Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

As Carquejeiras

" AS CARQUEJEIRAS – AS ESCRAVAS DO PORTO

Poucos conhecem, por certo, a história destas mulheres de trabalho escravo...

"Desde o século XIX existiam, no Porto, as “Carquejeiras”. As carquejeiras do Porto eram mulheres que para “comer o pão de cada dia”, para si e seus filhos, subiam a calçada ingreme entre os Guindais e as Fontainhas, levando às costas, nesta via dolorosa, de 220 metros, molhos de carqueja pesando cerca de 50 Kg e depois as distribuíam pelos fogões das padarias e casas particulares, servindo como acendalhas, para coser pão ou aquecer as casas dos senhores do Porto, mais endinheirados. A carqueja chegava em barcos e nos Guindais era desembarcada e colocada às costas das carquejeiras – mulheres e tantas vezes crianças -, que lá iam pela Calçada da Corticeira – agora chamada Calçada da Carquejeira, como homenagem a estas mulheres -, até ao destino fosse a Boavista, fosse o Carvalhido ou tantos lugares. Durou este trabalho um século, tendo terminado em 1960. Agora uma associação, constituída para tal, inaugurou uma estátua evocativa da Carquejeira, nas Fontainhas. Pagavam a elas quantas viagens fossem capazes de fazer e pela distância, indo de 1$50 a 15$00.

A Carquejeira não tinha segurança social, nem postos de atendimento de saúde, e o que conheciam desde meninas, era acartar a carga, o mais vezes possível, fazer o jantar e nem davam conta que o homem as engravidava. Subindo a escarpa, quase não se viam os olhos, mas elas lá iam, perante o rizo da rapaziada, que não muitas vezes as apalpava, elas fugiam, era uma calçada com muitas curvas. Apesar do seu dia a dia duro e desumano, também iam às igrejas da cidade pedir pelos seus, e que tivessem muito trabalho. Era descalças que faziam o seu trabalho, não lhes restava mais que confiar e ter fé em Deus, que lhes desse muita saúde para calcorrear o maior número de vezes, para ganhar mais dinheiro, que era tão pouco que mal dava para a comida; os medicamentos eram as ervas que arranjavam e estudar nem sabiam o que era.

É bom que saibamos que existiam mulheres destas, autênticas santas e virgens. Santas porque se davam como sacrifício para que as suas famílias tivessem pão e sopa, os seus filhos crescessem, e virgens porque se davam completamente à causa das suas famílias, sem pretenderem nada para elas. O sacrifício que tantos de nós não conhecemos. Pois, aqui fica!"

Por Joaquim Armindo

Realizando um trabalho de “besta”, substituído pelo ser humano em uma época na qual a sobrevivência era uma questão de luta, as escravas do Porto se viam obrigadas a carregar às costas até 60 quilos de carqueja para conseguirem se sustentar diariamente.

No dia 1 de março de 2020,

Foi inaugurada a estátua em homenagem às Carquejeiras do Porto, por iniciativa da “Associação Homenagem às Carquejeiras do Porto”.

A “Maria”, nome da estátua da autoria do escultor José Lamas.


HOMENAGEM ÀS CARQUEJEIRAS, AS ESCRAVAS DO PORTO.

Pesquisa de Clarisse Marques

Fotografia de Álvaro Ferreira

Escultura: Da CIDADE às CARQUEIJEIRAS - de JOSÉ LAMAS

Alameda das Fontaínhas - Bonfim - Porto

Nota Pessoal - Há muito tempo que queria fazer esta publicação. Uma história do Porto que nunca foi e nunca será linda de viver... É como a vida, de dias de sol e dias cinzentos, com chuva e nevoeiro...Como a rosa que é linda e perfumada, mas têm espinhos...As Carquejeiras, de certa maneira, representam a MULHER PORTUGUESA, que no passado trabalhou exaustivamente. Como a Alcina, a rapariga mais linda da Aldeia que adoeceu e morreu de tanto trabalhar - A MINHA MÃE! ❤❤🥲🥲❤❤"

Joaquim Armindo, obrigado.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

O funeral do Senhor Sotero

A Direção do CSMA informa que o funeral do Vice-presidente António Diogo Sotero será amanhã dia 23 de Janeiro pelas 10h na Capela da Mina de São Domingos, seguindo depois para o cemitério da localidade.

O corpo  encontra-se  em câmara ardente, na casa Mortuária da Mina de São Domingos.



domingo, 21 de janeiro de 2024

JACINTO CORREIA, PRIMEIRA VÍTIMA OFICIAL DOS EXÉRCITOS DE NAPOLEÃO NA PENÍNSULA IBÉRICA, em 25-01-1808.

