Parabéns companheiro pelo teu aniversário. Que contes muitos com saúde junto dos teus e que tenhas um belo dia de anos.
Um abraço
Leandro Guedes.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
-
“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
Parabéns companheiro pelo teu aniversário. Que contes muitos com saúde junto dos teus e que tenhas um belo dia de anos.
Um abraço
Leandro Guedes.
Um abraço do
Leandro Guedes.
Enviado pelo Pica Sinos:
Exmo. Senhor
Valdemar Henriques,
Acusamos a
receção do seu e-mail infra e informamos que, neste momento, encontra-se em
fase de conclusão o processo de interoperabilidade de dados levado a cabo entre
vários serviços e organismos da Administração Pública com o objetivo de
identificar o universo de Antigos Combatentes abrangidos pelo Estatuto, o que
permitirá à Direção Geral de Recursos da Defesa Nacional emitir e enviar, de
forma automática e sem dependência de requerimento dos interessados, o cartão
de Antigo Combatente e de viúva/o de
Antigo Combatente para a morada de residência.
Assim que
os cartões forem emitidos e rececionados pelos titulares, poderão ser
utilizados e beneficiarem das condições previstas no Estatuto do Antigo
Combatente.
Com os melhores cumprimentos,
ISABEL BATISTA GONÇALVES
Técnica Superior
cid:image004.png@01D169A0.77E11AA0
Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional
Direção de Serviços de Saúde Militar e Assuntos Sociais
Av. Ilha da Madeira, nº 1 – 4º Piso
1400-204 Lisboa, PORTUGAL
TM: 913 368 649
TM: 913 367 672
TM: 913 368 664
Ao nosso amigo Victor Serafim enviamos um forte abraço de parabéns, com votos de boa saúde e bem estar junto dos seus familiares.
Cuida-te.
Leandro Guedes.
"Em 2016, após doze meses de trabalho, Parmigiani Fleurier trouxe de volta à vida um objecto único da Colecção da Família Sandoz: a pistola de cano duplo e o seu pássaro canoro. Este raro autómato foi concebido e criado, provavelmente por volta de 1815, pela famosa Frères Rochat com um desenho baseado numa pistola de cavalaria.
Quando o martelo é engatilhado, ao puxar o gatilho liberta-se um beija-flor em vez da visão tradicional da arma de fogo. O pássaro dá uma pirueta, abre o bico, vira a cabeça, bate a cauda e as asas, tudo isso cantando uma melodia animada, antes de desaparecer tão surpreendentemen- te quanto apareceu. Infelizmente, quando chegou às mãos dos restauradores de Parmigiani Fleurier, este belo autómato foi danificado em muitos aspectos. O passar do tempo afectou o mecanismo e, ao longo das décadas, foram realizadas no artefacto nada menos que seis intervenções, a maioria das quais precipitadas, defeituosas e que acabaram distorcendo a peça como um todo. Os restauradores de Parmigiani Fleurier tiveram que começar do zero, desvendando os mistérios do mecanismo um por um. Reformaram cada parte do objeto, desde as engrenagens até ao esmalte e às penas do pássaro.
E hoje, após esta jornada de doze meses, a obra-prima
regressou à sua antiga glória."
In Moedas Duarte
rua da Mesquita Islâmica (ao fundo), a caminho da pista de aviação
avenida principal de Tite
O nosso amigo Joaquim Caldeira, da CCAÇ 2314, enviou-nos as Memórias da CCAÇ 2314, da sua autoria. Este livro vai ser enviado por email em formato PDF, para os companheiros da CCS, Pelotão de Morteiros, Pelotão Daimler e CART 1743, cujos endereços eletrónicos fazem parte dos nossos registos.
Obrigado Caldeira. Parabéns pelo trabalho.
Leandro Guedes.
De Luis Manuel Dias
HOJE, há
Poesia!
Para gáudio
vosso, Queridas/os Amigas/os, e meu desjejum, vos apresento, em modo de Soneto,
o poema: 'A Noite da minha Vida'.
Dele dir-me-eis
algo, estou certo.
