Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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quarta-feira, 8 de abril de 2020

53 anos (8 de Abril de 1967)



Caros companheiros e amigos.
Faz hoje (8 de Abril de 1967) cinquenta e três anos que partimos para a Guiné.
Em jeito de comemoração publicamos a seguir um video que foi feito para ser exibido durante o almoço do ano passado, no Entroncamento.
Pedimos desculpa por alguma incorrecção, falta de definição ou omissão, neste video.
Abraços para todos, com votos de boa saúde.
Aproveitamos para agradecer os "parabéns" enviados por vários amigos neste dia.
Leandro Guedes.



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Comentários surgidos no nosso Facebook:

João Manuel Pais Trabulo
Um grande abraço de amizade para todos os militares do Bart Tite Guiné Bissau
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Raúl Soares
A emoção chegou, depois de ver este video que o Leandro teve a amabilidade de colocar no face, para que possamos rever e ver por onde andámos. Obrigado amigo. Para todos os combatentes, que estiveram sob o comando do Bart.1914 e não só, VOTOS SINCEROS DE BOA SAÚDE. Abraço amigo
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Bart Tite Guiné Bissau Obrigado amigo Raul pelas tuas palavras. Neste video existem imagens que só a ti se devem - aquelas que mostram Tite após a nossa saída e que são uma verdadeira tristeza. Votos de boa saúde. Um forte abraço.
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Jorge Gouveia
Eu e o meu Pelotão a receber-vos já quase com um ano de Guiné saude para todos
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Bart Tite Guiné Bissau Um abraço Jorge. Tudo de bom para ti. Obrigado.
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Julio Garcia Obrigado pelo envio.
Parabéns ao Bart e um forte abraço para todos com votos de boa saúde. Júlio Garcia
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Bart Tite Guiné Bissau Obrigado Garcia. Um forte abraço também para ti, com votos de boa saúde.
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João Manuel Pais Trabulo Amigo LEANDRO GUEDES
O que poderei dizer sobre este vídeo: EXCELENTE E EMOTIVO!
Fiquei surpreendido ao ver estas imagens e recordar camaradas e amigos que estiveram em TITE, muitos dos quais ainda me recordo.
Foi o ‘reviver’ de tempos difíceis, mas passados mais de 50 anos, pudemos dizer que, no fundo, “valeu a pena”. Cumprimos, e bem, um dever patriótico que, embora imposto, era a nossa obrigação e, principalmente, angariámos ‘novos amigos'.
Mas sobre o vídeo, é curioso a identificação das fotos e pelo que me cabe, o meu agradecimento por ter figurado no mesmo. Sinto-me honrado por tal.
Finalmente, um grande abraço de amizade para TODOS.
PARABÉNS
Cor. Trabulo - Alf. Mil. CCaç 2314
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Bart Tite Guiné Bissau Obrigado Senhor Coronel Trabulo, pelas palavras e pelo abraço que retribuimos com amizade. O video foi o possivel, melhor seria se algumas fotos tivessem melhor definição e fossem mais variadas, mas é o que temos. Quanto às legendas nem todas as fotos as têm, mas com o tempo há-de chegar outro video melhor. Gostei de falar com o meu Coronel e saber que se encontra bem. Um forte abraço e votos de boa saúde. Muito obrigado.
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Jorge Gouveia Bom trabalho Parabéns Guedes
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Bart Tite Guiné Bissau Obrigado Jorge. Boa saúde aí por S. Mamede de Infesta, terra que tão ligada está à minha infância e juventude. Um abraço.
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José Luís Patrício Parabéns!
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Bart Tite Guiné Bissau Obrigado amigo José Luis. Votos de boa saúde e boas fotografias. Um abraço.
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Bart Tite Guiné Bissau
Escreve uma resposta...
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Amadeu Contige Parabéns Amigo Guedes muito lindo não há palavras gostei de recordar esses tempos e já lá vão 53 anos um grande abração Amigo Guedes
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Bart Tite Guiné Bissau É sempre bom recordar mesmo que os momentos não tenham sido assim tão bons. Um grande abraço amigo e bem hajas pelo pão que nos deste - parecias a Rainha Santa Isabel...
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Jose Narciso Costa Este vídeo serviu para recordar amigos e companheiros , vivos e falecidos.Parabens amigo Leandro Guedes grande trabalho A
👏👏👏braço
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Bart Tite Guiné Bissau É verdade Narciso. Ao fazê-lo senti essa mesma nostalgia. Mas é a vida amigo. Boa saúde para ti e as melhoras da tua Esposa. Obrigado.
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Alberto Camelo Como é bom recordar! gostei de ver, parabéns abraço bem forte
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Bart Tite Guiné Bissau Obrigado Alberto. Um abraço.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

A propósito do cozido à portuguesa...


