Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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domingo, 5 de junho de 2022
A GUINÉ QUE CONHECEMOS - Um livro de Jorge Martins Barbosa
sábado, 24 de julho de 2021
Dia da Arma de Cavalaria e as Rabanadas
21 de JULHO - DIA
da ARMA de CAVALARIA e as
RABANADAS têm algo em comum?. Aparentemente não, mas será conveniente ler o
texto que se segue.
Prestei serviço militar na Guiné de 01/03/1969 a 22/12/1970
integrado numa companhia de Cavalaria, a 2483 denominada por CAVALEIROS DE NOVA
SINTRA, que pertencia ao BCAV 2867 sediado em Tite.
O dia 21/07/70 foi passado no mato, em Nova Sintra e esteve
efectivamente ligado às rabanadas. Isto porque no reabastecimento mensal de
géneros frescos, que só davam para três dias, sobraram algumas dúzias de ovos,
poucas, que não davam sequer para meio ovo por militar, numa refeição. Para que
os ovos fossem repartidos igualmente por todos (uma companhia tem mais ou menos
160 homens), resolvi mandar fazer rabanadas e desta forma comemorar a data
festiva do Dia da Cavalaria, tanto mais que eu fazia nesse dia 24 anos.
O padeiro, o José Manuel Bicho, teve um trabalho extra ao
fazer o pão, tipo cacete e os homens da cozinha, o Gonçalves e o Gonzaga,
auxiliados pelos seus ajudantes, deram início à "Operação Rabanada".
As fatias de pão estiveram de molho no vinho tinto, como convém e depois
embebidas no ovo batido.
Na cozinha ao ar livre iniciou-se então à fritura das ditas. Deviam ser uma três da tarde, mas o pessoal juntou-se e não arredou pé, à volta das fritadeiras, lambendo os lábios só com o cheiro da iguaria.
Mas de repente tudo mudou. Os rapazes do PAIGC vieram
participar na festa, dando início a uma flagelação (ataque) ao quartel, a uma
hora não muito habitual, porque era no final do dia que costumavam atacar.
Ouvidos os primeiros tiros da célebre arma automática e por todos conhecida
como "costureirinha", pois tinha um matraquear parecido com uma
máquina de costura, bem como o som caractristíco da saída das granadas do
morteiro 81 e do canhão sem recuo, disparadas longe do arame farpado, os
esfomeados bateram em retirada, procurando refúgio nos abrigos e nas valas onde,
por vezes, resultava numas equimoses na cabeça e uns arranhões nos braços.
Na ânsia da fuga, bateram com as pernas nas pegas compridas
das fritadeiras, tombando-as, originando
que o petisco caísse no pó do chão de terra da cozinha. Durante a flagelação ouviam-se
as granadas das armas pesadas do PAIGC a silvar o céu, cruzando todo o
aquartelamento, indo rebentar com estrondo na bolanha, fora do arame farpado.
Contrariamente a outras flagelações, desta vez não acertaram no alvo. Foi um
susto que durou perto de dez minutos, não tendo havido feridos ou danos
materiais.
Passada a tempestade veio a bonança, com a malta a regressar
ao local do crime (junto das fritadeiras). Só que rabanadas limpas e
comestíveis havia muito poucas, porque a grande maioria ficou polvilhada de pó
da terra, parecendo canela e até esmagadas devido à debandada. Mas ainda assim
os mais gulosos e corajosos, pegaram nas rabanadas e com todo o cuidado tiraram
a terra envolvente e com meia dúzia de sopradelas, passaram a ter um petisco
delicioso, sempre acompanhado por uma ou mais garrafas de cerveja de 0,66.
Terminada a festa, foi tempo de tomar banho e aguardar as cinco da tarde para o
jantar. Findo este, o pessoal ficava na conversa à porta dos abrigos, prontos
para o que desse e viesse, por vezes sob o magnífico luar africano, contando
anedotas ou discutindo os jogos de futebol e obviamente escrevendo à família,
aos amigos, às namoradas e às madrinhas de guerra. Como curiosidade refiro que
o Dia da Cavalaria a nível do Batalhão, foi celebrado em Jabadá, onde se
encontravam os amigos da Ccavª. 2484, os Dragões de Jabadá.
"Os Cavaleiros de Nova Sintra"
quinta-feira, 14 de maio de 2020
BCAV 2867 - Março de 1969
Muito obrigado pela sua atenção. Procurarei também ver
cuidadosamente todos os links enviados e daremos o maior relevo a tudo quanto
seja do vosso trabalho e que possa "encaixar" no nosso projeto.sábado, 9 de janeiro de 2010
BCAV 2867 - que rendeu o BART 1914 em Março de 1969.
Recebemos esta msg que divulgamos para conhecimento dos interessados:
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Bat. Cav. 2867 – Tite, Guiné/Bissau – 1969/1970.
Ex-Libris - Fonte de TITE e respectivo Brasão da Vila
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Batalhão de Cavalaria nº 2867
Unidade Mobilizadora: RC 3 Estremoz
Comandante: Ten Cor Cav José Luís Trinité Rosa
2º Comandante: Maj. Cav Francisco José Martins Ferreira
OfInf OperAdj: Maj Cav Carlos Dias Antunes
Companhias: CCS; CCav. 2482; CCav. 2483 e CCav. 2484
Divisa: “Somos Como Somos”
Partida: Embarque em 23Fev69; desembarque em 1Mar69
Regresso: Embarque em 23Dez70
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Síntese da Actividade operacional:
Em 3Mar69, rendendo o BART 1914, assumiu a responsabilidade do Sector S1, cuja sede em Tite e abrangendo os subsectores de Tite, Nova Sintra, Jabadá e Fulacunda.
As suas subunidades mantiveram-se sempre integradas no dispositivo e manobra do Batalhão.
Desenvolveu intensa actividade operacional de patrulhamento, reconhecimento, batidas e emboscadas, de controlo dos itinerários e comandou e coordenou a actuação das subunidades do sector em várias operações realizadas na sua zona de acção.
Coordenou e impulsionou a implantação de elementos e a promoção sócio-económica das populações, bem como a sua segurança e defesa contra vários ataques desencadeados pelo inimigo aos aquartelamentos e aldeamentos.
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Ao fim destes quarenta anos, solicita-se a todos os companheiros ainda não contactados, que o façam através deste blog do BART 1914, enquanto não tivermos o nosso próprio blog, ou para Francisco Feio 212 050 161 - 919 097 586
.Saudações a todos.
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