Homenagem aos Militares Portugueses está em Portugal.
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António Lourenço de Sousa Lobato nasceu a 11 de março de
1938, na aldeia de Sante, Melgaço. Alistou-se na Força Aérea em 1957, recebeu
as suas asas em 1959 e partiu para a Guiné em 1961. Tinha 22 anos.
A 22 de Maio de 1963, o seu avião foi forçado a aterrar em
zona inimiga. Foi agredido à catanada. Capturado pelo PAIGC.
E desapareceu.
Durante sete anos e meio foi mantido preso numa masmorra em
Conacri. Mudou três vezes de prisão. Tentou fugir três vezes. Foi recapturado
três vezes.
O próprio Amílcar Cabral foi visitá-lo à prisão. Propôs-lhe
a liberdade — em troca de uma mensagem a denunciar a guerra.
António Lobato recusou, dizendo:
“Com que cara é que eu chegava ao largo da minha aldeia?”
Nunca traiu. Nunca cedeu. Nunca se vergou.
Em 22 de Novembro de 1970, a Operação Mar Verde resgatou-o —
juntamente com outros 25 prisioneiros portugueses. Era o militar português que
mais tempo passou em cativeiro em toda a Guerra do Ultramar.
Regressou. Voltou a voar. Porque voar era o que mais amava.
Faleceu a 8 de Março de 2024, aos 85 anos.
🎖️ Major Piloto-Aviador
António Lobato — o homem que o inimigo não conseguiu dobrar.
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