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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, no Entroncamento.


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.
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terça-feira, 28 de abril de 2020

O Luis Dias teve um enfarte


ESTOU VIVO!
Momentos dos últimos dias, em que vi a vida sumir-se-me, aqui reproduzidos, sinteticamente, em estranho soneto!
Lêde-o, CAMARADAS E AMIGOS MEUS.
Do coração restabelecido, forte abraço a TODOS!
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Contra o infarte atroz, na estranha vida

De quinta última a esta parte, a vida se me tornou mui diferente.
Não que algo me desmoreça, que impeça de ir em frente!
Ao invés mais fortalecido, confiante em mim sim e vivente,
Muito mal tenha aparecido, súbita, a dor atroz… num repente!

Vieram-me lágrimas, silenciosas, amargas, escorridas em fio
Cara abaixo amargurada, mas repensadas, num corropio!
Me vou desta, para mim digo!, mas outros, amigos e até querido tio,
Sorte símil tiveram… e anos sobreviveram, para seu-meu alívio!

Já sei! Tantas vos estão interrogações do havido, as perguntas…
Apesar de forte, destemida compleição, abaixo me fui, às tantas,
Findo ía o dia! Quem sonharia, se augurava metido em tais bolandas?

Agudo enfarte de miocárdio insidioso, opressivo, deveras extremo,
De me acometer se lembrou! E, segundos após, viro trapo rastejante…
A ânsia do viver - luta desigual – fincaram-me. Venci o estoque supremo!

LMD, 28.04.20
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Após esta noticia de rompante, falei com o Luis Dias. Contou-me que teve um enfarte  na ultima 5ª feira, foi para o Hospital da Feira e dali para o de Gaia. Fizeram-lhe uma intervenção e ontem voltou para sua casa. Está bem, aparentemente. Fala bem e manda um grande abraço para todos desejando de igual modo boa saúde aos companheiros de outras lutas. Porque esta ele já ultrapassou. As tuas melhoras companheiro, votos de boa saúde.  
Leandro Guedes.

sábado, 18 de abril de 2020

Parabéns Luis Manuel Dias





Bom dia meu caro Luis Manuel Dias. Parabéns pelo teu aniversário que hoje se verifica. Que tenhas um dia repleto de boas surpresas e que vás tendo saúde neste tempo de confinamentos.
Um grande abraço.
Leandro Guedes.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Os telefonemas do nosso capitão



"Mt obgdo, querido Amigo e Camarada de sempre, Guedes. O nosso Cap Paraíso Pinto LIGOU-ME hoje por volta meio dia, ou pouco antes. Foi com imensa alegria que conversamos. Estamos, ambos, bem. Aqui em casa também, tudo fixe. E quanto ao blogue, de vez em quando dou uma olhada. Com tantos meios de comunicação, o FB, o correio electrónico, o telefone, é o que dá, não vamos a tudo! Abraço, saudoso. Até quando for possível. Fica bem, mai-los teus.
Luis Manuel Dias




“Pessoal hoje tive uma alegria enorme então não é que recebi um telefonema do nosso Cap.Paraiso Pinto, conversamos um bocado, está tudo bem com ele .O Meu agradecimento ao Grande CAPITÃO.
Vitor Serafim”

terça-feira, 24 de março de 2020

Contra o "verme"



"CONTRA O 'VERME'!
Eis a minha curta, mas decidida, participação na luta contra a presente pandemia, que nos tira do sério e a alegria!
Beijinhos às nossas Queridas Meninas (não importam idades!) - que, por este meio, não há perigo de contaminação).
Abraços a TODOS os Camaradas, solidários, amigos e fraternos. Ficai bem de saúde, com alegria e paz.
AGORA, a poesia adrede:
-
‘’EDUCARE’’, ‘’EDUCERE’’, CONTRA O ‘VERME’

Nunca como agora, tamanha há, em nós, a maior compita
Do que importa - ‘educar’ e ‘guiar’ – num quase sem senão!
Pois que vejam todos, qualquer seja a mais douta opinião,
Do que falta faz, em apreço está, para uma vigorosa guarida
Do bem-estar de um, termos pressuposta de todos salvação.

