Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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terça-feira, 13 de julho de 2021

Transportes de Bissau para Tite - alojamento e restauração

"de manuel rodrigues

há 12 horas

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Tambem estive em Tite- 1961-63, fomos os primeiros a chegar ai. Estive um mes no Enxudé, quando estavam a montar as fundaçoes para um cais novo. Alguem me sabe dizer das condiçoes de transporte desde o Enxude ate Tite e ai, havera alojamentos e restauraçao ? Quem souber que diga, por favor.

Manuel Rodrigues."


 Meu caro Manuel Rodrigues. Não temos conhecimento de que haja carreiras periódicas de barcos entre Bissau e Enxudé. Mas há relatos de pessoas que vão e vêm dum lado para o outro o que quer dizer que, mesmo esporádicos, haverá transportes fluviais. Quanto a alojamento e restauração também nada sabemos. Mas o povo de Tite é hospitaleiro e não será dificil "matar a fome" e arranjar onde dormir. Vamos publicar este seu apêlo no nosso blog https://bart1914.blogspot.com  e no nosso facebook. Votos de boa saúde. 

Leandro Guedes.


domingo, 11 de julho de 2021

A entrevisata do Carlos Leite, ao Correio da Manhã - As Memórias do BART 1914





Agradecemos reconhecidos ao Correio da Manhã e sua Jornaluista D. Manuela Guerreiro e colegas foto-jornalistas, pela oportunidade que nos foi dada.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Parabéns ao Hipólito

 O nosso companheiro Hipolito, "comandante e comendador", além de SPM e assistente eclisiástico, passa hoje mais um aniversário. Para ti amigo o nosso abraço de parabéns com votos de boa saúde.

Leandro Guedes.




quinta-feira, 8 de julho de 2021

Cem escudos não era igual a cinquenta cêntimos de hoje

 


Mapa de Portugal de antigamente

 


Quem se lembra destes mapas da ⁴@ classe? Era preciso saber tudo, rios afluentes e foz, linhas de comboio e respetivas estaçoes, serras e montes, distritos, concelhos, etc etc

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Maria Albertina Granja:

Tinha um em casa ...e na escola também, é claro...

Eram outros tempos....!!!

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Raúl Soares:

Quem não se lembra. Tempos em que tínhamos que saber, os rios, afluentes margem direita e esqª., mais os das ex-colónias. Tempos idos em que se podia brincar na rua sem horários....................

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A proposito coloco aqui uma foto da minha antiga escola primaria da Azenha.


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Natercia Leite:

Fantástica memória....da tua e não só, da minha, da nossa....

.sabes q tive um colega na Ranito q era neto do autor do mapa e tinha o mesmo nome ,Augusto Ladeiro.bj

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Ricarda Casanova:

Eu também estudei num desses e era obrigatório saber onde nasciam os rios onde desagua am abwr o nome das serras tínhamos que ter isso tudo na ponte da língua ou então a cana da Índia matava os os piolhos

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Antonio Jose Eusebio Rodrigues:

Bons tempos. Tínhamos que ter tudo na ponta da língua: Rios e afluentes, serras, até as linhas de caminhos de ferro.

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Martinho Matos:

Também estudei nesses mapas tinha caminhos de ferro, rios, serras povincias 11, destritos 18, concelhos 252 se não estou errado. Isto em 1950

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Fátima Esquível:

No meu tempo tínhamos que saber ,serras,rios,afluentes,estações de comboio,apiadeiros,etc.por isso é que com o exame da quarta classe sabíamos mais.

Revista DOMINGO do Correio da Manhã

 


Na Revista DOMINGO, do Correio da Manhã, no próximo domingo dia 11 de Julho, será publicada uma entrevista do nosso companheiro sapador Carlos Leite "O Reguila", do Lourel, sobre a nossa passagem por Tite, entre Abril de 1967 e Março de 1969.

Os nossos agradecimentos ao Carlos, pela sua disponibilidade.

Leandro Guedes.

domingo, 4 de julho de 2021

Parabéns Julio Garcia


O Julio Garcia passa hoje mais um aniversário.

Muitos parabéns companheiro. Que passes um excelente dia e que tenhas muita saúde.

Um forte abraço.

Leandro Guedes.

sábado, 3 de julho de 2021

Visões do Império


 “A pergunta confronta e exige resposta: “A bandeira é a roupa de um país?” A interrogação é do escritor moçambicano Mia Couto e faz parte do texto que acompanha uma imagem de autor não identificado, que retrata uma bandeira portuguesa dobrada entre mais material capturado pelo PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde) ao exército Português.

A pergunta questiona o visitante da exposição “Visões do Império”, patente até 30 de dezembro no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa. As pistas para a resposta estão todas lá: no título no plural, na primeira fotografia da exposição — um negro por trás de uma máquina fotográfica, do fotógrafo moçambicano Sebastião Langa —, no livreto que ajuda a perceber o percurso, com imagens contrastantes de vários pontos de vista, e nos textos de vários autores com diferentes perspetivas do império português.

