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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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domingo, 18 de maio de 2008

O nosso almoço de ontem... com texto do Pica Sinos


Zé Manuel (Alcantara), Amador e Pica Sinos ............................................???





O Pereira e o ...??? .....................................................................João Aleixo e ???



Serafim à direita, o Guilherme ao lado dele.......................... Aqui falham-me os nomes

José Costa, ao lado dele o Hipólito (sacristão)
e o Cavaleiro de Costas


V.Alves, Paraiso Pinto, Claro, Guedes e F.Alves....................... Bolo do Batalhão


Os homens do clarim (os Bicos...) ....................................................... e ???


Leal, José Costa, Guedes e Pintassilgo ................Guedes, Serafim e Raul Soares (Comp.1743)


V.Alves, Pereira, P.Pinto e...? ....................................................................Vários

Todas estas fotos foram simpácticamente tiradas pelo Pica Sinos.
Quem me puder ajudar na identificação da malta, agradeço.
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Meus Amigos
O Monteiro e o Guedes pediram-me que eu fizesse uma "reportagem"deste dia comemorativo com o objectivo de se colocar no Blog.Eu como não sou jornalista procurei fazer o meu melhor no mais curto espaço de texto, pois se for muito grande a malta não lê, nisso estou eu habituado.Isto não impede que vocês façam também pequenas histórias neste dia complementando este pequeno trabalho que ora vos envio.Tenham um bom fim de semana
Pica
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Para o Zé das Osgas - o Justo:
Nota - Alguns amigos pediram-me para te mandar uma msn.Desses tenho fotografias individuais e na cabeça as "palavras de amizade"vou escrever a seguir.
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OVAR É JÁ ALI….A CIDADE QUE SUCEDE

17 de Maio de 2008, ao chegarem é-lhes difícil não contemplarem a linda baía de S. Martinho do Porto, o mar, apesar de uma ligeira ventania estava calmo, o sol esse semi-escondido. São cerca das 10,30 horas.

Em frente ao Parque de Campismo Baia Azul, ponto de encontro deste nosso 19ª Almoço Convívio das: Companhia de Comandos e Serviços, Companhia de Caçadores 1743, Pelotão de Morteiros 1208, Pelotão Daimler 1131 e Secção de Obuses, estacionados em Tite, componentes do Bart 1914, os participantes começam a chegar isolados ou acompanhados das suas esposas, filhos, filhas e netos alguns.

São habituais os gestos com os cumprimentos daqueles que todos os anos fazem questão em marcar presença nestes almoços convívio. Naqueles que há largos anos por esta ou aquela razão não tiveram a oportunidade de se encontrarem, não se fazem esperar fortes abraços, vive-se mais alegria, os olhos esses lacrimejantes, espalha-se ternura nas conversas que se sucedem entre os amigos de guerra e amigos para sempre.


Pergunta um; olha aquele é o Capitão Paraíso Pinto não é? Diz outro; sim é; está falar com o Cavaleiro. Olha o Guedes e o Gentil. O Costa e o Amador. Olha o “Chapa” e o Pintassilgo…. é, é, era padeiro com o Contige. Desculpa lá…. aquele não era o sacristão? E aquele ali não era o despenseiro Serafim a falar com o Alferes Claro?.....O Justo, onde anda o Justo? As perguntas e as respostas sucedem-se.

São 12,30 horas, o Monteiro, furriel sapador, organizador deste evento, dá ordem de partida à caravana automóvel ali presente. Salir do Porto é o rumo, espera-nos o almoço no restaurante Nascer do Sol cujos lugares nas mesas têm que ser aumentados, o número das presenças bateu o recorde. Nunca um almoço convívio teve tantos participantes com este, disse quem sabe.


Todos se acomodam, nas mesas os aperitivos, vinhos, sumos e cerveja à nossa espera. Ouve-se aqui e ali o barulho característico das rolhas a serem sacadas das garrafas. O bolo comemorativo do BART 1914 – Sem Temor - está junto à cabeça das mesas. A festa há muito já começara, agora brinda-se, os copos tilintam, tiram-se fotografias para mais tarde recordar. As conversas não se esgotam, juntam-se, aqui e ali para mais “dois dedos”. O bolo é entretanto servido.

Pela sobremesa, obviamente, os discursos não faltaram, houve quem cantasse o fado, que declamasse. O Pintassilgo assobiou uma linda melodia. Cantou-se os parabéns à mulher do Pereira, que fez anos ontem. As palmas, essas, foram muitas. Mas as recordações dos anos 20 em Tite e os “retratos” das suas vidas depois, essas não cessaram todo o momento……. Não… diz o Henrique…tens razão diz o Arrabaça. Diz o Abreu (que não melhorou nada, mesmo nada...)….o Bagulho onde anda esse gajo? Foi para o Brasil, dizem alguns.

São cerca das 17 horas, na partida repetem-se os sorrisos e os abraços com a mesma força da chegada, com a promessa que em Ovar – ano do 40º aniversário da chegada de Tite – os abraços serão mais fortes.
Pica Sinos

Justo, esta mensagem é para ti...

O Zé Justo, actual...





O Vira-pipas e o Pintassilgo............................................................O Sopinha e o Cavaleiro


Amador....................................................................................José Manuel (Alcantara)




Pintassilgo............................................................................................Chapas



José Costa .........................................................................................Contige
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Justo há só um! Este e mais nenhum
Amigão

Num outro texto fiz um pequeno comentário ao 19º Almoço Comemorativo da malta de Tite.
Penso que o Guedes e o Monteiro depois de o completarem o vão publicar no blog.
Tenho várias mensagens para ti. Muita malta sabendo que comigo partilhavas o
serviço de cripto é natural que me perguntasse por ti.
Eu disse aquilo que me tens dito. Que estavas doente.....mas que as melhoras eram bem visíveis e
um dia que estivesses operacional não deixarás de abraçar o pessoal.
E é aqui que a malta - amigos de sempre - me dizem:

Então dá lá um a braço ao gajo.
Diz que espero ansiosamente o dia de o poder ver e abraçar.
Diz que quero "beber" uns copos com ele.
Parece que o estou a ver, disse outro

Justo foram muitos sem conta. Mando a foto individual de alguns que por ti perguntaram
Diz coisas

Pica Sinos
Um abraço.
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e diz o Justo:
Grandes Amigos
Estou banzado com a quantidade de pessoal no almoço !!
Estou a trabalhar num texto abrangente sobre este evento, para o Guedes fazer ofavor de incluir no Blog.
Farei todos os comentários e elogios devidos e mais alguns apontamentos, para ficar coisa de jeito.Entretanto estou a editar e organizar as fotos.
Como estou a por fotos do antes-depois, nalguns casos tenho dúvidas...para já esta:
O da foto é na realidade o Pintassilgo ?
Aguardo vossa preciosa ajuda, e até muito breve com o texto.
Abrações
Justo
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nota - O caramelo de barbas é mesmo o Pintassilgo.
Sabes que da primeira vez que tentei encontrá-lo disseram-me que ele era inspector da PJ no Porto. Vai daí telefonei para a PJ a perguntar pelo inspector Pintassilgo. Responderam-me que ele estava no arquivo.
Eu, inocente, retorqui:
- Então volto a ligar daqui a pouco, quando ele já estiver no seu gabinete.
Responde o outro.
- Está emganado, o arquivo é o gabinete dele, é que o marmanjo não é inspector, é arquivista...
Isto foi há 19 anos...
Um abraço.
Leandro Guedes
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disse...
Para todos vós.
Sensibilizado e muito grato pelas referências dos amigos e antigos camaradas.Estou a preparar um texto para o Blog, agradecendo de uma forma global a msg que o Pica Sinos aqui transmite.Até muito breve.
Zé Justo.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Em jeito de gravata... (do Pica Sinos)


