Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sábado, 16 de novembro de 2013

O "cumbite" para a passagem do ano em Tite, em Dezembro de 1967

Caros amigos
Recebemos hoje do Alfredo Alves (escriturário da sala de operações, que há muito era por nós procurado e que apareceu pela primeira vez no ultimo almoço da Figueira da Foz), recebemos, dizia eu,  3 poster que ilustram bem esse famoso dia. É o "cumbite" propriamente dito, outro com a assinatura de todos os participantes e por ultimo a ordem de serviço da sociedade "Fominha e aperta o cinto". 
Não sei se são originais, mas são certamente grandes reliquias!




E como o Alfredo não enviou qualquer texto, aproveitamos para voltar a publicar os textos que editamos há uns meses, sobre este mesmo assunto.
Um abraço ao Alfredo por mais esta boa colaboração. E um abraço ao Costa que foi quem primeiro lembrou esta farra...

"Meus amigos:
Do "baú" do José Costa aqui vão belas recordações que ele amavelmente trouxe à nossa memória.
Para informação leia-se Convite = Cumbite, é a pronuncia do norte e dos naturais da Guiné também...
Sabes que eu acho que estás enganado, não eram rojões em azeite mas sim rojões em banha de porco. 
Mais tarde fiz este mesmo petisco em minha casa e lembrei emocionado, tantos destes momentos!
Para ti um abraço de todos nós.
Bem hajas!
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""Oiii camaradas!!! Alguém se recorda deste dia, que foi a primeira passagem de ano longe da nossa família?

A Comemoração foi na arrecadação do Palma! Juntamos as goluseimas que entretanto nos haviam mandado, e fizemos uma farra. Lembro que eu levei uma lata que me haviam enviado daqui em Agosto ou Setembro desse ano de 1967 com rojões em azeite. Guardei-a para um dia especial. E esse foi o dia. Acontece que ao abrir, cheirava mal ou seja: a ranço! Eu sei que não comi, mas a lata ficou vazia!! Lembro que nessa noite houve grandes bebedeiras entre nós. Estou a recordar-me dum amigalhaço que não recordo o nome o Alf. ? (Gordinho) salvo erro da manutenção.

Um abraço para todos e um bfs
 Costa ""
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do Pica Sinos:
Ó Guedes
Este doc. "Cumbite" que o Costa nos mandou está um espectáculo.
Não só pela recordação mas também no que ele contém de história e de graça.
Lá vem a malta do costume, bem visível as assinaturas. Jorge Costa, Sopinha, José Justo, Pica Sinos, Fernando Botas, Leandro Guedes, António Cavaleiro entre outros.
Ó Guedes este documento é digno de publicação no Blog.
Costa manda mais rapaz
Um Abraço
Pica Sinos
_________________ 
do José Costa:
Bom dia!!!
Então gostaram do "CUMBITE" pois essas assinaturas eram dos presentes "convivas" desse dia que recordo ainda muitas vezes, principalmente todos os fins de ano. Porque se bem se lembram, no ano seguinte, com a euforia de virmos embora não houve nada.

Visitei o Blog, e estou muito comovido, com vcs. Acho que vcs estão apaparicando demais este "gajo". A sério gostei do que li e vi e estou muito agradecido.

Tenho mais algumas recordações no "bau" para compartilhar mas... mais devagar para fazer render o peixe.

Um bfs a todos
Zé Costa
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do Cavaleiro:
Pois é malta! O Costa antecipou-se! Sabem que eu tenho o original do “Cumbite”!
Recordo-me perfeitamente da sua “feitura”. É evidente que foi feito no CC. Por quem? Só podia ter sido pelo Justo, Pica e Cavaleiro!
Já ando para comprar uma “multifunções” há séculos! Mas isto vai uma crise!!!!! Tem sido mesmo desleixo! É que tenho mais algum material que certamente gostarão. Prometo que um dia destes vou p’ra porta da igreja pedir umas esmolas e vou comprar a dita cuja!!

Bom fim de semana e um abração para todos.
Cavaleiro"

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Almoço de cozido


Caros amigos, o nosso capitão Paraiso Pinto, está a organizar um almoço de cozido à portuguesa, 

no Café Central, um simpático restaurante na aldeia de Serreira, Póvoa da Galega.

