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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra Colonial, no Entroncamento.


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.
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domingo, 8 de março de 2020

A Guiné foi "incontestavelmente" o cenário mais difícil na guerra colonial


A Guiné foi "incontestavelmente" o cenário mais difícil na guerra colonial, disse à agência Lusa o almirante Leiria Pinto, que em 1966/67 comandou um destacamento com 80 homens na antiga colónia portuguesa.


“Não haja dúvida de que foi o sítio em que a Marinha desempenhou um papel muito importante, porque a Guiné é um pântano, a parte fluvial é fundamental”, afirmou em entrevista à Lusa o almirante, que foi, aos 25 anos, o mais jovem comando de destacamento de fuzileiros, tendo cumprido comissões em Angola, na Guiné e em Timor.
O transporte logístico e a “penetração para operações” eram comummente assegurados pelos rios, onde operavam as lanchas de desembarque da Marinha. As lanchas de maior porte faziam grande parte do apoio logístico: “Na época das chuvas aquilo fica tudo alagado. Julgo que, com a maré cheia, um quarto da Guiné fica alagado”.
Além da adversidade do clima, as forças portuguesas encontraram na Guiné “um inimigo muito mais bem preparado” do que em Angola.
“Angola tinha uma vantagem. É um espaço muito grande e dava para haver zonas mais calmas. No sul não havia problemas nenhuns. Dava para várias táticas, manobras! A Guiné é um terreno muito curto e os países (vizinhos), o Senegal e a Guiné-Conacri, davam asilo ao inimigo”, recordou o oficial da Armada, atualmente contra-almirante na situação de reforma.
De acordo com Leiria Pinto, a grande missão da Marinha, além da logística, era manter as vias fluviais navegáveis. “Mesmo até ao fim, nunca houve interdição da operacionalidade da Marinha”, assegurou.
O receio de minas aquáticas acabou por não se confirmar. Surgiu um ou outro caso, mas “sem qualquer problema”, contou: “É muito mais difícil pôr uma mina num sítio com lodo, com grandes correntes. É muito difícil, o inimigo não tinha a tecnologia”.
Na Guiné, foi feito um levantamento geo-hidrográfico, trabalho a cargo da Marinha, que levantou a carta fluvial e terrestre. “Nós, oficiais de Marinha, navegávamos como que em terra. Bastava uma agulha magnética e íamos a qualquer local”, explicou.
Entre as várias experiências que viveu no Ultramar, teve feridos a lamentar, mas não perdeu qualquer homem, frisou, ao recordar a situação mais crítica, vivida na Guiné, quando a Marinha se deslocou a uma povoação, junto a um rio secundário, onde não ia há muitos anos.
“Fomos lá por uma questão de presença e também para ir buscar a mancarra – o amendoim -, que é um dos produtos de exportação da Guiné”, relatou.
Tudo tinha de ser “muito bem calculado”, por forma a ir com a maré e regressar com a maré. Leiria Pinto comandava um grupo dividido por duas lanchas. “Os patrões das lanchas eram peritos na zona. Sabiam exatamente onde se encontravam os bons locais para desembarcar”, referiu.
“Muitas vezes o desembarque tinha de ser feito naquele preciso ponto e à noite. Não havia sinalização, não havia nada. Se se desembarcasse 50 metros ao lado, já aquilo era mais complicado”, acrescentou o almirante.
As lanchas conseguiram furtar-se aos ataques da resistência local e chegar ao destino, mas o regresso foi mais complicado. “Bastante mais complicado”, nas palavras do almirante.
Uma das lanchas foi atingida por 32 balas. O artilheiro ficou ferido na emboscada, a máquina parou e a lancha que seguia à frente, onde se encontrava Leiria Pinto, teve de voltar atrás para a rebocar a embarcação danificada.
O atraso foi fatal à navegação. Atrasaram-se e encalharam à noite. “Não podíamos transmitir para Bissau porque estávamos absolutamente em ocultação de luzes. Foi um bocado complicado”, admitiu.
Os fuzileiros acabaram por ser salvos pelo macaréu, um fenómeno que se manifesta através de uma onda de enchente que faz elevar o nível da água em um a dois metros, em apenas dois ou três minutos.
“Veio o barulho do macaréu, entretanto eles localizaram-nos, pedimos apoio aéreo e tal, tínhamos um ferido. Tive várias cenas complicadas, mas essa talvez tivesse sido a mais complicada”, estimou o oficial, em entrevista realizada no Arquivo Histórico da Marinha, em Lisboa.
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este artigo foi enviado pelo Pica Sinos - entrevista da agência Lusa ao Senhor Almirante Leiria Pinto - a todos o nosso agradecimento.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Comemorando o aniversário do Blog - 12 anos!

