Esta sim,
foi tirada no UIGE. veem-se vários amigos, a saber da esquerda para a direita:
Luis Dias, Guimarães, Abreu e Sargento Bico, Serafim, Leandro Guedes e Sousa,
Lourenço, Heitor, Cavaleiro e Bagulho.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
Esta sim,
foi tirada no UIGE. veem-se vários amigos, a saber da esquerda para a direita:
Luis Dias, Guimarães, Abreu e Sargento Bico, Serafim, Leandro Guedes e Sousa,
Lourenço, Heitor, Cavaleiro e Bagulho.
Memórias de uma guerra…
A BORDO DO
NAVIO UÍGE - GUINÉ
10 de
janeiro de 1968, pleno Atlântico, o navio Uíge navegava em águas agitadas, rumo
a Bissau, Província da Guiné.
Hora de
almoço, aos oficiais da CCaç 2314, foi destinada a mesa do comissário de bordo,
oficial responsável pela gestão financeira e pela supervisão da administração e
abastecimento do serviço de passageiros e tripulantes do navio, por isso, uma
personalidade importante. Vestido de branco, com um ar senhorial, muito educado
e bem falante, atencioso e, desde logo, pronto para esclarecer o que era a vida
de um navio que transportava militares para a guerra.
Para começar
a viagem, nada melhor que fazer parte desta mesa e foi assim até ancorar no rio
Geba, com a cidade de Bissau à vista.
À hora do
jantar fiquei enjoado com os “balanços” do navio que, segundo ele, não eram
muito fortes. Senão eram, como seriam com o mar revolto. Tive que ir para o
camarote que, segundo a opinião dele, era o desejável.
Amparado
pelo Alferes Pio, cabeça à roda e mal disposto, lá cheguei ao destino e
deitei-me na esperança que o enjoo não fosse de grande duração.
Mal me tinha
deitado, bateram à porta e surgiu um “homem vestido de branco” com uma bandeja
na mão, dizendo: “o Senhor Comissário mandou este chá e torradas que lhe irão
fazer bem”. E fizeram, passado algum tempo estava como novo, mas o navio também
já não balouçava nada.
Foi neste
dia que ficamos a saber que o nosso destino na Guiné era o aquartelamento de
Jabadá com o treino operacional em Tite, durante o mês de Janeiro.
10 de
janeiro de 2026.
JT