
AS QUATRO HORAS, CINCO MINUTOS E SEIS SEGUNDOS DO DIA 7 DE AGOSTO DESTE ANO, O TEMPO E A HORA SERÃO:
04:05:06 07/08/09
ESTA SEQUÊNCIA NUNCA ACONTECERÁ DE NOVO.
Guerra Colonial, guerra do ultramar, guerra de libertação – Tite, Guiné/Bissau. Foi neste cenário que a CCS/Batalhão Artilharia 1914 ficou aquartelada nas bolanhas do sul, de Abril/1967 a Março/1969. Estiveram também em Tite durante esse tempo a Comp. de Artilharia 1743, o Pelotão de Morteiros 1208, o Pelotão Daimler 1131 e uma Secção de Obuses. Faziam parte da área geográfica desta Unidade os destacamentos do Enxudé, S.João, Nova Sintra e Jabadá.A nossa homenagem aos nossos Mortos é constante!

Nota: Estes textos serão publicados alternados por vários dias. Para ver o Diário completo, abrir em Etiquetas “TITE - Diário” e começar a leitura pelo último Post e não pelo primeiro devido à sequência decrescente de datas e numeração.
jo toda a beleza desta terra, do habitat que me rodeia com agradável prazer, esquecendo o quanto também a odeio, mas fico estarrecido perante tanta beleza natural e principalmente o cheiro intenso, doce, único, desta terra vermelhão.
odo de serviço está prestes a terminar.
Meus amigos
O Silva já mexe na NET e escreveu-me!
Seria muito bom que o pessoal lhe mandasse uma MSN
e que o Guedes logo que tenha tempo publique a sua mensagem
a morada é:
francisco.fernanda.costa@gmail.com
Pica Sinos
Aqui vai a sua mensagem:
.
“Pica Sinos
2009/7/1
Amigo Pica desculpa de te tomar um pouco do teu tempo, mas sabes eu sempre ouvi dizer que quando chegamos a velhos tornamos a ser meninos.
agora que o meu neto parece estar operacional aproveito contactar os amigos de longa data.
Então como é que vai a saúde? Se as aparências não enganam estás porreirinho segundo as fotografias do almoço convívio. Eu pessoalmente sinto-me em forma, embora esteja a atravessar um momento difícil na vida devido ao estado de saúde da minha mãe que se deteriorou hà três semanas. Está em coma depois desta data, embora nós esperássemos este momento critico mas na realidade nunca estamos preparados.
O Costa enviou-me as fotos da rapaziada presentes no almoço e foi com uma certa emoção que as vi tendo a dizer que sinceramente se encontrasse a rapaziada inesperadamente a maioria não os conheceria.
Não posso fazer projectos mas seria um prazer estar junto a vocês todos na próxima vez se não for antes.
Pica para leres estas linhas levas um minuto, o que não foi o caso para mim a escreve-las. Olha se quiseres saber o tempo que passei a fazê-lo conta as letras e multiplica por cinco minutos cada uma.
Amigo Pica recebe um grande abraço do teu amigo Silva e cumprimentos para os teus familiares
Silva”
Grande Silva
Meu bom amigo
Que saudades de te poder abraçar que estou certo que será em breve.
Vejo que já mexes na NET à maneira. Estou nesta data, mais o Hipólito, a convencer o Mestre do mesmo. Mas o alentejano "tá molenga". Mas vai lá, demora tempo mas vai.
Relativamente à tua mãe tens que ter calma amigo e conformismo
a vida á assim camarada.
Eu estou bem e a família também. Já estou reformado mas ainda faço "uma perninha" num gabinete de advogados amigos, sempre vem mais uns tostões que dão sempre jeito.
Vou mandar o teu endereço electrónico para alguns de nós para te escreverem e tu também o fazeres.
Amanha já o faço e dou informação à tua pessoa.
Vou mandar este teu texto ao Guedes para ele o publicar no nosso blog cuja morada é a seguinte: (basta carregares com o ponteiro do rato em cima dela duas vezes e é só desfrutar a tua malta amiga) se não o conseguires, vai ao sítio que dá pelo nome de Google e é só colocares esta morada.
http://bart1914.blogspot.com
Tem uma boa noite, assim como para a tua mulher.
As melhoras da tua mãe.
Pica Sinos
Rapazes!!
O Silva também me escreveu 3ª feira a contar que demora 5 minutos a escrever uma palavra com duas sílabas!!!
Já comecei a enviar alguns emails… mas por enquanto é tudo assuntos inocentes, não vá a D. Fernanda se assustar rrsss!!!
Entretanto estive fora alguns dias, mas já comecei a enviar “as minhas notícias” rrrsssss!!!!
Um abraço
Costa
Amigo Silva
Acho que estás no bom caminho, amigo. Cinco minutos por cada letra é já uma boa performance.
Para a semana já demoras apenas dois minutos e qualquer dia não conseguimos ter pedalada para te responder.
Pelas fotos que mandaste acho que estás óptimo e só desejo que assim continues.
Pena o problema da tua Mãe, mas como diz o Pica, tens que estar preparado para tudo e ter coragem para aguentares tão grande perda, que a alguns de nós já aconteceu também.
Um grande abraço amigo.
Que tenhas saúde e todos os teus e vai escrevendo.
Leandro Guedes
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te a serem pontos altos, na véspera do dia de São Pedro, é os desfiles das marchas populares dos diversos bairros e freguesias, incluído neles as marchas, dos Reformados e a das Canas.
Bem me punha, o Mestre, de sobreaviso:
- Olha, compadri, às tantas da matina, quando estou com as mãos nas mamas da “menina”, à cata do leitinho, ponho-me a “matutari” . . . Nã posso falar muito, sou da mesma casta . . . mas,
- Põe-te a pau, aqueles fregueses, nã são de confiança. É uma cáfila de matulos, com padrinhos e não sei que mais, talqualmente . . .
E as piores suspeitas, confirmaram-se . . .
- A manusear o pincel, pela 1ª vez, aos vinte e tal anos ?! . . . Que apetência para as “lides clitóricas” (ou lá o que seja que pictórico queira significar) ! . . . E, . . . seguindo as pisadas do padrinho . . .
Raramente me engano ou tenho dúvidas, mas, desta, só desconfiei, quando, inopinadamente, nos cai em cima mais um reforço - o Pintão -, . . . com ameaça de que o mercado ainda não fechara e a equipa ainda não estará completa.