Caros amigos
Em 25 de Janeiro de 2008, teve inicio o nosso blog, que se veio a mostrar numa ferramenta fundamental para o nosso reencontro. Muitas foram as alegrias vividas com momentos verdadeiramente emocionantes num abraço dos amigos que há muito não se viam, e que viveram dias e noites de tormenta na Guiné, durante 23 meses.
AMIGOS NA GUERRA, AMIGOS PARA SEMPRE!
Publicamos a seguir alguns dos momentos vividos, após terem conhecimento deste Blog.
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31/12/2008
Amigos Encontrei mais dois das transmissões O Mestre - Telefonista que está em Mertola - telefone 286453164 e o Flores - Telefonista - que está por perto de Vila Franca de Xira! O Mestre convidou a malta a uma patuscada no monte lá mais para a frente depois do tempo melhorar. Também vai entrar em contacto com o Ramos que está em Beja. O Flores quer almoçar um dia destes!!!! Vamos ter mais histórias e Brevemente a do Amador que vou almoçar com ele para a semana próxima. O Flores vai escrever-vos pois "mexe" na NET. Não conhecia o nosso Sitio e agora que já conhece as vossas moradas vai entrar em contacto brevemente é uma surpresa.
Um grande Abraço para vocês Pica.
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Boa noite!!!
- do José Costa para o blog:
Meus Deus!! Quis o destino que precisamente hoje, 41 anos depois, e de tanto procurar os meus companheiros da CCS Bart 1914, nos jornais, nas revistas e anúncios vários, nunca encontrei ninguém! E hoje por um acaso encontro este blog!!!Então eu sou o Costa Op.Msgs!! Alguém se lembra de mim? Dêem-me notícias vossas... porra.
Foi com uma grande alegria que "descobri" o site k o amigo me deu a conhecer! Fui encontrar uma foto minha que até desconhecia, precisamente estou por detrás do Brig. Hélio Felgas. Do Pica Sinos do Justo, se me lembro deles meu Deus! Trabalhamos juntos desde o primeiro dia do desembarque. Eles op. Criptos e eu op.de msgs. Agora que os "descobri" quero me encontrar com essa "malta" toda. Parece que vai haver um almoço em 17 de Maio, vou estar presente.Já agora, o amigo Leandro, quem é? Não me lembro desse nome na CCS BART 1914. Vou enviar umas fotos minhas desse tempo a ver se alguém se lembra de mim?Um abraço e mto obrigado pela sua ajuda
Eh pá!! finalmente dou com vocês!!
Que grande alegria que o amigo Leandro Guedes me deu há dias, quando encontrou um anúncio meu colocado na net há muito tempo que já nem me lembro. Sempre tentei procurar em tudo o que eram anúncios de convívios, inclusivé sou sócio da Liga do núclio do Porto e na revista nunca lá encontrei nada. Mas pronto esse dia para vos dar um abraço e "por" as memórias em dia vaí chegar agora em Maio no almoço.
José Costa
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Do Justo para o Costa

Zé Costa, já estás na lista negra...mais um companheiro para alegrar o Blog.Gostei de ver estas fotos de antanho, e tanto pessoal das tms de quem não tinha fotos, mas que agora recordo as caras. O Silva que está contigo no cent. msgs era um pinta, lembra-me que ele era mesmo bom com a G3.Cheguei a dar uns tirassos com ele na carreira de tiro ao fundo da pista de aviação.Acreditem que por momentos me sinto como se ainda estivesse a viver aquele tempo, e ao ir vendo as fotos ainda maior é essa sensação, até parece que vou beber uma bazzoka ao "branco" !!...e já lá vão 41 anos !!!
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do Cavaleiro para o Costa:

Costa,

Tenho acompanhado a troca de e-mail’s entre o Costa o Pica o Justo e Guedes.

Estou muito contente por todo este desenrolar de acontecimentos. O Pica Sinos e o Justo são terríveis! Lembram-se de tudo, descobrem tudo! Continuam “os mesmos bons rapazes”. Aquelas transmissões era uma grande equipa!
Naturalmente que o Costa foi um daqueles “rapazes” que não esquecem, pela sua educação, pela sua postura, pela colaboração e amizade, razão pela qual tenho perguntado por ti junto do Pica e do Justo.
Aos poucos lá vamos “juntando” a malta das transmissões. Seria bom um dia podermo-nos encontrar todos.
Tens visto o furriel Luis? Ele se não estou errado era desses lados, não era?

Pois já estou ao corrente da tua vida. Ficaste viúvo, voltaste a casar, divorciaste-te, pescaste uma brasileira mais nova do que tu 20 anos e aí……..meu caro Costa estou mesmo a ver que falhaste redondamente! O que é que querias?!!!! E ainda por cima brasileira!
Tens uma filha e uma neta. Continuas a gerir os teus negócios…..(É mesmo em Ovar? E tu vives também em Ovar?)

Pois bem, quanto a mim, continuo casado, também tenho um filho e uma neta.
Já estou reformado. Levo uma vida bastante pacata. Vivo numa aldeia a 5 kms da cidade. Já me apercebi que gostas de viajar. Eu também. Considero um belo investimento! Mas olha que ainda não fui ao Dubai! Mas não faltarão oportunidades. Teremos tempo para falar dessas coisas!
A partir de agora vai ser mais fácil.
Se vieres a Viana não te esqueças de dar uma apitadela.
António Cavaleiro
E a partir de agora……..estás na minha lista de contactos!!
Recebe um forte e apertado abraço,

Cavaleiro
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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

