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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra colonial.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra colonial

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Mortos na Guerra Colonial, em Torres Vedras


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

RECONHECIMENTO

ESTES SÃO OS EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART. FALTAM AQUI OS EMBLEMAS DAS UNIDADES DA ARMADA E DA FORÇA AÉREA QUE TANTAS VEZES FORAM AO ENXUDÉ, A TITE, A NOVA SINTRA E OUTROS AQUARTELAMENTOS, PARA ENTREGA E LEVANTAMENTO DE CORREIO, O SPM, REABASTECIMENTOS DE GÉNEROS E MATERIAL BÉLICO E OUTRO DIVERSO, OU PARA EVACUAÇÃO DE MORTOS E FERIDOS E TAMBÉM PARA FLAGELAÇÃO DO IN. E AINDA VÁRIAS UNIDADES DE INTERVENÇÃO RÁPIDA TAIS COMO PARAQUEDISTAS, FUZILEIROS, COMANDOS E OUTRAS COMPANHIAS, PELOTÕES OU SECÇÕES, PARA AJUDA EM MOMENTOS MAIS DIFICEIS, NÃO ESQUECENDO AS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Parabéns ao ex-furriel Alberto Sousa

Parabens Sousa.
Que contes muitos mais com saúde.
Um grande abraço. Quando é que apareces?.
Leandro Guedes.





quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Parabéns Pica Sinos

Para o nosso amigo Pica Sinos aquele abraço de parabens, com votos de boa saude. Passa hoje o seu 73º. aniversário. Que contes muitos amigo junto dos teus familiares, e que a malta vá vendo.
Um grande abraço.
Leandro Guedes.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Almoço de Natal - próximo sábado dia 15 de Dezembro - Marinha Grande



Caros amigos
"Por sugestão do VICTOR BARROS, o nosso encontro de Sábado próximo, pelas 10 horas, será junto ao ESTÁDIO MUNICIPAL DA MARINHA GRANDE, por ser mais perto do Museu e também por ser mais fácil lá chegar.
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Pelas 13 horas o almoço de confraternização terá lugar no Restaurante Pizaria Rusticana, situado na Rua Machado Santos nr 28.
Com um custo de 15 Euros por pessoa, menu será:

As típicas entradas, bacalhau com broa e couve e picanha grelhada. Faz parte do menu as bebidas e sobremesas inclusive café.
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Divulguem por favor.
Agradece tomem a devida nota.
Abraços.
Até Sábado.
Victor Barros"

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Almoço de Natal na Marinha Grande - 15 de Dezembro


Boa noite Guedes. 
Para colocares no Facebook e no blogue. 
Conforme planeado confirmaram o almoço na Marinha Grande para o próximo dia 15 de Dezembro os seguintes companheiros:
Pica Sinos /3, P.Pinto/2,Raul Soares /2, Monteiro /2, Costa, Hipólito, Cabito, Guedes, Henriques, Contige/2, Zé Manuel /2, Nelson Alves /2 e Barros. 
O encontro está marcado para junto do museu do vidro às 10 horas. Entrada livre. 
Após o almoço, quem desejar visita a cidade. 
O restaurante e o menu não sofreram alterações. 
Tenham boa viagem.
Vitor Barros 

domingo, 2 de dezembro de 2018

Amilcar Cabral

Do blog ROINESXXI, do amigo João Godim, partilhamos esta noticia.
O nosso agradecimento ao João Godim, acompanhado do nosso abraço.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Ex-alferes Abilio Domingues da CART 1743 - Algumas fotos que enviou

O ex.alferes Abilio Domingues, há pouco tempo aparecido, enviou-nos estas fotos que publicamos com muito gosto.
Obrigado amigo.
Um abraço e votos de boa saúde.
Leandro Guedes.











quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Alferes Domingues e Freire, da CART 1743

O ex- alf. Domingues postou hoje no facebook do BART, esta foto tirada em Nova Sintra, em que ele está com o ex-alf Freire da 
Cart 1743.
Nenhum deles tomou parte em nenhum dos almoços do BART. Pode ser que seja no próximo.
Leandro Guedes.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

AFRICA - ARTESANATO DA GUINÉ E CABO VERDE




“ÁFRICA - ARTESANATO DA GUINÉ E CABO VERDE
“Contar Áfricas!”, o título da exposição  que está aberta ao público no Padrão dos Descobrimentos (Lisboa), até dia 21 de Abril de 2019. Um conjunto de estátuas, capulanas, cerâmica, quadros, instrumentos musicais, fotografias, instrumentos de caça e muitas outras peças da História africana.