 Foto: ACONTECEU HÁ 205 ANOS!
JACINTO CORREIA, PRIMEIRA VÍTIMA OFICIAL DOS EXÉRCITOS DE NAPOLEÃO NA PENÍNSULA IBÉRICA, FOI FUZILADO EM MAFRA EM 25-01-1808. 
ESTE MÁRTIR / HERÓI RESIDIU NA FREGUESIA DE ATOUGUIA DA BALEIA DE 1785 A 1802. 
Natural da Zambujeira, freguesia e concelho da Lourinhã. Casou na Atouguia de Baleia com Umbelina Rosa, em 30 de Maio de 1785, e residiu na Azenha de Baixo e na Azenha do Penteado, onde nasceram os seus 8 filhos. 
Já residindo em Mafra, onde estava ao serviço dos frades do Convento, por ocasião da chegada das tropas invasoras, encontrou, nas imediações dos Gorcinhos, arredores daquela vila; quando transportava um feixe de lenha às costas e um cabaz de fruta seguro pelo braço; dois soldados franceses que, com violentas e perigosas ameaças, o tentaram roubar. Jacinto Correia, muito embora perturbado com a injustiça do assalto, ainda teve a serenidade precisa para recordar que, na sua frente, se encontravam, além de gatunos, dois abusivos devassadores do território nacional. E, cego de raiva, resistiu, matando os dois soldados com uma foice roçadoura. 
Sem demora, Jacinto Correia foi preso e levado para Mafra, quartel-general do General Loison, e julgado num conselho de guerra. Como matara em legítima defesa, tudo se fez no sentido de se obter um perdão. A condessa da Ega, que participou naquelas improfícuas tentativas, não conseguiu, também, abrandar a irritação de Junot.
No tribunal, Jacinto Correia respondeu com serenidade e coragem às perguntas que lhe eram feitas. Surpreendido com tanta audácia, o general de divisão Loison, que assistia ao julgamento, determinou ao intérprete que fosse perguntado ao réu se o arrependimento já teria exercido algum efeito no seu espírito.
Jacinto Correia, dominado por fervoroso patriotismo e em atitude que só é peculiar dos heróis, respondeu que: “Se todos os portugueses fossem como eu, não restaria um só invasor”.
Confundido com tão inesperada e pronta resposta, apressadamente traduzida pelo intérprete, o general Loison apresentou visíveis indícios de cólera e, por forma brusca e peremptória, ordenou ao tribunal o fuzilamento do réu, sem apelo.
Na manhã de 25 de Janeiro de 1808, na alameda sul do Convento de Mafra, em ambiente apropriado, pois a tristeza do tempo não desmentia a dor dos homens, compareceu uma escolta militar francesa, na frente da qual, pouco depois, foi colocado Jacinto Correia.
Seis ruídos próximos e agudos se propagaram no espaço. E, por esta maneira, caiu, para jamais se erguer, um valente português. 
O general Loison, temendo, certamente, as consequências da atitude heróica de Jacinto Correia, que podia excitar ódios ou estimular ânimos para análogas façanhas, mandou publicar, sete dias depois do fuzilamento, uma notícia na Gazeta de Lisboa, na qual, no sentido de intimidar, dava conhecimento da condenação que sofrera o pacato e bom trabalhador que, no exercício das suas funções, calcorreara pelos imensos e longos corredores do Convento de Mafra. 
Nota: na foto apresenta-se o monumento da homenagem prestada em Mafra em 2008.

ACONTECEU HÁ 205 ANOS!

JACINTO CORREIA, PRIMEIRA VÍTIMA OFICIAL DOS EXÉRCITOS DE NAPOLEÃO NA PENÍNSULA IBÉRICA, FOI FUZILADO EM MAFRA EM 25-01-1808.

ESTE MÁRTIR / HERÓI RESIDIU NA FREGUESIA DE ATOUGUIA DA BALEIA DE 1785 A 1802.

Natural da Zambujeira, freguesia e concelho da Lourinhã. Casou na Atouguia de Baleia com Umbelina Rosa, em 30 de Maio de 1785, e residiu na Azenha de Baixo e na Azenha do Penteado, onde nasceram os seus 8 filhos.

Já residindo em Mafra, onde estava ao serviço dos frades do Convento, por ocasião da chegada das tropas invasoras, encontrou, nas imediações dos Gorcinhos, arredores daquela vila; quando transportava um feixe de lenha às costas e um cabaz de fruta seguro pelo braço; dois soldados franceses que, com violentas e perigosas ameaças, o tentaram roubar. Jacinto Correia, muito embora perturbado com a injustiça do assalto, ainda teve a serenidade precisa para recordar que, na sua frente, se encontravam, além de gatunos, dois abusivos devassadores do território nacional. E, cego de raiva, resistiu, matando os dois soldados com uma foice roçadoura.

