Para todos os resilientes da CCC do Bart 1914 e todos os camaradas que estiveram em Tite e suas famílias aqui vai um grande abraço.
Bem Hajam.
Carlos Azevedo
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
Para todos os resilientes da CCC do Bart 1914 e todos os camaradas que estiveram em Tite e suas famílias aqui vai um grande abraço.
Bem Hajam.
Carlos Azevedo
Mais um companheiro a fazer anos hoje dia 20 de Novembro. Desta vez é o Carlos Leite, "O Reguila".
Muitos parabéns amigo,
que contes muitos com saúde.
Desejamos que estejas bem e com saúde.
Um abraço.
Leandro Guedes.
O José Florindo Silva completou ontem mais um aniversário.
Um grande abraço de parabéns companheiro, que contes muitos
com saúde junto dos teus familiares.
Leandro Guedes.
Mais uma recordação do nosso alferes Fernando Vaz Alves.
Desta vez
três comentários que foram escritos no Facebook e também algumas fotografias da
passagem do nosso Alferes pelo difícil território de Nova Sintra:
Nos
comentários :
“É sempre triste quando se perde um amigo e companheiro de guerra. Tenho estado ausente porque estou hospitalizado no IPO Porto .Os meus sentidos pêsames a toda Família e amigos que Deus o receba no eterno descanso em paz.”.
“Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, a gente nunca está preparado para perder alguém. Mais ainda este companheiro sempre afável e amigo! Meus sentimentos á família!”.
“Triste noticia...a partida de camarada amigo de uma simpatia extrema e de uma educação sem igual para com todos nós .... As minha sinceras condolências à família”..
Nas
fotografias:
Algumas em que o nosso Alferes está sózinho e outras em que está acompanhado por Oficiais e outros elementos do Batalhão e Companhias.
Recordando o nosso Alferes Fernando Vaz Alves, publico a seguir uma carta já anteriormente publicada, que o Alferes Vaz Alves me enviou acerca duma famosa foto que relata a visita do Gen. Spínola a Nova Sintra. Esta foto foi enviada ao Alferes Vaz Alves pelo Comandante Hélio Felgas. A carta vai publicada em dois formatos, uma escrita no computador e a original escrita pelo próprio punho do Alferes Vaz Alves.
Paz à sua Alma companheiro.
“Amigo Guedes
Um abraço antes de mais e as desculpas por só agora ir ao
encontro do que me solicitaste. Já tinha há tempos o “rascunho” feito desta
história, mas perdi-lhe o sitio onde o tinha guardado. Ontem, ao passar a vista
no blog, envergonhei-me ao ler a tua carta e prometi a mim mesmo que de hoje
não passava a história da foto do comandante Spínola.
Não sei se a foto tem alguma data no verso mas ela anda à
volta do dia 7 de Junho de 1968.
A minha referencia vai para essa data uma vez que tinha
passado um mês sobre o inicio da construção de Nova Sintra. (esta data
confirma-se, escrita pelo então Ten-Cor. Hélio Felgas).
Nesse dia o comandante Felgas disse-me que no dia seguinte
viria a Nova Sintra a Companhia Operacional de Tite e por sua vez a Companhia
de Nova Sintra ia a S.João buscar reabastecimentos. Nessa altura a ementa
estava limitada a arroz com chouriço e
chouriço com arroz.
A chegada dos helicópteros com a poeira do quartel ainda em
construção, encheu-nos a panela de areia e arroz. Ao mastigar é que notávamos a
diferença.
O comandante Spínola viu a situação e no dia seguinte enviou
alguns helis com frango e outros alimentos.
A situação era um pouco “gágá” em termos de segurança, uma
vez que fiquei só no quartel, a fazer a defesa e a segurança aos helicópteros,
com alguns cozinheiros e elementos do meu pelotão, num total de cerca de uma
dúzia de homens. Isto porque o meu pelotão (Nativos 66) tinha sido reduzido por
ferimentos no 1º. ataque ao quartel, em 10 de Maio.