A guerra da Guiné



A GUERRA DA GUINÉ"
Por António Trabulo
António Trabulo, nasceu em 1 de julho de 1943, em Almendra, Vila Nova de Foz Coa e formou-se em Medicina em Coimbra para onde veio depois de viver desde a sua infância em Sá da Bandeira, Angola, com a sua família.
Especializou-se em Neurocirurgia. A sua carreira médica decorreu nos hospitais de S. José e dos Capuchos, mas manteve uma forte ligação à cidade de Setúbal, onde reside há mais de 40 anos, através da clínica privada. Reformou-se, como chefe de serviço, no início de 2009. Cumpriu o serviço militar obrigatório como médico a bordo do navio hospital Gil Eanes, nos mares da Terra Nova.
Escreveu o livro sobre "A GUERRA DA GUINÉ" que foi lançado em Outubro de 2014.
Sabe-se que procurou fundamentar-se ao pormenor sobre a guerra naquele território português de modo a analisá-la com imparcialidade e veracidade e que, inclusivamente, se apoiou em pessoas que viveram aquela guerra, inclusivamene na família de Amilcar Cabral.
No livro, diz-nos:
"Portugal reconheceu a independência da República da Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974. Para trás, ficavam mais de onze anos de combates. Ao contrário de Angola e de Moçambique, a Guiné era pequena e pobre. Era também insalubre. Quando a CUF se viu forçada a suspender a sua atividade, a colónia deixou de ter qualquer valor económico. No entanto, os responsáveis políticos portugueses acreditavam que uma independência abriria as portas às restantes. Era a teoria do dominó. Para manter a Guiné sob a sua bandeira, o estado português obrigou-se a um esforço militar claramente desproporcionado ao tamanho e à importância do território. Apesar disso, por altura do 25 de Abril, a guerra da Guiné era a única que o nosso país estava em vias de perder. O desgaste produzido por um conflito prolongado e sem fim à vista lançou o descontentamento no seio das forças armadas portuguesas. O regime ditatorial acabou por ser derrubado por não ter sabido negociar a questão colonial.
Este livro tem múltiplos protagonistas. Do lado português, e falando apenas do Exército, lutaram na Guiné mais de 100 mil soldados metropolitanos, em comissões de serviço de dois anos. Tombaram 1600. Entre os comandantes, a figura do general António de Spínola é incontornável. Do lado oposto, sobressai o vulto de Amílcar Cabral.”
Diz-nos também que: “Amílcar Cabral não confinava a sua estratégia aos ataques a quartéis, a fazer emboscadas, a pôr minas e armadilhas nas picadas, foi um incansável diplomata, em 1972, o ano que precedeu a sua morte viajou 31 vezes, as Nações Unidas eram o seu objetivo maior, mas não descurava os fornecedores de armamento, alimentos e medicamentos, promovia todos os contactos necessários para arranjar bolsas de estudos para os futuros quadros. Do mesmo modo, o autor lhe dedica um texto de referência sobre o pensamento político. E assim chegamos à frustração de Spínola quando percebe que o Marcello Caetano lhe nega a abertura de negociações para uma solução política da guerra. Esta obra constitui uma aproximação à vida e à obra do pensador e revolucionário africano e comporta muitos traços de biografia. Escolhi falar primeiro na sua morte. Não será a primeira vez que se começa uma história pelo fim."
O autor também não esconde o seu desalento: “A Guiné-Bissau não voltou a atingir o nível de cuidados primários de saúde e educação assegurados no tempo da guerra pelos militares portugueses. Os camponeses continuam a predominar no conjunto da população e a sustentar o país, mas pouco ou nenhuma influência tem na gestão da república, em que, apesar das realizações periódicas de eleições, mandam os antigos comandantes militares”.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

BART 1914 - CINQUENTA ANOS DEPOIS...


BART 1914 – 50 ANOS DEPOIS…
Caros amigos:
“Para comemorar os 50 anos do nosso regresso da Guiné, surgiu a ideia de apresentar uma resenha do que ali aconteceu ao longo da nossa estadia em Tite, entre Abril de 1967 e Março de 1969.
Trata-se tão só de descrever de maneira sucinta e, para acervo futuro, enumerar factos que inevitavelmente se vêm desvanecendo desde então.”  (cap. Paraíso Pinto).
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Assim sendo e depois do trabalho feito, restava-nos duas hipóteses: uma era  fazer um pequeno livro com 31 páginas, com uma encadernação simples mas digna, o que custa 5,60, (mais portes de correio); ou então enviá-lo por email para todos, e quem quiser guarda no seu computador ou então manda fazer o livro.
Posto isto vamos enviar por email o referido documento em formato PDF, a todos os camaradas da CCS, Pelotão de Morteiros e Pelotão Daimler,  que nos facilitaram o endereço do seu email.. Aqueles que não receberam por não terem dado o seu email, peço o favor de o fazerem para ser enviado.
Saudações guerreiras.
Leandro Guedes.



quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Cidade de Bolama


Região de Bolama e cidade de Bolama.
Para esclarecer algumas duvidas aqui surgidas, uma coisa é a cidade de Bolama que fica na ilha de Bolama e outra coisa é a região de Bolama, que engloba a ilha de Bolama e todo o arquipélago dos Bijagos, conforme se pode ver no mapa abaixo.
Abraços. Leandro Guedes.



terça-feira, 10 de setembro de 2019

Independencia da Guiné Bissau, a 10 de Setembro de 1974


"Portugal reconhece a independência da Guiné-Bissau

A 10 de setembro de 1974, Portugal reconhece solenemente a independência da República da Guiné-Bissau.
O PAIGC havia declarado unilateralmente a independência da Guiné-Bissau a 24 de setembro de 1973, tendo a mesma sido reconhecida pela ONU a 26 de outubro do mesmo ano."


nota - Tite, fica na região de Quinara, como todos sabem!


sábado, 8 de junho de 2019

GUERRA CIVIL na Guiné, foi há 21 anos.


21 ANOS APÓS A "GUERRA CÍVIL DE 7 DE JUNHO" QUE CAUSOU MAIS DE 6000 MORTOS NA GUINÉ-BISSAU
Hoje completam 21 anos após a "guerra civil de 7 de Junho", na Guiné-Bissau. Uma guerra que durou onze meses (de 7 de junho de 1998 à 10 de maio de 1999), causando mais de 6.000 mortos (civis e militares) e cerca de 350.000 deslocados (refugiados).

ver esta e outras noticias em:



sexta-feira, 7 de junho de 2019

Santos Oliveuira, publicou o seu livro "A Guiné no meu tempo..."


"A Guiné no meu tempo / Santos Oliveira - 1ª ed. - [lisboa] : Chiado Editora, 
2019 - Dep Legal 455216/19 - ISBN 978-989-52-5844-4



Abraço

LIVRO PDF para baixarA Guiné, no meu tempo... agora disponível, em papel, na Chiado Editora, FNAC e Bertrand.
Autografado, só por meu intermédio. "




O Santos Oliveira esteve em Tite, antes do BART 1914.
Este seu livro faz parte do nosso BLOG, no formato PDF.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Amilcar Cabral

Do blog ROINESXXI, do amigo João Godim, partilhamos esta noticia.
O nosso agradecimento ao João Godim, acompanhado do nosso abraço.
Leandro Guedes.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

AFRICA - ARTESANATO DA GUINÉ E CABO VERDE




“ÁFRICA - ARTESANATO DA GUINÉ E CABO VERDE
“Contar Áfricas!”, o título da exposição  que está aberta ao público no Padrão dos Descobrimentos (Lisboa), até dia 21 de Abril de 2019. Um conjunto de estátuas, capulanas, cerâmica, quadros, instrumentos musicais, fotografias, instrumentos de caça e muitas outras peças da História africana.

