Batalhão de Artilharia 1914


“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

-

"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

-

Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
---

“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

---

Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
----------------------

"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


.

.
.
Mostrar mensagens com a etiqueta Reforma dos ex-Combatentes.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reforma dos ex-Combatentes.. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vitor Santos, coronel reformado - opinião

UMA VERGONHA
1. Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das Nações envolvidas em vários conflitos em sirnultáneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos, nos campos da logística. geral , do pessoal , das economias que os suportam e dos resultados obtidos.
Assim , chegaram à conclusão que em todo a Mundo só. havia 2 Países que mantiveram 3 Teatros de Operações em simultâneo; a poderosa Grã-Bretanha , com frentes na Malásia ( a 9..300 Kms de 1948 a 1960)-, no Quénia ( a 5.700 Kms de 1952 a 1956) , e em Chipre ( a 1000 Kms de 1.954 a 1959)- , e o pequenino Portugal., corn frentes na Guiné ( a 3.400 Kms ), Angola ( a 7300 Kms ) e Moçambique ( a 10300 Krns y de 1961 a 1974 ( 13 anos seguidos ). Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal dadas as premissas económicas , as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes , bem como a sua distancia , a vastidão dos territórios em causa , e a enormidade das suas fronteiras, foi aquele que melhores resultados obteve.
Consideraram por ultimo, que as performances obtidas por Portugal , se devem sobretudo à capacidade de adaptação e sofrimento dos seus recursos humanos e à sobrecarga que foi possível exigir a um grupa reduzido de quadros dos 3 Ramos das Forças Armadas, comissão atrás de comissão, com intervalos exíguos de recuperação física e psicológica. Isto- são observadores internacionais a afirmá-lo.
Conheci em Lisboa oficiais americanos com duas comissões no Vietnam. Só que ambos com 3 meses em cada comissão , intervalados por períodos de descanso de outros 3 meses no Hawaii.
Todos os que serviram a Pátria e principalmente as gerações de Oficiais , Sargentos e Praças. dos 3 Ramos das Forças Armadas que serviram durante 13 anos na Guerra do Ultramar , nos 3 Teatros de Operações, só pelo facto de aguentarem este estorço sobreh.umano que se reflecte necessariamente em debilidades de saúde precoces , mazelas para toda a vida , invalidez total ou parcial , e morte, tudo ao serviço da Pátria , merecem o reconhecimento da Nação , que jamais lhes foi dado.

2.- Em todo o Mundo civilizado , e não só, em Países Ricos ,cidadãos protagonistas dos grandes conflitos e catástrofes com eles relacionados, vencedores ou vencidos, receberam e recebem por parte dos seus Governos , tratamentos diferenciados do comum dos cidadãos , sobretudo nos capítulos sociais da assistência na doença , na educação , na velhice , e na morte, como preito de homenagem da Nação àqueles que lutaram pela Pátria, com exposição da própria vida,
Todos os que 'Vestiram a farda da Grã-Bretanha, França, Rússia ,Alemanha, Itália e Japão têm tratamento diferenciado idem para a Polónia e Europa de Leste, bem como para os Brasileiros que constituíram o Corpo Expedicionário destacado na Europa,
Idem para os balaios, Australianos, Filipinos ,Neo-zelandeses e soldados profissionais indianos. 
Nos EUA a sua poderosíssima "Veterans War " não depende de nenhum Secretário de Estado , nem do Congresso , depende directamente do Presidente dos EUA , com quem despacha quinzenalmente. Esta prerrogativa referendada por toda uma Nação , permite que todos aqueles que deram a vida pela Pátria repousem em cemitérios espalhados por todo o Mundo , duma grandiosidade , beleza e arranjo impares, ou todos aqueles que a serviram , tenham assistência médica e medicamentosa para eles e família, condições especiais de acesso às Universidades , bolsas de estudo, e outros benefícios sociais durante toda a vida.
Esta excepção que o povo americano concedeu a este tipo de cidadãos é motivo de orgulho de todos os americanos.
O tratamento privilegiado que todo o Mundo concedeu aos cidadãos que serviram a Pãtria em combates onde a mesma esteve representada , é sufragado por leis normalmente votadas por unanimidade.
Também os civis que ficaram sujeitos aos bombardeamentos , quer em Inglaterra , quer em Dresden , quer em Hiroshima e Nagasaki , têm tratamento diferenciado.
Conheço de perto o Irão. Até o Irão dá tratamento autónomo e especifico aos cidadãos que combateram na recente Guerra. Frã.o-Iraque, onde morreram 1 milhão de iratijanDS.
Até Países da Africa terceiro rnundista e subdesenvolvida , COMO o Quénia , atribuiu aos ex-maus-maus , esquemas de protecção social diferentes dos outros cidadãos.
Em todo o Mundo , menos era Portugal.
No meu Pais , os Talhões d Combatentes dos vários cemitérios , estão abandonados, as centenas de cemitérios espalhados pela Guiné , Angola , Moçambique , índia e Timor, abandonados estão, quando não , profanados. É simplesmente confrangedor ver a estado de degradação onde se chegou.. Parece que a única coisa que está apresentável é o monumento do Bom Sucesso-Torre de Belém, possivelmente porque está à vista e porque é limpo uma vez por ano para a cerimónia publica que lá se realiza. Até grande parte dos monumentos municipais aos Mortos da Guerra do Ultramar vão ficando abandonados.
No meu Pais , a pouco e pouco , foi-se retirando a dignidade devida aos que combateram pela Pátria, abandonando os seus mortos , e retirando as poucas' migalhas" que ainda tinham diferentes do comum dos cidadãos ,a assistência médica e medicamentosa ,para ele e cônjuge, alinhando-os "devidamente" por baixo.