“EM JEITO DE GRAVATA” TRANSPORTAVAM NO PEITO AGARRADAS POR CORDEIS AS GRANADAS DOS MORTEIROS

As chuvas agravam o estado do terreno e particularmente das bolanhas na área de Tite. Atentos, “sentíamos” que o IN, conhecedor em pormenor do terreno, não deixará passar a oportunidade de exercer e desenvolver a sua actividade operacional. Os nossos pressentimentos têm fundamento quando somos conhecedores, através da informação, da intenção do IN instalar, por escassos dias, acampamentos perto das principais tabancas localizadas no perímetro operacional de Tite para, através da força e com o objectivo de engrossar os seus efectivos, “recrutar” jovens e outros elementos da população nativa com vista à prestação dos apoios como carregadores das suas colunas para reabastecimentos de material bélico e dos géneros alimentícios; fundamentalmente, o arroz de que necessita para o sustento dos seus exércitos. Simultaneamente procurar conhecer e, consequentemente, anular a movimentação das NT com vista a evitar que os naturais desses principais aglomerados populacionais se apresentem com as denúncias.

As Operações Especiais em Tite, (Bagulho por onde andas?) são informadas por populares que um grupo de 20 elementos maltratou a população de Tite de Baixo e acabara de se apoderar de grande quantidade de arroz e de vestuário (panos). Obrigara algumas mulheres a carregar o arroz roubado. E que um outro grupo com cerca de 30 elementos armados com morteiro 60, 2 LGP, e material ligeiro montara uma emboscada na orla da mata junto a Brambanda na esperança que as NT viessem a acorrer ao local nesse dia. Mas não! Era demasiadamente prenunciada a armadilha.

Por vezes, pelo silêncio da noite, era a melhor ocasião para solicitar aos telegrafistas rectificações aos “sitrepes” ou apanhados das transmissões via telegrafia. Identificar letras em textos cifrados, frases sem nexo e sem sentido de entre todos aqueles “apitos” não era uma tarefa fácil, ainda mais difícil quando as condições climatéricas eram adversas.

Uma das noites do mês de Outubro do ano de 1967 em conversa com o Amador e um outro camarada, que hoje não consigo identificar pelo nome, perguntam-me: Eles já saíram?

Não! digo eu, estão na fase da concentração. Então, dizem, vai lá ver e depois diz qualquer coisa. Assim o fiz. Abandono por instantes o “tiriri” do Centro de Transmissões e dirijo-me para a porta de armas.

Na minha frente perfilados a subir para os carros (GMC e Unimogues) os meus camaradas operacionais. São quatro horas e pouco da manhã, os homens, cerca de 50, vão armados com as mais diversas armas, as mais visíveis pelo seu porte são algumas metralhadoras pesadas e morteiros de 60mm. Agrupados por secções, uns, levam a descoberto as serpentinas das armas que suportam projécteis 7,92mm, outros, “em jeito de gravata”, transportam no peito agarradas por cordéis, as granadas dos morteiros. Estamos em plena época das chuvas, munidos com capas de borracha camuflada por cima dos corpos, com as espingardas metralhadoras G3 em segurança, mas com as balas já introduzidas nas câmaras, os meus amigos de todos os dias estão prontos para avançar rumo ao “desconhecido”. Às ordens dum oficial a operação………… começara. Em pensamento despeço-me….Até amanhã camaradas.

Raul Pica Sinos

Como umas chinelas podem salvar uma vida !... (do José Costa)


Como umas chinelas podem salvar uma vida!....

Devem estar recordados, que nos princípios o IN só atacava antes da meia-noite. A partir de uma passagem de ano, começaram a visitar-nos depois da meia-noite.
Num dos últimos ataques, deviam ser umas duas e pouco da madrugada, estava eu nessa altura a dormir juntamente com outros colegas no posto de rádio, quando fomos acordados com o matraquear das armas "deles" e dos morteiros. Imediatamente nos levantamos e há que fugir. Acontece, que eu ao por a mão na porta, dei conta que estava descalço. Naquele momento passa muita coisa pela nossa cabeça. Como tenho muita sensibilidade na sola dos pés, resolvi voltar à cama para os buscar, como tudo ficou às escuras demorei uns milésimos de segundo a procurar até que algo caiu entre a enfermaria e uma pequena antena que havia no posto de rádio virada para essa enfermaria e a verdade é que me iluminou. Calcei as chinelas (havaianas borracha) e quando abro a porta do posto de rádio, ouço um zumbido e instântaneamente o enorme estrondo e vejo um jeep a arder junto à caserna e a caserna a começar a arder também. Dirigi-me para aquele quarto que ficava no extremo do edificio de transmissões onde trabalhava o Vitor Hugo o Luis Filipe, Matos. Mas quando vou a entrar, gritam-me para não o fazer, pois tinha caído um morteiro. Efectivamente a peça caiu nesse pequeno hall furando o telhado e ao cair fez um pequeno buraco no cimento mas não explodiu.
Moral da história. Se eu não demorasse aqueles breves segundos à procura das chinelas, provavelmente teria levado nas costas ou na tola sei lá onde,com o roquete que atingiu o Jeep. E quem sabe se o morteiro que caiu no hall e não explodiu me teria atingido na tola!

Abraço-vos a todos
José Costa

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Anophelis, o da malária, do paludismo....

A larva e a a asa


O Justo tinha duvidas sobre o Anopheles pois cá vai o que consegui arranjar
Um abraço


Pica Sinos


Anopheles na Guiné-Bissau e na África em geral
Introdução
O gênero Anopheles compreende insetos pertencentes à família Culicidae, apresentando a denominação geral de pernilongos. Os insetos adultos medem entre 6 e 15 mm. São os transmissores da malária.
Biologia do parasito
A postura dos ovos é realizada em locais de água pouco agitada. Os ovos possuem flutuadores, sendo ovipostos separadamente uns dos outros. De dois a quatro dias após a ovipostura, o ovo se transforma em larva. As larvas das diferentes espécies apresentam preferências variadas quanto ao grau de salinidade e concentração de matéria orgânica. Larvas e pupas se desenvolvem em meio aquático necessitando subir á superfície para respirar. Em 10 a 20 dias as larvas evoluem à pupa. A pupa dá origem ao inseto adulto após um a três dias. O mosquito apresenta coloração escura com manchas brancas asas longas, com escamas formando áreas com manchas claras e escuras. Durante o pouso, o Anopheles fica oblíquo à superfície. Os insetos adultos se alimentam de água e seivas vegetais. Entretanto, após o acasalamento, as fêmeas necessitam de um maior aporte protéico, tornando-se hematófagas, e facilitando a transmissão de doenças. Após a maturação ovariana as fêmeas procuram os locais para ovipostura. Os anofelinos têm comportamento crepuscular.
Importância e prevenção
Os mosquitos deste gênero têm grande importância médica por serem os principais vetores de Plasmodium, protozoário causador da malária, e da filaríase linfática por Wuchereria bancrofti. Durante a hematofagia o inseto causa desconforto, insônia e até irritabilidade, principalmente quando o número de insetos é grande. A picada também pode provocar reações alérgicas oriundas de proteínas e peptídeos presentes na saliva do inseto. Assim, é necessário controlar o mosquito com o uso de telas nas portas e janelas, mosquiteiros, inseticidas e repelentes. Qualquer dessas medidas de controle deve ser realizada criteriosamente, para evitar intoxicação humana pelos inseticidas. Outras medidas importantes e de impacto coletivo são o saneamento urbano e a eliminação de locais de acúmulo de água parada. Essas medidas contribuem diretamente no controle do inseto e das doenças vetoriadas pelos mesmos. Também é essencial a realização de um monitoramento periódico do ambiente, a fim de identificar os locais onde este mosquito possa estar proliferando e realizar o controle adequado.