“A fotografia foi um elemento fundamental da história do moderno colonialismo português.

Sem ela, a idealização e o conhecimento sobre os territórios coloniais, seus recursos e populações, teriam sido diferentes. As imagens fotográficas  foram encenadas e comercializadas, com diferentes propósitos”, pode ler-se no texto de abertura.

Um aviso a partir do qual fica claro ao visitante que o que vai ver não pode ser o resultado de um passeio despreocupado, mas vai exigir esforço de observação e interpretação para que seja possível apreender o que lá está plasmado e o muito que fica de fora.

São imagens de “sonhos e memórias individuais e coletivos” que “alimentaram a dominação colonial”, escrevem os curadores, Miguel Jerónimo, historiador, e a realizadora Joana Pontes. Sublinhando o papel instrumental da fotografia, explicam que foi através da construção do imaginário do Outro, no espaço colonial, que se sustentaram “leis e práticas de discriminação política, social, económica e cultural, desenhadas ao longo de linhas raciais”. Ou seja, a exposição que não pretende ser um manifesto, o é claramente. E, num momento em que vários países se confrontam com o passado de colonizador ou de colonizado, a exposição inaugurada a 15 de julho mantém uma tal riqueza de imagens que se torna quase obrigatório passar pelo Padrão dos Descobrimentos.

Mas de tal forma está construída, respeitando a lógica do contraditório, que sempre outras

fotografias estão expostas de forma a servir para “denunciar a iniquidade e a violência da colonização, acalentando aspirações de um futuro mais humano e igualitário”. “Visões do Império” é uma exposição que funciona como um espelho e o seu avesso e, mais do que apenas as imagens fixadas, o que realmente interessa são “os contextos de produção e de uso da fotografia”, resultando quase num manual de interpretação.

“O que é preciso é que seja um debate informado”, alertam os curadores.

Ao Expresso, Miguel Jerónimo explica que foram tantas as imagens vistas para proceder à seleção que deu origem a “Visões do Império” que é impossível contabilizá-las, mais um sinal de que vendo, fica sempre muito por ver. Feita a escolha, Joana Pontes faz questão de sublinhar que “o objetivo da mostra não era criticar o modelo colonialista adotado por Portugal”, até porque ambos discordam da forma “polarizada e moral” como o debate tem sido travado. O que é urgente é informar, dizem. “Esta exposição tenta mostrar que é possível pensar para lá da acusação ou da colaboração. Não houve o filtro da crítica, mas a intenção de mostrar a diversidade de pontos de vista das fotografias e os usos que esta teve”, desenvolve a realizadora.

DO FILME À FOTOGRAFIA Tudo começou com um documentário de Joana Pontes sobre a guerra colonial estreado no ano passado no Festival DocLisboa. Tantas foram as imagens que lhe passaram pelas mãos que se tornou incontornável desenvolver o projeto. “Há milhões

de fotografias do império espalhadas pelos locais mais imprevisíveis, um mundo verdadeiramente gigantesco e que os portugueses ainda não conhecem”, alerta. Desta constatação foi um passo até ao convite feito a Miguel Jerónimo.

No fim, a certeza de que cada fotografia exposta permitiria desenvolver uma história, mesmo

que muitas não tenham a autoria devidamente identificada.

Tudo foi minuciosamente pensado. “Quisemos reconhecer a nossa incapacidade de mostrar como o outro documentou a colonização, por isso escolhemos como primeira a imagem de um fotógrafo negro. O olhar do colonizador sempre prevaleceu e tentámos equilibrar esta situação”, afirma Miguel Jerónimo. Para Joana Pontes, outra surpresa que a exposição lhe trouxe são as imagens de famílias de colonos portugueses pobres em África. “É a história

que nunca se contou dos portugueses pobres, dos brancos pobres, que ficaram sempre pobres. É uma imagem que nos obriga a pensar na enorme responsabilidade de se enviarem aquelas pessoas para o trabalho agrícola num local que desconheciam completamente”, conclui.

Abrigadas no monumento criado para enaltecer os Descobrimentos portugueses, as fotografias, cedidas por várias coleções públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, permanecerá patente até 30 de dezembro. Muitas foram fruto da pesquisa em instituições

como o Arquivo Histórico Ultramarino, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Biblioteca

Nacional, Arquivo da Universidade de Coimbra, da Liga dos Combatentes, do Santuário de Fátima, ou do Centro de Documentação e Formação Fotográfica, de Maputo, assim como da Fundação Mário Soares/Maria Barroso, Arquivo & Museu da Resistência Timorense, Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe. Mas há surpresas inéditas, como fotografias enviadas por soldados da Guerra Colonial ou ainda de missionários protestantes.

