Muitos parabéns ao nosso Padeiro. Ainda hoje sinto o gosto daquele pão quentinho com manteiga, pela manhã cedo. Um abraço companheiro.
Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
-
“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
---
"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
.
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sábado, 29 de maio de 2021
quinta-feira, 27 de maio de 2021
Revista DOMINGO, do Correio da Manhã - 30 de Maio de 2021.
Caros amigos.
No próximo domingo dia 30 de Maio, o Correio da Manhã vai publicar um
artigo sobre o BART 1914. O entrevistado foi o Domingos Monteiro, que conta com
preceito a sua vida em Tite.
Obrigado caro Monteiro, ficamos a aguardar o teu depoimento.
Um forte abraço e mais uma vez Muito Obrigado.
Leandro Guedes.
sexta-feira, 21 de maio de 2021
sexta-feira, 14 de maio de 2021
O militar que queria ser Médico
"Joaquim de Jesus das Neves, nasceu em Pombal, filho de Joaquim das Neves e de Maria Augusta de Jesus. Nasce num lar com quatro filhos, onde reinava um ambiente feminino, mãe e as suas três irmãs, das quais recebia muitas afetividade e atenções, era o benjamim da família.
Fernando de Almeida"
quinta-feira, 13 de maio de 2021
Adelino Ramiro Dias Neto - faleceu a 13 de Maio de 1968
"NOVA SINTRA – O PÃO QUE O DIABO AMASSOU
O saudoso Ramiro Neto, destacado na cozinha do nosso
Batalhão, dias antes da partida, disse: - …Meu Capitão Paraiso Pinto, eu tenho
muito medo, não me deixe ir para N.Sintra, tenho um mau pressentimento… -
…Não sei? Vou falar com o Comandante, logo te digo…respondeu-lhe
o Capitão. –
…Então meu Capitão já tem resposta para mim? –
…Tenho! O Comandante não abre excepções. Vão todos. Ninguém
fica para trás…olha que insisti bastante…não consegui demovê-lo!
Aquando da flagelação IN, 7 dias depois de estacionadas as
NT em Nova Sintra, o nosso bravo camarada morreu. Morte originada pelo
estilhaço do rebentamento de uma granada de morteiro. Pensava ele estar
protegido pela tampa da chapa de bidão, que colocou na vala-abrigo construída.
O fragmento entrou pelo único buraco que deixou aberto. Foi a 13 de Maio de
1968.
Quem esteve por lá sabe que, na zona operacional do comando
do Bart 1914, a tabanca de Tite, que ladeava a sul e a norte o aquartelamento
das NT, era (a seguir a Bissássema com dimensão para além do triplo), o maior
agregado populacional desta área, seguindo-se os das regiões de Jabadá e
Fulacunda.
Também é do conhecimento que esta dispersão populacional,
contornada por rios, bolanhas e matas, rica no cultivo orizícola, em pecuária
(bovino) e na suinicultura (suínos), possibilitava, ao IN, grande mobilidade no
desencadear acções de guerrilha, para flagelação aos nossos aquartelamentos,
para controlo demográfico e político-administrativo das populações.
Consequentemente, ainda permitia sacar, das populações, farto abastecimento em
géneros e roupas (panos), e elevado recrutamento de carregadores. Com vistas a
desencadear as já citadas flagelações, com armas pesadas, às nossas posições
aquarteladas na região, nomeadamente em Tite, Enxudé, posto avançado e porto fluvial
de Tite, Jabadá, Fulacunda, Empada e ainda em S. João, destacamento avançado de
Bolama. Assim como na montagem de emboscadas, colocação de minas e armadilhas
com vistas a barrar ou mesmo anular o avanço no território das NT. Toda esta
magnificência operacional do IN, obrigava, no ponto de vista militar, a
implementar um vasto e variado conjunto de operações, que foram em número de
117, até à ocupação do terreno de N. Sintra, visando desobstruir estradas e
caminhos há muito emaranhados por denso matagal, possibilitando fácil acesso
das NT ao patrulhamento, batidas, emboscadas e outras acções de confronto, com
vistas ao enfraquecimento e despejo do IN da região.
Desobstruídas as estradas de terra batida, reparados,
reconstruídos ou mesmo construídos os pontões, permitiu utilizar outros meios,
até aí impossibilitados, nomeadamente os carros de combate – Daimlers – (jeeps
blindados) e de transportes das tropas em viaturas ligeiras e pesadas,
concludentemente a uma mais rápida ligação aos aquartelamentos implantados na
região, proporcionando eficazes controlos territoriais e populacionais, fixar
tropas e materiais de engenharia no terreno, nomeadamente em Nova Sintra,
visando a construção de um novo quartel.
