Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
-
“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
---
"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021
Parabéns Carlos Vaz Pires
Faleceu o Senhor Embaixador Malan Djassi
"É com imensurável tristeza que anúncio o falecimento do meu pai Malam Djassi.
Mohamed Cardoso Jassi"
“Boa tarde Sr. Leandro Guedes muito obrigado pelas
condolências.
O meu Pai foi diagnosticado com COVID na semana passada e
juntamente com o seu problema de saúde crônico dos rins e infelizmente acabou
por não resistir nesta passada segunda feira 25 de janeiro.
Mohamed Cardoso Jassi”
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
Aniversário do Blog do BART 1914.
Em 25 de Janeiro de 2008, teve inicio este Blog.
Em 8 de Abril de 1967, embarcamos em Lisboa, no Cais da Rocha, em direcção à Guiné. Por lá passamos 23 meses amplamente descritos neste blog.
Alguns dos que partiram não voltaram vivos ou voltaram com problemas graves.
Cada um de nós começou a tratar da sua vida e foram poucos os que, após o regresso, se reencontraram.
No entanto a certa altura, em 1990, começaram a ser organizados almoços de convívio . Foi uma tarefa árdua encontrar os amigos dispersos. Mas foram encontrados alguns. Reunimo-nos pela primeira vez na Praia da Areia Branca em Torres Vedras/Lourinhã.
Estes almoços foram-se repetindo até 2019. Em 2020 não se realizou o almoço anual, devido à pandemia covid-19 que afetou Portugal e o Mundo.
Em 2008 foi criado este Blog, com os conhecimentos adquiridos junto do saudoso Professor Carlos Silva e ainda por sugestão do nosso amigo Jacinto Borges. E assim se passaram 13 anos.
Muitos dos nossos amigos agora reunidos, foram-no porque tiveram conhecimento do Blog por acaso ou por indicação de outros amigos e mais tarde do Facebook, ambos do Batalhão. Todos estes reencontros têm sido muito animados.
Esperamos este ano ter já a possibilidade de nos juntarmos à roda duma mesa para confraternizarmos.
Entretanto alguns foram partindo para sempre!.
Ultimamente foi elaborado um LIVRO DE MEMORIAS, que reúne muitas das vivências passadas em Tite, na Guiné.
Leandro Guedes.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
A guerra do Ultramar e os Amigos de Infância/Juventude
(Lembrado neste Blog há dez anos…)
Meus amigos
Ao longo destes 52 anos que já se passaram, desde o nosso
regresso do Ultramar, têm sido com certeza inúmeras as vezes que todos nós nos
temos lembrado (e continuaremos certamente a fazê-lo), de companheiros de
guerra, de episódios por lá vividos, alguns deles em que tivemos intervenção
activa, outros onde fomos apenas figurantes e outros ainda, talvez, apenas
meros espectadores, ou ouvintes….
Mas toda essa vivência, todas essas experiências pelas quais
passámos, marcaram-nos a todos de forma tão intensa, que hoje continuamos a
recordar tudo o que por lá se viveu, quer nos encontros que realizamos, quer
através destes pequenos relatos que cada um se disponibiliza a escrever, quando
à sua memória chegam tais lembranças.
E é nessas alturas, quando me vêm à memória lembranças
desses tempos, que algumas vezes penso em dois amigos já falecidos, que, tal
como nós, também estiveram na Guiné e por isso hoje venho aqui
recordá-los novamente.
Ambos se chamavam “Tony”;
Ambos eram meus amigos;
Ambos estiveram a lutar na Guiné;
Ambos faleceram durante o período da nossa permanência por
aquelas paragens…..
- Um deles, o António Pinto, foi um amigo desde antes da
escola primária, companheiro de brincadeiras, tinha a alcunha de “Tony Galo”,
não sei bem porquê, mas talvez porque, sendo “Pinto”, um dia chegaria a “Galo”.
Era também contemporâneo do José Alberto Gonçalves.
- O outro, o António Lima, conheci-o mais tarde, já na fase
da escola secundária, mas era também um amigo, tinha a alcunha de “Tony Preto”,
talvez devido à sua côr muito morena.