Beijinhos às
nossas Meninas. Abraços, do coração, a Todos.
À leitura,
então:
=
A NOITE DA
MINHA VIDA
-
Cada vez mais alucinante e viva
Se apresta,
veloz, ágil e decisiva,
Da minha vida a
noite emergente,
Em negro e
branco cavalo, silente!
-
Nada dela senão
a memória vivida!
Guardo
saudades, fulgores de antes…
Da vida jovem,
corajosa, destemida…
Contraponho o
enrugar periclitante.
-
Íntegra,
viçosa, plena de ardor e força
Subiu a mil
penhascos, tal bela corça,
E íngremes
atros desceu, vis, funestos!
-
Na noite minha
vislumbro, inda, rastos
Donde brotam
fosforescências, cintilos
E nela há
célicos reflexos, sóis, brilhos!
-
LMD, 09.03.21
nota - Bugio quer
dizer qualquer coisa bojuda, redonda, circular, que se contorna e a que se dá a
volta, tal como Bojador, Bugio é aqui um derivado regressivo do verbo bojar,
assim o significado aceitável para Bugio, é, de facto, o que caracteriza a
forma invulgar do Forte, ser bojudo, redondo, circular e a que se pode dar a
volta.
Com quem de
quando em quando
Muita mestrança
anda bugiando
E sem lhes
darem vaia
Vinham os mais
deles bugiar à praia."
---------------------------
José da Costa:
Sem duvida que ninguém dormiu nessa memorável noite. Recordo-me perfeitamente ao aproximarmos da barra e ver luzes muito ténues ao longe! Nunca esquecerei esse dia maravilhoso que foi a nossa chegada e o desembarque meio atabalhoado, tal como no embarque em Bissau com malas a cair ao rio!
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Amadeu Contige:
É Verdade quando vimos o nosso Cristo Rei foi uma alegria
"MODESTO TRIBUTO ÀS HEROINAS DA MINHA VELHA RUA DO
BAIRRO DAS FURNAS
- INTRODUÇÃO –
No decorrer dos anos 1943/1944, tendo como cenário a segunda
guerra Mundial, o Povo, as famílias portuguesas, foram assoladas de grande
miséria por via da privação de muitos dos bens essenciais para a sua
alimentação, sendo uma das principais causas a exportação desses bens para a
Alemanha nazi e não só.
Salazar, para que nada faltasse ao “senhor da guerra”,
decidiu racionalizar ao povo português muitos desses bens, tais como: o açúcar,
o azeite, o leite, e o pão entre outros. Sendo só possível adquiri-los através
de senhas que classificou de “racionamento”.
Esse racionamento visava na atribuição a cada família a
quantidade dos bens alimentares para o seu sustento, proporcional ao número de
pessoas do agregado familiar.
Com a situação do desemprego que era muito e a precariedade
dos existentes, gerava, variadas vezes, a falta do dinheiro para adquirir, em
parte ou em todo, esses bens alimentares. Não sendo poucas as vezes a razão dos
protestos da população, nas grandes filas nos postos da distribuição, esfomeada
e a gritar por pão, logo reprimida à bastonada pelas forças policiárias ali
presentes.
- A HABITALIDADE E A SITUAÇÃO SOCIAL -
As casas da minha rua
dos Plátanos, como todas as ruas do meu velho bairro, eram térreas e
construídas (forradas) por chapas de lusalite. No corredor do lado direito,
comportavam na sua frente um pequeno quintal, as casas do corredor do lado
esquerdo, o quintal estava situado nas traseiras.
A vida dos seus habitantes, na esmagadora maioria, era
humilde, sofrida e de pobreza. Existia muita tristeza por verem os seus filhos
mal calçados, mal vestidos, sem o acesso aos brinquedos que as montras das
vendas fora do bairro mostravam. No entanto apesar das dificuldades, havia
lugar aos sorrisos, quando viam os seus miúdos e miúdas a brincar com os
brinquedos que os próprios/as construíam. Procuravam serem felizes com o que a
vida lhes proporcionava.