Será no dia 28 de Novembro, uma quinta-feira.
O preço é barato.
Quem quiser e puder comparecer, pode ligar para 

o nosso capitão - 21 41 02 807
ou para Leandro Guedes - 931 620 336

Um abraço.
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Raul PSinos

Tenho pena mas neste país tem que haver alguem que trabalhe.
A minha patroa e as netas só me dão folga aos sabados e não são todos
Além disso tendo em conta os cortes dos imbecis que estão no governo
sou obrigado a fazer "dieta".
Bom apetite camaradas
Raul PSinos

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José Costa

Espero que os “camaradas” se encontrem bem!
Todas as quintas-feiras eu tenho um almoço pré-marcado com um grupo de amigos (entre as 16/21 presenças)sempre em restaurantes diferentes, embora repetimos em alguns que nos merecem. Nesse dia, pela “escala” pré-definida calha-me a mim marcar o local. No entanto na próxima quinta-feira vou conversar com a rapaziada para trocar o “marcador”. Depois volto ao vosso contacto, mas gostaria muito de me encontrar com a malta de Tite. Aguardem.
Bom final de semana
Abraço
Costa
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Luis Dias
Muito eu gostaria de estar aí convosco... mas, como bem diz o Raul PSinos, 'os imbecis que estão no governo' deram conta duma parte substantiva do que nos toca! 
Assim, de momento, nada feito. Bom almoço para os que aí estão. E até um dia! 
Abraço do Luís Manuel Dias.

Uma carta da avó para o neto! (será do Hipólito???)



Querido neto,
Outro dia tive uma experiência maravilhosa, que quero partilhar com você.
Fui À livraria cristã e ali encontrei um adesivo para o carro que dizia:
" Se ama a Deus, toque a buzina"

Como tinha tido um dia bastante difícil, decidi comprar e colar no párachoque do meu carro.
Ao sair, na hora do engarrafamento, a uma temperatura de 37 graus, cheguei a um cruzamento muito complicado, com muitos veículos.
Fiquei ali parada,  porque a luz estava vermelha, pensando no Senhor e nas coisas boas que dele tenho recebido.

Não percebi que a luz tinha ficado verde, mas descobri que há muitos que amam o Senhor, porque imediatamente começaram a buzinar ... Foi maravilhoso!

A pessoa que estava atrás de mim era, com certeza, muitíssimo religiosa, porque tocava a buzina insistentemente e gritava:
"Pelo amor de deus!" - Incentivados por ele, todos começaram a buzinar também. Eu lhes sorri e saudava com a mão pela janela, totalmente emocionada
Vi que outro rapaz me acenava de uma maneira muito especial levantando só o dedo médio da mão.
Perguntei ao Beto, seu primo, que estava comigo, o que queria dizer aquele aceno.
Ele me respondeu que era uma "saudação hawaiana", de boa sorte!
Então, comecei a saudar a todos da mesma maneira.
O Beto estava muito feliz, rindo muito, imagino que pela bela experiência religiosa que estava vivendo.
Dois homens desceram de um carro e começaram a andar em nossa direção, acho que para rezar comigo, para me perguntar que igreja frequento, mas foi neste momento que vi que a luz estava verde.
Então, saudei a todos meus irmãos e irmãs e cruzei o semáforo.
Logo percebi que o único carro que havia passado era o meu, já que a luz voltou a ficar vermelha.
Me senti triste de deixá-los ali, depois de tanto amor que havíamos partilhado.
Então parei, desci do carro e saudei a todos com a "saudação havaiana" pela última vez e me fui.
Agradeço a Deus por mais esta experiência maravilhosa que tive com todos esses bons homens e mulheres;

Beijos da sua avó.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Portugal dos Pequeninos

Ao passar este fim de semana pelo Portugal dos Pequeninos, encontrei esta "homenagem" à Guiné. 
Aqui transcrevo algumas das fotos.
















segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Parabens ao Arrabaça



Mais um companheiro a fazer anos este mês - o Arrabaça.
Para ti amigo, um forte abraço de parabéns, dos teus companheiros com votos de boa saúde.
LG.
____________________ 
 Joaquim Cosme disse...
Não sei quem é o Arrabaça. Mas pelo facto de ser amigo do Leandro eu também lhe mando parabéns.
Joaquim Cosme

Blogger leandro guedes disse...
Amigo Cosme
Muito obrigado pelos parabens, em nome do Arrabaça.
O Arrabaça é um ex-furriel, lá dos lados do Entroncamento e que media em Tite cerca de 1,50 mt. de altura. 
Agora com a velhice mirrou um pouco mais.
Mas é engraçado que as gentes de Tite, chamavam-lhe o "furriel curto", dada a sua baixa estatura.
Era pequenino mas bravo e dançarino...

domingo, 10 de novembro de 2013

Alferes Rosa da CART 1743 - um dos camaradas feito prisioneiro em Bissássema!



