Parabéns ao nosso amigo Manuel Palma, que passa hoje mais um aniversário.
Votos de boa saúde e bem-estar companheiro.
Um forte abraço
Leandro Guedes.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
-
“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
---
"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
Parabéns ao nosso amigo Manuel Palma, que passa hoje mais um aniversário.
Votos de boa saúde e bem-estar companheiro.
Um forte abraço
Leandro Guedes.
Embora com atraso (o aniversário foi ontem 16/09/2021), imperdoável, envio-lhe meu caro amigo, um forte abraço de parabéns, com votos de boa saúde e bem estar, junto dos seus.
Leandro Guedes.
“Salgados da Patrícia
É bom mudar, renovar energias e trazer novos ares.
Há́ mudanças que fazem sentido acontecer e esta é uma
delas.
Finalmente chegou o momento de vos apresentar os “Salgados
D'ouro.”
Nome que escolhi para continuar este meu projeto.
Um nome que funde a qualidade do meu produto com a nossa região.”
Patricia Bezelga.
Um projeto da filha Patrícia do nosso amigo Bezelga. Boa
sorte, muito sucesso.
Castanheiro do Sul é
uma freguesia de São João da Pesqueira, onde vai ter lugar o nosso próximo
almoço do Bart 1914.
nota -Estamos ansiosos para que a pandemia termine com as restrições para vos receber nesta terra maravilhosa 👌 e finalmente voltar a juntar todos.
Patricia Bezelga."
Leandro Guedes
Boa sorte amiga, muitos sucessos!
"Roubado" pelo Caldeira a:
José D'Abranches Leitão
-
Jorge Condorcet
Ontem, ao ver este grande amigo na Vila das Aves, lembrei-me
como seria interessante contar uma das milhares de peripécias que com ele
muitas e muitas gerações de estudantes e antigos estudantes , passaram com esta
figura incontornável da Academia de Coimbra.
Senhor de uma cultura vastíssima, possuí três licenciaturas
- Farmácia, Biologia, Letras. e frequentou o 4º ano de Medicina- e passou toda
a sua vida a dar aulas de matemática no "seu" Colégio no Avelar.
O Jorge, vai factualmente a todo o lado ver a Académica.
Vi-o já este ano, em Loulé, nas Aves, e sei que tem ido aos outros sítios, só
que não fica nos lugares por onde estou.
Mas vamos aos factos.
Corria os anos dourados de 60, e o Orfeão Académico, fez uma
digressão de quase seis meses aos EUA. Sei, porque mo disseram, que alguns
elementos do orfeão, tiveram que vender algumas relíquias para poderem
sustentar os viciozinhos inerentes a uma viagem destas, principalmente com este
tempo de estadia.
Ora, e para quem conhece o Condorcet, este tem uma relação
de ódio com o Inglês (Lingua). Aliás a qualquer País que vá - eu sou testemunha
disso, já que o acompanhei por duas vezes à África do Sul, a Macau, França,
Bélgica, Holanda, Luxemburgo, etc. etc. etc. só fala mesmo em Português. Diz
ele, e muito bem, que nenhum estrangeiro que vem a Portugal, começa magicamente
a falar Português.
Pois bem, nessa digressão aos EUA, os orfeonistas tinham que
comer sempre no mesmo restaurante, que tinha um contrato com a organização.
O Condorcet, e porque não falava Inglês, aprendeu por
"osmose" a dizer " Stack with Chip's".
O "desgraçado", andou a comer durante um mês bife
com batatas fritas.
Até que um dia, farto da mesma comida, e com uma boa dose de
colestrol no corpo, encheu-se de coragem e foi sozinho ao tal restaurante.
Claro que os Orfeonistas, desconfiando da "cena"
foram espiá-lo, sem que ele os visse.
Depararam-se com o Jorge a ter esta conversa com a empregada
de balcão:
- Ó menina (Tudo em Português!!!), hoje quero uma sopinha de
feijão.
Obviamente a menina não percebeu uma única palavra...
- I don't understand.
- Tá bem. Mas veja lá se me arranja uma sopinha, mas bem
quente!!!