O objectivo é “chamar a atenção sobre África”, um mundo “muito desconhecido e complexo” que tem formas de organização social e política, religiosa e simbólica, muito próprias, como, por exemplo, o peso das mulheres em determinadas culturas, a música, as línguas, ou até mesmo os reinos e os impérios que tinham, em alguns casos com moeda própria", diz António Camões Gouveia, coordenador da exposição.

af.jpgA primeira peça, originária de Cabo Verde, é acompanhada pela palavra “duração”, a segunda, originária da Guiné Bissau, chama-se “sabedoria” e, uma ao lado da outra, algumas tapeçarias, que começaram a ser feitas em Cabo Verde há muitos anos, e o fluxo de movimento de pessoas entre esses dois países.

Apresentam-se ainda caixas de marfim com motivos africanos gravados, tudo numa mostra que se divide por três núcleos cada um demarcado a uma cor – “Espaços e poderes” (vermelho), “Conquista e exploração” (amarelo), “Símbolos e cores” (azul) – mas apresentados em conjunto e em justaposição para mostrar a inter-relação entre as peças.
Do blog ROINESXXI com a devida vénia
publicado por j.gouveia “

domingo, 29 de abril de 2018

ENSAIO SOBRE A SAUDE NA GUINÉ BISSAU.



ENSAIO SOBRE A SAUDE NA GUINÉ BISSAU
Na próxima terça-feira dia 1 de Maio, no Jornal da Noite da SIC.
A não perder!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Monumento ao Esforço da Raça - Bissau, pelo Coronel João Trabulo


"MONUMENTO AO ESFORÇO DA RAÇA - BISSAU





























MONUMENTO AO ESFORÇO DA RAÇA - BISSAU
Com a independência, as estátuas na capital guineense foram retiradas, permanecendo apesar de várias tentativas para o derrubar, somente o "Monumento ao Esforço da Raça", depois renomeado para "Monumento aos Heróis Nacionais", na antiga Praça do Império, atual Praça dos Heróis Nacionais.
Foi começado a construir em 1934 com granito vindo da cidade de Porto, onde foi feito o projecto de autoria do arquitecto Ponce de Castro, sendo Óscar Ruas, presidente da comissão para a construção do monumento. Fazia parte dos projectos de "monumentalização" da cidade de Bissau, anunciados em 1945, pelo governador Sarmento Rodrigues.
Este monumento terá sido inaugurado em 19 de Maio de 1945, pelo Governador da Guiné, Manuel Sarmento Rodrigues, conforme manuscrito a tinta azul do verso do monumento: «Bissau, Manifestação de 19-5-45». Implantado na antiga Praça do Império, a eixo e fronteiro ao Palácio do Governo, é obra de inspiração “art déco”, com desenho invulgar e dimensão monumental, de grande escala, numa expressão geral densa e algo neobarroca. Uma série de elementos curvilíneos, em pedra, desenvolve‐se na sua base, em crescendo, suportando frontalmente um elemento vertical, espécie de pilar celebrativo.

O Monumento pretendeu mostrar a “portugalidade" da época, com as velas da Cruz de Cristo de uma caravela sobre as ondas, a meio uma mulher segurando uma “coroa de glória”, tendo no peito o escudo com as cinco quinas e a Cruz de Cristo e, no pedestal da base, o escudo gótico de Portugal com a legenda: “AO ESFORÇO DA RAÇA”.
João Trabulo, Coronel"

sábado, 16 de setembro de 2017

Conferencia "Guiné/Bissau - Roteiro da Memória.


CONFERÊNCIA "GUINÉ BISSAU - ROTEIRO DA MEMÓRIA"
por Luís Pedro Nunes e Alfredo Cunha
Data: 4 de Outubro, 2017, 17H
Local: Associação 25 de Abril em Lisboa
Conferência realizada no âmbito da viagem promovida pela Pinto Lopes Viagens à Guiné Bissau, com o acompanhamento dos autores Luís Pedro Nunes e Alfredo Cunha, entre os dias 2 e 12 de novembro de 2017. Entrada gratuita e sujeita a inscrição... obrigatória através dos contactos habituais da Pinto Lopes Viagens.

Porto: 222 088 098 . Lisboa: 213 304 168
geral@pintolopesviagens.com

sábado, 15 de julho de 2017

Boas noticias da Guiné/Bissau

BOAS NOTICIAS DA GUINE/BISSAU.
PUCLICAMOS DE SEGUIDA, UMA BOA NOTICIA ACERCA DA GUINÉ/BISSAU, POR PARTE DO FMI. Noticia inserida no Expresso de hoje, a quem agradecemos.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Viagem à Guiné - Roteiro da Memória...



