Às Madrinhas de Guerra
Autor, Euclides Cavaco a quem agradecemos
Leandro Guedes.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
O José da Costa é um homem experimentado em dar entrevistas à Imprensa, seja escrita ou televisionada.
Em tempos deu uma entrevista à Catarina Furtado, mais tarde deu outra entrevista à RTP 1 e agora outra entrevista à Jornalista D. Manuela Guerreiro do Correio da Manhã, a quem agradecemos a sua disponibilidade e interesse por este tema, bem como ao Correio da Manhã e seus foto jornalistas.
Saiu-se bem, o tema da Guerra Colonial dava pano para mangas, mas os critérios dos jornais não são os mesmos que a verdade precisava. Mas agradecemos pelo pouco que nos é dado.
Em Janeiro de 2013, o Correio da Manhã, publicou na revista DOMINGO uma intensa descrição da Guerra Colonial na Guiné. cujo título era O INFERNO PORTUGUÊS EM ÁFRICA onde morreram 3.046 militares. Este relato da autoria dos Jornalistas Bruno Contreiras Mateus, José Carlos Marques e Marta Martins Silva, embora curto, relata vários episódios, que vão desde o inicio da Guerra em Tite, até à entrega ao PAIGC dos aquartelamentos em 1974. Falam do triste e trágico caso dos 4 Majores, que se iam encontrar desarmados, com elementos do PAIGC para conversações e foram por estes assassinados. Mencionam os nomes dos 3.046 mortos, onde estão o Alf Carvalho, os furriéis Cardoso e Rato, o Neto e todos os outros. São ao todo 20 páginas que um dia publicarei no nosso blog, dada a extensão do artigo.
E é pena que este trabalho tivesse sido descontinuado, tendo agora reaarecido neste formato muito limitado.
"Olá companheiro!
Espero que esteja tudo bem contigo e família!
Este é para dizer que a minha entrevista ao Jornal Correio
da Manhã, sobre o meu testemunho referente às Madrinha de Guerra, vai sair
nesta próxima Sexta-feira. Segundo me informaram, vai ser no Jornal mesmo e não
na revista dominical.
“Vomitei” muita coisa mas não sei o que vai sair, pois o
critério é da jornalista!
Abraço!
José Costa"
Nasceu mais um vedeta televisiva !!
O sr. José Costa deu um show, que embora curtinho foi de alta qualidade!!
Estiveste mesmo à altura companheiro.
E com a coragem de dizer umas verdades bem reais:
...que vão para lá seis meses...não disparam um tiro...e ganham balurdios !!
É assim mesmo.
Até tem direito a reportagens na televisão, como se fossem para o "horror das trincheiras"!!.
Lógicamente os tempos são outros, felizmente para todos, mas é abismal o contraste, e dói saber como são tratados muitos camaradas de armas que levam vidas abaixo de cão devido ao ferrete que os marcou para o resto das suas tristes e sofridas vidas.
E de certeza que estes militares em missão, não se alimentam como nós em Tite, durante dois anos !!
Internecedor, ver-vos aos dois! e o relato do vosso reencontro pós 40 anos...imagino a sensação.
A velha malinha com as cartas, não lembra a ninguém passados tantos anos ?!
Pela tua prestação, manda o Governo da República que sejas promovido a General por mérito.
Amigo, os meus parabéns, e como disse a Catarina: "vão falando os dois"...
Um grande abraço
Zé Justo
Olá amigo
Estiveste óptimo. Parabens.
Foi emocionante ouvir a tua história, rever os aerogramas, ver as fotos de Tite.
Realmente daria um programa inteiro para falar das madrinhas de guerra e do papel fundamental que elas tiveram no nosso equilibrio emocional.
Um abraço amigo e até Sábado em Peniche.
Leandro Guedes
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