A rapariga estava a entrar em "parafuso", quando o
Condorcet num laivo de genialidade, se lembrou de uma frase feita em Inglês.
- Do you speak English?
A menina disse aliviada:
- Yes. Of course I do!!!
- Então, por favor, continuou o Jorge em Português, dê-me
uma sopinha de feijão.
Mais "estórias" haverá concerteza para contar
deste ícone da nossa Coimbra e da nossa Académica.
Abração Jorge Condorcet, e
Viva a Académica!!!
In " Os Pardalitos do Choupal"
Joaquim Caldeira
O nosso companheiro Mestre do Monte Fialho, passa hoje mais um aniversário.
Que tenhas muitas saúde amigo, são os nossos votos e que passes hoje um excelente dia junto dos teus familiares..
Um forte abraço.
Leandro Guedes
" Recordando…
Faz, hoje (28 de Agosto de 2021), um ano que o nosso Comandante de Companhia, Cap. JOAQUIM JESUS DAS NEVES, deixou de estar entre nós.
Nesse dia, por motivos da situação pandémica, não podemos estar presentes no último adeus ao Homem que por nós, militares da CCAÇ 2314, tinha uma grande amizade.
Ainda pensámos ir, hoje, até Castelo Branco em “Romagem” para o recordar, mas por motivos idênticos de há um ano, também, não foi possível em o fazer como desejávamos. Contudo, a esta hora, 18 horas, está a ter início na Sé Catedral de Castelo Branco, uma missa por sua alma onde estamos presentes, em pensamento, junto da sua família…
Até sempre Amigo...
João Trabulo, cor."
Um abraço.
Leandro Guedes.
Mais um testemunho de um dos nossos e que fica para a
história.
Muito Obrigado Amador pela tua disponibilidade.
nota - Pena a gafe do Correio da Manhã, ao indicar Tite como fazendo parte de Angola, quando na verdade faz parte da Guiné.
Um Abraço
Agradecemos à jornalista D. Marta Martins Silva e seus Foto-jornalistas que colaboraram neste trabalho.
Muito obrigado.
Bem hajam.
Leandro Guedes.
Ao nosso amigo Narciso Durão da CCAÇ 2314, enviamos um forte
abraço de parabéns, com votos para que esteja de boa saúde. Que tenhas um
excelente dia aniversário junto dos teus.
Leandro Guedes.
Ponte de Lima
Monumento de Homenagem aos Heróis da Guerra Colonial
"Honrando os Filhos de Ponte de Lima, que morreram na Guerra do Ultramar"
De referir que nesta Placa de Homenagem do povo de Ponte do Lima aos seus Heróis da Guerra Colonial, está inscrito o nome do soldado JOÃO ALVES AGUIAR de ESTOURÃOS, da CART 1690, falecido a 11 de Abril de 1968 em combate.
Esta Companhia fazia parte do nosso Batalhão e chegou a ser comandada pelo Alf. António Moreira, após falecimento em combate do seu capitão, comandante de Companhia.
Leandro Guedes.
A VELHICE por António Lobo Antunes
A maior parte dos polícias são mais velhos do que eu.
Comecei a gostar de sopa de Nabiças.
A apetecer-me voltar mais cedo para casa.
A observar, no espelho matinal, desabamentos, rugas
imprevistas, a boca entre parêntesis cada vez mais fundos.
A ver os meus retratos de criança como se fosse um estranho.
A deixar de me preocupar com o futebol, eu que sabia de cor
os nomes de todos os jogadores do Benfica (…).
A desinteressar-me dos gelados do Santini que o Dinis
Machado, de cigarrilha nas gengivas achava peitorais.
Se calhar, daqui a pouco, uso um sapato num pé e uma pantufa
de xadrez no outro e vou, de bengala, contar os pombos do Príncipe Real que
circulam, de mãos atrás das costas como os chefes de repartição, em torno do
cedro.
Ou jogar sueca, com colegas de boina, na Alameda Afonso
Henriques de manilha suspensa no ar, numa atitude de Estátua de Liberdade.
