.


“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

-

"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

-

Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, em Torres Vedras
---

“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, no Entroncamento.


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.
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segunda-feira, 6 de abril de 2020

A propósito do cozido à portuguesa...


A PROPÓSITO DO COZIDO À PORTUGUESA
Finda que está a reflexão psicológica prometida, aqui vai o resultado final desse estudo
receita: boa disposição

Que tal, em fado,
mal fadado,
aqui, cá por cima
no Minho
que não sendo terra de fado,
é de vira
é de festa.
É de concertina,
é de sarrabulho, de cabrito, de bacalhau,
de boas carnes.
Sim de boas carnes,
tão boas
que fazem o prazer de muitos,
à mesa,
num farto e saboroso
cozido à Portuguesa.
Também é terra de peixe.
Nesta altura
do sável.
Da lampreia.
A doçaria minhota.
O vinho,
O vinho, vinhão,
verde, branco ou tinto.
Fresquinho!
Mas o prometido foi o cozido.
Eu sei.
Animados?
Vamos a isso?
Digam o que vos vai na alma.
Eu estarei cá
para organizar, receber, provar,
comer e conviver.
Digam se tem pernas para andar!!

Mas……….
E o coronavírus?!!
Foi mau olhado!!
Logo, nesta altura
que tudo encaminhado estava
Para satisfação da gula
daqueles que desconfiavam
que tal tarefa
pôr em prática não conseguiria.
Foi estranho, muito estranho.
Tentei adivinhar,
mas não consegui.
Consultei videntes e cartomantes,
magos e bruxos.
Consultei a Marlene e a Joana
a Maya e o Cardoso.
Nada.
Por instintos africanos
e já em desespero
consultei o
Mamadu Aliu Djalo
Ai este cabeço…..
Imperdoável esquecimento!
Logo à primeira!
Consegui!! Soube tudo!!
Em surdina vos digo:
Uma palavra bastou:
Baltar!
Baltar! Baltar!
Foi o Hipólito!!
Só pode!
Esse sacrista
e os seus deuses
Ele que acredita na existência
do evangelho, mas também
no alcorão
em profetas como Abraão
mas também em Jesus
que acredita em Meca, Medina
mas também em Jerusalém
Foi Ele
Que de colaborador
responsável em quem eu confiava,
na logística,
na qualidade das carnes
e nos legumes e nas verduras,
foi Ele quem encomendou
aos seus deuses
que tamanha peste viesse
que advertiu tudo e todos
que quarentena fizessem
por muito, por muito tempo
pelo tempo necessário
até que a penca murche,
até que a cenoura o nabo e a batata
apodreçam,
até que a carne, o presunto e os enchidos
fiquem rançosos!
E saindo bem consigo,
com falas mansas,
alerta a malta
(recordam-se?)
que razões estranhas
impossibilitam o convívio
por terras do Minho!!
E eu?
Contra Baltar
Contra o Hipólito
Contra o coronavírus
Nada posso fazer.
Nem fármaco
Nem vacina
Nem bagaço
que lhes resista!
Fico ansioso
Tenho medo!
Não volto ao Mamadu Djalo!
Fico em casa
Esperando que
Allah esteja sempre connosco
e que
Deus nos abençoe e proteja.


Fiquem em casa.
Não faltarão dias para um
Bom cozido â portuguesa
Aqui no Minho
Prometo
Se o Hipólito colaborar!!!!


Março/2020

A propósito deixo-vos com um belíssimo poema que tem a ver com tudo e com……………………cozido à Portuguesa!!!!!

"UMA VIA À PORTUGUESA
(Fado chuchialista)

Eu cá
quero é
o socialismo à portuguesa,
de moreno rosto,
uma via nova,
ainda não trilhada,
com a chispalhada,
com a feijoada,
com o entrecosto…
É nisso que acredito
e tenho fé.
Uma via original,
à portuguesa,
com o trabalho e o capital
sentados à mesma mesa,
no ministério do dito.
É nisso que eu acredito.
E não me venham falar
de revoluções impossíveis,
importadas do estrangeiro.
Não há nada neste mundo
como o suculento cheiro
do cozido à portuguesa.
Para fazer um bom cozido
é preciso juntar tudo,
o toucinho
e a nabiça,
a batata,
o chouriço,
a hortaliça,
a couve branca,
a carniça…
Se não está lá dentro tudo,
já não é um cozido à portuguesa.
Eu quero é uma revolução
que seja proletária,
enfim, está bem,
mas que também
seja burguesa.
E tudo o resto são tretas,
tudo o resto é utopia,
eu quero o chouriço de sangue,
a carniça,
a democracia,
a orelha de porco,
a carne de vaca,
o chispe à vontade,
eu quero é toda aquela chicha boa,
e depois,
sair por aí,
correr por Lisboa,
a arrotar a liberdade!"
José Fanha, em "OLHO POR OLHO", 1977.

