Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sábado, 30 de outubro de 2021

Inauguração de vários Monumentos de Homenagem aos antigos Combatentes, Heróis da Guerra do Ultramar.

Segundo a revista “Combatente”, da Liga dos Combatentes, foram inaugurados nos últimos meses vários Monumentos nas aldeias e vilas do nosso País, o que mostra que mesmo passados quase 50 anos o sofrimento não caiu no esquecimento. São eles:

- Caldas das Taipas, Guimarães

- São Martinho de Árvore e Lamarosa, Coimbra

- Valongo

- São Bento, Porto de Mós

- Constância

- Coruche, Santarém

- Barrancos, Moura

- Arazede, Montemor-o-Velho

Todas as cerimónias contaram com a presença de autoridades civis e militares, antigos Combatentes e famílias, amigos e população local.

É de louvar e agradecer a todos aqueles que se empenharam na idealização e construção destes Monumentos de Homenagem aos antigos Combatentes e suas famílias, e também todos aqueles que dignificaram estas cerimónias com a sua presença.

Bem Hajam!












quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Passeando pelo Porto

Igreja de Santa Clara, perto da Sé do Porto


Teatro Nacional de São João, na Praça da Batalha, ao inicio da Rua Santa Catarina


Igreja dos Congregados, bem perto da estação de São Bento


Jardim de Arca d'água


 

Penha Garcia - Monumento de Homenagem aos Heróis da Guerra do Ultramar

Monumento d' Homenagem aos Heróis da Guerra do Ultramar, na freguesia de 
Penha Garcia, concelho de Idanha-a-Nova.





 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Homenagem aos combatentes mortos - cancelada


 

Outono, de inicio belo.

 


A todos vós, Camaradas, Amigos e Ledores meus:

Deixo-vos, ao alvedrio, à apreciação de valia, o acabado de cerzir poema sobre o Outono 'Outubrense', o do mês primeiro dele, fresco e vivo!

Abraços, a todos, deste vosso amigo.

À leitura, então:

===

OUTONO, DE INÍCIO BELO

A findar-se, já Outubro vai. E velozmente!

Do Outono diz-se ser mês primeiro vivente.

Porque, a fim dele, tanto assim lhe amamos

Os requebros, as fúrias, desvios assaz subtis

E as bizarrias, brusquidão de urdidos tramos,

Ou o doce tempo de virados bruscos, febris,

Que saudades longas no termo faz a todos!

-

Não o confundamos com o Outono inteiro.

Nada disso! Ele, aqui, é só o mês primeiro.

Inda menino, nome parecido, bom cheiro.

-

Do Verão em fuga, contém-lhe bem o calor

Intenso, no meio vivo, pujante, frutificador.

Contudo, sem corrimaças, notamos o vagar

Das plantas, de fruteiras, em se nos declarar.

-

Como, entretanto, numa endiabrada dança

Das árvores se desprende folhame em grupo.

É saber e sabor bom, em tudo. Volta mansa,

Cheirosa onda, ginástico rodopio, um surto…

-

Aos tombos da ramagem, na livre queda forte,

Polícromos nacos sem autor voam, sem norte.

Leves tal a neve, secas, soltas perdidas folhas,

Em rondós se volteiam, de espirais belas, tolas.

Atrasadas umas, outras assim-assim e rápidas.

Decerto pensavam em ajustar-se, as sápidas!

-

Porque saber e sabor têm-no, em brincadeiras

Brandas, de inocentes e frágeis namoradeiras,

Sem seus trejeitos cuidar de serem estranhos.

Pudera! No fresco torrão, húmido, despojados,

Ali se encharcam, em banhos, tão variegados

Matizes de surpreendentes cores! Nem paletas

De coloristas, ou arte-mór de pintores-poetas!

-

Rescendem então, nos ares, os mil milagres!

Normais, crus, uns; outros divinos… Ó, superno!

A requererem, na volta, rápido regresso a lares,

Pois vem aí, não tarda, o frio general Inverno!

LMD, 24.10.21.

domingo, 24 de outubro de 2021

Viajando cá dentro... - a saga dos amigos doentes!

 

José Justo

20 de outubro às 11:37  ·

Amigas e Amigos. Como bom Português que me prezo ser, sigo as sugestões patrióticas e cá tenho "viajado cá dentro": Egas Moniz, S.F. Xavier etc etc. Zonas lindas da cidade de Lisboa que dão para regalar a vista nos vários percursos de ida e volta!! 🙂

Durante as mini "férias" abandonei o face e pelo que já vi estou em falta com muita gente!! 🙁 🙁

Sinceras e sentidas desculpas aos companheiros que mandaram parabéns ao menino!! - Tinha pedido que não fizessem avisos dos meus aniversários, mas a coisa falhou!!. OBRIGADO e DESCULPAS pela falta de agradecimentos devidos.