Quando der por mim, encontro o meu sorriso na mesinha de
cabeceira, a troçar-me, num copo de água, com 32 dentes de plástico.
Reconhecerei o meu lugar à mesa pelos frasquinhos dos
medicamentos sobre a toalha, que me farão lembrar as bandeiras que os
exploradores antigos, vestidos de urso como os automobilistas dos tempos
heróicos, cravavam nos gelos polares.
Devo estar a ficar velho.
E no entanto, sem que me dê conta, ainda me acontece apalpar
a algibeira à procura da fisga.
Ainda gostava de ter um canivete de madrepérola com sete
lâminas, saca-rolhas, tesoura, abre-latas e chave de parafusos.
Ainda queria que o meu pai me comprasse na feira de Nelas, um
espelhinho com a fotografia da Yvonne de Carlo, em fato de banho, do outro
lado.
Ainda tenho vontade de escrever o meu nome depois de embaciar
o vidro com o hálito.
Pensando bem (e digo isto ao espelho), não sou um senhor de
idade que conservou o coração de menino.
Sou um menino cujo envelope se gastou." Ver menos
António Lobo Antunes
O Carnaval no Porto em 1956
No tempo em que se festejava o carnaval nas ruas do Porto.
O cortejo de carnaval era organizado pelo clube dos Fenianos
e percorria grande parte da baixa do Porto, rua das Flores, Mouzinho da
Silveira, Estação de São Bento, Aliados, Sá da Bandeira, Santa Catarina,
Clérigos, Cordoaria, Hospital St António, Praça Carlos Alberto, Praça dos Leões, etc etc.
" Passados os dez dias que dei a mim próprio para esperar por uma resposta, publico esta carta enviada ao Sr. Ministro da Defesa
.........................................................................................................................
Exmo. Sr. Ministro da Defesa Nacional
Dr. João Gomes Cravinho
Para V. Exa. Os meus respeitosos cumprimentos
Sou um antigo combatente.
Combati (obrigado) na Guiné, nos anos de 1970 e 1971
Após 20 anos sem querer ouvir falar ou lembrar “aquilo”,
acabei por fazer um “nojo” e a querer enterrar fantasmas.
Não o consegui, até que li algures que os combatentes
americanos estavam a visitar o Vietname e a começar (após regresso dessas
visitas) a voltar a viver.
Criou – se então o desejo de visitar a Guiné e passados
alguns anos, ao fazer 25 anos do regresso, em 1996, com mais 8 amigos, voltei à
Guiné.
Foram dias fantásticos, dias de reencontro, dias de enterrar
medos, de enterrar ódios, de enterrar fantasmas.
Vim diferente e comecei a procurar antigos companheiros
Comecei a interessar – me pela história, comecei a organizar
encontros de combatentes e hoje faço parte, como Vice-Presidente, do Núcleo
local da Liga dos Combatentes.
Em 2002, aquando da criação da primeira lei de ajuda e
proteção aos antigos combatentes, preenchi milhares de formulários para antigos
combatentes.
O jornal local (Noticias de Vizela) onde colaborava,
ofereceu centenas de formulários.
Há hoje, um novo apoio aos antigos combatentes, traduzido
num Cartão de Combatente, que dá alguma (muito pouca, diga – se) dignidade aos
antigos combatentes.
Portugal deve ser o único país do mundo onde os combatentes
são olhados ainda com desdém, para não dizer ódio ou repulsa.
Vejo em muitos países os antigos combatentes a serem
tratados como heróis.
Nós não queremos ser heróis, mas não queremos ser tratados
como vilões.
Cabe aos governos, a este e aos que venham a seguir,
devolver aos homens e mulheres que, sem olharem para trás, partiram rumo ao
desconhecido, deixando chorando pais, esposas, filhos, para lutarem numa guerra
que ainda hoje, passado mais de meio século, ainda não a entenderam.
Cabe a V. Exas. Senhores políticos, senhores responsáveis
políticos. Dar a estes homens e mulheres, a grande maioria já no ocaso da vida,
um pouco de dignidade.
