Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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terça-feira, 12 de agosto de 2014
Vitor Santos, coronel reformado - opinião
terça-feira, 4 de março de 2014
ESQUECIDOS PELA PÁTRIA
domingo, 1 de julho de 2012
Reeditando um texto do Pica Sinos, de há 4 anos atrás... mas infelizmente actual!
Raul Pica Sinos
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Sobre os ex-combatentes
Com a devida vénia ao Jornal Badaladas e ao Sr. Carlos Carvalho, publicamos este artigo sobre os ex-combatentes..
terça-feira, 25 de outubro de 2011
UMA VERGONHA NACIONAL - Do Blog "COISAS DA GUINÉ" com a devida vénia
Em Junho de 1971 foi feito prisioneiro pelo PAIGC, foi levado para Conacry donde em 1973 após o assasinato de Amilcar Cabral foi enviado para uma zona libertada na Guiné Bissau, Madina do Boé. Eram seus companheiros de cativeiro o nosso "morto/vivo" António Silva Batista de Gaia, Manuel Vidal de Castelo de Neiva, Duarte Dias Fortunato do Pombal, António Teixeira da Lixa, Mauel Fernando Magalhães Vieira Coelho do Porto, Virgilio Silva Vilar de Vila da Feira e Jacinto Gomes de Viseu.
Durante quase um ano a sua casa foi em Madina do Boé de onde em 7 de Março de 1974, aproveitando um momento em que a vigilânçia abrandou, se dirigiu na direcção do Rio Corubal para tentar a fuga. Andou 9 dias ao longo Rio, até encontrar dois nativos que andavam numa plantação junto ao rio. Um deles de motorizada levou o José António até ao Saltinho. Depois foi transportado para Aldeia Formosa, para ser levado para Bissau. Como naquele tempos díficeis a via aerea já não reunia muias condições de segurança devido aos Stellas, foi transportado em coluna até Buba e dai de LDG para Bissau. Apesar de ser meu conterraneo, na altura não o reconheci, e tal me foi comunicado pelo Cabo do SPM de Aldeia Formosa Camilo também natural da Régua.
Um abraço a todos.»
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Um amigo enviou-nos o seguinte comentário...
Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães
Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos
administradores da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:
- Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 ? (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 ? por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 ? (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 ? por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 ? mensais + Carro + Telemóvel + 300 ? por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 ? mensais + 300 ? por reunião
Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 ? por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 ?.
Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injectado pelo Estado Português) em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
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Por isso meu caro José António Almeida Rodrigues, ex-combatente na Guiné durante a guerra colonial, vai sobrevivendo com os tais 246 €uros (olha que há quem receba só 189 €uros...), porque vais ter que esperar mais algum tempo. Compreende, por favor, que o dinheiro do Povo não dá para tudo... ele é a comissão da cultura de Guimarães, são as subvensões vitalicias para 400 politicos, são algumas pessoas a receberem 2 e 3 chorudas reformas. Tens que ter alguma compreensão... Abraços e votos de paciencia!
domingo, 3 de abril de 2011
Mentira do 1º. de Abril - afinal não foi...
A este propósito, e passando a ironia, voltamos a publicar um texto muito interessante:
"CADA DIA QUE PASSA….
Por Carlos Morgadinho
Cada dia que passa mais desiludido fico com as atitudes dos nossos governantes com respeito aos ex-combatentes da guerra colonial, a um ponto tal que chega a ser um sentimento de frustração. Nos meus contactos com ex-camaradas de infortúnio, de guerra, obviamente, na sua maioria não recebem sequer UM MÍSERO EURO de pensão embora muitos deles já tenham ultrapassado a casa dos 60 anos de idade. São quase todos imigrantes tanto aqui, no Canadá, como nos EUA, e porque não descontaram para a segurança social antes de serem chamados a prestar serviços militar obrigatório que na sua maioria eram jornaleiros ou pequenos agricultores, viram-se “descriminados” por não serem compensados monetariamente quando atingiram a idade da reforma. Todos aqueles anos de sublime sacrifício e dor enquanto ao serviço da Pátria Bem Amada que agora, na velhice, quando mais necessitavam de ajuda, essa Pátria vira-lhes as costas com desdém, tal e qual como se de autênticos leprosos se tratassem.