Contige, padeiro. Mais um regressado ao lar...



Contige ao volante, Pintassilgo e mais dois colegas.



O Contige, o Porto (de pêra), já falecido, Cap. P.Pinto entre outros



O Régua e o Contige










O Contige

Bezelga, o ???... e o Contige

O Contige apareceu e já disse "Até Sábado". Este ano seremos mais, não sei se devido ao blog, mas somos mais certamente.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Mais um episódio contado pelo Zé Justo




Episódio trágicómico, que não deu tragédia, por pouco, e sem nada de cómico...

Amigo Guedes

Ao ler no Blog o comentário do nosso companheiro Serafim e a referência que faz ao “Porto”, infelizmente já desaparecido fisicamente, mas na nossa lembrança, fiquei com pena a pensar nele, e lembrou-me se não será o mesmo que intervém no relato que se segue.
Perguntarei ao Serafim pormenores que me levem a tirar esta dúvida.

Sabe-se que em teatros de guerra, é inevitável darem-se mortes por acidentes com armas de fogo.

Estou convicto que muitos acidentes fatais acontecem, porque a habituação e contacto permanente com as armas, torna-se tão normal que acabam por ser “coisa banal” e a indiferença substitui as super precauções tidas com armas na vida civil ou desportiva.

Confesso que não sendo belicista - muito pelo contrário - sempre senti um fascínio enorme por armas.
Mesmo longe da guerra e trocada a G3 pelo lápis e o pincel, ficou-me o “bichinho” dos muitos tiros dados na carreira de tiro ao fundo da pista de aviação do quartel de Tite.

Já na vida civil, curiosamente tinha como colegas de trabalho rapaziada que comungava esta atracção, e volta e meia lá fazia-mos uma tirada até á Feira Popular gastar um dinheirão nos tirinhos e...claro, também nos petisquinhos. Eram momentos inenarráveis...que malta gira !!

Confesso que o acto de disparar e sentir vibrar uma arma automática nas mãos, mexe muito comigo ...enfim ...NÓIAS !! nunca conseguiria porém, dar um tiro a um animal vivo por mero “desporto”.
Vou narrar um episódio, onde sou o interveniente principal, bem como a espingarda de fabrico Soviético Simonov SKS.

No posto de rádio, situava-se um armeiro com armas capturadas ao PAIGC e que o nosso grupo de Comandos Boinas Verdes utilizava para as emboscadas nocturnas.

O facto de os nossos Comandos utilizarem armas do IN nas emboscadas, tinha como justificação, a grande diferença de som dos disparos entre o material deles e o nosso. O matraquear das metralhadoras era mais agudo, muito “irritante” notava-se á légua o “cantar” delas, e quando havia contactos entre forças, gerava-se confusão nas tropas do PAIGC sobre “quem era quem”, pois também eles conheciam as diferenças dos disparos.

Ora; estas armas quando no armeiro, estavam “sempre” descarregadas.

Era habitual fazer-se de quando em vez, fogo de treino na carreira de tiro. Uma tarde como o pessoal ia “queimar uns cartuchos” como sempre, convidaram-me, e... OK dirigi-me ao posto de rádio para ir buscar a Simonov.

Gostava de fazer fogo com ela, por ser muito certeira, muito leve e “elengatíssima” e achava o máximo a baioneta fixa ao cano com dobradiça.

Entrei no posto de rádio, agarrei na arma, puxei a culatra para trás, levei á frente, virei-me para o “Porto”, operador de rádio - e disse-lhe: - Oh “Porto” vou-te rebentar com os c.... ele virou-se para mim e todo lixado comentou: - Lá está este c...com as p....das armas...acto continuo, carreguei no gatilho, e...ouviu-se um disparo !!??...fez uma tremenda ressonância, e o posto de rádio encheu-se de uma fumarada e um cheiro a pólvora enorme.

O “Porto” dá um salto da cadeira e desata a correr aos gritos: - Este c... ia-me matar...é maluco...este gajo está “apanhado”.

O recinto encheu-se de pessoal, e eu, muito aparvalhado, estático, com a arma na mão, apontada para cima, com o buraco no teto feito pela bala ainda fumegando !!

Pormenores:
Na realidade era habitual as armas estarem sempre sem munições, mas na véspera, tinha estado em Tite o então Brigadeiro Spínola, numa das suas habituais visitas surpresa. Foi feita a guarda de honra com as NT e o grupo de Comandos “Boinas Verdes”, havendo ordem de municiar armas.

Após a visita, as armas voltaram para o sítio, mas...o Milícia indígena dos Comandos, não descarregou a Simonov !! e pendurou-a no armeiro.

Outro pormenor: A Simonov, se não tiver munições, a culatra depois de recuada, não avança devido á mesa apresentadora dos cartuchos, subir e bloquear o avanço. Ainda estou para saber porque não me apercebi do fecho da culatra...exactamente por ter munições !!

Safou o fim, não trágico, o cuidado que sempre tive, de nunca apontar uma arma a ninguém, e muito menos carregando no gatilho, daí o ter virado a Simonov para o teto, só depois disparando.

Não avanço a série de problemas que provoquei, mas estive prestes a levar ordem de prisão e provávelmente responder em Conselho de Guerra.

Devo o grande favor ao Alf. Carvalho, ao fur. Cavaleiro e ao facto de ter alguma popularidade entre Oficiais e Sargentos, o não complicarem toda a minha vida.

Já era grande amigo do Porto, admirava-o bastante por ser muito fiche e por ser um exímio telegrafista, mas ainda fiquei mais amigo depois deste episódio, e quando nos “petichiers” bebia-mos uns copos, só se falava do sucedido..

A dúvida se realmente foi ele que faleceu, causa-me bastante saudade e tristeza.
Zé Justo
14 Maio 2008
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do José Costa:
A propósito da história do Justo, uma achega minha.
Recordo-me desse episódio. Eu estava presente, salvo erro foi num Domingo à tarde. Apontas-te a arma, mas eu tinha a ideia que era o Amador de Alter do Chão e não o Porto, mas se o dizes...Agora o disparo foi feito para o tecto. A arma foi capturada ao IN era uma "Mauser" seria? Metia-se um pente 6 tiros calibre igual à nossa G3.Puxava-se a culatra e depois era sempre abrir.Era uma arma leve e muito prática. Essa arma "estacionou" no Centro de Mensagens. O Silva,(Francisco) radiotelegrafista, que me ajudava no Centro de Mensagens, é que saía muitas vezes com ela à caça.Lembram-se deste "gajo" cada tiro era uma rola morta. Que é feito dele?Um abraço a todos
Costa

Pica Sinos - galeria de fotos



Respondendo à sugestão do Guedes nomeadamente "a evolução da vida em termos estéticos"tenho-vos a dizer que a minha primeira fotografia foi tirada na cozinha em minha casa , logo após o meu nascimento no ano de 1945, pesando à data cerca de quatro quilos,descontado naturalmente o involucro.A minha segunda fotografia já tirada em Tite, com 22 anos de idade, num bidão em frente ao Centro de Cripto,numa altura, tendo em conta a feijoada ingerida, que não deu tempo para chegar às latrinas que estavam situadas ao fundo do aquartelamento.A careta que apresento não resulta por qualquer força de ocasião, mas pelo simples facto de eu estar "fulo",danado, marafado, não era para menos, pois pedi "por favor" papel higiénico,optando o fotografo, na ocasião foi o Justo,por me tirar a fotografia mandando cá o rapaz às ortigas, não atendendo as minhas solicitações para a higiene anal. A terceira fotografia, tirada "um pouco" mais tarde do regresso de Tite,nota-se perfeitamente que sou eu! .......Belo como sempre.

