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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, no Entroncamento.


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.
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domingo, 10 de maio de 2020

É um bocado real, não por ser China, mas por ser longe!


"É um bocado real, não por ser China, mas por ser longe. Variante da história contada por Eça.
No Bilhete VI, em Cartas Familiares e Bilhetes de Paris (1907), vai Eça dissertando sobre violências da Natureza ou humanas, No Japão, na China, na Índia, Arménia, Turquia, Grécia..., Espanha... «E enfim neste Paris o dia doloroso em que a Ciência», etc, etc... «Mas eu não sei, meus amigos, se estas desgraças realmente vos interessam, vos comovem -- porque a distância actua sobre a emoção exactamente como actua sobre o som.» «Mas então essa confraternidade humana -- pela sublime força da qual nada do que é humano deve ser alheio ao homem? Não existe? Oh, certamente: -- mas para todo o homem, mesmo o mais culto, a humanidade consiste essencialmente naquela porção de homens que vivem no seu bairro. [...]» O insigne escritor vai dando exemplos... e chega bem perto de nós. Diga cada um se o nosso interesse não aumenta! «Ah, esta abominável influência da distância sobre o nosso imperfeito coração!
Bem recordo uma noite em que, numa vila de Portugal, uma senhora lia, à luz do candeeiro, que dourava mais radiantemente os seus cabelos já dourados, um jornal da tarde. Em torno da mesa, outras senhoras costuravam.
Espalhados pelas cadeiras e no divã, três ou quatro homens fumavam, na doce indolência do tépido serão de Maio. E pelas janelas abertas sobre o jardim entrava, com o sussurro das fontes, o aroma das roseiras. No jornal que o criado trouxera e ela nos lia, abundavam as calamidades. Era uma dessas semanas também em que pela violência da Natureza e pela cólera dos homens se desencadeia o mal sobre a terra.
Ela lia as catástrofes, lentamente, com a serenidade que tão bem convinha ao seu sereno e puro perfil latino. “Na ilha de Java, um terramoto destruíra vinte aldeias, matara duas mil pessoas…” As agulhas atentas picavam os estofos ligeiros; o fumo dos cigarros rolava docemente na aragem mansa; — e ninguém comentou, sequer se interessou pela imensa desventura de Java. Java é tão remota, tão vaga no mapa! Depois, mais perto, na Hungria, “um rio trasbordara, destruindo vilas, searas, os homens e os gados…” Alguém murmurou, através de um lânguido bocejo: “Que desgraça!”. A delicada senhora continuava, sem curiosidade, muito calma, aureolada de ouro pela luz. Na Bélgica, numa greve desesperada de operários que as tropas tinham atacado, houvera entre os mortos quatro mulheres, duas criancinhas…
Então, aqui e além, na aconchegada sala, vozes já mais interessadas exclamaram brandamente: “Que horror!... Estas greves!... Pobre gente!...” De novo o bafo suave, vindo de entre as rosas, nos envolveu, enquanto a nossa loura amiga percorria o jornal atulhado de males. E ela mesma então teve um oh! de dolorida surpresa. No Sul da França, “junto à fronteira, um trem descarrilado causara três mortes, onze ferimentos…” Uma curta emoção, já sentida, já sincera, passou através de nós com aquela desgraça quase próxima, na fronteira da nossa península, num comboio que desce a Portugal, onde viajam portugueses… Todos lamentámos, com expressões já vivas, estendidos nas poltronas, gozando a nossa segurança.
A leitora, tão cheia da graça, virou a página do jornal doloroso, e procurava noutra coluna, com um sorriso que lhe voltara, claro e sereno… E, de repente, solta um grito e leva as mãos à cabeça:
— Santo Deus!...
Todos nos erguemos num sobressalto. E ela, no seu espanto e terror, balbuciando:
— Foi a Luísa Carneiro, da Bela-Vista… Esta manhã! Desmanchou um pé!