Nota - Adivinhem quem escreveu isto???...

sábado, 21 de março de 2020

Parabéns António Cavaleiro

Parabéns meu caro amigo Cavaleiro.Que tenhas muita saúde e que passes um dia de aniversário muito feliz.Um abraço. Leandro Guedes.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

O NATAL AMANHÃ...


AMANHÃ…………….
.
Não sei.
Serão os nossos filhos e netos que irão gerir a herança que lhes deixamos.
Espero que a saibam aproveitar e não deixem morrer os valores que lhes ensinamos.
Até
Poderão vir a ser os donos do mundo.
Ter muitos carros, vivendas e muito dinheiro
Dar muita vida aos espaços comerciais. Com muita luz e cor
Pôr muitas pistas de gelo
Pôr as cidades vilas e aldeias ainda mais iluminadas e bonitas
Pôr as ruas ainda mais cheias de luz e cor.
Com mais árvores luminosas
Com muitas renas e kilómetros de tapetes vermelhos.
Poderão dar mais presentes
Encher a casa de prendas
Poderão até correr desenfreadamente à procura do nada

Do supérfluo
Poderão até comprar o poder
Sim o poder também se compra!
Poderão comprar benesses e favores
Até poderão........
Temo é que ELES não tenham a inteligência suficiente para parar e pensar
Pensar na família, nas crianças, nos amigos
Pensar num Mundo puro e sem maldades
Temo que aplaudam e sigam os maus exemplos da corja nojenta de corruptos
Que nos rodeia
Temo que não tenham força e poder para bani-los da nossa sociedade
Temo que desculpam o criminoso e punam a vítima
Temo que desculpam o bandido e culpabilizem o benfeitor.

Se não conseguirem, creio bem no fim do Natal.

Por favor corram desenfreadamente à procura de carinho, solidariedade e humildade.
Por favor não enganem o Natal.

Que Eles saibam ser dignos de NÓS.
Feliz Natal
António Cavaleiro
(dez2010)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O NATAL HOJE...

O NATAL HOJE………..
.
Uma noite igual a tantas outras
Diferente da noite de ONTEM
As pessoas
A ausência
Os sentimentos que não somos capazes de transmitir
Os filhos
As desilusões, os desencontros
A impaciência e a desconfiança
A traição, a angústia a dor e o medo.
O medo da doença
O emprego e a falta dele
O medo do dia de amanhã
Os media e as notícias
A corrupção e a vergonhosa existência de gente podre de rica
Ninguém sabe como
Alguns sabem
Também eles miseráveis.
Desgraçados!
E desgraçados deixaram tanta gente boa
 Podres de ricos
Os bancos e os Administradores de mau carácter
Os empréstimos e o receio do despejo
A inveja, a competição a incompetência
A partidarite, os tachos e os boys
A bufaria e a bajulação
Ontem, também os  havia
Notavam-se menos.
Havia vergonha em ser notado.
Hoje são uns desavergonhados
Os da partidarite e seus lacaios
Hoje é angustiante ter de viver com  tantos “sem-vergonha”
A violência, o crime e os assassinos organizados e desorganizados
Os constantes flagelos naturais
As secas, as cheias e a poluição ambiental
Os tsunamis
O computador, a internet o facebook e tantos outros
O consumismo desenfreado
O pinheiro de plástico. Que já não é só verde.
Também é vermelho, branco……..
As lâmpadas led
Nada se faz, nada se cria, tudo se compra
Neste Natal  faz-se de conta. Nada de mal existe
Não há crise
As pessoas são todas inteligentes e honestas
Faz-se de conta
Vive-se stressado numa correria constante
Faz-se de conta
Correm. Atropelam-se
É a “magia” do comprar e dar presentes
Decididamente um absurdo
Como tudo é diferente!
Mas……………..
Ainda conseguimos, felizmente
Pôr na mesa os valores éticos, morais e sentimentais de ontem.
O conceito de família prevalece. Por enquanto.
O ontem e o hoje leva-me a concluir que o homem errou em muitas das experiências que foi fazendo ao longo dos tempos.
Brincou demasiado com a humanidade.
António Cavaleiro
(dezº2010)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

O Natal... ontem !