Não nos tentem inebriar com umas hipotéticas entradas num
qualquer museu, a gratuitidade num passe de camioneta (que nem mesmo isso é
para todos) ou o direito de ser velado com a Bandeira Nacional, se o
pretendermos.
𝓘𝓼𝓽𝓸 𝓮
𝓶𝓾𝓲𝓽𝓸
𝓹𝓸𝓾𝓬𝓸,
𝓹𝓪𝓻𝓪
𝓺𝓾𝓮𝓶
𝓽𝓪𝓷𝓽𝓸
𝓯𝓮𝔃
Os militares que estiveram na Guiné, sentem – se
prejudicados, pela Lei de 2009. A sua comissão era somente de 18 meses, quer
pelas agruras do terreno, clima, quer pela dureza da guerra, mas sempre
cumpriam muito mais que isso, normalmente mais 4 ou 5 meses. Alterando a Lei de
2002 e deixando de ser contabilizado o tempo de serviço, acaba – se por
prejudicar todos aqueles que incorporados em Batalhões Operacionais, não
perfaziam os 24 meses.
Nós queremos mais. Nós merecemos mais. Nós (muitos de nós)
precisamos de mais.
Apoio na proteção da saúde. Apoio na doença. Apoio na compra
de medicamentos.
O direito de preferência nas habitações do estado é uma
ilusão, que se perde nos corredores de quem decide.
A articulação com os diversos departamentos ou funções do
estado, não se pode perder em discussões estéreis, que duram anos.
Tenho sido questionado por muitos antigos combatentes sobre
o critério de atribuição do Cartão de Combatente.
Ninguém sabe, porque não há critério, não um plano, não há
uma regra, não há uma forma.
Sei que tem chegado a alguns combatentes, sem regra e sem
critério. Tanto recebe o que é de 1961, como o que é de 1974. Tanto recebe o
António como o Joaquim ou o Mário.
Critério, exige - se.
Para descanso e consolo dos antigos combatente e para que o
dito e (esperado) Cartão de Combatente seja recebido com orgulho.
Não transformem algo que pode ser importante, numa
banalidade.
Reitero os meus cordiais cumprimentos
Júlio César Cunha Ferreira
Combatente da Guiné em 1970 e 1971"
(enviado por Pica Sinos, a quem agradecemos).
TORRE, MUSEU, IGREJA
O conjunto arquitetónico Clérigos, classificado Monumento
Nacional desde 1910, é pela sua Igreja e pela sua Torre, um dos principais
pontos de interesse, e local de visita obrigatória para todos os que visitam a
cidade do Porto.
A Igreja e a Torre integram uma edificação do século XVIII,
de inspiração barroca, que marcou a configuração urbana da cidade, localizada
numa rua desnivelada, mas genialmente aproveitada por Nicolau Nasoni, que
conseguiu criar um edifício de referência. A Igreja e a Torre estão unidas pela
Casa da Irmandade, que desde 2014, após a sua musealização, está aberta ao
público.
TORRE
No ano de 1753, a pedido da Irmandade dos Clérigos, o
arquiteto italiano Nicolau Nasoni apresentou o projeto para uma torre sineira,
e em 1754 arrancariam as obras daquela que viria a ser a mais bela e altaneira
Torre, dominando toda a paisagem urbana do Porto. Em julho de 1763, com a
colocação da cruz de ferro no topo, e a imagem de São Paulo no nicho sobre a
porta, deu-se por finalizada a sua construção.
As características barrocas que a definem são a expressão
máxima da espetacularidade do barroco, onde os motivos típicos deste estilo,
dão à torre movimento e beleza.
A mais de 75m de altura, depois de subir 225 degraus e
chegar ao topo da torre, a vista sobre a cidade deslumbra. Numa perspetiva a
360°, o visitante frui de um momento único, quer de dia ou de noite, quando em
épocas especiais, a torre abre as suas portas até às 23h00.
A Torre dos Clérigos, é incontestavelmente o ex-líbris da
cidade, e um excelente miradouro sobre esta.
MUSEU
O percurso pela Casa da Irmandade (1754-1758), onde se
localiza o Museu propicia um regresso ao passado, a experiência de percorrer
espaços, que em tempos, foram privados e destinados ao quotidiano da Irmandade
dos Clérigos.