GUINÉ BISSAU - ROTEIRO DA MEMÓRIA
Viagem de Autor com Luís Pedro Nunes e Alfredo Cunha
 🗓 2 Nov 2017 - 12 Nov 2017 | 11 Dias, Tudo incluído
+ INFO sobre itinerá... GUINÉ BISSAU - ROTEIRO DA MEMÓRIA
Viagem de Autor com Luís Pedro Nunes e Alfredo Cunha
🗓 2 Nov 2017 - 12 Nov 2017 | 11 Dias, Tudo incluído
+ INFO sobre itinerário, condições e preço em goo.gl/BVrWHm
A Pinto Lopes Viagens irá levar neste roteiro Alfredo Cunha que, desde 1973, vai regularmente à Guiné e é o autor de algumas das imagens mais conhecidas dos momentos-chave do País, e Luís Pedro Nunes, autor de várias reportagens sobre a vida da Guiné, dos momentos chave da independência e da guerra que envolveu os militares portugueses nos últimos anos do conflito.
O roteiro proposto visa mostrar a Guiné: o país de contrastes, belezas naturais únicas e diversidades étnicas e geográficas que foi palco de uma história militar que marcou uma geração de portugueses.
Será mais do que uma abordagem histórica, o relato de dois jornalistas e da sua relação com a reconstrução dessa realidade do ponto de vista da atualidade, revisitando alguns dos pontos marcantes e de como é possível relacionar-se e relatar algo ainda tão vivo e sensível na memória de tantos.
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PROGRAMA:
1º DIA • PORTO OU LISBOA (AVIÃO) …
Em horário a combinar, comparência no aeroporto escolhido para embarque em voo regular com destino a Bissau, via Lisboa.
2º DIA • … – BISSAU
Chegada de madrugada, assistência nas formalidades de desembarque e transfer para o hotel. Distribuição dos quartos, check-in e tempo livre para descanso. Visita a Bissau, capital da Guiné-Bissau, localizada no estuário do Rio Geba, na costa atlântica. É a maior cidade do país, com o maior porto, constituída como centro administrativo e militar do país. Fundada em 1697 como fortificação militar portuguesa e entreposto de tráfico de escravos, obteve o estatuto de cidade e de capital, estatuto que manteve após a independência. Início das visitas à cidade velha, com destaque para o Cemitério Português, local onde foram sepultados muitos soldados portugueses durante a Guerra Colonial, e onde muitos dos quais permanecem por identificar; à Fortaleza de São José da Amura, estrutura primitiva erguida por forças Portuguesas a partir de 1696, sob o comando do Capitão-mor José Pinheiro. Foi reconstruída várias vezes ao longo dos séculos e, actualmente, abriga o Mausoléu de Amílcar Cabral, líder na fundação do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, no início da década de 1960, iniciou a luta armada contra o regime colonial; ao Mercado de Bandim, que surgiu no início da década de 60. O entreposto recebeu, numa primeira fase, a denominação de Beco de Bandim, alterada alguns anos mais tarde com o incremento das trocas comerciais para a Feira de Curva de Bandim. Alojamento no Hotel Azalai 4* ou similar. Situado perto do centro de Bissau, as comodidades simples oferecidas pelo hotel dão resposta às exigências e necessidades dos clientes, disponibilizando serviços como internet com quartos agradáveis e climatizados.
3º DIA • BISSAU – CACHUNGO – CACHEU – PRAIA DE VARELA
Ao amanhecer, saída para Cachungo. Visita e encontro com a tribo Manjaco, povo que habita nas margens dos rios Cacheu e Geba. Durante a visita iremos perceber de que forma é que factores como a escravatura, a evangelização, a colonização, a emigração e a globalização contribuíram para a transformação das comunidades Manjaco e a sua influência no Estado da Guiné-Bissau. Seguimos para a região de Cacheu, segunda região mais populosa da Guiné-Bissau. Considerada fonte principal do comércio de Cabo Verde e Guiné, era aqui que os navios portugueses vinham obter escravos e produtos da região. A cidade de Cacheu, capital desta região, torna-se assim muito importante nas relações comerciais, o que leva à construção do Forte de Cacheu. Visita a este Forte, fundado em 1588 por forças portuguesas, com a função de defender a primeira feitoria da região. Além de assegurar a presença militar portuguesa, constituía um importante apoio ao comércio de tecidos manufacturados, marfim e escravos. Neste contexto, é criada a Companhia de Cacheu, fundada em 1675, que visava garantir o direito ao tráfego na Costa da Guiné e no arquipélago de Cabo Verde, assim como de escravos para a Metrópole, os domínios do Ultramar e a América Espanhola. Dotada de extraordinária beleza natural, Cacheu assume-se como principal zona de pesca artesanal do país. Travessia de barco até à Praia de Varela, uma das mais famosas e bonitas da Guiné-Bissau. Alojamento no Aparthotel Chez Hélène, simples mas um lugar muito calmo, no meio da natureza, perto da praia, pintado com as cores de África.
4º DIA • PRAIA DE VARELA – TABANCA DE ELALAB – PRAIA DE VARELA
Visita à Tabanca de Varela, situada a 16 km de São Domingo, e rodeada por belas praias. O seu ar puro e marés constantes são as suas características mais relevantes. Continuação para visita à Tabanca de Elalab, comunidade situada na parte litoral norte da Região de Cacheu. Travessia de barco até à ilha onde se situa esta tabanca. O objectivo da construção das tabancas é melhorar a qualidade de vida das famílias no que diz respeito à higiene de uma forma geral e, em particular, no apoio à gravidez. A comunidade de Elalab é conhecida por ser extremamente activa, empreendedora e bem organizada. Com cerca de 430 habitantes, o arroz é a principal base de alimentação da população local, cultivado em solos salgados recuperados ao mar através de pequenas barragens e diques de cintura construídos manualmente. Também os recursos marinhos são essenciais a esta comunidade, o que torna a pesca uma das actividades principais. Regresso à Praia de Varela. Alojamento.
5º DIA • PRAIA DE VARELA – BISSAU
Manhã para visita à Praia dos Pescadores, assim chamada por ser um porto onde os pescadores partem para a pesca. Esta praia é continuidade da Tabanca de Varela. A sua beleza, águas calmas e ar puro fazem da zona de Varela um ambiente natural onde o sabor de África é genuíno. Regresso a Bissau e tempo livre no centro da cidade para sentirmos a atmosfera da capital guineense. Alojamento no Hotel Azalai 4* ou similar.
6º DIA • BISSAU – GABÚ – BAFATA