Enquanto eu estive na Guiné nunca ninguém me disse que estes
meus amigos tinham falecido, um em Fevereiro de 1968 e o outro no inicio de Maio de 1968 . Talvez porque pensassem que em Tite não havia choro nem ranger
de dentes…. Os funerais foram a 21 e 22 de Maio de 1968.
Só soube das suas mortes, após o regresso à Metrópole.
Em conversas anteriores à nossa partida, tínhamos feito contas à
vida...
Mas, infelizmente, estes dois amigos faleceram em combate,
sendo que o Tony Galo se encontra sepultado no cemitério de Paranhos e o Tony
Preto no cemitério de Prado de Repouso, ambos no Porto.
Em jeito de homenagem a estes meus amigos, a seguir
transcrevo um poema escrito por uma amiga comum, também ela já falecida pouco
depois do nosso regresso da Guiné, poema este dedicado na altura ao Tony
"Preto":
"A UM AMIGO
MORTO
Ao Tony
Morreste-me irmão
(eras como se o fosses, podes crêr)
levaste contigo
saudades sem conta,
lágrimas salgadas
cheiinhas de dor,
que por serem tantas
estou da tua cor.
Eras-me tão querido
(a mim e a todos!...)
oiço-te falar, com
tua voz grossa,
porque embora longe,
continuas perto,
vejo o teu sorriso
tão franco e aberto...
A minha homenagem (a
minha e a dos meus)
fica nestes versos
sinceros, sentidos.
Sei que me escutas,
pois estás na Verdade:
recebe saudades,
saudades, saudades...
PT.
José Alberto Gonçalves, à esquerda, em Mapatá. O 4º militar da esquerda é o nosso amigo José Luis Patricio, alf. miliciano.
O José Alberto Gonçalves esteve na Guiné , embora eu nunca o tivesse por lá encontrado. "Falo" também com ele várias vezes no Facebook.
O Daniel de Sousa que assentou praça nas Caldas comigo, mas que não foi para o Ultramar. Falo com ele várias vezes pelo Facebook.
Outro amigo de juventude é o Emanuel. O Emanuel L.Leite um dia apareceu em Tite a pilotar um Hely Alouette da Força Aérea. Foi uma alegria quando nos encontrámos. Por coincidência ou não, a partir daí começou a vir mais vezes a Tite, trazendo ou levando principalmente correio e documentos classificados/confidenciais. Ele e o cap. Vicente tornaram-se amigos, porque o Emanuel passou a trazer-lhe encomendas da Esposa e da Filha, que moravam em Elvas. Nunca mais vi o Emanuel após o regresso. O Emanuel teve mais tarde funções de responsabilidade no Jornal de Noticias.
Enfim, recordações!
Leandro Guedes
--------
De José Luis Patricio, alf. milº na Guiné:
Caro amigo, Leandro.
Estou na fotografia de hoje no blogue
do Bart Tite. A minha mulher enganou-se, à primeira, na identificação. A Isabel
descobriu logo, sem qualquer dúvida... Ao lado do José Alberto, está o
Agostinho, enfermeiro da CART 2519, com quem eu conversava muito e gostava de
conversar... A seguir ao Agostinho está o responsável por uma página do
facebook sobre a companhia dele... Entretanto, aproveito para pedir um exemplar
do livro de memórias da vossa experiência na Guiné e sequelas até aos dias de
hoje. Quanto a pagamento, faria uma transferência para número de conta a
indicar..., por exemplo. É possível, acho eu...
Um abraço
terça-feira, 19 de janeiro de 2021
Cantiga de Amigo
''CANTIGA DE AMIGO'' - ao modo trovadoresco, dos tempos de Dom Dinis, Rei insigne de Portugal!
Há dias que
peno com o frio atroz, que em mim me reduz a mobilidade e a agilidade das mãos.
Logo me constrange na comunicação escrita! Hoje, contudo, decidi abrir a página
e lá deixar, inspirado no medieval modo de poetar, dos tempos em que reinava
Dom Dinis, o Poeta e Lavrador - de quem temos saborosas Cantigas de Amigo, de
Amor e de Escárnio e Maldizer! Fico-me por um arremedo do primeiro modelo, que
espero leiais e dele me digais o que vos aprouver, considerando o acima
exposto.