O objectivo é “chamar a atenção sobre África”, um mundo “muito desconhecido e complexo” que tem formas de organização social e política, religiosa e simbólica, muito próprias, como, por exemplo, o peso das mulheres em determinadas culturas, a música, as línguas, ou até mesmo os reinos e os impérios que tinham, em alguns casos com moeda própria", diz António Camões Gouveia, coordenador da exposição.

af.jpgA primeira peça, originária de Cabo Verde, é acompanhada pela palavra “duração”, a segunda, originária da Guiné Bissau, chama-se “sabedoria” e, uma ao lado da outra, algumas tapeçarias, que começaram a ser feitas em Cabo Verde há muitos anos, e o fluxo de movimento de pessoas entre esses dois países.

Apresentam-se ainda caixas de marfim com motivos africanos gravados, tudo numa mostra que se divide por três núcleos cada um demarcado a uma cor – “Espaços e poderes” (vermelho), “Conquista e exploração” (amarelo), “Símbolos e cores” (azul) – mas apresentados em conjunto e em justaposição para mostrar a inter-relação entre as peças.
Do blog ROINESXXI com a devida vénia
publicado por j.gouveia “

domingo, 25 de novembro de 2018

Mais fotos de Oficiais

Oficiais na messe de Tite 

Oficiais na Parada de Tite

Oficiais em pose para o fotografia

Oficiais ao almoço em Tite

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Desta vez é o Carlos Ramos a fazer anos.




O Ramos passa hoje mais um aniversário.
Um grande abraço de parabéns companheiro, que contes muitos com saúde. As tuas melhoras.
Leandro Guedes.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

O Carlos Leite passa hoje mais um aniversário



Muitos parabens amigo.
Que contes muitos com saúde e alegria são os nossos votos.
Um abraço.
Leandro Guedes.

domingo, 18 de novembro de 2018

ALMOÇO NA MARINHA GRANDE



ALMOÇO NA MARINHA GRANDE
15 DE DEZEMBRO (SABADO) 2018

         Conforme já anunciado, no próximo dia 15 de dezembro de 2018, organizado pelo Vítor Barros, haverá, na linda cidade da Marinha Grande, (capital do vidro), um encontro de camaradas da CCS do Bart 1914,
O acolhimento terá lugar pelas 10 horas. Será junto ao estádio municipal, na entrada da cidade de quem vier por Nazaré.
Como é do conhecimento, a história da Marinha Grande está intimamente ligada à indústria do vidro. Quem a visitar não pode deixar de conhecer o Museu do Vidro, para se inteirar das coleções que testemunham a actividade industrial, artesanal e artística do vidro em Portugal.
A visita está programada pelas 11 horas. Demorará cerca de hora e meia. Tem o custo de 0.75 cêntimos por pessoa.
Pelas 13 horas o almoço de confraternização terá lugar no Restaurante Pizaria Rusticana, situado na Rua Machado Santos nr 28.
Com um custo de 15 Euros por pessoa, menu será:
As típicas entradas, bacalhau com broa e couve e picanha grelhada. Faz parte do menu as bebidas e sobremesas inclusive café.
Após o almoço a tarde fica livre para (quem quiser) visitar a cidade e a Feira do artesanato.
Para além dos já inscritos (Guedes, Paraíso Pinto e mulher, Costa e namorada, Domingos e mulher, Pica Sinos, mulher e prima) outras inscrições devem ser feitas até final do corrente mês.
Abraço 
Vitor Barros - TELEMOVEL 916 955 080


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Almoço de Natal - Marinha Grande




"Amigo Guedes
Solicita -me o Barros que prestes esta informação.
No próximo dia 15 de dezembro irá promover um almoço de confraternização na sua cidade natal que é a Marinha Grande. Para tal convida a estarem presentes os camaradas do Bart 1914. Haverá para quem estiver interessado haverá uma visita ao museu do vidro e a uma fábrica. Avisar até ao final do mês corrente.
Já mostraram vontade na presença vários camaradas. Abraço
Pica Sinos".
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Já mostraram interesse em ir: Cap. Paraiso Pinto, Pica Sinos, José Manuel Santos, Contige, Carlos Leite, Leandro Guedes e Amador e ainda algumas caras metade..

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Oficiais

Cap. Luis Vicente, 2º. comandante Major Vaz Guedes, Comandante Rebelo, Brigadeiro Helio Felgas e Cap. Pereira Rodrigues (foto tirada após a nomeação do brigadeiro Helio Felgas para comandar outro Batalhão na Guiné).

Hoje é o Jorge Claro a fazer anos.

Parabéns Claro por mais um aniversário.
Que contes muitos com saúde, que estejas bem, são os votos de todos nós.
Um abraço.
Leandro Guedes.




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O Alcantara faz hoje anos






O nosso amigo José Manuel "Alcântara", passa hoje mais um aniversário. Muitos parabéns companheiro. Que contes muitos com saúde, junto dos teus e que a gente se vá vendo.
Um abraço
 amigo.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

LIGA DOS COMBATENTES - NÚCLEO DE TORRES VEDRAS.