Aos ex camaradas artilheiros que estiveram ou estão passando por crises, que vão ser passageiras, UM ABRAÇÃO PARTE COSTAS e rápidas patuscadas e muitos xiripitis para animar as hostes!! 🙂

Passem bem e obrigado pelo perdão...já ganharam o céu!!

Sou quem tu sabes, Maria Alice



sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Romagem às Campas de três Companheiros

 

Caros amigos e companheiros

Um grupo do BART 1914 está a organizar uma romagem às campas do Vitor Barros, Graciano Rato e José Arrabaça. Os dois primeiros no cemitério da Marinha Grande e o Arrabaça no cemitério da Nazaré. No Vitor Barros colocaremos uma placa de homenagem. Os outros dois já têm uma. O encontro será na próxima sexta-feira dia 29, pelas 11 horas à porta do cemitério da Marinha Grande, que fica cerca de 300 metros a seguir ao campo de jogos.

Posteriormente iremos ao cemitério da Nazaré, à campa do Arrabaça.

Quem quiser e puder comparecer será muito bem vindo.

Contactar Domingos Monteiro ou Leandro Guedes.


1º. cabo Vitor Barros

furriel Rato

furriel Arrabaça


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Liga dos Combatentes, Torres Vedras - Convivio.


 

O Núcleo de T. Vedras da Liga dos Combatentes retoma em 27ou21 o já popular VNT (Viva a Nossa Terra). Esta será a quinta edição que nos levará pela primeira vez a território do município do Sobral de Monte Agraço.

ATENÇÃO - Os »VNT« NÃO são Caminhadas mas sim eventos que promovem o convívio e visitas culturais.

 PONTO DE ENCONTRO (opções):

12h00 - junto à Sede do Núcleo em T. Vedras, seguindo em caravana para o Sobral;

ou

12h30 - junto ao coreto na Praça Dr. Eugénio Dias (Largo da Câmara) na Vila do Sobral de Monte Agraço.

 Iniciaremos o evento com o habitual almoço-convívio num prestigiado restaurante no centro da Vila, após o que na sua proximidade faremos uma visita guiada ao Centro de Interpretação das Linhas de Torres (CILT).

De seguida deslocar-nos-emos ao Forte do Alqueidão situado curtos quilómetros a sul da Vila, onde seremos contemplados com uma segunda visita guiada que nos ajudará a compreender a relevância de um dos redutos mais importantes no dispositivo da 1.ª das Linhas defensivas da capital.

 INSCRIÇÕES

- desde já até dia 25out (inclusive);

> para o e-mail: torres.vedras@ligacombatentes.org.pt

> na Sede do Núcleo em T. Vedras ou na sua Delegação na Lourinhã(terças e quintas-feiras durante a manhã)

> por telefone: 261 314 175 (nos dias e períodos acima mencionados)

> fora do referido horário de atendimento: junto do coordenador do evento (cristóvão- 919144566)

 CUSTO:

- A definir em breve, contudo desde já há a garantia de não exceder 15€ (almoço + visitas guiadas).

DETALHE:

- CILT (Centro de Interpretação das Linhas de Torres) - "É um espaço museológico polinucleado que tem como objetivo salvaguardar, estudar e promover o património das Linhas de Torres enquanto sistema de defesa militar que ditou a derradeira retirada do exército napoleónico de Portugal, naquela que ficou conhecida como a 3.ª invasão francesa – um dos episódios mais marcantes da Guerra Peninsular."

-FORTE DO ALQUEIDÃO - "De planta em polígono irregular. Construído a 442 m de altitude constituía a posição mais importante da 1ª linha defensiva, tendo sido concebido para uma guarnição de 1590 soldados. Pela sua localização estratégica aqui se encontrava o Posto de Comando das Linhas de Torres. No seu interior destacam-se a Casa do Governador, quatro paióis e três pequenos redutos de defesa, tendo também existido um poço de água. Aqui se encontrava instalada a 1ª Brigada Independente de Infantaria Portuguesa, sob o comando do brigadeiro-general Dennis Pack (com 2769 homens), bem como duas companhias de artilharia de ordenanças, as Companhias de Artilharia da Vila do Sobral. Os fortes do Machado nº 15 (v. IPA.00034493), do Trinta nº 16 (v. IPA.00034494) e do Simplício nº 17 (v. IPA.00034495) eram complementares deste forte, fazendo com ele fogo cruzado sobre os acessos à serra e com ele comunicando através de uma estrada militar que permitia a circulação de pessoas e bens entre estes redutos."