Dos nossos opositores, todas estas acções não podiam ficar
sem resposta. Detentores do território, organizados, bem armados e municiados,
procuravam, energicamente, impedir a progressão das NT, montando, por efeito de
nomadização, várias emboscadas, colocando dezenas de minas no terreno e
granadas accionadas por fio de tropeçar. Destruíram, por várias vezes, os
pontões já implantados, colocavam abatizes armadilhados, obstáculos
constituídos por grossos ramos de árvores, fortemente ligados ao solo com as
extremidades aguçadas, tudo obviamente com vistas ao impedimento da progressão
das NT.
Cumulativamente desencadearam, aos diversos aquartelamentos
e posições agrupadas nas regiões afectas (exemplo Bissássema), 47 flagelações,
com destaque para Fulacunda e Tite, causando às NT, até ao final de Março de
1968, 8 mortos (2 por afogamento) cerca de meia centena de feridos, alguns de
muita gravidade e com necessidade de serem evacuados para o continente, e ainda
3 capturados.
Sabemos que as moedas têm duas faces, as guerras também. Até
ao começo da implementação do quartel em Nova Sintra, – Maio de 1968 – nas
operações, de diverso tipo, desencadeadas pelas companhias aquarteladas em
Tite, Jabada, Fulacunda, Empada, pelo destacamento de S.João e por Companhias
de Pára-quedistas (2 vezes), estima-se que foram mortos 128 guerrilheiros,
feridos, mais do dobro, presos ou capturados 117, dos quais foram soltos por
falta de interesse estratégico/militar 112. Destruído 3 de acampamentos
militares, 12 canoas e capturadas várias toneladas de material de guerra,
pesado e ligeiro, onde se inclui 1 canhão s/recuo.
Nestas fotos estão a imagem do Neto, no cemitério e a outra é da placa de Homenagem que já está pronta mas que por causa do covid ainda não foi possível colocar na campa.
Após 50 anos o Hipólito conseguiu encontrar a campa do nosso amigo no cemitério de Penamacor, concelho de Paços de Ferreira, tendo falado com a familia e conseguido autorização para a colocação da placa. Obrigado ao Pica Sinos e ao Hipólito.
Leandro Guedes.
quarta-feira, 12 de maio de 2021
O BELO E O BONITO
Hoje, a todos, em jeito de soneto - ideado já a 3 de Janeiro -, aqui vos deixo a diferença que me vai na alma, o sentir-aquilatar de algo que afirmo ou aprecio como Belo e, de idêntico pé, o que apenas digo ser bonito! Não sei se me acompanhais, mas é o meu modo de 'olhar' para o que me rodeia.
Fraterno, muito amigo abraço.
(LMD, 11.05.21)
-
Parti, então, à leitura breve:
---
Diz-se das coisas, todas, e das pessoas
Que belas são, olhando-as como tais
Enquanto entes-corpos, bens materiais,
Por máximo prazer, ou agrado, se boas.
-
Do bonito, com ‘’b’’ pequeno a toar,
Algo se diz de bem menor, a amar
Se, às vezes, melhor se não topar
Nem domínio da arte nele se achar.
-
Breve, então, expressa fica a dicotomia
Em qualquer soído, conexa algaravia,
Ou alto linguajar erudito, persistente.
-
Noção do Belo retemos aumentativo,
Diverso é o senso do bonito: diminutivo.
Vale um mais; outro, apreço tem cadente.
-
LMD, 03.01.21.
sábado, 8 de maio de 2021
Nova Sintra - uma permanência feita de sofrimento, sangue, suor e lágrimas
CCaç 2314 - Age Quod Agis
21 h ·
NOVA SINTRA – GUINÉ
Faz hoje 53 anos que foi o início do aquartelamento de Nova
Sintra, na Península de Gantangó, Guiné Portuguesa.
Na madrugada de 6 de Maio de 1968, a CCAÇ 2314 e a CART 1802
saiam de Tite e São João, respetivamente, com destino à região de Nova Sintra,
para a construção de um aquartelamento.
A CCAÇ 2314 atinge o objetivo, pelas 9 horas e 30 minutos e
a CART 1802, pelas 15 horas, com uma coluna de 17 viaturas carregadas de
material diverso necessário à sua construção, que ocorreu até 31 de maio.