Nesse ataque vi uma série de granadas de morteiro a
explodirem nas árvores em frente ao meu abrigo.
Essas que explodiram em cima das árvores, espalhavam os
estilhaços e atingiam as pessoas em especial na cabeça. Uma das que não
explodiu em cima, veio pela árvore abaixo, atingir o Sapador Neto, que faleceu
dali a dois dias.
Algumas dessas granadas, pelo que me disse o rádio
telegrafista, que estava com o meu pelotão, andaram por bem perto de mim, com
os estilhaços a ficarem marcados na árvore do meu abrigo.
Nesta dia, melhor, a esta hora lembrei-me de Bissássema e
até a sombra dos baga-baga, lembravam alguém a rastejar na nossa direcção.
Aliás nesse ataque os “turras” chegaram a tropeçar no arame farpado.
Nesse período de Bissássema, eu não estava em Tite, porque
fui destacado pelo Quartel General, para fazer exames aos que tivessem 3ª. ou
4ª. classe, como se dizia na altura.
Foi o período negro do Batalhão em que, além de Bissássema
com a captura pelo IN do Alf. Rosa e dos Soldados Contino e Capítulo, (da CART
1743) rapazes das transmissões, aconteceram a morte do Alf. Carvalho, do
Soldado Victor e do furriel Rato, que trabalhava ao meu lado na sala de
operações, em Tite.
Durante esses quatro meses o Comandante Felgas pressionou o
Quartel General de tal maneira que tive de voltar a Tite. Ele argumentava que
eu lhe fazia falta, mas o que é certo é que logo a seguir me mandou para Nova
Sintra, como que “castigado”, embora eu nada fizesse para sair para os exames.
Conheci no entanto vários pontos da Guiné e cheguei a pernoitar em Madina do
Boé (o Algarve da Guiné...).
Com estas e com outras já não te falava na foto.
Em primeiro plano estão o Alf. Domingos Sá, um antigo colega
meu do Liceu de Braga e que faleceu num dos ataques a Nova Sintra, em finais de
1968.
Logo a seguir aparece o Cap. Vicente que estava a comandar a
Companhia Operacional 1802 em Nova Sintra, a substituir um Capitão que tinha
sido apanhado por uma mina anti-pessoal.
Voltando ao caso da foto, queres saber o porquê da foto com
toda a gente em calções e tronco nu? É simples. Era assim que se andava há
um mês, com barba por fazer, vestidos o
mais aligeirado possivel. Ninguém avisou da ida do Gen. Spínola e os guarda
fatos estavam “fechados”, com as fardas nº. 1.
Aliás, o nosso banho era tomado com uma mangueira não sei de
quantos polegadas e um motor a puxar água dum charco. Tenho a impressão que no
meu album, que há tempos vos enviei, existe lá uma foto do banho, penso que com
o Cap. Vicente, o Alf. Sá e eu.
Sem mais, aí vai mais um abraço e telefona quando receberes
este “arrazoado”.
Vaz Alves”
Na próxima 4ª feira dia 22 de Novembro, vamos fazer uma visita ao Serafim que se encontra doente numa Casa de Saúde, em Famões, Odivelas.
O encontro será junto às instalações da Residencial pelas
11,30 h.
Quem tiver disponibilidades a morada é a seguinte:
“Casa de repouso
Memórias Diferentes
Rua Vasco Matias
EN 321
FAMÕES / ODIVELAS”
Um abraço a todos.
Esta pagela foi enviada pelo Cavaleiro que esteve presente no funeral juntamente com a sua Esposa.
Também esteve presente o Daniel Pinto e seu Filho.
O Cavaleiro e o Pinto
levaram uma coroa de flores e uma
grinalda em nome do Batalhão.
O nosso agradecimento ao Cavaleiro e ao Pinto.
Leandro Guedes.
