Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
HISTÓRIAS QUE NÃO SABIAM?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Mais uma acção judicial contra o Estado Português e a União Europeia, do ex-Alf. Moreira da CART 1690
Importa lembrar que a anterior acção judicial movida pelo ex-alf. Moreira, sobre "os escandalosos vencimentos e prémios dos gestores públicos", entregue na Assembleia da Republica em meados de 2010, está à espera de que algum deputado se lembre de a levar a Plenário...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A PROPÓSITO DO TEXTO MÃE D. GEORGINA, LEMBRA E ESCREVE O CAVALEIRO
(Ary dos Santos)
Não minha mãe. Não era ali que estava.
Talvez noutra gaveta. Noutro quarto.
Talvez dentro de mim que me apertava.
contra as paredes do teu sexo-parto.
A porta que entretanto atravessava
Talhada no teu ventre de alabastro
Abria-se fechava dilatava.
Agora sei: dali nunca mais parto.
Não minha mãe. Também não era a sala
Nem nenhum dos retratos de família
Nem a brisa que a vida já não tem.
Talvez a tua voz que ainda me fala….
….. o meu berço enfeitado a buganvília….
Tenho tantas saudades, minha mãe!
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Amigo
Fiquei deslumbrado com a tua narrativa.
Parabéns.
Deixa-me partilhar o que te vai na alma, acrescentando umas palavras, para melhor realçar o lado “guerreiro” da tua, das nossas mães.
“Quanta força e energia buscavam ELAS, para superar a fragilidade dos seus corpos.
Quanto sufoco e trabalho duro, árduo e suado para nos darem estudo, educação e o pão de cada dia.
Quantas lágrimas derramaram longe do nosso olhar,
E nós,
ingénuos,
julgando que nossas MÃES não sabiam chorar.
Quanto orgulho temos nas nossas MÃES”.
Aproveitando a onda de saudade, recordo em anexo, um dos últimos sonetos escritos pelo Ary dos Santos e que Ele (que também tanta falta nos faz), intitulou “Infância”.
Espero que gostes.
Recebe um forte e apertado abraço,
Cavaleiro
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Rectificação à Passadeira dos Famosos
O nome que estava indicado era o de Manuel Moreira Fazendeiro, erradamente.
Aqui fica a rectificação e os agradecimentos ao Joaquim Caldeira.
Breve serão publicdas fotos actuais.
Carta do Maritimo Olhanense à sua namorada...
Do blog do nosso colega Leal e com a devida vénia, transcrevemos aqui uma interessante:
"Farcisca
- Ó hôm!!! tu ése um montanhêre, hôm! Tu fázez um grande salcrafice em virese ó mar !!!...
- Má o que é que você me dize, hôm?!
- Digue-te iste e nã casase ca 'nha filha !
Alha-me-ze Farcizeca ! ê cá ântese cria cu tê pai me dèsse doi ó trê estragaços da cara, q'êl me dessesse aquil que tá ali à vizete de gente!
Nísete, vê de lá o mane Zé Xaveca e me dezeu assim:-Mó, ó móce! Na te zánguese, ná t' arráleze, móce! Taze-te arralar?- Atão nã m´ êde arralar?
- Nã te ralese rapá, se nã casáreze c'a filha dele casaze cá c'a minha hôm!
É p'a que vêisase, Farcizeca, quê cá inda tenhe pretendêntase. Tu pensase cú tê pai é o Prencêse D.Carlos? A tua mãi a Rainha D. Imélia e os tês ermãos os Enlefantesinhos ?
Alhamese ! ele é mai brute cá mãi dos penhêrese do mane João Luice.
Perdoi a arção.
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Hipólito disse...
Nã t'arrálese, rapá . . .
Ê cá traduse, hôm . . .
Perdoi a arção . . .
trai o bote pa terra....
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O Lago dos Cisnes
Enviado pelo Joaquim Caldeira, deleitem-se com este tema.
Abraços
O HIPÓLITO FOI AH DO CAMELO A MACEDO DE CAVALEIROS VER DOS PREPAROS DA ASSEMBLEIA GERAL (ALMOÇO) DO BART 1914
Não sei se vos acontece o mesmo . . .
Finda a função, na sanita, no respectivo pinchavelho, papel higiénico, de grilo . . .
Calças e cuecas, a meia-haste, seguras, com periclitante equilíbrio, com os joelhos, à cantiflas ou charlot, toca de ir à busca do dito acessório . . ., aqui, pró caso, essencial.
Fico co’a mosca, como os portistas, quando ganha o benfica e vice-versa . . .