Percorrendo a Casa do Despacho, a Sala do Cofre, o Cartório,
e a antiga enfermaria, percebe-se que o Museu possui um acervo constituído por
bens culturais de valor artístico considerável, do século XIII até ao século
XX, que se espraia nas coleções de escultura, pintura, mobiliário e
ourivesaria. Esses bens são mensageiros de um património histórico e cultual,
cuja função perdida na passagem do tempo, deu lugar à sua musealização.
A enfermaria da Irmandade dos Clérigos que funcionou até
finais do século XIX dedicada ao tratamento dos clérigos doentes, foi
convertida num espaço expositivo, e acolhe atualmente a coleção Christus. Esta
exposição, concebida a partir da doação de uma coleção por parte de um
colecionador particular, desvela a paixão pelo colecionismo, e conta uma
história complementada com objetos, outrora de devoção, considerados hoje
legados culturais de interesse. São peças de escultura de vulto, pintura e
ourivesaria que enaltecem o encontro da arte com a fé.
A exposição, distribuída por três salas – Núcleo da Paixão,
Viagem das Formas e Imagens de Cristo – convida a uma viagem pelo tempo e pelo
espaço, pela imagem e pela devoção.
O Museu da Irmandade dos Clérigos, integra a Rede Portuguesa
de Museus, desde 28 de agosto de 2018.
IGREJA
A doação de um terreno, localizado no Campo do Olival, à
época o maior terreiro portuense, permitiu à Irmandade dos Clérigos construir
igreja própria.
O projeto da Igreja dos Clérigos, de autoria de Nicolau
Nasoni, foi aprovado na reunião da Irmandade dos Clérigos, em dezembro de 1731.
As obras arrancaram em abril de 1732, com a abertura dos alicerces,
iniciando-se assim a construção daquela que viria a ser a primeira igreja em
Portugal com planta em forma de elipse. E não só. A galeria que circunda toda a
nave, possibilitando observar a igreja no seu todo, é também uma característica
singular deste templo. As várias janelas existentes permitem a entrada de luz,
que realça o esplendor da talha dourada, presente na igreja, criando um belo
jogo de cores com o mármore.
A cúpula ostenta o brasão de armas da Irmandade dos
Clérigos, em granito fingido, e assenta sobre seis pilastras, destacando-se
dois púlpitos e duas grades, os exemplares mais antigos de talha dourada na
igreja, e se abrem quatro altares laterais: o do Santíssimo Sacramento, Nossa
Senhora das Dores, Santo André Avelino e São Bento.
Dezassete anos depois, em 1749, a edificação da igreja era
dada como concluída, mas o seu apetrechamento, e mais tarde, a ampliação da
capela prolongariam por mais uns anos as obras na igreja.
Ao fundo, a espaçosa capela-mor de forma retangular oblonga
(mais comprida que larga), é embelezada com um altar de mármore e um retábulo
de inspiração rococó, com risco de Manuel dos Santos Porto, no qual predomina
um trono coroado pela imagem da padroeira, Nossa Senhora da Assunção. Nos
flancos do retábulo, destacam-se os co-padroeiros da Irmandade dos Clérigos,
São Pedro ad Vincula e S. Filipe Néri, duas esculturas de madeira pintadas.
A capela-mor é ladeada pelo cadeiral e pelos dois órgãos de
tubos ibéricos ou "à portuguesa", cuja construção iniciou em
simultâneo, decorria o ano de 1774. O cadeiral terminaria em 1777 e os órgãos
apenas dois anos depois.
O texto é da autoria da IRMANDADE DOS CLÉRIGOS. Com a devida vénia, os nossos agradecimentos..