É triste esta situação e isso a mim me toca profundamente também pois sou um desses muitos “descriminados”. Todos os Primeiros-Ministros mantêm-se na inércia perante este grave problema e de promessa após promessa nada têm feito para que o problema seja resolvido duma maneira satisfatória. Não há muitos anos atrás, submeti, ao abrigo duma Lei promulgada, um requerimento solicitando que me fosse dada pensão pelos anos de serviço como militar e ex-combatente e cuja contagem oficial de tempo somava mais de sete anos, no Consulado de Portugal em Toronto, que foi enviado, por estes mesmos serviços directamente para o Ministério que olhava por este pelouro dos ex-combatentes e, com surpresa, até aos dias de hoje, nunca recebi sequer resposta à mesma. APENAS FUI IGNORADO!
Já falei e escrevi, várias vezes, sobre a situação dos ex-combatentes e da maneira como os sucessivos Governos da nação Lusa nos vêm tratando, que é a palavra mais apropriada para o caso. O certo é que ninguém, seja ele deputado ou Ministro, ou até o supremo chefe da Nação, o Presidente da República, moveu, até ao presente, uma “palha” para acabar com esta aberração, no essencial da palavra. Em maré de completo desespero, deixo aqui o meu apelo para o nosso Presidente que tem o poder, e a obrigação também, de por um fim a esta situação caricata. É que ele, sua Excelência, o Presidente da República Portuguesa, o Senhor Professor Doutor Cavaco Silva, não pode olvidar, e muito menos ignorar, que todos nós somos cidadãos ou filhos de Portugal e não enteados e muito menos bastardos. Nós, imigrantes e ex-combatentes, não somos mais nem menos do que todos os outros cidadãos que vivem e trabalham, ou trabalharam, no solo Pátrio. Temos o pleno direito de receber a pensão de ex-combatente. É que todos estes nossos governantes do após 25 de Abril de 1974 nunca fizeram nada e parecem desconhecer, aparentemente, de que um dia o governo de Salazar nos OBRIGOU a pegar em armas, não para “defender” a Pátria em perigo mas sim para quebrar a vontade de outros povos que queriam ser também livres.
Aqui, pois deixo esta minha mensagem de revolta e frustração que penso que fará eco em dezenas de milhares de cidadãos, ex-combatentes, que vivem e labutam na vasta diáspora lusa.
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Transcrevemos também o discurso do ultimo dia de Portugal, 10 de Junho, acerca dos ex-combatentes:
O DIA DOS PORTUGUESES ou, oficialmente, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em 2010, tem um significado especial. Na verdade, assistimos esta manhã a um desfile das nossas Forças Armadas precedido de uma extensa delegação de Veteranos, de Antigos Combatentes, mais singelamente de combatentes dos exércitos em todas as guerras e conflitos em que Portugal esteve envolvido desde meados do século XX. Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos. Centenas de milhares de soldados portugueses combateram em nome do seu país, do nosso país, desde os inícios do século XX até à actualidade. Já não há sobreviventes do Corpo Expedicionário Português enviado para Flandres, na 1ª Grande Guerra Mundial, nem das forças que, no mesmo conflito, lutaram em África. O último veterano dessa guerra, José Maria Baptista, morreu a 14 de Dezembro de 2002.
