Mais uma crónica do ex-alferes Moreira da CART 1690, que transcrevemos na integra, com a devida vénia ao autor e ao jornal Badaladas, de T.Vedras.
Nesta crónica o "nosso alferes" chama novamente a atenção para as condições de extrema pobreza em que vivem milhares de ex-combatentes. A certa altura diz "conhecer casos de ex-soldados, dos melhores do mundo, alguns que há quarenta anos teve o privilégio de comandar, nos campos de batalha da Guiné, a viver tão pobremente que têm vergonha de comparecer nos convivios anuais da sua unidade, porque nem sequer têm dinheiro para comprar uma camisa e umas calças para comparecerem decentemente nesses convívios."
E interroga-se - "Como podem dormir descansados os sucessivos comandantes das Forças Armadas?"
Dá que pensar.
Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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domingo, 30 de maio de 2010
Mais uma crónica do ex-alf. Moreira da CART 1690
Mais uma crónica do ex-alferes Moreira da CART 1690, que transcrevemos na integra, com a devida vénia ao autor e ao jornal Badaladas, de T.Vedras.
Nesta crónica o "nosso alferes" chama novamente a atenção para as condições de extrema pobreza em que vivem milhares de ex-combatentes. A certa altura diz "conhecer casos de ex-soldados, dos melhores do mundo, alguns que há quarenta anos teve o privilégio de comandar, nos campos de batalha da Guiné, a viver tão pobremente que têm vergonha de comparecer nos convivios anuais da sua unidade, porque nem sequer têm dinheiro para comprar uma camisa e umas calças para comparecerem decentemente nesses convívios."
E interroga-se - "Como podem dormir descansados os sucessivos comandantes das Forças Armadas?"
Dá que pensar.
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