Luis Manuel Dias
Nem de propósito, ó LG - Bart Tite - Guiné! Tenho um poema em parte baseado nesta magnífica e saudosa canção! Vou tentar transpô-lo, aqui: ----------------------------------------
O TOAR DO SILÊNCIO
-
Será de mim, talvez, espúrio artista,
Que no profundo ar longe do grito frentista
Me acomodo plácido, inerme, insolúvel, ao silêncio
Que em derredor se esparrama e verte, tal cilício
Vergastado com fúria pura, em ares de esperança ida,
Toado pela enormidade aflitiva do cogitado Universo
Que em mim faz figas, toleirão, e prossegue adverso?
-
O Som do Silêncio!
‘’The Sound of Silence’’!
Quem dele recorda o som, escassos 50 anos volvidos,
E do quanto dele, entoada a cantiga a pulmões plenos, sinto
Que, mais do que nunca HOJE faz sentido?
O teor da canção derramada em brilhos
Com vozes jovens – de fervorosos e ingénuos?!
-
O Silêncio… sonoro e quente!
Intimista, interior silêncio, contra vãos ruídos,
Contra o aflitivo tropel deste mundo em gritos…
Eis a contra-corrente imperiosa, reflexiva, taciturna,
Porque calada - enquanto por aí se vozeia - em ditos
De ideais dantes vivos, hoje mortos-vivos-novos.
A voz interiorizadora da acção geradora, posto que muda!
Ah, quanto falta faz a implícita placidez soturna,
O inteligente poder da calma do Silêncio!
LMD, 28.07.21
Bart Tite 1914
Informo os meus companheiros e amigos que a minha entrevista que era para sair hoje não saiu não sei porquê.
A menina jornalista é que me disse que saía hoje. Da minha parte as minhas desculpas.
Um abraço para todos.
José da Horta Amador.
nota-
De José Da Horta Amador:
Jâ falei com a jornalista Marta disse que a entrevista será publicada na Revista DOMINGO, no próximo fim de semana (Domingo) dia 15 de Agosto.
Um grande abraço.
Amador.
31 de julho, Dia Internacional da Mulher Africana.
Ter uma causa, um sonho maior do que a própria vida é
trabalhar para a melhoria das condições de vida das crianças, das jovens na
Guiné Bissau através da educação.
A África do amanhã é agora que deve ser enquadrada, formada,
educada.
Chapéu baixo para ti Jabu MANE neste dia dedicado à escola
Bornival em Titi na Guiné Bissau, e de quem tu és a iniciadora. Dia
Internacional da Mulher Africana (JIFA), uma iniciativa de Aoua KEITA,
militante, sindicalista, feminista e primeira deputada do Mali, cujo objectivo
inicial era: ′′ Unir forças, trabalhar em conjunto em torno de um ideal comum,
nomeadamente o de contribuir para o Melhoria significativa das condições de
vida da mulher africana e emancipação."
Jabu Mané”
Bom dia, amigos
Isto é sério, é uma chamada de atenção para algo que nos acontece frequentemente:.
“*O QUE É ANOSOGNOSIA?*
É o esquecimento temporário,
ou momentâneo, comum em pessoas acima dos 60 anos. Não confundir com
Alzheimer.
No final, do texto a seguir, faça um esforço, e tente descobrir, o "C", o "6" e o
"N".
Tudo muito legal para sua memória.
Vamos lá:
*Esquecimento temporário*, do professor francês Bruno
Dubois.
"Se alguém está ciente de seus problemas de memória,
ele não tem Alzheimer".
1. Eu esqueço os nomes das famílias ...
2. Não me lembro onde coloco algumas coisas!
A informação está sempre no cérebro, é o" processador
"que está em falta. Isso é "Anosognosia" ou esquecimento
temporário.
Metade das pessoas com 60 anos ou mais apresenta alguns
sintomas devidos à idade e não à doença. Os casos mais comuns são:
- esquecendo o nome de uma pessoa,
- indo para um quarto da casa e não lembrando por que
estávamos indo para lá
- uma memória em branco para um título ou ator de filme,
atriz,
- uma perda de tempo procurando onde deixamos nossos óculos
ou chaves!
Depois de 60 anos, a maioria das pessoas tem essa dificuldade,
o que indica que não é uma doença, mas uma característica devido ao passar dos
anos.
