 25.06.22.

-

N.B.: Não rima, na mór parte, este meu versejar.

Contudo, de mim brotou como o sinto, franco, verdadeiro.

LMD. Ver menos

domingo, 24 de maio de 2026

Luis Manuel Dias, as tuas melhoras.

 À Vossa atenção:

Amigos meus dos vários quadrantes.

Acabei ontem, ao fim da tarde, de voltar a casa, após semana de dores havida no Hospital E. Santos Silva, Vila Nova de Gaia, aonde me dirigi, a fim de me submeter a delicada operação ao coração e outros colaterais males, que me apoquentavam há tempos.

Dizem, os excelentes técnicos de saúde que me trataram, que estou pronto e como novo... É claro o exagero. Vogam, aqui, 83 anos!

Começo agora a longa caminhada da recuperação...

Assim, não poderei estar tanto neste meio, não gozando vós, tanto, da alegria da minha presença, nem muito do que gosto de vos remeter escrito, por esta via.

Crêde-me, contudo, que estarei convosco em pensamento e a amizade permanece.

Beijinhos às nossas Meninas (de qualquer idade).

A TODOS, grato pelas mensagens de ânimo, aí vai o abraço, solidário e muito amigo.

Luís M. Dias, 24.05.26


Caro amigo

Luís Manuel Dias

Desejamos que estejas a recuperar bem.

As tuas melhoras.




domingo, 17 de maio de 2026

O Luis Manuel Dias vai ser internado

 

Caros Amigos e companheiros

Para vosso conhecimento, informo que o nosso amigo Luis Manuel Dias, vai ser internado na próxima 3ª. feira dia 19, no hospital de V.N. Gaia para uma intervenção cirúrgica do foro cardíaco.

Desejamos que tudo corra bem companheiro e que recuperes bem e depressa. O nosso pensamento estará contigo.

O nosso abraço fraterno.

Leandro Guedes.



sábado, 18 de abril de 2026

Luís Manuel Dias, completa hoje mais um aniversário

 O nosso companheiro Luis Manuel Dias, completa hoje mais um aniversário

Que contes muitos mais amigo, com muita saúde, junto do teu irmão gémeo e restante familia e amigos.

Muitos Parabéns.

Um grande abraço.

Leandro Guedes.

Com o seu amigo Costa


Postal escrito pelo Luis, acerca da capelinha de Tite


Aqui com o Guedes


Com o Artur Camelo


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Pensamento do Luís Dias


 

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Parabéns ao furriel Luis Manuel Dias

O nosso companheiro Luis Manuel Dias, completa hoje mais um aniversário.

Um grande abraço de Parabéns companheiro, que contes muitos com saúde e boa disposição junto dos teus familiares e amigos.

Que tenhas um dia muito feliz.

Abraços

Leandro Guedes-


o Luis Dias com o Costa

Pensamento do Luis, sobre a capelinha de Tite



à conversa com o Guedes

conversando com o Camelo


quinta-feira, 3 de abril de 2025

Bach - In Harmony With The Sea [Full album at 432hz]

AMIGOS MEUS

É ''só'' JOHANN SEBASTIAN BACH, na sua magnitude!

Riam, chorem, alegrem-se... ouvindo-o...

Ou, interiorizando estes tão belos trechos da sua sublime obra, meditem em quanto vos cerca... na vida que levamos...

Um bom fim de tarde em paz, ligando as marinhas águas, nosso limite natural, às harmonia do Universo!

Abraço, a todos, de suma amizade.

Luis Dias - 02-04-25


sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Poema de Luis Manuel Dias

 Aí vos envio, Amigos Meus Queridos, versinhos de supetão saídos.

Lêde-os, peço. E, deles, dai a notícia resultante, a este poeta às vezes, militante.

Abraço-vos com amizade, gratidão e apreço.



Parole, parole, parole...

(Palavras, palavras, palavras...)

-

Há quem , na alvura das coisas parvas

Use, abusando e muito, só de palavras.

Vemos, no quotidiano sequer vivo e rosado,

Quem, todo o dia vocifera, rubro-arroxeado,

Pelo ouro que não conquistou a pulso ou nado.