ATÉ  NISTO  CONSEGUIMOS  SER  DIFERENTES  DE TODOS OS OUTROS.
No meu Pais, os políticos confundem dum modo ignorante ou acintoso , militares com policias e funcionários públicos ( sem desprimor para as profissões de policias e funcionários públicos, bem entendido )
Por ignorância ou leviandade os políticos permanentemente esquecem que o estatuto dos militares não lhes permite , nem o direito de manifestação nem de associação sindical ,alem de ser o único que obriga o cidadão a dar a vida pela Pátria.
Até na 1a Republica , onde grassava a indisciplina generalizada, a falta de autoridade, o parlamentarismo balofo, as permanentes dificuldades financeiras e as constantes crises econômicas, não foram esquecidos todos aqueles que foram mandados combater pela Pátria na ia Guerra Mundial( 1914-18), decisão poUtica muito difícil, mas patriótica, pois tinha a ver coma defesa estratégica das possessões ultramarinas.
Foram escassos 18 meses o tempo que durou a Guerra para os portugueses, mas todos aqueles que foram mobilizados , e honraram Portugal, tiveram medidas de apoio social suplementares diferentes de todos os outros cidadãos portugueses, alem duma recepção ímpar por todo o Governo da Nação em ambiente de Grande Festividade Nacional.
Naquela altura os políticos portugueses dignificaram a sua função e daqueles que combateram pela Pária.
Foram criados Talhões de Combatentes em vários cemitérios públicos, à custa e manutenção do Estado, foram construídos monumentos grandiosos em memória dos que deram a vida pela Pátria, foi concebido um Panteão Nacional para o Soldado Desconhecido na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha com Guarda de Honra perman-ente 24 sobre 24 horas, foram criadas pensões especiais para os mutilados , doentes e gaseados, foram criadas condições especiais de assistência médica e medicamentosa para os militares e famílias nos Hospitais Militares, numa altura em que ainda não havia assistência social generalizada como há hoje, foi criado um Lar especifico para acolher a terceira idade destes militares em Runa ( é importante relembrar que em 1918 se decidiu receber e tratar os jovens, com 20 anos em 1918 , quando estes tivessem mais de 65 anos de idade), e por ultimo foi criada a Liga dos Combatentes que de certo modo corporizava todo este apoio especial aos combatentes , diferente de todos os . outros cidadãos , e era o seu porta-voz junto das instancias govemamentais.i uma espécie de "Veteran's War " à portuguesa.)

Foi toda uma Nação , com os políticos à frente, que deu tudo o que tinha àqueles que combateram pela Pátria ,apesar da situação económica desesperada e de quase bancarrota..
Na altura seguimos naturalmente o: exemplo das demais nações.
Agora somos os únicos que não seguem os exemplos generalizados do tratamento diferenciado aos que serviram a Pátria em combate.
E SIMPLESMENTE UMA VERGONHA.
Haveria: muito mais para dizer para chamar a atenção deste Ministro da Defesa ,e deste Primeiro-Ministro , ambos possivelmente com carências de referencias desta índole nos meios onde se costumam movimentar, sobretudo no- que respeita à comparação dos vencimentos ,regalias e mordomias dos que expuseram ou deram a vida peta Pátria e aqueles ,que antes pelo contrário, sempre fugiram a essa obrigação. 