‘EDUCARE’ é óbvio significar o escopo pretendido no geral:
EDUCAR, a todos dará cuidados, em movimento ascensional,
De equilibrado desenvolvimento corpóreo e afim intelectual.
Como frágil criança a amamentar-se, segura, no seio maternal!
Bem assim, nesta diversidade do Povo que somos, tal é igual.

‘EDUCERE’ é complemento. Útil e necessário, como justo guia
Que encarreira e leva, numa idêntica proporção, tal assim iria
De pronto retirar-nos, ensinando, de letal confrangida situação
Onde, vezes sem conto, retrógrada e parca se semelha a vida
A nos avaliar, a deitar-nos fora, (ai de nós!) sem compensação.

Nos intercorrentes, maléficos dias que enfrenta, sem variação,
Diversos e incontrolados, a mor parte da gente sem aí ter parte
Se sente amarfanhada, triste, dominada e sem querer comparte,
Nada dando ensejo, sinal ou, por absurdo, alinhado em decisão!
Fatídico, invisível, resistente ‘verme’ cerceia, nos impede reunião.

Pois que seja. Avante, com vitória não há-de ir o ‘bicho’, isso não!
Quedados, solidamente enquadrados em lisos muros de cal, betão,
Ou em casas de alvenaria, madeira, estucaria, vidradas, de palhão…
Firmes, resguardados, calmos, serenos, numa imposta hibernação,
Certo iremos dar fim, sem tardar. Haja educada consciencialização!

LMD, 24.03.20."
Luis Manuel Dias

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Sombra rala, que me levanta! - Natal


A TODOS, que comigo conviveram no BART, e aos demais, camaradas ex-combatentes, suas famílias e amigas/os nossos:
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VOTOS SENTIDOS - de BOM NATAL em paz -, aos me lêem, seguem e fazem o favor de ser meus Amigos!
Beijinhos afectuosos às sempre Queridas Meninas.
Abraços, de fraternal amizade, do coração dados, a Todos.
Como modesta lembrança, ou prenda - se preferirem - aí vão umas linhas, em jeito de Soneto. Lêde-as e dizei de vossa justiça.
=====

SOMBRA RALA, QUE ME LEVANTA!

Tonto me sinto, zonzo, deveras combalido,
A voz fraca, tremida, distante, num sumiço.
Faço-me de forte, embora lasso, esmaecido
E , sim, quero dar-me apto, lúcido, decidido!

O coração urge, bate-se-me descompassado,
Em ritmo ora doído, ora cavalar, estonteante,
Nuns bruscos saltos inadvertidos de corrente
Às vezes furibunda, célere, a passo no restante.

A escrita sai-me baça, descolora-se-me turva
E passeia-se, andarilha sem dó, na penumbra
Que me escapa, íris azul-amarela densa e curva.

Que direi de mim, que me perturba e espanta?
Sinto-o, francamente sim, como negra sombra.
Curioso, directa, rala, não consome, até levanta!

LMD, 17.12.19.

sábado, 12 de outubro de 2019

Página poética


POESIA, hoje!
Sim, por antecipação forçada, mas com o gosto enorme de a alguém proporcionar momentos se libertação - dos que-fazeres diários, da rotina entediante!
Com as habituais saudações, abraços e beijinhos.
Lêde-me!!!
Assim o espero de Vós, Queridas/os Amigas/os:
---
Frente à Mãe-Natura, Mar, Lua
Neste fim de dia, soalheiro e brando,
Olho para ti, Mar fundo em quebranto,
E digo-te – Cala-te, por minutos, se tanto!
A Lua mostra-se já: num transparente branco…
Que inda é dia!
E o frenesim, de se ver-sentir iluminada,
Não lhe dá para tanto!
Há distantes, milhões de seres
Cósmicos,
Estrelas, constelações…
Uma miríada sem fim de cintilos,
De estremecimentos e descuidados suspiros!
Ah! Se pudésseis – astros divos -
Apreciar quanto me vai dentro,
Num coração que jorra sangue
E quiçá lamento
E numa como ebulição constante
Da mente,
Quanto criais, tudo, do Universo belo,
No firmamento
Se transmudaria em suave, terna melodia
E a todos os terráqueos, cada dia,
Lhe daríeis o quanto baste,
Uma alegria!
Instável louco, adivinho e mentalista,
Infrene corro, tal cavaleiro em pista,
Num corcel impante, se aprendiz de alquimista.
Ou andante, em frente e à vista,
Profeta, jogral, bardo, músico artista!
Quanto anseio ter, nas minhas aladas
E inquietas incursões, as mãos postas
Adoradoras,
À selenítica figura densa, especiosa, linda Senhora Lua, deusa minha,
Porfiadas!