Partida em direção a Gabú e visita à maior cidade do Leste do país. Gabú foi a capital do Império Kaabu, reino Mandinga, que existiu entre 1537 e 1867 na chamada Senegâmbia, região que englobava o nordeste da atual Guiné-Bissau, e que se estendia até ao Senegal. Durante o período colonial, a cidade passou a ser designada por Nova Lamego, tendo recuperado o seu nome tradicional após a independência do país. No centro de Gabú está preservado um pequeno núcleo urbano de inspiração colonial. A cidade é também conhecida pela sua população predominantemente muçulmana. Continuação para a cidade de Bafatá. Localizada no centro norte da Guiné, é a segunda maior cidade do país. Construída sobre rio Geba, Bafatá é uma cidade tranquila com uma arquitetura predominantemente colonial, conhecida sobretudo por ser a terra natal de Amílcar Cabral. Perto da casa onde nasceu, em setembro de 1924, existe um pequeno monumento com o seu busto. Em 2011, a casa foi restaurada pela UNESCO, em colaboração com a Comissão Nacional da Organização da Guiné Bissau, com o objetivo de criar uma exposição permanente sobre a vida e obra de Amílcar Cabral. Alojamento no Aparthotel Triton ou similar.
7º DIA • BAFATA – BAMBADINCA – GUILEJE – SALTINHO
Partida em direção a Saltinho. No percurso, passagem pela cidade de Bambadinca, conhecida por ser a primeira cidade a desenvolver electricidade constante, permitindo à população uma melhor qualidade de vida. Mais tarde, com ajustes feitos ao modelo de produção e distribuição de energia eléctrica, desenvolveu-se esta produção a partir de energias renováveis. Continuação para Guileje. Localizada junto à fronteira da Guiné Conacri, o quartel militar português de Guileje foi alvo de vários ataques e emboscadas devido à sua frágil localização e ao facto da envolvente ser maioritariamente mata. Havia uma constante necessidade de deixar o quartel para reabastecimento de provisões e armamento, o que deu origem a várias emboscadas resultantes na morte de muitos militares portugueses. Continuação para Saltinho, onde vamos poder admirar os Saltos do Rio Corubal, famosas cascatas. Este rio é também famoso pelo desastre de Cheche, ocorrido na retirada do quartel de Madina do Boé, que vitimou 47 militares portugueses. Alojamento na Pousada de Saltinho, onde se pode desfrutar de um ambiente calmo e paradisíaco. Nesta pousada contamos com quartos simples mas com as condições necessárias para garantir uma boa estadia.
8º DIA • SALTINHO – BUBA – TITE – SÃO JOÃO (BARCO) – BUBAQUE
Saída em direção a Buba. Situada junto ao Rio Grande de Buba, foi na época colonial ponto de paragem e de importância estratégica nas trocas comerciais e tráfico de escravos. Em 1670, foi aqui fundada mais uma feitoria Portuguesa por forma a garantir a sua supremacia na cidade e suas margens. Continuação para Tite, cidade que albergou o antigo quartel Português de Tite. Este quartel foi o ponto de partida da guerra da Guiné, ao ser escolhido pelo PAIGC como o local da primeira investida, e ficar na história como “o local do primeiro tiro”. Hoje em dia restam apenas as ruínas do quartel e as memórias de um passado sangrento. Continuação até São João para travessia de barco até Bubaque. Alojamento no Hotel Casa Dora ou similar. Este hotel familiar de origens simples, oferece os serviços mínimos a uma estadia confortável, bem como um conjunto de diversificadas actividades e boa gastronomia.
9º DIA • BUBAQUE – ILHA DE SOGA – BUBAQUE
De manhã, visita à Ilha Bubaque, localizada no Arquipélago de Bijagós, considerado Património da Humanidade pela UNESCO devido à sua rica e abundante fauna e flora. A Ilha foi uma das mais afectadas pela presença dos europeus, escolhida pelos colonizadores alemães antes da I Guerra Mundial e pelo Governo Português depois de 1920, como o centro principal das suas actividades no arquipélago. Os alemães construíram aqui uma fábrica para extracção de óleo de palma e um porto para navios de pequena e média tonelagem. Continuação para a Ilha de Soga. Esta ilha tornou-se famosa por ser o local onde foi organizada uma missão altamente secreta pelos “homens do Calvão”. Os indícios dessa operação “saltaram” para conversas quando o Comandante Alpoim Calvão efectuou, anteriormente, uma série de “golpes de mão” clandestinos nos países vizinhos. Foi nesta base militar que foi organizada secretamente a ação militar à Guiné-Conacri, com o objectivo de tomar o poder e aniquilar os principais dirigentes do PAIGC, apelidada de “Mar Verde”. Regresso a Bubaque. Alojamento.
10º DIA • BUBAQUE (BARCO) – BOLAMA (BARCO) – BISSAU (AVIÃO) …
Travessia de barco até à Ilha de Bolama. É a ilha mais próxima do território continental da Guiné-Bissau. Estava desabitada quando os colonos britânicos a ocuparam em 1792. Após uma serie de incidentes, a ilha foi abandonada em 1794. Foi então que, no ano de 1830, Portugal reclamou Bolama e iniciou-se um conflito diplomático pela sua posse. Em 1860 os britânicos declararam sua a ilha a que chamaram “Rio Bolama”, como parte de Serra Leoa, tendo sido concedida a posse novamente a Portugal em 1877. Mais tarde, após uma ação militar portuguesa, Bolama assumiu oficialmente o estatuto de primeira capital da Guiné Portuguesa, condição que manteve até à sua transferência para Bissau, em 1941. Hoje possui restos da ocupação colonial portuguesa com edifícios à procura da recuperação. Continuação de barco para Bissau. Jantar de despedida com música local. Após este em horário a combinar localmente, transfer ao aeroporto de Bissau para embarque em voo regular com destino ao Porto, via Lisboa.
11º DIA • … – PORTO OU LISBOA
Chegada a Portugal. Fim da viagem e dos nossos serviços.
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CAROS AMIGOS:  Tendo em conta que uma viagem à China, lá no Oriente, por onze dias, fica por pouco mais de 2.000 €, temos que convir que os 3.300 € pedidos para esta viagem a Guiné, aqui tão perto, é demasiado. No entanto haverá sempre alguém interessado. A viagem, segundo o programa apresentado, é de onze dias e no oitavo dia, passará por Tite, como a seguir se enuncia:
"8º DIA • SALTINHO – BUBA – TITE – SÃO JOÃO (BARCO) – BUBAQUE
Saída em direção a Buba. Situada junto ao Rio Grande de Buba, foi na época colonial ponto de paragem e de importância estratégica nas trocas comerciais e tráfico de escravos. Em 1670, foi aqui fundada mais uma feitoria Portuguesa por forma a garantir a sua supremacia na cidade e suas margens. Continuação para Tite, cidade que albergou o antigo quartel Português de Tite. Este quartel foi o ponto de partida da guerra da Guiné, ao ser escolhido pelo PAIGC como o local da primeira investida, e ficar na história como “o local do primeiro tiro”. Hoje em dia restam apenas as ruínas do quartel e as memórias de um passado sangrento. Continuação até São João para travessia de barco até Bubaque. Alojamento no Hotel Casa Dora ou similar. Este hotel familiar de origens simples, oferece os serviços mínimos a uma estadia confortável, bem como um conjunto de diversificadas actividades e boa gastronomia"
Fica o convite, a sugestão para quem se quiser aventurar a ir ao encontro da história, da qual fazemos parte. Não esqueçam as redes mosquiteiras, o quinino, os repelentes e as vacinas anti malária, os antibióticos apropriados, etc etc...
Um abraço.
Leandro Guedes

