Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
---
"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
.
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sexta-feira, 5 de março de 2021
Operação Mar Verde - a Liberdade
Se quiseres ver o video, copia o endereço abaixo e cola-o no GOOGLE.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/operacao-mar-verde-parte-ii/
quinta-feira, 4 de março de 2021
quarta-feira, 3 de março de 2021
O Regresso! Faz hoje 52 anos...
Alberto
Sousa:
Obrigado
pela Recordação. Um abraço.
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Amadeu
Contige
E já lá vão
52 anos obrigado Guedes pela recordação abraços grande amigo
---
José da
Costa
Foi um
grande dia de emoções fortes!
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Raúl Soares
Há 52 anos, estava ainda em Nova Sintra a entregar o
material á Compª. Cav. 2484. No dia 4 (amanhã) saída do último grupo da
Cart.1743, onde estava incluido e chegada a Bissau a 5. No dia 7 saída para o
XIME em lancha, para entrar na operação "LANÇA AFIADA", No dia 8
pelas 8 horas estávamos emboscados e tentamos apanhar á mão elementos armados
do PAIGC, sem sucesso. Houve cumprimentos. Passados 15/20 minutos, via rádio,
recebo ordens para levantarmos e começarmos a progredir. Houve mais
cumprimentos e ouvi o silvo das balas. Como bom militar atirei-me ao chão e a
rapaziada retribuiu. Passadas umas horas entramos numa tabanca e fomos
brindados novamente e nós não reagimos, porque dentro desta estavam elementos
nossos. Ao meu lado as balas batiam no chão, levantavam terra e poeira, mas nós
quietinhos. O ataque durou cerca de 30/40 segundos. Pensaram que nós estávamos
a envolvê-los e puseram-se a cavar. A partir desta cena atacaram-nos várias
vezes mas de longe, com armas ligeiras. Esta operação foi ao nível de 3
batalhões e acabou a 17/03/69 (10 noites ao luar no meio da mata), com a visita
de abelhas e mosquitos, além de outros rastejantes. Abraço a todos os
combatentes em todas as frentes.
---
Anibal Silva
Raúl Soares
Amigo Raul Soares permite uma correção, a entrega de material foi á Ccav 2483 e
não á Ccav 2484, ao alferes Carriço e ao 2 Sargento Canaveira
Um abraço
Operação Mar Verde - Preparação
Se quiseres ver o video, copia o endereço abaixo e cola-o no GOOGLE.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/operacao-mar-verde-parte-i/
segunda-feira, 1 de março de 2021
Selo comemorativo dos 450 anos de abertura do porto de Kochinotsu, no Japão
Os Correios do Japão, fizeram uma emissão de selos comemorativos dos 450 anos de abertura do porto de Kochinotsu, em Minamishimabara, pelos navegadores Portugueses, em 1543.
Os navegadores Portugueses fizeram história, ao darem Novos
Mundos ao Mundo.
(in Embaixada de Portugal, em Tóquio.)
O Expresso foi visitar o Cemitério Municipal de Bissau
"O Turra Maneta que cuida dos Tugas mortos no cemitério de Bissau. Tentou devolver uma granada que lhe mandaram e acabou por perder uma mão. Mais de quarenta anos depois, é ele quem cuida do cemitério onde estão enterrados os antigos inimigos mortos em combate. Sabe algumas histórias dos soldados cujos corpos foram deixados para trás, outras ficaram para sempre perdidas no tempo e nas lápides que não levam nome"
Sim, um 'turra´ que perdeu a mão com uma granada toma conta
dos ‘tugas’ mortos na guerra colonial. Eis como chegámos até ele.
Francisco Monteiro, antigo combatente do PAIGC, junto às campas de soldados portugueses
O ‘turra’ Francisco Monteiro, ananeta que cuida dos ‘tugas’ mortos dá uma volta connosco pelos talhões. Há aproximadamente 480 campas. Francisco Monteiro garante que no ano passado ainda foram trasladados para Portugal três e que recebe visita de portugueses “meses sim, meses não”. Há campas não identificadas, sabe as histórias de meia dúzia, nomeadamente de mortos de finais dos anos 60, como a de três portugueses que morreram pela ação de um morteiro e cuja campas aponta. E, como tantos ex-combatentes do PAIGC que encontramos, Francisco Monteiro é um desencantado com o país de hoje e com o que vive: “Não tenho nada. O povo não tem nada. A Guiné podia ter tudo.”
domingo, 28 de fevereiro de 2021
Marcelino da Mata e os Portugueses mortos em combate abandonados na Guiné.
“…Para o ex-Presidente da República, António Ramalho Eanes, a polémica que se levantou em torno da presença do atual Chefe de Estado no funeral de Marcelino da Mata é uma “simplificação radical”. “Marcelino da Mata foi envolvido numa discussão de esquerda versus direita, quando o que deve ser discutido é a guerra, que é extremamente complexa. Esta fórmula maniqueísta [de abordar o assunto] não contribui para um esclarecimento sobre a Guerra Colonial, as suas razões e motivações, e as suas consequências”, diz o ex-Presidente. Também na opinião do ex-ministro da Defesa e historiador Nuno Severiano Teixeira, este debate “não deve ser visto com um problema de esquerda-direita, mas como uma questão de política da memória...