Esta acção tinha tido inicio com trabalhos de abertura e
desmatação da estrada que ligava Tite a Nova Sintra, entre 17 de março e 4 de
Maio de 1968 e as operações de reconhecimento em 19, 23 e 30/31 de março.
A CCAÇ 2314, a 31 maio 1968, regressa a Tite, fazendo-se
acompanhar de 5 viaturas GMC, tendo atingido Tite pelas 9 horas, sem qualquer
contato com o IN e a Cart 1802 permaneceu em Nova Sintra.
Esta permanência em Nova Sintra foi bastante penosa quer
para a CCac 2314 bem como para a CArt 1802, onde sofreram ataques ao
aquartelamento em 10MAI, com um morto soldado nativo e 10 feridos, a 12, 14 e
19 de Maio, sem consequências, e finalmente no dia 26 de Maio com um ferido.
Outras companhias se seguiram no melhoramento das condições
e defesa destas instalações.
Assim, verificamos que no historial de Nova Sintra, consta:
- O aquartelamento foi construído pela CCAC 2314 e pela Cart
1802 entre 6 e 31 de Maio de 1968;
- A Cart 1802, ‘Os Pioneiros de Nova Sintra' permaneceram
depois até Outubro de 1968;
- A CArt 1743, esteve entre outubro de 1968 e Março de 1969;
- A CCav 2483, os ‘Cavaleiros de Nova Sintra', esteve entre
Março de 1969 e Setembro de 1970;
- A CCav 276, 'Pica na Burra', esteve entre Setembro de 1970
e 8 de Dezembro de 1970;
- A CArt 2771, os ‘Duros de Nova Sintra', entre 8 de
Dezembro de 1970 e 16 de Setembro de 1972;
- Finalmente, a 2ª CART do
BART 6520, permaneceu em Nova Sintra entre 16 de Setembro de 1972 e 17
de Julho de 1974, data em que entregou o aquartelamento ao PAIGC.
Desse dia, diz-nos Carlos Barros:
“Quando os guerrilheiros do PAIGC estavam perto do arame
farpado, portões das bananeiras, criou-se suspense de quem os iria receber. Os
furriéis Barros e Ferreira, desarmados e em calções, assumiram corajosamente
esse papel, e foram para junto do portão de acesso ao destacamento, onde os
guerrilheiros/as e a população afeta ao PAIGC entraram, conviveram connosco,
tiramos fotografias, jantaram, dormiram e afinal cheguei a uma conclusão: -
Eles e nós estávamos fartos da guerra e desejávamos a paz e, acima de tudo, a
libertação da Guiné”.
Diz-nos, também, que ajudou a oferecer livros e outras
lembranças, tendo sido para ele ‘um momento marcante da história da Guerra
Colonial, em Nova Sintra’.
Ajudou a arrear a bandeira portuguesa, mas o PAIGC não
hasteou a sua porque não tinha bandeira.
Ficou com uma recordação dessa bandeira portuguesa da qual
guardou dois pedaços como lembrança da História Real ou Virtual da Guerra.
Bandeira que já estava em muito mau estado, diz ...
Uma das fotografias, publicada por José Pires, é um
documento histórico da entrega formal do quartel de Nova Sintra (BART 6520 de
Tite) ao PAIGC, em 17 de Julho de 1974, onde vemos o Alf. José Pires, o Ten.
Cor. Almeida Mira e o Cap. de Nova Sintra, pela parte portuguesa.
O Furriel Miliciano Carlos Barros, da 2ª. CART do BART 6520, relata-nos assim como foram os
últimos dias da presença portuguesa em Nova Sintra, na Província Ultramarina da Guiné, situada na região de
Gantangó, Quinara.
Este relato é ‘o princípio e o fim” de uma permanência feita
de sacrifícios, sangue, suor e lágrimas e até da própria morte, quer do lado
das Forcas Armadas Portuguesas, quer do PAIGC.
Nova Sintra estava situada na parte sul do Setor de Tite, na
Península de Gantangó, Quinara. Era uma
região abundante em cajueiros e mangueiros, onde se fazia o cruzamento da estrada
internacional que tinha início no
Enxudé, porto no rio Geba, e ligava Tite a Bolama por São João e Fulacunda até
Buba e Catió.
Presentemente, segundo informações, o local encontra-se
completamente abandonado e as instalações desaproveitadas cobertas pelo mato.
Gouveia, 6 de Maio de 2021.