Cumprimentos amigos,

Manuel J. Vilhena

Tenente-coronel SGE

Presidente do Núcleo

Liga dos Combatentes

Núcleo de Torres Vedras

Rua Cândido dos Reis, nº 1-A, 1º (Apartado 81)

2560-312 Torres Vedras

Telf 261 314 175

Delegação da Lourinhã

Telf 261 438 207

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Por ti, Portugal, eu juro - trabalho da DIVERGENTE

CLICA AQUI:

https://por-ti-portugal.divergente.pt/sangue-acucar-comandos-africanos/

Esta é uma publicação da DIVERGENTE, a quem agradecemos com a devida vénia,  sobre a tropa nativa da Guiné, no tempo colonial.

Publicamos também este pequeno video, que faz parte do trabalho da DIVERGENTE.

CLICA AQUI:





terça-feira, 5 de outubro de 2021

5 de Outubro de 1910

 



"5 DE OUTUBRO DE 1910 - DIA DA REPÚBLICA

No dia 5 de outubro de 1910, deu-se a Implantação da República em Portugal.

Esta ação levada a cabo por um movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional, chefiados por Teófilo Braga, procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.

Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga.

Em agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa.

O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga, eleito pelo Parlamento a 24 de agosto de 1911.

Com esta mudança foram alterados alguns símbolos do país como o hino e a bandeira nacional, que passou de azul e branca para verde e vermelha.

A Implantação da República foi iniciada no dia 2 de outubro e saiu vitoriosa na madrugada do dia 5 de outubro de 1910.

Desde a sua Independência a 5 de Outubro de 1143 até ao mesmo 5 de Outubro de 1910,  Portugal foi uma Monarquia durante 767 anos.

Às duas da tarde do dia 4 de outubro de 1910, as viaturas com o D. Manuel II e seus assessores partiram do Palácio das Necessidades em direção a Mafra, onde a Escola Prática de Infantaria disporia de forças suficientes para proteger o soberano.

Eram cerca das 15 horas do dia 5 de Outubro de 1910 quando D. Manuel II, então com 20 anos, acompanhado pela mãe, a rainha D. Amélia, e pela avó, a Rainha D. Maria Pia, vindos de Mafra, surgiram de automóvel na vila para embarcarem no Iate D. Amélia.

Foi na Praia dos Pescadores, na Ericeira, que a Família Real embarcou na Barca Bomfim que os transportou ao iate que os aguardava, para o exilio no Reino Unido rumo inicialmente a Gibraltar.

Era assim o fim da Monarquia que teve inicio ‘de jure’, em 5 de Outubro de 1143  com o Tratado de Zamora, celebrado entre D. Afonso Henriques e D. Afonso VII, rei de Leão e Castela, em que este reconhecia Portugal como independente e seu primo D. Afonso I como rei de Portugal.

Foi Eusébio Leão, membro do Directório do Partido Republicano, que anunciou, na manhã de 5 de outubro de 1910, pelas 11 horas, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, o fim da Monarquia e o início da República, seguindo-se um discurso por José Relvas.

Hora antes o mesmo Diretório redigiu o respetivo

AUTO DA PROCLAMAÇÃO DA REPUBLICA PORTUGUÊSA

“Aos cinco dias do mês de Outubro do anno de mil novecentos e dez, da era christã, pelas oito horas e quarenta minutos da manhã, nesta cidade de Lisboa e edificio dos Paços do Concelho, da varanda principal delles, o cidadão Doutor Francisco Eusébio Leão, secretario do Directorio do Partido Republicano Português, em nome deste, como representante do povo republicano e das forças revolucionarias da terra e mar, perante milhares de cidadãos que se encontravam na Praça do Municipio, declarou que estava abolida a Monarchia em Portugal e todos os seus domínios e proclamada a Republica Portuguêsa.”

No final, foi arvorada no edifício dos Paços do Concelho a bandeira vermelha e verde.

5 de outubro de 2021.

Texto de JTrabulo, coronel."

O nosso agradecimento.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Parabéns José Luis Patrício

 


Meu caro José Luis José Luís Patrício.

Sei que os seus momentos continuam a ser de tristeza pela recente perda do seu irmão, mas mesmo assim, não posso deixar passar em claro a passagem do seu aniversário. Envio-lhe neste dia um forte abraço de parabéns desejando-lhe muita saúde e bem estar.

Abraço. 

Leandro Guedes.

domingo, 19 de setembro de 2021

Parabéns Manuel Palma

 Parabéns ao nosso amigo Manuel Palma, que passa  hoje mais um aniversário.