Depois daquele conflito, as guerras foram, durante décadas, poupadas aos Portugueses. Só a partir de finais dos anos 1950 os soldados e outras forças militarizadas voltaram a encontrar-se em situações de combate aberto, primeiro no então Ultramar português, depois em múltiplos teatros de guerra, em associação com forças armadas dos nossos aliados da NATO e da União Europeia e em missões organizadas sob a égide das Nações Unidas. Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram Combatentes, são hoje Antigos Combatentes ou Veteranos, mas, sobretudo, são iguais. Não há, entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São Veteranos e foram soldados de Portugal. É assim que deve ser. Em Portugal ou no estrangeiro, no Continente ou no Ultramar, na Metrópole ou nas Colónias, as Forças Armadas portuguesas marcaram presença em vários teatros de guerra e em diversas circunstâncias. Militares portugueses lutaram em terra, no mar ou no ar, cumpriram os seus deveres e executaram as suas missões. Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor ou no Iraque. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. As decisões foram, como deve ser, as do Estado português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado. Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político ou moral. Só cada um, em sua consciência, conhece as razões verdadeiras. Mas há sempre um vínculo, invisível seja ele, que o liga aos outros, à comunidade local ou nacional, ao Estado. É sempre em nome dessa comunidade que o soldado combate. Na verdade, em todos os episódios de guerra referidos e noutros mais, há fenómenos de natureza diversa. Houve decisões políticas de carácter exclusivamente nacional, mas também houve actos de colaboração em missões multinacionais, como houve decisões estratégicas colectivas das alianças de que Portugal é membro. Também conhecemos decisões políticas tomadas em vários quadros: com e sem legitimidade democráticas, com e sem referenda parlamentar. E até, finalmente, situações em que o Parlamento fica aquém daquela que deveria ser a sua função. Com efeito, a Constituição e as leis não obrigam, infelizmente, a que as missões no estrangeiro sejam aprovadas pelo Parlamento. Apenas admitem o “acompanhamento do envolvimento” militar no estrangeiro, o que nem sempre é rigorosamente cumprido. A análise destas diferenças pode ser importante do ponto de vista político, histórico e intelectual. Mas, no plano do reconhecimento de um povo, do respeito devido e do esforço do soldado, essas distinções são secundárias ou inúteis. Foram, simplesmente, militares portugueses que tudo deram ou tudo arriscaram. É esse o reconhecimento devido. Um antigo combatente não pode nem deve ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a sua forma de vínculo às Forças Armadas são, a este propósito, indiferentes: foram, simplesmente, soldados portugueses. Pelo sacrifício, pela duração e pelas implicações políticas, as guerras do Ultramar foram evidentemente as que mais marcaram as gerações das últimas décadas. Mas, ao longo dos trinta anos de democracia e de compromissos internacionais, muitas centenas ou milhares de cidadãos portugueses estiveram presentes em teatros de guerra e em missões de protecção da paz ou de mediação. Novos sacrifícios foram feitos, vidas foram interrompidas, carreiras e famílias suspensas. Todos esses militares, os de Luanda ou do Líbano, os da Guiné ou da Bósnia, merecem o nosso respeito. São antigos combatentes. São Veteranos. São soldados que cumpriram os seus deveres e que, com excepção dos que tenham moralmente abusado das suas funções, merecem a nossa homenagem. Não há lugar, não deve haver lugar para diferenças entre esses Veteranos. Não há Veteranos melhores ou piores do que outros. Não há Veteranos que mereçam aplauso e Veteranos a quem se reserve o esquecimento. Não há Veteranos ou Antigos Combatentes fascistas ou democráticos, socialistas ou comunistas, reaccionários ou revolucionários. Não há Veteranos de antes ou de depois do 25 de Abril. Não há Antigos Combatentes milicianos ou de carreira ou contratados. Há Veteranos e Antigos Combatentes, ponto final! É o que nós lhes devemos. Nós, todos, os que fizeram ou não, os que concordaram ou não com as guerras, sem distinção de época, de governo ou de cor política. Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos. É certo que há, aqui e ali, expressão de gratidão ou respeito, numa unidade, numa autarquia, numa instituição, numa lei ou numa localidade. Mas, em termos gerais e permanentes, o esquecimento ou a indiferença são superiores. Sobretudo por omissão do Estado. Dos aspectos materiais aos familiares, passando pelos espirituais e políticos, o Estado cumpre mal o seu dever de respeito perante aqueles a quem tudo se exigiu. Em cada momento, em cada conflito, houve quem tivesse ideias diferentes e se opusesse à intervenção militar. Uns, mesmo nessas condições, cumpriram as ordens oficiais, outros recusaram-se. Por oportunidade, por convicção política, por uma interpretação diferente do interesse nacional, houve refracção e objecção. Em certos casos, pensava-se que as operações militares não tinham sido referendadas pelo povo soberano ou eram contrárias à ética e ao interesse nacional. Noutros casos, faltava o assentimento parlamentar. Aliás, o acompanhamento parlamentar do envolvimento militar é deficiente, apesar de estatuído pela Constituição. Houve soldados que combateram sob um regime autoritário, outros em regime democrático. Houve soldados que combateram integrados em forças nacionais, outros em forças aliadas ou internacionais. Como houve soldados que, de outras origens étnicas então e tendo hoje nacionalidade diferente, serviram nas Forças Armadas portuguesas. Em 1974, jovens militares decidiram derrubar o regime autoritário e dar uma oportunidade à democracia. Outros tentaram estabelecer um novo regime político que eventualmente limitaria as liberdades. Outros ainda ficaram independentes e equidistantes. Enquanto outros, finalmente, teriam preferido continuar sob o regime anterior. Prefiro os primeiros, os que ajudaram a fundar o Estado democrático. Mas, pelo sacrifício das suas vidas e pelo cumprimento dos seus deveres, respeito-os todos. Qualquer guerra ou envolvimento militar é controverso e suscita opiniões diversas e contraditórias. É assim no Afeganistão ou no Iraque. Foi assim no Ultramar. Como também na Flandres, nas Linhas de Torres ou em Aljubarrota. Essas divergências podem ser legítimas e compreensíveis. Traduzem ideias, interesses, convicções e doutrinas diferentes. Assim como versões diversas do interesse nacional. Mas isso não justifica a ausência de respeito por aqueles que combateram, que correram riscos, que ficaram feridos ou deram a sua vida. As diferenças de opinião e de crença não devem impedir de respeitar todos os que fizeram a guerra, com convicção ou por obediência ao poder político, desde que, evidentemente, o tenham feito sem abuso. Merecem as pensões que lhes são devidas. Merecem atenção e cuidado. Merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido. Merecem que as suas associações sejam consideradas de utilidade pública. Merecem estar presentes nas cerimónias públicas e oficiais. Mas sobretudo merecem respeito. Os Portugueses são parcos em respeito pelos seus mortos e até o Estado não é muito explícito no cumprimento desse dever. Pois bem: está chegada a altura de eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre Veteranos de nome e Veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos. Pela Pátria ou pelo seu País, pelo Estado ou pela sua profissão, foi pela sua comunidade nacional que todos eles combateram e se sacrificaram. É possível que o comportamento do Estado, a atitude de políticos e os sentimentos de cidadãos para com os militares sejam determinados, em parte, pela avaliação que se faz do modo como deram ou retiraram apoio a certos dirigentes e a certas formas de regime. Não se nega o facto. Mas, perante o antigo combatente, recusa-se o juízo de valor. Aos Veteranos e antigos Combatentes que hoje estiveram connosco pela primeira vez, nada se lhes pede. Nada devem aos seus contemporâneos. Nós é que estamos em dívida para com eles. São o Estado e a sociedade que lhes devem algo. O que lhes pedimos hoje foi muito simples: aceitem a homenagem que o Estado e os Portugueses vos prestaram! Não estamos aqui a festejar a guerra, mas sim os soldados! E não há melhor dia, do que o Dia de Portugal, para o fazer.
António Barreto
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Mentira do 1º. de Abril
E esta hem!!!???
Só pode ser mentira de Abril...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Cada dia que passa...
Do A. Marques Lopes recebi o e-mail que um amigo do mesmo lhe enviou com o pedido de divulgação.
Pica Sinos
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Para vossa apreciação. Crónica enviada para os jornais e portais aqui de Toronto.
Com um abração
Carlos Morgadinho
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CADA DIA QUE PASSA….
Por Carlos Morgadinho
Cada dia que passa mais desiludido fico com as atitudes dos nossos governantes com respeito aos ex-combatentes da guerra colonial, a um ponto tal que chega a ser um sentimento de frustração. Nos meus contactos com ex-camaradas de infortúnio, de guerra, obviamente, na sua maioria não recebem sequer UM MÍSERO EURO de pensão embora muitos deles já tenham ultrapassado a casa dos 60 anos de idade. São quase todos imigrantes tanto aqui, no Canadá, como nos EUA, e porque não descontaram para a segurança social antes de serem chamados a prestar serviços militar obrigatório que na sua maioria eram jornaleiros ou pequenos agricultores, viram-se “descriminados” por não serem compensados monetariamente quando atingiram a idade da reforma. Todos aqueles anos de sublime sacrifício e dor enquanto ao serviço da Pátria Bem Amada que agora, na velhice, quando mais necessitavam de ajuda, essa Pátria vira-lhes as costas com desdém, tal e qual como se de autênticos leprosos se tratassem.