Cor. JMPTrabulo
sexta-feira, 7 de maio de 2021
Nova Sintra - As Memórias
CCaç 2314 - Age Quod Agis
Ontem às 11:51 ·
NOVA SINTRA – GUINÉ
Foi na madrugada de 6 de Maio de 1968 que a CCAÇ 2314 partia
do aquartelamento de Tite rumo à região de Nova Sintra, em Gantangó, onde
chegou pelas 9 horas e 30 minutos para ali construir um novo aquartelamento em
conjunto com a CART 1802 que também tinha saído do aquartelamento de São João,
tendo chegado, cerca das 15 horas, acompanhada de 17 viaturas carregadas de
material diverso para a construção do Quartel.
Aberto o itinerário de Tite para Nova Sintra entre 17 de
março e 4 de Maio de 1968 e terminados os trabalhos de abertura e desmatação e
as operações de reconhecimento em 19, 23 e 30/31 de março, ali permaneceu onde
nomadizou, com a finalidade de construir uma proteção afastada aos trabalhos do
novo aquartelamento e coadjuvar a CArt 1802 na construção e na defesa do novo
aquartelamento onde aquela companhia ficaria instalada.
A CCAÇ 2314 esteve em Nova Sintra entre 06 maio a 31 maio
1968, data em que regressou a Tite, fazendo-se acompanhar de 5 viaturas GMC,
tendo atingido Tite pelas 9 horas, sem qualquer contato com o IN.
A Cart 1802 permaneceu em Nova Sintra.
Esta permanência em Nova Sintra foi bastante penosa, quer
para a CCac 2314 bem como para a CArt 1802, onde sofreram ataques ao
aquartelamento em 10MAI, com um morto soldado nativo e 10 feridos, a 12, 14 e
19 de Maio, sem consequências, e finalmente no dia 26 de Maio com um ferido.
Por ali, outras companhias permaneceram para a 2ª. CART
do BART 6520, fazer a passagem do
destacamento de Nova Sintra de Portugal para o PAIGC, no dia 17 de julho de 1974.
6 de Maio de 2021.
Cor. Pais Trabulo
terça-feira, 4 de maio de 2021
O casamento de D. Emilia e Pica Sinos - há 50 anos.
Na igreja da aldeia do Pombalinho em pleno coração do Ribatejo, Aos quatro dias do mês de Maio de 1969, faz 52 anos, que se celebrou o casamento entre o Raul Pica Sinos e a Maria Emília
São 52 anos de amor e de felicidade, Com altos e baixos é
certo mas sempre com entendimento mútuo, estima e respeito.
Deste amor nasceram duas filhas que adoram. A Sofia e a
Catarina, que os brindaram com três filhotes.
Hoje com 75 anos de idade esperam viver com felicidade e
saúde até que a morte os separe.
Carlos Bernardes, por José Luis Patrício
Carlos Bernardes, (11-03-1968 – 03-05-2021)
Fiquei triste, quando soube do falecimento de Carlos
Bernardes.
Um dia, em uma ou duas linhas referi-me negativamente à sua
tese de doutoramento, que me pareceu não ser adequada à obtenção de tal grau…
Acrescentei a pergunta, mais ou menos nestes termos: «Mas que necessidade terá
um bom presidente de Câmara de ter um doutoramento?» Foi com mágoa que o fiz,
já então tinha boa impressão dele e continuei a ter, depois.
Senti tensão, para dizer o mínimo, perante a tragédia que
envolveu o seu desaparecimento, que toca a todos, como membros da mesma
comunidade. O texto que transcrevo do «momento de reflexão» de Carlos
Bernardes, em aparente postura de luto premonitório (ver vídeo divulgado por
TORRES VEDRAS ANTIGA), é impressionante.
As palavras que seguem são reproduzidas na sua oralidade, o
que deve perdoar algum aparente erro. Merecem ficar na memória dos torrienses.