Céus de flores às frontes nimbam
Das puras esbeltas ninfas,
Que entrevejo em pasmos, em anelos
De paisagens surreais,
Em terrenos célicos, etéreos,
Onde lanugentos seres dóceis,
Em pascigos amplos, verde-densos
Deambulam pachorrentos, plácidos e lentos,
Tão belos!
Um pouco mais me deixo, fremente,
Nestes peripatéticos, oníricos momentos…
É tempo de voltar!
Há, lá em baixo, trabalho emergente!
Ó minha alma evaporada,
Ó mente ensimesmada,
Posto que lúcida e assoberbada
De que-fazeres:
– Vinde ambas, comigo, em frente!
LMD, 10.10.19

domingo, 19 de maio de 2019

AOS AMIGOS (Camaradas do BART, Companhias e Serviços associados), de Luis Manuel Dias.

ALMOÇO NO ENTRONCAMENTO
Durante o almoço o nosso amigo Luis Dias, declamou um poema da sua autoria, que aqui se publica, dando os para bens ao Luis e agradecendo o seu gesto.

Leandro Guedes.



terça-feira, 10 de julho de 2018

A dôr do nosso amigo Luis Manuel Dias.


"Boa tarde, Amigas/os.
Estranharão, alguns, estar a pensar e a escrever-vos, neste meio, com tão soalheira tarde de Verão (só prejudicando o equilíbrio, a beleza dela, nestas bandas, o 'canto' crescente de alguma nortada) propícia, q. b., a um desfrute na praia'....
Ao invés. Ontem, pouco ou nada me viram, por aqui.
Hoje, passada a triste rememoração, em poucas palavras vos farei cientes.
Passados ontem, 7 de Julho, foram 30 anos que o nosso João Carlos desapareceu, levado nas águas da Barragem da Caniçada (Terras do Bouro, ao Gerês). Ficaram-nos dois rapazes e uma moça, cada qual na sua vida.
O João foi passar com amigos uns dias, em campismo. E, ao pretenderem ir à margem contrária, na Serra Amarela, onde moraria alguém deles conhecido, foi por água abaixo, ao se ter voltado o caiaque monolugar, quando atravessava o lago. Tudo pela elevada corrente, que se mediu um dia depois (no fim conjunto dos rios Caldo e Gerês a desaguarem no Cávado). Foi em 88. Ano deveras chuvoso. Logo, com alta força de água. Debaixo da ponte, entre as ribeirinhas Rio Caldo, de um lado e Vilar da Veiga, do outro, passava a menos de 2 metros !!! E havia uns 70 metros de profundidade, na zona, aumentando quanto mais se ia para a Barragem, ela mesma, uns 6 km adiante. E por ali ficou, mau grado esforços que, com amigos, fizemos, no sentido de o recuperar.
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Vou-vos deixar um Soneto, feito a propósito. Gritos de alma? Talvez..., ou da insuficiência humana !!!
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‘ In memoriam ’ JC

soneto

Filho meu que, sozinho, foste
P’ra tão longe do lar paterno …
Entregaste teu riso forte
Nas corcovas do sempiterno !

Será que tenha merecida
Desventura tamanha assim?!
Porque, destarte, oferecida
A levaste a aventura ao fim?

A companheiros, como tu,
Roga, no éter onde moras,
Mísero, eu… me perdoem.