Fraterno, forte
abraço a todos vós - Amigos e Camaradas!
Cuidai-vos,
permanecendo abrigados em casa!
À leitura,
então:
===
CANTIGA DE
AMIGO
(à moda de Dom
Dinis, dos trovadores medievos)
-
Quem me dera uns versos, um poema ou cante…
Levado me foi
tudo, arrasado, delido adiante
E amparo algum
de Camões, de Dinis ou Dante!
---
O meu amigo estremecido está longe
E a lonjura dele, daqui, é bastante.
=
Terei sequer
som alto, eco, um grito, que mais?
Sono há: à
volta se calou o mundo, parvo ante meus ais.
E não houve de
Camões apoio, ou de Dinis ou Dante!
---
O meu amigo
querido, esse, está longe
E a tristeza, do longe dele, é bastante!
=
Quisera asas
lograr, ave ser, voar o bastante
Para ao
encontro teu, amigo, ir avante.
Falta-me, oh
Deus, energia, o saber concomitante.
---
O meu amigo
bem-querido está longe,
Medeia-nos, para mal nosso, o quão é distante…
=
LMD, 19.01.21.
CARTÃO DO COMBATENTE
CARTÃO DO COMBATENTE
-Amigo Guedes!
Espero que estejas bem e bem livre da Pandemia!
Olha, hoje deram-me este número de telefone para pedir o
cartão de ex combatentes e beneficiar de algumas regalias.
Eu fiz o telefonema e pareceu-me que estava ocupado. Insisti
cinco minutos depois e atenderam de imediato. Disse o que pretendia. Pediram-me
o nome completo, e a data de nascimento. Uns segundos depois, confirmaram-me a
morada e nada mais. O cartão vem pra morada e com as indicações das regalias.
Se achares bem, coloca no Face e no Blog este número:
913 368 664
Abraço e cuida-te
José Costa
Cartão do Antigo Combatente: quais os benefícios e como
obter
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
Memórias de uma guerra ... - CCAÇ 2314
Memórias de uma guerra...
HÁ 53 ANOS…
DESEMBARQUE DA CCAÇ 2314 NA GUINÉ – 15 JANEIRO 1968
Depois de cinco dias de viagem, navegando no Oceano
Atlântico, após a saída de Lisboa, a 15 de janeiro de 1968, o navio TT “UIGE”
chega a Bissau, na Província Ultramarina da Guiné. Transporta um contingente de
tropas, onde estavam incluídos os militares da CCAÇ 2314 que teria como destino
o quartel de Tite, na região de Quinara, a sul do rio Geba.
O dia estava quente e as águas do rio muito negras.
O navio Uíge ancorou no meio do rio, entre o Ilhéu do Rei e
a cidade de Bissau. O desembarque que começou a meio da tarde, não se efetuou
para terra, mas para duas LDM que transportaria a CCAÇ 2314 até ao Enxudé.
Do Enxudé para Tite, o transporte foi efetuado em viaturas
onde chegaram cerca das 20 horas.
A ansiedade, associada à curiosidade de saber como seria o
desconhecido, fazia esquecer, em parte, a situação de “guerra” que se vivia.
Desde o Enxudé até Tite, o percurso foi feito sem qualquer incidente, sem
contudo, os tiros esporádicos à passagem das viaturas pela povoação de Fóia,
dados pelo camaradas que faziam a segurança. Ainda assustaram!
Em Tite iria ocorrer o treino operacional e, após este, o
destino seria o aquartelamento de Jabadá. Mas a tragédia de Bissassema que
viria a ocorrer no início de Fevereiro, veio alterar toda a orgânica prevista.
Contudo, os elementos do PAIGC não demoraram a dar as “boas vindas” aos novos
militares que, como era habitual, eram apelidados de “piriquitos”. Assim, no
dia seguinte, 16 de janeiro, por volta das 21 horas e 20 minutos, um Grupo IN,
não estimado, flagelou com várias armas ligeiras e pesadas, durante 10 minutos,
o aquartelamento de Tite, sem consequências, não só para as “boas vindas”, mas
para dizerem que eles estariam por ali. Mal sabiam que teriam ali na CCAÇ 2314,
um “osso duro de roer …”
Refira-se que foi em Tite, que a 23 de janeiro de 1963, o
PAIGC iniciou a luta armada com um ataque ao quartel vindo das bases na Guiné -
Conakry.