Votos de boa saúde e bem-estar companheiro.

Um forte abraço

Leandro Guedes.







sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Alf. Antunes fez ontem anos.

 Embora com atraso (o aniversário foi ontem 16/09/2021), imperdoável, envio-lhe meu caro amigo, um forte abraço de parabéns, com votos de boa saúde e bem estar, junto dos seus.

Leandro Guedes.






sábado, 4 de setembro de 2021

Salgados da Patricia - um novo projecto da filha do nosso amigo Bezelga


 “Salgados da Patrícia

É bom mudar, renovar energias e trazer novos ares.

Há́ mudanças que fazem sentido acontecer e esta é uma delas.

Finalmente chegou o momento de vos apresentar os “Salgados D'ouro.”

Nome que escolhi para continuar este meu projeto.

Um nome que funde a qualidade do meu produto com a nossa região.”

Patricia Bezelga.

Um projeto da filha Patrícia do nosso amigo Bezelga. Boa sorte, muito sucesso.

 Castanheiro do Sul é uma freguesia de São João da Pesqueira, onde vai ter lugar o nosso próximo almoço do Bart 1914.

nota -Estamos ansiosos para que a pandemia termine com as restrições para vos receber nesta terra maravilhosa 👌 e finalmente voltar a juntar todos.

Patricia Bezelga."

Leandro Guedes

Boa sorte amiga, muitos sucessos!

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

De Coimbra e da Académica

 

Joaquim Caldeira, CCAÇ 2314

"Roubado" pelo Caldeira a:

José D'Abranches Leitão

-

Jorge Condorcet

Ontem, ao ver este grande amigo na Vila das Aves, lembrei-me como seria interessante contar uma das milhares de peripécias que com ele muitas e muitas gerações de estudantes e antigos estudantes , passaram com esta figura incontornável da Academia de Coimbra.

Senhor de uma cultura vastíssima, possuí três licenciaturas - Farmácia, Biologia, Letras. e frequentou o 4º ano de Medicina- e passou toda a sua vida a dar aulas de matemática no "seu" Colégio no Avelar.

O Jorge, vai factualmente a todo o lado ver a Académica. Vi-o já este ano, em Loulé, nas Aves, e sei que tem ido aos outros sítios, só que não fica nos lugares por onde estou.

Mas vamos aos factos.

Corria os anos dourados de 60, e o Orfeão Académico, fez uma digressão de quase seis meses aos EUA. Sei, porque mo disseram, que alguns elementos do orfeão, tiveram que vender algumas relíquias para poderem sustentar os viciozinhos inerentes a uma viagem destas, principalmente com este tempo de estadia.

Ora, e para quem conhece o Condorcet, este tem uma relação de ódio com o Inglês (Lingua). Aliás a qualquer País que vá - eu sou testemunha disso, já que o acompanhei por duas vezes à África do Sul, a Macau, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, etc. etc. etc. só fala mesmo em Português. Diz ele, e muito bem, que nenhum estrangeiro que vem a Portugal, começa magicamente a falar Português.

Pois bem, nessa digressão aos EUA, os orfeonistas tinham que comer sempre no mesmo restaurante, que tinha um contrato com a organização.

O Condorcet, e porque não falava Inglês, aprendeu por "osmose" a dizer " Stack with Chip's".

O "desgraçado", andou a comer durante um mês bife com batatas fritas.

Até que um dia, farto da mesma comida, e com uma boa dose de colestrol no corpo, encheu-se de coragem e foi sozinho ao tal restaurante.

Claro que os Orfeonistas, desconfiando da "cena" foram espiá-lo, sem que ele os visse.

Depararam-se com o Jorge a ter esta conversa com a empregada de balcão:

- Ó menina (Tudo em Português!!!), hoje quero uma sopinha de feijão.

Obviamente a menina não percebeu uma única palavra...

- I don't understand.

- Tá bem. Mas veja lá se me arranja uma sopinha, mas bem quente!!!

A rapariga estava a entrar em "parafuso", quando o Condorcet num laivo de genialidade, se lembrou de uma frase feita em Inglês.

- Do you speak English?

A menina disse aliviada:

- Yes. Of course I do!!!

- Então, por favor, continuou o Jorge em Português, dê-me uma sopinha de feijão.

Mais "estórias" haverá concerteza para contar deste ícone da nossa Coimbra e da nossa Académica.

Abração Jorge Condorcet, e

Viva a Académica!!!

In " Os Pardalitos do Choupal"

Joaquim Caldeira

Parabéns ao Mestre

 O nosso companheiro Mestre do Monte Fialho, passa hoje mais um aniversário.