Vítor Santos
Coronel Reformado
4 Comissões de Serviço no Ultramar
10 anos de Trópicos
Deficiente das Forças Armadas por doença adquirida e agravada era Campanha Quase 70 anos de idade

Sem acumulação de cargos
Sem Seguro de Saúde pago pelo Estado ou EP
Sem direito a Subsidio de Reinserção
Sem cartão de crédito dourado sem limite de despesas a expensas do Estado Sem filhos empregados no Estado por conhecimentos pessoais •
Sem o direito a reformas precoces de deputada ou autarca
Sem reformas precoces e escandalosas estilo Banco de Portugal ou CGD
Sem contratos que prevêem indemnizações chorudas
Sem direito a ficar com os carros de. borla e que o Estado pagou em Leasing
Sem fazer contratos de avenças chorudos como os que se fazem com Gabinetes de Advogados e Economistas
Sem Pensão de Reforma acima do ordenado do Pres. da Republica

Com Filhos desempregados

nota - com a devida vénia ao autor e à revista ou jornal onde o mesmo veio publicado. Este artigo foi-nos enviado por um visitante do nosso blog, sem ser feita qualquer referencia ao autor e à publicação.

terça-feira, 4 de março de 2014

ESQUECIDOS PELA PÁTRIA



Programa editado em 2011 pela rtp 1 e publicado oportunamente neste blog.
(in: rtp 1 - programa linha da frente)

domingo, 1 de julho de 2012

Reeditando um texto do Pica Sinos, de há 4 anos atrás... mas infelizmente actual!


Ó noite, porque hás-de vir sempre molhada!
Porque não vens de olhos enxutos
E não despes as mãos
De mágoas e de lutos...
Ó noite eterna e velada
Senhora da tristeza, sê alegria!
Vem de outra maneira ou vai-te embora,
E deixa romper o dia
 Eugénio de Andrade

A frase em titulo não é minha, nem tão pouco sei o nome do seu autor, a quem rendo respeito e homenagem, mas vem a propósito de uma notícia que li num jornal diário (JN) onde anunciava que:“Cerca de 200 ex-combatentes vivem na rua a travar todos os dias a sua derradeira batalha: a da sobrevivência”.Não é demais referir que um sem-abrigo é visto em Portugal, como uma pessoa que não possui moradia fixa, sendo a sua residência, na sua maior parte, os locais públicos de uma qualquer cidade. Anuncia a Lusa (HN) que, ………estima-se que a população sem-abrigo em Lisboa é constituída maioritariamente por homens alcoólicos, com idades entre os 35 e 44 anos, aqueles que têm uma idade superior representam 21%.......... Mas AMI vai mais longe, considera também população sem-abrigo as pessoas que vivem em alojamentos de emergência, em habitação sem arrendamento e de ocupação ilegal, em alojamento indigno dando como exemplo as barracas, etc. Desde 1999 já foram atendidas mais de 5.000 pessoas em situação de sem-abrigo. Num estudo publicado na NET, menciona que dos mais 700 novos casos em 2006 a quem deram assistência 32% dormiam na rua, em albergues 22% e em barracas 6% e a tendência era para aumentar. Refere ainda que esta população, teve como recurso económico mais frequente a mendicidade, seguindo-se os apoios/subsídios institucionais (22%), de amigos e de familiares (13%), o Rendimento Social de Inserção abrange 10%. Sendo: desempregada 89%, com formação profissional 28%, com familiares vivos 92%, mas apenas 37% se relaciona com eles, não têm médico de família 39%, 7% tem HIV, 28% consome substâncias activas e 43% têm filhos. Quanto à evolução do sexo feminino, o estudo verificou um aumento num espaço de 7 anos de 13% para 31%. As causas desta degradação humana decerto são muitas mais e variadas que urge rectificar com acções que visem a solução deste problema de exclusão social que passam, entre outros, do acesso a uma habitação digna, à inserção profissional, à formação, a programas ocupacionais e à resolução dos problemas de saúde. A Pátria não pode esquecer-se dos seus homens!


Raul Pica Sinos

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sobre os ex-combatentes


Com a devida vénia ao Jornal Badaladas e ao Sr. Carlos Carvalho, publicamos este artigo sobre os ex-combatentes..