Sem demora, Jacinto Correia foi preso e levado para Mafra, quartel-general do General Loison, e julgado num conselho de guerra. Como matara em legítima defesa, tudo se fez no sentido de se obter um perdão. A condessa da Ega, que participou naquelas improfícuas tentativas, não conseguiu, também, abrandar a irritação de Junot.

No tribunal, Jacinto Correia respondeu com serenidade e coragem às perguntas que lhe eram feitas. Surpreendido com tanta audácia, o general de divisão Loison, que assistia ao julgamento, determinou ao intérprete que fosse perguntado ao réu se o arrependimento já teria exercido algum efeito no seu espírito.

Jacinto Correia, dominado por fervoroso patriotismo e em atitude que só é peculiar dos heróis, respondeu que: “Se todos os portugueses fossem como eu, não restaria um só invasor”.

Confundido com tão inesperada e pronta resposta, apressadamente traduzida pelo intérprete, o general Loison apresentou visíveis indícios de cólera e, por forma brusca e peremptória, ordenou ao tribunal o fuzilamento do réu, sem apelo.

Na manhã de 25 de Janeiro de 1808, na alameda sul do Convento de Mafra, em ambiente apropriado, pois a tristeza do tempo não desmentia a dor dos homens, compareceu uma escolta militar francesa, na frente da qual, pouco depois, foi colocado Jacinto Correia.

Seis ruídos próximos e agudos se propagaram no espaço. E, por esta maneira, caiu, para jamais se erguer, um valente português.

O general Loison, temendo, certamente, as consequências da atitude heróica de Jacinto Correia, que podia excitar ódios ou estimular ânimos para análogas façanhas, mandou publicar, sete dias depois do fuzilamento, uma notícia na Gazeta de Lisboa, na qual, no sentido de intimidar, dava conhecimento da condenação que sofrera o pacato e bom trabalhador que, no exercício das suas funções, calcorreara pelos imensos e longos corredores do Convento de Mafra.

Nota: na foto apresenta-se o monumento da homenagem prestada em Mafra em 2008. 

Jacinto Correia foi um resistente aos invasores franceses na primeira das 3 invasões a Portugal decretadas por Napoleão Bonaparte, por isso pagou com a vida a sua rebeldia, foi o 1º condenado à morte em Portugal pelas forças estrangeiras e executado por fuzilamento Em Mafra no dia 25 -01-1808 por ordem dos generais Junot e Loison este o célebre maneta que deu origem ao ditado popular ainda hoje em voga (olha que vais para o maneta) 

Na celebração do 2º centenário da nossa vitória total obtida nas linhas de Torres Vedras foi-lhe erigido em Mafra no local da sua execução um mausoléu e todos os anos pela data do seu falecimento aí lhe é prestada homenagem por altas individualidades civis e militares, depois de alguns anos sem ter aparecido qualquer descendente na sua homenagem, por desconhecimento total desses descendentes, com o divulgar da sua História muito pela persistência do seu sobrinho-neto Doutor Paulo Ferreira autor do livro  (As Lides do Talaia) que nesta obra divulga e dedica várias páginas sobre a História do seu tio-avô Jacinto Correia e porque não dizê-lo pela minha também, hoje já temos regularmente todos os anos alguns descendentes na sua homenagem quase todos da sua quinta geração.

Há muitos anos e porque gosto muito de História li em alguns livros que na  primeira das 3 invasões ao nosso País feitas por Napoleon Bonaparte houve um patriota natural da Lourinhã que lhes deu luta e que por isso pagou com a vida a sua ousadia sendo por isso fuzilado em Mafra às mãos do General invasor Junot, alguns autores da época falam nisso não como um grande feito, mais em jeito de nota de rodapé, na altura jamais associei essa personagem à minha ascendência, primeiro não pensava ter raízes na Lourinhã uma vez que toda a minha família paterna e materna é originária da Atouguia da Baleia, nada me levava a pensar ter raízes deste grande patriota. Como já disse gosto muito de História e depois de me reformar comecei a estudar a História da família aprendendo a fazer procura geneológica aparecendo-me na minha ascendência na Atouguia da Baleia Jacinto Correia  nascido na Quinta de Dona Máxima junto ao lugar da Azambujeira na freguesia de Nossa Senhora da Anunciação da Lourinhã e eu fiquei desconfiado, mesmo assim nada me dizia que se tratasse da mesma personagem mencionada nos livros de História, há uns anos atrás começou a febre do facebook   e para não fugir à regra também comecei a aceder regularmente quando e um dia vejo numa página do Grupo Atouguia da Baleia a foto do Mausoléu e toda a história de Jacinto Correia que coincidia em tudo com a do meu quinto avô que eu tinha na minha ascendência, o autor dessa publicação era o  historiador senhor João Luís Alves Francisco natural  do lugar de  Azenhas dos Tanoeiros Mafra  e com o qual entrei em contacto tirando-me ele todas as dúvidas ficando eu com a certeza de que era mesmo seu descendente. Mais tarde e conversando com a Dona Maria Matos incansável diretora da coletividade da Zambujeira acerca disto ela convidou-me a ir à Lourinhã  ao  lançamento do livro (As Lides do Talaia) de Paulo Ferreira também ele sobrinho-neto de Jacinto Correia e que no mesmo livro dedica algumas páginas ao seu tio-avô, uma das coisas que o ouvi dizer ao referir-se a Jacinto Correia era de que tinha muita pena de não conhecer qualquer descendente direto do mesmo, no final apresentei-me como tal o que acabou por ser  uma alegria para os dois e já juntos fomos em 25/01/2017  os primeiros descendentes a marcar presença na sua homenagem, fomos passando a palavra e nos anos seguintes começaram a aparecer mais e hoje  já somos alguns, penso que a semente está lançada e que Jacinto Correia não mais deixará de ter os seus  descendentes em Mafra no dia do aniversário da sua morte em que é homenageado pelo seu ato de coragem e patriotismo.