Raul Pica Sinos
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terça-feira, 13 de maio de 2008

Uma interessante mensagem do Pica Sinos. Uma lição de vida.


"Um dia, quando eu era caloiro na escola, vi um miúdo da minha turma a caminhar para casa depois da aula. O nome dele era Kyle. Parecia que estava a carregar os seus livros todos.
Eu pensei: -'Porque é que leva para casa todos os livros numa sexta-feira ? Ele deve ser mesmo um marrão. Como já tinha o meu fim-de-semana planeado (festas e um jogo de futebol com meus amigos no sábado a tarde) encolhi os ombros e segui o meu caminho. Conforme ia caminhando, vi um grupo de miúdos a correr na direcção dele. Eles atropelaram-no, arrancando-lhe todos os livros dos braços e empurraram-no, de tal forma que ele caiu no chão. Os seus óculos voaram, e eu vi-os aterrarem na relva a alguns metros de onde ele estava. Ele ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza nos seus olhos. O meu coração penalizou-se por ele. Então, corri até ele enquanto ele gatinhava à procura dos óculos, e pude ver lágrimas nos seus olhos. Enquanto lhe entregava os óculos, eu disse: -'Aqueles tipos são uns parvos. Eles deviam era arranjar uma vida própria'. Ele olhou para mim e disse: -Ei, obrigado! Havia um grande sorriso na sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu ajudei-o a apanhar os livros, e perguntei-lhe onde morava. Por coincidência ele morava perto da minha casa, então eu perguntei como é que nunca o tinha visto antes. Ele respondeu que antes frequentava uma escola particular. Conversámos todo o caminho de volta para casa, e carreguei-lhe os livros. Ele revelou-se um miúdo muito porreiro. Perguntei-lhe se queria jogar futebol no Sábado comigo e com os meus amigos, ele disse que sim. Ficamos juntos todo o fim-de-semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele. E os meus amigos pensavam da mesma forma. Chegou a Segunda-Feira, e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez. Parei-o e disse: -'Diabos, pá, vais fazer o quê com os livros de novo? Ele simplesmente riu e entregou-me metade dos livros. Nos quatro anos seguintes Kyle e eu tornámo-nos melhores amigos. Quando nos estávamos a formar começámos a pensar na faculdade. Kyle decidiu ir para Georgetown, e eu ia para a Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria um problema. Ele seria médico, e eu ia tentar uma bolsa escolar na equipa de futebol. Kyle era o orador oficial da nossa turma. Ele teve que preparar um discurso de formatura. Eu estava super contente por não ser eu a subir ao palanque e discursar. No dia da Formatura eu vi Kyle. Ele estava óptimo. Ele estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos. Ele saía com mais miúdas do que eu, e todas as raparigas o adoravam! Às vezes eu até ficava com inveja. Hoje era um desses dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso por causa do discurso. Então dei-lhe uma palmadinha nas costas e disse: -Ei, rapaz, vais-te sair bem! Ele olhou para mim com aquele olhar (aquele olhar de gratidão) e sorriu. -Valeu, disse ele. Quando ele subiu ao oratório, limpou a garganta e começou o discurso: -'A Formatura é uma época para agradecermos aqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Aos pais, aos professores, aos irmãos, talvez até a um treinador. Mas principalmente aos amigos. Eu estou aqui para lhes dizer ser um amigo para alguém é o melhor que se pode dar. Eu vou-lhes contar uma história. Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele tinha planeado suicidar-se naquele fim-de-semana. Contou a todos como tinha esvaziado o seu armário na escola, para que a mãe não tivesse que fazer isso depois de ele morrer, e estava a levar as suas coisas todas para casa. Ele olhou directamente no meus olhos e deu-me um pequeno sorriso. -'Felizmente eu fui salvo. O meu amigo salvou-me de fazer algo inominável'. Eu observava, com um nó na garganta, todos na plateia, enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza. E vi a mãe e o pai dele a olharem para mim e a sorrir com aquela mesma gratidão. Até aquele momento eu nunca me tinha apercebido da profundidade do sorriso que ele dirigiu naquele dia. Nunca subestimes o poder das tuas acções. Com um pequeno gesto podes mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior. Deus coloca-nos a todos nas vidas uns dos outros para que tenhamos um impacto um sobre o outro de alguma forma.
Procura o bem nos outros. "

Calmamente sentado... - do Pica Sinos

Foto do Pica Sinos


“CALMAMENTE SENTADO
À ESPERA QUE A CRISE PASSASSE”


Já noutros textos referi que a generalidade dos terrenos da Guiné-Bissau é de cotas bastantes baixas, grandes áreas alagadiças, não só na época das chuvas como em resultado das marés. Tem grande quantidade de cursos de água originando, na chamada maré baixa, vastas zonas pantanosas que os naturais identificavam e penso que ainda identificam por “bolanhas”. E ainda que as “bolanhas” eram (são) o habitat natural do mosquito que através da picadela da fêmea é causador do paludismo (malária) ainda hoje um grave problema de saúde pública na Guiné-Bissau (e na África em geral) dado o elevado número de pessoas atingidas. Sendo as crianças e as mulheres grávidas as principais vitimas.

Também disse que se haviam “bichos” que seriamente me incomodavam eram os mosquitos. Os “gajos” talvez por atraídos pela meu tom da pele, pelo suor, pelo aroma do desodorizante, do champô ou de outro qualquer odor, na verdade, quando embicavam era ver o Pica a fugir e a esfregar braços e pernas procurando evitar as dolorosas e irritantes picadas dos “Anopheles”, segundo vocabulário dos cientistas.

Mas a história que desta vez quero contar passou-se naquele que eu chamo o pavilhão da “casa dos banhos”.

Todos nós estamos recordados que os mosquitos picavam preferencialmente à noite e no exterior das casernas ou salas de trabalho. A malta nunca fiando nestes “bicharocos” quando na hora da deita os mosquiteiros eram fechados e faziam-se arder, toda a noite, serpentinas repelentes de marca “leon”, mal cheirosas é certo, mas que davam um jeito do caraças, lá isso davam.

O pavilhão da “casa dos banhos” ficava ao fundo do aquartelamento. Que me lembre eram cerca de 10 as latrinas, divididas por paredes de altura a rasar as nossas cabeças, tinham portas, nas suas frentes uma dezenas de chuveiros, no corredor entre umas e outros, dois ou três bidões com água para servir a limpeza da defecagem, coisa que nem todos a faziam. Que a juntar ao facto da água por vezes esgotada já ao fim do dia, originava forte chamariz para os já ditos “Anopheles”. Ou seja: dizer que o habitat dos mosquitos era as “bolanhas”, em Tite, não era certamente verdade; ao fundo do aquartelamento também o era, e eu chamar àquilo o pavilhão da “casa de banhos”, se bem que existissem chuveiros e lavatórios, penso que estou a ser generoso dado à “sumptuosidade” do nome. Adiante.

Este rapaz sempre regulou muito bem dos intestinos; antes de se deitar era certo e sabido que tinha que usar o dito pavilhão da “casa de banhos”. Uma bela noite, munido dos respectivos jornais para queimar enquanto durasse o alívio tripal, técnica que todos usávamos para afastar a mosquitada dos nossos preciosos traseiros, escolho a latrina menos “usada”. Quando, já em posição da descarga, no mesmo momento o IN desencadeou violenta flagelação ao aquartelamento com morteiros e outros projecteis das mais variadas armas em uso, ainda pensei puxar os calções e correr para o abrigo dos morteiros ali por perto, mas para não ficar sujeito a uma situação de desabrigado, optei por ficar no espaço destinado à latrina.