O nosso blog completou há dias 750.000 visitas, dos quatro cantos do mundo.
Foi fundado em Janeiro de 2008.
Através do blog conseguimos contactar com muitos dos nossos
amigos e companheiros, que connosco estiveram em Tite, desde Abril de 1967 a
Março de 1969.
Muito obrigado a todos e um abraço sénior.
Leandro Guedes.
O nosso amigo JORGE GOUIVEIA, completa hoje mais um aniversário.
Que contes muitos com saúde companheiro, junto dos teus
familiares e amigos
Um abraço de parabéns e que passes um dia muito feliz.
Leandro Guedes.
Caros companheiros e amigos
É com pesar que vos informamos que faleceu o nosso Alferes
Fernando Vaz Alves.
Sabemos apenas que o funeral é na próxima Sexta-feira dia
17, em Lamaçães, BRAGA, mas não sabemos pormenores.
Logo que tenhamos mais informações, serão partilhadas.
Sentidas condolências à Família.
Paz à sua Alma, Alferes Vaz Alves!
Nota- O Funeral é na sexta-feira na igreja de Santo Adrião em Braga pelas 10:30 horas
O amigo Jorge Claro, completa hoje mais um aniversário
Muitos parabéns amigo, que passes um excelente dia e tenhas muita saúde.
Um forte abraço.
Leandro Guedes.
(não foi possivel colocar fotos)
O nosso amigo José Manuel Santos (Alcântara), completa hoje
mais um aniversário.
Muitos parabéns companheiro, que contes muitos com saúde
junto dos teus familiares.
Um forte abraço.
CAMARADAS E ILUSTRES COMBATENTES:
-> O MOVIMENTO PRÓ-DIGNIDADE, a favor do Estatuto do
Antigo Combatente, constituído por COMBATENTES dos três ramos das Forças
Armadas, agendou para o dia 29/11/2023, a partir das 10h30m e até às 14h00,
frente à escadaria da Assembleia da República, dia da aprovação do Orçamento do
Estado para 2024, uma concentração nacional de COMBATENTES.
...
-> Esta concentração nacional de COMBATENTES, vai ser
realizada por a senhora ministra da Defesa, na reunião com o MOVIMENTO
PRÓ-DIGNIDADE, do passado dia 27/07/2023, ter prometido melhorar o Estatuto do
Antigo Combatente, promessa que caiu em saco roto.
...
-> Os Antigos Combatentes exigem uma pensão de guerra
mensal, no valor de €100,00 para ajuda das despesas de saúde ou medicamentosas.
...
-> Somos o único país do Mundo em que os seus COMBATENTES
não são reconhecidos, nem dignificados.
...
-> Assim, no dia 29/11/2023, a partir das 10h30m
comparece para dar um grito de guerra contra uma Pátria que nos humilha, nos
abandona e nos ostraciza
...
->Partilha... ............ Um por todos, todos por um.........
................ Vivam os COMBATENTES...
Teve hoje lugar na casa do Monteiro em São Pedro de Moel, o famigerado almoço há muito prometido.
Foi uma belíssima feijoada, confeccionada pelo nosso amigo
Monteiro.
Estiveram presentes o nosso capitão e Esposa, o Monteiro e
Esposa, Raul Soares e Esposa, Carlos Ramos e Esposa, o José Costa, o Henriques
e o Guedes.
Falou-se de muita coisa e até se falou de guerra, imaginem…!
Lamentamos a não comparência de alguns amigos que tinham
prometido presença mas que por vários motivos não o puderam fazer. Desejamos as
melhoras aos doentes e familiares.
Esperamos fotografias.
Agradecemos reconhecidos ao Monteiro e sua Esposa pela
hospitalidade e simpatia e também à filha de ambos pela disponibilidade da sua
casa.
Muito obrigado
Leandro Guedes
" Recordando…
FEIRA DAS VINDIMAS – 19 e 20 DE OUTUBRO
Mais uma vez se cumpre a tradição e decorre a “feira anual
das vindimas” na cidade de Mêda.