Tínhamos Homem…
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
(Transcrição do vídeo publicado em 4 de Maio de 2021)
Sempre quero partilhar convosco uma pequena reflexão que…,
daquele homem que está à vossa frente, que tem cinquenta e dois anos, se deus
quiser dia onze de Fevereiro faço cinquenta e três…, nasci na maternidade
Alfredo da Costa, vivi até aos oito anos em Caneças, os meus pais nasceram no
casal das Naculas e no casal Cochim na freguesia da Silveira, são pessoas
honradas… e a honra das pessoas… não podem ser… desta forma. E com oito anos
viemos, vivíamos em Caneças e viemos viver para o Turcifal, onde vivemos até
aos dias de hoje. Foi aí que fez até à minha primeira quarta classe e depois
fiz os meus estudos até ao ensino secundário, onde terminei a minha actividade
enquanto aluno. O meu pai teve uma doença grave em 1987 e vi-me obrigado a ir
trabalhar. E esta pessoa que está na vossa presença, com dezanove anos, era
responsável por um conjunto de actividades profissionais que hoje tenho muito
orgulho de as ter exercido. Por um lado, especializei-me enquanto medidor
orçamentista, e foi aí que comecei a minha carreira na Câmara Municipal de
Torres Vedras, com dezanove anos…, mas também com dezanove anos tive que ir à
procura de ganhar mais dinheiro, para sobreviver e ajudar a minha família e com
essa tenra idade já coordenava transporte internacional entre Lisboa, Málaga,
Torremolinos, onde fui responsável por essa linha durante sete anos no grupo
Euro Lines, onde a empresa Intercentro era uma das associadas para o qual
estava o meu serviço. Nessa minha vida, tive oportunidade, ainda, de, face aos
escassos recursos, ser desenhador na área da electricidade no gabinete do
arquitecto Joaquim Esteves, da nossa cidade, onde aí após o serviço laboral de
sair às cinco da tarde até à meia-noite, uma, duas da manhã, produzia desenho
técnico de electricidade até aos meus vinte e cinco anos. O período em que
trabalhei no grupo Euro Lines, onde, para além de ser responsável pela linha
Lisboa-Torremolinos, transportei milhares e milhares de pessoas, comuniquei com
muita gente, muitos contactos, e comecei a realizar, enquanto homem. E nessa
dimensão, tive oportunidade de no período da minha vida dos dezanove aos vinte
e cinco, entre o mês de Maio e o mês de Outubro, trabalhar ininterruptamente
todos os dias da semana, os sete dias da semana, entre as oito da manhã,
sensivelmente, e a meia-noite. E, portanto, aquilo que é trabalho, aquilo que é
dedicação, aquilo que é abnegação o Carlos Bernardes tem feito isso ao longo da
sua vida. E ao longo da sua vida teve oportunidade de contrair matrimónio e ter
um filho, quando tinha vinte e cinco anos. Portanto, desse ponto de vista, é
assim que a vida vai evoluindo e podermos fazer aquilo que gostamos. E nesse
mesmo percurso tive oportunidade de ser dirigente desportivo, tive oportunidade
de ser autarca de freguesia, autarca dum concelho vizinho, autarca em Torres
Vedras e, com quarenta anos, decidi voltar a estudar. Dos quarenta aos quarenta
e sete fiz a minha licenciatura, fiz o meu doutoramento e sempre depois da hora
do serviço, nunca colocando o serviço em causa, nunca deixando nada para trás.
E, digamos, o percurso de vida continuou e foi com muito gosto que nesta mesma
sala no dia 1 de Dezembro de 2015 que assumi a presidência da Câmara Municipal
de Torres Vedras. Em 2017, fui com a minha equipa eleito presidente da Câmara
Municipal de Torres Vedras. É para mim um enorme orgulho, uma grande abnegação
poder enquanto cidadão ter uma missão pública, de prestar aquilo que nós, do
ponto de vista do ser humano podemos fazer, dar algo ao próximo. E é nessa
dimensão que efectivamente hoje aqui estou a partilhar convosco este momento de
reflexão…
Dr Carlos Miguel fala sobre Dr Carlos Bernardes
"O Carlos Bernardes faleceu...
Foi ontem, segunda feira, quando regressava de Belmonte que
o telemóvel tocou e o Comandante Barão, com dificuldade, deu a triste noticia.
São longos segundos vazios, preenchidos de imagens e uma dor
de alma imensa.
Entrei para o executivo da Câmara em 2002, como número dois
do Jacinto Leandro e, nessa altura, desafiamos o Carlos Bernardes, então Vereador no Sobral, a integrar a equipe e a assumir o pelouro das
obras municipais.
Em 2004, depois da inauguração do Parque Verde da Várzea o
Jacinto Leandro renúncia ao mandato, eu assumi a presidência e o Carlos
Bernardes foi por mim nomeado Vice Presidente, cargo que manteve até 2015,
altura em que passa a Presidente, com a minha ida para o Governo.
Foram treze anos de muito trabalho, muita lealdade, muita cumplicidade,
muita camaradagem, muita realização.
O Carlos Bernardes foi o melhor Vice que um Presidente pode
ter e eu tive essa felicidade.
Fazedor incansável,
sempre pronto e disponível, competente, hábil a lidar com situações
inesperadas e com uma paixão enorme pela nossa terra. Era um elemento
determinante na equipe.
