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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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domingo, 18 de dezembro de 2022
sábado, 2 de abril de 2022
Madrinhas de Guerra - a entrevista do José da Costa ao Correio da Manhã.
O José da Costa é um homem experimentado em dar entrevistas à Imprensa, seja escrita ou televisionada.
Em tempos deu uma entrevista à Catarina Furtado, mais tarde deu outra entrevista à RTP 1 e agora outra entrevista à Jornalista D. Manuela Guerreiro do Correio da Manhã, a quem agradecemos a sua disponibilidade e interesse por este tema, bem como ao Correio da Manhã e seus foto jornalistas.
Saiu-se bem, o tema da Guerra Colonial dava pano para mangas, mas os critérios dos jornais não são os mesmos que a verdade precisava. Mas agradecemos pelo pouco que nos é dado.
Em Janeiro de 2013, o Correio da Manhã, publicou na revista DOMINGO uma intensa descrição da Guerra Colonial na Guiné. cujo título era O INFERNO PORTUGUÊS EM ÁFRICA onde morreram 3.046 militares. Este relato da autoria dos Jornalistas Bruno Contreiras Mateus, José Carlos Marques e Marta Martins Silva, embora curto, relata vários episódios, que vão desde o inicio da Guerra em Tite, até à entrega ao PAIGC dos aquartelamentos em 1974. Falam do triste e trágico caso dos 4 Majores, que se iam encontrar desarmados, com elementos do PAIGC para conversações e foram por estes assassinados. Mencionam os nomes dos 3.046 mortos, onde estão o Alf Carvalho, os furriéis Cardoso e Rato, o Neto e todos os outros. São ao todo 20 páginas que um dia publicarei no nosso blog, dada a extensão do artigo.
E é pena que este trabalho tivesse sido descontinuado, tendo agora reaarecido neste formato muito limitado.
terça-feira, 29 de março de 2022
O Costa e as Madrinhas de Guerra - entrevista ao Correio da Manhã
"Olá companheiro!
Espero que esteja tudo bem contigo e família!
Este é para dizer que a minha entrevista ao Jornal Correio
da Manhã, sobre o meu testemunho referente às Madrinha de Guerra, vai sair
nesta próxima Sexta-feira. Segundo me informaram, vai ser no Jornal mesmo e não
na revista dominical.
“Vomitei” muita coisa mas não sei o que vai sair, pois o
critério é da jornalista!
Abraço!
José Costa"
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Pica Sinos fala ao Correio da Manhã
Saiu hoje no Correio da Manhã, o depoimento do Pica Sinos. Obrigado amigo pela tua disponibilidade.
O Pica Sinos era primeiro cabo, no Centro cripto, em Tite e pertencia ao Batalhão de Artilharia 1914 (BART 1914).
Agradecidos ao Correio da Manhã, à sua Jornalista D. Manuela Guerreiro e aos seus fotojornalistas.
Leandro Guedes.
"Raul Pica Sinos
Para que conste Este foi o texto que foi entregue à
jornalista D. Manuela Guerreiro:
GUINÉ – NÃO SEI QUANTOS MIL ACOMPANHARAM NA VIAGEM
No cais de Alcântara em Lisboa, a 8 de Abril de 1967,
despeço-me da família que me acompanhou ao embarque.
Não sei quantos mil na formatura. Um emproado oficial
superior e sua comitiva fazem a revista da praxe. O embarque das tropas
sucede-lhe ao som da fanfarra militar e do acenar dos lenços, o paquete Uíge
largou amarras. A Torre de Belém fica para trás, a ponte sobre o rio Tejo já
não se vê, a terra é coisa sumida aos meus olhos há muito rasos de água.
Tive a sorte de não ser colocado nos lugares do navio que
outrora eram destinados às cargas. Os lugares destinados às praças, os porões,
as mesas que serviam para refeições, em madeira, tinha a lotação para uma
vintena de militares. Os beliches, também em madeira, acompanhava-as em altura.
Os vomitados do enjoo eram constantes, a limpeza deveras precária que em
conjunto com a falta do banho diário o cheiro era nauseante, asfixiante, o
barulho dos motores
Etc., o ambiente era insuportável.
Foi neste contexto que os jovens militares obrigatoriamente
mobiliados para a guerra fizeram a sua vida no navio Uíge que ancorou em Bissau
no dia 14 do mesmo mês. Mas o pior estava para vir…a guerra. Aqui o sofrimento
a todos tocou. Praças, Sargentos e Oficiais.
NO REGRESSO NEM TODOS E DIFERENTES
No quartel de Depósitos de Adidos em Brá/Bissau, na breve
cerimónia de despedida do Batalhão de Artilharia (Bart1914) que regressa a
Lisboa, é-me entregue um “papel verde”
…O Comandante Militar atesta o seu apreço pelos serviços
prestados à Pátria na Província da Guiné…
Ficando, ainda hoje, por saber se a “Pátria” também atestou
o seu apreço aos camaradas mortos, mutilados e estropiados do agrupamento.