E, já que estamos em maré de bagunça, expresso, agora e antes que me esqueça, um voto de protesto pelo anquilosado e obtuso processo da minha nomeação para o n/próximo encontro.
Os fresquinhos do Guedes e do Pica, atiraram, à laia de Peniche, a pedra, esconderam a mão e pisgaram-se para o comboio . . . ala que se fazia tarde.
Chegados, já, ao final do almoço de Ovar, o n/cap. Paraíso Pinto (outro, que tal), pé ante pé, abeirou-se de mim e, de soslaio, de cima para baixo, com aquele seu dengoso jeito de retinto e típico queque alfacinha, atira (ipsis verbis):
- Oh, pá, foste, democraticamente, pá, nomeado, pá, para organizares o próximo.
Que dizes, pá? Se recusares, pá, vais a conselho de guerra, pá. Ouviste, pá?
Assim, . . . chapadinho.
Claro que, com tão límpida democracia, ouvi (apesar de estar a ficar mouco como um penedo), e, já que não podia recorrer, resmunguei, pá . . .
Mas lá que é dado adquirido, é . . . Ementa: - torresmos com açorda de caracóis, à moda da capital da “coltura”. . . e à sombra de um chaparro.
Estarei ( se Deus quiser) cá, para gosar de palanque.
Só emigrando ou encatrafiando-vos nas catacumbas, é que vos livrareis desta praga . . .
Hipólito
...e eis senão quando... descubro estas “preciosidades” !!
Zé Justo
Meus amigos
Para quem nunca foi ao Porto na noite/véspera de São João, 23 para 24 de Junho, não sabe o que já perdeu.
Mas sabe, isso sim, que ainda está a tempo de recuperar alguma coisa.
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Não vale a perna entrarmos em descrições mais ou menos filosóficas sobre como nasceu, a quem se atribui a ideia, ou quem é mais ou menos brincalhão nesta noite.
O que interessa é recordar uma noite em que o Porto se enche de gente, milhares e milhares de pessoas, que com um alho porro (que afasta os “espíritos malignos”…) na mão, ou um ramo de cravos, ou um ramo de cidreira, ou ainda uma ramo de manjerico, se passeiam numa enchente impressionante, passando esses ramos pelos rostos uns dos outros.
Por volta das 22 horas já as ruas estão cheias de gente e só ficam vazias pelas seis da manhã, isto se a noite estiver boa.
Ultimamente os martelinhos, ou martelões, têm feito também a sua aparição, mas sem a mística das plantas atrás mencionadas.
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A véspera de São João é uma mistura de festa e passeata, de ritual pagão. Passeiam-se ranchos e rusgas de foliões, misturados com os cidadãos.
Não há transito automóvel algum nas ruas da baixa do Porto.
Que graça tem isso, perguntarão alguns?
No dia a dia não terá muita graça, mas nessa noite, não sei porque magia, transmite uma imensa alegria.
Fogueiras por todo o lado onde se pratica o culto pelo fogo com danças em seu redor.
E a sardinha assada, pão com chouriço, caldo verde.
Havia até a prática de comer à meia-noite uma fatia de pão com manteiga e canela, ou com azeite (tipo Catalana)
Segundo a crença portuense, apanhar o orvalho duma noite de São João, dá saúde e formosura.
A água bebida nessa noite de São João, duma fonte natural, proporciona felicidade no amor e está ligada a práticas divinatórias, sortes e crenças.
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Nada melhor para representar o espírito da noite de São João do Porto, que esta quadra que venceu em 1978, um concurso do Jornal de Noticias:
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Cá vão na rusga contentes
Porque esta noite a cidade
Mais do que um rio de gente,
É um mar de humanidade
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E é com este apoio popular e este sentimento entranhado dos festejos, espontaneamente vivido e praticado, que é possível um tão profundo enraizamento das festas da cidade.
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Há gente que vai de Lisboa no último comboio da noite, chega ao Porto às 23 horas, passa a noite na rua e regressa no primeiro comboio do dia seguinte.Portanto amigo, se queres saber como é o São João no Porto, mete-te no comboio, leva contigo uma roda de amigos e/ou familiares que possam bem andar a pé (crianças, não) e depois conta como foi.

Para a semana espero que ele volte a publicar, desta vez um artigo sobre o São Pedro, para o Hipólito ficar contente, bem como o Camelo, o Narciso, Vaz Alves, o nosso Capelão e outros mais.
"São João santo bonito
Bem bonito que ele é
Bem bonito que ele é
Com os seus caracóis d’oiro
E seu cordeirinho ao pé
Dizem que o São João é o santo que mais se festeja na Europa, e que durante muito tempo era dos três santos populares, que a igreja, por causa da sua fama de sedutor, menos confiava.
Também se diz, que o Povo, ao São João, este também com a fama de casamenteiro, sempre lhe dispensou grande admiração, sobretudo nas camadas mais jovens. A popularidade, aproximação e veneração eram de tal ordem, que era comum ser tratado por tu, posição bem invulgar há época.
Não era com menos a estima, afeição e respeito que ao Santo António e ao padroeiro dos pescadores, São Pedro, o Povo lhes dispensavam, razões mais que acrescidas para a cognominação de populares.
As festividades em honra do São João destacam-se pela sua sumptuosidade, e grandiosidade popular, sobretudo nas Cidades do Porto, de Braga, de Almada, de Guimarães, de Portimão e em muitas outras de norte a sul do país.
São João vem ver as moças
Bem bonitas que elas são
Bem bonitas que elas são
São ainda mais bonitas
Na noite de São João
Quando jovem, nos meses de Junho, por estas ocasiões, era como se diz …um virote… Não havia bairro ou arraial em Lisboa, que o rapaz não os abrilhantasse com a sua presença. No entanto por outras razões, há 2 datas bem marcadas, que por muitos anos que viva não as vou esquecer, é a sexta-feira do dia de 23 de Junho de 1972 e a terça-feira do dia 24 de Junho de 1980.
Pelas 16 horas daquela sexta-feira, véspera de São João, do ano de 1972, nasce na Associação dos Empregados do Comércio, na Freguesia de S. Lourenço em Lisboa, a minha filha Sofia, e nessa mesma noite, “doido” de alegria, festejei tal acontecimento no arraial, num Largo ali bem perto, o da Graça.
Pelas 09 horas daquela terça-feira, dia de São João, mas 8 anos mais tarde, nasceu no Hospital de Stª Maria, na Freguesia do Campo Grande, a minha filha Catarina. Desta vez não fui para um qualquer arraial da minha cidade natal, na medida em que não só por razões dos festejos dos anos da filha Sofia, mas também pelo vaivém, durante a noite, casa/hospital/casa/hospital até à hora do nascimento.