A PROPÓSITO DO COZIDO À PORTUGUESA
Finda que está a reflexão psicológica prometida, aqui vai o resultado final desse estudo
receita: boa disposição

Que tal, em fado,
mal fadado,
aqui, cá por cima
no Minho
que não sendo terra de fado,
é de vira
é de festa.
É de concertina,
é de sarrabulho, de cabrito, de bacalhau,
de boas carnes.
Sim de boas carnes,
tão boas
que fazem o prazer de muitos,
à mesa,
num farto e saboroso
cozido à Portuguesa.
Também é terra de peixe.
Nesta altura
do sável.
Da lampreia.
A doçaria minhota.
O vinho,
O vinho, vinhão,
verde, branco ou tinto.
Fresquinho!
Mas o prometido foi o cozido.
Eu sei.
Animados?
Vamos a isso?
Digam o que vos vai na alma.
Eu estarei cá
para organizar, receber, provar,
comer e conviver.
Digam se tem pernas para andar!!

Mas……….
E o coronavírus?!!
Foi mau olhado!!
Logo, nesta altura
que tudo encaminhado estava
Para satisfação da gula
daqueles que desconfiavam
que tal tarefa
pôr em prática não conseguiria.
Foi estranho, muito estranho.
Tentei adivinhar,
mas não consegui.
Consultei videntes e cartomantes,
magos e bruxos.
Consultei a Marlene e a Joana
a Maya e o Cardoso.
Nada.
Por instintos africanos
e já em desespero
consultei o
Mamadu Aliu Djalo
Ai este cabeço…..
Imperdoável esquecimento!
Logo à primeira!
Consegui!! Soube tudo!!
Em surdina vos digo:
Uma palavra bastou:
Baltar!
Baltar! Baltar!
Foi o Hipólito!!
Só pode!
Esse sacrista
e os seus deuses
Ele que acredita na existência
do evangelho, mas também
no alcorão
em profetas como Abraão
mas também em Jesus
que acredita em Meca, Medina
mas também em Jerusalém
Foi Ele
Que de colaborador
responsável em quem eu confiava,
na logística,
na qualidade das carnes
e nos legumes e nas verduras,
foi Ele quem encomendou
aos seus deuses
que tamanha peste viesse
que advertiu tudo e todos
que quarentena fizessem
por muito, por muito tempo
pelo tempo necessário
até que a penca murche,
até que a cenoura o nabo e a batata
apodreçam,
até que a carne, o presunto e os enchidos
fiquem rançosos!
E saindo bem consigo,
com falas mansas,
alerta a malta
(recordam-se?)
que razões estranhas
impossibilitam o convívio
por terras do Minho!!
E eu?
Contra Baltar
Contra o Hipólito
Contra o coronavírus
Nada posso fazer.
Nem fármaco
Nem vacina
Nem bagaço
que lhes resista!
Fico ansioso
Tenho medo!
Não volto ao Mamadu Djalo!
Fico em casa
Esperando que
Allah esteja sempre connosco
e que
Deus nos abençoe e proteja.


Fiquem em casa.
Não faltarão dias para um
Bom cozido â portuguesa
Aqui no Minho
Prometo
Se o Hipólito colaborar!!!!


Março/2020

A propósito deixo-vos com um belíssimo poema que tem a ver com tudo e com……………………cozido à Portuguesa!!!!!

"UMA VIA À PORTUGUESA
(Fado chuchialista)

Eu cá
quero é
o socialismo à portuguesa,
de moreno rosto,
uma via nova,
ainda não trilhada,
com a chispalhada,
com a feijoada,
com o entrecosto…
É nisso que acredito
e tenho fé.
Uma via original,
à portuguesa,
com o trabalho e o capital
sentados à mesma mesa,
no ministério do dito.
É nisso que eu acredito.
E não me venham falar
de revoluções impossíveis,
importadas do estrangeiro.
Não há nada neste mundo
como o suculento cheiro
do cozido à portuguesa.
Para fazer um bom cozido
é preciso juntar tudo,
o toucinho
e a nabiça,
a batata,
o chouriço,
a hortaliça,
a couve branca,
a carniça…
Se não está lá dentro tudo,
já não é um cozido à portuguesa.
Eu quero é uma revolução
que seja proletária,
enfim, está bem,
mas que também
seja burguesa.
E tudo o resto são tretas,
tudo o resto é utopia,
eu quero o chouriço de sangue,
a carniça,
a democracia,
a orelha de porco,
a carne de vaca,
o chispe à vontade,
eu quero é toda aquela chicha boa,
e depois,
sair por aí,
correr por Lisboa,
a arrotar a liberdade!"
José Fanha, em "OLHO POR OLHO", 1977.

Nota - Adivinhem quem escreveu isto???...

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Mundo doente...


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Parabéns Carlos Azevedo




Carlos Azevedo
Desejamos-te um feliz dia de aniversário e que tenhas muita saúde.
Tudo de bom para ti.
Um abraço.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Mais um amigo que partiu!



É COM PESAR QUE VOS INFORMO DO SEGUINTE:
"Amigos, o nosso amigo Domingos Bastos, furriel da CCAÇ 2314, faleceu hoje pelas 19 horas.Morava em Chaves.