Março de 1969, a tarde já vai alta.
Sem fanfarra e lenços a acenar soa a sirene do navio na
partida. São menos os que partem, não são os mesmos jovens de outrora, a guerra
tornou-os diferentes.
Nada importa que as mesas e os beliches nos porões do Uíge,
pelo seu uso, não se notem que são de madeira. Negra já é a sua cor. Os vomitados
do enjoo é coisa menor. A limpeza precária e a falta do banho diário, o barulho
dos motores pouca ou nada incomoda.
Xc Naquela manhã de 9 de Março de 1969, a brisa do mar
gela-me a cara, os meus olhos já avistam a terra e o rio que me viu nascer.
Além vêm-se cartazes.
Estou aqui Manuel…Leiria esperamos por ti…Família Santos
aqui…Massarelos presente
Mães, pais, filhos, mulheres, noivas, amigos todos se
abraçam!
Vou para casa onde a família me espera. A nuvem negra parece
ter passado o sofrimento acabado. A guerra, essa sim durou mais cinco anos.
Raul Pica Sinos
1º Cabo – Operador de Cripto
Janeiro 2022"
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
Raul Soares da CART 1743 - A entrevista ao Correio da Manhã
Hoje foi a vez do Raul Soares fazer o seu relato ao Correio da Manhã. O Raul era furriel milº da CART 1743.
Obrigado Raúl Soares. Obrigado ao Correio da Manhã, à sua Jornalista D. Manuela Guerreiro e aos seus foto-jornalistas.
domingo, 20 de fevereiro de 2022
Pelotão Daimler 1131 - pequena entrevista a sair no Correio da Manhã de terça-feira dia 22 de Fevereiro
No próximo dia 22 de Fevereiro, terça-feira, vai sair mais um relato, desta vez pelo alf Antunes, comandante do Pelotão Daimler 1131
A entrevista do Joaquim Caldeira, ao Correio da Manhã.
Conforme estava anunciado, saiu hoje no Correio da Manhã, a entrevista do nosso amigo Joaquim Caldeira, sobre factos relacionados em Tite, Bissassema e Nova Sintra. Obrigado companheiro pela tua disponibilidade para relatares mais um episódio da nossa guerra. Agradecidos também ao Correio da Manhã, à sua Jornalista D. Manuela Guerreiro e seus foto-Jornalistas.
Leandro Guedes.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
Correio da Manhã - o Joaquim Caldeira dá uma entrevista.
Segundo informação do CORREIO DA MANHÃ, vai ser publicado no Jornal do próximo domingo, um relato do Joaquim Caldeira., furriel operacional da CCAÇ 2314.
Leandro Guedes
sábado, 11 de dezembro de 2021
Bissassema e Nova Sintra
No Correio da Manhã de hoje, foi publicado o restante da entrevista dada anteriormente pelo furriel sapador de Minas e Armadilhas Domingos Monteiro, da CCS do BART 1914.
O nosso agradecimento ao Correio da Manhã e sua Jornalista
D. Manuela Guerreiro.
Voltamos a lembrar que os elementos da CART 1743, CART 1802
e CCAÇ 2314, podem também se assim o entenderem, dar testemunho das suas
vivências em terras da Guiné.
Obrigado Domingos Monteiro pela tua disponibilidade.
domingo, 8 de agosto de 2021
A entrevista do Amador não saiu hoje.
Bart Tite 1914
Informo os meus companheiros e amigos que a minha entrevista que era para sair hoje não saiu não sei porquê.
A menina jornalista é que me disse que saía hoje. Da minha parte as minhas desculpas.
Um abraço para todos.
José da Horta Amador.
nota-
De José Da Horta Amador:
Jâ falei com a jornalista Marta disse que a entrevista será publicada na Revista DOMINGO, no próximo fim de semana (Domingo) dia 15 de Agosto.
Um grande abraço.
Amador.
domingo, 11 de julho de 2021
A entrevisata do Carlos Leite, ao Correio da Manhã - As Memórias do BART 1914
Agradecemos reconhecidos ao Correio da Manhã e sua Jornaluista D. Manuela Guerreiro e colegas foto-jornalistas, pela oportunidade que nos foi dada.
domingo, 30 de maio de 2021
A entrevista do Monteiro ao Correio da Manhã
Saiu hoje na Revista "DOMINGO", do Correio da Manhã, a entrevista do nosso companheiro Domingos Monteiro. Segundo ele diz, a entrevista foi muito mais extensa, mas a Jornalista D. Manuela Guerreiro, teve que se cingir à disponibilidade de espaço que tinha na Revista para fazer o artigo. Foi pena, mas de qualquer maneira fica a nossa marca, para que não se esqueçam aqueles tempos dificeis. Obrigado Domingos Monteiro pela tua disponibilidade. Agradecemos também ao Correio da Manhã, e à sua Jornalista D. Manuela Guerreiro, bem como aos foto-jornalistas que se deslocaram a casa do Monteiro para recolher o seu depoimento.
Bem hajam!
Leandro Guedes.
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