Acreditem que não houve, em todos os anos, melhores noites de São João!
Santo António já se acabou
O São Pedro está-se a acabar
São João, São João, São João
Solicitaram divulgação deste evento, para quem estiver interessado.
Caro amigo GUEDES:
Venho por este meio pedir desculpas aos meus camaradas e amigos, a quem, no almoço de Ovar não falei, devido ao desconhecimento de quem seriam, por exemplo o Melo, furriel de Arrabaça, Ramos, Régua e outros mais. Só no regresso na companhia do Correia e do Marinho é que começamos a falar quem era um e outro, e depois o Correia e o Marinho é que me disseram quem era quem.
Desde já mais uma vez as minhas desculpas a quem não falei, mas espero que no próximo encontro ou evento nosso, possa estar com eles e partilhar nesse momento todas as nossas recordações.
Sem outro assunto
Abraços e Cumprimentos a todos os camaradas.
CARLOS LEITE – REGUILA
Rua das Tilias nº3
2710 - Lourel
Tlm: 91 457 95 24
Tlf: 21 923 13 47
Depois da odisseia para encontrar o Pintão, como o prometido é devido, este nosso camarada, que há muitos anos não sabíamos do seu paradeiro, mandou mais fotografias acompanhadas da promessa de que em breve voltará ao nosso convívio para contar algumas das histórias
"Caro camarada Pica Sinos
Antes de mais, espero que te encontres de saúde, na companhia de todos os teus, cá em minha casa tudo bem.
Fiquei muito contente de ter falado contigo, não esperava tal, sempre recordamos algumas passagens da Guiné, mais concretamente de Tite.
Envio-te estas fotos que pediste, as quais agradeço que me devolvas, junto vai um envelope selado para tal.
Quanto ao escrever algo sobre a nossa “estadia” na guerra, claro que me lembro de alguns factos, mas dispersos. Vou esforçar-me para me lembrar de algo em concreto e depois envio-te.
Um grande abraço amigo para ti e por teu intermédio para todos os outros camaradas.
João Pintão Antunes"

o não vejo também qual o valor que possa ter, fixar uma data, que por si só não tem o interesse que tantas outras ao contrário possuem.
longas rajadas de metralhadora que passaram por cima do quartel, da PPSH (a costureirinha) provavelmente.Quando nos avisaram do iminente ataque, o nativo, elemento da população, foi instruído para nos levar a cair numa emboscada já preparada.
Por isso mesmo, e esperando a nossa saída do quartel para montar-mos emboscadas, tinham já eles colocado minas e armadilhas com granadas na estrada de acesso a Tite de Baixo e Tite Mancanha.
Com um pavor medonho imagino a carnificina que seria.
E por mi vi passar o dia em que na estrada de Nova Sintra rebentou uma mina.
Revejo a correria dos “jipões” com os feridos, uns para a enfermaria, outros para a pista onde os helicópteros Alouette III os viriam evacuar.
O seu destino era o fatídico hospital Militar de Bissau, e nos casos ainda de maior gravidade, a evacuação para o Hospital Central de Lisboa, o que para os sobreviventes era quase preferível, e uma sorte, para não suportarem uma guerra tão longa e arrasante.
Destes hospitais por onde milhares de militares passaram e de onde tantos já saíram, mas não para continuarem o laborioso dia-dia que lhes é imposto, que lhes é obrigatório cumprirem.
(Sabia-se que dentro da eterna política do esconder e camuflar a Guerra do Ultramar, foram dadas instruções rigorosas para que os feridos graves evacuados para a Metrópole, só fossem desembarcados no Aeroporto de Lisboa e enviados para o Hospital Militar da Estrela, de noite, muito discretamente, e no máximo secretismo)
Sei que tudo o que mais temo não ficará por aqui.
Sei também que tudo o que é francamente mau, tem tendências predominantes e que inevitavelmente se impõe sempre.
Que posso fazer ?
Estará na minha mão, sozinho regenerar o Mundo ? Não o creio, porque é impossível...
Até ao próximo escrito, que não sei quando será, ou se o conseguirei
fazer.
Zé Justo

"Boa tarde.
Acabei de receber o e-mail que reenvio.
O cavalheiro que leva o ramo de flores a prestar homenagem aos mortos na guerra do Ultramar, é um elemento que pertenceu á Cart. 1743 - Raul Goulart.
Um abraço e bom fim de semana
Raul Soares"
.
nota - convém lembrar que se trata de uma homenagem prestada pelos habitantes da simpática Ilha do Faial, aos ex-Combatentes, mortos no Ultramar e na qual, como diz o Soares, esteve presente o nosso companheiro Raul Goulart.
ais e seus pastores, as leiteiras, as peixeiras, os aguadeiros, os carros de bombeiros e da policia, tudo tudo em ponto pequeno. A cascata era forrada por musgo e pequenas pedras e todo o sistema era movido por pequenos motoresinhos, pequenas bombas de água, tudo engenhado por ele. A água movia tudo aquilo.Na noite de S. João,
Hei-de comprar um apito,
Vou rebentar um balão,
E cheirar um manjerico.
São João era bom santo
Se não fosse tão velhaco
Levou três moças à fonte
No regresso trouxe quatro
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Recordar é viver...também eu me lembro de andarmos um grupo de putos, com um pires na mão, ao meio das Escadinhas do Duque, junto a um Santo de Barro, que um deles tinha desviado do quarto da avó, pedindo a quem passava..."um tostãozinho pr'ó Santo António".
Informação importante de última hora:
Todas as redes de TV nacionais e internacionais interromperam as emissões normais para comunicar, que o "BIFE" ficou em 3º lugar no Concurso de Marchas Populares 2009...Bairro Alto aos seus amores tão delicados...
Adivinhem lá porque durante décadas o BA era chamado do "BIFE" !!
Zé Justo
De quando em quando releio os textos publicados no nosso blog. Uma segunda ou terceira leitura aviv
a-me e refresca-me a memória. Acontece que numa dessas (re) leituras dou com versos referindo formas de estar, -segundo a visão do anónimo autor - do pessoal das transmissões, quando, em determinado tempo da prosa, leio o nome de Pintão.