Ao longo das salas, os contextos sucedem-se, refletindo os múltiplos cenários e usos da fotografia: ciência, documentação antropológica, a “civilização” que chega ao outro mundo e que diz ter a missão de o pacificar, o trabalho forçado, a educação e a evangelização, sob o título “oficinas da alma”, a povoação e o reordenamento destas fronteiras esticadas, a promoção do desenvolvimento à imagem da metrópole, a religião e a arte exportadas. E “as guerras”, em que mais uma vez a utilização do plural não é uma opção inocente dos curadores.

No fim, surge uma instalação com imagens que emergiram do chão (negativos encontrados entre os paralelepípedos da Feira da Ladra) dos rostos de uma “não-Nação”, construída pelo artista ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO

A exposição tenta mostrar que é possível pensar para lá da acusação ou da colaboração. Sem o filtro da crítica, mas com a intenção de mostrar a diversidade de pontos de vista “Apoteose”. Viagem do Ministro das Colónias à Guiné (1935), foto de Elmano Cunha e Costa

visual Romaric Tisserand, a que se juntaram textos da ativista Myriam Taylor.

A partir de setembro estará disponível um catálogo da exposição, com textos desenvolvidos, e,

até lá, o documentário que lhe deu origem será exibido no Cinema Ideal, em Lisboa, a 15 de julho, três dias mais tarde no Trindade, no Porto, e a 19 de julho volta a Lisboa, para o City Alvalade. Mas,antes de sair do Padrão, mais uma frase de Mia Couto fica a soar: “O que por um instante é fingimento, no minuto seguinte se converte na mais cruel realidade.”

camartins@expresso.impresa.pt

Jornal Expresso- 

terça-feira, 22 de junho de 2021

A falta de água em Tite


 

Recebi há pouco um telefonema da Dra. Jabu Mané, que faz parte duma ONG em Bruxelas e que era amiga do falecido Embaixador Sr. Malan Djassi, ambos de Tite, dizendo-me que estão a tentar resolver o problema da água de Tite. Mas os valores monetários em causa, são muito elevados.

Agradece o nosso empenho nesta causa e promete dar noticias em breve.

Disse-me ainda que estão com um projeto em mãos para recuperação das instalações do quartel de Tite, para a população poder usufruir.

Há falta de água em Tite.

 


Numa das páginas dos Filhos de Tite, é feito um apelo desesperado por causa da falta de água em Tite. Dizem eles que as mulheres/mães de Tite, têm que se levantar de madrugada para conseguirem alguma água para todo o dia.

Será bom lembrar que dentro do velho quartel de Tite, junto ao abandonado depósito de água, havia um furo que tinha água em abundancia. Só é preciso fazer um novo furo, com a profundidade necessária. Haja quem se mexa...

Diz o Jose Bento:

“Em 1970 o furo que abastecia o quartel e a bica que estava do lado fora da rede abateu e ficamos sem agua muito tempo. Bebíamos e tomávamos banho com agua da bolanha que era recolhida junto a estrada Tite/Enxudé. Um dia de manhã o pessoal notou que havia muitos peixes mortos, não abasteceram, foi feita analise à agua e verificou-se que tinha sido envenenada. Passado pouco tempo foi feito um novo furo e passamos a ter agua com alguma qualidade e em abundancia”

Gentes, decisores e responsáveis políticos de Tite, leiam o que diz acima, o nosso amigo José Bento.

Diz o José Justo:

"Vendo o estado a que chegaram as instalações do quartel, lamento muito escrever, mas parece-me que destruir é a palavra chave. é pena os benefícios que poderiam advir para a população!! 🙁"

segunda-feira, 14 de junho de 2021

quinta-feira, 10 de junho de 2021

quarta-feira, 9 de junho de 2021

segunda-feira, 7 de junho de 2021

CCAÇ 2314

 BOM DIA.

ESPECIAL PARA OS COMPANHEIROS DA C.CAÇ.2314.

Lembrei-me de que poderemos, nesta fase de confinamento, felicitar cada um dos aniversariantes no dia do seu aniversário.

Para esse efeito, proponho-me fazer um aviso, por SMS, da data em que ocorre cada evento. O resto é com cada um de vós

Apenas preciso de atualizar a minha base de dados com essas datas.

Se vos parecer bem, por favor, basta que comuniquem o dia para o meu nº 933 538 890, a vossa data de nascimento. Depois, eu farei o resto.

Tenham uma boa semana

Grande abraço

Joaquim Caldeira


quinta-feira, 3 de junho de 2021

As batatas do Mestre

 


O Mestre faz de tudo um pouco - tem um camião para transportar palha e estrume, é agricultor e também cria ovelhas.
Esta foto mostra o resultado do seu trabalho - umas batatas enormes.
Parabéns Mestre.
Um abraço.
Leandro Guedes.