-

Ah, ó Numes, duma esfera celeste de oiro gasto,

Bafejai-me de plácida inteligência, sem pasto

Que falte, nas pradarias, ou trigo a mais, basto.

Citai-me contos de amor e fado, sem fadistas,

Porque desejos tenho de flores belas e floristas,

Em mim capazes de me abrir um sorriso alado

Ou, se disso vos fôr mister, ó Divindades, dado.


E se a inocente fala, parolando o ininteligível,

Desconexo termo mastigado, o impossível,

Dela me dai o entendimento, claro, fiável,

Para dialogar sem palavras o basto conto.

É que a palavra pura duma criança vale e tanto,

Como o sermão complexo e longo dum santo,

Mormente se em segredo me diz: - seu tonto!

-

Das palavras crípticas, segredadas, nem pio.

Há tanto de escuro ou de sol claro, luzidio,

No sussurro às esconsas, como nas ditas sonsas,

Em um qualquer beco, ou em noitadas longas.

Se tempo há, nas palavras, se as ligamos à vida,

As largamos assim, à vez, fúteis, sem medida,

E as tornamos um sem-fim rolante, em descida,

Em desfilada vil, talvez inconsequente e nula,

Sem cabeceira, travão, cascos no chão, de mula.

-

Eis do título a razão:  - Parole, parole, parole -

Palavras, palavras, palavras: cada qual engole!

Disse.

LMD, 02.10.24

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Luis Manuel Dias, mais um poema

 Hoje, soneto, inspirado no teor de recente leitura.

Triste e belo conto de Fialho de Almeida, em ‘’O País das Uvas‘’!

Lêde. Apreciai. E disso me dai nota, Amigos meus!

Abraço-vos, com total amizade.

À leitura, pois:

=

FINOU-SE, O FILHO ESPERADO!

Quando e se a pretensão de o ser

Maior é do que a certeza, a razão,

Aí há não que lhe avenha, que sofrer

O que seja, senão por dor e aflição.

-

Assim posto, corre a dita desinfeliz

Nas curvas da amargura, como o diz!

Contudo crê! Anda mais, por amor e afeição,

O filho espera, não chora, só, cosida ao chão.

-

O coitado não vem. Sem resposta nem agravo.

Ah, filho meu, mal-parido, desencantado,

Pudera dar-te a vida eu, como era desejado!

-

Fica-se assim, na mesmice, numa espera vã,

Aquela pobre, triste triste, de mantilha de lã!

O filho, esse, finou-se – dizem – não chega cá!

LMD, 16.04.24.

quarta-feira, 20 de março de 2024

RECORDANDO - HÁ QUATRO ANOS - em pleno confinamento do Covid!!!

 RECORDANDO - HÁ QUATRO ANOS - em pleno confinamento do Covid!!!

LÊDE e RELEMBRAI...

A TODOS abraço, com total amizade.

(LMD, 20.03.24)

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HOJE - 20.03.20

Início da equinocial estação da Primavera.

Entre outros, é Dia da POESIA.

Lembro, em 1999, a jornada ‘’A Poesia está na Rua!’’ (alguns saberão a que me refiro).

Assim, aqui me tendes, Amigas/os a vo-la propor!

Beijos e abraços, como costumo vo-los dar.

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VOLUNTARIAMENTE ENCLAUSURADO

O dia em que a Prima me-nos veio visitar

Alegre deveria ser, contudo, e a destoar,

Enfarruscado, tristonho, chuvoso foi e frio.

Distinta, veio de longe a saudar: era a Vera!

-

Esta minha Prima, de quem mui gosto e amo,

A Primavera – pois então – entrou sem reclamo,

Sem parangonas nos periódicos, nem lustrada.

Simples, modesta na aparição, mas engraçada.

-

A etérea sua beleza se configura com o mundo

De modo tal lúcilo, virente, gerador e profundo,

Que se escapa à mente a sua Vera designação

Pela graciosidade, alegria, frescor em transição.

-

Oh, eu? Voluntariamente enclausurado estou.