Joaquim Caldeira"






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quinta-feira, 26 de março de 2020

Os telefonemas do nosso capitão



"Mt obgdo, querido Amigo e Camarada de sempre, Guedes. O nosso Cap Paraíso Pinto LIGOU-ME hoje por volta meio dia, ou pouco antes. Foi com imensa alegria que conversamos. Estamos, ambos, bem. Aqui em casa também, tudo fixe. E quanto ao blogue, de vez em quando dou uma olhada. Com tantos meios de comunicação, o FB, o correio electrónico, o telefone, é o que dá, não vamos a tudo! Abraço, saudoso. Até quando for possível. Fica bem, mai-los teus.
Luis Manuel Dias




“Pessoal hoje tive uma alegria enorme então não é que recebi um telefonema do nosso Cap.Paraiso Pinto, conversamos um bocado, está tudo bem com ele .O Meu agradecimento ao Grande CAPITÃO.
Vitor Serafim”

terça-feira, 24 de março de 2020

Histórias de Guerra - furriel Bernardino da 1743






Boa tarde amigo
Anexo várias fotos, mas parece-me que a última  está melhor.
Directamente do telemóvel já enviei algumas fotos, pelo gmail.
O Bernardino era furriel enfermeiro da Cart. 1743 e se possível quero-lhe prestar uma pequena homenagem
A foto onde está a equipe da minha companhia, ele é o 2º. A contar da esquerda, está ao lado do guarda redes na 1º. Fila. Esta equipe jogou contra a CCS ? do bart e ganhamos por 1-0, com golo do Vitor Capítulo, que esteve prisioneiro.
A história que conto, entre muitas foi a seguinte:

Estávamos em Nova Sintra e vivíamos em abrigos subterrâneos e ao agarrar nas botas para calçar, fui mordido no dedo indicar diteito por um lacrau. Fiz garrote, dores horríveis e corri de imediato para o posto médico. O Bernardino, deu-me uma injecção do antidoto e andei 3 dias com dificuldade em andar, mas sobrevivi.
A vida na altura não era fácil e, plena força da nossa juventude.
Esta é uma pequena homenagem que quero partilhar ao nosso bom amigo e família.
Grato pela atenção, obrigado e abraço
Raul Soares.

Faleceu o Furriel Enfermeiro Bernardino.


É COM PESAR QUE VOS INFORMO DO SEGUINTE:
Comunicou-me o Raul Soares, que faleceu o Furriel Bernardino, Enfermeiro, da CART 1743.
O Furriel Bernardino fazia parte da equipa de Saúde juntamente com o Heitor.
As nossas condolências à familia e aos companheiros da CART 1743.
PAZ À SUA ALMA!

Contra o "verme"



"CONTRA O 'VERME'!
Eis a minha curta, mas decidida, participação na luta contra a presente pandemia, que nos tira do sério e a alegria!
Beijinhos às nossas Queridas Meninas (não importam idades!) - que, por este meio, não há perigo de contaminação).
Abraços a TODOS os Camaradas, solidários, amigos e fraternos. Ficai bem de saúde, com alegria e paz.
AGORA, a poesia adrede:
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‘’EDUCARE’’, ‘’EDUCERE’’, CONTRA O ‘VERME’

Nunca como agora, tamanha há, em nós, a maior compita
Do que importa - ‘educar’ e ‘guiar’ – num quase sem senão!
Pois que vejam todos, qualquer seja a mais douta opinião,
Do que falta faz, em apreço está, para uma vigorosa guarida
Do bem-estar de um, termos pressuposta de todos salvação.

‘EDUCARE’ é óbvio significar o escopo pretendido no geral:
EDUCAR, a todos dará cuidados, em movimento ascensional,
De equilibrado desenvolvimento corpóreo e afim intelectual.
Como frágil criança a amamentar-se, segura, no seio maternal!
Bem assim, nesta diversidade do Povo que somos, tal é igual.

‘EDUCERE’ é complemento. Útil e necessário, como justo guia
Que encarreira e leva, numa idêntica proporção, tal assim iria
De pronto retirar-nos, ensinando, de letal confrangida situação
Onde, vezes sem conto, retrógrada e parca se semelha a vida
A nos avaliar, a deitar-nos fora, (ai de nós!) sem compensação.

Nos intercorrentes, maléficos dias que enfrenta, sem variação,
Diversos e incontrolados, a mor parte da gente sem aí ter parte
Se sente amarfanhada, triste, dominada e sem querer comparte,
Nada dando ensejo, sinal ou, por absurdo, alinhado em decisão!
Fatídico, invisível, resistente ‘verme’ cerceia, nos impede reunião.

Pois que seja. Avante, com vitória não há-de ir o ‘bicho’, isso não!
Quedados, solidamente enquadrados em lisos muros de cal, betão,
Ou em casas de alvenaria, madeira, estucaria, vidradas, de palhão…
Firmes, resguardados, calmos, serenos, numa imposta hibernação,
Certo iremos dar fim, sem tardar. Haja educada consciencialização!

LMD, 24.03.20."
Luis Manuel Dias

segunda-feira, 23 de março de 2020

Um Voto de Louvor



domingo, 22 de março de 2020

Mensagem - codiv19


sábado, 21 de março de 2020

Parabéns António Cavaleiro

Parabéns meu caro amigo Cavaleiro.Que tenhas muita saúde e que passes um dia de aniversário muito feliz.Um abraço. Leandro Guedes.



quarta-feira, 18 de março de 2020

Parabéns Raul Soares

Meu caro Raul
Envio-te um forte abraço de parabéns com votos de boa saúde. Afaba-te, avinha-te e afifa-te para passares o corona.Um abraço.Leandro Guedes.



segunda-feira, 16 de março de 2020

Parabens Serafim

 Para o nosso companheiro Victor Serafim enviamos o nosso abraço de parabens, com votos de muita saúde.
Leandro Guedes.