Menino de Angola

 


Angola Records

25 de agosto de 2020  ·

“Sou um menino de 12 anos, fiz esse trabalho, por favor, torne meu trabalho viral nas redes sociais para que um dia meu sonho se torne realidade”.

Comentários:

Nelio Pinheiro Guimaraes

Você vai brilhar na França com esse talento,continui atrás do seu sonho que já é realidade com certeza.

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Miguel Arcanjo Spencer

Parabens menino ha -de ser um futuro arquiteto boa sorte Deus te protege os meus abraços

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Sissi Pereira

Parabéns

Não desista nunca do seu sonho..

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Ilda David

Grande mente devia ser aproveitado parabéns lindo pelo TEU trabalho maravilhoso

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Eurides Barbosa

Parabéns garoto vai em frente Que Deus te abençoe grandemente Muito lindo seu trabalho

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Fátima Parlla

Parabéns . lindo trabalho ! Boa sorte a você em sua vida !


domingo, 30 de maio de 2021

A entrevista do Monteiro ao Correio da Manhã

 Saiu hoje na Revista "DOMINGO", do Correio da Manhã, a entrevista do nosso companheiro Domingos Monteiro. Segundo ele diz, a entrevista foi muito mais extensa, mas a Jornalista D. Manuela Guerreiro, teve que se cingir à disponibilidade de espaço que tinha na Revista para fazer o artigo. Foi pena, mas de qualquer maneira fica a nossa marca, para que não se esqueçam aqueles tempos dificeis. Obrigado Domingos Monteiro pela tua disponibilidade. Agradecemos também ao Correio da Manhã,  e à sua Jornalista D. Manuela Guerreiro, bem como aos foto-jornalistas que se deslocaram a casa do Monteiro para recolher o seu depoimento.

Bem hajam!

Leandro Guedes.




sábado, 29 de maio de 2021

Parabéns ao nosso Padeiro

 Muitos parabéns ao nosso Padeiro. Ainda hoje sinto o gosto daquele pão quentinho com manteiga, pela manhã cedo. Um abraço companheiro.






quinta-feira, 27 de maio de 2021

Revista DOMINGO, do Correio da Manhã - 30 de Maio de 2021.

 Caros amigos.

No próximo domingo dia 30 de Maio, o Correio da Manhã vai publicar um artigo sobre o BART 1914. O entrevistado foi o Domingos Monteiro, que conta com preceito a sua vida em Tite.

Obrigado caro Monteiro, ficamos a aguardar o teu depoimento.

Um forte abraço e mais uma vez Muito Obrigado.

Leandro Guedes.





sexta-feira, 21 de maio de 2021

sexta-feira, 14 de maio de 2021

O militar que queria ser Médico



"Joaquim de Jesus das Neves, nasceu em Pombal, filho de Joaquim das Neves e de Maria Augusta de Jesus. Nasce num lar com quatro filhos, onde reinava um ambiente feminino, mãe e as suas três irmãs, das quais recebia muitas afetividade e atenções, era o benjamim da família.

 Os progenitores eram proprietários de algumas propriedades agrícolas, produtores de vinho, azeite e rezinas. Além destas componentes económicas agrícolas familiares, tinham um comércio, onde além de escoar aqueles produtos, eram donos de um armazém de sal, produto recebido diretamente da Figueira da Foz. Naquela época dada as muitas matanças de porcos, o sal era um condimento com muita procura e consumo, atendendo à falta de rede de frios, não existiam arcas, nem frigoríficos.

 Em Pombal a casa comercial beneficiava da estratégia da localização, junto de várias repartições publicas, da simpatia e da confiança dos seus proprietários para com os seus utilizadores.

 Dada a mentalidade da época, as irmãs não seguiram os estudos secundários, ajudando os serviços domésticos e a gestão do comercio, transformando aqueles negócios numa pequena empresa familiar.

 Joaquim de Jesus das Neves, estuda em Pombal e faz o sétimo ano no Liceu D. João III em Coimbra, com a intenção de frequentar e matricular-se em Medicina, na Universidade da Lusa Atenas.

 No entanto, as influências e tradições familiares falam mais alto, principalmente do lado paterno, realçando-se o prestígio militar e castrense. Assim, foi para a Escola do Exército, frequentou o Curso Geral Preparatório com aproveitamento, transitou para o Curso de Infantaria. Em 1960 concluiu-o, após tirocínio na Escola Prática de Infantaria de Mafra, com a promoção a Alferes, seguiu para Lamego a frequentar um curso militar de Operações Especiais.