Como a flagelação demorou e as pernas de estar abaixado já doíam, não tive outra alternativa senão sentar-me em tão “fofo entulho” permanecendo ali todo o tempo até final da refrega, pois pensei (e bem) que seria muito o meu azar se caísse um projéctil de morteiro na latrina onde estava “comodamente sentado”. Quando tudo terminou, com os chuveiros na minha frente, o banho não só serviu para arrefecer os ânimos como devem calcular. E sabem uma coisa? Não sei o que aconteceu aos mosquitos no período do ataque do IN pois desapareceram por completo, só mais tarde, já na cama, dei por eles a quererem furar o mosquiteiro.

Raul Pica Sinos

Granadas de Morteiro "Parte-tolas" - do Zé Justo







Granadas de Morteiro... “parte-tolas !!

Amigo Guedes

Mais uma história, desta vez de guerra, mas sem desgraças...antes pelo contrário !!

Um relato sobre granadas de morteiro do PAIGC que ao contrário do que era habitual, em vez de matarem “salvaram muitas vidas”.

Como normalmente os ataques ao quartel eram efectuados de noite, na manhã seguinte, bem cedo, fazia-se um balanço aos estragos causados no pessoal e material, e efectuavam-se os devidos relatórios, que nós Op. Cripto, tínhamos como tarefa, cifrar e enviar para Bissau.

Por diversas vezes foram localizadas, meio enterradas no chão, granadas de morteiro do ataque da véspera, por deflagrar. Algumas, quando caiam em terreno um pouco menos rijo, ficavam mesmo enterradas até á deriva de cauda.

O que acontecia, era que as granadas de morteiro utilizadas pelo PAIGC, vêm embaladas de fábrica com uma tampa de baquelite preto, no lugar da cabeça/ espoleta.

Sabia-se que o IN de véspera fazia uma rusga pelas aldeias nativas e “mobilizava” pessoal para a função de carregadores do material bélico que seria utilizado no ataque ás NT.

Claro que antes do disparo das granadas, teria que ser retirada a tampa de baquelite e enroscada a cabeça detonadora...mas na confusão dos ataques e na pressa da retirada, muitas das granadas eram disparadas como inértes.

Recordo o pessoal especialista na “pesca” á “parte-tolas” que era feita com uma vara muito comprida e uma corda de laço na ponta que era engatada na deriva da granada, e a que o pessoal depois de abrigado dava uns puxões valentes até a “bicha” se desenterrar.

Terminada a função bélica, tinham um fim prático, estas granadas, muitas deram belos candeeiros, que camaradas artífices do armamento “mãosinhas de ouro” com engenho e arte, transformavam em práticas peças e vendiam ao pessoal. Eu próprio comprei dois, que acabei por oferecer já na Metrópole.

As fotos legendadas mostram como funcionava o sistema.
Zé Justo
11 Maio 2008
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domingo, 11 de maio de 2008

Galeria de fotos

Meus amigos- Após consultas aos mais activos elementos deste blog, chegamos à conclusão que seria interessante montarmos uma galeria permanente de fotos de todos nós. Talvez na parte esquerda do blog. Para isso pensamos publicar uma foto do tempo da Guiné e outra actual, uma ao lado da outra, à escolha de cada um. Então seria necessário que cada um fizesse chegar até mim, por email ou por correio: - uma foto do tempo da Guiné, a que gostarem mais - uma foto actual, também a que mais gostarem. Seria interessante que cada um mencionasse: - o seu nome completo, - Companhia, Pelotão ou Secção a que pertencia, - posto, - bem como a ocupação que tinha em Tite - mecanico, atirador, cripto, condutor, escriturário, minas, cozinheiro, maqueiro, etc. etc.
Os que quiserem enviar fotos de esposa, filhos ou netos ou até do seu local de trabalho, podem fazê-lo. Fico à espera para começarmos a galeria. Vou começar a publicar mal as primeiras cheguem à minha mão e irá aumentando à medida que mais fotos forem chegando. Um abraço Até Sábado, bom almoço para todos. L.Guedes
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nota - Agradeço que após o almoço do próximo Sábado, me enviem as fotos que tirarem e que acharem mais interessantes para serem publicadas neste blog. Um abraço.
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diz o Zé Justo... Caro Guedes
Boa ideia, vou tirar uma foto actual tipo galã da Picheleira.Vai ficar coisa de se ver, até vou lavar a cara e os dentes...qualquer sacrifício nunca é de mais para aparecer no Blog do Bart!!
Divirtam-se no Almoço e bebam um "bérinaite" cá pelo rapaz.
Já avisei a fanfarra local para vos receber como é devido.Um abração para todos
Zé Justo

No nosso almoço vamos beber com moderação....


Aqui se publica um texto interessante que o Justo nos mandou. Não sabemos se é veridico ou não. Isso também não interessa. A maior parte dos livros são ficcionados e nós gostamos de os ler. O que interessa é a lição a tirar.
A todos desejamos boa viagem até Salir do Porto, mas principalmente aos que vêm de longe, tanto do Norte como do Sul - Saiam cedo, venham com calma, sem pressas.
Um grande abraço e vamos ler esta mensagem do Justo, que infelizmente este ano não vai ao nosso almoço...-


MAE...
Fiz o que me pediste! Fui a uma festa, e lembrei-me do que me disseste. Pediste-me que eu não bebesse álcool, mãe... Então, bebi uma 'Sprite'. Senti orgulho de mim mesma e do modo como me disseste que eu me sentiria e que não deveria beber e conduzir. Ao contrario do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável e o teu conselho foi correcto. E quando a festa finalmente acabou e o pessoal começou a conduzir sem condições... Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz... Eu nunca poderia esperar... Agora estou deitada na rua, em cima do alcatrão e ouvi o policia dizer: 'O rapaz que causou este acidente estava bêbado', mãe, a voz parecia tão distante... O meu sangue esta escorrido por todos os lados e eu estou a tentar com todas as minhas forças não chorar... Posso ouvir os paramédicos dizerem: 'A rapariga vai morrer'...Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda a velocidade, afinal, ele decidiu beber e conduzir e agora tenho que morrer... Então porque é que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas? A dor esta a cortar-me como uma centena de facas afiadas... Diz a minha irmã para não ficar assustada, mãe, diz ao papa que ele seja forte... E quando eu partir, escreva 'Menina do Pai' na minha sepultura... Alguém deveria ter dito aquele rapaz que é errado beber e conduzir... Talvez, se os seus pais lhe tivessem dito, eu ainda estivesse viva...Minha respiração está a ficar mais fraca, mãe, e estou realmente a ficar com medo...Estes são os meus momentos finais e sinto-me tão desesperada...Eu gostaria que tu pudesses abraçar-me, mãe, enquanto estou esticada aqui a morrer, eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe...Então... Amo-te e adeus...'

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Estas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter ia anotando..Muito chocado. Este repórter iniciou uma campanha. Se esta mensagem chegou ate si já valeu a pena...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Bagulho - Brasil

No relatório do Contador de visitas ao nosso blog, aparecem lá 13 visitas feitas a partir do Brasil. Isso leva-me a pensar que talvez seja o Bagulho ou alguem da sua familia ou a ele ligado. Se assim for peço ao Bagulho que diga qualquer coisa, que apareça neste blog. Ou então mande um email para leandro.guedes@pluricanal.net Um abraço.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Escola em Movimento - A ESCO de Torres Vedras


Do meu amigo Zé António, cantor baixo da Camerata de Torres Vedras, sempre simpáctico (baixo não no tamanho que ele é grandalhão, mas no canto), recebi este programa que divulgo a quem procura estar atento.
São temas muito interessantes e actuais:

"Bom dia, caros membros do CREIAS-Oeste,
Tenho o prazer de vos informar que a ESCO (Torres Vedras) vai realizar uma série de eventos na próxima semana com o título “Escola em Movimento”. Entre muitas outras actividades interessantes, será também apresentado o projecto “Boas Prática – Projecto Eco-Escolas” que se insere no Programa de Trabalhos do CREIAS-Oeste de 2008 (mais informações em anexo).