Então a sala inteira se alvorotou num tumulto de surpresa e desgosto.
As senhoras arremessaram a costura; os homens esqueceram charutos e poltronas; e todos se debruçaram, reliam a notícia no jornal amargo, se repastavam da dor que ela exalava!... A Luisinha Carneiro! Desmanchara um pé! Já um criado correra, furiosamente, para a Bela-Vista, buscar notícias por que ansiávamos. Sobre a mesa, aberto, batido da larga luz, o jornal parecia todo negro, com aquela notícia que o enchia todo, o enegrecia.
Dois mil javaneses sepultados no terramoto, a Hungria inundada, soldados matando crianças, um comboio esmigalhado numa ponte, fomes, pestes e guerras, tudo desaparecera — era sombra ligeira e remota. Mas o pé desmanchado da Luísa Carneiro esmagava os nossos corações… Pudera! Todos nós conhecíamos a Luisinha — e ela morava adiante, no começo da Bela Vista, naquela casa onde a grande mimosa se debruçava do muro dando à rua sombra e perfume.»
[Texto retirado de Cartas de Paris, 4.ª edição, Livros do Brasil, Lisboa, fixação do texto e notas por Helena Cidade Moura, de acordo com os textos da Gazeta de Notícias. Esta edição inclui Ecos de Paris (1905) e Cartas Familiares e Bilhetes de Paris (1907)]"
José Luis Patricio
ex-alf. mil. - Guiné

"A única coisa que me mantém acordado durante a noite é a ideia de uma epidemia” - Bill Gates

É um dos homens mais ricos do mundo e passou os últimos três meses desesperadamente à procura de uma solução para a covid-19, o seu novo inimigo. Com a Humanidade num impasse, o fundador da Microsoft, transformado em caçador de doenças, acredita que a covid-19 vai marcar uma geração

"A única coisa que me mantém acordado durante a noite é a ideia de uma epidemia”, disse-nos Bill Gates, o segundo homem mais rico do mundo, numa entrevista em fevereiro do ano passado. “Já passaram cem anos desde que tivemos uma enorme epidemia de gripe. Hoje as pessoas viajam mais, portanto a velocidade de propagação seria maior. Se tivéssemos uma doença respiratória transmissível, os números seriam horrendos.”
Não os raptos, o terrorismo ou perder a sua riqueza, mas um vírus. Agora, Gates tem a delicadeza de não afirmar ‘eu disse-vos’, mas admite: “O meu pior pesadelo tornou-se realidade.”
O homem dos 75 mil milhões que criou a Microsoft é também um especialista em vacinas, testes e tratamentos, tendo indicado o caminho, juntamente com a sua mulher, para tentar “erradicar doenças” — primeiro a poliomielite, depois a malária e o VIH — com a sua Fundação Bill e Melinda Gates.
É obcecado em salvar milhões de vidas e tem estado sempre altamente consciente do risco de outra doença vir a aterrorizar o mundo.
Em alturas normais, circula pelo mundo, deslocando-se com frequência a África, à China e à Índia num único mês, tentando salvar vidas humanas da doença.

TEXTO ALICE THOMSON E RACHEL SYLVESTER/ EXPRESSO

sábado, 9 de maio de 2020

Declaração de Roberto Schuman - 9 de Maio de 1950.

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Texto integral

A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a "ameaçam.

A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a mauntenção de relações pacificas. A França, ao assumir -se desde há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construida, tivemos a guerra.

A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-à por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha.

Com esse objectivo, o Governo francês propõe actuar imediatamente num plano limitado mas decisivo.

O Governo francês propõe subordinar o cunjunto da produção franco-alemã de carvaõ e de aço a uma Alta Autoridade, numa organização aberta à participação dos outros paises da Europa.

A comunitarização das produções de carvão e de aço assegura imediatamente o estabelecimento de bases comuns de desenvolvimento económico, primeira etapa da federação europeia, e mudará o destino das regiões durante muito tempo condenadas ao fabrico de armas de guerra, das quais constituiram as mais constantes vítimas.

A solidariedade de produção assim alcançada revelará que qualquer guerra entre a França e a Alemanha se tornará não apenas impensável como também materialmente impossivel. O estabelecimento desta poderosa unidade de produção aberta a todos os paises que nela queiram participar, que permitirá o fornecimento a todos os países que a compõem dos elementos fundamentais da produção industrial em idênticas condições, lançará os fundamentos reais da sua unificação económica.

Esta produção será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar na melhoria do nível de vida e no desenvolvimento das obras de paz. Com meios acrescidos, a Europa poderá prosseguir a realização de uma das suas funções essenciais: o desenvolvimento do continente africano. Assim se realizará, simples e rapidamente, a fusão de interesses indispensável à criação de uma comunidade económica e introduzirá o fermento de uma comunidade mais vasta e mais profunda entre países durante muito tempo opostos por divisões sangrentas.