Parabéns José Ruivo

Para o nosso amigo José Ruivo, enviamos um abraço de parabens neste dia do seu aniversário.
Leandro Guedes.

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terça-feira, 10 de março de 2020

Adiamento do almoço anual



Meus caros amigos e companheiros
Após conversa entre o nosso capitão Paraíso Pinto e o amigo José Beselga, organizador do evento, foi decidido adiar o almoço anual, que estava marcado para Maio, por questões de saúde publica (novo corona-virus).
A data será remarcada, quando passar esta vaga de preocupação.
Esperamos a vossa opinião.
Leandro Guedes.

domingo, 8 de março de 2020

A Guiné foi "incontestavelmente" o cenário mais difícil na guerra colonial


A Guiné foi "incontestavelmente" o cenário mais difícil na guerra colonial, disse à agência Lusa o almirante Leiria Pinto, que em 1966/67 comandou um destacamento com 80 homens na antiga colónia portuguesa.


“Não haja dúvida de que foi o sítio em que a Marinha desempenhou um papel muito importante, porque a Guiné é um pântano, a parte fluvial é fundamental”, afirmou em entrevista à Lusa o almirante, que foi, aos 25 anos, o mais jovem comando de destacamento de fuzileiros, tendo cumprido comissões em Angola, na Guiné e em Timor.
O transporte logístico e a “penetração para operações” eram comummente assegurados pelos rios, onde operavam as lanchas de desembarque da Marinha. As lanchas de maior porte faziam grande parte do apoio logístico: “Na época das chuvas aquilo fica tudo alagado. Julgo que, com a maré cheia, um quarto da Guiné fica alagado”.
Além da adversidade do clima, as forças portuguesas encontraram na Guiné “um inimigo muito mais bem preparado” do que em Angola.
“Angola tinha uma vantagem. É um espaço muito grande e dava para haver zonas mais calmas. No sul não havia problemas nenhuns. Dava para várias táticas, manobras! A Guiné é um terreno muito curto e os países (vizinhos), o Senegal e a Guiné-Conacri, davam asilo ao inimigo”, recordou o oficial da Armada, atualmente contra-almirante na situação de reforma.
De acordo com Leiria Pinto, a grande missão da Marinha, além da logística, era manter as vias fluviais navegáveis. “Mesmo até ao fim, nunca houve interdição da operacionalidade da Marinha”, assegurou.
O receio de minas aquáticas acabou por não se confirmar. Surgiu um ou outro caso, mas “sem qualquer problema”, contou: “É muito mais difícil pôr uma mina num sítio com lodo, com grandes correntes. É muito difícil, o inimigo não tinha a tecnologia”.
Na Guiné, foi feito um levantamento geo-hidrográfico, trabalho a cargo da Marinha, que levantou a carta fluvial e terrestre. “Nós, oficiais de Marinha, navegávamos como que em terra. Bastava uma agulha magnética e íamos a qualquer local”, explicou.
Entre as várias experiências que viveu no Ultramar, teve feridos a lamentar, mas não perdeu qualquer homem, frisou, ao recordar a situação mais crítica, vivida na Guiné, quando a Marinha se deslocou a uma povoação, junto a um rio secundário, onde não ia há muitos anos.
“Fomos lá por uma questão de presença e também para ir buscar a mancarra – o amendoim -, que é um dos produtos de exportação da Guiné”, relatou.
Tudo tinha de ser “muito bem calculado”, por forma a ir com a maré e regressar com a maré. Leiria Pinto comandava um grupo dividido por duas lanchas. “Os patrões das lanchas eram peritos na zona. Sabiam exatamente onde se encontravam os bons locais para desembarcar”, referiu.
“Muitas vezes o desembarque tinha de ser feito naquele preciso ponto e à noite. Não havia sinalização, não havia nada. Se se desembarcasse 50 metros ao lado, já aquilo era mais complicado”, acrescentou o almirante.
As lanchas conseguiram furtar-se aos ataques da resistência local e chegar ao destino, mas o regresso foi mais complicado. “Bastante mais complicado”, nas palavras do almirante.
Uma das lanchas foi atingida por 32 balas. O artilheiro ficou ferido na emboscada, a máquina parou e a lancha que seguia à frente, onde se encontrava Leiria Pinto, teve de voltar atrás para a rebocar a embarcação danificada.
O atraso foi fatal à navegação. Atrasaram-se e encalharam à noite. “Não podíamos transmitir para Bissau porque estávamos absolutamente em ocultação de luzes. Foi um bocado complicado”, admitiu.
Os fuzileiros acabaram por ser salvos pelo macaréu, um fenómeno que se manifesta através de uma onda de enchente que faz elevar o nível da água em um a dois metros, em apenas dois ou três minutos.
“Veio o barulho do macaréu, entretanto eles localizaram-nos, pedimos apoio aéreo e tal, tínhamos um ferido. Tive várias cenas complicadas, mas essa talvez tivesse sido a mais complicada”, estimou o oficial, em entrevista realizada no Arquivo Histórico da Marinha, em Lisboa.
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este artigo foi enviado pelo Pica Sinos - entrevista da agência Lusa ao Senhor Almirante Leiria Pinto - a todos o nosso agradecimento.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Parabéns Francisco Ferreira