sábado, 14 de janeiro de 2017

GUINÉ elimina vistos para atrair turistas portugueses


Caros amigos
Publicamos aqui uma noticia que hoje veio no Expresso, da autoria da Jornalista CONCEIÇÃO ANTUNES, a quem agradecemos com a devida vénia.
Para nós todos os artigos que promovam e valorizem as condições naturais da Guiné e das suas gentes, são sempre boas noticias.
Oxalá os resultados sejam de molde a tornar a Guiné um país mais respeitado, competitivo e com melhor nível de vida para o seu Povo.
LG.




ABRIR PORTAS AOS INVESTIDORES NACIONAIS



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A Guiné Bissau e os leões...!!!

GUINÉ-BISSAU: O "CHEFE DE TABANCA" MENTIU?

Quando chegámos à Guiné, em março de 1970, uma das nossas primeiras curiosidades foi a de saber se havia no território animais selvagens, como leões, chimpanzés, leopardos, antílopes, hipopótamos, crocodilos e outras espécies. Um idoso indígena, sábio “chefe de tabanca”, foi peremptório: “Eu nunca vi, mas pode ser que haja. Eu andei muitos anos no mato”.
Estávamos em África, numa Guiné densamente povoada de floresta (savana e estepe), com rios e suas ramificações, bolanhas e terrenos alagadiços. Habitais e climas eventualmente propícios a tais espécies.
Na Guiné permanecemos cerca de dois anos, em missão militar e traiçoeiro ambiente de guerra. Percorremos vastas áreas, selva adentro, muitas vezes em condições extremas, e o máximo que vimos foram répteis, macacos e pouco mais. Nem vestígios de tais animais vimos.

Passaram 46 anos e eis que, de repente, somos despertados para uma notícia intitulada “Leões da Guiné-Bissau em maior número”. Não pode ser!? É a nossa primeira reacção. A notícia fala de elefantes, leões, crocodilos, hipopótamos, búfalos, chimpanzés, onças, tigres, hienas, gazelas, répteis, babuínos…! Na Guiné-Bissau!?
Porquê havia de mentir o velho-sábio “chefe de tabanca”? Porquê durante dois anos, a viver no “mato” e a percorrer centenas e centenas de quilómetros na densa selva, nunca vimos um leão, hipopótamo e outros animais selvagens citados na notícia?
Crocodilos, leões, hipopótamos... o "chefe de tabanca" mentiu?
Será marketing turístico? Parques naturais de vida selvagem? Promover a Guiné como destino turístico para ver leões e outras espécies, no seu habitat… não será vender gato por lebre? Viver no mundo do fantástico!
NB: "Chefe de tabanca" é o ancião reconhecido como o que mais sabe sobre a vida da comunidade. Homem experiente e sábio.
João Godim.
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Esta noticia que agora partilhamos, está inserida no blog do nosso amigo João Godim, a quem agradecemos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A Guiné no Portugal dos Pequeninos, em Coimbra

No maravilhoso espaço que é o Portugal dos Pequeninos, em Coimbra, são feitas várias referencias à ida e presença dos Portugueses na Guiné.
Disso vos damos conta nestas poucas fotos.
Para mais informações há que consultar os amigos Joaquim Caldeira e Alfredo Alves, que moram perto.






sexta-feira, 8 de julho de 2016

VIAGEM À ILHA DE BUBAQUE.


Do blog

"Kurt": Amizade, Viagens, Aventura e muito mais ... !