Esta proposta, por intermédio da comunitarização de produções de base e da instituição de uma nova Alta Autoridade cujas decisoões vincularão a França, a Alemanha e os países aderentes, realizará as primeiras bases concretas de uma federação europeia indispensável à preservação da paz.

O Governo francês, a fim de prosseguir a realização dos objectivos assim definidos, está disposto a iniciar negociações nas seguintes bases.

A missão atribuida à Alta Autoridade comum consistirá em, nos mais breves prazos, assegurar: a modernização da produção e a mehoria da sua qualidade; o fornecimento nos mercados francês, alemão e nos países aderentes de carvão e de aço em condições idênticas; o desenvolvimento da exportação comum para outros países; a harmonização no progresso das condições de vida da mão-de-obra dessas indústrias.

Para atingir estes objectivos a partir das condições muito diversas em que se encontram actualmente as produções dos paísesaderentes, deverão ser postas em prática, a titulo provisório, determinadas disposições, incluindo a aplicação de um plano de produção e de investimentos, a instituição de mecanismos de perequação dos preços e a criação de um fundo de reconversão destinado a facilitar a racionalização da produção. A circulação do carvão e do aço entre países aderentes será iiimediatamente isenta de qualqer direito aduaneiro e não poderá ser afectada por tarifas de transportes distintas. Criar-se-õ progressivamente as condições para assegurar espontaneamente a repartição mais racional da produção ao nivel de produtividade mais elevada.

Ao contrário de um cartel internacional que tende a repartir e a explorar os mercados nacionais com base em práticas restritivas e na manutenção de elevados lucros, a organização projectada assegurará a fusão dos mercados e a expansão da produção.

Os principios e os compromissos essenciais acima definidos serão objecto de um tratado assinado entre os estados. As negociações indispensáveis a fim de precisar as medidas de aplicação serão realizadas com a assistência de um mediador designado por comum acordo; este terá a missão de velar para que os acordos sejam conformes com os principios e, em caso de oposição irredutivel, fixará a solução a adoptar.

A Alta Autoridade comum, responsável pelo funcionamento de todo o regime, será composta por personalidades independentes e designada numa base paritária pelos governos; será escolhido um presidente por comum acordo entre os governos; as suas deciões serão de execução obrigatoria em França, na Alemanha e nos restantes países aderentes. As necessárias vias de recurso contra as decisões da Alta Autoridade serão asseguradas por disposições adequadas.

Será eleborado semestralmente por um representante das Nações Unidas junto da referida Alta Autoridade um relatório público destinado à ONU e dando conta do funcionamento do novo organismo, nomeadamente no que diz respeito à salvaguarda dos seus fins pacíficos.

A instituição de Alta Autoridade em nada prejudica o regime de propriedade das empresas. No exercicio da sua função, a Alta Autoridade comum terá em conta os poderes conferidos à autoridade internacional da região do Rur e as obrigações de qualquer natureza impostas à Alemanha, enquanto estas subsistirem."

Estou cansado, é claro. (de Álvaro de Campos)


"Álvaro de Campos
"Estou cansado, é claro," (adaptado)

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei: (talvez do confinamento...)
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto — por enquanto...
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente: eis tudo. (estou a brincar)
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto me dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

24-6-1935
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).  - 78.

domingo, 3 de maio de 2020

MOVIMENTO CAIXA SOLIDÁRIA


MOVIMENTO CAIXA SOLIDÁRIA
“A ideia surgiu neste contexto de pandemia, pensei e falei com a minha esposa sobre como poderíamos ajudar. Ambos continuamos a trabalhar, temos um filho pequeno por isso voluntariado não era possível fazermos. Então pensei que nesta fase deveria haver muita gente a passar por dificuldades. Tinha uma caixa cá em casa em desuso e lembrei-me: porque não usar a caixa, colocá-la aqui perto de casa com bens alimentares e ajudar desta forma? Depois foi passar à ação. Coloquei a caixa com os bens lá dentro e com um papel a dizer “caixa solidária — leve o que precisar, deixe o que quiser”. Rapidamente, os vizinhos começaram a ajudar e outros a levar bens. Divulguei no meu Facebook pessoal e depois uma vizinha divulgou no dela, começou a crescer o número de partilhas e criei a página de grupo @caixa.solidaria a desafiar as pessoas a fazerem o mesmo no seu bairro.
A primeira caixa foi colocada em Sassoeiros a 4 de abril e, neste momento, a iniciativa ganhou asas e está espalhada pelo continente e ilhas. Contamos com mais de 1800 caixas solidárias.
Nuno Botelho

Bill Gates: A próxima epidemia? Não estamos preparados

terça-feira, 28 de abril de 2020

Pandemia - máscaras Comunitárias


3. Comunitárias
Sobram as outras máscaras, cuja utilização pela população a diretora-geral da Saúde sublinha ser “um ato de altruísmo”. A utilização deve ser feita “por qualquer pessoa em espaços interiores fechados com múltiplas pessoas (supermercados, farmácias, lojas ou transportes públicos)”.