Não por receio, não! Nem suscepto de maleita,

Que abispado sou, do corrente vírus me abrigo.

Foi mui pensada, quiçá antecipada, a decisão.

-

De curso sinuoso, com picos e baixos avulsos,

A corrente brava se nota que nos por aí roda.

Por ela só, sem temer, fechado me vejo agora

De voluntária, mas mental, operosa reclusão.

-


Nela me sinto, direi ao tempo, bem e mal.

Contraditório, oposição de termos, não tal.

É que cá por dentro tudo gira, corre e volta

Sem quaisquer menções, reparos de monta.

-

E mal, porque coarctado, curto, no defeito

Da acção, do vício do passeio, de sair a eito

Por aí, sem tino nem destino, em caminhada

Ou corrida de velha mas útil bicicleta amada.

-

Confinado, longe de puros espantos, assomos

A entreabertas ou prenhes matas ou clareiras,

Sem mui quem lá passe, plenas de vida, chilreio

Colorido, destacado, em ritmos de puro enleio…

Tanto assim que tal me sinto deveras normal,

Sem em mim perscrutar sintomas, por sinal

Viroso, catafáltico, seja outro que fôr a meio,

Se respiro tranquilo o ar denso num passeio!

-

Voltando à real, crua verdade de tempo assim,

Aqui trancado estou, paredes nuas, só e vivo.

Seria mau, se abaixo por pouco me fosse, sim!

Todavia confiante, calmo, à espreita no postigo.

-

Além, donde espreito, me dou conta num lobrigo

Da parca gente que se afoita, anda por ser preciso,

Sem descurar conselhos de quem sabe e é amigo.

Eis tudo, então: recluído, não diminuto, cá me fico!

LMD, 20.3.20.

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Noite fria, gélida...

 Amigos meus Queridos

Reponho, hoje, uns versos, feitos vão já 5 (cinco) anos, neste preciso dia! E o tempo que tem feito jus faz ao teor deles...

Abraço-vos, com fraterna amizade.

Lêde, ou relêde-os...7

(LMD,16.01.24)

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NOITE FRIA, GÉLIDA...

Porque o dia, especialmente no seu findar e para a noite, que já caiu, têm estado extremamente frios, na nossa região de frio húmido, conquanto não chova para já, deu-me para discorrer, versejando, sobre o tema.n

Assim, Vos presenteio, Queridos Amigos meus, com umas bem geladas linhas, de modo a lhe apreciardes o sabor, e qual a textura da frialdade... Após o lerdes, dizei-me algo. Anseio pelas vossas mui desejadas palavras. 

Beijos e abraços, como é meu uso Vo-los distribuir.

Agora, à leitura...

(LMD, 16.01.19)

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Noite fria, gélida, insensível...

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Noite fria, gélida, cinzentona e triste

Cai, sem dó nem piedade, e em riste.

Obtusa, a pérfida, descamba e gela

Quem, por montes, aos animais vela!

Noite crua, de matar, de húmido frio

A gelar corpos quentes e almas a fio...

Ó noite ingrata, quem te deu o ser?

E de longe, célere, vens aqui morrer?

Teu corpo esguio, de beldade sem dó,

Quisera ter seguro, preso bem com nó!

&

Malvada, que me estragas a dedilhação,

Não vês, tu, que me páras a circulação?ko

Tenho sangue forte, fluindo ruborado...

Mora em mim, inteiro, pouco estragado!

Nas mãos tuas, de gelo, frialdade pura,

Quem consegue ter-se, e tem estrutura

Para vivo, cálido, de compleição dura

Te enfrentar, sereno, com compostura?

Noite gelada, com dor as cores minas,

A energia sugas, a mãos e faces minhas!  

Noite fria, de morrer, há deserto em tudo.

Será que o geral fim desejas, contudo?

Cinzenta bruma, soturna, gélida, pungente,

Vai-te, ó insensível noite! Aqui, mora gente!

LMD, 16.01.19.

domingo, 3 de dezembro de 2023

Um poema do Luís Manuel Dias

 Hoje há, Amigos meus, de novo Poesia em modo Soneto. 