É triste esta situação e isso a mim me toca profundamente também pois sou um desses muitos “descriminados”. Todos os Primeiros-Ministros mantêm-se na inércia perante este grave problema e de promessa após promessa nada têm feito para que o problema seja resolvido duma maneira satisfatória. Não há muitos anos atrás, submeti, ao abrigo duma Lei promulgada, um requerimento solicitando que me fosse dada pensão pelos anos de serviço como militar e ex-combatente e cuja contagem oficial de tempo somava mais de sete anos, no Consulado de Portugal em Toronto, que foi enviado, por estes mesmos serviços directamente para o Ministério que olhava por este pelouro dos ex-combatentes e, com surpresa, até aos dias de hoje, nunca recebi sequer resposta à mesma. APENAS FUI IGNORADO!
Já falei e escrevi, várias vezes, sobre a situação dos ex-combatentes e da maneira como os sucessivos Governos da nação Lusa nos vêm tratando, que é a palavra mais apropriada para o caso. O certo é que ninguém, seja ele deputado ou Ministro, ou até o supremo chefe da Nação, o Presidente da República, moveu, até ao presente, uma “palha” para acabar com esta aberração, no essencial da palavra. Em maré de completo desespero, deixo aqui o meu apelo para o nosso Presidente que tem o poder, e a obrigação também, de por um fim a esta situação caricata. É que ele, sua Excelência, o Presidente da República Portuguesa, o Senhor Professor Doutor Cavaco Silva, não pode olvidar, e muito menos ignorar, que todos nós somos cidadãos ou filhos de Portugal e não enteados e muito menos bastardos. Nós, imigrantes e ex-combatentes, não somos mais nem menos do que todos os outros cidadãos que vivem e trabalham, ou trabalharam, no solo Pátrio. Temos o pleno direito de receber a pensão de ex-combatente. É que todos estes nossos governantes do após 25 de Abril de 1974 nunca fizeram nada e parecem desconhecer, aparentemente, de que um dia o governo de Salazar nos OBRIGOU a pegar em armas, não para “defender” a Pátria em perigo mas sim para quebrar a vontade de outros povos que queriam ser também livres.
Aqui, pois deixo esta minha mensagem de revolta e frustração que penso que fará eco em dezenas de milhares de cidadãos, ex-combatentes, que vivem e labutam na vasta diáspora lusa.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Rede Nacional de Apoio aos Veteranos de Guerra
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Antigos Combatentes - Suplemento Especial de Pensão
Lei nº. 3/2009 de 13 de Janeiro
Meus caros amigos:
Recebi hoje da Segurança Social a informação de que ia receber um Suplemento Especial de Pensão, no valor de 100 € por ano.
Por trás dessa carta vem impressa a Lei em epígrafe, que explica o inexplicável, justificando a atribuição de semelhante fortuna - como diz o Pica, nem dá para um papo seco por dia.
Junto essa Lei para vossa apreciação...
Abraços
Leandro Guedes
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Reforma dos ex-Combatentes
A quem souber, solicitamos informações sobre as pensões/reformas que estão a ser pagas aos ex-Combatentes, se é que estão a ser pagas e qual a sua periodicidade - mensal, anual, etc .
A divulgação do valor que recebem é facultativo, apenas se pedem informações uteis.
Também é util saber se o pagamento é incluido na Reforma normal ou se tem um pagamento à parte e qual a entidade pagadora.
Este assunto passa a ter Etiqueta própria para que seja mais fácil a qualquer um, consultar este assunto que é do maior interesse de todos. Nesta Etiqueta irão sendo arquivadas todas as considerações e comentários que forem feitos.
Poderão responder a este assunto todos aqueles que já estão Reformados, transmitindo a sua experiencia, e também aqueles que em virtude das suas profissões estão dentro destes assuntos.
Podem também tecer as considerações que acharem interessantes e úteis para todos os Companheiros.
Abraços.
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