Muitas pessoas estão preocupadas com esses descuidos, daí a
importância da seguinte declaração:
*"Aqueles que estão conscientes de serem esquecidos não
têm nenhum problema sério de memória."*
*"Aqueles que sofrem de uma doença de memória ou
Alzheimer não estão cientes do que está acontecendo".*
Agora, para um pequeno teste neurológico:
*Use apenas seus olhos!*
1- Encontre o C na tabela abaixo!
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOCOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
2- Se você já encontrou o C...,
em seguida, encontre o 6 na tabela abaixo.
99999999999999999999999999999999999999999999999999
99999999999999999999999999999999999999999999999999
99999999999999999999999999999999999999999999999999
69999999999999999999999999999999999999999999999999
99999999999999999999999999999999999999999999999999
99999999999999999999999999999999999999999999999999
3- Agora, encontre o N na tabela abaixo. Atenção: é um pouco
mais difícil!
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMNMMM
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Se você passar nesses três testes sem problemas:
- seu cérebro está em perfeita forma!
- está longe de ter qualquer relação com a doença de
Alzheimer.
Foto do jovem alferes João Trabulo, junto à Porta de Armas do quartel em Tite, Guiné em 1968.
"Parabéns Avô!
Continua a ser essa estrela brilhante que me guia para
sempre. O meu Anjo da Guarda em todos os momentos 🤍
Adoro-te muito, Eternamente 🤍⭐
Mariana Pinto"
-
Encantadora homenagem, Mariana.
Descansa em Paz companheiro!
21 de JULHO - DIA
da ARMA de CAVALARIA e as
RABANADAS têm algo em comum?. Aparentemente não, mas será conveniente ler o
texto que se segue.
Prestei serviço militar na Guiné de 01/03/1969 a 22/12/1970
integrado numa companhia de Cavalaria, a 2483 denominada por CAVALEIROS DE NOVA
SINTRA, que pertencia ao BCAV 2867 sediado em Tite.
O dia 21/07/70 foi passado no mato, em Nova Sintra e esteve
efectivamente ligado às rabanadas. Isto porque no reabastecimento mensal de
géneros frescos, que só davam para três dias, sobraram algumas dúzias de ovos,
poucas, que não davam sequer para meio ovo por militar, numa refeição. Para que
os ovos fossem repartidos igualmente por todos (uma companhia tem mais ou menos
160 homens), resolvi mandar fazer rabanadas e desta forma comemorar a data
festiva do Dia da Cavalaria, tanto mais que eu fazia nesse dia 24 anos.
O padeiro, o José Manuel Bicho, teve um trabalho extra ao
fazer o pão, tipo cacete e os homens da cozinha, o Gonçalves e o Gonzaga,
auxiliados pelos seus ajudantes, deram início à "Operação Rabanada".
As fatias de pão estiveram de molho no vinho tinto, como convém e depois
embebidas no ovo batido.
Na cozinha ao ar livre iniciou-se então à fritura das ditas. Deviam ser uma três da tarde, mas o pessoal juntou-se e não arredou pé, à volta das fritadeiras, lambendo os lábios só com o cheiro da iguaria.
Mas de repente tudo mudou. Os rapazes do PAIGC vieram
participar na festa, dando início a uma flagelação (ataque) ao quartel, a uma
hora não muito habitual, porque era no final do dia que costumavam atacar.
Ouvidos os primeiros tiros da célebre arma automática e por todos conhecida
como "costureirinha", pois tinha um matraquear parecido com uma
máquina de costura, bem como o som caractristíco da saída das granadas do
morteiro 81 e do canhão sem recuo, disparadas longe do arame farpado, os
esfomeados bateram em retirada, procurando refúgio nos abrigos e nas valas onde,
por vezes, resultava numas equimoses na cabeça e uns arranhões nos braços.
Na ânsia da fuga, bateram com as pernas nas pegas compridas
das fritadeiras, tombando-as, originando
que o petisco caísse no pó do chão de terra da cozinha. Durante a flagelação ouviam-se
as granadas das armas pesadas do PAIGC a silvar o céu, cruzando todo o
aquartelamento, indo rebentar com estrondo na bolanha, fora do arame farpado.