Lembro-vos que, embora o Natal perto, somos nada, pouca coisa, deveras ''À Revelia...'', seja dalgum Ente Sumo, seja de nós mesmos, já que assim se exprime, se amostra, a humana condição.

Votos sinceros de Bom Natal, auspiciando ao menos saúde e paz, a quantos me lêem e meus amigos são.

A todos, fraternal, solidário abraço.

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Agora, toca lá a lerem os versos...

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À REVELIA?

‘Oh, quem sou eu, mortal,

Que se lembrem de mim!’

Por quantas Luas e tanto Sol

Me acho renascido, sem fim?

-

Sou o termo de série natural,

De corpos definidos, restos mil,

Contra quem ares de vendaval

Irados bateram, existente fútil!

-

Pudera! Demora sofresse, nesta areia,

Sede e fome me finariam, de morte feia.

Nada em mim, por inútil, sobraria.

-

Assim, me vejo energia, quiçá ideia,

Que este vão corpo anima, à revelia

Dalgum Ente Sumo, em vera demasia!

LMD, 01.12.23

Luís Manuel Dias

sexta-feira, 7 de julho de 2023

Lêde, relêde-o... Fernando Pessoa

 Tardia homenagem, quiçá, mas com propósito, pois se dele ''bebo'' cada dia inspiração e jeito, aí vos deixo reposto poema feito a pensar em FERNANDO PESSOA. 

Lêde, relêde-o. Apreciai e dai-me alguma nota disso.

Abraço-vos, a todos, com amizade total.

(LMD, 05.07.23)

À leitura, pois:

=

A FERNANDO PESSOA

Do amigo, pela miríade de linhas deixadas, reconhecido…

-

Nos dias terminais teimava, persistente e fino,

Em continuar isolado, naquele primeiro piso,

Propício e amplamente desguarnecido.

Cigarro após outro, fechado no quarto a fumar,

Melancólica ou freneticamente escrevia.

-

Folhas manchadas a negro,

Com hesitações borradas e bela caligrafia…

Horas a fio, pela madrugada, a beber e fumar…

Tudo feito para se evadir, a fugir… de si,

Como um ignorante do mundo, sabendo-o, e perdido…

-

Para não estar lá onde estava,

Onde estava e não voltar mesmo queria,

De vez acabar com ‘aquela’ vida de farsa,

A ‘correspondência comercial’, de dia, basta…

-

Pela noite adentro, a Musa outra, a feérica Poesia!

Que lhe era medonha, dolorosa, crua, viva ciranda,

A vida de empregado de escritório… Uma zanga!

Bondava a náusea do que lhe sempre fora a vida!

Poetava:‘’Raios partam a vida…’’

Acrescentando: ‘’E quem lá anda!’’

-

De beber proibido, por atenção e mérito,

O fim prestes estaria se bebesse, lhe dizia médico.

Um cálice só, só um mais, ainda!

Serena, confiadamente, pedia…

-

E continuava a lide, a fumar e a beber,

Como alguém realmente persuadido

De a morte nunca ter existido!

Saía, pasta na mão, caminhando à vida, a beber e a fumar…

O fim previsto, vezes intimamente pedido,

Era assim falado: ‘’Neófito, não há morte.’’

-

Pela vez última na Baixa, a derradeira,

Na taberna do Manacés, como se fora a primeira,

Uma vez mais, ali parou a fumar e a beber…

E sussurrou um segredo, do balcão abeirado,

Ao taberneiro, confidente e amigo, mui dobrado:

‘’Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me?

-

Não; vou existir. Arre! Vou existir.

E-xis-tir…

E-xis-tir…

-

Dêem-me de beber, que não tenho sede! ‘’

A morte, como bálsamo, não procurava:

‘’Não há morte’’, afirmava.

-

Sim, a existência, o existir…

O ‘’e-xis-tir’’, largo, compassado, bem repetido,

O ‘’e-xis-tir’’ que nunca houvera conhecido!