terça-feira, 25 de outubro de 2011

UMA VERGONHA NACIONAL - Do Blog "COISAS DA GUINÉ" com a devida vénia

«O José António é natural do Peso da Régua, em Junho de 1971 assentou praça no RI 13 Vila Real, três meses depois foi colocado em Abrantes integrado na 2ª. Companhia do Batalhão 4518 e em 24 de Dezembro partiu para a Guiné.
A sua Companhia foi destacada para Cancolim dela faziam parte um Alferes natural de Lamego, que me disseram ser actualmente professor, e que não consegui ainda contactar, o Alferes João Pacheco Miranda, actualmente correspondente da RTP no Brasil.
Em Junho de 1971 foi feito prisioneiro pelo PAIGC, foi levado para Conacry donde em 1973 após o assasinato de Amilcar Cabral foi enviado para uma zona libertada na Guiné Bissau, Madina do Boé. Eram seus companheiros de cativeiro o nosso "morto/vivo" António Silva Batista de Gaia, Manuel Vidal de Castelo de Neiva, Duarte Dias Fortunato do Pombal, António Teixeira da Lixa, Mauel Fernando Magalhães Vieira Coelho do Porto, Virgilio Silva Vilar de Vila da Feira e Jacinto Gomes de Viseu.

Durante quase um ano a sua casa foi em Madina do Boé de onde em 7 de Março de 1974, aproveitando um momento em que a vigilânçia abrandou, se dirigiu na direcção do Rio Corubal para tentar a fuga. Andou 9 dias ao longo Rio, até encontrar dois nativos que andavam numa plantação junto ao rio. Um deles de motorizada levou o José António até ao Saltinho. Depois foi transportado para Aldeia Formosa, para ser levado para Bissau. Como naquele tempos díficeis a via aerea já não reunia muias condições de segurança devido aos Stellas, foi transportado em coluna até Buba e dai de LDG para Bissau. Apesar de ser meu conterraneo, na altura não o reconheci, e tal me foi comunicado pelo Cabo do SPM de Aldeia Formosa Camilo também natural da Régua.
Após o regresso em Agosto de 1974, procurei saber da sua situação. Levava uma vida muito complicada, pois se tornou pouco sociável (como muitos de nós), mas não teve uma rectaguarda ou seja um suporte familar que o protegesse e os conflitos eram frequentes. Internado várias vezes, de onde fugia sempre que podia (tornou-se um hábito), foi mais tarde colocado numa casa de acolhimento onde agora vive melhor e é bem tratado. Porém sobrevive com uma pensão de incapacidade de apenas 246 €, o que de facto é insuficiente, para o seu sustento e agora aproveito para agradecer publicamente à familia que o recolheu especialmente à D. Juvelinda que com tanto carinho o trata.
Mas por incrível que pareça, até do miserável suplemento especial de pensão que anualmente é atribuido a antigos combatentes (150 € ano) apenas recebe 75 €, pois como foi capturado com apenas 7 meses de Guiné, o tempo que passou quase 3 anos como prisioneiro não foi considerado!!!  A propósito deste SEP p/Antigos Combatentes, eu propunha que tal verba fosse prescindida por todos aqueles que tem uma reforma acima de determinada importância em favor daqueles ex-combtentes com reformas inferiores ao salário mínimo. Isto para fazer sentir a quem nos governa, que tal esmola nos envergonha e que temos um sentido de solidariedade muito diferente dos políticos que nos têm governado.
Um abraço a todos.
»
José Manuel Lopes
___________________
Um amigo enviou-nos o seguinte comentário...

Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos
administradores da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:


-  Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 ? (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 ? por reunião
-  Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 ?  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 ? por reunião
-  João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 ? mensais + Carro + Telemóvel + 300 ? por reunião
-  Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 ? mensais + 300 ? por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 ? por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 ?.

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injectado pelo Estado Português) em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !
Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
____________________
Por isso meu caro José António Almeida Rodrigues, ex-combatente na Guiné durante a guerra colonial, vai sobrevivendo com os tais 246 €uros (olha que há quem receba só 189 €uros...), porque vais ter que esperar mais algum tempo. Compreende, por favor, que o dinheiro do Povo não dá para tudo... ele é a comissão da cultura de Guimarães, são as subvensões vitalicias para 400 politicos, são algumas pessoas a receberem 2 e 3 chorudas reformas. Tens que ter alguma compreensão... Abraços e votos de paciencia!

domingo, 3 de abril de 2011

Mentira do 1º. de Abril - afinal não foi...

Pedimos desculpa mas a mentira do 1º. de Abril que aqui trouxemos, afinal não é mentira, é mesmo verdade...
A este propósito, e passando a ironia,  voltamos a publicar um texto muito interessante:

"CADA DIA QUE PASSA….