 Com este posto e especialidades militares e dados os acontecimentos de terrorismo, que se iniciaram em Angola, por imposição é mobilizado em 1961 – 1963, como subalterno na Companhia de Caçadores 78, (7ª CCE). No norte de Angola, durante mais de dois anos percorreu muitos itinerários militares de Luanda a Carmona, em linhas de combate de guerrilha de muitas centenas de quilómetros.

 Durante a comissão militar faleceu-lhe a mãe e não foi autorizado a deslocar-se à Metrópole a fim de assistir ao funeral e despedir-se daquela que lhe deu o ser.

 Regressado de Angola casa com a Maria Filomena Pina das Neves, filha do Professora Primário Pina, na Escola Primária de Valverde (Fundão). Deste matrimónio nasceram duas filhas e um filho, este tragicamente falecido num acidente de viação. A esposa veio ter graves problemas de saúde, que se foram acentuando, que nem as idas ao estrangeiro conseguiram debilitar.

 Segue-se a segunda comissão militar para a Guiné, 1964 -1966, no posto capitão, comandante da Companhia Caçadores, 461 e 2ª Rep/QG



 Volta à Guiné com a terceira comissão da guerra ultramarina nos anos 1968-1969, capitão comandante da Companhia de Caçadores 2314, com o lema: “AGE QUOD AGIS”, (Faz bem aquilo que fazes), atuando em diversos teatros de operações militares guineenses, Tite, Foia, Fulacunda, Bissassema, Jufa, Chumael, Bedanda, Nova Sintra,(aqui além da sofrida fome, tiveram um morto e vários feridos, onde se incluiu o Capitão Joaquim de Jesus Neves, atingido por vários estilhaços de uma granada do IN, que nunca os médicos conseguiram subtrair. Na evacuação para o Hospital Militar, teve o cuidado de ser o último, por respeito aos restantes feridos. Gesto de um grande homem e comandante.

 Faleceu-lhe o Pai e não teve autorização para assistir ao funeral realizado na Metrópole em Pombal.

 Nas “Memórias “da Companhia da autoria de Joaquim Caldeira e Cor. Pais Trabulo, na página “O Comandante”, “se já era muito querido, passou a ser um dos nossos. Ou nós um deles. Temos a sua presença como a de um pai. Durante aqueles dias duros nunca se refugiou no acampamento para se esquivar às saídas para o mato e sempre nos incitou a ser bons combatentes, mas salvaguardando sempre a nossa integridade. Um Comandante que não precisava de impor-se…”

 Na consoada de 1968, o bom capitão tudo fez para que a consoada fosse mais parecida com a tradicional. Até conseguiu arranjar batatas, bacalhau, couves, nozes, castanhas, vinho. Após a ceia, seria projetada num lençol preso a uma das paredes de uma caserna descativada, uma película cinematográfica, cujo tema estava mesmo a conduzir: O Homem das Pistolas de Ouro.”

 Através das comunicações militares tem a boa notícia do nascimento da sua segunda filha, cujo acontecimento foi festejado por todos os militares.

 A última e quarta comissão é repetir a primeira, Angola, de 1972-1975, como capitão e mais tarde major, oficial do OI do Batalhão Caçadores 3870 e 3ª Rep/ZMN.

 Em 1976-1977 frequenta o CGCEM (Curso Geral Chefe Estado Maior), em Pedrouços.

 Em 1986 foi promovido a Coronel e é nomeado Segundo Comandante do Regimento de Infantaria de Castelo Branco, e entre 1987-1991, Comandante e entre 1991-1992, Chefe do Distrito de Reserva e Mobilização de Castelo Branco.

 Condecorações Militares tem averbadas Medalha de Mérito Militar de 1ª.2ª e 3ª Classes, Comportamento Exemplar de Ouro e Prata; D. Afonso Henriques, Patrono do Exército, 2ª Classe; Comemorativas de Angola e Guiné, com as respetivas legendas; doze louvores, oito de General, dos quais quatro são do General Chefe do Estado Maior do Exército.

 Em dezembro de 1991, tem a reforma antecipada, pela Lei nº15/92 e como civil, durante os anos de 1993 a 2002 foi representante da Prevenção Rodoviária Portuguesa, na Comissão Distrital da Segurança Rodoviária de Castelo Branco.

 Perdeu-se talvez um grande e competente médico humanista, mas a sociedade portuguesa ganhou um grande militar, bom, simples, honesto, humano, solidário, que prestou muitos serviços à Pátria, nunca esquecendo os seus comandados e subalternos.

 Este texto é uma homenagem póstuma a um amigo, que no dia 28 de agosto, em Castelo Branco, partiu para a perpetua comissão.