E da terra não me esconjurem !
Do brejo, em que ninguém demora,
Não me mandem lá p’rás lonjuras !

LMDias,24NOV96
In facebook de Luis Manuel Dias".

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Boas Festas do Luis Manuel Dias




  1. A TOD@S @S AMIG@S
    E porque em breve é Natal...
    ---
  2. ABRAÇOS são CASAS...
  3. Em época natalícia estamos.
    Por usos e costumes, adrega de se darem BOAS FESTAS - de modo geral e uniforme, mutuamente.
    A mim, agrada-me sobremaneira o BOM, o FELIZ NATAL, com o Menino Jesus a (re)nascer nos corações de ''boa vontade''!!!
    Todavia, atrevo-me – agora - a pedir-Vos, AMIGAS/OS, que MAIS e MELHOR deis.
    E... NÃO falo de objectos ou dádivas custosas..., não, de modo algum.
    Vos requeiro, de boamente, sorrisos, simpatia, ajuda, atenção, boas palavras e – de modo singular, especial, aos que vos rodeiam - amigos, quentes, carinhosos ABRAÇOS...
    É que, ABRAÇOS são CASAS, quando não temos tecto. E se o tivermos, muito IMPORTANTES serão, na mesma. Dai, espontaneamente, aos íntimos, aos amigos, a quem convosco convive, CADA dia, um BOM ABRAÇO, verdadeiramente terno e amigo, não de circunstância, sim dos que fazem pular de alegria e amor o coração. Dai-os, como eu, e vereis o resultado!
    ---
    Beijos às Meninas, de qualquer idade.
    O meu CARINHO, o meu ABRAÇO, fazendo votos do melhor NATAL possível, a TODAS/OS. Saúde, alegria e paz, na sereníssima Noite Santa, comemorativa do nascimento de Jesus.
    LMD, 20.12.17.
    ---
    O vosso sempre muito Amigo. Luís Manuel Dias.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O Luis Manuel Dias apareceu pela primeira vez, no almoço de Ovar, em 2009.

E o Justo enviou-nos, em Maio de 2009,  o seguinte inquérito, feito pelo Luis Silva ao José Justo, em Outubro de 1967. Aqui vai a obra:

Compilação Perguntas/Respostas do inquérito Facsimile nas fotos juntas, pertença e gentilmente cedido pelo ex Furriel Luis das TMS .

Nota: Tinha 22 anos aquando deste inquérito, feito em Tite e da autoria do Furriel Luis, durante a guerra da Guiné. Passados 42 anos sobre este escrito, muitas das resposta, hoje não as daria de forma nenhuma assim, principalmente no que concerne à mulher, a ser “pouco comunicatico” (hoje é o contrário) e nos nomes, lamentavelmente não inclui o de Raul de meu pai, um grande Homem, pelo qual, naquela altura não dava o devido apreço e que com o tempo muito admirei, muito me apoiou e que sempre recordarei como um exemplo. José Justo Maio 2009. N.B. – RESPONDA AS TODAS AS PERGUNTAS, COM A MAIOR APROXIMAÇÃO DA VERDADE POSSÍVEL. ABSOLUTAMENTE CONFIDENCIAL.
1 – Nome: José Manuel Jordão Justo

2 – Data de nascimento: 28 Setembro 1945
3 – Morada: Lisboa

4 – Qual é, a seu ver, o cúmulo da miséria ? Pobreza de espírito
5 – Onde gostaria de viver ? Suécia ou Finlândia

6 – Qual é o seu ideal de felicidade terrestre ? Alcançar o que se pretende
7 – Com quem é mais indulgente ? Comigo E com quem é menos ? Também comigo

 8 – Quem é o herói do romance que mais o impressionou ? Não me impressiono com heróis fictícios, mas talvez leve a minha preferência para - Rocambole
9 – Qual é a figura histórica que mais o apaixona ? Nero

10 – Quais as heroínas da vida real que mais admira ? Minha mãe (duma maneira muito especial)
 11 – E heroínas da ficção ? Nenhuma

 12 – O seu pintor favorito ? Dürer
 13 – O seu músico predilecto ? Strauss, entre muitos

14 – Qual a qualidade que mais aprecia no homem ? Inteligência, Humor refinado
 15 – E na mulher ? Só a beleza (mesquinho ?...talvez !!)

