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Comentários surgidos no nosso Facebook:
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
Tudo tinha de ser “muito bem calculado”, por forma a ir com
a maré e regressar com a maré. Leiria Pinto comandava um grupo dividido por
duas lanchas. “Os patrões das lanchas eram peritos na zona. Sabiam exatamente
onde se encontravam os bons locais para desembarcar”, referiu.
A tragédia ocorreu numa acção militar na região de
Bissassema, tabanca situada na península a sul do rio Geba, em frente de
Bissau. Alferes Rosa comandava uma força, composta por um pelotão de europeus e
três africanos, ali instalada, no dia 31 de Janeiro, para subtrair o apoio
logístico, manter a segurança afastada e impedir qualquer flagelação sobre
Bissau pelo PAIGC. Num ataque violento de 250 guerrilheiros, penetraram no
dispositivo e obrigaram a força portuguesa a abandorar em pânico, apressada e
desornamente a tabanca para salvar a vida. A fuga foi trágica, com
consequências
Passados que foram estes 52 anos, a visão dolorosa do estado
dos militares em fuga para Tite, as lágrimas que corriam nas suas faces, os
olhos cobertos de lama, a maioria descalços, ou mesmo nus, parecendo figuras de
terror, apenas com forças para agarrarem, desesperadamente, a arma, a sua única
salvação para manter a vida, em redor da morte, hoje, podemos questionar-nos:
"será que valeu a pena o sacrifício e a vida destes jovens de ambos
intervenientes na guerra…?"
Lembro com saudade o amigo Furriel Manuel Nunes Reis Cardoso
bem como 2º. sargento Milicia Manga Colubali, ambos falecidos em combate nessa
noite. Lembro ainda os companheiros que foram aprisionados nessa noite e também
aqueles que tiveram de fugir para Tite para não serem mortos ou capturados e o que
tanto sofreram nessa noite. Leandro Guedes.