Fernando de Almeida"

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Adelino Ramiro Dias Neto - faleceu a 13 de Maio de 1968

 "NOVA SINTRA – O PÃO QUE O DIABO AMASSOU

O saudoso Ramiro Neto, destacado na cozinha do nosso Batalhão, dias antes da partida, disse: - …Meu Capitão Paraiso Pinto, eu tenho muito medo, não me deixe ir para N.Sintra, tenho um mau pressentimento… -

…Não sei? Vou falar com o Comandante, logo te digo…respondeu-lhe o Capitão. –

…Então meu Capitão já tem resposta para mim? –

…Tenho! O Comandante não abre excepções. Vão todos. Ninguém fica para trás…olha que insisti bastante…não consegui demovê-lo!

Aquando da flagelação IN, 7 dias depois de estacionadas as NT em Nova Sintra, o nosso bravo camarada morreu. Morte originada pelo estilhaço do rebentamento de uma granada de morteiro. Pensava ele estar protegido pela tampa da chapa de bidão, que colocou na vala-abrigo construída. O fragmento entrou pelo único buraco que deixou aberto. Foi a 13 de Maio de 1968.

Quem esteve por lá sabe que, na zona operacional do comando do Bart 1914, a tabanca de Tite, que ladeava a sul e a norte o aquartelamento das NT, era (a seguir a Bissássema com dimensão para além do triplo), o maior agregado populacional desta área, seguindo-se os das regiões de Jabadá e Fulacunda.

Também é do conhecimento que esta dispersão populacional, contornada por rios, bolanhas e matas, rica no cultivo orizícola, em pecuária (bovino) e na suinicultura (suínos), possibilitava, ao IN, grande mobilidade no desencadear acções de guerrilha, para flagelação aos nossos aquartelamentos, para controlo demográfico e político-administrativo das populações. Consequentemente, ainda permitia sacar, das populações, farto abastecimento em géneros e roupas (panos), e elevado recrutamento de carregadores. Com vistas a desencadear as já citadas flagelações, com armas pesadas, às nossas posições aquarteladas na região, nomeadamente em Tite, Enxudé, posto avançado e porto fluvial de Tite, Jabadá, Fulacunda, Empada e ainda em S. João, destacamento avançado de Bolama. Assim como na montagem de emboscadas, colocação de minas e armadilhas com vistas a barrar ou mesmo anular o avanço no território das NT. Toda esta magnificência operacional do IN, obrigava, no ponto de vista militar, a implementar um vasto e variado conjunto de operações, que foram em número de 117, até à ocupação do terreno de N. Sintra, visando desobstruir estradas e caminhos há muito emaranhados por denso matagal, possibilitando fácil acesso das NT ao patrulhamento, batidas, emboscadas e outras acções de confronto, com vistas ao enfraquecimento e despejo do IN da região.

Desobstruídas as estradas de terra batida, reparados, reconstruídos ou mesmo construídos os pontões, permitiu utilizar outros meios, até aí impossibilitados, nomeadamente os carros de combate – Daimlers – (jeeps blindados) e de transportes das tropas em viaturas ligeiras e pesadas, concludentemente a uma mais rápida ligação aos aquartelamentos implantados na região, proporcionando eficazes controlos territoriais e populacionais, fixar tropas e materiais de engenharia no terreno, nomeadamente em Nova Sintra, visando a construção de um novo quartel.

 

Dos nossos opositores, todas estas acções não podiam ficar sem resposta. Detentores do território, organizados, bem armados e municiados, procuravam, energicamente, impedir a progressão das NT, montando, por efeito de nomadização, várias emboscadas, colocando dezenas de minas no terreno e granadas accionadas por fio de tropeçar. Destruíram, por várias vezes, os pontões já implantados, colocavam abatizes armadilhados, obstáculos constituídos por grossos ramos de árvores, fortemente ligados ao solo com as extremidades aguçadas, tudo obviamente com vistas ao impedimento da progressão das NT.

Cumulativamente desencadearam, aos diversos aquartelamentos e posições agrupadas nas regiões afectas (exemplo Bissássema), 47 flagelações, com destaque para Fulacunda e Tite, causando às NT, até ao final de Março de 1968, 8 mortos (2 por afogamento) cerca de meia centena de feridos, alguns de muita gravidade e com necessidade de serem evacuados para o continente, e ainda 3 capturados.

Sabemos que as moedas têm duas faces, as guerras também. Até ao começo da implementação do quartel em Nova Sintra, – Maio de 1968 – nas operações, de diverso tipo, desencadeadas pelas companhias aquarteladas em Tite, Jabada, Fulacunda, Empada, pelo destacamento de S.João e por Companhias de Pára-quedistas (2 vezes), estima-se que foram mortos 128 guerrilheiros, feridos, mais do dobro, presos ou capturados 117, dos quais foram soltos por falta de interesse estratégico/militar 112. Destruído 3 de acampamentos militares, 12 canoas e capturadas várias toneladas de material de guerra, pesado e ligeiro, onde se inclui 1 canhão s/recuo.