Por Carlos Morgadinho

Cada dia que passa mais desiludido fico com as atitudes dos nossos governantes com respeito aos ex-combatentes da guerra colonial, a um ponto tal que chega a ser um sentimento de frustração. Nos meus contactos com ex-camaradas de infortúnio, de guerra, obviamente, na sua maioria não recebem sequer UM MÍSERO EURO de pensão embora muitos deles já tenham ultrapassado a casa dos 60 anos de idade. São quase todos imigrantes tanto aqui, no Canadá, como nos EUA, e porque não descontaram para a segurança social antes de serem chamados a prestar serviços militar obrigatório que na sua maioria eram jornaleiros ou pequenos agricultores, viram-se “descriminados” por não serem compensados monetariamente quando atingiram a idade da reforma. Todos aqueles anos de sublime sacrifício e dor enquanto ao serviço da Pátria Bem Amada que agora, na velhice, quando mais necessitavam de ajuda, essa Pátria vira-lhes as costas com desdém, tal e qual como se de autênticos leprosos se tratassem.
É triste esta situação e isso a mim me toca profundamente também pois sou um desses muitos “descriminados”. Todos os Primeiros-Ministros mantêm-se na inércia perante este grave problema e de promessa após promessa nada têm feito para que o problema seja resolvido duma maneira satisfatória. Não há muitos anos atrás, submeti, ao abrigo duma Lei promulgada, um requerimento solicitando que me fosse dada pensão pelos anos de serviço como militar e ex-combatente e cuja contagem oficial de tempo somava mais de sete anos, no Consulado de Portugal em Toronto, que foi enviado, por estes mesmos serviços directamente para o Ministério que olhava por este pelouro dos ex-combatentes e, com surpresa, até aos dias de hoje, nunca recebi sequer resposta à mesma. APENAS FUI IGNORADO!
Já falei e escrevi, várias vezes, sobre a situação dos ex-combatentes e da maneira como os sucessivos Governos da nação Lusa nos vêm tratando, que é a palavra mais apropriada para o caso. O certo é que ninguém, seja ele deputado ou Ministro, ou até o supremo chefe da Nação, o Presidente da República, moveu, até ao presente, uma “palha” para acabar com esta aberração, no essencial da palavra. Em maré de completo desespero, deixo aqui o meu apelo para o nosso Presidente que tem o poder, e a obrigação também, de por um fim a esta situação caricata. É que ele, sua Excelência, o Presidente da República Portuguesa, o Senhor Professor Doutor Cavaco Silva, não pode olvidar, e muito menos ignorar, que todos nós somos cidadãos ou filhos de Portugal e não enteados e muito menos bastardos. Nós, imigrantes e ex-combatentes, não somos mais nem menos do que todos os outros cidadãos que vivem e trabalham, ou trabalharam, no solo Pátrio. Temos o pleno direito de receber a pensão de ex-combatente. É que todos estes nossos governantes do após 25 de Abril de 1974 nunca fizeram nada e parecem desconhecer, aparentemente, de que um dia o governo de Salazar nos OBRIGOU a pegar em armas, não para “defender” a Pátria em perigo mas sim para quebrar a vontade de outros povos que queriam ser também livres.
Aqui, pois deixo esta minha mensagem de revolta e frustração que penso que fará eco em dezenas de milhares de cidadãos, ex-combatentes, que vivem e labutam na vasta diáspora lusa.
_______________________

Transcrevemos também o discurso do ultimo dia de Portugal, 10 de Junho, acerca dos ex-combatentes:

O DIA DOS PORTUGUESES ou, oficialmente, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em 2010, tem um significado especial. Na verdade, assistimos esta manhã a um desfile das nossas Forças Armadas precedido de uma extensa delegação de Veteranos, de Antigos Combatentes, mais singelamente de combatentes dos exércitos em todas as guerras e conflitos em que Portugal esteve envolvido desde meados do século XX. Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos. Centenas de milhares de soldados portugueses combateram em nome do seu país, do nosso país, desde os inícios do século XX até à actualidade. Já não há sobreviventes do Corpo Expedicionário Português enviado para Flandres, na 1ª Grande Guerra Mundial, nem das forças que, no mesmo conflito, lutaram em África. O último veterano dessa guerra, José Maria Baptista, morreu a 14 de Dezembro de 2002.