 publicamos este interessante artigo sobre uma viagem à Ilha de Bubaque, nos Bijagós, Guiné/Bissau.Para a semana publicaremos o restante.
Mas ficamos à espera da conclusão da viagem que ainda não está visível naquele blog.
Obrigado aos autores.
"Viagem à Ilha de Bubaque, arquipélago dos Bijagós.
Há viagens e viagens e há aquelas que ficam registadas na nossa memória. Pelos bons ou maus motivos, ou por ambos, como foi o caso desta deslocação aos Bijagós.
O arquipélago dos Bijagós é constituído por cerca de uma centena de ilhas e ilhotas situadas no oceano Atlântico, ao longo da costa da República da Guiné-Bissau de cujo território fazem parte integrante. Dado o estado de “pureza” em que se encontram, a Unesco classificou-as como Reserva Ecológica da Biosfera em 1996. Entre as ilhas mais importantes, salientam-se a Caravela, Formosa, Galinhas, Maio, Orango, Roxa e Bubaque, tendo sido esta última, o destino da minha viagem.
No seu conjunto, haverá pouco mais de uma dúzia de ilhas habitadas. As outras, ou são visitadas sazonalmente ou possuem mistério ( feitiço), e como tal, são consideradas sagradas pelos Bijagós, etnia que dá o nome ao arquipélago. Estas ilhas possuem uma riqueza natural excepcional, tanto a nível de recursos naturais como a nível cultural. Praias virgens, de águas cristalinas, cálidas brisas agitando palmeirais a perder de vista e a riqueza da sua fauna e flora, fazem delas um lugar paradisíaco, destino de sonho para qualquer viajante.
Numa passagem anterior pela Guiné, enquanto militar em serviço naquela antiga província ultramarina portuguesa, ouvira falar da ilha de Bubaque por ser muito frequentada por camaradas que ali gozavam a sua licença, por vezes na companhia das esposas que para o efeito se deslocavam desde a metrópole. Com o tempo, a povoação de Bubaque tornou-se numa requintada estância de férias que passou a acolher também, para além da hierarquia militar, altos dignitários ligados ao governo provincial bem como o jet set da colónia. Ali não faltava nada, desde um excelente hotel tiporesort, o Hotel Bijagós, que teve a sua época áurea no final da década de sessenta, altura em que foi ampliado com diversos bungallows, tal era a procura, uma danceteria anexa para mais de mil pessoas, um soberbo bar-esplanada debruçado sobre a praia e um conjunto de outras estruturas vocacionadas para o turismo. Havia também alguns edifícios administrativos de grande porte, vilas ao estilo colonial e residências de abastados comerciantes de origem europeia. De tudo isto, o que podemos encontrar hoje são apenas vestígios.
Os abastecimentos faziam-se através de ferry com o que de melhor e mais fresco chegava da Europa. Para maior comodidade e conforto dos turistas e visitantes, um aeródromo situado próximo do extremo sul da ilha transportava-os desde Bissau e outras localidades do território continental. O transfer para o hotel, fazia-se em autocarro próprio, cujos restos mortais ainda por lá sobrevivem.
Como se adivinha, os aliciantes para visitar os Bijagós eram muitos e a vontade, imensa e antiga.
Com o Rui Pedro, meu companheiro nesta viagem, planeei um itinerário em que numa primeira etape seguiríamos até Bissau num voo da Tap, deixando para segundas núpcias o esquema da deslocação até às ilhas, dada a falta de elementos informativos.
Embarcámos em Lisboa numa sexta feira tendo viagem decorrido sem acontecimento digno de registo. Excepto à chegada, quando o Rui não foi dentro por um triz! Mal acabara de pôr o pé em terra, rapou da filmadora e toca a captar umas vistas do aeroporto e material por ali estacionado. Foi quanto bastou para, uns metros à frente, ter uma comissão de boas vindas a aguardá-lo. Valeu-nos um amigo que nos acompanhava, o Manuel Neves, pessoa muito conceituada no meio policial local que rapidamente sanou a situação."
jUAN
________________ 
De José Luis Patricio, um amigo e ex-combatente, alferes em Bolama, recebemos o seguinte email:
Li a mensagem na madrugada de sexta-feira (hoje) e fiquei a pensar se tinha sonhado quando andei por Bubaque (e Bijagós em geral). Fui lá algumas vezes em patrulhamentos de acção psicológica (contacto com as populações, distribuição de algumas coisas que pediam: tabaco, árvores...). Havia uma realidade chamada Estância, composta por habitações ao estilo da terra, cobertas de colmo e redondas, se me não engano. Aquilo a que o nosso Duarte Pacheco Pereira no Esmeraldo... chama «casas palhaças», isto é, com cobertura de palha ou colmo. Muito agradável, com o fundão, o canal a separar Bubaque da ilha de Rubane, em frente.
Não guardo memória da realidade descrita, na dimensão apontada:
Com o tempo, a povoação de Bubaque tornou-se numa requintada estância de férias que passou a acolher também, para além da hierarquia militar, altos dignitários ligados ao governo provincial bem como o jet set da colónia. Ali não faltava nada, desde um excelente hotel tiporesort, o Hotel Bijagós, que teve a sua época áurea no final da década de sessenta, altura em que foi ampliado com diversos bungallows, tal era a procura, uma danceteria anexa para mais de mil pessoas, [...] 
E mais.
Continuação de boas férias
Um abraço

JL

sexta-feira, 1 de julho de 2016

GUINÉ/BISSAU - A Região de Quinara


REGIÃO DE QUINARA

A região de Quinara, com uma superfície de 3 138,4 Km² é composta pelos setores de Buba, Empada, Fulacunda e Tite.  Encontra-se no centro da Guiné-Bissau e aqui predomina a etnia Beafada. Se Buba tem grande potencial turístico em termos naturais, já Empada, Tite e Fulancunda não têm atualmente relevância turística digna de se assinalar. São regiões que se dedicam essencialmente à agricultura e pesca artesanal.

A CIDADE DE BUBA , CAPITAL DA REGIÃO DE QUINARA

A cidade de Buba, capital de região, fica a 223 Km de  Bissau, percorridos numa estrada alcatroada e em boas condições. Com 744,2 Km² e uma população estimada em 17 123 habitantes, Buba é habitada pelas etnias Beafada e Mandinga, existindo em menor percentagem Fulas, Balantas, Manjacos e Papeis.

A cidade fica na margem do rio Grande de Buba e vive essencialmente da pesca, da agricultura e do comércio. a cultura é essencialmente de arroz, amendoim e milho e é praticada a agricultura itinerante que recorre às queimadas, uma prática que ameaça a floresta endémica desta região, última mancha da floresta primária da Guiné-Bissau.

A cidade de Buba merece uma visita rápida e geral, sem nada de especial a assinalar que justifique uma paragem.  Serve, no entanto, de ponto de partida para uma visita ao Parque natural das Lagoas de Cufada, a poucos quilómetros da cidade ou para um passeio de barco no rio Grande de Buba.  A cerca de duas horas de carro de Buba fica São João onde é possível apanhar uma piroga motorizada que numa curta travessia nos transporta até à ilha de Bolama. Saindo de são João, também podemos encontrar a 2 Km a bonita praia de Colónia.

(IN GUIA TURISTICO À DESCOBERTA DA GUINÉ-BISSAU, de Joana Benzinho e Marta Rosa, com a devida vénia)