Que tenhas muitas saúde amigo, são os nossos votos e que passes hoje um excelente dia junto dos teus familiares..

Um forte abraço.

Leandro Guedes

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Coronel Joaquim Jesus das Neves

" Recordando…

Faz, hoje (28 de Agosto de 2021), um ano que o nosso Comandante de Companhia, Cap. JOAQUIM JESUS DAS NEVES, deixou de estar entre nós.

Nesse dia, por motivos da situação pandémica, não podemos estar presentes no último adeus ao Homem que por nós, militares da CCAÇ 2314, tinha uma grande amizade.

Ainda pensámos ir, hoje, até Castelo Branco em “Romagem” para o recordar, mas por motivos idênticos de há um ano, também, não foi possível em o fazer como desejávamos. Contudo, a esta hora, 18 horas, está a ter início na Sé Catedral de Castelo Branco, uma missa por sua alma onde estamos presentes, em pensamento, junto da sua família…

Até sempre Amigo...

João Trabulo, cor."



domingo, 29 de agosto de 2021

A localização de Tite - esclarecimento

 


Para que não haja dúvidas quanto à  localização de Tite, publicamos o esclarecimento do Manuel Pereira da CCAÇ 2314 - o mapa da Guiné. Obrigado companheiro.

Um abraço.

Leandro Guedes.

José da Horta Amador, deu uma entrevista ao Correio da Manhã, falando da sua vivência em Tite

 


Saiu hoje a entrevista do nosso amigo Amador, para a Revista Domingo do Correio da Manhã.

Mais um testemunho de um dos nossos e que fica para a história.

Muito Obrigado Amador pela tua disponibilidade.

nota - Pena a gafe do Correio da Manhã, ao indicar Tite como fazendo parte de Angola, quando na verdade faz parte da Guiné.

Um Abraço

Agradecemos à jornalista D. Marta Martins Silva e seus Foto-jornalistas que colaboraram neste trabalho.

Muito obrigado.

Bem hajam.

Leandro Guedes.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Narciso Durão, da CCAÇ 2314. Dia de aniversário.

 


Ao nosso amigo Narciso Durão da CCAÇ 2314, enviamos um forte abraço de parabéns, com votos para que esteja de boa saúde. Que tenhas um excelente dia aniversário junto dos teus.

Leandro Guedes.

domingo, 22 de agosto de 2021

Soldado João Alves Aguiar, da CART 1690/BART 1914, morto em combate

 Ponte de Lima

Monumento de Homenagem aos Heróis da Guerra Colonial

"Honrando os Filhos de Ponte de Lima, que morreram na Guerra do Ultramar"



De referir que nesta Placa de Homenagem do povo de Ponte do Lima aos seus Heróis da Guerra Colonial, está inscrito o nome do soldado JOÃO ALVES AGUIAR de ESTOURÃOS, da CART 1690, falecido a 11 de Abril de 1968 em combate. 

Esta Companhia fazia parte do nosso Batalhão e chegou a ser comandada pelo Alf. António Moreira, após falecimento em combate do seu capitão, comandante de Companhia.

Leandro Guedes.



segunda-feira, 16 de agosto de 2021

António Lobo Antunes, também ele um antigo combatente - A Velhice

 


A VELHICE por António Lobo Antunes

 "Devo estar a ficar velho: as Paulas Cristinas têm mais de 20 anos, os Brunos Miguéis já vão nos 15, as Kátias e as Sónias deram lugar a Martas, Catarinas, Marianas.

A maior parte dos polícias são mais velhos do que eu.

Comecei a gostar de sopa de Nabiças.

A apetecer-me voltar mais cedo para casa.

A observar, no espelho matinal, desabamentos, rugas imprevistas, a boca entre parêntesis cada vez mais fundos.

A ver os meus retratos de criança como se fosse um estranho.

A deixar de me preocupar com o futebol, eu que sabia de cor os nomes de todos os jogadores do Benfica (…).

A desinteressar-me dos gelados do Santini que o Dinis Machado, de cigarrilha nas gengivas achava peitorais.

Se calhar, daqui a pouco, uso um sapato num pé e uma pantufa de xadrez no outro e vou, de bengala, contar os pombos do Príncipe Real que circulam, de mãos atrás das costas como os chefes de repartição, em torno do cedro.

Ou jogar sueca, com colegas de boina, na Alameda Afonso Henriques de manilha suspensa no ar, numa atitude de Estátua de Liberdade.

Quando der por mim, encontro o meu sorriso na mesinha de cabeceira, a troçar-me, num copo de água, com 32 dentes de plástico.