 16 –Qual a virtude que mais o encanta ? Não necessitar de ninguém
 17 – Qual passatempo que mais o recreia ? Andar sozinho de noite por locais solitários

18 – Á sua profissão preferiria outra ? ----------------------
19 – Qual a principal feição do seu carácter ? Pouco comunicativo, inconstante

20 – Que predicado mais preza num homem ? Sê-lo, mas a sério
21 – E na mulher ? Olhos azuis e cabelos loiros

22 – E nos amigos ? -------------------------
23 – O seu defeito principal ? O não os confessar

24 – A côr que lhe vai melhor ? Azul escuro
25 – A flor que põe na lapela ? ----------------------------

26 – Qual o pássaro que acha mais curioso ? Nenhum em especial e todos de uma maneira geral.
27 – Os seus autores predilectos (prosa) ? Guy Maupassant, François Sagan

28 – E os seus poetas ? Bocage

 29 – Os seus heróis na vida real ? De Gaulle
30 – As suas heroínas históricas ? -----------------------------
31 – Os nomes que acha mais bonitos no onomástico nacional ? Carlos, Helena, o meu

32– Que mais detesta no mundo ? Acordar, falta de dinheiro
 33 – E na sua pessoa ? Inconstância

34 – E quais os motivos capitais da sua aversão no governo das sociedades ? ------------------------
35 – Que sucesso histórico mais admira ? A victória dos Aliados sobre a Alemanha nazi

36 – E qual a reforma político-social que mais agradou o seu espírito ? ------------------------------- 37 – Que graça pediria a um feiticeiro ? Dinheiro
38 – Como gostaria de morrer ? De qualquer modo, em qualquer altura, mas rapidamente

39 – Estado presente do seu espírito ? Indiferente...e muito longe...
40 – Actos da vida que lhe inspiram mais confiança ? A posse total

41 – A sua divisa ? Pensamento: “Os cães ladram e a caravana passa”
42 – Qual a seu ver a verdadeira definição de amor ? Se realmente existe, não creio tenha definição

 43 – O que pensa representar para si um beijo ? Nalguns casos, uma cancela que se fecha, noutros um paraíso que se abre...
44 – DEDICATÓRIA (N.B.: Nesta dedicatória dê um parecer, favorável ou não, acerca do exposto neste inquérito cultural) Talvez, quando daqui a tempos todo o nosso martírio terminar estas respostas te possam infelizmente recordar um período demasiado longo da tua existência para valer a pena voltar ao que não voltará jamais. No entanto “Vale sempre a pena, quando a alma não é pequena” José Justo – Guiné 22 Out 67.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Luis Dias passa hoje mais um aniversário










O nosso companheiro Luis Dias, passa hoje mais um aniversário.
Para ti amigo, um forte abraço de parabéns dos teus companheiros do BART 1914, desejando que tenhas muita saúde.
Leandro Guedes.

domingo, 18 de agosto de 2013

Pensamentos (III)... por Luis Manuel S.Dias

Achegas I     
Maiorias, ou não?
O Senhor Dom António Ferreira Gomes já, em 1985 (!) - e à vista de infelizes factos recentes, clarificadores - por antecipação  previa”, e  prevenia, que “dar às maiorias o direito de definir o bem e o mal, o justo e o injusto, seria o dogmatismo político, o absolutismo do Estado na sua pior expressão.”
Comentando – o : é bom não olvidarmos a democracia implicar – como condição “sine qua non” (i. é, necessária), para a sua total realização – o exercício quotidiano da humildade, da adequação ao “realbem comum do povo. Sem tal atitude / exercício, o poder vigente torna –se, amiúde, sobranceiro, arrogante, orgulhoso de si, narcísico, ditatorial, indialogante, em suma anti-democrático, particularmente com as para si desnecessárias formações oposicionistas minoritárias, a quem não concede sequer estatuto de existência … destarte ferindo um dos pilares básicos do que afirma defender – a mais cara expressão do homem – ser livre, autónomo, embora responsável logicamente nos seus limites e limitações, de modo a não ferir terceiros nem lhes invadir a sua natural esfera de acção!…
Nunca alguém, com a insuspeita autoridade moral e cívica do falecido Bispo resignatário do Porto – que tanto sofreu no exterior, por imposição do Governo de Salazar (é bom não o esquecermos…) – pôs o dedo, com precisão e anterioridade, na ferida, o mesmo é dizer sobre os factos que motivam, para bom entendedor, estas achegas.
Por agora é tudo.
LM Dias,Set/1987
N.B.: O texto acima, datado, é no entanto carregado de oportunidade, face à conjuntura presente, onde cada vez mais se adequam, as supra afirmações!!! –
. LMDias.Ago2013