…Costa II ao telefone/O Flores dá opinião/Aprova-se quem trabalha/O nosso amigo Pintão…
Pintão? Quem é este camarada? Alcunha de quem muito “pintava”? Voltas e mais voltas e nada que pudesse recordar. Conversando com os meus botões, murmuro… estás a ficar velho Pica.
Bom, como “de la Palice”, se era das transmissões, alguém se deve lembrar deste amigo. Vai de “vunva”, telefono ao Amador (este ex-telegrafista sabe o nome completo de todos os elementos das tms) e faço-lhe a pergunta:
…. Oh Amador, sabes quem era o Pintão? Recorda-me o Pintão!
Retorquindo:
…Oh Pica essa é imperdoável… O Pintão é um homem das tms (rádio-telefonista) que pertencia ao pelotão dos morteiros…usava óculos, lembras-te?
Calado, algo envergonhado, escuto o Amador até que nesta cabeça se começa a fazer luz. …Pois é Amador, dizes bem, ele era alentejano, natural de Alter do Chão!
Sabes o nome dele Amador?
Claro que sei, respondeu, … Chama-se João Manuel Pintão Antunes, até tenho algumas fotografias com ele que te vou mandar!
Mais entusiasmado e esperançado em encontrar este camarada que não o vemos há “manga de tempo”, procuro na NET por apelido de Pintão, na zona de Alter do Chão e, não é que aparecem, nada mais, nada menos de que 5 ou 6 apelidos com este nome.
Pego no telefone e ligo ao primeiro Pintão que aparece na lista.
Bom dia minha
senhora, eu procuro um senhor que tem o mesmo apelido da senhora, de nome próprio João, deve ter à volta de 63 anos, esteve na Guiné, por acaso sabe quem é?
Sei sim senhor, é um dos meus primos, vive em Coimbra, tem um irmão que é médico na cidade de Elvas!
Mas porque quer saber?
Lá contei a história habitual …que não nos vemos há muito tempo… gostávamos de o abraçar… etc.
Muito bem, diz esta familiar do Pintão, até tenho o número de telefone dele, tome nota. A chamada seguinte foi de confirmação para Coimbra:
Bom dia minha senhora, o seu marido chama-se João Manuel Pintão e esteve na Guiné?
Sim, quem fala?
Olhe, sou um amigo dele que com ele esteve também
na Guiné e se pudesse gostaria muito de falar com ele!
És o Pintão? …Sou!
Estiveste na Guiné? …Estive!
Estiveste em Tite? …Sim!
Lembras-te de mim? Sou o Pica Sinos
…. Olha o Pica Sinos …é pá há tantos anos!
Mandei-lhe uma carta com alguns números de telefones e as fotografias que o Amador dispensou. Disse-lhe o endereço electrónico do n/Bog.
Vamos aguardar por mais notícias.
Até lá Pintão aquele abraço do pessoal!
Pica Sinos
Velho Diário Incompleto
ordação.
tranha.
UMA HISTÓRIA QUE FICOU POR CONTAR
Talvez não saibam, logo após “descobertos”, 4 décadas passadas, os telefonemas e as falas aqui ali embargadas, sobretudo na casa do Mestre, não deixaram de parar tal as saudades (chorosamente) manifestadas.
Estou a relembrar 3 grandes camaradas que vivem no Baixo Alentejo.
Com as presenças do Guedes, do Mestre, do Ramos e da minha pessoa, num encontro prévio,
Uma vez que os nossos amigos, partiriam de pontos diferentes do Alentejo, para um comum (Castro Verde), estava fora de hipótese viajar de noite ou pela madrugada. Tal facto (e isto com os alentejanos tem que ser devagar e com tempo) umas semanas antes do evento foi discutido exaustivamente o melhor trajecto e transporte, chegando-se á conclusão, (três dias antes), que para utilizar o comboio que partiria de Lisboa a tempo de respeitar o horário do encontro marcado para o Jardim dos Campos (ou das Rosas) em Ovar, teria que ser antecipada a partida em um dia, facto que acarretaria despesas com alojamentos e na restauração. Mas a surpre
sa estava guardada.
Camaradas…avancem, adianta o autor do texto, …embora não tenha casa para os albergar (não era no chão da minha casa que os amigos do peito iam dormir), …não é problema, tenho uma tenda roulotte no Parque de Campismo na Costa da Caparica, com tudo o que é necessário para passar meses de férias, quanto mais para uma noite…Avancem camaradas! Assim aconteceu!
No dia que antecede o 20º Almoço de Confraternização, eram cerca das 12,30, quando nos encontrarmos na Rotunda do Centro Sul, em Almada, arrumamos o carro do Ramos na frente da minha porta, em Corroios, visitam a minha mulher e a minha neta Inês, partindo de seguida, agora, todos conduzidos por mim, para o almoço num dos mais afamados restaurantes de Almada – o Horácio -.
Bem almoçados e melhor regados, fomos largar a bagagem na “casa de férias” com vistas para Oceano Atlântico, para logo depois rumarmos á estação do caminho de ferro Oriente, onde adquirimos os bilhetes para a viagem do dia seguinte. Já no Centro Comercial Vasco da Gama, o Pedro manifestou alguma dificuldade nas escadas rolan
tes, na primeira que pisou, não fora o Mestre segurá-lo, a descida tornava-se mais rápida. Nas subidas o desequilíbrio era menor, também já éramos
Depois das compras feitas, com vistas a servir umas patuscadas previstas para as viagens na ida para Ovar e na vinda, apreciamos, na Cova do Vapor, sitio outrora de pescadores, a foz do rio Tejo. Passeamos no recente passadiço, junto ao mar, da Costa da Caparica. O silêncio dos meus convidados foi bem patente face à oportunidade em admirarem a beleza e a grandeza deste mar que se esgota com o olhar e no horizonte.
No regresso à vila do Pragal, (terra onde Fernão Mendes Pinto foi desterrado por castigo das mentiras que se pensa ter infligindo ao reino, quando da sua viagem à China), o restaurante – Geraldos – foi o local escolhido para jantar, seguindo-se após o repasto, já na “casa de férias”, a preparação e os cortes de jeito afatiado: do queijo, do presunto, do paio e do pão, que o Mestre fez transportar e na manhã seguinte, na viagem para Ovar, serviu no bar do comboio, acompanhados por “tintos” de região demarcada, estes ofertados pelo Ramos. Diga-se que foram muito admirados, por muitos dos “guerreiros” tendo em conta as suas elevadas qualidades. (os menus e os tintos) 
23 de Maio de
Pica Sinos
Centro Social dos Montes Altos, que carinhosamente acolhe o nosso companheiro Pedro, lhe dá cama, mesa, roupa lavada e trabalho, o que é muito importante.