Noticia do Badaladas, a quem agradecemos, com a devida vénia.


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A Homenagem do Expresso, aos prisioneiros de Bissassema.



Foto tirada pelo Coronel João Trabulo


AINDA A RESPEITO DOS PRISIONEIROS DE BISSASSEMA, O EXPRESSO ORGANIZOU EM 1997, UM ALMOÇO CONVIVIO EM LISBOA PARA HOMENAGEAR OS PRISIONEIROS DO PAIGC, LIBERTADOS EM CONAKRY
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Revista EXPRESSO', n.º 1.309, de 29 Novembro 1997.
Editada em Lisboa, com 122 páginas, muito ilustrada.
O semanário 'EXPRESSO', editado em Lisboa, juntou os sobreviventes da prisão do PAIGC em Conakry, 27 anos após aqueles acontecimentos, fazendo uma retrospectiva dos anos passados entre o serviço militar na Guiné Bissau, a captura e prisão pelos guerrilheiros e o resgate efectuado na 'Operação MAR VERDE', dirigida por Alpoim Calvão em finais de 1970.
Dos 25 prisioneiros resgatados então, foi possível localizar 16 e juntar esse homens para efectuar este trabalho josnalístico e hstórico, com fotografias da actualidade e da prisão de Conackry.
"27 ANOS DEPOIS DE CONACRY
O EXPRESSO juntou, em 1997, em Lisboa, 16 dos 25 militares portugueses libertados das cadeias do PAIGC na sequência da invasão da Guiné-conacky pelas tropas de Alpoim Calvão.
O encontro coincidiu com a data de aniversário da operação, justamente considerada a mais espetacular de todas as missões realizadas pelas Forças Armadas portuguesas nas três frentes de batalha.
Desse grupo de ex-prisioneiros, um já morreu, dois estão na Madeira, três vivem no estrangeiro e outros tantos em parte incerta. Desde o regresso à pátria, na primeira semana de Dezembro de 1970, nunca mais se haviam visto. Alguns vivem em condições de pobreza aflitiva; outros ainda não se refizeram física e psicologicamente doa anos horríveis nas cadeias de Conakry.
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Texto de José Manuel Saraiva”
Temas em destaque da revista:
- GUINÉ-CONACKRY
1969-1997: PRISIONEIROS DE GUERRA
- OS ANOS DO CATIVEIRO
Entrevista com Cabral; - Visita de Thomaz; - Meias lavadas; - Sofrer como os outros; - Vinte dias a pé; Sete anos de cadeia;
- OS PRESOS: João Vaz (52 anos - comerciante); José Lauro (53 anos - Funcionário da EDP); Luís Vieira (52 anos - Ajudante de Pedreiro); António Duarte (52 anos - Ajudante de Pedreiro); Manuel Silva (52 anos - Torneiro mecânico); Jerónimo sousa (52 anos - Motorista); Vítor Capítulo (52 anos - Fiscal municipal); António Rosa (51 anos - Prof. de Educação Física); Geraldino Contino (52 anos - Quadro da TAP); José Teixeira (52 anos - Construtor Civil); Rafael Ferreira (50 anos - Empregado de armazém); José Morais (52 anos - Vigilante); Jacinto Barradas (52 anos - Comerciante); António Lobato (57 anos - Oficial da Força aérea); Agostinho Duarte (52 anos - Operário); e Manuel Oliveira (53 anos - Operário);

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Os prisioneiros de Bissassema.

Foto do Alf. Rosa, captada dois dias antes de ficar prisioneiro do PAIGC, em Bissassema. (captada em Tite, pelo então alf. Trabulo hoje Coronel)
Capa do livro que o alf. Rosa escreveu depois da sua libertação. Esta foto foi tirada em 22 de Novembro de 1970, a bordo do navio de guerra Cassiopeia, e nela estão presentes alguns dos prisioneiros de guerra libertados, entre os quais o autor.


Grupo de prisioneiros de guerra Portugueses em Conakry. Neste grupo estão os 3 companheiros aprisionados em Bissassema, na noite de 2/3 de Fevereiro de 1968.
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Contra capa do livro do alf. Rosa
Foto tirada vinte e sete anos mais tarde, num almoço-convivio organizado pelo jornal Expresso, para assinalar a data da libertação.


Enfermeiras Para quedistas na Guerra Colonial - o incio


"CEDIDAS IMAGENS GENTILMENTE E DE FORMA GRATUITA PELA “R.T.P./PROGRAMA 30 MINUTOS“CANAL HISTÓRIA./”/PROGRAMAS/CONTEÚDOS”À NOSSA A.V.C.U.P., O QUE DESDE JÁ FICAMOS MUITO AGRADECIDOS.UM GRANDE BEM HAJAM 


Enfrentaram preconceitos, vestiram a farda que pertencia aos homens para salvar vidas no Ultramar. Em Angola, Moçambique, Guiné e Timor, estas mulheres foram - para os soldados -, "anjos descidos dos céus". 