 Jacinto Correia foi batizado no dia 21-10-1759 na freguesia de Nossa Senhora da Anunciação da Lourinhã e nasceu no dia 30-09-1759 na Quinta de Dona Máxima perto do  lugar de Azambujeira freguesia de Nossa Senhora da Anunciação da Lourinhã, casou em Atouguia da Baleia e viveu nessa localidade desde 1785 até 1802 isto baseando-me no nascimento do seu último filho na freguesia de Atouguia da Baleia, depois terá ido viver para a vila de Mafra onde esteve ao serviço dos frades do convento, isto se aquilo que dizem Júlio Ivo e Pinheiro Chagas, de que ele vivia em Mafra ao serviço dos frades do convento ao tempo da primeira invasão francesa o que eu duvido,  faleceu em Mafra no dia 25-01-1808 fuzilado, depois de ter sido condenado à morte pelas tropas francesas da primeira das três invasões ao nosso País comandadas pelo general Junot.

Júlio Ivo no livro El Rei Junot de Raúl Brandão diz que ele terá sido estudante quando jovem dos frades do convento de Mafra e que viveria em Mafra ao tempo dos acontecimentos ao serviço dos mesmos frades e que no regresso do seu trabalho terá sido surpreendido por dois soldados franceses quando transportava às costas um cabaz de fruta e um cesto de lenha e tendo estes tentado roubá-lo agredindo-o, ele se defendeu matando-os com uma foice roçadora ferramenta que usava no seu trabalho diário.

Pinheiro Chagas diz que ele embora tenha nascido na Zambujeira da Lourinhã, terá estudado em jovem nos frades do convento e que teria alguma instrução, que  terá fixado residência em Mafra e que nesta vila casara onde tinha filhos, duas crianças de tenra idade, que em Mafra trabalhava à data dos acontecimentos por conta dos frades nos jardins do cerco e na vasta horta da tapada quando Junot na sua marcha invasora sobre a capital assentou arraiais em Mafra e arredores na primeira invasão francesa.

Estas versões são as mais relatadas nos anais da História e as que mais são faladas nos dias de hoje, mas existe uma outra versão dos factos relatada de forma muito diferente por José Acúrcio das Neves e na qual eu acredito como mais realista de como tudo se terá passado, há factos nas versões anteriores que para mim estão desajustados, se não vejamos como podia Jacinto Correia ter sido estudante em jovem no Convento como diz Júlio Ivo, ou ter instrução e conhecer os Lusíadas como diz Pinheiro Chagas se ele não sabia ler? No seu registo de casamento na freguesia de Atouguia da Baleia ele não assina por não saber assinar, nos registos paroquiais ele regista 7 dos seus 8 filhos em Atouguia da Baleia e um na Lourinhã, não tem em 1808 apenas 2 filhos de tenra idade e vive em Mafra, para mim ele nunca viveu em Mafra mas sim sempre na freguesia de Atouguia da Baleia onde executou  trabalhos difíceis nas azenhas do Penteado e na de Baixo ou ainda como lavrador no Casalinho perto de Ribafria onde penso que ele vivia à data dos acontecimentos e nunca terá sido estudante, inclino-me mais para que fosse analfabeto, talvez sim um lavrador ou trabalhador rural com dotes de liderança e um patriota em quem os seus vizinhos confiavam fazendo dele um líder, terá sido preso em Peniche  por Taunier comandante das forças invasoras em Peniche e levado de seguida para Mafra por ser onde estava sediado o quartel-general de Junot para aí ser julgado, aí foi condenado e executado para servir de exemplo a outros que lhe quisessem seguir os passos.