Embora as dificuldades nas famílias fosse diversa, na
alimentação, em geral, comia-se mal. A grande escassez do mercado de trabalho,
uma certa cultura masculina, davam entendimento para vedar às mulheres a sua
participação no trabalho assalariado, vindo a permitir às mães da minha rua (e
não só), serem as grandes e principais responsáveis, a tempo inteiro, pela
educação e partilha da alimentação aos seus filhos e filhas, fundamentalmente
na idade escolar. Realçar, por vezes em seu próprio prejuízo, a sua mestria no
ultrapassar das dificuldades para que, do pouco, nada lhes faltasse, inclusive
aos seus maridos.
- A GERAÇÃO DE 1945/50 -
Na minha rua dos Plátanos, a geração dos anos 1945/55, (onde
me incluo), os rapazes primam pela maioria. Hoje, felizmente muitos ainda vivos
e com a responsabilidade de serem pais, avós e até já bisavós.
Quatro desses rapazes moravam no lanço de baixo da rua. O
José Silva (já falecido), os irmãos Fernando e Carlos Espinha, o Bica (já
falecido), e o “preto” que era branco e de cujo nome não me lembro. No lanço de
cima, habitavam mais 11 rapazes. O Luís (Filipe Vieira), o Luís (Damião), o
José (Fernando), os irmãos Manuel e Valdemar, o Fernando, o Raul Pica Sinos, o
Pedro, o Luís (Augusto), o Emílio e o Pisco (já falecido).
Habitavam muitos outros mas as suas idades já se situavam na
esfera da adolescência.
- AS VELHAS SENHORAS DA MINHA RUA -
Como eu me recordo: da Ti Florinda, da Ti Laura Cardoso, da
Ilda (a dos óculos), da Ti Carolina, da Ti Engrácia, da Ti Teresa (a das
azeitonas) Como eu recordo a Ti Irene, (onde na sua casa aos domingos se
cantava o fado). Aa mãe do Zé Koi, (cujo nome já esqueci), Como eu recordo a
Maria do Carmo, da mulher do alfaiate, (que morava em frente à minha casa), da
Ti Matilde, da Ti Etelvina que em frente à sua casa morava a Ti Josefa, (a
alentejana a estender em panos colocados no chão, para as ervas e pétalas das
flores que colhia, com vistas a secar pelo sol, destinadas à venda para chá).
Que saudades da Ti Adélia, da Ti Hirondina, da Ti Emília (a
peixeira)
Quem não se lembra da TI Paulina (das mamas grandes) que
vendia lixivia. Como eu recordo a Ti Benvinda (que sempre me cumprimentava com
um sorriso ao passar à minha beira no seu passo pequeno mas ligeiro), da Ti Leonilda.
A moradora de nome Estrela (dizia-se que era irmã da
governanta do Salazar e por isso pouco se falava com ela, a custo a saudação).
Da Ti Luísa, (que morava na ultima casa da rua), da Ti Virgínia, da mãe do Bica
(não me lembro do nome da senhora), da Ti Rosa (que morava no principio da
rua). Da Ti Georgina (minha querida mãe e mulher do cantoneiro da limpeza do
bairro)
Todos nós, ao longo da nossa infância e não só,
respeitávamos e muito as “velhas senhoras” do nosso Bairro. Também é certo que
gostávamos mais de umas de que outras. Gostávamos pouco daquelas que nos metiam
medos, dizendo que iam fazer queixas às nossas mães, quando encetávamos as
barulhentas brincadeiras, No entanto, já na adolescência, como ficávamos
vaidosos ao ver as senhoras mães satisfeitas no observar os “seus” meninos de
outrora, já pequenos homens a prepararem e a lutarem pelo seu futuro.
Pica Sinos".
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Aqui mora o Pica Sinos
"Estas duas fotos são do Jardim comunitário do Pombalinho/Golegã.
400 anos de história.
Pica Sinos"
Desejamos as melhoras a todos os nossos amigos,
companheiros, familiares e visitantes que estão doentes. Votos para que se
restabeleçam o mais depressa possível para que breve voltem ao convívio dos
seus familiares e amigos.