Parabéns amigo Ferreira por mais um aniversário.Que contes muitos amigo, sempre com saúde.Leandro Guedes


terça-feira, 3 de março de 2020

Família Oulman, Amália Rodrigues e o José Justo


Vale a pena ler esta Estória, contada pelo José Justo no seu blog e que aqui partilhamos com todo o gosto.
Aliás não é só esta Estória, mas sim todo o blog que vale a pena ler. Obrigado companheiro.



segunda-feira, 2 de março de 2020

A propósito do abandono dos militares mortos em combate

A propósito do abandono dos militares mortos em combate, voltamos a publicar aqui, um artigo do Jornal de Noticias que nos foi enviado na altura pelo Pica Sinos:
Mais um texto publicado no Diario de Noticias enviado pelo Pica Sinos. A foto é do Zé Justo.
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"Guerra colonial. Um debate delicado foi aberto pela exumação dos restos mortais de onze soldados portugueses que perderam a vida com a arma na mão, em Guidaje, Guiné-Bissau. Nem toda a gente está de acordo com a ideia de que o campo de batalha seja a sepultura mais digna para um combatente

O Dia do Combatente, celebrado ontem, na Batalha, é este ano marcado, se não directa, pelo menos indirectamente, pela questão da exumação, em Guidaje, na Guiné-Bissau, dos restos de onze militares portugueses, mortos em combate, em 1973, e sepultados na zona onde se situava um pequeno aquartelamento, já muito perto da fronteira com o Senegal.A operação de levantamento das ossadas, de acordo com o major-general Lopes Camilo, vice--presidente da Liga dos Combatentes, foi desencadeada no quadro de um plano geral de intervenção que pretende concentrar os restos de militares caídos em combate em determinados cemitérios locais, que serão cuidados e eventualmente transformados em espaços de memória, que podem ser até de memória partilhada com os países onde os cemitérios se localizem e dar origem ao chamado "turismo de memória".No caso da Guiné-Bissau, a Liga dos Combatentes tem um protocolo já firmado com o Instituto de Defesa Nacional guineense, prevendo-se a concentração das ossadas, depois da sua rigorosa identificação, em cemitérios de Bissau, Babadinca, Bafatá e Gabú. No caso das onze exumações agora feitas, depois da identificação, que ainda não foi feita, sendo, por isso, os restos considerados como de "soldados desconhecidos", serão as ossadas depositadas no cemitério de Bissau, a menos que os familiares decidam fazer a sua transladação para Portugal, cujas despesas terão de ser suportadas pelas próprias famílias, já que a Liga apenas actuará, nesses casos, na identificação dos militares e no apoio à remoção de barreiras burocráticas que simplifique os procedimentos legais necessários à transladação.Por localizar estão ainda os restos de 20 outros militares, de incorporação sobretudo guineense, e sepultados na mesma região de Guidaje, que era, em 1973, uma das mais aquecidas zonas de guerra. Ninguém fica para trás?Das onze sepulturas referenciadas, com levantamento de ossadas, três dizem respeito a pára- -quedistas, alvos da atenção da respectiva associação, que permanece unida e aparentemente fiel à ideia de que "ninguém fica para trás", e do grande impulso emocional resultante de imagens recentes, e traumáticas, de cemitérios ao abandono em África, com campas depredadas de antigos combatentes. Nasceu aí um movimento cívico de antigos combatentes, visando "não esquecer os companheiros de armas que em terra do então ultramar tombaram para sempre, dando a vida pelo país" e firmando-se naquilo que é sublinhado como "sentido da honra e dever de lealdade para com os que morreram por Portugal".O major-general Lopes Camilo situa, porém, a operação no âmbito restrito de uma acção envolvendo a Liga dos Combatentes, o Ministério da Defesa, a Universidade de Coimbra e o Instituto de Medicina Legal. O sucesso da localização e levantamento das ossadas, e uma eventual transladação dos "páras" para Portugal, pode, no entanto, iniciar, pela mediatização e choque emocional da operação em Guidaje, um delicado processo, chocando-se teses que defendem o regresso a casa de todos os que morreram em África ou sustentam que devem os mortos ficar na dignidade dos campos de batalha onde tombaram.Augusto de Freitas, hoje um neuropsicólogo, sargento em meados dos anos setenta, com missões cumpridas em Moçambique, de 1973 a 1975, nas zonas operacionais de Tete e Nangade e que lidera, agora, a Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra, não esconde uma crítica dura: "É uma vergonha a falta de respeito pelos que lutaram pela Pátria e os governos de Portugal têm esquecido os que morreram e ficaram enterrados em cemitérios que estão hoje ao abandono e que têm sido, em alguns casos, depredados!"Augusto de Freitas, admitindo que o assunto é complexo, continua à espera de que o País enfrente a necessária tarefa de fazer regressar os restos dos que perderam a vida na guerra colonial, algo que tem de ser feito, mesmo sabendo que essa operação "vai mexer com as emoções do País e dos familiares dos que tombaram em combate". Há, porém, quem considere que "os mortos são uma marca do império", pessoas que "estão onde, se calhar, devem estar", em locais "onde combateram e morreram", não havendo "sepultura mais digna do que a que foi cavada no próprio campo de batalha". Defensores desta tese convidam a uma profunda e sensata reflexão que evite a abertura de uma "caixa de Pandora". O regresso dos restos de apenas alguns antigos combatentes poderá levar muitas famílias a reivindicar o regresso também dos seus mortos. "E se não houver esses mortos?", perguntam. É que não poucos combatentes morreram em circunstâncias que não permitiram sequer a recuperação de fragmentos e o antigo "comando", agora escritor, Matos Gomes, combatente na zona de Guidaje, limita-se a contar que numa operação de resgate de vítimas do rebentamento de uma mina, apenas conseguiu identificar, entre inúmeros minúsculos fragmentos, "a roda dentada da caixa de velocidades do veículo"…

