Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Pelotão de Morteiros 1039
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
BISSASSEMA, 52 anos depois...!
A tragédia ocorreu numa acção militar na região de
Bissassema, tabanca situada na península a sul do rio Geba, em frente de
Bissau. Alferes Rosa comandava uma força, composta por um pelotão de europeus e
três africanos, ali instalada, no dia 31 de Janeiro, para subtrair o apoio
logístico, manter a segurança afastada e impedir qualquer flagelação sobre
Bissau pelo PAIGC. Num ataque violento de 250 guerrilheiros, penetraram no
dispositivo e obrigaram a força portuguesa a abandorar em pânico, apressada e
desornamente a tabanca para salvar a vida. A fuga foi trágica, com
consequências imprevistas, a que assisti e que, ainda hoje, está no meu subconsciente. Fazia parte da força que, saída de Tite, nessa madrugada, e que foi impotentemente em seu auxílio. Após uma tentativa fracassada de fuga do cativeiro, Alferes António Rosa e mais 25 prisioneiros portugueses, seriam libertados da prisão 'Montanha' na República da Guiné-Conakry, numa acção militar "Operação Mar Verde" pelas Forças Armadas Portuguesas, realizada em 22 de Novembro de 1970, concebida e executada pelo fuzileiro capitão-tenente Alpoim Calvão, com o apoio do Comandante Chefe e Governador da Província Portuguesa da Guiné, brigadeiro António de Spínola.
Passados que foram estes 52 anos, a visão dolorosa do estado
dos militares em fuga para Tite, as lágrimas que corriam nas suas faces, os
olhos cobertos de lama, a maioria descalços, ou mesmo nus, parecendo figuras de
terror, apenas com forças para agarrarem, desesperadamente, a arma, a sua única
salvação para manter a vida, em redor da morte, hoje, podemos questionar-nos:
"será que valeu a pena o sacrifício e a vida destes jovens de ambos
intervenientes na guerra…?"...........................................
Lembro com saudade o amigo Furriel Manuel Nunes Reis Cardoso
bem como 2º. sargento Milicia Manga Colubali, ambos falecidos em combate nessa
noite. Lembro ainda os companheiros que foram aprisionados nessa noite e também
aqueles que tiveram de fugir para Tite para não serem mortos ou capturados e o que
tanto sofreram nessa noite. Leandro Guedes...................................