COMERCIALIZADAS Tendo em conta a possibilidade de serem produzidas por fabricantes em Portugal, o Infarmed descreve dois tipos de máscaras têxteis, um de nível 2 (com filtragem de 90%) e outro de nível 3 (com filtragem de 70%). Dá como referência várias normas europeias sobre permeabilidade ao ar e capacidade de retenção de partículas. No caso das máscaras de nível 3, com filtragem mais baixa, o Infarmed indica que podem ser destinadas a “profissionais que não estejam em teletrabalho ou população em geral para as saídas autorizadas em contexto de confinamento”.


CASEIRAS O nível de filtragem das máscaras pode variar muito, consoante o material usado. Segundo o CEMP, os sacos de aspirador são o material que tem maior filtragem (86%), mas as T-shirts 100% de algodão oferecem melhor equilíbrio entre filtragem, respirabilidade e conforto.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Pandemia - Máscaras cirurgicas

2. Cirúrgicas


Servem para evitar que o utilizador da máscara contamine as pessoas à sua volta. Num documento sobre o uso de máscaras produzido pela diretora-geral da Saúde, Graça Feitas define-as como “um dispositivo que previne a transmissão de agentes infecciosos das pessoas que utilizam a máscara para as restantes”. A DGS recomenda estas máscaras “a todos os profissionais de saúde, a pessoas com sintomas respiratórios e pessoas que entrem e circulem em instituições de saúde”. Idosos com doenças crónicas e estados de imunossupressão devem colocá-las “sempre que saiam de casa”.
O Infarmed identifica três tipos de máscaras cirúrgicas: tipo I, tipo II e tipo IIR. Mas não diz nada sobre as diferenças que existem entre elas.
Segundo um documento divulgado pelo Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), as máscaras cirúrgicas impedem a saída de 95% das partículas emitidas pelo seu utilizador. Mas filtram, em sentido inverso, apenas 80% a 90% das partículas que entram. Não protegem de forma adequada quem as usa contra os aerossóis. Sendo que o coronavírus, segundo alguns estudos científicos preliminares feitos na China, está presente em aerossóis.

domingo, 26 de abril de 2020

Máscaras Respiradores (continuação)


    1- Respiradores
FFP2 Estão classificados como de eficiên­cia média. Filtram 92% das partículas, o que significa que podem deixar passar até 8% das mesmas para o interior. Indicados para quem está em contacto com doentes. Não reutilizáveis.
FFP1 Não constam na lista de máscaras para uso médico discriminadas. A sua eficiência é baixa. Filtram 78% das partículas.
N95 Esta é uma classificação americana para um tipo de máscara que fica a meio caminho entre os respiradores de classificação europeia FFP2 e FFP3. Oferecem 95% de filtragem.




sábado, 25 de abril de 2020

Pandemia - os tipos de máscaras


PANDEMIA – Uma vez que o uso de máscaras vai ser generalizado, publicamos aqui um pequeno guia sobre o tipo de máscaras e seus objectivos. Será publicado um tipo de máscara por dia, para não cansar muito os leitores. Partilhamos esta informação do jornal Expresso e do seu colunista MICAEL PEREIRA, a quem agradecemos.

Miniguia essencial sobre máscaras de proteção
Que tipos de máscaras existem? Que diferenças há entre elas? Qual é a informação oficial disponibilizada pelo Estado? Agora que o seu uso vai ser generalizado, ainda vai a tempo de saber tudo
Este pequeno guia serve para explicar de forma sucinta, e com base na informação do Infarmed e da Direção-Geral da Saúde (mas não só), do que estamos a falar quando falamos de máscaras de proteção no combate à covid-19, incluindo as que não são indicadas para uso médico, mas para uma “utilização comunitária”, em que o princípio é proteger os outros e, com isso, protegermo-nos a todos, numa altura em que a oferta das versões mais seguras ainda é limitada.