domingo, 1 de março de 2020

A Marinha Americana não deixa ninguém para trás...



“As Forças Armadas Americanas, não deixam ninguém ficar para trás.
75 anos depois, mais um corpo dum militar americano foi exumado e entregue à Família. Este militar morreu na consequência do ataque japonês a Pearl Harbour a 7 de de Dezembro, quando fazia parte da guarnição do navio Oklahoma.
Teve finalmente direito a um enterro digno com Honras Militares.”

A este respeito registe-se que ainda há corpos de ex-combatentes Portugueses que faleceram em combate na Guiné, e que por lá continuam enterrados em campas sem qualquer dignidade, cheias de mato e sem qualquer referencia ao seu nome e unidade militar, sem que o Estado Português e as Forças Armadas se dignem tratar da sua repatriação.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Pelotão de Morteiros 1039

“Ando a procura de camaradas que nunca mais vi depois de ter o acidente.
no Continente prestei servico no B.C.8 nº de ordem 730, data 3 de maio 1965 ate 4 de julho 1965 que foi para RJ Nº 2 Nº de ordem 1713.
embarquei para Bissau em 20 outubro 1965 fazendo parte do pelotao de morteiros 1039, cheguei a Bissau a 26 de outubro 1965.
em 25 de marco 1966 tive um acidente com uma granada, tendo ficado muito mal tratado, foi tratado no hospital da estrela em Lisboa.
procura alguem para fim de recordar o passado.

um abraço.
José Pedro Daniel”



Composição do Pelotão de Morteiros 1039 (imcompleta)

Alferes Milº        Arnaldo Francisco Carvalho
Furriel Milº         Arménio Fernandes Ponciano
Soldado               João Oliveira Pereira
Soldado               José António R. Soares
1º. Cabo              Abel Fernandes Alves Vaz
Soldado               Abilio Rodrigues Barbosa
Soldado               Eduardo Nunes Amancio
Soldado               Manuel Gonçalves da Silva
Soldado               Manuel Barbosa Coelho
Soldado               João Nunes Dias
Soldado               António Paulino
Soldado               Manuel Saraiva Migueis
Soldado               Justino dos Santos Boucinho
Soldado               Alipio Chaves Pereira
Soldado               José António Ribeiro Soares
Soldado               Olimpio C. Pereira
Soldado               António de Jesus Lapa
Soldado               Liberto C. de J. Costa
Soldado               Manuel C. M. da Silva
Soldado               Manuel F. Rodrigues
Soldado               José de S. Melo
Soldado               José C. da R. Berrnardo
Soldado               Manuel A. C. de Freitas
Soldado               Eduardo Nunes Arnaut

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

BISSASSEMA, 52 anos depois...!


"BISSASSEMA 52 ANOS DEPOIS...
Recordando... Um dia fatídico de há 52 anos
Foi há 52 anos que António Júlio Rosa, Alferes Miliciano, natural da Abrunhosa, Mangualde, e mais dois seus militares, cabo cripto Geraldino Marques Contino e soldado Victor Manuel Jesus Capitulo, da CArt. 1743, foram feitos prisioneiros, na madrugada de 3 de Fevereiro de 1968, por forças do PAIGC.
A tragédia ocorreu numa acção militar na região de Bissassema, tabanca situada na península a sul do rio Geba, em frente de Bissau. Alferes Rosa comandava uma força, composta por um pelotão de europeus e três africanos, ali instalada, no dia 31 de Janeiro, para subtrair o apoio logístico, manter a segurança afastada e impedir qualquer flagelação sobre Bissau pelo PAIGC. Num ataque violento de 250 guerrilheiros, penetraram no dispositivo e obrigaram a força portuguesa a abandorar em pânico, apressada e desornamente a tabanca para salvar a vida. A fuga foi trágica, com consequências