Eram e são duas as feiras anuais na Mêda, uma em Março no
dia 19, dia de São José e a outra, a das Vindimas a 19 e 20 de Outubro.
Decorriam no largo do mercado e estendia-se na avenida
quando os tendeiros eram muitos. Tinham dois núcleos de vendas, o geral no
mercados e o dos animais na lameira da Devesa, aqui se vendiam ou compravam o
burro ou o cavalo, os bovinos ou caprinos ou o suíno para alimentar e, mais
tarde, fazer a matança.
A feira das vindimas até deu azo a ser criado um rancho com
essa designação, em 1958, tendo terminado a sua atividade em 1981, para dar
lugar ao Rancho Folclórico da Mêda.
A vila saía do seu ambiente normal de vida. Vinha gente, a
pé, de cavalo, em carros de bois e carroças de todo o concelho e arredores. As
camionetas da Viúva Carneiro ou da União do Satão faziam o transporte das
pessoas de mais longe do concelho.
Eram tendas de lona, ferros espetados no chão e atados com
cordas. Bancas de madeira, tábuas planas sobre dois cavaletes, era o aspeto da
época do estendal. Também haviam bancas de pedra, em duas ou três fiadas no
mercado, reservadas à venda de carne.
Ali se compravam as botas de pneu na feira de outubro para o
inverno ou na de Março, os sapatos para a Páscoa.
Era um adiantamento da colheita das uvas nas vindimas
entregues na Adega Cooperativa que dava para suportar as compras.
Armavam-se as tendas na feira por setores e os funcionários
da Câmara indicavam o local e cobravam as taxas. Os aferidores verificavam as
medidas, pesos e balanças para não haver o engano do comprador.
A Polícia Municipal e depois a GNR, patrulhavam a feira,
regulavam o trânsito e guardavam as pessoas e bens.
Eram dois dias de feira e de tudo havia um pouco. Era um sem
número de artigos, nada faltava.
Não faltavam as louças de barro cozidas nos fornos
artesanais de olaria da Barreira, as peças de latoaria, de carpintaria, as
cangas dos bois, os arados ou os pipos para o vinho e os cestos de vime para as
vindimas confecionados em Cavadoude, com madeira do Soito do Bispo.
Os produtos de ourivesaria eram bem guardados e expostos
longe do povo.
Não faltavam as tendas dos petiscos e das fêveras assadas na
brasa, acompanhadas do pão centeio e do copito do vinho, por vezes aguado.
Retratistas com cavalinhos de madeira, com seu "kodac", tiravam fotografias para a
posteridade.
O amolador tocava gaita de beiços e afiava tesouras, facas,
navalhas de ponta e mola, mais as da poda.
Vinha o ceguinho e sua acompanhante, tocava viola e cantavam
os dois os dramas da serra e do douro, à espera da esmola ou da compra da
estampilha de Nossa Senhora, do borda d’agua ou da cautela.
Eram os carrinhos de choque, as cadeirinhas do carrocel ou o
poço da morte que animavam os mais novos. Até havia o joguito de futebol do
Sporting Clube de Mêda.
Aqui vos deixamos algumas fotos de ALP, publicas por Carlos
Pedro que nos reportam até tempos antigos e recordar como eram em meados do
séc. XX.
Mêda, Feira das Vindimas, 19 de outubro de 2023.
JT"
Desejamos-lhe que tenha um dia muito feliz.
Muitos Parabéns, muita saúde junto dos seus familiares e amigos.
Um abraço.
Leandro Guedes
O nosso amigo José Narciso, completa hoje mais um aniversário.
Fazemos votos para que tenhas um dia muito feliz na companhia dos teus familiares.
Desejamos as tuas melhoras e que tudo vá correndo cada vez melhor.
Muitos parabéns, um grande abraço.
Leandro Guedes.