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Considerações (II)... por Luis Manuel S.Dias.


Damião d Góis, humanista

Um Homem do Renascimento – Um Humanista
Uma das muitas Vítimas da Inquisição!
Intelectual e homem d acção
Diplomata, historiador {Crónica d Dom Manuel I}, combatente, músico e cantor, erudito e viajante, cidadão da Europa e do Mundo.
Nasceu em Alenquer, em 1502 (no tempo dD.Manuel I), d ascendência flamenga, pela Mãe.
Com D.João III, sucessor do Venturoso, manteve-se a protecção real [mau grado ter sido este mesmo que, em Portugal, introduziu, ou deixou se instalasse, a nefasta Inquisição!!!]
Do seu tempo: Lutero, Melanchton – 2 grandes nomes da Reforma protestante, Wittenberg.
Erasmo ( Desidério Erasmo de Roterdão), Friburgo (Suiça).
“Vício Europeu” : viajar, estudar, instruir-se, conhecer letrados, teólogos, gente d várias culturas.
Em 1548, Damião d Góis é nomeado por D.João III guardador-mor da Torre do Tombo.
Em 1557, um ano após a morte do Soberano, o sucessor – o Cardeal-Infante D.Henrique – futuro rei, encomendou-lhe escreve-se a Crónica do reinado d Dom Manuel I. Foi o “canto do cisne” para o humanista historiador, que, na data, se dedicava já a historiar D.João II.
É que… havia os descontentes, os interesseiros e invejosos: entre estes, Pêro Vaz d Caminha, arqui-inimigo d Luís d Camões; entre os primeiros, o próprio genro d D.Góis, Luís d Castro.
Acima d td - o Pe. Simão Rodrigues d Azevedo, da Companhia d Jesus, (q Góis conhecera em Pádua, qd estudava na Universidade) – um dos primeiros companheiros do tristemente célebre seu fundador Inácio d Loyolla – “alma danada” q sempre perseguiu DG e nunca desistira do ódio {!!!} (como é isto possível num seguidor d Jesus???) – d trinta e mts anos -  com delações atrás d delações, falsas e incongruentes!?...
Desta feita – após 1567? – apareceram as testemunhas (q antes escassearam!) – Luís d Castro, Vaz d Caminha, + alguns fidalgos …
Defendeu-se DG como pode, mas, homem velho – com sessenta e nove anos, idade já avançada para aquela época! – e, sobretudo, doente.
Cedeu, assinando um texto em q abjurava seus supostos erros!...
Condenado a cárcere perpétuo (!!!), pena a cumprir no Mosteiro da Batalha.
Mas… aqui, ocorre o mais obscuro, tenebroso mistério da sua morte. Não no Mosteiro!...
Parece seguro q a pena lhe teria sido comutada!!!
Em 1941, ao transladarem-lhe os restos mortais, da igreja em q se encontravam para a d S. Pedro de Alenquer, foi possível os peritos observarem as ossadas, e – admirados!? – verificarem q o crânio apresentava fracturas – o q torna possível a mais q provável hipótese d agressão e, por conseguinte, do seu assassínio.  

