''A Matilha''…
Há 9 anos - 25Fev17 – partilhei convosco, Amigos e Ledores,
o que abaixo está.
Hoje, torno a publicá-lo, pelo encanto, graça, originalidade
e ironia, tão precisos no tempo que percorremos, que vamos vivendo…
Lêde, então:
-
Ao jeito de chiste, basta ironia, humor satirizante, para
quem fazia mister na época os ouvir, eis o que lhes ’deixaram’ Antero de
Quental, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e Guerra Junqueiro
um dia, à mesa de restaurante (onde se saciavam e refrescavam com 'licor da
lusa vinha', q. b.):
-- ''Quem muito ladra, pouco aprende'' - Antero de Quental;
-- ''Escritor que ladra não morde'' - Oliveira Martins;
-- ''Dentada de crítico cura-se com pêlo do mesmo crítico''
- Ramalho Ortigão;
-- ''Cão lírico ladra à lua; cão filósofo aboca o melhor
osso'' - Eça de Queirós;
-- ''Cão de letras - cachorro!'' - Guerra Junqueiro.
E, ‘peça final' dos cinco amigos e comensais:
- ''São cinco cães, sentinelas - De bronze e papel almaço; -
De bronze para as canelas, - De papel para o regaço.'' --- ''A Matilha''.
-
(Minha Nota: Os parêntesis, como observarão, reproduzem
fidedignamente o 'original' - dos cinco magníficos e predilectos Poetas e
Escritores Portugueses meus. Deles, com frequência e em ordem a correctamente
nos expressarmos, deveríamos compulsar as obras.
LÊ-LOS será, no modesto, sincero, meu entender, a MELHOR,
quiçá a MAIOR HOMENAGEM que podemos prestar-lhes!
Leiam-nos, pois!)
(LMD, 25Jun26)

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