35º almoço em 2026 - Figueira da Foz - Quinta da Salmanha.
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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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sábado, 13 de janeiro de 2024
Apoios aos antigos Combatentes
Da revista "COMBATENTE", da Liga dos Combatentes, transcrevemos este apelo ao Governo de Portugal e Assembleia da República, com os APOIOS AOS ANTIGOS COMBATENTES pretendidos.
Entendemos que faltam aqui a inclusão de apoios específicos
em Entidades Medicas ou Hospitalares,
que o SNS não apoia, e que por isso
deviam estar contemplados, e que tratam doenças especificas dos homens
ou de consequência de trauma pós traumático, nomeadamente:
- Tremor Essencial,
tremor das mãos, (não Parkinson), que é
em Portugal unicamente tratado no Hospital da Ordem de São Francisco no Porto -
Sistema HI-FU. Esta doença é associada à vivencia em clima de guerra durante largos periodos.
- HBPróstata, (Hiperplagia benigna da Próstata) - Tratado na
Cruz Vermelha Portuguesa, Sistema Aquabeam, no Hospital Trofa-Saúde, Na CUF Tejo e Porto e no H.P.do Algarve nenhum deles subsidiados pelo SNS.
- Acesso livre e ilimitado ao Hospital Champalimaud,
nomeadamente na área do Cancro.
Estas valências são fundamentais para a saúde dos
Combatentes e seus familiares.
- E também a
atualização imediata da pensão de reforma que atualmente está nos 8,33 Euros
por mês.., (100 € por ano), já inscrito neste apelo.
- Acesso aos Hospitais das Forças Armadas, também já inscrito neste apelo.
Leandro Guedes.
quinta-feira, 18 de agosto de 2022
Canção à amizade entre ex-combatentes do Ultramar
"PAI,esta música é dedicada a ti...
Boa tarde Sr Leandro,
De facto, tanto eu como a minha irmã Mónica, tentamos
visitar o vosso blog ao qual nos deu um erro no telemóvel.
Em relação ao batalhão que o meu pai pertencia, é o que
refiro em baixo, junto com a seu nome, data de nascimento e falecimento...
Manuel Antunes Pires
24/03/1952 — 3/10/2020
Ex-combatente Ultramar
Batalhão de Caçadores 42 16
Vila Cabral, Moçambique 1975
Em nome da família Pires, muito obrigado pela atenção e
partilha, dos heróis da guerra colonial....
Heróis esses, que devem ser lembrados todos os dias...
Catarina Pires
domingo, 31 de outubro de 2021
Antigos Combatentes do Ultramar sentem-se esquecidos e querem direitos para quem "serviu a Pátria"
Cerca de meia centena de ex-combatentes da guerra colonial manifestaram-se ontem em frente à Assembleia da República, afirmando-se esquecidos pelo país e apelando a um conjunto de direitos para quem “serviu a pátria”.
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
A manifestação estava prevista para as 14:00 e perto dessa
hora já alguns dos manifestantes se juntavam em frente ao parlamento, com
camisolas onde se lia “ex-combatente” ou “somos combatentes de Portugal”, ao
mesmo tempo que uma outra manifestação de enfermeiros começava também a organizar-se.
Cerca de uma hora depois, um dos responsáveis pelo protesto,
Germano Miranda, 70 anos, chegou de megafone em punho e bandeira de Portugal no
braço, pedindo desculpa aos “camaradas” pelo atraso e deixando algumas palavras
a quem o ouvia.
“O nosso objetivo principal é aquilo que nós sabemos: o
desprezo que os políticos têm por nós e a falta de nos ouvir, não nos ouvem”,
clamou, sendo apoiado por quem o rodeava.
Dizendo-se muito honrado “por ter servido a pátria”, o
ex-combatente que foi sargento durante 19 meses no Ultramar lamentou que se
ensine, considerou, às novas gerações que estes ex-combatentes “foram uns
traidores”: “sofremos o que sofremos em terras que não eram nossas, temos
consciência disso. Nós não estávamos errados, o regime é que estava errado. (…)
Fomos fieis à pátria”, vincou.