Caros Companheiros
Mais um ano se passou sobre o desastre de Bissassema, que como sabem ocorreu na madrugada de 3 de Fevereiro de 1968.
Dirão alguns, para quê estar a reviver tudo o que se passou.?
É verdade, mas também é verdade que não podemos deixar de lembrar aqueles companheiros que heroicamente morreram nessa noite ou foram feitos prisioneiros, comendo o pão que o diabo amassou.
Não querendo alongar-me e tendo como unica intenção não deixar passar em claro tão triste data, vou transcrever aqui a "Introdução" ao livro "Memórias de um Prisioneiro de Guerra", escrito pelo Alferes António Júlio Rosa, da CART 1743, que aconselho vivamente a lerem, os que ainda não o fizeram, edição do "Campo das Letras":

"INTRODUÇÃO
Os motivos que me levaram a escrever este livro foram, acima de tudo, transmitir as experiências e os factos vividos durante a minha juventude e, em particular, o sofrimento duma guerra colonial de má memória.
Foram momentos notóriamente dificeis que, muitas vezes, revivo quando encontro velhos amigos, ou me encontro só, ou mesmo antes de adormecer.  
Não afirmo que, ao escrever este livro, esteja a recordar alguma faceta ambicionada da minha vida, já que foram quatro anos dum viver acabrunhado pelo desespero de não mais ser lembrado por quem me levara a uma guerra que nunca desejei. É um livro que escrevo a partir do que a memória guardou para dá-lo a conhecer aos meus contemporâneos e vindouros.
Esta decisão não me foi fácil de tomar. Várias vezes ponderei, pois sei que, ao concretizá-la, reviverei momentos muito dramáticos. Todavia, estou decidido a "carregar" as minhas memórias indo assim ao encontro dos anseios de muitos familiares e amigos.
Os factos que vou apresentar reportam-se ao período compreendido entre Janeiro de 1967 e o final de Dezembro de 1970. São relatos baseados na memória, mas tentarei ser o mais preciso possivel.
Em Memórias de um Prisioneiro de Guerra quero, sobretudo, transmitir à juventude o modo de pensar e sentir dum jovem de vinte anos, que após concluir o curso liceal se viu obrigado a cumprir o serviço militar, para poder encontrar um trabalho digno e uma vida futura minimamente estável.
Aconteceu imensas vezes, desde essa época até ao tempo presente, encontrar familiares e amigos a pedirem-me para contar como tudo aconteceu. Só ficaram a saber alguns pormenores e, por vezes, nem acreditavam em mim quando lhes afirmava que isso levaria muito tempo a narrar. Se, por acaso, lerem este livro, chegarão à conclusão que eu tinha razão, pois, como poderão verificar, há imensas atribulações dessa época para relatar.
Ao escrever, o meu estado de espirito foi passando pelas diferentes situações anteriormente vividas: angústias, tristeza, nervosismo, incerteza, rancor, medo e alegria por ter sobrevivido e cumprido, dignamente, a minha função de cidadão!...

António Júlio Rosa"



Desaparecido em combate nesta noite:

- Furriel Mil. Manuel Nunes Reis Cardoso - Pelot. Morteiros 1208

- Soldado Milicia Manga Colubali, da CMIL 7


Capturados pelo IN, nesta noite, todos da CART 1743:
- Alferes Mil. António Júlio Rosa
- 1º. Cabo Geraldino Marques Contino
- Soldado Victor Manuel Jesus Capítulo
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Caros amigos e visitantes
Continuamos a publicar textos anteriormente editados neste blog, alusivos ao triste desastre de Bissassema, desta vez com um texto escrito por um dos prisioneiros dessa noite -o Alferes Rosa, da CART 1743.
LG.

sábado, 9 de novembro de 2013

Parabens ao Jorge Claro





Para o Claro o nosso abraço de parabens, com votos de boa saúde.
e um dia bem passado junto da sua familia.

A FOME DE UNS É A FOME DE TODOS!