José Acúrcio das Neves descreve-nos doutra maneira para mim mais realista como as coisas se terão passado, Jacinto Correia era um honesto lavrador de Atouguia da Baleia que teria sido roubado pelas primeiras tropas francesas da primeira invasão que passaram para a praça de Peniche e querendo defender-se dos seus inimigos que julgava também serem os inimigos da Pátria inflamado pelas queixas dos seus vizinhos que tinham também sido roubados como ele, foi imediatamente à vila de Óbidos pedir auxílio às tropas do regimento do Coronel Freire de Andrade que ali se achava estacionado dizendo-lhe que a sua intenção era dar a morte a todos os franceses que continuassem a passar na sua terra. Ninguém ousara dizer a este pobre rústico que está a cometer  um erro de entendimento, mas o seu erro nascia de um verdadeiro patriotismo e o que é bem digno de lamentar-se foi julgado por um grande crime pelo juízo dos mesmos portugueses, porque o próprio Coronel Freire de Andrade nessa altura já está ao serviço dos franceses partindo depois para França com a sua Legião Portuguesa e em vez  de o instruir como ignorante, foi delatá-lo como rebelde aos franceses e por isso caindo o infeliz Jacinto Correia nas garras do brigadeiro Taunier comandante da Praça de Peniche, poucos dias depois foi morrer arcabuzado em Mafra por sentença duma comissão militar francesa. Esta para mim a narração verdadeira dos factos, Jacinto Correia terá vivido sempre na freguesia de Atouguia da Baleia na altura destes acontecimentos, penso que viveria junto ao lugar de Ribafria dessa freguesia, há documentos que indicam que ele aí viveu e foi aí que continuou a viver a sua viúva até voltar a casar de novo perto dum ano depois da sua morte. Uma coisa é certa e todos os historiadores confirmam o seu acto de patriotismo, sabendo que a sua resposta poderia condená-lo à morte continuou firme como um grande português e respondeu ao célebre general Loison (se todos os portugueses fossem como eu não restaria um só invasor em Portugal).

enviado por Jacinto Borges, a quem agradecemos.

Faleceu António Diogo Sotero

 É com grande tristeza que a Direção do Centro Social dos Montes Altos, vem comunicar o falecimento do Sócio Fundador e Vice-Presidente António Diogo Sotero.

Em nome dos Corpos Sociais, funcionários e utentes enviamos as mais sentidas condolências à sua família.

Assim que possível daremos informações sobre as cerimónias fúnebres.

Do Raul Pica Sinos:

“Sentidas condolências à família. Sotero um homem de grande generosidade para todos que com ele conviveram exemplo disso foi o nosso saudoso camarada Pedro. Até amanhã Sotero.”




Sentidas condolências à família e a todos os utentes e direção do Centro Social dos Montes Altos , nesta hora triste.

Leandro Guedes.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Noite fria, gélida...

 Amigos meus Queridos

Reponho, hoje, uns versos, feitos vão já 5 (cinco) anos, neste preciso dia! E o tempo que tem feito jus faz ao teor deles...

Abraço-vos, com fraterna amizade.

Lêde, ou relêde-os...7

(LMD,16.01.24)

===


NOITE FRIA, GÉLIDA...

Porque o dia, especialmente no seu findar e para a noite, que já caiu, têm estado extremamente frios, na nossa região de frio húmido, conquanto não chova para já, deu-me para discorrer, versejando, sobre o tema.n

Assim, Vos presenteio, Queridos Amigos meus, com umas bem geladas linhas, de modo a lhe apreciardes o sabor, e qual a textura da frialdade... Após o lerdes, dizei-me algo. Anseio pelas vossas mui desejadas palavras. 

Beijos e abraços, como é meu uso Vo-los distribuir.

Agora, à leitura...

(LMD, 16.01.19)

=== ===

Noite fria, gélida, insensível...

--

Noite fria, gélida, cinzentona e triste

Cai, sem dó nem piedade, e em riste.

Obtusa, a pérfida, descamba e gela

Quem, por montes, aos animais vela!

Noite crua, de matar, de húmido frio

A gelar corpos quentes e almas a fio...

Ó noite ingrata, quem te deu o ser?

E de longe, célere, vens aqui morrer?

Teu corpo esguio, de beldade sem dó,

Quisera ter seguro, preso bem com nó!

&

Malvada, que me estragas a dedilhação,

Não vês, tu, que me páras a circulação?ko

Tenho sangue forte, fluindo ruborado...

Mora em mim, inteiro, pouco estragado!

Nas mãos tuas, de gelo, frialdade pura,

Quem consegue ter-se, e tem estrutura

Para vivo, cálido, de compleição dura

Te enfrentar, sereno, com compostura?