Se eu e a minha equipe fomos felizes no exercício dos nossos
mandatos, muito devemos ao Carlos Bernardes.
Assumiu a presidência da Câmara em 2015, fez naturais
ajustamentos na equipa que lhe era mais próxima e continuou a fazer aquilo que
sabia fazer: trabalhar por Torres Vedras.
Aliás, o seu lema era: trabalhar, trabalhar, trabalhar.
E esse trabalho vê-se na cidade, vê-se no concelho e é reconhecido.
Recentemente tivemos alguns desencontros políticos pela
forma e pelo tempo, como a lista do PS à Câmara foi elaborada e apresentada.
Porém, este desencontro não esvazia nem ofusca os
muitíssimos encontros que tivemos ao longo da nossa vida autárquica.
Torres Vedras e os Torrienses perdem o homem e o autarca que
melhor conhecia o Município.
Todos estamos desolados e ocos, embora cheios de boas
lembranças.
À Angélica e ao Rafael, aos pais do Carlos Bernardes, um abraço fraterno, solidário, amigo...
Ao Carlos Bernardes,
obrigado por tudo e até um dia destes...
Carlos Miguel"
Carlos Bernardes - cerimónias fúnebres
O corpo do presidente Carlos Bernardes chegará esta quarta-feira, dia 5 de maio, à Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Torres Vedras. O velório público decorrerá das 18h00 às 22h00 de quarta-feira e das 9h00 às 10h30 de quinta-feira na nave principal da igreja.
Torres Vedras, onde será prestada homenagem. A cerimónia será transmitida online em direto no site e redes sociais da autarquia.
in boletim da CMTVedras
Carlos Bernardes, o Homem
Carlos Bernardes, o Homem!
Torres Vedras
entardeceu, em choque, na tarde desta 2ª feira.
O Presidente da
Câmara tinha falecido, em circunstâncias ainda não devidamente esclarecidas,
embora tudo aponte para suicídio.
Antes de ser
presidente, conheci Carlos Bernardes noutras ocasiões.
Em três delas,
por volta de 1990, realizámos juntos três visitas de estudo com alunos de
Torres Vedras, uma a Sevilha, outra a Ceuta e outra à Mealhada, Almeida e
Salamanca, eu como professor acompanhante de turmas e alunos, no primeiro caso,
e como júri de um concurso sobre as invasões francesas nos dois outros, ele
como responsável da Câmara.
Carlos Bernardes foi sempre um simpático, alegre e bom companheiro, e , desde então, sempre nos
fomos encontrando por aí, com respeito e amizade.
Mais tarde, já
com ele como vereador, tive a honra de ser seu professor numa disciplina de
História da Arte da licenciatura de Turismo, revelando-se aluno inteligente,
atento, curioso e empenhado, homem alegre e simples, mas já então um pouco
tímido, tratando-me sempre, a partir daí, de forma carinhosa, com um “como vai
professor?”.
Não partilhando
as mesmas posições política, embora não tão distantes como isso, tal nunca
impediu uma relação de respeito mútuo.
Cometeu alguns
erros, como o de se deixar deslumbrar pelo título de “Doutor”, mais por
ingenuidade e para se afirmar no meio de “tubarões da política”, do que pela
necessidade real de provar o quer que fosse.
De facto, ele
não precisava do “título” para chegar onde chegou. Bastava o seu entusiasmo,
entrega e empenho em tudo o que fazia na Câmara, em prol daquilo que ele
acreditava que era o melhor para os torrienses.
Foi um
empenhado militante em defesa das questões ambientais, muito antes de estas se
tornarem a “moda” nos nossos dias.
Apesar dos
erros, deu sempre provas de uma grande
entrega à comunidade, como se revelou neste últimos meses pelo modo como
dirigiu o combate local à epidemia, o que lhe custou ter sido ele próprio contaminado e sofrer um grave acidente de automóvel, devido
ao desgaste do stress causado pela grave situação sanitária em que vivemos.
Por trágica
ironia, quis o destino que um dos seus últimos actos públicos tenha
sido a inauguração do popularmente designado “Museu do Carnaval”, uma causa que
o motivava e onde colocou todo o seu empenho e entusiasmo. Mesmo assim não
escapou à polémica.
Ultimamente,
vivia uma situação de grande desgaste político, devido a cisões no seio da sua
família política e a um confronto directo e violento com elementos da sua
vereação.