Contrariamente a outras flagelações, desta vez não acertaram no alvo. Foi um
susto que durou perto de dez minutos, não tendo havido feridos ou danos
materiais.
Passada a tempestade veio a bonança, com a malta a regressar
ao local do crime (junto das fritadeiras). Só que rabanadas limpas e
comestíveis havia muito poucas, porque a grande maioria ficou polvilhada de pó
da terra, parecendo canela e até esmagadas devido à debandada. Mas ainda assim
os mais gulosos e corajosos, pegaram nas rabanadas e com todo o cuidado tiraram
a terra envolvente e com meia dúzia de sopradelas, passaram a ter um petisco
delicioso, sempre acompanhado por uma ou mais garrafas de cerveja de 0,66.
Terminada a festa, foi tempo de tomar banho e aguardar as cinco da tarde para o
jantar. Findo este, o pessoal ficava na conversa à porta dos abrigos, prontos
para o que desse e viesse, por vezes sob o magnífico luar africano, contando
anedotas ou discutindo os jogos de futebol e obviamente escrevendo à família,
aos amigos, às namoradas e às madrinhas de guerra. Como curiosidade refiro que
o Dia da Cavalaria a nível do Batalhão, foi celebrado em Jabadá, onde se
encontravam os amigos da Ccavª. 2484, os Dragões de Jabadá.
De Fernando de Almeida
Bart Tite - Guiné O Bafode Fati e eu conhecemo-nos no
facebook por causa de um site denominado "AMIGOS DE TITE" . Hoje, e,
ja' la' vão uns anos, somos amigos. Por via desse mesmo site travei
conhecimento com o Dr. Camais Blinque Nafanda, um menino nascido em Foia, por
motivo da Mãe ter fugido de Bissessema, devido ao que ai' se iria passar
primeiro com a 1743 e depois com a 2314. Hoje o menino é um ilustre cirurgião
radicado em Inglaterra. O facebook permite encontrar e travar amizade com gente
interessante. Para o Fati, para o Camais e para os camaradas do Bart um grande
abraço
Fernando de Almeida
Através do Senhor Embaixador Malan Djassi conhecemos D. Jabu Mané, natural de Tite e funcionária da ONG, chamada AMD-QUINARA, em Bruxelas. Foi através desta Senhora que soubemos que o falecido Chefe de Tabanca de Tite Abdulai Seidi, se encontra sepultado em Tite, após doença prolongada em Lisboa onde faleceu.
Gente brilhante que leva bem longe e bem alto, o nome de Tite e da Guiné.
Bem hajam!
Leandro Guedes.
de Bafo de Fati
Meu caro Manuel Rodrigues sim há transporte que faz ligações
entre Bissau e Enxude de Barco de segunda feira à quinta-feira depois de
sexta-feira à domingo de peroga quanto alojamentos há no missão católica tem
bom alojamento com todas condições possiveis depois temos carros de transporte
de Tite para Enxude diária mente obrigado si queria outro informações pode mi
pidir vou ti dar tudo sobre Tite nesse momento um abraço amigo.
.
de Jabu Mane
Boa noite senhor Manuel, o nosso ONG que se Chama
A.M.D_Quinara ,organiza uma vez por ano viagem dos Amigos de Tite. Proximo
viagem è no mes de Janeiro 2022.
De Lisboa Guine è 4h de viagem, mas de Bruxellas Lisboa
Bissau para nos è 7h de viagem. Os amigos de Tite Belgas Sao 7 Pessoas, 4
medicos, 2 professeur e 1 cabeleireira .e queremos contar com a vosa participation
se è possivel e Podemos organizer melhor ainda
"de manuel rodrigues
há 12 horas
.
Tambem estive em Tite- 1961-63, fomos os primeiros a chegar
ai. Estive um mes no Enxudé, quando estavam a montar as fundaçoes para um cais
novo. Alguem me sabe dizer das condiçoes de transporte desde o Enxude ate Tite
e ai, havera alojamentos e restauraçao ? Quem souber que diga, por favor.
Manuel Rodrigues."
Leandro Guedes.