A diferença é que “no caso português houve uma dupla
dinâmica, e nos últimos 30 anos surgiram Monumentos aos antigos combatentes em
todo o país”, diz Costa Pinto, lembrando que o antigo Presidente Jorge Sampaio
também “esteve presente na inauguração monumento” aos antigos combatentes da Guerra
Colonial em Belém [2000].
Agora, o que está verdadeiramente em causa é evitar que a
memória da Guerra Colonial fique refém da extrema-direita e seja usada como mais
uma bandeira deste sector radical.
“Figuras como a de Marcelino da Mata são clássicas nas guerras coloniais. Houve-as na Guerra da Argélia, houve-as noutros cenários. No caso português, mais de metade dos combatentes na Guerra Colonial eram de origem africana. As tropas recrutadas localmente conheciam melhor o terreno, falavam as línguas nativas”, explica Costa Pinto.
Marcelino da Mata “cumpria as ordens que lhe eram dadas”, diz Carlos Matos Gomes, capitão de Abril: “Era eficaz” nas operações em que participava, um facto tão pesado e paradoxal para a memória histórica da Guerra Colonial que o fez somar condecorações. “Era necessário promovê-lo e para o promover era preciso condecorá-lo”, explica Matos Gomes, lembrando que financeiramente não ficou “tão mal” como alguns querem fazer, crer: “Só que tinha 14 filhos. Fui ao funeral porque era amigo dele”, acrescenta o capitão de Abril..."
(Com a devida vénia ao Jornal Expresso de 19/02/2021, parte
do artigo publicado – Jornalista Manuela
Goucha Soares)."
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Nota pessoal – seria bom que aproveitassem esta onda para
procederem, com decência, respeito e todas as Honrarias, à repatriação dos corpos dos combatentes Portugueses
que tombaram em combate na Guiné e que por lá continuam sepultados no meio do
capim, nas bolanhas e nos cemitérios sem qualquer dignidade. Este é um direito
inabalável de todo o Homem Combatente, ter a certeza de que, se morrer em
combate, os seus companheiros e superiores, cuidarão dele até à sua morada
final, na sua terra. No nosso blog, encima-o, entre outras, duas frases que dizem tudo, uma atribuída a Jaime Umbelino e que se encontra inscrita no Monumentos aos Combatentes Mortos de Torres Vedras,
que diz:
“Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem,
morreram nela sem saber por quê...,
então, por prémio ao menos se lhes dê,
justa memória a projectar no além..."
e um outra frase atribuída ao Padre António Vieira, que
diz:
“Se servistes a Pátria
que vos foi ingrata,
vós fizestes o que devíeis
e ela, o que costuma!”
Só que a Pátria não se constrói sozinha, sãos os homens, altos
responsáveis políticos e militares, que neste caso, têm de responder por Ela
perante o Povo… Basta ver na net, os testemunhos das famílias que continuam sem os seus ente queridos, cinquenta anos depois, cinquenta anos...!
Os Combatentes fizeram a sua parte.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
A última vez que foi içada a Bandeira de Portugal em Nova Sintra.
Ex-combatentes do BART 6520/72
Desta vez fotos da partida dos Portugueses de Nova Sintra,
depois da entrega.
Fotos do facebook do BART 6520/72, da autoria de José Elias, a quem agradecemos.
7 h , em 16 de Julho de 1974.
A última vez que foi içada a bandeira de Portugal, em Nova Sintra e a
partida para Tite.
Nova Sintra era uma zona deserta, que pertencia à região de Quinara, pertencente também à zona de intervenção do BART 1914 e onde começou a ser tentado construir um quartel a partir de 1967, com muitos contratempos e dificuldades.
Entrega de Nova Sintra ao PAIGC
"Ex-Combatentes do BART 6520/72
Chegada dos elementos do PAIGC a Nova SIntra. Do lado
direito, de óculos, Tchambu Mane que era
o comandante da artilharia que tanta dor de cabeça nos deu. De boné, o
comandante de sector Quinto Cabi"
Esta fotografia está publicada no facebook do BART 6529 e é
da autoria de Ramiro Figueira, a quem agradecemos.
Esta foto é de 16 de Julho de 1974 e representa a entrega de
Nova Sintra ao PAIGC.
Por trás do Tchambu Mané, parece estar o alf. Fernando
Teixeira, que relatou ao Pica as entregas de Nova Sintra e Tite ao PAIGC,
relatos esses que fazem parte do nosso Livro de Memórias.
Leandro Guedes.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
Capitão Luís Vicente

O capitão Vicente apesar dos reabastecimentos, o que ele realmente era, era um homem operacional, gostava de comandar homens, ir para a frente de ataque, combater, sempre preparado para emboscadas, gostava também ele de emboscar o IN.
Muito arguto no mato. Homem inteligente, um militar. Foi proposto para uma alta condecoração militar, mas que eu saiba nunca lhe foi atribuida.