Ali, fomos encontrar o Comando do BArt 1914.
15 de Janeiro de 2021.
JT
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Envio do Livro de Memórias
Caros amigos
Abraços
Leandro Guedes.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2021
Parabéns Domingos Monteiro
Mais um aniversário, desta vez o Domingos Monteiro. Parabéns
amigo que contes muitos mais com saúde junto dos teus.
Um grande abraço e que tenhas um óptimo dia. Cuida-te!
Leandro Guedes.
Há 53 anos... rumo à Guiné
"Há 53 anos... rumo à GUINÉ
Em 10JAN1968, a CCaç 2314 embarcou no navio
"UÍGE", no cais da Rocha de Conde Óbidos, em Lisboa, com destino à PU
da Guiné
Há 53 anos, no dia 10 de janeiro de 1968, a C. Caç. 2314,
partia da estação da CP de Tomar, pelas 1 horas da manhã em direcção à cidade
de Lisboa, cujo destino era embarcar no navio Uíge que os levaria à Província
Ultramarina da Guiné para cumprir a sua missão de serviço. 158 jovens,
oficiais, sargentos e praças, deixavam os seus familiares, pais, mulheres,
namoradas ou simplesmente amigos e amigas para cumprirem com um dever
patriótico que lhe era imposto pela Nação e para cumprirem como portugueses, um
dever cívico de soberania.
Chegados que eram, pelas 7 horas da manhã, ao Cais da Rocha
de Conde de Óbidos, de imediato iniciaram as suas tarefas para tomarem lugar no
navio que os levaria ao seu destino. Seguiu-se a formatura em parada das
Unidades a embarcar, a distribuição de lembranças pelas Senhoras do Movimento
Nacional Feminino e o respectivo desfile. O mais doloroso e já esperado, veio a
seguir que foi a despedida dos entes queridos que cheios de dor e de amargura
os iriam ver partir com a incerteza se os voltariam ou não a ver, restando,
apenas, que iriam cumprir com o seu “Dever de Cidadania”.
Assim, cerca das 12 horas, os militares embarcaram no navio
UIGE, com destino à Província Ultramarina da Guiné. Passados que foram 53 anos,
resta-nos a consciência e o orgulho do dever cumprido como “Portugueses” e de
ter constituído uma “família” que ainda hoje recordamos com saudade – a C. CAÇ
2314.
10 de Janeiro de 2021
Monumento de Homenagem aos Heróis do Ultramar - Zibreira
Mais um Monumento de Homenagem aos Combatentes, foi inaugurado.
Desta vez na Zibreira, em Idanha-a-Nova. Teve lugar no passado
dia 27 de Setembro.
A cerimónia contou com a presença de várias
Individualidades.
Foram recordados no acto, os nove filhos da terra falecidos,
que deram a vida pela Pátria, passando os seus nomes a constar no Memorial.
Esteve presente na cerimónia uma força militar do RI 15 e do
1º Batalhão de Infantaria Paraquedista. A população esteve presente neste acto
digno.
(in Revista Combatente).
domingo, 10 de janeiro de 2021
Assentar praça para descobrir o "Caminho Maritimo para a Guiné..."
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
domingo, 3 de janeiro de 2021
Estatisticas, aproximadas.
ESTATISTICAS DE VISITAS AO BLOG em 3 de Janeiro de 2021:
Desde sempre - 493115
Hoje - 76
Ontem - 79
Este mês - 259
Mês Anterior - 3228
sábado, 2 de janeiro de 2021
Joaquim Agostinho Fernandes, do Pelotão de Morteiros 1208
Hoje o Joaquim Agostinho Fernandes passa mais um aniversário.
Que passes muitos mais com saúde, amigo. Um grande abraço de
parabéns companheiro. BOM ANO..