LM,01ABR2012 (revisão/original ñ datado)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Pensamentos/Considerações (I)... por Luis Manuel S.Dias

Ao sabor dos tempos

O que é o Presente?
 
 a. Parecendo questão de somenos, talvez ñ transcendental, ressabiando a escolasticismo balofo, ou fútil debate académico, SE O PRESENTE EXISTE, OU NÃO – o quê, quanto, como, quando -, eis aqui um móbil de especulação e, se calhar, de polémica, bem realista.
Tenho para mim q o objecto deste escrito  – O PRESENTE, temporalmente entendido – apenas e só permanece no instante preciso em q é, se enuncia ou nomeia, originado no insondável, desconhecido e imenso FUTURO, rumo ao imediato PASSADO qual caixa-forte, permanente arquivo, donde, a espaços e segundo as necessidades/ recordações, se extraem gravações mais ou menos fragmentárias/ precisas/ totalizantes, relevando dos arcanos mais secretos e/ou dos arquétipos da Humanidade – em evolução / ebulição constante.
Assim, o que é o PRESENTE?
Tão só o fulgor instantâneo do FUTURO tornado  PASSADO. Sem mais. (O passado ñ  traz o futuro).
[Conforme ideava FPessoa, - na interpretação que lhe fez  (ao estudá-lo) Octavio Paz - :
- O instante é inabitável como o futuro[e,…]
{ - torno eu :}  - O presente já partiu e apenas desponta o que, talvez, venha a serfuturo !!!]
Quanto, como, quando é o Presente?
b. Na sequência do já acima enunciado, verifica-se que:
 b.1.Todo o devir é FUTURO até que, chamado a ser, pelo pensamento criador, se concretiza em PRESENTE durante o instante em que é, quanto necessita, como e quando o quer  o humano / espírito inteligível.
b.2.Concluindo, escrevo em tempo PRESENTE - dum modo pragmático, porquanto em realidade o não é já , senão  PASSADO – considerada a infinitésima parcela temporal que o contempla.
c. O HOJE e AGORA – frequentemente usados – mal acabados de dizer ou escrever, mais não são que futuros instantes de passado, próximos historicamente, mas nem por isso menos passado !
d. FUTURO é, pois, tudo o que não é ainda – o ser em potência, a virtual essência, a imagem ideal, a hipótese possível, toda e qualquer probabilidade.
O futuro é o passado que amanhece  – afirmou, carreando verdades, Teixeira de Pascoaes!…
e.  O PRESENTE, produto do FUTURO, resulta vivo (e sensível) num lapso necessariamente fugaz / breve. Logo sucumbe no imenso “Hades” do PASSADO onde, em querendo, quemquer poderá consultá-lo / revisitá-lo, nas prateleiras sem fim das memórias, consciente / inconscientemente arquivadas no rolar da existência do racional humano, em permanente devir, em contínua construção.
- LM Dias, 16MAI2000
…………………………………………………………………………………………………………………..
+ ainda sobre o tema:
(o olhar fotográfico [duma “Minolta”] capta)
 - Um passado que se manifesta no presente e, porventura, servirá de arquivo para interpretação futura. [… mas q síntese!!!]
+ Quid est ergo Tempus?  - O q é então o Tempo?
-NM, dom.26Ago2012

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Parabens ao Luis Dias!

 
Ao Luis um abraço de Parabens, com votos de boa saúde ... e já são 70!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Momento de poesia - pelo Luis Dias


Anjo Meu Lindo

            (a propósito … duma inspiração)
 
Rompem-se-me as teias, aqui sozinho,
mau grado a triste e lúgubre noitada.
Posto ao vento, duro, seco, escarninho,
ao frio e à neve sem fim, endoidada.

 Amor, da longa vida e perturbada,
na angústia, só teu, quisera ser
e, em ti, enovelar-me… acoitado.
Oh, este destino, vívido e terno!...

Postou-se-me, agora, o contentamento
fútil de ondas, num largo turbilhão…
Prestes, nas agruras, sim, lamento,

De ti, de teu corpo em of’recimento
Lúdico, querer…, anjo lindo, em vão,
A ti, meigo ser, em deslumbramento.
 

LM, “insónias”, 31DEZ2012 [02h50]