"A fome de uns é a fome de todos"

«Passei o mês de Agosto a ir ao hospital todos os dias. E em cada um desses dias veio um enfermeiro ou auxiliar ter comigo à porta do refeitório para lembrar-me que eu não podia entrar ali. Eu ia de braço dado com o meu pai e só queria garantir que ele chegava inteiro à cadeira, e preparar-lhe a comida, como se faz com as crianças, tirar as espinhas do peixe, descascar-lhe a laranja. Com bons modos, mas sem deixar margem para protestos ou pedidos especiais, apareceu sempre alguém para mandar-me sair porque só os doentes podem entrar no refeitório, as visitas estão proibidas de fazê-lo. A proibição justifica-se por razões de organização interna, espaço, ruído, etc. A razão principal só se sabe ao fim de alguns dias a passear pelos corredores: enquanto puderam entrar no refeitório, era frequente as visitas comerem as refeições destinadas aos doentes. Sentavam-se ao lado dos pais, avós, irmãos, maridos ou mulheres e iam debicando do seu prato, ou ficando com a parte de leão.
À minha ingénua indignação inicial, seguiram-se muitas histórias de miséria que ajudam a explicar como se pode chegar aí. Só quem, como eu, nunca a passou, demora a entender que a fome pode roubar tudo a um ser humano. Rouba-lhe a solidariedade até com os do seu sangue, a dignidade, o respeito, tudo aquilo que o faz ser gente. E pelo retrato que vi nesse hospital público do Porto, há fome nos nossos hospitais. Doentes que pedem ao companheiro do lado o pão que lhe sobrou, a laranja que não lhe apeteceu comer, a sopa que deixou a meio. Há quem diga que prefere comer um pão simples, ao lanche, para esconder na fímbria do lençol o pacote da manteiga ou da compota para mandar para os catraios lá de casa. Há quem não anseie pelo dia da alta porque, pelo menos ali, come as refeições todas. Há quem vá de mansinho à copa perguntar se dos outros tabuleiros sobrou alguma coisa que lhe possam dispensar.
Fica-se com um nó na garganta com tudo o que se vê e vira-se a cara para o lado com vergonha. Vergonha por ser parte disto, por não ter gritado o suficiente, por não ter sido parte da mudança que se reclama há tanto.
E depois estão os caixotes de lixo remexidos pela noite fora, as filas para as carrinhas de distribuição de alimentos, o passeio do albergue cheio de gente, gente que vagueia como sonâmbula, que discute por uma moeda de vinte cêntimos ou por um portal onde dormir. E estão – a nossa maior vergonha – as cantinas escolares que têm de abrir nas férias para garantir a única refeição diária de tantas crianças, as mesmas cantinas que sabemos que estarão encerradas à hora do jantar.
A fome reduz-nos à biologia, despoja-nos de qualquer ideal, impede-nos de dizer não ou de levantar um dedo acusatório, e será pela fome que, como num passado não tão remoto assim, procurarão dominar-nos.
Quando se fazem campanhas eleitorais distribuindo benesses sob a forma de electrodomésticos, medicamentos que a miserável reforma de um velho não pode comprar, ou mandando matar porcos para apaziguar a fome nos bairros sociais, o que aparece mascarado de acção solidária não é mais do que a manipulação despudorada da necessidade alheia, necessidade a que, aliás, estas pessoas foram sendo condenadas, por décadas de injustiça social, corrupção, gestão ruinosa, e todos os etcs. que conhecemos demasiado bem mas a que nem por isso somos capazes de pôr fim.
E se nos distrairmos ainda acabamos a apontar o dedo aos excluídos, a fazer contas ao rendimento mínimo do vizinho, a aplaudir o corte no salário, na pensão, no subsídio, como se a igualdade se fizesse rebaixando, como se a solução fosse difundir a miséria em vez de democratizar as condições para uma vida digna.
Confesso que sinto o imperativo moral de pagar uma refeição a quem ma pede, mas tenho dificuldades em lidar com essa pessoa. Porque quero que fique claro que a relação entre nós, se se pode chamar relação, apenas deve ser de respeito mútuo e, sendo certo que em qualquer momento futuro as nossas imposições podem inverter-se, temos, um para com o outro, a mesma obrigação. Mas sinto-me sempre desconfortável com a mendicidade do outro, com a sua posição de aparente debilidade, com a minha ilusória superioridade. A fome de uns é a fome de todos e já é hora de a sentirmos assim, mesmo que não nos aperte o estômago, mesmo que não nos roube a nossa dignidade.» 
Carla Romualdo.
(enviado pelo Pica Sinos)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Parabens ao Zé Manel!


