"Portugal reconheceu a independência da República da
Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974. Para trás, ficavam mais de onze anos de
combates. Ao contrário de Angola e de Moçambique, a Guiné era pequena e pobre.
Era também insalubre. Quando a CUF se viu forçada a suspender a sua atividade,
a colónia deixou de ter qualquer valor económico. No entanto, os responsáveis
políticos portugueses acreditavam que uma independência abriria as portas às
restantes. Era a teoria do dominó. Para manter a Guiné sob a sua bandeira, o
estado português obrigou-se a um esforço militar claramente desproporcionado ao
tamanho e à importância do território. Apesar disso, por altura do 25 de Abril,
a guerra da Guiné era a única que o nosso país estava em vias de perder. O
desgaste produzido por um conflito prolongado e sem fim à vista lançou o descontentamento
no seio das forças armadas portuguesas. O regime ditatorial acabou por ser
derrubado por não ter sabido negociar a questão colonial.Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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terça-feira, 21 de janeiro de 2020
A guerra da Guiné
"Portugal reconheceu a independência da República da
Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974. Para trás, ficavam mais de onze anos de
combates. Ao contrário de Angola e de Moçambique, a Guiné era pequena e pobre.
Era também insalubre. Quando a CUF se viu forçada a suspender a sua atividade,
a colónia deixou de ter qualquer valor económico. No entanto, os responsáveis
políticos portugueses acreditavam que uma independência abriria as portas às
restantes. Era a teoria do dominó. Para manter a Guiné sob a sua bandeira, o
estado português obrigou-se a um esforço militar claramente desproporcionado ao
tamanho e à importância do território. Apesar disso, por altura do 25 de Abril,
a guerra da Guiné era a única que o nosso país estava em vias de perder. O
desgaste produzido por um conflito prolongado e sem fim à vista lançou o descontentamento
no seio das forças armadas portuguesas. O regime ditatorial acabou por ser
derrubado por não ter sabido negociar a questão colonial.quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
Memórias de uma Guerra ... Tite!
Memórias de uma guerra... Tite!
Aqui em 23 de janeiro de 1963 o PAIGC iniciou a luta armada
com um ataque ao quartel de Tite, com a vinda de elementos a partir de bases na
Guiné - Conakry.
Eram pouco numerosas as tabancas desse Sector que se
encontravam habitadas. Entre elas, podiam considerar-se sob controlo das tropas
portuguesas apenas a tabanca de TITE.
A CCaç 2314 ali permaneceu durante dois períodos, de janeiro
a agosto de 1968 e de junho a novembro de 1969, data em que regresou à
Metrópole. Como registos de interesse, verificou-se a tragédia de Bissassema,
em fevereiro de 1968, e a dematacação e abertura do itinerário entre Tite e
Nova Sintra para a instalação do aquartelamento, em maio de 1968. A sua
permanência foi como companhia de intervenção do BArt. 1914.quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Memórias duma Guerra
Depois de cinco dias de viagem, navegando no Oceano
Atlântico, após a saída de Lisboa, a 15 de janeiro de 1968, o navio TT “UIGE”
chega a Bissau, na Província Ultramarina da Guiné, transportando um contingente
de tropas, onde estavam incluídos os militares da CCAÇ 2314 que teria como
destino o aquartelamento de Tite, na região de Quinara, a sul do rio Geba.
Assim, no dia seguinte, 16 de janeiro, por volta das 21
horas e 20 minutos, um Grupo IN, não estimado, flagelou com várias armas
ligeiras e pesadas, durante 10 minutos, o aquartelamento de Tite, sem
consequências, não só para as “boas vindas”, mas para dizerem que eles estariam
por ali. Mal eles sabiam que teriam ali na CCAÇ 2314, um “osso duro de roer …”sábado, 11 de janeiro de 2020
Parabens Domingos Monteiro
José Justo comentou o trabalho de Mariana Leal com o Pintassilgo.
comportamentos e situações graves de certos apoios logísticos reais e escondidos, de fazendeiros do interior, às forças dos movimentos nacionalistas de guerrilha.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
Contador de visitas ou visualizações está avariado.
Inexplicavelmente o contador de visitas do Blog, deixou de funcionar, apesar de estar exposta a informação de que está activo.
Um abraço.
Leandro Guedes.
Há 54 anos atrás, assentamos praça
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
Lembrando o Pintassilgo... pelo Pica Sinos
Mariana Leal entrevistou o Eduardo Pintassilgo.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
Faleceu o Eduardo Pintassilgo
sábado, 4 de janeiro de 2020
BOM DIA DE REIS PARA TODOS.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
Parabéns Joaquim Agostinho Fernandes
Para ti companheiro um grande abraço e votos de boa saúde.
MUITOS PARABÉNS.
Leandro Guedes.
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
Sonho duma Noite de Natal... de Aquilino Ribeiro!
− Não querias mais nada?! Ele só anda pelas casas fartas,
asseadas… muito branquinhas, e hão-de ter chaminé. Não sei se sabes, ele vem
pela chaminé.segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
A passagem de Ano em 1967, em Tite... pelo José da Costa!
domingo, 29 de dezembro de 2019
A passagem de ano de 1967/1968
Nesse tempo, e antes da tropa, como Lisboeta de gema BA, já
tinha o vício dos petiscos e como, pouco a pouco, lá fui chegando a casa cada
vez mais tarde (durante anos apanhava sempre na Estação do Rossio o último
comboio, o das 2,25 h, o que adorava, pois apanhava todo o pessoal dos teatros
do Parque Mayer, no regresso a casa, depois da segunda sessão, com as lindas
coristas e principalmente com o MAX, que era um espanto de humor e boa
disposição. Eu e o grupo bilharista do
Café Nacional, tinha-mos conta aberta, a pagar no fim do mês, nalguns tascos
conhecidos e eram jantaradas de horas. O dono era galego, e a oração era sempre
a mesma “si num pagas una vez, te corro com lo porro (pau)”.sábado, 28 de dezembro de 2019
Votos de Feliz Ano Novo de 2020
Há-de vir um Natal... , de David Mourão Ferreira!
Operação Galo foi um fracasso
Mas encontrar um peru em Tite ou nos arredores era hipótese à partida
frustrada. Ninguém avistara perus. Havia sim, numa das palhotas da tabanca,
junto á pista de aviação, um galo português de elegante porte, com crista
vermelha e alta, multicolor nas penas, de bico e esporões bem afiados e, quando
cantava a anunciar o nascer do Sol, era ouvido por todos aqueles, que como eu,
por força das circunstancia estavam acordados, tal não era o seu “folgo”.sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
Homenagem do Municipio de Ovar ao nosso amigo José da Costa
Ele é numero UM no Quadro de Honra dos Bombeiros de Almada.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
O Matos no Natal de 2008
Nota - O Matos faleceu em Novembro de 2018. Paz à sua alma!





