1. Respiradores
Oferecem a proteção máxima que é possível encontrar no mercado. Servem para evitar que o utilizador seja contaminado e, ao mesmo tempo, que ele contamine os outros. São especialmente indicados para profissionais de saúde. Também são chamados, tecnicamente, “semimáscaras de proteção respiratória”. Seguem a norma europeia EN 149:2001 e, em Portugal, a norma 007/2020, da DGS. Existem respiradores de três tipos, com diferentes níveis de proteção: FFP1, FFP2 e FFP3. FFP significa Filtering Face Piece.
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FFP3 Estes são os filtradores que apresentam maior proteção para quem os usa. Estão classificados como de eficiência alta. Filtram, no mínimo, 98% das partículas. Isto é, só deixam passar para o interior até 2% das partículas. São especialmente indicados em caso de risco de exposição a aerossóis (micropartículas muito mais pequenas do que gotículas — podem ser 200 vezes menores do que um milímetro). São recomendados, por exemplo, para as unidades de cuidados intensivos, em todos os procedimentos que envolvam os doentes. Não reutilizáveis.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

"O Amor a Portugal"


"O Amor a Portugal", pelas vozes da Orquestra Ligeira do Exército.
A Força de uma Nação vem do seu Povo. Juntos somos mais fortes!

Hoje, assinalamos o Dia Mundial da Voz, que visa alertar para a importância da voz e dos cuidados necessários para a preservar.

Ao serviço dos Portugueses.

"O Amor a Portugal", de Dulce Pontes.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Carta à Minha Terra!

Texto de Bento Rodrigues, enviado pelo Joaquim Caldeira.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

terça-feira, 24 de março de 2020

Contra o "verme"



"CONTRA O 'VERME'!
Eis a minha curta, mas decidida, participação na luta contra a presente pandemia, que nos tira do sério e a alegria!
Beijinhos às nossas Queridas Meninas (não importam idades!) - que, por este meio, não há perigo de contaminação).
Abraços a TODOS os Camaradas, solidários, amigos e fraternos. Ficai bem de saúde, com alegria e paz.
AGORA, a poesia adrede:
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‘’EDUCARE’’, ‘’EDUCERE’’, CONTRA O ‘VERME’

Nunca como agora, tamanha há, em nós, a maior compita
Do que importa - ‘educar’ e ‘guiar’ – num quase sem senão!
Pois que vejam todos, qualquer seja a mais douta opinião,
Do que falta faz, em apreço está, para uma vigorosa guarida
Do bem-estar de um, termos pressuposta de todos salvação.

‘EDUCARE’ é óbvio significar o escopo pretendido no geral:
EDUCAR, a todos dará cuidados, em movimento ascensional,
De equilibrado desenvolvimento corpóreo e afim intelectual.
Como frágil criança a amamentar-se, segura, no seio maternal!
Bem assim, nesta diversidade do Povo que somos, tal é igual.

‘EDUCERE’ é complemento. Útil e necessário, como justo guia
Que encarreira e leva, numa idêntica proporção, tal assim iria
De pronto retirar-nos, ensinando, de letal confrangida situação
Onde, vezes sem conto, retrógrada e parca se semelha a vida
A nos avaliar, a deitar-nos fora, (ai de nós!) sem compensação.

Nos intercorrentes, maléficos dias que enfrenta, sem variação,
Diversos e incontrolados, a mor parte da gente sem aí ter parte
Se sente amarfanhada, triste, dominada e sem querer comparte,
Nada dando ensejo, sinal ou, por absurdo, alinhado em decisão!
Fatídico, invisível, resistente ‘verme’ cerceia, nos impede reunião.

Pois que seja. Avante, com vitória não há-de ir o ‘bicho’, isso não!
Quedados, solidamente enquadrados em lisos muros de cal, betão,
Ou em casas de alvenaria, madeira, estucaria, vidradas, de palhão…
Firmes, resguardados, calmos, serenos, numa imposta hibernação,
Certo iremos dar fim, sem tardar. Haja educada consciencialização!

LMD, 24.03.20."
Luis Manuel Dias

domingo, 22 de março de 2020

terça-feira, 10 de março de 2020

Adiamento do almoço anual



Meus caros amigos e companheiros
Após conversa entre o nosso capitão Paraíso Pinto e o amigo José Beselga, organizador do evento, foi decidido adiar o almoço anual, que estava marcado para Maio, por questões de saúde publica (novo corona-virus).
A data será remarcada, quando passar esta vaga de preocupação.
Esperamos a vossa opinião.
Leandro Guedes.