Esta é a história de mulheres que entraram no exclusivo mundo masculino das Forças Armadas quando a sociedade portuguesa mantinha apertadas regras conservadoras. Eram enfermeiras experientes, que se fizeram voluntárias num desafio inédito lançado pela Força Aérea no Portugal dos anos sessenta: pisar o campo das muitas batalhas que se faziam no Ultramar para tratar os soldados feridos e doentes, ajudar a evacuar civis e auxiliar populações. 

A ideia de formar as “enfermeiras dos ares” partiu da primeira paraquedista portuguesa: Isabel Bandeira de Mello conseguiu o apoio de Kaúlza de Arriaga, e o subsecretário da Aeronáutica convenceu o governo de Salazar da importância do projeto na guerra colonial. Assim, em Maio de 1961, foi criado o primeiro curso de formação e abertas vagas. Pediam-se candidatas com idades entre os 18 e os 30 anos, solteiras ou viúvas sem filhos, sem cadastro e com “boa formação moral, profissional e religiosa”. Responderam 11 mulheres, apenas 5 foram aprovadas como boinas verdes. 

Antes de partirem para as zonas de combate receberam dois meses de instrução em Tancos: praticavam saltos, faziam treino militar, aprendiam a usar armas. Logo em Agosto, duas enfermeiras foram chamadas a Angola, para apoiar as famílias portuguesas expatriadas de Goa. Nos anos seguintes, dezenas de jovens paraquedistas pareceram “anjos descidos dos céus”a milhares de soldados, o único consolo no meio da guerra. A última missão ocorreu um ano depois do 25 de Abril, quando ajudaram na evacuação de civis de Timor para Lisboa. Com a descolonização, o curso chegou ao fim. 

Foi esta a aventura que Maria Arminda Pereira, Maria de Lourdes Rodrigues, Maria Zulmira André e Maria do Céu Policarpo decidiram viver. E, apesar dos horrores da guerra e das marcas que ficaram agarradas à pele, não se arrependem de ter trocado o uniforme branco por um camuflado. Foram camaradas de armas, são agora cúmplices nas memórias. 

Das 41 mulheres que abraçaram esta missão, apenas uma, Celeste Ferreira Costa, morreu num acidente.

in António Gonçalves"

domingo, 21 de outubro de 2018

Enfermeiras Paraquedistas na Guerra Colonial - a Homenagem Nacional em Junho de 2015




"No monumento aos combatentes do ultramar junto à Torre de Belém foram homenageados em 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, os que serviram o país em tempos de combate. Uma cerimónia a que a Câmara Municipal de Lisboa se associou e contou com o vereador Carlos Manuel Castro, que em representação da autarquia depositou uma coroa de flores junto ao monumento.

Da sessão deste ano destaque para uma homenagem especial às enfermeiras paraquedistas, que desempenharam um papel fundamental nos palcos de guerra da Guiné, Angola e Moçambique, além da Índia e Timor.
Pioneiras no seu tempo e antecipando em 30 anos o ingresso das mulheres portuguesas nas forças armadas, foram 46 as enfermeiras que, a partir de 1961 e até ao final da guerra do ultramar, voluntariamente trataram e acompanharam os militares feridos em locais onde “até Deus parecia estar ausente”, como frisou o Coronel José Aparício na sua intervenção.

No final da cerimónia, abrilhantada pela Banda Filarmónica da Guarda Nacional Republicana, um helicóptero Alouette IIIsobrevoou o local, seguindo-se o Hino Nacional cantado por crianças da Casa Pia de Lisboa, acompanhado por 19 salvas de tiro.
Entre os vários convidados que participaram na cerimónia, marcou presença o presidente da Junta de Freguesia de Belém, Fernando Ribeiro Rosa.

Anjos descidos do Céu

A ideia de formar o corpo de enfermeiras paraquedistas português, criado em 1961, partiu de Isabel Rilvas, primeira paraquedista portuguesa. Antes de partirem para as zonas de combate as candidatas recebiam dois meses de instrução em Tancos onde praticavam saltos, recebiam treino militar e aprendiam a usar armas.
Fazia parte das suas funções assistir feridos nos locais de combate e estavam debaixo de fogo com muita frequência. Efetuaram centenas de evacuações aéreas entre as ex-províncias ultramarinas e a metrópole, dentro do próprio território africano para os hospitais e também de Goa e de Timor, acompanhando os feridos de guerra, doentes, familiares e crianças. A sua ação era prestada aos três ramos das Forças Armadas, bem como aos civis.

in texto Camara M.Lisboa