Era natural dos Açores e morava em Elvas com a esposa e filha.
Foi inglória a sua morte, ao que se diz atropelado no atravessamento a pé, duma estrada, depois do regresso à Metrópole.
Ten-Coronel Marcelino da Mata
Tanta polémica tem havido acerca do Ten-Coronel Marcelino da Mata, umas contra outras a favor, e afinal só o Correio da Manhã, revelou na sua revista do último Domingo dia 21 de Fevereiro, que o mesmo frequentou a escola primária de Tite na sua juventude.
Um facto
importante.
As fotos (tiradas por moi méme, como diria o Hipólito...)
são da antiga escola primária, a nova escola primária e a laje onde se realça a
oferta do BART 1914 do Povo de Tite.
Paz à sua alma!
domingo, 21 de fevereiro de 2021
Parabéns Fernando Santos
Parabéns Fernando Santos, pela passagem de mais um aniversário.
Desejamos que te encontres bem de saúde.
Um abraço.
Leandro Guedes.
sábado, 20 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
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Outros |
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Estações de Caminho de Ferro do Porto - São Bento
A Estação Ferroviária de Porto - São Bento, igualmente
denominada de Estação de São Bento, e originalmente como Estação Central do
Porto, é uma interface da Linha do Minho, que serve a cidade do Porto, em
Portugal. Situada na Praça de Almeida Garrett, no Centro Histórico do Porto, a
estação afirmou-se como um dos principais monumentos na cidade,[3] sendo
especialmente célebre pelos seus painéis de azulejo. O edifício, de influência
francesa, é obra do arquiteto portuense José Marques da Silva. A estação entrou
ao serviço, de forma provisória, no dia 8 de Novembro de 1896, só tendo sido
oficialmente inaugurada em 5 de Outubro de 1916.
O átrio principal da estação está revestido de azulejos de
temática histórica. Cobrindo uma superfície de cerca de 551 metros quadrados,
representam, principalmente, cenas passadas no Norte do país, estando
retratados, entre outros aspetos,
o Torneio de Arcos de Valdevez (painel Batalha de Arcos de
Valdevez),
a apresentação de Egas Moniz com os filhos ao Rei Afonso VII
de Leão e Castela, no Século XII,
a entrada de D. João I e de D. Filipa de Lencastre no Porto
(painel Entrada de João I no Porto), em 1387,
a Conquista de Ceuta, em 1415, e
a vida tradicional campestre (painéis Vistas e Cenas
Rurais);
Um friso colorido (História dos Transportes) dedica-se à
evolução dos transportes em Portugal, concluindo com
a inauguração dos caminhos de ferro.
Foram produzidos na Fábrica de Sacavém e instalados entre
1905 e 1906 pelo artista Jorge Colaço, que, nessa altura, se afirmava como o
mais popular azulejador em Portugal. Os azulejos apresentam um estilo típico da
Arte Nova, utilizando cores muito claras, conhecidas como cores-pastel.
Além dos azulejos, outros aspetos a destacar na estação são
a cobertura sobre as vias e a monumental fachada, que, como a maior parte das
obras de Marques da Silva na cidade do Porto, apresenta uma forte influência
francesa, que se verificou especialmente nas torres laterais, com um estilo
típico da Escola de Fontainebleau, oscilando entre a Arquitetura renascentista
e a Belle Époque.
(in Wikipédia)"
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Estações Caminhos de Ferro do Porto - Campanhã
Nesta estação muitos dos nossos companheiros apanharam o comboio há 50 anos, com destino a Lisboa para o embarque para a Guiné.
A Estação Ferroviária de Porto - Campanhã, originalmente
denominada apenas de Porto, é uma interface das linhas do Norte e Minho,
situada na Freguesia de Campanhã, e que serve a cidade do Porto, em Portugal. É
considerada a principal estação ferroviária no Norte do país. Foi inaugurada em
21 de Maio de 1875, tendo sido desde o princípio um importante núcleo
ferroviário, tanto no movimento de mercadorias e passageiros, como na gestão
ferroviária e na manutenção de material circulante. Em 1896, foi inaugurada a
Estação de São Bento, que trouxe os comboios para o centro do Porto, uma vez
que Campanhã estava situada nos subúrbios da cidade, dificultando o trânsito de
passageiros e mercadorias. Na década de 1900, a estação de Campanhã voltou a
perder importância com a abertura da Estação Ferroviária de Contumil, que
também funcionava como um grande centro de manutenção e gestão de material
circulante, aliviando as oficinas de Campanhã, que não tinham já capacidade
suficiente para essa função, nem espaço suficiente para se expandirem. Ao longo
do Século XX, estação de Campanhã conheceu várias obras de modernização,
incluindo a remodelação dos sistemas de sinalização e controlo de tráfego[5] e
a instalação de iluminação eléctrica na Década de 1930, a electrificação da via
férrea na Década de 1960, e a expansão e reorganização do complexo na Década de
1990.











