Depois daquele conflito, as guerras foram, durante décadas, poupadas aos Portugueses. Só a partir de finais dos anos 1950 os soldados e outras forças militarizadas voltaram a encontrar-se em situações de combate aberto, primeiro no então Ultramar português, depois em múltiplos teatros de guerra, em associação com forças armadas dos nossos aliados da NATO e da União Europeia e em missões organizadas sob a égide das Nações Unidas. Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram Combatentes, são hoje Antigos Combatentes ou Veteranos, mas, sobretudo, são iguais. Não há, entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São Veteranos e foram soldados de Portugal. É assim que deve ser. Em Portugal ou no estrangeiro, no Continente ou no Ultramar, na Metrópole ou nas Colónias, as Forças Armadas portuguesas marcaram presença em vários teatros de guerra e em diversas circunstâncias. Militares portugueses lutaram em terra, no mar ou no ar, cumpriram os seus deveres e executaram as suas missões. Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor ou no Iraque. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. As decisões foram, como deve ser, as do Estado português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado. Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político ou moral. Só cada um, em sua consciência, conhece as razões verdadeiras. Mas há sempre um vínculo, invisível seja ele, que o liga aos outros, à comunidade local ou nacional, ao Estado. É sempre em nome dessa comunidade que o soldado combate. Na verdade, em todos os episódios de guerra referidos e noutros mais, há fenómenos de natureza diversa. Houve decisões políticas de carácter exclusivamente nacional, mas também houve actos de colaboração em missões multinacionais, como houve decisões estratégicas colectivas das alianças de que Portugal é membro. Também conhecemos decisões políticas tomadas em vários quadros: com e sem legitimidade democráticas, com e sem referenda parlamentar. E até, finalmente, situações em que o Parlamento fica aquém daquela que deveria ser a sua função. Com efeito, a Constituição e as leis não obrigam, infelizmente, a que as missões no estrangeiro sejam aprovadas pelo Parlamento. Apenas admitem o “acompanhamento do envolvimento” militar no estrangeiro, o que nem sempre é rigorosamente cumprido. A análise destas diferenças pode ser importante do ponto de vista político, histórico e intelectual. Mas, no plano do reconhecimento de um povo, do respeito devido e do esforço do soldado, essas distinções são secundárias ou inúteis. Foram, simplesmente, militares portugueses que tudo deram ou tudo arriscaram. É esse o reconhecimento devido. Um antigo combatente não pode nem deve ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a sua forma de vínculo às Forças Armadas são, a este propósito, indiferentes: foram, simplesmente, soldados portugueses. Pelo sacrifício, pela duração e pelas implicações políticas, as guerras do Ultramar foram evidentemente as que mais marcaram as gerações das últimas décadas. Mas, ao longo dos trinta anos de democracia e de compromissos internacionais, muitas centenas ou milhares de cidadãos portugueses estiveram presentes em teatros de guerra e em missões de protecção da paz ou de mediação. Novos sacrifícios foram feitos, vidas foram interrompidas, carreiras e famílias suspensas. Todos esses militares, os de Luanda ou do Líbano, os da Guiné ou da Bósnia, merecem o nosso respeito. São antigos combatentes. São Veteranos. São soldados que cumpriram os seus deveres e que, com excepção dos que tenham moralmente abusado das suas funções, merecem a nossa homenagem. Não há lugar, não deve haver lugar para diferenças entre esses Veteranos. Não há Veteranos melhores ou piores do que outros. Não há Veteranos que mereçam aplauso e Veteranos a quem se reserve o esquecimento. Não há Veteranos ou Antigos Combatentes fascistas ou democráticos, socialistas ou comunistas, reaccionários ou revolucionários. Não há Veteranos de antes ou de depois do 25 de Abril. Não há Antigos Combatentes milicianos ou de carreira ou contratados. Há Veteranos e Antigos Combatentes, ponto final! É o que nós lhes devemos. Nós, todos, os que fizeram ou não, os que concordaram ou não com as guerras, sem distinção de época, de governo ou de cor política. Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos. É certo que há, aqui e ali, expressão de gratidão ou respeito, numa unidade, numa autarquia, numa instituição, numa lei ou numa localidade. Mas, em termos gerais e permanentes, o esquecimento ou a indiferença são superiores. Sobretudo por omissão do Estado. Dos aspectos materiais aos familiares, passando pelos espirituais e políticos, o Estado cumpre mal o seu dever de respeito perante aqueles a quem tudo se exigiu. Em cada momento, em cada conflito, houve quem tivesse ideias diferentes e se opusesse à intervenção militar. Uns, mesmo nessas condições, cumpriram as ordens oficiais, outros recusaram-se. Por oportunidade, por convicção política, por uma interpretação diferente do interesse nacional, houve refracção e objecção. Em certos casos, pensava-se que as operações militares não tinham sido referendadas pelo povo soberano ou eram contrárias à ética e ao interesse nacional. Noutros casos, faltava o assentimento parlamentar. Aliás, o acompanhamento parlamentar do envolvimento militar é deficiente, apesar de estatuído pela Constituição. Houve soldados que combateram sob um regime autoritário, outros em regime democrático. Houve soldados que combateram integrados em forças nacionais, outros em forças aliadas ou internacionais. Como houve soldados que, de outras origens étnicas então e tendo hoje nacionalidade diferente, serviram nas Forças Armadas portuguesas. Em 1974, jovens militares decidiram derrubar o regime autoritário e dar uma oportunidade à democracia. Outros tentaram estabelecer um novo regime político que eventualmente limitaria as liberdades. Outros ainda ficaram independentes e equidistantes. Enquanto outros, finalmente, teriam preferido continuar sob o regime anterior. Prefiro os primeiros, os que ajudaram a fundar o Estado democrático. Mas, pelo sacrifício das suas vidas e pelo cumprimento dos seus deveres, respeito-os todos. Qualquer guerra ou envolvimento militar é controverso e suscita opiniões diversas e contraditórias. É assim no Afeganistão ou no Iraque. Foi assim no Ultramar. Como também na Flandres, nas Linhas de Torres ou em Aljubarrota. Essas divergências podem ser legítimas e compreensíveis. Traduzem ideias, interesses, convicções e doutrinas diferentes. Assim como versões diversas do interesse nacional. Mas isso não justifica a ausência de respeito por aqueles que combateram, que correram riscos, que ficaram feridos ou deram a sua vida. As diferenças de opinião e de crença não devem impedir de respeitar todos os que fizeram a guerra, com convicção ou por obediência ao poder político, desde que, evidentemente, o tenham feito sem abuso. Merecem as pensões que lhes são devidas. Merecem atenção e cuidado. Merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido. Merecem que as suas associações sejam consideradas de utilidade pública. Merecem estar presentes nas cerimónias públicas e oficiais. Mas sobretudo merecem respeito. Os Portugueses são parcos em respeito pelos seus mortos e até o Estado não é muito explícito no cumprimento desse dever. Pois bem: está chegada a altura de eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre Veteranos de nome e Veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos. Pela Pátria ou pelo seu País, pelo Estado ou pela sua profissão, foi pela sua comunidade nacional que todos eles combateram e se sacrificaram. É possível que o comportamento do Estado, a atitude de políticos e os sentimentos de cidadãos para com os militares sejam determinados, em parte, pela avaliação que se faz do modo como deram ou retiraram apoio a certos dirigentes e a certas formas de regime. Não se nega o facto. Mas, perante o antigo combatente, recusa-se o juízo de valor. Aos Veteranos e antigos Combatentes que hoje estiveram connosco pela primeira vez, nada se lhes pede. Nada devem aos seus contemporâneos. Nós é que estamos em dívida para com eles. São o Estado e a sociedade que lhes devem algo. O que lhes pedimos hoje foi muito simples: aceitem a homenagem que o Estado e os Portugueses vos prestaram! Não estamos aqui a festejar a guerra, mas sim os soldados! E não há melhor dia, do que o Dia de Portugal, para o fazer.
António Barreto