Situação incómoda e irritante, com amplitude agravada, imagino, no rigor do frio, para os “cotas” de ceroulas . . .
Mesmo sorumbático, passo ao que aqui me trouxe:
Atrevi-me, com muito sacrifício, em prospecção e apoio, a subir ao nordeste transmontano, mais precisamente a Macedo de Cavaleiros, para transmitir ao organizador do n/próximo convívio, Alberto Camelo, a experiência do último, em Penafiel.
Fiquei com a certeza de que está em boas mãos a organização do dito cujo, tal o entusiasmo e empenho, dele, da esposa, filho e nora, demonstrados.
Tem já, para o efeito, gizados o plano e estratégia que me pareceram os adequados, não fosse ele também um dos afamados “pilha-galinhas” das transmissões.
Mandatado pelo Pica, reservei, para ele, estadia condigna no convento de Balsamão, situado, isoladamente, nos contrafortes da serra de Bornes e gerido, como estalagem, por uns frades, creio que polacos.
(Santuário de Nossa Senhora de Balsemão
Turismo Religioso
Mas, admito, devo ter metido o pé na poça . . .
É que, já em casa, ao ler o respectivo prospecto publicitário, verifico que todos os hóspedes ali albergados, devem rezar as laudes, as vésperas e o tercinho, antes da deita, o que não fará mal a ninguém.
Imagine quem quiser, um “doctor honoris causa em criptologia” a ranger os dentes, encrespando as sisudas sobrancelhas, afinando os suspensórios e atiçando-me os cães (dois pastores alemães) que guardam o mosteiro . . .
O que me irá valer, é ser campeão nos 100 metros . . . a fugir.
E pum-catrapum, pum . . . pum . . .
E entra o clarim:
Ena . . . c’um . . . (os de bom ouvido, sabem a música e letra).
Um xi-coração para todos
Hipólito
PS: Cavaleiro, não esquecer de anotar mais esta minha missão em prole da humanidade e ir pedindo uma medalhita cá pr’ó rapaz.
Garanto, não ter abusado, nem na posta, nem nas alheiras e outras minudências . . .
NOTICIAS DA GUINÉ-BISSAU
O imã Nfali Cote, da mesquita de Bissau, afirmou hoje, domingo, no Parlamento da Guiné-Bissau que a mutilação genital feminina não está prevista no Corão e, por isso, é errado associar o fenómeno à religião islâmica.
O imã Coté falou na sessão solene das comemorações do Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (MGF) que na Guiné-Bissau atinge cerca de 49%.
"É falso que o Corão tenha previsto que se faça o 'fanado' às mulheres. Eu não vi isso em parte alguma", disse o imã Nfali Coté, falando em nome dos líderes religiosos convidados por um grupo de organizações não-governamentais que lutam contra a excisão na Guiné-Bissau.
O "fanado" é o nome pelo qual a excisão é mais conhecida entre a população guineense.
Também expressando repúdio contra o acto, Nhima Corobó, uma ex-praticante do 'fanado', disse que "é chegada a hora" de as 'fanatecas' deixarem essa prática que "tantos males tem causado à vida das mulheres" guineenses.
"Há dez anos que deixei de praticar o 'fanado', mas muitas das 'fanatecas' ainda fazem essa prática. O Estado devia impor leis para proibir, de facto, essa prática", defendeu Nhima Corobó.
O Parlamento guineense foi hoje, domingo, palco de uma cerimónia oficial que marca a luta de várias organizações contra a excisão, com destaque para o Comité Nacional de Luta Contra as Práticas Nefastas, liderado por Fatumata Djau Baldé.
Segundo esta antiga ministra dos Negócios Estrangeiros, também ela submetida à excisão em criança, o trabalho que tem sido feito pelas organizações não governamentais (ONG), com o apoio de algumas entidades internacionais, vai no sentido de levar o Governo, através do Parlamento, a adoptar leis que punam a prática ainda este ano.
"Pensamos que temos dados nesse sentido, agora já estão reunidas as condições para que se adopte, finalmente, uma lei que puna essa prática", declarou Fatumata Baldé.
"O Governo está sensibilizado. O Governo tem a maioria no Parlamento e só por isso podemos acreditar que vai fazer aprovar uma lei ainda este ano", disse Djau Baldé.
JN, 07 Fevereiro 2011
Oh p´ra ele...
Para não o desgostar, aqui vai.