O NATAL ... ONTEM !

Fazia frio, às vezes chovia, era noite.
Horas perdidas no tempo, ao frio e à chuva.
Brinquedos de Natal.
Nariz esborrachado no vidro da montra.
Olhos de felicidade.
O combóiinho passava.
Carruagens atreladas umas às outras…..
Ora apareciam, ora desapareciam…..
Escondiam-se. Voltavam a aparecer.
Deslumbrante!
Aviões presos com fios. Parecia que voavam!

Bonecos, bonecas e palhaços.
As motas e os carrinhos em alumínio.
Vermelhos, pretos. Alguns brancos e amarelos.
O presépio com peças em movimento.
Era fascinante!
Em casa
Não havia computador nem televisão.
Nem aquecimento central.
Havia o rádio. Nalgumas casas.
O pinheirinho lá num canto. Em cima de uma mesa.
Pinheiro do monte.
Muito algodão, fios e figuras em papel prata coloridos.
Pendurados e adornando lá estavam
Os cigarrinhos, quatro motas, quatro violas,
Quatro relógios, quatro coelhinhos e
Um Pai Natal. Tudo em chocolate.
Intocáveis até aos Reis.
Na noite de Reis era desfeito o pinheirinho.
Era feita a repartição.
Espaço de tempo interminável. Aqueles chocolates……
Tocava neles. Que vontade de arrancar uma viola!
Não! Os rituais são para ser cumpridos.
Na base do pinheiro, simples figuras toscas
Sobre o musgo da encosta
Simbolizavam o nascimento.
O fumo e o cheiro abundavam
Era um fumo bom, agradável
Fumo e cheiro aquela noite
Cheiro e fumo de abundância.
O pinheirinho era feliz.
Nós éramos felizes.
À mesa
Uma noite igual a tantas outras
Diferente na azáfama e nas regras
A família estava mais presente
Era uma noite de sentimentos
Sentimentos de família
Sentimento de alegria de solidariedade e de partilha
As crianças eram o mundo
Era uma noite condescendente.
O bacalhau, as batatas, o nabo e a hortaliça ajudavam
Os bolos de bacalhau
O vinho igual ao de todos os dias
As rabanadas, os mexidos a aletria o leite creme o arroz doce.
Delicioso. Tudo era bom
Um cálice de”vinho fino”. Dava direito.
As nozes, os figos, as passas, os pinhões.
Às vezes, jogávamos as cartas
O rapa. Jogávamos aos pinhões
Com casca.
Vezes houve que fui  à missa do galo
A igreja era perto de casa
Era à meia noite. As doze badaladas.
O silêncio da noite era lindo
Ia  com a minha avó.
O fogão já não dava calor
Estava quase frio
Era bom que arrefecesse depressa
O sapato queria dormir em cima
À espera do Pai Natal.
Apagavam-se as luzes.
Cansados de alegria a cama chamava.
Felizes.
Foi a noite de Natal.
De manhã o espanto
O pai Natal passou por aqui!
O sapato irradiava a felicidade que não conseguíamos transmitir.
A curiosidade apoderava-se!
Não interessava o quê!
Fosse o que fosse era o selo do merecimento
O valor das coisas não se avaliavam pelo seu custo
Uns chocolates, umas nozes, uns pinhões. Às vezes uma camisola.
Às vezes uma nota que oferecíamos de imediato à mãe e ao pai
Portei-me bem durante o ano
Era a recompensa de uma ilusão
Ficávamos muito gratos ao Pai Natal!
Não se podia exigir mais
Eram muitas as crianças que se portavam bem
Quase todas.
O Pai Natal era pobre
Nós também.
Ricos de alegria e felicidade
Compreensivos e agradecidos
António Cavaleiro
(dezº de 2010)

quinta-feira, 21 de março de 2019

Parabéns Cavaleiro



Mais um aniversario do nosso amigo António Cavaleiro.
Que contes muitos mais companheiro, com saúde.
Um abraço de parabens e que tenhas um dia muito bem passado.
Leandro Guedes.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Parabens ao Cavaleiro - mais um aniversário!