Nestas fotos estão a imagem do Neto, no cemitério e a outra é da placa de Homenagem que já está pronta mas que por causa do covid ainda não foi possível colocar na campa. 

Após 50 anos o Hipólito conseguiu encontrar a campa do nosso amigo no cemitério de Penamacor, concelho de Paços de Ferreira, tendo falado com a familia e conseguido autorização para a colocação da placa. Obrigado ao Pica Sinos e ao Hipólito. 

Leandro Guedes.


quarta-feira, 12 de maio de 2021

O BELO E O BONITO

 Hoje, a todos, em jeito de soneto - ideado já a 3 de Janeiro -, aqui vos deixo a diferença que me vai na alma, o sentir-aquilatar de algo que afirmo ou aprecio como Belo e, de idêntico pé, o que apenas digo ser bonito! Não sei se me acompanhais, mas é o meu modo de 'olhar' para o que me rodeia.

Fraterno, muito amigo abraço.

(LMD, 11.05.21)

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Parti, então, à leitura breve:

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O BELO E O BONITO

Diz-se das coisas, todas, e das pessoas

Que belas são, olhando-as como tais

Enquanto entes-corpos, bens materiais,

Por máximo prazer, ou agrado, se boas.

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Do bonito, com ‘’b’’ pequeno a toar,

Algo se diz de bem menor, a amar

Se, às vezes, melhor se não topar

Nem domínio da arte nele se achar.

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Breve, então, expressa fica a dicotomia

Em qualquer soído, conexa algaravia,

Ou alto linguajar erudito, persistente.

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Noção do Belo retemos aumentativo,

Diverso é o senso do bonito: diminutivo.

Vale um mais; outro, apreço tem cadente.

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LMD, 03.01.21.

sábado, 8 de maio de 2021

Nova Sintra - uma permanência feita de sofrimento, sangue, suor e lágrimas

 CCaç 2314 - Age Quod Agis

21 h  ·

NOVA SINTRA – GUINÉ

Faz hoje 53 anos que foi o início do aquartelamento de Nova Sintra, na Península de Gantangó, Guiné Portuguesa.

Na madrugada de 6 de Maio de 1968, a CCAÇ 2314 e a CART 1802 saiam de Tite e São João, respetivamente, com destino à região de Nova Sintra, para a construção de um aquartelamento.

A CCAÇ 2314 atinge o objetivo, pelas 9 horas e 30 minutos e a CART 1802, pelas 15 horas, com uma coluna de 17 viaturas carregadas de material diverso necessário à sua construção, que ocorreu até 31 de maio.

Esta acção tinha tido inicio com trabalhos de abertura e desmatação da estrada que ligava Tite a Nova Sintra, entre 17 de março e 4 de Maio de 1968 e as operações de reconhecimento em 19, 23 e 30/31 de março.

A CCAÇ 2314, a 31 maio 1968, regressa a Tite, fazendo-se acompanhar de 5 viaturas GMC, tendo atingido Tite pelas 9 horas, sem qualquer contato com o IN e a Cart 1802 permaneceu em Nova Sintra.

Esta permanência em Nova Sintra foi bastante penosa quer para a CCac 2314 bem como para a CArt 1802, onde sofreram ataques ao aquartelamento em 10MAI, com um morto soldado nativo e 10 feridos, a 12, 14 e 19 de Maio, sem consequências, e finalmente no dia 26 de Maio com um ferido.

Outras companhias se seguiram no melhoramento das condições e defesa destas instalações.

Assim, verificamos que no historial de Nova Sintra, consta:

- O aquartelamento foi construído pela CCAC 2314 e pela Cart 1802 entre 6 e 31 de Maio de 1968;

- A Cart 1802, ‘Os Pioneiros de Nova Sintra' permaneceram depois até Outubro de 1968;

- A CArt 1743, esteve entre outubro de 1968 e Março de 1969;

- A CCav 2483, os ‘Cavaleiros de Nova Sintra', esteve entre Março de 1969 e Setembro de 1970;

- A CCav 276, 'Pica na Burra', esteve entre Setembro de 1970 e 8 de Dezembro de 1970;

- A CArt 2771, os ‘Duros de Nova Sintra', entre 8 de Dezembro de 1970 e 16 de Setembro de 1972;

- Finalmente, a 2ª CART do  BART 6520, permaneceu em Nova Sintra entre 16 de Setembro de 1972 e 17 de Julho de 1974, data em que entregou o aquartelamento ao PAIGC.

Desse dia, diz-nos Carlos Barros: 

“Quando os guerrilheiros do PAIGC estavam perto do arame farpado, portões das bananeiras, criou-se suspense de quem os iria receber. Os furriéis Barros e Ferreira, desarmados e em calções, assumiram corajosamente esse papel, e foram para junto do portão de acesso ao destacamento, onde os guerrilheiros/as e a população afeta ao PAIGC entraram, conviveram connosco, tiramos fotografias, jantaram, dormiram e afinal cheguei a uma conclusão: - Eles e nós estávamos fartos da guerra e desejávamos a paz e, acima de tudo, a libertação da Guiné”.

