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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, no Entroncamento.


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.
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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Enfermeiras Para quedistas na Guerra Colonial - o incio


"CEDIDAS IMAGENS GENTILMENTE E DE FORMA GRATUITA PELA “R.T.P./PROGRAMA 30 MINUTOS“CANAL HISTÓRIA./”/PROGRAMAS/CONTEÚDOS”À NOSSA A.V.C.U.P., O QUE DESDE JÁ FICAMOS MUITO AGRADECIDOS.UM GRANDE BEM HAJAM 


Enfrentaram preconceitos, vestiram a farda que pertencia aos homens para salvar vidas no Ultramar. Em Angola, Moçambique, Guiné e Timor, estas mulheres foram - para os soldados -, "anjos descidos dos céus". 

Esta é a história de mulheres que entraram no exclusivo mundo masculino das Forças Armadas quando a sociedade portuguesa mantinha apertadas regras conservadoras. Eram enfermeiras experientes, que se fizeram voluntárias num desafio inédito lançado pela Força Aérea no Portugal dos anos sessenta: pisar o campo das muitas batalhas que se faziam no Ultramar para tratar os soldados feridos e doentes, ajudar a evacuar civis e auxiliar populações. 

A ideia de formar as “enfermeiras dos ares” partiu da primeira paraquedista portuguesa: Isabel Bandeira de Mello conseguiu o apoio de Kaúlza de Arriaga, e o subsecretário da Aeronáutica convenceu o governo de Salazar da importância do projeto na guerra colonial. Assim, em Maio de 1961, foi criado o primeiro curso de formação e abertas vagas. Pediam-se candidatas com idades entre os 18 e os 30 anos, solteiras ou viúvas sem filhos, sem cadastro e com “boa formação moral, profissional e religiosa”. Responderam 11 mulheres, apenas 5 foram aprovadas como boinas verdes. 

Antes de partirem para as zonas de combate receberam dois meses de instrução em Tancos: praticavam saltos, faziam treino militar, aprendiam a usar armas. Logo em Agosto, duas enfermeiras foram chamadas a Angola, para apoiar as famílias portuguesas expatriadas de Goa. Nos anos seguintes, dezenas de jovens paraquedistas pareceram “anjos descidos dos céus”a milhares de soldados, o único consolo no meio da guerra. A última missão ocorreu um ano depois do 25 de Abril, quando ajudaram na evacuação de civis de Timor para Lisboa. Com a descolonização, o curso chegou ao fim. 

Foi esta a aventura que Maria Arminda Pereira, Maria de Lourdes Rodrigues, Maria Zulmira André e Maria do Céu Policarpo decidiram viver. E, apesar dos horrores da guerra e das marcas que ficaram agarradas à pele, não se arrependem de ter trocado o uniforme branco por um camuflado. Foram camaradas de armas, são agora cúmplices nas memórias. 

Das 41 mulheres que abraçaram esta missão, apenas uma, Celeste Ferreira Costa, morreu num acidente.

in António Gonçalves"

domingo, 21 de outubro de 2018

Enfermeiras Paraquedistas na Guerra Colonial - a Homenagem Nacional em Junho de 2015




"No monumento aos combatentes do ultramar junto à Torre de Belém foram homenageados em 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, os que serviram o país em tempos de combate. Uma cerimónia a que a Câmara Municipal de Lisboa se associou e contou com o vereador Carlos Manuel Castro, que em representação da autarquia depositou uma coroa de flores junto ao monumento.

Da sessão deste ano destaque para uma homenagem especial às enfermeiras paraquedistas, que desempenharam um papel fundamental nos palcos de guerra da Guiné, Angola e Moçambique, além da Índia e Timor.
Pioneiras no seu tempo e antecipando em 30 anos o ingresso das mulheres portuguesas nas forças armadas, foram 46 as enfermeiras que, a partir de 1961 e até ao final da guerra do ultramar, voluntariamente trataram e acompanharam os militares feridos em locais onde “até Deus parecia estar ausente”, como frisou o Coronel José Aparício na sua intervenção.

No final da cerimónia, abrilhantada pela Banda Filarmónica da Guarda Nacional Republicana, um helicóptero Alouette IIIsobrevoou o local, seguindo-se o Hino Nacional cantado por crianças da Casa Pia de Lisboa, acompanhado por 19 salvas de tiro.
Entre os vários convidados que participaram na cerimónia, marcou presença o presidente da Junta de Freguesia de Belém, Fernando Ribeiro Rosa.

Anjos descidos do Céu

A ideia de formar o corpo de enfermeiras paraquedistas português, criado em 1961, partiu de Isabel Rilvas, primeira paraquedista portuguesa. Antes de partirem para as zonas de combate as candidatas recebiam dois meses de instrução em Tancos onde praticavam saltos, recebiam treino militar e aprendiam a usar armas.
Fazia parte das suas funções assistir feridos nos locais de combate e estavam debaixo de fogo com muita frequência. Efetuaram centenas de evacuações aéreas entre as ex-províncias ultramarinas e a metrópole, dentro do próprio território africano para os hospitais e também de Goa e de Timor, acompanhando os feridos de guerra, doentes, familiares e crianças. A sua ação era prestada aos três ramos das Forças Armadas, bem como aos civis.

in texto Camara M.Lisboa


Enfermeiras Para quedistas, na Guerra Colonial.