Na foto de cima está com o Ferreira e ao lado num baga-baga (construção feita por formigas)
Na foto de baixo é visível a humilde capela católica de Tite, onde o nosso Padre Luis Silva e o nosso Hipólito como sacristão, celebravam as suas missas.
Na foto de cima está um esquema da área de comunicações dependente de Tite, elaborada pelo nosso companheiro Luis.A “PASSERELL” DA CUECA AINDA HOJE É RECORDADA
As coisas são como são, confesso que escrever sobre cuecas não é a minha especialidade, mas, vem a intenção a propósito (e à memória), resultante de uma conversa escutada abusivamente, diga-se, no passado Almoço Convívio realizado em Ovar.
Ou seja, segundo me apercebi, alguém dizia que em Tite, na caserna dos furriéis, afortunados mirones, assistiram durante considerável período de tempo, a ”passagens de langerie”, certames organizados por um dos companheiros, não só no intuito do aprazimento, mas também para instigar invejas aos que por perto sabia que o observavam. E não se pense que a galhofa ficava só por aquele espaço, haviam outros, também, ansiosos por saber o que se “mirava” em tal pavilhão, mas azarados, só tinham direito aos comentários produzidos na “ primeira página” no jornal da caserna.
Dizem os entendidos que a “roupa” íntima dos homens data desde a era das cavernas. O couro era moldado como um triângulo, amarrado em redor do quadril e laçado por fitas entre as pernas, voltando a ser amarradas novamente no quadril. Já no século XII, com o desenvolvimento das novas tecnologias (armaduras), há época, tal roupa, já moldada em faixas de linho, era usada como protecção contra o metal que era áspero e mais tarde já não atada ao quadril, mas sim amarradas abaixo dos joelhos. É certo que a moda feminina acompanhou sempre, até diria, na vanguarda, a estilização “cuecal”, qual estorvados espartilhos do século XIX. Hoje nem sequer e bem, as nalgas são protegidas/tapadas, mas passemos à história em Tite.
O nosso protagonista fumava cachimbo, certamente motivado também pela nostalgia, lembrou-se de solicitar à então namorada o envio de umas cuecas femininas, que compreensível e nada ofendida, satisfez tal pedido com e da melhor confecção em seda e, de corte do mais sexy então existente.
Diziam, no almoço, então as más línguas, que era vê-lo encostar tal tecido à sua face ou machucando-o nas mãos, ou ainda, ostentando tal ornamento tapando a boca e nariz (qual bailarina de ventre) rindo disfarçadamente daqueles que sabia que o miravam, imaginando certamente, que os vértices das divisas amarelas da classe dos sargentos, colocadas nos ombros, passam a linha recta mais parecendo as divisas da classe dos alferes.
Pica Sinos
20º ALMOÇO CONVÍVIO DO BATALHÃO 1914
OVAR 23 DE MAIO DE 2009
A história deste convívio começa a desenhar-se em S. Martinho do Porto em 17 de Maio de 2008, após “reunião” dos Chefes Superiores, nestas andanças de comes e bebes.
Por determinação “Superior” fui incumbido de organizar o 20º Almoço de confraternização e por coincidência comemorativo do 40º aniversário do nosso regresso de terras de África (Tite-Guiné-Bissau).
Como um bom ex-militar e obediente, não pude recusar a missão que me colocaram em mãos. Vai daí no início de Abril, comecei por fazer um texto como convocatória a todos os inscritos na lista que me foi entregue. Logo comecei a receber as primeiras inscrições. Mas como sempre, os portugueses deixam tudo para última hora, tendo-me “obrigado” a fazer algumas chamadas de última hora. Valeu a pena porque compareceram á mesa 133 pessoas o maior recorde de presenças até hoje em almoços de convívio do Batalhão!
O dia de 23 de Maio marcado para o evento, nasceu cinzento e ameaçar uma boa descarga de água. Felizmente tal não aconteceu apesar de algumas gotas ameaçadoras para logo abrir um sol até bem quente por sinal.
Pelas 10 horas e 30 minutos, começaram a aparecer os primeiros “comedores” no lindo Jardim dos Campos também conhecido por Jardim das Rosas. Logo ali começaram a distribuir abraços. O primeiro elemento “novo” aparecer bem documentado com uma pastinha á maneira, e que nunca tinha estado em nenhum convívio, foi o nosso Luís Manuel Bastos Dias, (nome de guerra: Luizinho das tms) este nosso amigo ficou muito comovido com os abraços dos colegas de há 40 anos e foi o último a abandonar o restaurante!
Bom á medida que o “pessoal” ia chegando, fui distribuindo como presente e para marcar o dia do convívio, um azulejo com o nosso logo do Batalhão e os dizeres comemorativos tendo como fundo um símbolo da Ria de Aveiro, um moliceiro. A minha lembrança do azulejo, deve-se ao facto de Ovar ser conhecida como: Ovar cidade museu do azulejo.
Cerca das 12 horas e 30 minutos a custo, lá se conseguiu reunir as pessoas para fazer uma foto de família. Pelas 13 horas, entramos no Restaurante a Garrafeira ao som da música ambiente e ao vivo do meu querido amigo e familiar Manuel Ferreira e sua filha Sara nas teclas. Na testa da mesa ficou o Paraíso Pinto, o Pereira e a Snrª Drª. Maria Margarida e suas duas filhas. Á direita do “nosso” Capitão, eu a minha Madrinha de Guerra, minha neta e filha. O pessoal acomodou-se como de costume, fazendo grupinhos principalmente com aqueles que nunca vieram, foi caso do Ramos, o Mestre, o Flores, o Barros o Correia… imaginem só, estes apenas das tms!! O Francisco Silva das tms (tinha de ser mais da tms!) telefonou de França, falou comigo, com o Pica, o Mestre e outros. Este malandro do Silva vai pagar um almoço às tms, ai vai, vai! O repasto correu com muita alegria, de tal forma que o nosso “Camelo” de seu nome Alberto Artur Camelo, foi dar um cheirinho ao palco cantando para todos nós. O melhor é que este amigo, trazia a famosa guitarra com que nos brindava com os seus acordes no posto de rádio em Tite! Pena que não houve tempo para o ouvir tocar. Camelo! Não vais perder pela demora, um dia não muito longínquo a malta das tms vai te bater á porta!