Aproveito a ocasião para informar todos os interessados que a Agenda 21 da Lourinhã realiza, com o apoio da CM da Lourinhã, uma sessão de informação sobre “Microgeração de Energias Renováveis”. Se quer saber mais sobre como se pode – na própria casa – aproveitar a energia do sol ou do vento, visite este evento que se realiza no próximo sábado, dia 10. de Maio no Centro Cultural da Lourinhã (Edifício da Biblioteca) das 10h-12h. Para mais informações clique:
http://www.ceifa-ambiente.net/agenda-21-lourinha/microgeracao-de-energias-renovaveis/
Agradeço a divulgação deste evento para todos os seus amigos e familiares que estejam a planear a construção ou remodelação de uma casa, bem como todos os agentes municipais que lidam com o planeamento, construção e manutenção de edifícios públicos.

Finalmente, convido-vos também a participar numa iniciativa da ADL (Associação para o Desenvolvimento da Lourinhã) certamente de grande interesse para os membros do CREIAS-Oeste: No dia 17 de Maio terá lugar na Lourinhã a Feira da Educação. Para mais informações consulte o programa que junto em anexo.

Os melhores cumprimentos
Suhita Osório-Peters
(Comissão Dinamizadora do CREIAS-Oeste)


CEIFA ambiente Lda
Casal Frade
P - 2530-082 Lourinhã
Tel. / Fax: +351-261 413 986
URL:
www.ceifa-ambiente.net "

Bairro Alto - e seus amores tão delicados... (do Zé Justo)







Mais uma boa crónica do Zé Justo.
Até fala na travessa da Agua da Flor...
Parece que isto está a aquecer novamente.
Força malta. Vamos à luta!

Amigo Guedes

Há muito que não dou um arzinho da minha graça para o Blog.As minhas desculpas pela ausência, e para tentar compensar, aqui vai um textosobre vivências.Sobre a guerra, vou por agora intervalar um pouco, não quer dizes que não volte ao tema, mas por agora, e para não saturar, mudei em pouco de tema.Como sempre se vires que não interessa, não há crise. Fica ao teu critério.Vai o texto e fotos separadas para se quiseres, escolheres o que mais interessa.Ainda não tentei o contador de msg no Blog, logo que possa vou ver se consigoatinar com a coisa.Um abração

Zé Justo

BAIRRO ALTO...e seus amores tão delicados...

Amigo Guedes

Tenho andado um pouco ausente em notícias, mas vou tentar redimir-me !!

Dentro da tua luminosa ideia de fazer-mos umas crónicas sobre outros temas que não sejam os da guerra por que passamos, e como temos já uma vida vivida noutros locais, pareceu-me que talvez tenha interesse o tema Bairro Alto.
Não só foi e é a zona mais emblemática de Lisboa, como foi também neste bairro que cresci, estudei amei e vivi intensamente a noite de Lisboa.
O Bairro Alto, outrora conhecido como Vila Nova dos Andrades é uma zona típica de Lisboa de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo, Chiado, Trindade e Rossio.
Construído nos finais do séc. XVI, foi o primeiro bairro construído com o fim habitacional e com as ruas em traça de quadrícula.

Foi á época um bairro aristocrata, onde ainda hoje se podem ver alguns palacetes senhoriais.

Durante o séc. XIX e até ao terceiro quartel do séc. XX, o bairro abrigava as sedes dos principais jornais e tipografias do país.
Ainda hoje se mantém nomes como Rua do Diário de Noticias (onde vivi em dois prédios diferentes),
ou rua do Século.

Este bairro, um dos mais intelectuais da capital, frequentado por jornalistas, escritores e estudantes, a um passo do Chiado, era também lugar de tascas de marinheiros, de lugares de má fama e de muita prostituição (a minha “primeira vez” foi na travessa da água de flor).

Desde os anos 80 que é a zona mais conhecida da noite Lisboeta, com inúmeros bares e restaurantes (alguns caríssimos) a par das casas de fado, local onde se situam também quase todos os órgãos de imprensa de distribuição nacional.

Nos últimos 20 anos adquiriu uma vida muito própria e característica, onde se cruzam diversas gerações para divertimento nocturno e compras em boutiques da moda e galerias de arte.
A foto Calçada do Duque - que na realidade são umas escadinhas - mostra com muita saudade e boas lembranças, onde passei toda a minha meninice e “rénei” com os outros putos.
Morava no nº 3 - 4º o último edifício ao fundo desta escadaria, e claro que na época não existiam esplanadas nem turistas, como hoje se vê na foto !!

Incansável Guedes, muito mais teria que contar sobre estes tempos idos, mas não quero sacrificar-te com longas prosas...outras vivências ficarão para outra ocasião.

Como sempre ficará ao teu superior critério o interesse desta “crónica” no entanto em anexo e por e-mail envio-te uma série de fotos, entre elas claro a Calçada do Duque que ilustra parte deste texto.

Um grande abraço

Zé Justo
Maio 2008
Raul Pica Sinos disse...
Bairro Alto com os seus amores tão delicados.
Certa noite deu nas vistas.
Saiu com os trovadores mais o fado.
Para fazer suas conquistas.
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Pois é Justo. O Bairro Alto que saudades. As casas de Fado que frequentei. E o "Fado" na Rua da Atalaia, da Rosa e na Trav. das Barrocas. Era vê-los nas filas nas respectivas portas. A PM sempre atenta. Lembro-me que o meu primeiro fato foi feito no Bairro Alto e pago a prestações ao pai de um amigo meu o Zé Carlos. Tempos de "menino" que já não voltam. As saudades que tu vieste lembrar rapaz. Como era boa a vida de Lisboa
Pica Sinos

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Salir do Porto - local do próximo almoço




O Pica Sinos sempre atento, envia este elucidativo texto sobre Salir do Porto.

Bom Amigo Guedes

Não sei se queres aproveitar esta ideia, com a devida vénia ao Monteiro que sugiro que lhe dês conhecimento, depois de acrescentares ou modificares o que muito bem entenderes. Este texto deve referir os nomes dos organizadores deste 19º Convivio e não o meu.Um abraço