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mentira do 1º. de Abril

Dizem que a Caixa de Aposentações está a mandar cartas aos ex-combatentes deficientes das Forças Armadas (deficientes porque foram feridos em combate nos vários teatros de guerra, da guerra do Ultramar), para que se decidam - ou recebem a pensão do trabalho ou recebem a pensão de guerra por serem deficientes.
E esta hem!!!???
Só pode ser mentira de Abril...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cada dia que passa...

Amigos

Do A. Marques Lopes recebi o e-mail que um amigo do mesmo lhe enviou com o pedido de divulgação.

Pica Sinos
___________________________

Para vossa apreciação. Crónica enviada para os jornais e portais aqui de Toronto.

Com um abração

Carlos Morgadinho
________________________________


CADA DIA QUE PASSA….


Por Carlos Morgadinho

Cada dia que passa mais desiludido fico com as atitudes dos nossos governantes com respeito aos ex-combatentes da guerra colonial, a um ponto tal que chega a ser um sentimento de frustração. Nos meus contactos com ex-camaradas de infortúnio, de guerra, obviamente, na sua maioria não recebem sequer UM MÍSERO EURO de pensão embora muitos deles já tenham ultrapassado a casa dos 60 anos de idade. São quase todos imigrantes tanto aqui, no Canadá, como nos EUA, e porque não descontaram para a segurança social antes de serem chamados a prestar serviços militar obrigatório que na sua maioria eram jornaleiros ou pequenos agricultores, viram-se “descriminados” por não serem compensados monetariamente quando atingiram a idade da reforma. Todos aqueles anos de sublime sacrifício e dor enquanto ao serviço da Pátria Bem Amada que agora, na velhice, quando mais necessitavam de ajuda, essa Pátria vira-lhes as costas com desdém, tal e qual como se de autênticos leprosos se tratassem.


