O nosso amigo alferes José Luís Patrício , completa hoje mais um aniversário.
Muitos parabens companheiro.
Que tenha saude e bem estar junto dos seus familiares e amigos.
Que tenha um excelente dia de aniversário.
Um abraço.
Leandro Guedes.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
O nosso amigo alferes José Luís Patrício , completa hoje mais um aniversário.
Muitos parabens companheiro.
Que tenha saude e bem estar junto dos seus familiares e amigos.
Que tenha um excelente dia de aniversário.
Um abraço.
Leandro Guedes.
Desejamos-lhe que tenha um dia muito feliz.
Muitos Parabéns, muita saúde junto dos seus familiares e amigos.
Um abraço.
Leandro Guedes
Meu caro José Luis José Luís Patrício.
Sei que os seus momentos continuam a ser de tristeza pela
recente perda do seu irmão, mas mesmo assim, não posso deixar passar em claro a
passagem do seu aniversário. Envio-lhe neste dia um forte abraço de parabéns
desejando-lhe muita saúde e bem estar.
Abraço.
Leandro Guedes.
De José Luis Patricio:
"Acabei de ler as Memórias e o
caderno complementar sobre a progressiva constituição e estruturação da
CCS. Neste, é também apresentada a composição do PEL REC DAIMLER 1131, bem como
a do PEL MORTEIROS 1208.
Fica lançado o desafio para um pequeno volume de Memórias de
«factos de natureza mais pessoal e pormenorizada, em que alguns dos camaradas
(...) se viram envolvidos». A segunda
parte do caderno, em apêndice, mostra, ainda, a GÉNESE DOS ENCONTROS ANUAIS e as ACÇÕES DESENVOLVIDAS PÓS REGRESSO.
Aí uma semana depois de ter terminado o testemunho para o
Hernâni (Blog Do Tempo da Outra Senhora) retomei e concluí a leitura das
Memórias e do suplemento 50 anos depois..., há coisa de uma semana...
Ainda vou conviver com um ou outro ponto das Memórias. Há uma, meio inventada meio real, muito
Parabéns, Leandro pelo seu papel em, no fundo, ter
estabelecido as bases desta casa em que vieram confluir tantas colaborações,
incluindo as do próprio Leandro...
***
O trabalho sobre o Hernâni era fácil e difícil, à partida, e
assim continuou até ao fim, fazendo-me penar... Já foram publicados trinta e
dois depoimentos, todos com alguns aspectos diferentes, alguns de grande
qualidade, e todos interessantes, Um ou outro bem breves...
Um abraço
José Luis Patricio"
https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com
é da autoria de Hernâni Matos
Blogue dedicado à Cultura Portuguesa (Etnografia, História,
Literatura Oral, Bonecos e Olaria de Estremoz, Defesa do Património, Azulejaria,
etc.)
(Lembrado neste Blog há dez anos…)
Meus amigos
Ao longo destes 52 anos que já se passaram, desde o nosso
regresso do Ultramar, têm sido com certeza inúmeras as vezes que todos nós nos
temos lembrado (e continuaremos certamente a fazê-lo), de companheiros de
guerra, de episódios por lá vividos, alguns deles em que tivemos intervenção
activa, outros onde fomos apenas figurantes e outros ainda, talvez, apenas
meros espectadores, ou ouvintes….
Mas toda essa vivência, todas essas experiências pelas quais
passámos, marcaram-nos a todos de forma tão intensa, que hoje continuamos a
recordar tudo o que por lá se viveu, quer nos encontros que realizamos, quer
através destes pequenos relatos que cada um se disponibiliza a escrever, quando
à sua memória chegam tais lembranças.
E é nessas alturas, quando me vêm à memória lembranças
desses tempos, que algumas vezes penso em dois amigos já falecidos, que, tal
como nós, também estiveram na Guiné e por isso hoje venho aqui
recordá-los novamente.
Ambos se chamavam “Tony”;
Ambos eram meus amigos;
Ambos estiveram a lutar na Guiné;
Ambos faleceram durante o período da nossa permanência por
aquelas paragens…..
- Um deles, o António Pinto, foi um amigo desde antes da
escola primária, companheiro de brincadeiras, tinha a alcunha de “Tony Galo”,
não sei bem porquê, mas talvez porque, sendo “Pinto”, um dia chegaria a “Galo”.
Era também contemporâneo do José Alberto Gonçalves.