Pica Sinos

SALIR DO PORTO
Todos nós temos conhecimento que no próximo dia 17 do corrente mês terá lugar, em Salir do Porto, o 19º Almoço Convívio comemorativo do 41º aniversário do regresso de Tite/Guiné-Bissau.
Para conhecimento de todos os presentes ou daqueles por uma ou outra razão não podem estar presentes, transcreve-se o texto incerto no sitio da Junta de Freguesia de Salir do Porto narrando o historial desta freguesia, texto este que é parte da tese da Sr.ª Deolinda Margarida Ribeiro que muito agradecemos pela oportunidade que nos dá em conhecer a biografia desta importante e turística aldeia de Portugal.
Embora hoje Salir do Porto seja apenas uma aldeia sem relativa importância a nível nacional, em tempos remotos foi uma vila sede de concelho, cujo porto marítimo era uma das principais fontes de abastecimento da região.Salir do Porto é uma terra muito antiga, anterior à própria nacionalidade, ficando a pouca distância da antiga cidade Lusitana de Eurobriga. Começou por ser conhecida por Salir da Foz, não se conhecendo, no entanto, como lhe chamariam os povos primitivos, por falta de documentação. O seu nome toponímico “Salir”, além de significar “saimento” significa também em Português arcaico, “morrer”. E, de facto, ainda hoje, “morrem” as ribeiras de Alfeizerão e de Tornada, que se juntam para formar o Rio Salir. Teve foral antigo, segundo alguns autores dado por D. Afonso Henriques, que conquistou Alfeizerão ao emir Aben-Hassan o qual pereceu na luta com a sua filha Zaira, ou segundo outros pelo seu filho D. Sancho I.D. Manuel I, o monarca Venturoso, concedeu-lhe foral novo datado em Lisboa de 10 de Março de 1515, no mesmo ano que a muitas outras povoações. O Numeramento de 1527, ordenado por D. João II – uma espécie de recenseamento populacional de todas as paróquias do País, embora ainda sem o necessário rigor científico – refere que pertencia à Casa da Rainha e estava incluída no termo de Óbidos. Tinha apenas 16 moradores e era governado por um juiz ordinário, vereadores, procurador do concelho, escrivão do judicial e notas, alcaide e um capitão-mor com uma companhia de ordenanças.Antes do desenvolvimento de São Martinho do Porto, foi Salir a povoação mais importante da região, tendo sucedido a Alfeizerão, onde existia um porto de mar muito acessível, no qual se podiam abrigar oitenta navios no tempo de D. Manuel I mas o açoreamento ocorrido em finais do século XVI inutilizava o Porto de Alfeizerão. Sucedeu-lhe então Salir do Porto, do outro lado da baía, fronteiro a São Martinho do Porto e junto à foz da ribeira de Alfeizerão.Novos aluviões vieram diminuir ainda mais as dimensões da baía, pelo que passou para São Martinho o papel que fora representado primeiro por Alfeizerão e depois por Salir.Foi o momento mais importante da freguesia. Anos que ficaram marcados por uma excepcional importância do seu porto, de grande extensão, que entrava profundamente, como um golfo, até às proximidades de Alfeizerão.Mas mesmo antes de Alfeizerão e do foral novo de D. Manuel I, já era reconhecida de Salir do Porto.Em documentos de 9 de Junho de 1827, D. Dinis faz uma doação à sua mulher, a Rainha Santa Isabel, de “todollo dereitos das cousas que a esse porto pertençem (…) saluo panos de coor e armas mouidas e ouro e prata e pimenta e açafram e ferro e aço e chumbo e estãno e cobre que fique pêra my…” . E desde então a Vila de Salir jamais deixou de andar na Casa da Rainha, como já foi dito, e tal doação leva-nos a concluir que já no século XIII, o porto de Salir tinha bastante rendimento para o monarca o doar à esposa, salvaguardando ainda para a corte as rendas de panos de cor, armas e metais diversos e especiarias.Três séculos depois, a importância do porto de Salir no tráfego marítimo local continuava a ser bastante grande. Tinha alfândega, de que existem as ruínas quase à beira-mar. Era então uma das principais entradas de produtos na região. Fala-se também em instalações de construção e reparação naval, quer para o próprio rei, com madeiras provenientes dos pinhais de Leiria. No alto do monte Castelo existem ainda ruínas de uma antiga fortificação, segundo alguns uma antiga fortaleza de vigia, segundo outros uma forca.Com o açoreamento da baía até às suas dimensões actuais, desenvolveram-se outros centros populacionais e Salir do Porto decaiu. O concelho acabou por ser formalmente extinto, tal como o de Cancela, Alvor ou Pereiro, sensivelmente na mesma altura, em finais do século XVIII.Salir passou então a ser um curato de apresentação do prior de S. Pedro, da vila de Óbidos. Em 1839 pertencia a este concelho e em 1840 passou para o de São Martinho do Porto até à extinção deste em 24 de Outubro de 1855, quando passou para as Caldas da Rainha, onde ainda se mantém.Depois do período áureo de desenvolvimento do porto marítimo, a freguesia pouca história tem a relatar. A população foi-se desenvolvendo tradicionalmente em redor da actual igreja matriz, até se efectuar a ligação com o lugar dos Casais. A principal actividade económica tornou-se a agricultura. Num período mais recente, com a construção de acessos especialmente da linha ferroviária do Oeste, Salir do Porto viu o desenvolvimento do turismo e tornou-se, junto com a Foz-do-Arelho, um dos locais mais agradáveis do concelho das Caldas da Rainha, tendo no entanto vindo a perder um pouco dessa importância a favor da Foz do Arelho.
A Capela de Sant’Ana*
Do que foi a Capela de Sant’ Ana (ou entre os populares, Capelinha) não restam hoje senão umas desmanteladas ruínas. Construída a Norte da freguesia, no topo do monte da Barra, no ponto mais afastado de Salir, a Capela domina toda a Baía, com largas vistas sobre o Oceano Atlântico.
Na Idade Média, os nossos portos foram muitas vezes procurados pelos cruzados que neles faziam guarda. Armas poderosas, como a dos cruzados de Ricardo Coração de Leão, rei de Inglaterra, se abasteceram em portos portugueses, ajudando até os nossos reis nas lutas da reconquista do território. A própria conquista de Lisboa deve-se, em grande parte à ajuda desses soldados daquela que havia de ser a nossa “velha aliada”. Sendo assim, é de supor que fossem esses homens, que lutavam pela cruz, aqueles que trouxeram para a nossa terra o culto de Santa Ana, tão divulgado já na Igreja Oriental e que no século XIV a Igreja do Ocidente reconheceu e confirmou pela voz do Chefe da Cristandade Ocidental, o Papa Urbano VI, em 1387.
Teria sido assim, pois os cruzados que, servindo-se do Porto de Salir da Foz nas suas guardas, deram o nome de Sant’Ana ao monte da barra de Salir e aí teriam erguido uma capela de invocação da Mãe da Virgem. Do outro lado da Barra, na parte de São Martinho do Porto, foi também mais tarde erguida uma capela da invocação de Santo António, fruto da crença piedosa dos mareantes, como se pode ler numa inscrição feita sobre os azulejos. Não será esta Capela de Santo António uma réplica da de Sant’Ana, uma vez que a importância marítima havia passado para São Martinho do Porto?
Apesar destas dúvidas, devemos considerar a Capela de Sant’Ana importante, pois, na notícia que o Cura João Lopes Coutinho, em resposta ao questionário que o Marquês de Pombal mandou fazer a todos os párocos das Igrejas Paroquiais do Reino, depois do terramoto, diz “em Salir do Porto há três irmandades – a de nossa Senhora da Conceição, a do santo nome de deus (na Igreja paroquial) e mais a gloriosa Santa Ana. Estava-se em pleno século XVIII, pois a notícia é datada de 1 de Janeiro de 1759, e no porto ainda, segundo a mesma fonte, entravam “com toda a maré excepto se o mar eh demaziadamente roim ou o tempo muito contrário (…) continuadamente neste porto os hiates d’el Rey de Portugal que todo o anno passam no carreto de madeiras para a Ribeira das naos.”.
É certo que o Cura João Lopes Coutinho também afirma que “não acode a ela (Capela de Sant’Ana) romagem”, contudo da tradição popular ainda se não desvaneceu a lembrança das procissões e romagens que se faziam à Capela da Senhora de Sant’Ana.
A memória dos tempos vai morrendo com a memória dos homens, mas tudo nos leva a supor que esta capela é bastante antiga e que merece um estudo aprofundado, do qual talvez resulte um conhecimento histórico valioso para Salir e, portanto para o concelho, conhecimento que nos elucide acerca da importância que os nossos portos tiveram na Idade Média para os cruzados. Talvez ele nos diga como é que o culto de Santa Ana se difundiu nas terras do cabo mais Ocidental da Europa.
*Adaptação de uma tese de Deolinda Margarida Ribeiro

Pica Sinos.
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Justo diz:

Excelente trabalho de pesquisa, e que local de eleição escolheram este ano para o almoço do Bart.Embora este ano me não seja possivel abraçar-vos a todos, pró ano tudo deverá ser diferente.Não esqueçam a publicidade ao Blog entre o pessoal presente, e apertem para haver mais colaborações em textos, fotos etc.Bom "petichier" e não esqueçam: Se beberem conduzam-se mas é para a caminha que é lugar quente !!Não esqueçam de tirar umas fotos para o amigo Guedes "butar" no Blog.Divirtam-se, que isto não está para tristezas !!!
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Para o Zé Justo:
Ainda mantive a esperança de que fosses ao almoço. Não vais! Mas se julgas que te ascapas, enganas-te!...
Até breve amigo, até muito breve.
Um grande abraço
Leandro Guedes

Moinho de Maré de Corroios, um texto do nosso amigo Pica Sinos.