Ao nosso companheiro José Manuel Santos (Alcantara), enviamos um forte abraço de parabens, neste dia do seu aniversário.
Que tenhas um bom dia passado junto dos teus, com saúde e alegria.
LG.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O VICTOR BARROS FOI AO ENCONTRO DO PEDRO, NA BATALHA!




AMIGO GUEDES
COMO VI NO NOSSO BLOG A DESLOCAÇÃO A FÁTIMA DO LAR DE IDOSOS ONDE SE ENCONTRA O NOSSO AMIGO PEDRO, RESOLVI IR AO ENCONTRO DELES NA BATALHA.
 DEI UM ABRAÇO AO PEDRO E AO SR SOTERO TIREI DUAS FOTOS COM ELES.
 ESTOU TE ENVIANDO PARA SE POSSÍVEL METERES NO NOSSO BLOG.
 UM GRANDE ABRAÇO AMIGO.

VICTOR BARROS.
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Não me foi possível ir ter com eles, mas telefonei no dia 4 à noite e falei com o Sr. Sotero, que andava na compra de "recuerdos".
Não falei com o Pedro porque tinha ficado no Hotel a descansar, porque a vida de turista não é fácil...
Um abraço.
LG.

A brôa dos velhos

"A broa dos velhos
 Por Alberto Pinto Nogueira

A República vive da mendicidade. É crónico. Alexandre de Gusmão, filósofo, diplomata e conselheiro de D. João V, acentuava que, depois de D. Manuel, o país era sustentado por estrangeiros.
Era o Séc. XVIII. A monarquia reinava com sumptuosidades, luxos e luxúrias.

A rondar o Séc. XX, Antero de Quental, poeta e filósofo, acordava em que Portugal se desmoronava desde o Séc. XVII. Era pedinte do exterior.

A Corte, sempre a sacar os cofres públicos, ia metendo vales para nutrir nobrezas, caçadas, festanças e por aí fora….

Uma vez mais, entrou em bancarrota. Declarou falência em 1892.

A I República herdou uma terra falida. Incumbiu-se de se autodestruir. Com lutas fratricidas e partidárias. Em muito poucos anos, desbaratou os grandes princípios democráticos e republicanos que a inspiraram.

O período posterior, de autoritarismo, traduziu uma razia deletéria sobre a Nação. Geriu a coisa pública por e a favor de elites com um só pensamento: o Estado sou eu. Retrocedia-se ao poder absoluto. A pobreza e miséria dissimulavam-se no Fado, Futebol e Fátima.

As liberdades públicas foram extintas. O Pensamento foi abolido. Triturado.

O Povo sofria a repressão e a guerra. O governo durou 40 anos! Com votos de vivos e de mortos.

A II República recuperou os princípios fundamentais de 1910, massacrados em 1928.

Superou muitos percalços, abusos e algumas atrocidades.

Acreditou-se em 1974, com o reforço constitucional de 1976, que se faria Justiça ao Povo.

Ingenuidade, logro e engano.

Os partidos políticos logo capturaram o Estado, as autarquias, as empresas públicas.

Nada aprenderam com a História. Ignoram-na. Desprezam-na.

Penhoraram a Nação. Com desvarios e desmandos. Obras faraónicas, estádios de futebol, auto-estradas pleonásticas, institutos públicos sobrepostos e inúteis, fundações público-privadas para gáudio de senadores, cartões de crédito de plafond ilimitado, etc. Delírio, esquizofrenia esbanjadora.

O país faliu de novo em 1983. Reincidiu em 2011.      

O governo arrasa tudo. Governa para a troika e obscuros mercados. Sustenta bancos. Outros negócios escuros. São o seu catecismo ideológico e político.

Ao seu Povo reservou a austeridade. Só impostos e rombos nas reformas.

As palavras "Povo” e “Cidadão” foram exterminadas do seu léxico.

Há direitos e contratos com bancos, swaps, parcerias. Sacrossantos.

Outros, (com trabalhadores e velhos) mais que estabelecidos há dezenas de anos, cobertos pela Constituição e pela Lei, se lhe não servem propósitos, o governo inconstitucionaliza aquela e ilegaliza esta. Leis vigentes são as que, a cada momento, acaricia. Hoje umas, amanhã outras sobre a mesma matéria. Revoga as primeiras, cozinha as segundas a seu agrado e bel- prazer.

É um fora de lei.

Renegava a Constituição da República que jurou cumprir. Em 2011, encomendou a um ex-banqueiro a sua revisão. Hoje, absolve-a mas condena os juízes que, sem senso, a não interpretam a seu jeito!!!