LMD, 05.07.20.

terça-feira, 18 de abril de 2023

Parabéns Luis Manuel Dias

 Meu caro Luis

Muitos parabéns por mais um aniversário.

Que tenhas um excelente dia de aniversário, com muita saúde e bem estar junto dos teus.

Um forte abraço.

Leandro Guedes.





sexta-feira, 10 de março de 2023

A sonhar nos Mares - poema de Luis Manuel Dias

 


A SONHAR NOS MARES...

Com este título vos apresento, Queridos Amigos, hoje, o poema em forma de soneto. Dele, aguardo me deis apreciação adequada, justa, pelo valimento.

Entretanto, de mim recebereis fraterno abraço, sempre do coração que bem vos quer.

À leitura:

===

A SONHAR NOS MARES

-

Tal como à princesa encantada

O namorado infante, sem o saber, busca,

Por processo e lembrança divina,

Quanto existir faz, aqui, a estrada.

-

Então conclui o passo, certo, medido.

E em pasmo, coberto do irreal vivido,

Volta aos arreios do corcel que o aguarda.

Olhando em derredor, justo, arranca.

-

Será que nascido fui, vim para algo ser,

Além do que me parece a vida correr,

Simples, transitória, alheia, discursiva?

-

Oh, ignoro! Coisa certa é: hão-de morrer,

Todas as agruras, os diversos males e ares.

Órfão, embora, continuo a sonhar nos mares!

LMD - 07.03.23.

sábado, 11 de fevereiro de 2023

O Poema do Luis Manuel Dias, a celebrar a amizade.

 O Poema do Luis Manuel Dias.



"AOS AMIGOS

(Camaradas do BART, Companhias, Pelotões, Secções e Serviços Associados)

Amigos

Que deveras prezo, atendei vos peço.

São uns poucos minutos,

A ler-vos esta homenagem, em verso:

Aos Camaradas da árdua, espinhosa saga,

Companheiros nas esforçadas lides africanas,

Onde ali nos vimos em palpos de aranha,

Frequentemente enrascados, senão enganados…

Aos que no mato caminhamos,

Por bolanhas ou perigosas veredas da selva,

Desterrados fomos no verde e rubro chão da Guiné…

Aos que por bem, afoitos, prestáveis, os primeiros foram,

E aos que demais ajudaram, os socorreram…

A TODOS saúdo, aqui Vos dou as boas-vindas.

.

Aos Camaradas que, pela morte, se foram…

- À memória deles rezo!... – (silêncio, recordação…)

E por nós, nas preces minhas requeiro

Ao Nume Supremo nosso, ao Ser Divino e Puro,

Nos dê, na hora última, suave e breve termo!

E nos livre do inferno – que é esta vida de agora!...

É que a nós, sem remédio, nos bastou já o de outrora!

Da vida, as idas e voltas, numa bolina, de ar fero,

Sempre a sentimos, às costas…

À megera, má, insofrida!

.

À chuva, em desabadas, vivemos.

Com ventos, brutais trovoadas luminescentes,

Ou sob um Sol, tórrido, inclemente,

Numa mescla de húmido e quente,

Que molhados fazia sempre estarmos,

Suportamos o que nem era de gente!

.

A “estância” lá, mau grado tão grande mal,

Um pretexto serviu e bem: TODOS, CADA QUAL,

Fizemos crescer em nós a bela flor matinal,

Em cada dia, na selva, na lama ou na picada!

A luzidia flor da AMIZADE, entre toda a rapaziada,

Pela qual, ano após ano, inda juntos comemoramos!

.

Tanto foi, o suor em sangue feito…

Preito é lembrar! E vem hoje a preceito…

O mór deixámos, na Guiné!

Que nos sirva de memento!

.

Seja, o que ora enfrento,

De bela, sentida, grata recordação,

Que sadio convívio, festivo almoço, a jeito.

Confabulamos, trocamos mil impressões…

Viemos de vários espaços, para cá chegarmos.

Enfim, para reunidos estarmos.

.

Não que nos mirre o bocado

No prato, ou no bornal.