Não esquecemos as famílias de cada um, que cuidando deles, estão preocupadas e ansiosas com a saúde dos seus ente-queridos.
Bem hajam!
Leandro Guedes.
Se quiseres ver o video, copia o endereço abaixo e cola-o no GOOGLE.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/operacao-mar-verde-parte-ii/
Alberto
Sousa:
Obrigado
pela Recordação. Um abraço.
---
Amadeu
Contige
E já lá vão
52 anos obrigado Guedes pela recordação abraços grande amigo
---
José da
Costa
Foi um
grande dia de emoções fortes!
---
Raúl Soares
Há 52 anos, estava ainda em Nova Sintra a entregar o
material á Compª. Cav. 2484. No dia 4 (amanhã) saída do último grupo da
Cart.1743, onde estava incluido e chegada a Bissau a 5. No dia 7 saída para o
XIME em lancha, para entrar na operação "LANÇA AFIADA", No dia 8
pelas 8 horas estávamos emboscados e tentamos apanhar á mão elementos armados
do PAIGC, sem sucesso. Houve cumprimentos. Passados 15/20 minutos, via rádio,
recebo ordens para levantarmos e começarmos a progredir. Houve mais
cumprimentos e ouvi o silvo das balas. Como bom militar atirei-me ao chão e a
rapaziada retribuiu. Passadas umas horas entramos numa tabanca e fomos
brindados novamente e nós não reagimos, porque dentro desta estavam elementos
nossos. Ao meu lado as balas batiam no chão, levantavam terra e poeira, mas nós
quietinhos. O ataque durou cerca de 30/40 segundos. Pensaram que nós estávamos
a envolvê-los e puseram-se a cavar. A partir desta cena atacaram-nos várias
vezes mas de longe, com armas ligeiras. Esta operação foi ao nível de 3
batalhões e acabou a 17/03/69 (10 noites ao luar no meio da mata), com a visita
de abelhas e mosquitos, além de outros rastejantes. Abraço a todos os
combatentes em todas as frentes.
---
Anibal Silva
Raúl Soares
Amigo Raul Soares permite uma correção, a entrega de material foi á Ccav 2483 e
não á Ccav 2484, ao alferes Carriço e ao 2 Sargento Canaveira
Um abraço
Se quiseres ver o video, copia o endereço abaixo e cola-o no GOOGLE.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/operacao-mar-verde-parte-i/
Os Correios do Japão, fizeram uma emissão de selos comemorativos dos 450 anos de abertura do porto de Kochinotsu, em Minamishimabara, pelos navegadores Portugueses, em 1543.
Os navegadores Portugueses fizeram história, ao darem Novos
Mundos ao Mundo.
(in Embaixada de Portugal, em Tóquio.)
"O Turra Maneta que cuida dos Tugas mortos no cemitério de Bissau. Tentou devolver uma granada que lhe mandaram e acabou por perder uma mão. Mais de quarenta anos depois, é ele quem cuida do cemitério onde estão enterrados os antigos inimigos mortos em combate. Sabe algumas histórias dos soldados cujos corpos foram deixados para trás, outras ficaram para sempre perdidas no tempo e nas lápides que não levam nome"
Sim, um 'turra´ que perdeu a mão com uma granada toma conta
dos ‘tugas’ mortos na guerra colonial. Eis como chegámos até ele.
Francisco Monteiro, antigo combatente do PAIGC, junto às campas de soldados portugueses
O ‘turra’ Francisco Monteiro, ananeta que cuida dos ‘tugas’ mortos dá uma volta connosco pelos talhões. Há aproximadamente 480 campas. Francisco Monteiro garante que no ano passado ainda foram trasladados para Portugal três e que recebe visita de portugueses “meses sim, meses não”. Há campas não identificadas, sabe as histórias de meia dúzia, nomeadamente de mortos de finais dos anos 60, como a de três portugueses que morreram pela ação de um morteiro e cuja campas aponta. E, como tantos ex-combatentes do PAIGC que encontramos, Francisco Monteiro é um desencantado com o país de hoje e com o que vive: “Não tenho nada. O povo não tem nada. A Guiné podia ter tudo.”