Reconhecerei o meu lugar à mesa pelos frasquinhos dos medicamentos sobre a toalha, que me farão lembrar as bandeiras que os exploradores antigos, vestidos de urso como os automobilistas dos tempos heróicos, cravavam nos gelos polares.

Devo estar a ficar velho.

E no entanto, sem que me dê conta, ainda me acontece apalpar a algibeira à procura da fisga.

Ainda gostava de ter um canivete de madrepérola com sete lâminas, saca-rolhas, tesoura, abre-latas e chave de parafusos.

Ainda queria que o meu pai me comprasse na feira de Nelas, um espelhinho com a fotografia da Yvonne de Carlo, em fato de banho, do outro lado.

Ainda tenho vontade de escrever o meu nome depois de embaciar o vidro com o hálito.

Pensando bem (e digo isto ao espelho), não sou um senhor de idade que conservou o coração de menino.

Sou um menino cujo envelope se gastou." Ver menos

António Lobo Antunes

domingo, 15 de agosto de 2021

Porto - Cortejo de Carnaval dos Fenianos 1956


O Carnaval no Porto em 1956

No tempo em que se festejava o carnaval nas ruas do Porto.

O cortejo de carnaval era organizado pelo clube dos Fenianos e percorria grande parte da baixa do Porto, rua das Flores, Mouzinho da Silveira, Estação de São Bento, Aliados, Sá da Bandeira, Santa Catarina, Clérigos, Cordoaria, Hospital St António, Praça Carlos Alberto, Praça dos Leões, etc etc.


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Carta ao Senhor Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho


" Passados os dez dias que dei a mim próprio para esperar por uma resposta, publico esta carta enviada ao Sr. Ministro da Defesa

.........................................................................................................................

Exmo. Sr. Ministro da Defesa Nacional

Dr. João Gomes Cravinho

Para V. Exa. Os meus respeitosos cumprimentos

Sou um antigo combatente.

Combati (obrigado) na Guiné, nos anos de 1970 e 1971

Após 20 anos sem querer ouvir falar ou lembrar “aquilo”, acabei por fazer um “nojo” e a querer enterrar fantasmas.

Não o consegui, até que li algures que os combatentes americanos estavam a visitar o Vietname e a começar (após regresso dessas visitas) a voltar a viver.

Criou – se então o desejo de visitar a Guiné e passados alguns anos, ao fazer 25 anos do regresso, em 1996, com mais 8 amigos, voltei à Guiné.

Foram dias fantásticos, dias de reencontro, dias de enterrar medos, de enterrar ódios, de enterrar fantasmas.

Vim diferente e comecei a procurar antigos companheiros

Comecei a interessar – me pela história, comecei a organizar encontros de combatentes e hoje faço parte, como Vice-Presidente, do Núcleo local da Liga dos Combatentes.

Em 2002, aquando da criação da primeira lei de ajuda e proteção aos antigos combatentes, preenchi milhares de formulários para antigos combatentes.

O jornal local (Noticias de Vizela) onde colaborava, ofereceu centenas de formulários.

Há hoje, um novo apoio aos antigos combatentes, traduzido num Cartão de Combatente, que dá alguma (muito pouca, diga – se) dignidade aos antigos combatentes.

Portugal deve ser o único país do mundo onde os combatentes são olhados ainda com desdém, para não dizer ódio ou repulsa.

Vejo em muitos países os antigos combatentes a serem tratados como heróis.

Nós não queremos ser heróis, mas não queremos ser tratados como vilões.

Cabe aos governos, a este e aos que venham a seguir, devolver aos homens e mulheres que, sem olharem para trás, partiram rumo ao desconhecido, deixando chorando pais, esposas, filhos, para lutarem numa guerra que ainda hoje, passado mais de meio século, ainda não a entenderam.

Cabe a V. Exas. Senhores políticos, senhores responsáveis políticos. Dar a estes homens e mulheres, a grande maioria já no ocaso da vida, um pouco de dignidade.

Não nos tentem inebriar com umas hipotéticas entradas num qualquer museu, a gratuitidade num passe de camioneta (que nem mesmo isso é para todos) ou o direito de ser velado com a Bandeira Nacional, se o pretendermos.

𝓘𝓼𝓽𝓸 𝓮 𝓶𝓾𝓲𝓽𝓸 𝓹𝓸𝓾𝓬𝓸, 𝓹𝓪𝓻𝓪 𝓺𝓾𝓮𝓶 𝓽𝓪𝓷𝓽𝓸 𝓯𝓮𝔃

Os militares que estiveram na Guiné, sentem – se prejudicados, pela Lei de 2009. A sua comissão era somente de 18 meses, quer pelas agruras do terreno, clima, quer pela dureza da guerra, mas sempre cumpriam muito mais que isso, normalmente mais 4 ou 5 meses. Alterando a Lei de 2002 e deixando de ser contabilizado o tempo de serviço, acaba – se por prejudicar todos aqueles que incorporados em Batalhões Operacionais, não perfaziam os 24 meses.