É que, na mente de todos,

Vibra um desejo final:

Amigos, Camaradas, se assim aqui estamos,

Na Titenha terra deixamos Amigos Veros, por sinal.

Gente boa, tantos, os africanos.

Disso sei. Tenho noção.

Connosco p’ra valer ficaram

E bem, no coração!

Luis Manuel Dias  "


A participação dos amigos, na celebração das 700.000 visitas ao Blog do BART 1914

 O José Justo, como sempre, pôs as suas qualidades artísticas na criação dum belo emblema a festejar as 700.000 visitas ao nosso blog..

Ele sabe que é uma data que diz muito a todos nós, pois foi através do Blog que alguns de nós nos reencontramos e aqueles que por algum motivo não apareceram ao chamamento, uns é porque a saúde não lhes permite e outros porque continuam "zangados" com a guerra... Mas não acham que estamos na idade de refazer velhos tempos?...

Para festejar esta data, publicamos  a seguir duas cartas escritas pelo Costa no momento do reencontro, Escritas com muita sinceridade e sentimento. Obrigado José Costa.

Depois publicamos um belo poema que o Luis Dias criou para todos os seus amigos da guerra,  e que leu durante um almoço anual, salvo erro no Entroncamento.

Obrigado Luis Manuel Dias e José Costa e José Justo pela vossa sensibilidade e entusiasmo pela companhia de todos nós.

Bem hajam.

------------------ 

"O Reencontro

Eh pá!! finalmente dou com vocês!!

Que grande alegria que o amigo Leandro Guedes me deu há dias, quando encontrou um anúncio meu colocado na net há muito tempo que já nem me lembro. Sempre tentei procurar em tudo o que eram anúncios de convívios, inclusivé sou sócio da Liga do núcleo do Porto e na revista nunca lá encontrei nada. Mas pronto esse dia para vos dar um abraço e "por" as memórias em dia vaí chegar agora em Maio no almoço.

Eu lembro-me perfeitamente desse dia que nos encontramos no Porto. Recordo-me que ias a uma reunião do Sindicato. Depois disso, um dia voltei a ver-te na TV num evento qualquer e depois nunca mais. Mas, volta e meia vinha á minha memória essa rapaziada, de que me lembro além de ti, o Justo, só agora ao ler no site me apercebi de uma situação delicada que ele está a viver, ele já me respondeu e eu vou respnder. Então essa foto que me envias agora, eu também a tenho. As pessoas são: Ao volante és tu, a seguir eu, à minha direita, não lembro o nome, mas era nosso íntimo e era escriturário na secretaria em frente de nós, pessoa defino trato e muito calmo.Depois temos o Palma, que se armava em dono das balas quando queriamos ir à caça das rolas, e o da manivela, não me lembro do nome, mas era infermeiro foi um dos primeiros a chegar à Parede e vivia alí para os lados de S.Pedro do Estoril, cheguei a ir com ele nessa altura a casa dele. Vivia só com uma avó, se a memória não me atraiçoa. Era um tipo porreiro muito vivido e rebelde, chegou a estar preso aí em Tite por um castigo qualquer.

Tomei conhecimento no Blog, que o amigo Heitor já cá não está. Grande saudade, tenho muitas fotos com o cão dele antes do embarque. Ainda tenho a marca de uma costura de 4 pontos feita por ele e a recordação dos comprimidos LM que sempre estavam disponiveis para qualquer exaqueca.

Eu continuo a viver em Ovar, continuo no ramo de tintas e vernizes, mas a trabalhar por conta própria desde 1983. Sou viúvo desde Janeiro de 1993, tenho uma filha de 36 anos e uma neta de 11. Tanto a minha filha como o genro trabalham comigo. Depois de enviuvar, refiz a minha vida com uma senhora, mas da qual já me separei, depos conheci uma Brasileira mais nova 21 anos que eu, mas de momento estamos separados.

Entretanto tenho corrido o Mundo sempre na coboiada com amigos e amigas, junto uma foto no Dubai no ano passado, e assim já podes ver a transformação por que passei (ou passamos em 41 anos!)