Os organizadores do protesto disseram ter intenção de
entregar esta tarde, na Assembleia da República, um “dossier dos combatentes do
Ultramar (1961/1975)” onde constam 14 pontos que definiu como “um caderno de direitos”.
Entre estes pontos está a “recolha imediata de todos os
combatentes sem-abrigo e colocação em locais com dignidade, conforto e carinho,
com toda a assistência de saúde geral”, o “internamento imediato para todos os
que necessitarem, em hospitais, lares públicos ou privados e militares, para
todos os combatentes, suas viúvas e suas esposas” ou o direito à gratuitidade
de todos os medicamentos ou tratamentos e exames que necessitem, extensivos
também a viúvas e esposas.
Uma “pensão mensal de guerra para todos os combatentes do
Serviço Militar Obrigatório e para os voluntários que não seguiram a carreira
militar após o 25 de abril de 1974, no mínimo 200 euros, tendo por base o
ordenado mínimo nacional que todos os combatentes devem ter direito, livres de
impostos” é outro dos apelos, tal como os transportes públicos gratuitos em
todo o território nacional.
Os manifestantes mostraram-se desagradados com a versão
atual do Estatuto do Antigo combatente, aprovado no parlamento em agosto de
2020 e que prevê o direito de preferência na habitação social, isenção de taxas
moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, passe intermodal e entrada para
museus e monumentos grátis e honras fúnebres especiais a ex-combatentes, entre
outras medidas.
Apelando à sua melhoria, os ex-combatentes disseram não
aceitar o cartão de antigo combatente, associado ao estatuto, uma vez que não
se sentem “iguais ou comparáveis” aos combatentes pós-25 de abril.
“O cartãozinho é uma fraude, uma fraude completa”, disse
Germano.
Entre os manifestantes presentes começaram a erguer-se
alguns cartazes e viam-se camisolas com referências a organizações como a
‘Combatentes do Ultramar em Luta’ (CUL), a ‘Unir Combatentes do Ultramar’ (UCU)
ou até mesmo do Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP) – cujo
presidente, Fernando Loureiro, esteve presente e se associou às reivindicações.
Porque o seu tempo é precioso.
Junto a um muro, com a mulher Arminda Carvalho ao lado, o
ex-combatente José Figueiredo, de 74 anos, natural de Viseu, disse à Lusa que o
Estatuto do Antigo Combatente “é só para tapar o sol com a peneira” que “não
tem resultado material nenhum”.
“As leis que estão a sair relativamente às benesses que
estão a dar passam pela Assembleia da República, e eu nos debates que tenho
acompanhado onde se discute isso não há ninguém que diga assim: opa, isso não é
bem assim, isso devia-se acrescentar qualquer coisa, porque aquilo que deram
não é nada”, considerou.
José lembrou o tempo em que embarcou para Angola, onde
esteve 19 meses, sem saber se iria voltar, com a mulher ao lado a acrescentar
que por cá ficou “à espera das cartitas”, sem ir “a uma festa, nem um baile”.
“Nas escolas nós somos fascistas, nas escolas nós somos
assassinos (…). Não pegaram na juventude e não lhes explicaram como é que isto
aconteceu, quem é que nos empurrou para uma guerra destas. E ainda para cúmulo
tenho uma neta que me vem dizer indiretamente que eu fui assassino?”, relatou
um dos manifestantes, visivelmente emocionado.
João Magalhães, 70 anos, que esteve dois anos na guerra
colonial, e veio do Porto por ser um dos organizadores do protesto, deixou
ainda um apelo final: "Neste momento o Governo foi-se embora ou vai-se
embora mas ainda tem poderes, nomeadamente o Presidente da República, acho que
poderia fazer alguma coisa por nós. E apelo a ele que olhe para nós, acho que
merecemos que nos veja com olhos de ver".
In newsletter do SAPO 24.
Enviado por Raul Pica Sinos a quem agradecemos.