Parabens ao nosso companheiro António Cavaleiro.
Um grande abraço, que passes um dia muito bom, que a saúde te acompanhe e recebe um grande abraço. Parabéns!
Leandro Guedes.

sábado, 26 de agosto de 2017

... e eis senão quando... texto e pinturas do José Justo, enviados logo a seguir ao almoço de Ovar.


...e eis senão quando... descubro estas “preciosidades” !! Muitos não saberão, mas o nosso amigo Cavaleiro fazia uns bonecos com pincéis e tintas, e pena é, que por modéstia, nunca nos tenha mostrado os seus trabalhos. Em Tite, um dia apareceu no Centro Cripto com toda a panóplia artística que tinha mandado vir de casa. Tintas de óleo, pincéis etc. Claro que fiquei logo com os olhinhos às cambalhotas. Convenci-o a deixar-me experimentar fazer uns bonecos, ele acedeu...e lá saíram estas “obras primas” que são vistas da Tabanca de Tite. À falta de telas...como suporte... cartolina de dossiers... Não gozem...para quem nunca tinha pegado num pincel... Obrigado Cavaleiro, como vê, e sem saber, foi o meu padrinho nas lides pictóricas. 
Zé Justo
---------
comentário: Zé Justo
** Amigos Esse cabeçalho de pintor, é ofensa para os pintores !!Nunca passei de um curioso/experimental troca-tintas, e nada mais que isso.Pus os bonecos porque me lembrei logo do Cavaleiro, e é principalmente para recordar o nosso amigo.Como tal, tomei a liberdade de por o "pintor" entre comas!!O seu a seu dono !!Boas férias para todos 27 de junho de 2009 às 20:27

segunda-feira, 21 de março de 2016

O Cavaleiro passa hoje mais um aniversário




Ao nosso companheiro Cavaleiro, enviamos um forte abraço de parabens, desejando-lhe boa saúde junto dos seus.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

CAVALEIRO FOTOS ANTIGAS

Publicamos as fotos que o Cavaleiro nos enviou em tempos. É um video já anteriormente publicado neste blog e que desta vez também será publicado no facebook do BART 1914.
Abraço ao Cavaleiro. 

Leandro Guedes.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Parabens Cavaleiro


Para o nosso companheiro Cavaleiro o nosso abraço de Parabens. Votos de boa saúde para ti e familia, com o nosso abraço.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ainda estás aí???

É que não queriamos terminar o dia...
Sem te desejar uma EXCELENTE PÁSCOA!
Manuela e António Cavaleiro!!!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Parabens ao Cavaleiro


"Viana... foge ao insensate beijo
Que o Lima vejo que lhe quer depor
E das montanhas na materna encosta
Lá se recosta com gentil pudor!

Eu sou suspeito porque sou teu filho
E assim teu brilho não direi jamais
Que io diga quem ao visitar teus lares
Hauriu teus ares, passeou teus cais!

Sebastião Pereira da Cunha
natural de Viana do Castelo"

Um abraço de parabens ao Cavaleiro, de todos os companheiros do BART, com votos de boa saúde.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Definição de filho por José Saramago: - enviado pelo Cavaleiro, neste dia do Pai!


"Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como?  Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Um comentário do Justo ao artigo do Cavaleiro.

foi neste prédio que viveu Fernando Pessoa, no largo frente ao Teatro de S.Carlos

Cavaleiro

Será que teremos tempo de acabar o castelo, com tanta pedra que nos vão atirando ??!!
Tenho imensa admiração por alguns escritos de Pessoa, mas principalmente pelo género de ser humano que era; inteligente, culto e torturado que foi toda a vida.