Nós queremos mais. Nós merecemos mais. Nós (muitos de nós) precisamos de mais.

Apoio na proteção da saúde. Apoio na doença. Apoio na compra de medicamentos.

O direito de preferência nas habitações do estado é uma ilusão, que se perde nos corredores de quem decide.

A articulação com os diversos departamentos ou funções do estado, não se pode perder em discussões estéreis, que duram anos.

Tenho sido questionado por muitos antigos combatentes sobre o critério de atribuição do Cartão de Combatente.

Ninguém sabe, porque não há critério, não um plano, não há uma regra, não há uma forma.

Sei que tem chegado a alguns combatentes, sem regra e sem critério. Tanto recebe o que é de 1961, como o que é de 1974. Tanto recebe o António como o Joaquim ou o Mário.

Critério, exige - se.

Para descanso e consolo dos antigos combatente e para que o dito e (esperado) Cartão de Combatente seja recebido com orgulho.

Não transformem algo que pode ser importante, numa banalidade.

Reitero os meus cordiais cumprimentos

Júlio César Cunha Ferreira

Combatente da Guiné em 1970 e 1971"

(enviado por Pica Sinos, a quem agradecemos).

domingo, 8 de agosto de 2021

TORRE DOS CLERIGOS, MUSEU E IGREJA

 

Esta foto é da autoria da nossa amiga e visitante Albertina Granja, a quem agredcemos.

TORRE, MUSEU, IGREJA

O conjunto arquitetónico Clérigos, classificado Monumento Nacional desde 1910, é pela sua Igreja e pela sua Torre, um dos principais pontos de interesse, e local de visita obrigatória para todos os que visitam a cidade do Porto.

A Igreja e a Torre integram uma edificação do século XVIII, de inspiração barroca, que marcou a configuração urbana da cidade, localizada numa rua desnivelada, mas genialmente aproveitada por Nicolau Nasoni, que conseguiu criar um edifício de referência. A Igreja e a Torre estão unidas pela Casa da Irmandade, que desde 2014, após a sua musealização, está aberta ao público.

TORRE

No ano de 1753, a pedido da Irmandade dos Clérigos, o arquiteto italiano Nicolau Nasoni apresentou o projeto para uma torre sineira, e em 1754 arrancariam as obras daquela que viria a ser a mais bela e altaneira Torre, dominando toda a paisagem urbana do Porto. Em julho de 1763, com a colocação da cruz de ferro no topo, e a imagem de São Paulo no nicho sobre a porta, deu-se por finalizada a sua construção.

As características barrocas que a definem são a expressão máxima da espetacularidade do barroco, onde os motivos típicos deste estilo, dão à torre movimento e beleza.

A mais de 75m de altura, depois de subir 225 degraus e chegar ao topo da torre, a vista sobre a cidade deslumbra. Numa perspetiva a 360°, o visitante frui de um momento único, quer de dia ou de noite, quando em épocas especiais, a torre abre as suas portas até às 23h00.

A Torre dos Clérigos, é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.

MUSEU

O percurso pela Casa da Irmandade (1754-1758), onde se localiza o Museu propicia um regresso ao passado, a experiência de percorrer espaços, que em tempos, foram privados e destinados ao quotidiano da Irmandade dos Clérigos.

Percorrendo a Casa do Despacho, a Sala do Cofre, o Cartório, e a antiga enfermaria, percebe-se que o Museu possui um acervo constituído por bens culturais de valor artístico considerável, do século XIII até ao século XX, que se espraia nas coleções de escultura, pintura, mobiliário e ourivesaria. Esses bens são mensageiros de um património histórico e cultual, cuja função perdida na passagem do tempo, deu lugar à sua musealização.

A enfermaria da Irmandade dos Clérigos que funcionou até finais do século XIX dedicada ao tratamento dos clérigos doentes, foi convertida num espaço expositivo, e acolhe atualmente a coleção Christus. Esta exposição, concebida a partir da doação de uma coleção por parte de um colecionador particular, desvela a paixão pelo colecionismo, e conta uma história complementada com objetos, outrora de devoção, considerados hoje legados culturais de interesse. São peças de escultura de vulto, pintura e ourivesaria que enaltecem o encontro da arte com a fé.