E depois de um bom Cozido à Portuguesa, bem regado com um bom tinto a acompanhar, veio o momento de cortar o bolo do Batalhão 1914 e fazer os agradecimentos, tomando da palavra, eu e o Paraíso Pinto. Feitos os agradecimentos e com o adiantar da hora, visto que havia pessoas que fizeram largas centenas de klms para estarem no almoço, assim como a rapaziada vinda de Lisboa em comboio. Foi um dia maravilhoso e feliz que eu jamais esquecerei.
Em reunião das “tropas” e por consenso, ficou “determinado” que o 21º Convívio vai ser organizado pelo nosso querido amigo Hipólito Sousa em Baltar em data a determinar.
Um bem-haja a todos os amigos que vieram até Ovar, e até ao próximo abraço em Baltar

O Costa está de parabéns.
Organizou um excelente almoço, num bom restaurante, em Ovar terra vareira muito simpática. Apareceu muita gente que não víamos há 40 anos.
Breve faremos comentários sobre este belo dia, cheio de sol.
Bem hajas Costa! 
Amigos
Foi um prazer ver e rever estas fotos do pessoal que compareceu neste almoço de 2009.
De ano para ano, o número de presenças aumenta, o que prova muito o esforço dos bem escolhidos organizadores, qual deles o mais esforçado.
Bonita ideia do Costa. presentiar a todos com um simbólico; “Azulejo Vareiro”
Cartões identificativos, pois cada vez há mais caras novas...bem lembrado, sim senhor.
Quero expressar o meu muito obrigado pela msg do Barros, Correia, Mestre, Cavaleiro, Camelo, entre outros, e retribuir muita apertado o abraço que gentilmente me enviaram.
Que para o ano, com a organização a cargo do Hipólito, os companheiros sejam ainda mais.
Abraços e Sucessos para todos os que estiveram presentes, extensivo aos ausentes.
Zé Justo


O Pica chamou-me à atenção, e com toda a justiça para o facto de ter de fazer o pino para ver algumas das fotos que eu tinha publicado erradamente. Confiei no trabalho da minha secretária, é o que dá...









É já no próximo dia 23 do corrente mês, que vamos celebrar o 40º aniversário do regresso de Tite (Guiné-Bissau), onde durante cerca de 23 meses (1967/1969) estivemos mobilizados, integrando várias companhias, pelotões e secções, na guerra colonial.
Este nosso 20º almoço de confraternização, tem a presença de muitos que há 4 décadas não nos víamos, assim como familiares de camaradas que fisicamente, infelizmente, já não estão entre nós, mas fazem questão da sua presença junto daqueles que com os seus ente queridos, partilharam momentos que foram maus, mas também bons, de franca camaradagem e amizade, gesto com o qual nos sentimos muito orgulhosos.
A concentração, em Ovar, é às 10,30 horas no Jardim dos Campos, junto à estátua do escritor Júlio Dinis. Ás 13 horas o almoço no Restaurante “Garrafeira” que ali fica perto.
Até sábado.
Pica Sinos.
..............
nota - lembramos aos companheiros da área de Lisboa e que estejam interessados, que vamos para o almoço de comboio (e o Pica já tem 10 inscrições, mais o Arrabaça que entra no Entroncamento, somos 11), com partida prevista para as 7:30 da manhã de Sábado na Gare do Oriente e regresso ao fim da tarde Sábado.
Meus Amigos e Camaradas
Na resposta ao Hipólito….
De facto é verdade que os valorosos homens das TMS de Tite, tiveram que passar por uma formação exigente e altamente qualificada, ministrada em diversos locais por este Mundo espalhados, mas não é justo esconder que outros houveram (muito poucos) que foram formados como ajudantes de prédicas, num pequeno país junto a Roma, com tirocínio tirado numa cidade integrada no
Concelho de Ourém.
Reconhecidamente o pessoal das TMS, nas coordenadas que lhes foram destinadas, era gente, não só de distinta formação profissional, como também de soberba postura comportamental, a tal ponto, que 4 décadas passadas, por muitos, (sabemos que a custo), ainda lhes são reconhecidas.
Claro que há sempre em tudo na vida…um...mas!
É verdade que a par das operações “vinho do pároco”, escrupulosa e mensalmente desenvolvidas, havia quem por lá fizesse, de tempos a tempos, outras operações, estas hortícolas, não menos bem sucedidas, (ver foto do recente encontrado Silva,
onde um conjunto de gente das TMS está bem equipado), que com a perícia que lhes era peculiar, quando do sucesso da captura dos diversos e suculentos artigos da horta do comandante “Hortelão”, resultava sempre festa no Centro de Transmissões.
O produto era dividido por todos e não açambarcado apenas para um!
Vem esta confissão a propósito porque, não seria correcto deixar isolado na “praça pública” tão estimado camarada, que infelizmente e apesar da sua elevada formação de IAO, nunca ganhou a coragem para partilhar, com os restantes,
tal néctar, oferecendo-lhes, sim, apenas a “zurrapa” que se apoderava no refeitório.
É bem evidente que as formações, se bem que exigentes e altamente qualificadas, foram diferentes!
Nem me atrevo a solicitar outras informações lá para os lados de Valença, porque se o fizesse o sino mais uma vez soava.
Tenham um bom dia, em especial o Hipo.
Pica Sinos
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e diz o Hipólito:"Guedes!
Consegui saber também o local da residência da irmã. Mas não encontrei ninguém. Infelizmente a Telecom está a ficar sem clientes com telefone fixo. Vai daí não consigo contactar a snrª.
Se vcs acharem que vale a pena colher alguns elementos dele, bem como a data certa do falecimento e ou fotos, digam-me que eu volto lá em outro dia.
Amigos!Recebi da filha do nosso querido amigo e falecido Alf. Joaquim Rodrigues, o email que vos reenvio com uma dedicatória da filha Filipa que á data do falecimento do pai teria 8 anos!
Acho que ficaria bem acrescentar no Blog.
Costa
...............................
"Boa noite !
Já encaminhei de dizer à minha mãe, Margarida Costa, o que respondeu ao e-mail enviado.
Não sei até que ponto seria conveniente enviar uma 'dedicatória' que fiz 'para o meu pai'.
Mas penso que é sempre comovente ver como as pessoas reagem quando as pessoas deixam de estar entre nós . E ainda mais , uma pessoa tão chegada que é o meu pai, e tendo eu 8 anos quando ele morreu.