Leandro Guedes.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Tite em 1961/1963 - BAT 237
Manuel Lima, enviou a mensagem: 30 de Dezembro de 2020 às 21:36
"Como Militar vi com muita mágoa os efeitos de "uma Guerrilha" ao tempo 1961/1963, devo dizer que quando regressei ao meu Pais deixamos um outro TITE.
Era da CCS Bat 237, cujo CMDT era Pina, muitas felicidades para
aqueles com quem eu contactei, pois tenho recordações que trouxe daquela "Tabanca"...
Eu é que fico agradecido, apenas acrescentarei que Assentei
Praça em Penafiel RAL 5, cumpri 17 meses V.M. normal, passados seis meses fui
mobilizado + um mes em Penafiel, fui mobilizado para a Guiné e fui fazer o
"tirocínio" Senhora da Hora/Porto R.I.6 + um mês em Julho de 1961 Fui
"fomos" para a Guiné TITE, vida muito difícil no inicio não tínhamos
nada de nada mas muito fizemos para o beneficio fosse continuado verificando
agora por algumas "fotos" que foi feito, agora fico muito triste por
aquilo que presenciei, é mesmo muito triste, triste porque aquele pessoal não
beneficiou nada com o nosso afastamento nada com a guerrilha, muito poderia
dizer ou qualquer ou camarade de armas, mais uma vez e tentarei seguir como
sempre fiz, eu fiquei a gostar daquela gente. Retribuo o teu/seu abraço, já
agora gostaria do eu ter como amigo no Facebook..
Manuel Lima"
Administrativo at EDP
Studied at Lanheses, Viana Do Castelo, Portugal"
Caro amigo Manuel Lima. Enviei-te uma foto do teu tempo
para ver se conheces alguns dos militares. Enviei-te também o emblema do BCAÇ
599 que era do teu tempo. E enviei-te também uma foto do pelotão de Morteiros de
então nº. 912, onde esteve o companheiro Santos Oliveira.
O nosso colega SANTOS OLIVEIRA escreveu um livro que se
refere ao teu tempo. O titulo é “A GUINÉ NO MEU TEMPO”. Se quiseres esse livro
procura no messenger ou no Facebook dele que é o seguinte:
https://www.facebook.com/santosoliveira912
e pede-lhe o livro que ele manda-te. Não sei quanto custa,
mas pergunta-lhe. Abraço.
Leandro Guedes.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
A TODOS Vós, Amigos e Camaradas - Um BOM ANO 2021!
Poesia, hoje, nas vésperas de Novo Ano!
É um augúrio, um desejo: a todos satisfará! Venham daí esses
risos e olhares de Amigo, que daqui Vos estendo a mão!
Poesia, hoje, nas vésperas de Novo Ano!
É um augúrio, um desejo: a todos satisfará! Venham daí esses
risos e olhares de Amigo, que daqui Vos estendo a mão!
A TODOS Vós, Amigos e Camaradas - Um BOM ANO 2021!
À leitura do breve poema (escrito há quase um mês!):
===
Voa, voa, puro espírito e dança!
(inspirado, ao de leve, em cantar afro-americano)
-
Voa, voa, puro espírito,
Voa, rodopia e dança,
Que a fugaz vida, de agora e sempre,
Teve em ti, ó entidade, presente
A ténue, repentina, ideia dum sentido,
A pertinaz conclusão duma herança.
-
Voa, voa, espírito… e dança
Sem fim, numa conseguida andança,
De ti eficaz prazer e terna morança
Sem quemquer ferir, sem lança!
-
Oh, voa, voa e nunca te canses
No belo encontro engendrado algures
Da terra prometida e donatada,
Que a antigos em descantes foi dada
E hoje é requerida por algum ministério!
-
Não se menosprezem, nunca,
Os intrínsecos poderes,
Por equidistância zero
Ou por míngua de mistério!
Voa, voa, oh puro espírito e dança!
LMD, 01.12.20.
À leitura do breve poema (escrito há quase um mês!):
===
Siza Vieira e Eduardo Lourenço - uma conversa entre dois Mestres da Vida
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
À Memória de Fatinha e Wye Sissoco
"À memória de Fatinha e Wye Sissoco
Ainda não tínhamos acabado de enxugar as lágrimas pela
partida da irmãzinha que a Leyla de Fátima foi para mim e eis que recebo, a
triste notícia do passamento de Sora, Wye Sissoco.