Noite gelada, com dor as cores minas,

A energia sugas, a mãos e faces minhas!  

Noite fria, de morrer, há deserto em tudo.

Será que o geral fim desejas, contudo?

Cinzenta bruma, soturna, gélida, pungente,

Vai-te, ó insensível noite! Aqui, mora gente!

LMD, 16.01.19.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Vila de Frades já não tem Abades | Grupo de Cante os Filhos do Alentejo

Vinho de Talha

 Vinho de Talha 🍷

 Uma grande parte das tabernas do Alentejo (e entre elas muitas que se transformaram em restaurantes famosos) mantém a produção do vinho de talha.


Restaurante O País das Uvas

Antonio Vilão, celebra hoje mais um aniversário

 


O Antonio Vilão completa hoje mais um aniversario.
Muitos parabéns amigo, que tenhas muita saude e que celebres este dia com muita alegria junto dos teus.
Um forte abraço 
Leandro Guedes 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Dom Francisco da Mata Mourisca - Padre Misionário Franciscano e Bispo de UIJE/Angola

 A respeito dos Senhores padres que estiveram no velho Convento dos Capuchinhos no Tronco, hoje Paróquia do Amial, e sem tirar mérito aos demais sacerdotes, há um que me ficou mais na memória que foi o Padre Francisco da Mata Mourisca. Tenho gratas recordações do Senhor Dom Francisco da Mata Mourisca. Conheci-o na que é hoje, Igreja Paroquial do Amial, há 70 anos atrás e com ele convivi até ser homem.

Era uma pessoa de excelente dom de palavra, atraía multidões quando era previsto ser ele o pregador. Pessoa de forte presença, era escutado por todo o lado, fosse na Igreja, nas Missas, na Catequese ou nas Procissões que por lá se faziam, principalmente no mês de Fátima, em que as mesmas saíam da Igreja dos Capuchinhos do Amial e tinham o seu final no Jardim em frente à Escola Primária do Bairro da Azenha.

Foi ordenado sacerdote na Capela do Convento do Tronco (Porto), no dia 20 de janeiro de 1952

Tocador de Órgão exímio, a sua voz forte e melodiosa entoava cânticos que a todos deliciavam.

D. Francisco da Mata Mourisca, foi missionário português, padre Franciscano Capuchinho e primeiro bispo do Uíje, tendo por lá ficado durante 41 anos.

Faleceu aos 94 anos, “vítima de doença”, tendo nascido na Mata Mourisca, localidade perto da Figueira da Foz.

Foi o que se pode chamar, um Bom Pastor.

Descanse em Paz.

Leandro Guedes.



sábado, 13 de janeiro de 2024

Cerimónia de Homenagem aos Antigos Combatentes, em Bissau


 

... e os outros não fizeram !


 

Imposição de Medalhas Comemorativas das Campanhas de Combatente da Guerra do Ultramar.

 Imposição  de Medalhas Comemorativas das Campanhas de Combatente da Guerra do Ultramar.

Lembramos àqueles companheiros que ainda não têm a Medalha e que gostavam de a ter, que devem solicitá-la, assim como o cartão e o crachá do antigo Combatente.

Se quiserem a minha ajuda digam-me para eu a solicitar ao Ministério do Exercito.

Não podemos deixar esquecer o que por lá passamos...

Saudações séniores.

Leandro Guedes.







DIA DO EXÉRCITO


 

Apoios aos antigos Combatentes

 Da revista "COMBATENTE", da Liga dos Combatentes, transcrevemos este apelo  ao Governo de Portugal e Assembleia da República, com os APOIOS AOS ANTIGOS COMBATENTES pretendidos.

Entendemos que faltam aqui a inclusão de apoios específicos em Entidades Medicas  ou Hospitalares, que o SNS não apoia, e que por isso  deviam estar contemplados, e que tratam doenças especificas dos homens ou de consequência de trauma pós traumático, nomeadamente:

 - Tremor Essencial, tremor das mãos,  (não Parkinson), que é em Portugal unicamente tratado no Hospital da Ordem de São Francisco no Porto - Sistema HI-FU. Esta doença é associada à vivencia em clima de guerra durante largos periodos.

- HBPróstata, (Hiperplagia benigna da Próstata) - Tratado na Cruz Vermelha Portuguesa, Sistema Aquabeam, no Hospital Trofa-Saúde, Na CUF Tejo e Porto e no H.P.do Algarve nenhum deles subsidiados pelo SNS.

- Acesso livre e ilimitado ao Hospital Champalimaud, nomeadamente na área do Cancro.

Estas valências são fundamentais para a saúde dos Combatentes e seus familiares.

-  E também a atualização imediata da pensão de reforma que atualmente está nos 8,33 Euros por mês.., (100 € por ano), já inscrito neste apelo.