Deixo ao seu critério, de qualquer das formas , envio-lhe em seguida o que fiz :
...
"As coisas nem sempre acabam da forma que queremos. Muitas coisas ficaram por fazer e dizer. Muitas coisas ficaram engasgadas aqui dentro, e ainda hoje mantenho um nó na garganta, que parece que a cada dia se torna mais difícil de desamarrar. Tenho muitas incertezas penduradas na cabeça. Desde o dia dezoito de Outubro de 2001 que sinto que faltou muito, mas mesmo muito para te transmitir o quanto te amava e o quanto tinha para agradecer pelo facto de ser tua filha, por me teres mudado as fraldas e me teres ensinado a dizer 'papá' e conhecer o verdadeiro significado e a verdadeira importância desta palavra. Não estou certa ao acreditar naquilo que os outros insistem em me dizer, no intuito de me consolarem: 'O céu é um lugar bonito, vais ver que foi melhor assim'.
Não.
Mas duma coisa eu tenho a certeza : nada, nem ninguém te substitui. Pai é pai, e amor por ti, é algo único. "
Filipa Rodrigues, 15 anos.
...
Em anexo, uma fotografia, tirada pouco tempo antes do meu pai falecer .
( Na fotografia, eu, o meu pai e a minha irmã )
muito obrigada ."
“Leandro:
Recebi a tua mensagem com satisfação. Dizias-me que não me lembrava de ti, como é óbvio não é fácil porque são 40 anos sem nos vermos, mas espero reconhecer-vos a todos, principalmente os meus adversários do jogo da lerpa, pelo que geralmente era mais conhecido.
A minha especialidade era de Artilharia pesada. Como vês não era nenhuma brincadeira (mas co
m isto não tenhas medo…)
E além disso ainda tinha uma especialidade extra , a de jogar à lerpa, mas não fiquei a dever nada ao trabalho!
Termino enviando-te as fotos que me pediste e até ao dia 23 de Maio.
Um abraço
Arménio de Carvalho.”
DEPENDURANDO NUM FIO DE OIRO QUE TRAZIA AO PESCOÇO
Devidamente munido de papel e lápis, de máquina fotográfica ao ombro, vou ao encontro do TéTé, ex-colega na Robbilac, camarada d’armas e operador de cripto, da companhia operacional em serviço, não só em Tite, mas também em Fulacunda, Jabadá, Nova Sintra, entre outros locais. Com o objectivo, não só, para “matar” saudades, mas também para um pequeno artigo de “flashes” da vida deste companheiro, com vistas à publicação no nosso blog, respondendo também, a muitos de nós, que por ele há anos pergunta
m.
Pica Sinos …Tenho vestido uma camisa azul e calças brancas, também tenho, agora, o cabelo todo branco…, dizia-me pelo telemóvel o José Miguel, (Tétè, como um grupo restrito da área das transmissões o tratava em Tite), enquanto esperava por mim, na saída da estação, Roma, do comboio que liga a cidade de Lisboa à margem Sul.
Não te preocupes Miguel, quando nos avistarmos, não tenho a menor dúvida de que não haverá enganos! Enfim, só não nos vemos há 40 anos, não é assim tanto tempo caramba, retorqui!
E assim foi! Só a idade, o corpo e o cabelo sofreram alterações. A sua forma de estar viva, despreocupada e sorridente, apresentam a mesma postura do “puto” com quem trabalhei há muitos, muitos anos, naquela terra em África.
Pica …este encontro merece ser especial, vamos almoçar na Cervejaria Ramiro, lá em baixo junto ao Intendente, que no passado, quando pequena casa de pasto, meu pai me mandava comprar o marisco, embalado em pequenas caixas de madeira, hoje, é uma cervejaria/marisqueira das mais famosas de Lisboa, não te preocupes com o resto.
E num ambiente divido por viveiros, azulejos da viúva Lamego e, no prato, marisco variado, acompanhado necessariamente com presunto e cerveja, lá fomos conversando sobre a vida, antes, durante e depois, sobretudo das peripécias que passamos em Tite.
Sou um homem bafejado pela sorte e feliz. Adoro a minha mulher (Bolinhas) companheira de sempre. Tenho 2 filhos que me são muito queridos (um rapaz e uma rapariga) os quais me deram 2 lindos e amorosos netos, (um casal). Trabalho que me farto nas minhas 3 empresas que estão inseridas no ramo da indústria farmacêutica. Não penso reformar-me nos anos mais
próximos, mas não digas à “Bolinhas”, porque é contrário à sua vontade.
Recordarmos velhos e passados tempos. Do gozo que nos deu a construção (com o Justo) do abrigo, em toros de madeira e com terra, entre o telhado de zinco e o tecto falso do Centro de Cripto e da Oficina de Rádio.
Olha Pica, …a exemplo, quando cheguei a Jabadá, disse ao Alferes que queria um abrigo assim no Centro de Cripto, quase meia companhia ficou a trabalhar para mim.
Eh Pica, …lembras-te quando devolvemos as espingardas G3 ao Capitão Paraíso Pinto, dizendo que tais armas estavam fora do contexto da nossa especialidade?
Na verdade o que nós não queríamos era ir à revista das mesmas e com razão não dávamos um tiro com tais armas, logo revista de quê e porquê…?
…EH Miguel e tu recordas quando fui ter contigo a Fulacunda para te entregar material cripto, dois dias antes de embarcar para Lisboa, sem transporte para Tite ou Bissau, já com a Companhia a caminho do Uíge? Valeu-me o teu apoio no transporte de avião para Bissau, já que as LDM(s) que estavam atracadas, só tinham maré dias depois.
…ÓH Pica recordas como triste fiquei quando perdi o meu fio de oiro que tinha dependurado um pequeno “sexi-simbol” dos homens? Sabes o camarada das TMS, que o achou e o guardou duran
te 10 anos, teve a hombridade de o entregar quando me encontrou. Fiquei impressionadíssimo com tal gesto!
A conversa foi continuando, com a promessa de um novo encontro, com outros mais, lá para o verão deste ano. Este vosso amigo de tanto prazer e satisfação em estar com o Tétè, até se esqueceu da tarefa de o fotografar, mas não em lhe dar um forte abraço na despedida.
Pica Sinos
nesta foto o alf. Rodrigues com outros oficiais, vendo-se em frente, sentado, o cap. Vicente, também já falecido
Amigos
Recebi do Costa a seguinte mensagem:
"Amigos!