Nos finais dos anos 70, ao terminar a leitura de uma sua biografia, que guardo religiosamente, achei entre várias particularidades próprias das mente elevadas, curioso o facto de ter morado em perto de uma dezena de locais em Lisboa.
E um dia...como me abastecia de tintas na firma Lourileux que fica frente á escadaria que leva ao Teatro S. Carlos, lembrei-me que ele tinha nascido no prédio fronteiriço ao teatro. Desci a escadaria (a mesma onde se dá aquela cena canalha de novela, em que uma irmã empurra a outra por ali abaixo) e subi mesmo até, creio, 3º andar, já não recordo bem, e fiquei uns largos segundos a olhar para a porta, que para mim passou a ser histórica.

Sempre tive uma certa "nóia" por cenas destas...locais com história, através de livros e por ouvir o Prof. Hermano Saraiva nos programas sobre Lisboa, cedo ou tarde, lá ia dar uma espreitadela...
Um Abraço
Justo

“...Lisboa. 26 de Novembro de 1935. Pessoa encerra o expediente no escritório de import-export e segue para casa. Debaixo do braço, sempre a sua pasta de cabedal. Antes de chegar ao seu andar na rua Coelho da Rocha, em Campo de Ourique, passa pelo bar do Trindade, logo na esquina. Rotina. O amigo vende-lhe fiado. Chega-se ao balcão e diz:
- 2, 8 e 6.
Trindade serve-o: fósforos, um maço de cigarros e um cálice de aguardente. No olhar, cumplicidade. Os fósforos custam 20 centavos, os cigarros 80 e um cálice de aguardente 60. Pessoa simplifica: 2, 8, e 6 tostões. Trindade já está acostumado. O poeta acende um cigarro e bebe o cálice, um trago só. Retira da pasta uma garrafa vazia, preta. Entrega-a ao Trindade que, discretamente, a devolve cheia. Com a pretinha bem guardada, Pessoa despede-se. Sai aos tropeções e a recitar:

Bêbada branqueia
Como pela areia
Nas ruas da feira,
Da feira deserta,
Na noite já cheia
De sombra entreaberta.
A lua branqueia
Nas ruas da feira
Deserta e incerta...
F.Pessoa”

O texto sobre Pessoa fica assim, secamente, desenquadrado, e dá ideia forçada, do que é um apontamento da vida deste homem sofrido.
            O "beber uns copos" não tem nada de especial, e basta rever relatos da época, para se compreender o que seria a vida de seres de inteligência superior, visão futurista e grande sensibilidade, verem-se rodeados de incompreensão, indiferença e falsas moralidades, muito caracteristicas do tempo em que viveu.
            Um copo, tanta vez, lava a alma, e diluí as mágoas. Eu próprio por isso passei naqueles dois longos anos de Guiné, em que tenho a certeza, o néctar dos Deuses tantas vezes amparou e chutou para longe os meus medos e a permanente insegurança.
            O narrado pequeno "tropeção" de Pessoa, mostra na essência a sua genialidade, no pormenor da abreviatura do pedido...

Justo

domingo, 29 de janeiro de 2012

PEDRAS NO CAMINHO... enviado pelo Cavaleiro


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O Ouro de Viana


O Ouro de Viana Slideshow: Cavaleiro’s trip to Viana do Castelo, Northern Portugal, Portugal was created by TripAdvisor. See another Viana do Castelo slideshow. Create your own stunning slideshow with our free photo slideshow maker.

Ouro do Minho
   O ouro é um dos principais símbolos e riquezas de Viana do Castelo. “O ouro no peito da minhota não é apenas um enfeite ou uma vaidade - é o seu melhor símbolo de riqueza”. É um esplendor, porque “o peito da minhota é um céu estrelado”.
   "Em Viana não se trabalha o ouro, mas esta cidade é o tabuleiro e o traje à vianense é a montra onde todo esse património, essa identidade cultural passa fronteiras e leva à ribalta citadina e europeia a áurea da nossa joalharia, o ouro do Minho, o ouro de Viana."
   As peças de ourivesaria popular de Viana incorpora nas suas formas os estigmas dos amuletos, as crenças e as heranças míticas tradicionais do Minho. Em determinadas solenidades, as mulheres de Viana usam os brincos ou arrecadas, três cordões ao pescoço, um trancelim, um fio de contas, uma custódia, uma laça e quando a vianesa pertencia a um escalão económico superior, exibia ainda a sua bela gramalheira.
(publicado no blog viananamaior)
   Viana é assim. Quem vem fica. Quem fica ama e……………quem ama……nunca mais sai!!
Cavaleiro

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Boas Festas do nosso amigo Cavaleiro


Em tempo de crise, que baste, não deixemos que ela perturbe as boas práticas da sã convivência, especialmente entre aqueles que se estimam.