Meus Amigos
O Guedes tomou, em boa hora, a iniciativa de construir um Blog, onde com insistência tem vindo a solicitar aos amigos e companheiros colaboração para o mesmo.
Todos estamos dispersos por este país, o convívio tem-se verificado ano após ano, nem sempre com a presença de todos, e decerto com pouco tempo para o muito que gostaríamos de contar uns aos outros.
No dia 17 deste mês, em Salir do Porto, lá vamos estar outros tantos acompanhados de familiares a confraternizar, revivendo tempos difíceis mas já decerto ultrapassados pela vida que fomos construindo ao longo destes 41 anos após o nosso regresso de Tite.
Sem intenção de desvirtuar o que quer que seja, alguns de nós têm vinda a trabalhar a ideia que seria muito interessante também comunicar através do Blog, o que nos rodeia em termos familiares, do social, da vida no nosso bairro, da nossa vila ou cidade, desde já avançando com a história de um museu, extremamente importante há época. Aqui vai:
O Moinho de Maré de Corroios
O Moinho de Maré de Corroios foi mandado construir em 1403 por D. Nuno Álvares Pereira, proprietário de uma grande parte das terras situadas em redor do Seixal. Em 1404, o Condestável doou-o, assim como aos bens que tinha nesta região, ao Convento do Carmo, ordem religiosa de que era Mestre. Já no início do século XVIII foi ampliado, mas não tardou a sofrer novamente obras, pois o terramoto de 1755 causou-lhe grandes estragos. Este Moinho, conhecido também por Moinho do Castelo, mantém-se em condições de funcionamento até aos nossos dias. Em 1980 foi adquirido pela Autarquia. Durante 6 anos sofreu obras de restauro e em 1986 abriu ao público, como núcleo do Ecomuseu Municipal do Seixal. Neste momento, devido a obras de conservação e requalificação, este núcleo encontra-se encerrado ao público.

Pica Sinos

Do José Costa













Amigos!

Espero que tenham aproveitado bem estas "pontes" do calendário!!

Pro amigo Leandro, aqui lhe envio estas fotos do quartel de Tite. Foram feitas por mim a partir daquele poste metálico das antenas VHF. As outras mostram os estragos do nosso primeiro baptismo de fogo em 19 de Julho de 1967. Se entender pode juntar às outras do Blog.

Pró Pica e pró Justo: Tenho passado os olhos nos vossos Blogs. E por aquilo que conheci de vc's os dois, não é surpresa nenhuma o trabalho que vc's lá metem, porque sempre "senti" que vc's os dois eram muito criativos e formavam com o Cavaleiro uma boa equipa. Bem hajam, rapazes. Continuem.

Um abraço
Costa
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Do Pica Sinos
Costa

Bom dia

No que me toca quero agradecer as tuas sinceras palavras proferidas sobre os meus escritos.
Não tem sido fácil, muitos deles foram feitos a rir e simultaneamente com as lágrimas a escorrerem-me pela cara abaixo.
Não foi fácil amigão.Mas alivia e muito.
Tenho um resumo de todas as crónicas num único texto, com algumas passagens da minha vida que os antecede ou seja desde 1961.
O Justo fez o prefácio. Um dia destes dou a conhecer à malta.

Mas sobretudo,

As minhas crónicas (para além de responder ao apelo do Guedes) tiveram e têm pelo menos três objectivos:

O 1º Fazer saltar "cá para fora" para dar a conhecer, à minhas filhas, a quem queira, vivências da malta em Tite que não se repetirão.
O 2º Avivar memórias (como tu dizes e bem) aos camaradas para que façam o mesmo...escrevam porra! Desabar só faz bem!
O 3º Aliviar algum "estado de enjoo" que ainda paira no meu estômago e que me tem dado muito gozo "vomitar"

De resto e relativamente ao interrogatório é um documento importantíssimo, fala com o Guedes para se publicar no blog. Eu quero uma cópia se for possível

Um Abraço

Pica Sinos
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Amigo Costa

Publicamos agora duas fotos e as outras vão sendo publicadas à medida que fores mandando mais textos.

É para te obrigar a escrever... Estás muito preguiçoso!

Um abraço
Leandro Guedes

domingo, 4 de maio de 2008

Dia da Mãe...


Neste dia que lembra a nossa Mãe, publicamos um belo poema do nosso amigo Pica Sinos.
A foto também foi enviada por ele. Um abraço


Não preciso da noite
Para ver a estrela em ti
A tua imagem pura
Da mulher que me gerou
E cuidou desafiando a
Própria Vida.
Beijo a tua face
Como todas as noites o fizeste
Até amanhã querida mãe.
Pica Sinos.

Do nosso amigo Serafim,

Nesta foto está o Abreu, o Serafim e o Guedes (da esquerda para a direita)

GRANDE AMIGO


PARABENS PELO BLOG ESTA UM ESPECTACULO

PARABENS A TODA A RAPAZIADA PELA COLABORAÇÃO QUE TEM DADO

SOUBE DO BLOG PELA CARTA DO DOMINGOS MONTEIRO PARA O CONVIVIO

DO DIA 17 MAIO.

SE QUISERES PODES PUBLICAR O MEU MAIL
serafim@meo.pt

MANDO-TE UMA FOTOGRAFIA ONDE ESTAS TU E O ABREU [ ESPERO QUE APAREÇA]

O CARVALHO [maqueiro } QUE TRABALHOU COMIGO NO CASINO JÁ NOS DEIXOU.

LEANDRO RECEBE UM GRANDE ABRAÇO E CONTINUA PARA A FRENTE
FOI UMA ALEGRIA ENORME

ATÉ AO DIA 17

VITOR SERAFIM
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do Zé Justo:
Seja muito bem vinda mais uma estrela para a constelação do Blog.Recordo perfeitamente o furriel Serafim, tinha-o como um dos porreiros do Batalhão.Agora um pedido...há que mandar material fotográfico e prosa para o nosso amigo Guedes "prantar" no Blog que está cada vez mais "coisa de se ver"Um grande abraço ao Serafim e mais uma vez, Olá companheiro !!
Zé Justo
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do Pica Sinos:
Bom amigo SerafimComo estás rapaz? Espero que estejas no teu melhor e demais família.Já tinha perguntado por ti ao Guedes. Não sabia a tua morada electrónica.Agora que sabemos podemos teclar quando nos apetecer.Num ou dois textos para a contribuição do Blog 1914 mencionei o teu nome. Penso que num foi na "Frustada Fuga para Lisboa".O outro só vendo pois já não me lembro.AmigoComo tu dizes, o Blog está muito giro, é pena que sejam poucos a contribuir com histórias.O Guedes decerto conta ,e nós também, com a tua contribuição.Venha de lá esse Abraço.
Pica Sinos