Fui contactado pela esposa (Sra. D. Maria Margarida M.Costa Rodrigues) do falecido (18 de Outubro de 2001)
Alferes JOAQUIM DE OLIVEIRA RODRIGUES, de AVANCA.
Era o responsável da oficina auto.
Ficou muito sensibilizada por receber uma carta/convite para o 20º almoço. Vai estar presente com as suas duas filhas.
Ficou também admirada por se terem lembrado dela. Será que os organizadores anteriores não enviaram convites para todos da lista?!!
Vamos receber a senhora e suas duas filhas, com toda a dignidade.
Costa"
__________________________________________
O Alf. Rodrigues era o chefe da oficina auto, onde trabalhava o sargento Araujo e o fur. Guimarães além de mecânicos, pintores e bate-chapas. Salvo erro os carpinteiros também estava sob a sua alçada. Era também o chefe de todos os condutores auto.
Do Costa recebi mais esta triste mensagem:
"Amigos!
de Agualva / Cacém

Meus Amigos e Camaradas
Na resposta ao Hipólito….
De facto é verdade que os valorosos homens das TMS de Tite, tiveram que passar por uma formação exigente e altamente qualificada, ministrada em diversos locais por este Mundo espalhados, mas não é justo esconder que outros houveram (muito poucos) que foram formados como ajudantes de prédicas, num pequeno país junto a Roma, com tirocínio tirado numa cidade integrada no Concelho de Ourém.
Reconhecidamente o pessoal das TMS, nas coordenadas que lhes foram destinadas, era gente, não só de distinta formação profissional, como também de soberba postura comportamental, a tal ponto, que 4 décadas passadas, por muitos, (sabemos que a custo), ainda lhes são reconhecidas.
Claro que há sempre em tudo na vida…um...mas!
É verdade que a par das operações “vinho do pároco”, escrupulosa e mensalmente desenvolvidas, havia quem por lá fizesse, de tempos a tempos, outras operações, estas hortícolas, não menos bem sucedidas, (ver foto do recente encontrado Silva, onde um conjunto de gente das TMS está bem equipado), que com a perícia que lhes era peculiar, quando do sucesso da captura dos diversos e suculentos artigos da horta do comandante “Hortelão”, resultava sempre festa no Centro de Transmissões.
O produto era dividido por todos e não açambarcado apenas para um!
Vem esta confissão a propósito porque, não seria correcto deixar isolado na “praça pública” tão estimado camarada, que infelizmente e apesar da sua elevada formação de IAO, nunca ganhou a coragem para partilhar, com os restantes, tal néctar, oferecendo-lhes, sim, apenas a “zurrapa” que se apoderava no refeitório.
É bem evidente que as formações, se bem que exigentes e altamente qualificadas, foram diferentes!
Nem me atrevo a solicitar outras informações lá para os lados de Valença, porque se o fizesse o sino mais uma vez soava.
Tenham um bom dia, em especial o Hipo.
Pica Sinos
Amigos!
Recebi um telefonema dum colega:
ARMÉNIO DE CARVALHO
R.Fernando Lopes Graça,17 3ºC
2725-002 TAPADA DAS MERCÉS
Telem. 912062509
A falar-me muito comovido, que nunca tinha ido a nenhum convívio por desconhecer.
Teve conhecimento pelo convite que lhe fiz, que a “malta” já se reunia, contando com este, há 20 anos!
Fiz-lhe crer que não. Portanto quem o conhecer, agradeço que lhe façam a devida recepção! (vem com a esposa)
José Costa.

Bom dia Costa,
Estou com uns amigos e aproveito para te enviar umas palavrinhas.Vi uma parte do blog e já deitei mais uma gota de “chichi” pelos olhos. Vocês são formidáveis. Aproveito também para te enviar uma foto bem quentinha, eu te enviarei uma mais antiga em breve.Podes me responder por e-mail aos meus amigos eles me transmitem, eles moram a cem metros de mim. A esposa do meu amigo e portuguesa.
Um grande abraço de vosso colega e amigo
Silva
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Recebi carta do Francisco Silva de França onde nos envia uma foto da época. Pode ser colada á outra no Blog que nos enviou há uns dias atrás.
O Rapaz está saudoso, comovido de tanta mordomia. A febre de visitar o blog é tanta que no passado dia 20 foi comprar um computador! Vai fazer um curso rápido pra começar a navegar no nosso Blog!!
Costa
Alberto Camelo
Alexandre Alves Leal
Amadeu Carvalho Contige
António Cavaleiro
António Costa Mestre
António Monteiro Vilão
António Santana Mesquita
Armando Duarte Silva Viana
Armando Figueiredo Marques
Arménio De Carvalho
Artur Carreira Guimarães
Bernardino Vieira de Almeida
Carlos Alberto Marinho
Carlos Alberto Martins Costa
Carlos Augusto Vaz Pires
Carlos Azevedo
Carlos Costa Ramos
Carlos Franc. Mag. Leite (Reguila)
Daniel Silva Pinto
Domingos Monteiro
Ernesto Bento Rosa
Fernando Botas
Fernando Simões da Silva
Fernando Vaz Alves - alf.
Francisco Costa Ribeiro
Francisco Ferreira
Francisco Ferreira Ramos
Guilherme Pinto Figueiredo
Hipólito Almeida Sousa
Ilídio Mamede Gonçalves Matos
João Da Costa Matos
João Jorge Claro
João Polónia
Joaquim Agostinho Fernandes
Joaquim Alberto Jesus Melo
Viúva do n/ alf. Joaquim Oliveira Rodrigues
Joaquim Vieira Correia
Jorge Manuel Carvalho da Silva
Jose Alberto Arrabaça
José Augusto Bezelga
José Batista Mota
José Da Horta Amador
José Da Silva Maia
José Manuel Amaro
José Manuel C. Paraíso Pinto Cap.
José Narciso Martins Costa
José Pedro C. De Sousa (o Pedro)
José Pinho Da Costa
José Simões Sequeira
Leandro Guedes
Luís Manuel Bastos S. Dias
Manuel Alberto Gonçalves
Manuel António Oliveira Pereira
Manuel Arnaldo Conceição - Régua
Manuel Mendes Flores
Manuel Moreira Fazendeiro
Manuel Oliveira Barbosa
Manuel Palma
Manuel Sousa Duque
Raul Pica Sinos
Raul Soares
Victor Manuel da Silva Barros
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nota- a negrito estão os nomes daqueles que, este ano, vieram pela primeira vez.
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