Nesse tempo, e antes da tropa, como Lisboeta de gema BA, já
tinha o vício dos petiscos e como, pouco a pouco, lá fui chegando a casa cada
vez mais tarde (durante anos apanhava sempre na Estação do Rossio o último
comboio, o das 2,25 h, o que adorava, pois apanhava todo o pessoal dos teatros
do Parque Mayer, no regresso a casa, depois da segunda sessão, com as lindas
coristas e principalmente com o MAX, que era um espanto de humor e boa
disposição. Eu e o grupo bilharista do
Café Nacional, tinha-mos conta aberta, a pagar no fim do mês, nalguns tascos
conhecidos e eram jantaradas de horas. O dono era galego, e a oração era sempre
a mesma “si num pagas una vez, te corro com lo porro (pau)”.Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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domingo, 29 de dezembro de 2019
A passagem de ano de 1967/1968
Nesse tempo, e antes da tropa, como Lisboeta de gema BA, já
tinha o vício dos petiscos e como, pouco a pouco, lá fui chegando a casa cada
vez mais tarde (durante anos apanhava sempre na Estação do Rossio o último
comboio, o das 2,25 h, o que adorava, pois apanhava todo o pessoal dos teatros
do Parque Mayer, no regresso a casa, depois da segunda sessão, com as lindas
coristas e principalmente com o MAX, que era um espanto de humor e boa
disposição. Eu e o grupo bilharista do
Café Nacional, tinha-mos conta aberta, a pagar no fim do mês, nalguns tascos
conhecidos e eram jantaradas de horas. O dono era galego, e a oração era sempre
a mesma “si num pagas una vez, te corro com lo porro (pau)”.
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