- O outro, o António Lima, conheci-o mais tarde, já na fase
da escola secundária, mas era também um amigo, tinha a alcunha de “Tony Preto”,
talvez devido à sua côr muito morena.
Enquanto eu estive na Guiné nunca ninguém me disse que estes
meus amigos tinham falecido, um em Fevereiro de 1968 e o outro no inicio de Maio de 1968 . Talvez porque pensassem que em Tite não havia choro nem ranger
de dentes…. Os funerais foram a 21 e 22 de Maio de 1968.
Só soube das suas mortes, após o regresso à Metrópole.
Em conversas anteriores à nossa partida, tínhamos feito contas à
vida...
Mas, infelizmente, estes dois amigos faleceram em combate,
sendo que o Tony Galo se encontra sepultado no cemitério de Paranhos e o Tony
Preto no cemitério de Prado de Repouso, ambos no Porto.
Em jeito de homenagem a estes meus amigos, a seguir
transcrevo um poema escrito por uma amiga comum, também ela já falecida pouco
depois do nosso regresso da Guiné, poema este dedicado na altura ao Tony
"Preto":
"A UM AMIGO
MORTO
Ao Tony
Morreste-me irmão
(eras como se o fosses, podes crêr)
levaste contigo
saudades sem conta,
lágrimas salgadas
cheiinhas de dor,
que por serem tantas
estou da tua cor.
Eras-me tão querido
(a mim e a todos!...)
oiço-te falar, com
tua voz grossa,
porque embora longe,
continuas perto,
vejo o teu sorriso
tão franco e aberto...
A minha homenagem (a
minha e a dos meus)
fica nestes versos
sinceros, sentidos.
Sei que me escutas,
pois estás na Verdade:
recebe saudades,
saudades, saudades...
PT.
José Alberto Gonçalves, à esquerda, em Mapatá. O 4º militar da esquerda é o nosso amigo José Luis Patricio, alf. miliciano.
O José Alberto Gonçalves esteve na Guiné , embora eu nunca o tivesse por lá encontrado. "Falo" também com ele várias vezes no Facebook.
O Daniel de Sousa que assentou praça nas Caldas comigo, mas que não foi para o Ultramar. Falo com ele várias vezes pelo Facebook.
Outro amigo de juventude é o Emanuel. O Emanuel L.Leite um dia apareceu em Tite a pilotar um Hely Alouette da Força Aérea. Foi uma alegria quando nos encontrámos. Por coincidência ou não, a partir daí começou a vir mais vezes a Tite, trazendo ou levando principalmente correio e documentos classificados/confidenciais. Ele e o cap. Vicente tornaram-se amigos, porque o Emanuel passou a trazer-lhe encomendas da Esposa e da Filha, que moravam em Elvas. Nunca mais vi o Emanuel após o regresso. O Emanuel teve mais tarde funções de responsabilidade no Jornal de Noticias.
Enfim, recordações!
Leandro Guedes
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De José Luis Patricio, alf. milº na Guiné:
Caro amigo, Leandro.
Estou na fotografia de hoje no blogue
do Bart Tite. A minha mulher enganou-se, à primeira, na identificação. A Isabel
descobriu logo, sem qualquer dúvida... Ao lado do José Alberto, está o
Agostinho, enfermeiro da CART 2519, com quem eu conversava muito e gostava de
conversar... A seguir ao Agostinho está o responsável por uma página do
facebook sobre a companhia dele... Entretanto, aproveito para pedir um exemplar
do livro de memórias da vossa experiência na Guiné e sequelas até aos dias de
hoje. Quanto a pagamento, faria uma transferência para número de conta a
indicar..., por exemplo. É possível, acho eu...
Um abraço
Ela lia as catástrofes, lentamente, com a serenidade que tão
bem convinha ao seu sereno e puro perfil latino. “Na ilha de Java, um terramoto
destruíra vinte aldeias, matara duas mil pessoas…” As agulhas atentas picavam
os estofos ligeiros; o fumo dos cigarros rolava docemente na aragem mansa; — e
ninguém comentou, sequer se interessou pela imensa desventura de Java. Java é
tão remota, tão vaga no mapa! Depois, mais perto, na Hungria, “um rio
trasbordara, destruindo vilas, searas, os homens e os gados…” Alguém murmurou,
através de um lânguido bocejo: “Que desgraça!”. A delicada senhora continuava,
sem curiosidade, muito calma, aureolada de ouro pela luz. Na Bélgica, numa
greve desesperada de operários que as tropas tinham atacado, houvera entre os
mortos quatro mulheres, duas criancinhas…