Teve razão em
afastar uma vereadora, por suspeitas, não esclarecidas e provavelmente
infundadas, de corrupção, quando devia ter sido a própria vereadora a colocar o
seu lugar à disposição, até ao devido esclarecimento dos factos , mas falhou ao
não permitir, ou outro por si, o devido esclarecimento público da situação.
A tudo isso
temos de juntar o efeito nefasto das redes sociais, onde, em vez de se
discutirem ideias e projectos e se recorrer à crítica fundada, Carlos
Bernardes, homem sensivel, era vítima constante de autêntico “bulling”, com
ataques e insultos boçais e tentativas de humilhação pessoal.
Estes eram
alguns dos momentos tensos que se viviam em Torres Vedras, que podem ter
contribuído para uma situação de excessivo strees, que conduziu a tão trágico
desfecho.
Como cidadão,
espero que os motivos próximos desta tragédia sejam devidamente esclarecidos.
Como amigo,
ficarão sempre na memória os momentos de leal e são convívio vividos no
passado.
Que tenha
encontrado a paz que procurava.
Os sentidos
pêsames à família.
Venerando Aspra de Matos
do blog Pedras Rolantes”
Faleceu o Presidente da Camara Municipal de Torres Vedras, Dr Carlos Bernardes
É com grande pesar que assistimos à partida abrupta de quem
tanto sonhou e trabalhou para elevar a nossa cidade e concelho.
AUTITV solidária na dor, manifesta à família enlutada,
sentidas condolências por tão grande perda.
Obrigado Exmo Senhor Presidente Carlos Manuel Bernardes pela
consideração e amizade que sempre manifestou pela AUTITV.
O seu nome não será esquecido!
Descanse em Paz.
Tite é uma memória em ruínas que se vai extinguindo ...
Partilhado do Facebook da CCaç 2314 - Age Quod Agis, a quem agradecemos
Tristezas de Tite que o tempo nos trás e os naturais não
souberam aproveitar... como nos documentam as fotos de Francisco Silva e o
comentário de Floriano Rodrigues, do BART 6520/72:
Quando "Tite é uma memória em ruínas, que se vai
extinguindo á medida que cada um de nós partir para "outra comissão"
e quando isso nos acontecer a todos seremos, nós e Tite, uma memória que apenas
existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história..."
segunda-feira, 3 de maio de 2021
Bissássema e o Doutor Camais Blinque Nafanda
Do blog da CCaç 2314 - Age Quod Agis, partilhamos a seguinte noticia e a quem agradecemos:.
O DESTINO…
de CAMAIS
BLINQUE NAFANDA
Como tem
sido referido, na madrugada de 3 de fevereiro de 1968, o PAIGC obrigou uma
força do Exército Português a abandonar a tabanca de Bissássema que ocupava, há
três dias.
Há anos
soube através do ex-furriel Fernando Almeida que conhecia e era amigo de um
guineense que terá nascido nessa data. Que era médico e vivia em Londres.
Vim a saber
pelo próprio o sucedido e que se trata de Camais Blinque Nafanda, atualmente,
médico cirurgião ortopédico e traumatologista.
Referiu que
sua mãe, grávida, teve que fugir aquando do ataque a Bissássema. Andou cerca de
10 kms a pé e foi até Foía onde deu à luz uma criança de sexo masculino na
madrugada de 4 de Fevereiro de 1968, ao qual deu o nome de Camais Blinque
Nafanda.
Nafanda
trabalhou no hospital Pedro Hispano, de 21 de outubro de 1999 a 2 de Fevereiro
de 2009, e no hospital São Pedro, em Matosinhos, de 23 de Outubro de 2001 a 2
de Fevereiro de 2009 e no hospital Santa Maria Maior, em Barcelos, de 1 de Dezembro de 2009 a Dezembro de 2013.
As
consequências de uma guerra e a sua força de vontade modificaram uma vida…
Sobre a
Guiné-Bissau, diz-nos:
"Na
minha opinião conseguir um sistema político que possa adequar as nossas
realidades socio-políticas, podia ser uma alternativa válida a este ciclo
vicioso da crónica Instabilidade que o país está mergulhado há mais de duas
décadas e sem fim à vista.”
10 de Março
de 2021.
JT
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Esta é a
história dum menino de Tite, que ao que percebo chegou até nós através do nosso
amigo Fernando Almeida da CCAÇ 2314 e cujo sucesso se deve à persistência e
consciência de sua Mãe. Faz-me lembrar o nosso saudoso amigo Embaixador Malan
Djassi, cuja história é muito semelhante - também ele ficou a dever o seu
sucesso à consciência e empenho de sua Mãe. Grandes Mães, grandes Senhoras. E
todos nós sabemos como era dificil naquele ambiente de guerra, alguém ter
objetivos de futuro e ter consciência suficiente para retirar os filhos daquele
meio e encaminhá-los para estudar, para a vida. Bem hajam !