Diz-nos, também, que ajudou a oferecer livros e outras lembranças, tendo sido para ele ‘um momento marcante da história da Guerra Colonial, em Nova Sintra’.

Ajudou a arrear a bandeira portuguesa, mas o PAIGC não hasteou a sua porque não tinha bandeira.

Ficou com uma recordação dessa bandeira portuguesa da qual guardou dois pedaços como lembrança da História Real ou Virtual da Guerra. Bandeira que já estava em muito mau estado, diz ...

Uma das fotografias, publicada por José Pires, é um documento histórico da entrega formal do quartel de Nova Sintra (BART 6520 de Tite) ao PAIGC, em 17 de Julho de 1974, onde vemos o Alf. José Pires, o Ten. Cor. Almeida Mira e o Cap. de Nova Sintra, pela parte portuguesa.

O Furriel Miliciano Carlos Barros, da 2ª. CART do  BART 6520, relata-nos assim como foram os últimos dias da presença portuguesa em Nova Sintra, na Província  Ultramarina da Guiné, situada na região de Gantangó, Quinara.

Este relato é ‘o princípio e o fim” de uma permanência feita de sacrifícios, sangue, suor e lágrimas e até da própria morte, quer do lado das Forcas Armadas Portuguesas, quer do PAIGC.

Nova Sintra estava situada na parte sul do Setor de Tite, na Península de Gantangó,  Quinara. Era uma região abundante em cajueiros e mangueiros, onde se fazia o cruzamento da estrada internacional que tinha início  no Enxudé, porto no rio Geba, e ligava Tite a Bolama por São João e Fulacunda até Buba e Catió.

Presentemente, segundo informações, o local encontra-se completamente abandonado e as instalações desaproveitadas cobertas pelo mato.

Gouveia, 6 de Maio de 2021.

Cor. JMPTrabulo





sexta-feira, 7 de maio de 2021

Nova Sintra - As Memórias

 CCaç 2314 - Age Quod Agis

Ontem às 11:51  ·

NOVA SINTRA – GUINÉ

Foi na madrugada de 6 de Maio de 1968 que a CCAÇ 2314 partia do aquartelamento de Tite rumo à região de Nova Sintra, em Gantangó, onde chegou pelas 9 horas e 30 minutos para ali construir um novo aquartelamento em conjunto com a CART 1802 que também tinha saído do aquartelamento de São João, tendo chegado, cerca das 15 horas, acompanhada de 17 viaturas carregadas de material diverso para a construção do Quartel.

Aberto o itinerário de Tite para Nova Sintra entre 17 de março e 4 de Maio de 1968 e terminados os trabalhos de abertura e desmatação e as operações de reconhecimento em 19, 23 e 30/31 de março, ali permaneceu onde nomadizou, com a finalidade de construir uma proteção afastada aos trabalhos do novo aquartelamento e coadjuvar a CArt 1802 na construção e na defesa do novo aquartelamento onde aquela companhia ficaria instalada.

A CCAÇ 2314 esteve em Nova Sintra entre 06 maio a 31 maio 1968, data em que regressou a Tite, fazendo-se acompanhar de 5 viaturas GMC, tendo atingido Tite pelas 9 horas, sem qualquer contato com o IN.

A Cart 1802 permaneceu em Nova Sintra.

Esta permanência em Nova Sintra foi bastante penosa, quer para a CCac 2314 bem como para a CArt 1802, onde sofreram ataques ao aquartelamento em 10MAI, com um morto soldado nativo e 10 feridos, a 12, 14 e 19 de Maio, sem consequências, e finalmente no dia 26 de Maio com um ferido.

Por ali, outras companhias permaneceram para a 2ª. CART do  BART 6520, fazer a passagem do destacamento de Nova Sintra de Portugal para o PAIGC, no dia 17 de julho de 1974.

6 de Maio de 2021.

Cor. Pais Trabulo




terça-feira, 4 de maio de 2021

O casamento de D. Emilia e Pica Sinos - há 50 anos.

 


Na igreja da aldeia do Pombalinho em pleno coração do Ribatejo, Aos quatro dias do mês de Maio de 1969, faz 52 anos, que se celebrou o casamento entre o Raul Pica Sinos e a Maria Emília

São 52 anos de amor e de felicidade, Com altos e baixos é certo mas sempre com entendimento mútuo, estima e respeito.

Deste amor nasceram duas filhas que adoram. A Sofia e a Catarina, que os brindaram com três filhotes.

Hoje com 75 anos de idade esperam viver com felicidade e saúde até que a morte os separe.