Sejam felizes.

Manuela e António Cavaleiro

domingo, 6 de novembro de 2011

Vamos dar corda ao blog? - pelo Cavaleiro (há uns tempos atrás...)




Companheiro,
Vamos dar “corda” ao nosso BLOG?!
Se estiveres de acordo, eu continuo com Fernando Pessoa.
Mesmo em tempo de crise é possível presentear os meus Amigos com uma PRECIOSIDADE, que no meu entender, considero uma maravilha ...
O Menino Jesus, nas palavras de Alberto Caeiro, pela voz única, grave e ternamente sentida de Maria Bethânia.
Espero que gostem………………………………………..de POESIA e de Maria Bethânia!!
Um abraço,
Cavaleiro
________________________________
 Alberto Caeiro - Poema do Menino Jesus


Num meio-dia de fim de primavera
Eu tive um sonho como uma fotografia
Eu vi Jesus Cristo voltar à terra.
Veio pela encosta de um monte.
E era a eterna criança, o Deus que faltava.
Tornando-se outra vez menino,
A correr e a rolar pela relva
E a arrancar flores para deitar fora.
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir de segunda pessoa da Trindade.
Um dia, que Deus estava dormindo
e que o Espírito Santo andava a voar
Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro, ele fez com que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo, ele criou-se eternamente humano e menino.
E com o terceiro ele criou um Cristo
e o deixou pregado numa cruz que serve de modelo às outras.
Depois ele fugiu para o sol
e desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje ele vive comigo na minha aldeia
e mora na minha casa em meio ao outeiro.
É uma criança bonita, de riso e natural.
Atira pedra aos burros.
Rouba a fruta dos pomares.
E foge a chorar e a gritar com os cães.
Nem sequer o deixaram ter pai e mãe
como as outras crianças.
Seu pai eram duas pessoas: um velho carpinteiro
e uma pomba estúpida, a única pomba feia do mundo.
E sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher, era uma mala
em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que justamente ele pregasse o amor e a justiça.
Ele é apenas humano,
limpa o nariz com o braço direito,
chapina as possas d'água;
colhe as flores, gosta delas,
esquece-as.
E porque sabe que elas não gostam
e que toda a gente acha graça,
ele corre atrás das raparigas
que carregam as bilhas na cabeça e levanta-lhes as saias.
A mim, ele me ensinou tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as belezas que há nas flores.
E mostra-me como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem nas mãos e olha devagar para elas.
Ensinou-me a gostar dos reis e dos que não são reis.
E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente.
Sempre a escarrar no chão e a dizer indecências.
E que a Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meias.
E o Espírito Santo coça-se com o bico;
empoleira nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é tão estúpido como nas Igrejas.
Diz-me que Deus não percebe nada das coisas
que criou - do que duvido.
"Ele diz por exemplo que os seres cantam sua glória.
Mas os seres não cantam nada
se cantassem, seriam cantores.
Eles apenas existem e por isso são seres..."
Ele é o humano que é o natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E é por isso que eu sei com toda certeza que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E depois, cansado de dizer mal de Deus
ele adormece nos meus braços.
E eu o levo ao colo para minha casa.
Damo-nos tão bem na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro.
Mas vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo,
como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer, nós brincamos nas cinco pedrinhas do degrau da porta de casa.
Graves, como convêm a um deus e a um poeta.
É como se cada pedra fosse um universo
e fosse por isso um grande perigo deixá-la cair no chão.
Depois ele adormece.
E eu o deito na minha cama despindo-o lentamente
seguindo um ritual muito limpo, humano e materno até ele ficar nu.
E ele dorme dentro da minha alma.
Às vezes ele acorda de noite e brinca com os meus sonhos.
Vira uns de perna para o ar.
Põe uns encima dos outros.
E bate palmas sozinho sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo.
E leva-me para dentro da tua casa.
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde, para eu tornar a adormecer.
E dá-me os sonhos teus para eu brincar...

(Alberto Caeiro)
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Cavaleiro:
A corda partiu-se???!!!
Estamos à espera de mais textos teus.
Abraços
LG.