Abraços amigo
LG.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Para ouvir...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Da Senhora sua Mãe... - uma carta do Pica às suas Filhas e Netos/as
Era um encanto os olhos da Senhora minha mãe. Os olhos da vossa avó/bisavó a todos encantavam por onde passava, direi mesmo que eram a sua “marca d’àgua”. A vossa avó/ bisavó era uma mulher de personalidade muito forte, trabalhadora, mas sacrificada na vida. Adorava os filhos, procurando sempre ultrapassar as adversidades da vida que, foram muitas, para que nada lhes faltassem. Para os outros, com quem vivia de perto, havia sempre um dichote brejeiro. Era muito galhofeira, todos a adoravam naquele velho Bairro das Furnas. Quando alguém perguntar quem foi a vossa avó/ bisavó, digam que foi uma das raparigas mais bonitas da sua aldeia natal e a única com os olhos azuis cor do céu. Digam que foi uma mulher pobre, sacrificada mas honrada na vida. Foi uma mulher de personalidade muito forte e trabalhadora. Adorava os filhos, netos e bisnetos. Morreu a 19 de Março do ano de 1987, no “Dia do Pai”, que descanse em paz.
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Albertina Granja - disse:
Linda história esta!!! Comovente mesmo. Eis uma mulher de grande coragem...Gostei...Dava um bom livro...
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Hipólito - disse:
Sublime lição de vida esta que nos relata o Pica!...Como, igualmente, sublimes os seus sentimentos afectuosos e de gratidão, em relação à sua mãe e familia directa. Fiquei uns minutos a saborear o descrito e a imaginar a dureza da vida dos nossos pais e avós. Parabéns e um forte abraço, Pica.
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O Guedes - disse:
Este texto do Pica é na verdade, um Hino à sua Mãe. Excelente, comovente. Já em tempos o Pica nos tinha brindado com um texto semelhante, também falando da sua Mãe. Talvez para uma Mãe o pior seja a ingratidão de um filho, seja qual for a situação. Mas tu, companheiro, realças aqui bem alto o valor e a gratidão que tens para com a tua Mãe. Senhora sacrificada na vida para conseguir educar os seus filhos. Parabens companheiro. Gostei imenso. Um abraço LG
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do Justo:
Amigo
Pela segunda vez me tocaste no fundo da alma...
Impressionante como escreves de tua mãe e como já também com satisfação li sobre teu pai.
Lindo como tanto os veneras, e como comparação hoje sabemos como muitos filhos super mimados tratam os pais e que nunca nada lhes falta.
Humildes, referes, mas repletos de virtudes e que ambos as transmitiram ao filho.
Que bem se sentiriam se podessem ler as tuas narrativas.
Bem Hajas por esse amor tão magistralmente descrito.
Um abraço e a minha admiração.
José Justo.
a canção dos "Deolinda" e a geração dos jovens "casinha dos pais"
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
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e como nem só de tropa vive o homem, achamos interessante publicar este video dos Deolinda, que agora está na moda, mais a respectiva letra.
Abraços.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Guerra colonial
Acerca dos 50 anos do inicio da guerra colonial, transcrevemos com a devida vénia, estes dois extractos dos artigos de Paulo Gaião e Cristina Boavida, saidos no Expresso de hoje, focando este tema.
Lembramos que amanhã na SIC, a seguir ao telejornal da noite, vai ser mostrado um documentário sobre a guerra colonial.
Abraços
LG.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Há 50 anos - o drama da guerra colonial
Foi há precisamente 50 anos, no dia 4 de Fevereiro de 1961, que em Angola ocorreu o início deste episódio da história militar portuguesa.
Militantes do MPLA assaltaram dois estabelecimentos prisionais e uma esquadra de polícia, em Luanda. Mais tarde, em 15 de Março de 1961, a UPA (União dos Povos de Angola), lançou uma série de ataques em zonas isoladas, tentando erradicar a população branca.
A partir de então a mobilização das forças portuguesas foi aumentando progressivamente...
Pela parte portuguesa, a guerra sustentava-se pelo princípio político da defesa daquilo que considerava território nacional, baseando-se ideologicamente num conceito de nação pluricontinental e multi-racial.
Pela parte dos movimentos de libertação o princípio era outro....a da auto-determinação e independência.
E assim, durante 13 anos,sustentou-se uma guerra "inglória" , que tanta dôr causou, que tanta gente matou, que tantas famílias desfez...
Tudo....., para nada....
Decorridos 50 anos constata-se que afinal, ambas as partes perderam...
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Bó miste?
O objectivo seria ir de Lisboa a Bissau na carreira da TAP e depois de barco para o Enxudé e de seguida no camião do Jamil para Tite...
Acho que há alguns de nós que têm por lá amigos que podem .ajudar
"Bó miste?"