- Acesso aos Hospitais das Forças Armadas, também já inscrito neste apelo.

Leandro Guedes.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Domingos Monteiro - 80º aniversário

 O nosso amigo Domingos Monteiro, celebra hoje mais um aniversário, o 80º. Bonita idade.

Parabéns companheiro, que contes muitos com saúde, junto dos teus familiares.

Um forte abraço

Leandro Guedes.







quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Arqueologia Industrial - As Minas de Carvão de São Pedro da Cova, Gondomar

AS MINAS E OS MINEIROS DE SÃO PEDRO DA COVA

As minas de carvão de São Pedro da Cova, no concelho de Gondomar (terra do nosso amigo Beselga), iniciaram a sua atividade nos finais do sec. dezoito, 1795, tendo finalizado a sua atividade em 1972.

O carvão extraído desta mina alimentava as mais diversas atividades, fosse para a industria ou para o caminho de ferro e produção de eletricidade, incluindo o consumo caseiro.

A mina fechou e ficaram as recordações que aqui se relatam, num pequeno folheto que é distribuído na mina.

A Casa da Malta é uma espécie de Casa do Povo por onde andam atualmente os mineiros reformados, muitos deles doentes dos pulmões, vitimas duma doença crónica laboral incurável,  a silicose e consequente tuberculose, devido ao pó da mina.

A Casa da Malta dava-lhes  apoio durante a laboração e agora dá apoio na reforma, aos trabalhadores e seus familiares.

É comum informarem os visitantes sobre o funcionamento da Mina.

Vale a pena a visita.!


É fácil chegar à Mina através da morada acima.


 











as cestas para o transporte aéreo até ao Porto e Rio Tinto.


vagoneta para o transporte do carvão dentro da mina até ao exterior


Vagonetas que transportavam o carvão extraído da Mina



Em 1914, foi instalado um cabo aéreo para transporte das cestas de carvão, com a extensão de 9 quilómetros que transportava as cestas de carvão de S. Pedro da Cova em Gondomar, até ao Monte Aventino no Lugar das Antas, no Porto,  e também para a Estação dos Combóios de Rio Tinto... Ainda me lembro bem disso.

Zorra elétrica para o transporte do carvão até ao Porto por diversos locais





Roda de tração do cabo aéreo que suportava os cestos que transportavam o carvão via aérea

Maqueta do exterior da  Mina


No site indicado abaixo, do BLOG HISTORIAS DE BOLSO,  relata a história da Mina muito mais completa. Vale a pena visitar este site, para quem se interessa pelo assunto:

www.https://historiasdebolso.home.blog/2019/01/09/as-minas-de-carvao-da-maior-exploracao-do-pais-quando-em-atividade/

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E a seguinte crónica no Jornal Público:

https://www.publico.pt/2015/03/29/local/noticia/a-historia-da-vila-que-guarda-uma-mina-dentro-1690395

Desta crónica transcrevemos com a devida vénia ao Publico e seus Jornalistas aqui indicados, a seguinte parte dum excelente texto.:

A história da vila que guarda uma mina dentro

Enquanto descia às profundezas da terra, gasómetro na cabeça e saco de farnel na mão, os 16 anos de vida de Manuel Reis não puderam amparar-lhe a tremeliqueira das pernas. De repente, o rosto cândido e pálido enegreceu-se até à cor do carvão. Até à cor do medo. Lá no fundo, onde a luz não chega, passaram-lhe para a mão uma pá e pronunciaram meia dúzia de palavras. E ele começou a acartar carvão. Foi a primeira vez de um vaivém de duas décadas nas profundezas das minas de São Pedro da Cova. Manuel regressa agora ao complexo mineiro, 45 anos depois do dia que ninguém apaga da memória: 25 de Março de 1970, a data de encerramento das minas. As pernas já não tremem, mas os olhos humedecem quando recorda a “vida de escravidão”. Durante os quase dois séculos em que funcionaram, as minas de carvão foram o principal sustento de famílias inteiras nesta freguesia de Gondomar. Mas foram também sinónimo de miséria e de fome, de doença e de morte. E mudaram para sempre São Pedro da Cova.

Nesta terra mineira a 20 quilómetros do Porto, nunca quiseram enterrar as dores de outros tempos. A exploração a que milhares de trabalhadores foram sujeitos desde 1795, quando o carvão de pedra (antracite) foi descoberto na freguesia, escreve-se a letras garrafais. Recordar para não esquecer. Para Serafim Gesta, investigador local que adoptou o pseudónimo de Mazola e é autor de vários livros sobre São Pedro da Cova, as minas não são apenas um objecto de estudo. Estão-lhe gravadas no ADN há gerações, desde os “pioneiros do carvão”. “Tenho das minas as memórias mais tristes que pode haver. Memórias de morte. Estou a ver o meu avô morrer, com uma medalha ao peito, mas pobre, cansado, miserável, tuberculoso. O meu pai tísico, depois de muitos anos de mina. E a minha mãe a perder a vida à minha frente, a sujar os lençóis de sangue. Silicose: 100% de pó.”