Já vou longo, entretanto vou dando notícias

Um grande abraço bem apertado

Zé Costa

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Quero agradecer…

É  uma sensação tão agradável...Cresce onde sementinhas são lançadas, floresce sob o sol. De um coração caloroso e bom, cresce mais quando é cuidada. Quase todos temos motivos para a gratidão, quando pessoas em nossas vidas têm tempo para partilhar e nos fazer saber por bons actos que nós estamos em seus pensamentos e que elas se importam. Vem isto a propósito dos testemunhos que recebi de muitos vocês nesta quadra natalícia (2010) e que por felicidade quis o destino que eu nascesse neste dia lembrado que é o NATAL.

Quero agradecer a todos sem excepção o carinho que me dispensaram e também a placa, o que me deixou algo comovido pois fez-me recordar o célebre jantar de consoada em Dez/68 na arrecadação do Palma. Como dizia, quero agradecer pela lembrança do meu aniversário e por terem dividido comigo a felicidade deste dia.

Vocês são pessoas muito especiais pra mim, pessoas que eu amo muito e que nunca me esqueci neste 40 e muitos anos.

Desejo muito que Deus cuide de cada um e sustente suprindo todas as necessidades, sendo a essencial a saúde.

Muito obrigado mesmo!

Um grande abraço

José da Costa.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Um texto muito sentido - de Luís Manuel Dias

 Hoje, um pouco de poesia que, a medrar, ou a marinar, deixei uns dias...

Vêde dela se algo vale e dela me dai apreciação.

Beijinhos, às Meninas. Abraços a todos, do coração.

LMD, 07.01.23.

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AVANTE SEMPRE!

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É aproximar-nos, a função da tristeza.

Uns aos outros nos achegar

claro é, com pungente delicadeza,

e, cortesmente, por bem nos deixar.

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É um elo.

Uma ligação.

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Um desejo vívido, um anelo

ou, deveras, súbito alarme do coração!

-

Encontra-se, suave e sempre, no centro

do augúrio que fazemos, numa adivinhação

que transcende espúrio, negregado acto malsão.

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Assim visto, então entendo.

Destarte, entrego ao meu irmão

quanto de bom inda tenho:

desde gestos a amor e fraterna admiração!

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Não! Vil tristeza não me afoga

não!… Lá longe, no azul celeste voga,

guiando-me, a solar luz que enternece

e aquece o quiçá em desventura ser,

que sou! E na alma, que me possui e faz ver,

larga, abundante energia flui, me desentorpece

em actos de coragem e nobre, valerosa inspiração.

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Avante sempre, pois então!

-

LMD,04.01.23.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

"Abraços são casas" - poema de Luis Dias


 

ABRAÇOS são CASAS...

Em época natalícia estamos.

Por usos e costumes, adrega de se darem Boas Festas - de modo geral e uniforme.

A mim, agrada-me sobretudo o BOM, FELIZ NATAL, com o Menino Jesus a (re) nascer nos corações de ''boa vontade'' !!!...

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Todavia, atrevo-me a MAIS… Queridas/os Amigas/os e ledores meus!!!...

E... NÃO É DINHEIRO..., não, de modo algum.

Embora, a TANTOS, pudesse fazer a diferença !!!

Vos requeiro, de boamente, sorrisos, simpatia, ajuda, atenção, boas palavras e - singularmente - amigos, quentes, carinhosos ABRAÇOS...

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- É que:

ABRAÇOS são CASAS quando não temos tecto.

E se o tivermos, muito IMPORTANTES serão, na mesma.

Dai, então, CADA DIA, a vossos íntimos, aos amigos, aos que vos ''dizem'' algo e com quem conviveis, BONS ABRAÇOS, não de circunstância, dos que fazem pular o coração.

Fazei como eu. E vereis o resultado!

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Abraços dos meus - a todas/os vós - em modo 'virtual' embora, porém sincero, amigo.

E beijinhos às Meninas, de qualquer idade. Não olvido, no meu carinho, os votos do melhor NATAL, o possível, a todas/os.

Muito Menino Jesus. E saúde, alegria, paz.

LMD, 14.12.22.