imprevistas, a que assisti e que, ainda hoje, está no meu subconsciente. Fazia parte da força que, saída de Tite, nessa madrugada, e que foi impotentemente em seu auxílio. Após uma tentativa fracassada de fuga do cativeiro, Alferes António Rosa e mais 25 prisioneiros portugueses, seriam libertados da prisão 'Montanha' na República da Guiné-Conakry, numa acção militar "Operação Mar Verde" pelas Forças Armadas Portuguesas, realizada em 22 de Novembro de 1970, concebida e executada pelo fuzileiro capitão-tenente Alpoim Calvão, com o apoio do Comandante Chefe e Governador da Província Portuguesa da Guiné, brigadeiro António de Spínola.
Entretanto, após a chegada a BISSÁSSEMA, verificou-se que o PAICG já havia retirado, apenas se encontravam na tabanca um pequeno número de elementos da população. Foi dada ordem para guarnecer BISSÁSSEMA a fim de proteger a população.
Mas isto não acabou por aqui, o PAICG não queria perder aquela posição estratégica e a todo custo desenvolveu ações no sentido de recuperar a tabanca. Assim, na noite do dia 4 e na madrugada do dia 5, desencadeou ações com a finalidade de experimentar e recolher informação sob o posicionamento dos militares ali instalados. E 10 minutos antes da meia-noite do mesmo dia 5 de fevereiro, uma forte flagelação, que apenas durou cerca de 25 minutos por, ao pretenderem tomar de assalto o dispositivo, sofreram baixas o que os levou a retirar. Mas no dia 9 de fevereiro, pela uma da manhã, regressaram com maior efetivo e melhor armamento, talvez comandado por Nino Vieira, com a vontade de tomar de assalto, capturar e desalojar os militares portugueses. Conseguiram abrir uma brecha no dispositivo de defesa em consequência de terem sido feridos 4 elementos de um abrigo, tendo penetrado no interior do dispositivo de defesa. Mas a forte reação das NT obrigou as forças do PAIGC a retirar com pesadas baixas, deixadas no local, abandonando grande quantidade de material de guerra e, apressadamente, transportar elevada quantidade de feridos que sofreram no ataque. Finalmente, passados cerca de 15 dias, no dia 25 de fevereiro, o PAIGC voltou a desencadear mais uma ação violenta de flagelação, agora com menor efetivo e armamento, tendo retirado, novamente, com várias baixas.
Em face do falhanço tido na efetivação da instalação de um aquartelamento e também aos resultados que se registaram no início, foi decidido abandonar a tabanca de Bissassema no dia 10 de março, procedendo-se à recolha de arroz, e ao reordenamento das populações na região a norte de Tite. Por isso, foram destruídas todas as moranças das tabancas que o PAIGC tinha aliciado na região, bem como os próprios abrigos que tínhamos construído para a defesa de Bissassema. Nunca mais lá voltámos.
Sabesse que esta intervenção, em Bissassema, foi um fracasso para ambos os lados que o PAIGC sempre ocultou no seu historial. Se pelo lado português, para além dos prisioneiros e dois desaparecidos e feridos não se conseguiu contretizar os objetivos propostos; para o lado do PAICG, o elevado números de baixas, levou a que o PAIGC sempre escondesse as suas consequências tendo, inclusivamente, ter sido considerado por alguns, como um dos maior desaires que sofreu no seu movimento de libertação da Guiné.
Passados que foram estes 52 anos, a visão dolorosa do estado dos militares em fuga para Tite, as lágrimas que corriam nas suas faces, os olhos cobertos de lama, a maioria descalços, ou mesmo nus, parecendo figuras de terror, apenas com forças para agarrarem, desesperadamente, a arma, a sua única salvação para manter a vida, em redor da morte, hoje, podemos questionar-nos: "será que valeu a pena o sacrifício e a vida destes jovens de ambos intervenientes na guerra…?"
A minha recordação vai para o Alf. Rosa entretanto já falecido e para todos os militares participantes nestas ocorrências ...
João Trabulo".
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Lembro com saudade o amigo Furriel Manuel Nunes Reis Cardoso bem como 2º. sargento Milicia Manga Colubali, ambos falecidos em combate nessa noite. Lembro ainda os companheiros que foram aprisionados nessa noite e também aqueles que tiveram de fugir para Tite para não serem mortos ou capturados e o que tanto sofreram nessa noite. Leandro Guedes.
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Um agradecimento muito sincero ao nosso Coronel Trabulo, pela homenagem aqui prestada. Bem haja. Leandro Guedes.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Parabens Carlos Pires

Enviamos um grande abraço se parabéns ao nosso companheiro Carlos Pires, pela passagem de mais um aniversário. Votos de boa saúde. 
Leandro Guedes.





sábado, 25 de janeiro de 2020

Comemorando o aniversário do Blog - 12 anos!