A exposição, distribuída por três salas – Núcleo da Paixão, Viagem das Formas e Imagens de Cristo – convida a uma viagem pelo tempo e pelo espaço, pela imagem e pela devoção.

O Museu da Irmandade dos Clérigos, integra a Rede Portuguesa de Museus, desde 28 de agosto de 2018.

IGREJA

A doação de um terreno, localizado no Campo do Olival, à época o maior terreiro portuense, permitiu à Irmandade dos Clérigos construir igreja própria.

O projeto da Igreja dos Clérigos, de autoria de Nicolau Nasoni, foi aprovado na reunião da Irmandade dos Clérigos, em dezembro de 1731. As obras arrancaram em abril de 1732, com a abertura dos alicerces, iniciando-se assim a construção daquela que viria a ser a primeira igreja em Portugal com planta em forma de elipse. E não só. A galeria que circunda toda a nave, possibilitando observar a igreja no seu todo, é também uma característica singular deste templo. As várias janelas existentes permitem a entrada de luz, que realça o esplendor da talha dourada, presente na igreja, criando um belo jogo de cores com o mármore.

A cúpula ostenta o brasão de armas da Irmandade dos Clérigos, em granito fingido, e assenta sobre seis pilastras, destacando-se dois púlpitos e duas grades, os exemplares mais antigos de talha dourada na igreja, e se abrem quatro altares laterais: o do Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora das Dores, Santo André Avelino e São Bento.

Dezassete anos depois, em 1749, a edificação da igreja era dada como concluída, mas o seu apetrechamento, e mais tarde, a ampliação da capela prolongariam por mais uns anos as obras na igreja.

Ao fundo, a espaçosa capela-mor de forma retangular oblonga (mais comprida que larga), é embelezada com um altar de mármore e um retábulo de inspiração rococó, com risco de Manuel dos Santos Porto, no qual predomina um trono coroado pela imagem da padroeira, Nossa Senhora da Assunção. Nos flancos do retábulo, destacam-se os co-padroeiros da Irmandade dos Clérigos, São Pedro ad Vincula e S. Filipe Néri, duas esculturas de madeira pintadas.

A capela-mor é ladeada pelo cadeiral e pelos dois órgãos de tubos ibéricos ou "à portuguesa", cuja construção iniciou em simultâneo, decorria o ano de 1774. O cadeiral terminaria em 1777 e os órgãos apenas dois anos depois.

O texto é da autoria da IRMANDADE DOS CLÉRIGOS. Com a devida vénia, os nossos agradecimentos..

O Toar do silêncio ...


Luis Manuel Dias

Nem de propósito, ó LG - Bart Tite - Guiné! Tenho um poema em parte baseado nesta magnífica e saudosa canção! Vou tentar transpô-lo, aqui: ---------------------------------------- 

O TOAR DO SILÊNCIO

-

Será de mim, talvez, espúrio artista,

Que no profundo ar longe do grito frentista

Me acomodo plácido, inerme, insolúvel, ao silêncio

Que em derredor se esparrama e verte, tal cilício

Vergastado com fúria pura, em ares de esperança ida,

Toado pela enormidade aflitiva do cogitado Universo

Que em mim faz figas, toleirão, e prossegue adverso?

-

O Som do Silêncio!

‘’The Sound of Silence’’!

Quem dele recorda o som, escassos 50 anos volvidos,

E do quanto dele, entoada a cantiga a pulmões plenos, sinto

Que, mais do que nunca HOJE faz sentido?

O teor da canção derramada em brilhos

Com vozes jovens – de fervorosos e ingénuos?!

-

O Silêncio… sonoro e quente!

Intimista, interior silêncio, contra vãos ruídos,

Contra o aflitivo tropel deste mundo em gritos…

Eis a contra-corrente imperiosa, reflexiva, taciturna,

Porque calada - enquanto por aí se vozeia - em ditos

De ideais dantes vivos, hoje mortos-vivos-novos.

A voz interiorizadora da acção geradora, posto que muda!

Ah, quanto falta faz a implícita placidez soturna,

O inteligente poder da calma do Silêncio!

LMD, 28.07.21


A entrevista do Amador não saiu hoje.

 Bart Tite 1914

Informo os meus companheiros e amigos que a minha entrevista que era para sair hoje não saiu não sei porquê.

A menina jornalista é que me disse que saía hoje. Da minha parte as minhas desculpas.

Um abraço para todos.

José da Horta Amador.



nota-

De José Da Horta Amador:

Jâ falei com a jornalista Marta disse que a entrevista será publicada na Revista DOMINGO, no próximo fim de semana (Domingo) dia 15 de Agosto.

Um grande abraço.

Amador.