Jornalistas Mariana Correia Pinto (texto) e Manuel Roberto (fotografia)

https://www.publico.pt/2015/03/29/local/noticia/a-historia-da-vila-que-guarda-uma-mina-dentro-1690395

Vale a pena ler.


terça-feira, 2 de janeiro de 2024

MONUMENTO AOS COMBATENTES DA GUERRA COLONIAL, EM TORRES VEDRAS

 "Eles,

Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além..."

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras

O Avô Combatente, a explicar aos netos o que foi a Guerra Colonial...



Autor da Legenda, Jaime Umbelino:

Jaime Umbelino, esboço biográfico:

Jaime Jorge Umbelino nasceu na Foz do Arelho, em 5 de Março de 1916. Com a vinda da família para Torres Vedras, tornou-se torriense com apenas 4 anos de idade.

Primeiro filho de uma série de irmãos, era ainda muito jovem quando se deparou com o encargo de toda a família. Com 19 anos iniciou a sua carreira de escri­turário na Conservatória do Registo Civil de Torres Vedras, na época localizada no andar superior do Convento da Graça. Foi desse "mirante" privilegiado, sobre a então vila, que o autor teceu as suas conhecidas crónicas e artigos, publicados na Imprensa local e agora coligidos nesta obra.

Entre a crítica humorística, a sensibilidade poética e a descrição realista de diver­sos problemas sociais, Jaime Umbelino permite-nos, nesta obra, reconhecer os traços mais característicos da sociedade torriense nos meados do Século. Apesar da responsabilidade familiar que herdara e dos seus compromissos profissionais, Jaime Umbelino conseguiu, com bastante sacrifício e determi­nação, licenciar-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Passou então a dedicar-se ao ensino liceal e técnico. Respeitável pedagogo, o Dr. Jaime Umbelino, instruiu milhares de alunos de toda a região e ainda hoje se man­tém "no ativo", lecionando aulas particulares de latim e de língua portuguesa. Foi um dos fundadores do Jornal "Badaladas", a par do Pe. Joaquim Maria de Sousa, e Diretor do Jornal do Torriense.

Dirigiu a Biblioteca de Torres Vedras e participou muito ativamente em diversas obras de carácter social e assistencial.

Tem publicadas as seguintes obras: "A Quadra Popular no Azulejo"; "De Turres Veteras a Torres Vedras (Estudo Etimológico), As Esferas Armilares do Castelo de Torres Vedras (interpretação de uma sigla), O Foral de D. Afonso III" e "Musa Antiga - Sonetos". No prelo encontra-se "A Língua Portuguesa" - um volume que reúne as centenas de artigos publicados pelo autor, acerca deste tema, em diver­sos jornais.

*       Transcrito da contracapa do livro O MIRANTE, publicado em 1999, que reúne parte das crónicas publicadas por Jaime Umbelino na imprensa local.

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Autor da escultura José Núncio:

José Núncio

 Nascido em Lisboa a 14 de agosto de 1938, este militar de carreira inicia-se na escultura apenas em 1985, mas é somente em 1988, com a patente de coronel, que decide assumi-la como atividade profissional a tempo inteiro. Escultor autodidata, realizou, em Portugal e no estrangeiro, cerca de 300 exposições coletivas e 42 individuais.

Tem 34 obras públicas implantadas em Portugal, Macau e Austrália, constituídas por peças isoladas e grupos escultóricos e foi galardoado com vários primeiros prémios e medalhas de ouro.

Membro da Academia de Letras e Artes do Estoril.

Poeta e escritor, tem livros publicados nas modalidades da poesia e do conto.

Faleceu em Lisboa a 21 de outubro de 2006.

in página da Camara Municipal de Torres Vedras


Joaquim Agostinho Fernandes, completa hoje mais um aniversário.

Joaquim Agostinho Fernandes, do Pelotão de Morteiros, completa hoje mais um aniversário.

Parabéns companheiro, que contes muitos com saúde, junto dos teus familiares.

Um forte abraço.

Leandro Guedes





segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

FELIZ ANO NOVO


 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Parabéns Joaquim Henriques, o Jaké

Ora Viva Henriques, como tens passado? Espero que estejas bem.
Passas hoje mais um aniversário e por isso te enviamos um forte abraço de Parabéns.
Que contes muitos com saúde e boa disposição. junto dos teus.
Muitos parabéns amigo,.
Leandro Guedes.