Os novos tempos que vivemos não me permitiram visitá-lo no
seu leito de enfermo, mas fiquei deveras esperançado com a última foto que o
Mussa, seu irmão me enviara na semana passada.
Ainda não consigo acreditar que se acabaram as tardes que
passávamos juntos a recordar os belos tempos de Bissau, nos finais dos anos 70,
em que sonhar era preciso.
A minha família tinha acabado de chegar de Tite, localidade
onde passamos uma temporada, devido ao trabalho do meu pai, mas também porque a
minha mãe queria que estudasse em Bissau.
Quando soube da nossa chegada à capital da Província, Djali
Suncar Sissoco, pai do Wye e exímio na arte de « Kora Fola » chegava
intespestivamente e começava a executar as canções que exaltavam os feitos dos
Djassi no Kaabu de antanho.
Ninguém conseguia ficar
indiferente à virtuosidade instrumentista e de contador nato dos grandes
feitos protagonizados pelos valorosos « Nhantchós e Koriuns» do Kaabu. Como
recompensa por esse labor, todos lá em casa, a começar pelo meu pai, davam o
que tinham e o que não tinham ao Djali, cujo estatuto lhe permitia entrar livremente
por todos os aposentos da casa.
Conheci aquele que viria a ser meu « alter ego » numa dessas
visitas em que o pai se fez acompanhar por um jovem, mais ou menos da minha
idade o qual foi imediatamente alvo de mostras de carinho pela gente feminina
la de casa, ao ponto de despertar um pouco de ciúmes da minha parte.
Passaram-se os anos e voltamos a reencontrar-nos no Ciclo Preparatório.
Com o 25/04/74, já no Liceu Honório Barreto e com a explosão
da vida cultural no novo país, o Wye foi-se aprimorando no seu instrumento de
sempre, a bateria. Foi um dos fundadores do agrupamento « Tenen Koya »,
conjunto musical que deu cartas no panorama cultural dessa Bissau que não mais
veremos. Por onde passava deixava amigos e como também era um Don Juan, fui eu
quem resolvia os pequenos problemas que
esse estatuto lhe granjeava. Sempre havia uma namorada que se chateava com ele.
Quando conheceu a Leyla de Fátima, foi aquele amor que só a
morte poderia separar. E assim foi!
Deixaram-nos o Sussu e a Simone, em cujos filhos se
perpetuarão as memórias deste companheiro que Paul Dayvis chorará.
Quebá Sussoco, seu nome de baptismo, ficará para sempre nos
nossos corações.
Que se reencontrem no Paraíso, na companhia de todos os
nossos que os precederam
Paz às vossas almas!
Malam Djassi”
domingo, 27 de dezembro de 2020
Tite - Quartel, Tabanca e suas Gentes
A MALÁRIA/PALUDISMO, EM TITE
Destas fotos que o Anibal Silva nos trouxe e que nós agradecemos porque algumas delas sã inéditas, destaco aquela que marca a nossa chegada a Tite e o calor e humidades quase insuportáveis com que nos deparámos - OS CHUVEIROS DOS BALNEÁRIOS DOS FURRIEIS.
Naqueles primeiros dias tomávamos meia dúzia de banhos por
dia, tal era a elevada temperatura e humidade, com que não estávamos
habituados. Isto passa periquito, diziam os mais velhos.
Outra situação foi a malária que a alguns de nós afetou. No meu caso passava a maior parte do dia e da noite debaixo do chuveiro para acalmar as elevadas temperaturas corporais. Nesta altura foi meu salvador o Heitor, que à força me metia comprimidos de quinino pela goela abaixo e me obrigava a beber quase sem parar copos e copos de água com limão. Ele lá sabia porquê. Há tempos, em conversa amena com o Rosas e o Monteiro, eles diziam-me que era conversa corrente naquela altura, que eu não me safava da malária. Mas safei graças ao Heitor. Obrigado companheiro!
LG.











