Caros amigos
Em 25 de Janeiro de 2008, teve inicio o nosso blog, que se veio a mostrar numa ferramenta fundamental para o nosso reencontro. Muitas foram as alegrias vividas com momentos verdadeiramente emocionantes num abraço dos amigos que há muito não se viam, e que viveram dias e noites de tormenta na Guiné, durante 23 meses.
AMIGOS NA GUERRA, AMIGOS PARA SEMPRE!
Publicamos a seguir alguns dos momentos vividos, após terem conhecimento deste Blog.
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31/12/2008
Amigos Encontrei mais dois das transmissões O Mestre - Telefonista que está em Mertola - telefone 286453164 e o Flores - Telefonista - que está por perto de Vila Franca de Xira! O Mestre convidou a malta a uma patuscada no monte lá mais para a frente depois do tempo melhorar. Também vai entrar em contacto com o Ramos que está em Beja. O Flores quer almoçar um dia destes!!!! Vamos ter mais histórias e Brevemente a do Amador que vou almoçar com ele para a semana próxima. O Flores vai escrever-vos pois "mexe" na NET. Não conhecia o nosso Sitio e agora que já conhece as vossas moradas vai entrar em contacto brevemente é uma surpresa.
Um grande Abraço para vocês Pica.
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Boa noite!!!
- do José Costa para o blog:
Meus Deus!! Quis o destino que precisamente hoje, 41 anos depois, e de tanto procurar os meus companheiros da CCS Bart 1914, nos jornais, nas revistas e anúncios vários, nunca encontrei ninguém! E hoje por um acaso encontro este blog!!!Então eu sou o Costa Op.Msgs!! Alguém se lembra de mim? Dêem-me notícias vossas... porra.
Foi com uma grande alegria que "descobri" o site k o amigo me deu a conhecer! Fui encontrar uma foto minha que até desconhecia, precisamente estou por detrás do Brig. Hélio Felgas. Do Pica Sinos do Justo, se me lembro deles meu Deus! Trabalhamos juntos desde o primeiro dia do desembarque. Eles op. Criptos e eu op.de msgs. Agora que os "descobri" quero me encontrar com essa "malta" toda. Parece que vai haver um almoço em 17 de Maio, vou estar presente.Já agora, o amigo Leandro, quem é? Não me lembro desse nome na CCS BART 1914. Vou enviar umas fotos minhas desse tempo a ver se alguém se lembra de mim?Um abraço e mto obrigado pela sua ajuda
Eh pá!! finalmente dou com vocês!!
Que grande alegria que o amigo Leandro Guedes me deu há dias, quando encontrou um anúncio meu colocado na net há muito tempo que já nem me lembro. Sempre tentei procurar em tudo o que eram anúncios de convívios, inclusivé sou sócio da Liga do núclio do Porto e na revista nunca lá encontrei nada. Mas pronto esse dia para vos dar um abraço e "por" as memórias em dia vaí chegar agora em Maio no almoço.
José Costa
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Do Justo para o Costa

Zé Costa, já estás na lista negra...mais um companheiro para alegrar o Blog.Gostei de ver estas fotos de antanho, e tanto pessoal das tms de quem não tinha fotos, mas que agora recordo as caras. O Silva que está contigo no cent. msgs era um pinta, lembra-me que ele era mesmo bom com a G3.Cheguei a dar uns tirassos com ele na carreira de tiro ao fundo da pista de aviação.Acreditem que por momentos me sinto como se ainda estivesse a viver aquele tempo, e ao ir vendo as fotos ainda maior é essa sensação, até parece que vou beber uma bazzoka ao "branco" !!...e já lá vão 41 anos !!!
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do Cavaleiro para o Costa:

Costa,

Tenho acompanhado a troca de e-mail’s entre o Costa o Pica o Justo e Guedes.

Estou muito contente por todo este desenrolar de acontecimentos. O Pica Sinos e o Justo são terríveis! Lembram-se de tudo, descobrem tudo! Continuam “os mesmos bons rapazes”. Aquelas transmissões era uma grande equipa!
Naturalmente que o Costa foi um daqueles “rapazes” que não esquecem, pela sua educação, pela sua postura, pela colaboração e amizade, razão pela qual tenho perguntado por ti junto do Pica e do Justo.
Aos poucos lá vamos “juntando” a malta das transmissões. Seria bom um dia podermo-nos encontrar todos.
Tens visto o furriel Luis? Ele se não estou errado era desses lados, não era?

Pois já estou ao corrente da tua vida. Ficaste viúvo, voltaste a casar, divorciaste-te, pescaste uma brasileira mais nova do que tu 20 anos e aí……..meu caro Costa estou mesmo a ver que falhaste redondamente! O que é que querias?!!!! E ainda por cima brasileira!
Tens uma filha e uma neta. Continuas a gerir os teus negócios…..(É mesmo em Ovar? E tu vives também em Ovar?)

Pois bem, quanto a mim, continuo casado, também tenho um filho e uma neta.
Já estou reformado. Levo uma vida bastante pacata. Vivo numa aldeia a 5 kms da cidade. Já me apercebi que gostas de viajar. Eu também. Considero um belo investimento! Mas olha que ainda não fui ao Dubai! Mas não faltarão oportunidades. Teremos tempo para falar dessas coisas!
A partir de agora vai ser mais fácil.
Se vieres a Viana não te esqueças de dar uma apitadela.
António Cavaleiro
E a partir de agora……..estás na minha lista de contactos!!
Recebe um forte e apertado abraço,

Cavaleiro
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