É triste esta situação e isso a mim me toca profundamente também pois sou um desses muitos “descriminados”. Todos os Primeiros-Ministros mantêm-se na inércia perante este grave problema e de promessa após promessa nada têm feito para que o problema seja resolvido duma maneira satisfatória. Não há muitos anos atrás, submeti, ao abrigo duma Lei promulgada, um requerimento solicitando que me fosse dada pensão pelos anos de serviço como militar e ex-combatente e cuja contagem oficial de tempo somava mais de sete anos, no Consulado de Portugal em Toronto, que foi enviado, por estes mesmos serviços directamente para o Ministério que olhava por este pelouro dos ex-combatentes e, com surpresa, até aos dias de hoje, nunca recebi sequer resposta à mesma. APENAS FUI IGNORADO!


Já falei e escrevi, várias vezes, sobre a situação dos ex-combatentes e da maneira como os sucessivos Governos da nação Lusa nos vêm tratando, que é a palavra mais apropriada para o caso. O certo é que ninguém, seja ele deputado ou Ministro, ou até o supremo chefe da Nação, o Presidente da República, moveu, até ao presente, uma “palha” para acabar com esta aberração, no essencial da palavra. Em maré de completo desespero, deixo aqui o meu apelo para o nosso Presidente que tem o poder, e a obrigação também, de por um fim a esta situação caricata. É que ele, sua Excelência, o Presidente da República Portuguesa, o Senhor Professor Doutor Cavaco Silva, não pode olvidar, e muito menos ignorar, que todos nós somos cidadãos ou filhos de Portugal e não enteados e muito menos bastardos. Nós, imigrantes e ex-combatentes, não somos mais nem menos do que todos os outros cidadãos que vivem e trabalham, ou trabalharam, no solo Pátrio. Temos o pleno direito de receber a pensão de ex-combatente. É que todos estes nossos governantes do após 25 de Abril de 1974 nunca fizeram nada e parecem desconhecer, aparentemente, de que um dia o governo de Salazar nos OBRIGOU a pegar em armas, não para “defender” a Pátria em perigo mas sim para quebrar a vontade de outros povos que queriam ser também livres.


Aqui, pois deixo esta minha mensagem de revolta e frustração que penso que fará eco em dezenas de milhares de cidadãos, ex-combatentes, que vivem e labutam na vasta diáspora lusa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Rede Nacional de Apoio aos Veteranos de Guerra

Amigos Com a devida vénia, junto uma publicação que li num dos jornais regionais de Torres Vedras, o Badaladas, e que pode ter interesse. É um trabalho da Jornalista Inês Costa Um abraço.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Antigos Combatentes - Suplemento Especial de Pensão

Lei nº. 3/2009 de 13 de Janeiro Meus caros amigos: Recebi hoje da Segurança Social a informação de que ia receber um Suplemento Especial de Pensão, no valor de 100 € por ano. Por trás dessa carta vem impressa a Lei em epígrafe, que explica o inexplicável, justificando a atribuição de semelhante fortuna - como diz o Pica, nem dá para um papo seco por dia. Junto essa Lei para vossa apreciação... Abraços Leandro Guedes

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Reforma dos ex-Combatentes

A quem souber, solicitamos informações sobre as pensões/reformas que estão a ser pagas aos ex-Combatentes, se é que estão a ser pagas e qual a sua periodicidade - mensal, anual, etc . A divulgação do valor que recebem é facultativo, apenas se pedem informações uteis. Também é util saber se o pagamento é incluido na Reforma normal ou se tem um pagamento à parte e qual a entidade pagadora. Este assunto passa a ter Etiqueta própria para que seja mais fácil a qualquer um, consultar este assunto que é do maior interesse de todos. Nesta Etiqueta irão sendo arquivadas todas as considerações e comentários que forem feitos. Poderão responder a este assunto todos aqueles que já estão Reformados, transmitindo a sua experiencia, e também aqueles que em virtude das suas profissões estão dentro destes assuntos. Podem também tecer as considerações que acharem interessantes e úteis para todos os Companheiros. Abraços. *************************
INFORMAÇÃO...............
Este Complemento de Reforma, é pago anualmente e no meu caso é de 170,84 € !
É óptimo, e estou muito agradecido aos Srs. da ideia, porque me facilita a troca de carro todos os anos, e ainda sobram uns trocos.
Recebemos uma carta-aviso, informando do pagamento e do montante a pagar.
É depositado em conta, junto com o valor da nossa Reforma.
Qualquer dúvida, perguntem.
Zé Justo