Outras histórias haverá de outros meninos de Tite.
Capitão Paraíso Pinto agradece
O nosso capitão Paraíso Pinto, encarrega-me de agradecer a
todos os amigos que se lembraram dele no dia do seu 87º aniversário, através de
mensagens do telemóvel, de "gostos" no facebook e também àqueles que
lhe telefonaram. Para todos manda um abraço com votos sinceros de boa saúde.
domingo, 2 de maio de 2021
O nosso capitão Paraíso Pinto faz hoje 87 anos.
O nosso capitão Paraíso Pinto faz hoje 87 anos. Bonita idade.
Para o nosso capitão um grande abraço de parabéns e que
continue com saúde são os nossos mais sinceros votos.
Um grande abraço.
Leandro Guedes.
Parabéns Joaquim Caldeira
Parabéns Caldeira, que contes muitos mais anos, com saúde são os nossos votos.
Um grande abraço.
Leandro Guedes.
Dia da Mãe
Feliz Dia da Mãe, que hoje comemoramos com este belo poema do Luis Manuel Dias. Obrigado Luis. Um abraço.
DIA DA MÃE - o soneto: ''ÀS ESTRELAS-MÃES'' !
Celebrámo-lo, como é sabido, em cada primeiro Domingo de
Maio.
Assim, deixei correr a pena em versos porventura toscos, ao
jeito de soneto, em mui modesta mas fundamente sentida homenagem à minha (que
já lá está!) e a todas as Mães do Mundo.
Aí tendes, para lerdes e avaliardes a provável valia, Amigos
do coração:
ÀS ESTRELAS-MÃES!
Suplico-vos, em verso curto, simples, oh, luminares belas,
que as palavras fúteis não tomeis por lantejoulas
e, dentro em breve, derramai em mim chuvas de estrelas,
enquanto figas faço às pragas de velhas mouras!
-
Oh, vós, que no denso, espavorido frio sincelo
das pardas, tristes noites, nevoentas,
me fostes pôr, desarremediado e a descoberto,
longe de querido abrigo, sem mantas!
-
Dai-me, vos requeiro, total sossego, da alma paz,
surripiai brilho às vossas irmãs estrelas
para mo dardes, Mães, com vibrantes cores belas!
-
Então, sim, dotado já em pleno da luz,
armado do acutilante, dourado dardo-cintilo delas,
me levai da Terra, enebriadamente aflux!
LMD, 01.0521.
sexta-feira, 30 de abril de 2021
Faleceu José Batista da Mota
É com pesar que vos informo que O Mota faleceu.
Falei há pouco com o seu filho José, que me contou que o seu Pai,
se sentiu mal um mês antes da Páscoa, foi hospitalizado e faleceu
no Domingo de Páscoa.
O Mota pertencia à equipa dos condutores-auto.
As nossas sentidas condolencias à familia.
Que descanse em Paz!
Pelotão Daimler 2044 - 1º. cabo Cardadeiro
Bom dia amigos
Falei hoje com o Cardadeiro, que era 1º. Cabo do Pelotão
Daimler 2044 e que fazia parte daquela lista que me enviaste há tempos. Mora em
Olho Marinho, concelho de Óbidos e o telefone é 915 685 879. O Cardadeiro
trabalhava na Messe de Oficiais.
Estivemos a falar sobre várias coisas.
Disse-me que faleceram dois em combate, já depois de virmos
embora: Manuel Bernardo Sequeira e José Jacinto Costa Dias, vitimas duma mina
anti-carro que partiu a Daimler em duas. Entretanto depois do regresso já
faleceu o Joaquim Matos Bernardino. Ficou muito admirado por o alf. Vaz Pinto
já ter falecido em 2006. Não sabia.
Diz que tem um pequeno livro que foi feito, talvez pelo alf.
Vaz Pinto e que me vai enviar para acerto de datas.
Posteriormente vamos dar uma ajuda para elaborarem o Livro
de Memórias deles.
Disse ainda que está muito interessado em participar em
almoços do BART.
Manda um abraço para todos os companheiros de Tite.
Obrigado pela tua ajuda, Hipólito
Abraço.












