Os empregados da troika mandam serrar as reformas e pensões. O servo cumpre.

Mete a faca na broa dos velhos.

Hoje 10, amanhã 15, depois 20%.

Até à côdea. Velhos são velhos. Desossem-se. Já estão descarnados. Em 2014, de corte em corte (ou de facada em facada?), organizará e subsidiará, com o Orçamento do Estado, o seu funeral colectivo.

De que serviu aos velhos o governo? E seu memorando?

Alberto Pinto Nogueira é Procurador-Geral – Adjunto"
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com a devida vénia ao seu autor, ousamos publicar este esclarecedor e eloquente texto sobre "os velhos", enviado pelo Jorge Claro.

domingo, 3 de novembro de 2013

As Batalhas de Bissássema - conclusão - pelo Pica Sinos

AS BATALHAS DE BISSÁSSEMA 5/5 conclusão

--> --> Entre o dia 10 e o dia 21, não tenho na memória, por desconhecimento, do que se passou sobretudo em Tite ao nível do comando do Batalhão. É do conhecimento geral que no dia 22 de Fevereiro de 1968, o comandante do Batalhão em exercício, foi substituído por outro (Ten. Cor. Hélio Felgas), facto que teve forte implicação na situação das NT em BissássemaCom efeito, no dia 23 desse mesmo mês, o novo comandante visitou Bissássema, inteirou-se da situação e viu o estado do pessoal. As NT estavam arrasadas, de cansaço, fome e doença. Em 10 de Março de 1968, com a operação “Arroz Limpo” resolveu acabar com a posição de Bissássema, destruir todas as tabancas da região, respectivamente Bissássema de Cima, Bissássema de Baixo, Nhala de Cima, Nhala de Baixo, Bunausse, Flaque Nabal, Flora e Flaque Intela. Recuperando a população e meios de vida, tudo seria transportado para Tite e tabancas vizinhas, controladas pelas NT. A população do Ilhéu do Mancebo foi recolhida em lanchas da Marinha e levada para Bolama a pedido desta mesma população.
-->
No dia 24 de Fevereiro de 1968, o dispositivo começou a ser encurtado. Isso representou a destruição de moranças e de abrigos, construção de outros, desembaraçamento de campos de tiro. Mas o IN não desistia e, cerca das 23,00 horas, um grupo estimado em 100 elementos, flagela, de longe, as NT durante 30 minutos, sendo repelido com um elevado número de baixas.

Em conclusão dizer que fico na duvida se, a Operação “Velha Guarda”, foi apenas executada pelos motivos citados, ou também no intuito da segurança territorial, sabendo-se, da visita do Presidente da República à Guiné-Bissau, no dia 2 de Fevereiro de 1968.
Pica Sinos
 Fotos passadas para desenho Do Google
E arquivo do Jordão Justo
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Apesar deste ser o ultimo texto do Pica Sinos sobre o desastre de Bissassema, vamos continuar a publicar textos de outros camaradas sobre este tema, por ele iniciado.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O Centro Social dos Montes Altos, vai a Fátima

 
O Centro Social dos Montes altos, vai realizar nos dias 4 e 5 de Novembro um passeio a Fatima, com os seus utentes, sócios, funcionários e amigos.
Vamos pelas 8:30, até Évora, Grutas de Mira de Aire e Fátima onde pernoitamos no Hotel Santo António, graças a amizade que nos une aos donos daquele Hotel.

Cumpridas as promessas, voltamos dia 5 depois de almoço (todas as refeições serão servidas no Hotel) regressamos pela Batalha, Tomar onde visitaremos o convento de Cristo e depois voltamos ao Lar e ao Monte.
Diogo Sotero.

O Hipólito e o Mestre


Da ultima vez que se encontraram, perguntou o Hipólito ao Mestre:
- Oh pá, como se chamam os habitantes de Beja?

 Após algum silêncio, o Mestre responde:
 - Porra! Todos, todos, nã se !

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

VAMOS DIVULGAR ESTA IDEIA? - ao ponto que chegou este triste País...


“Cafés suspensos"

Entramos num pequeno café na Bélgica com um amigo meu e fizemos o nosso pedido. Enquanto estamos a aproximar-nos da nossa mesa duas pessoas chegam e vão para o balcão:
- "Cinco cafés, por favor. Dois deles para nós e três suspensos."

Eles pagaram a sua conta, pegaram em dois e saíram.

Perguntei ao meu amigo:
- "O que são esses cafés suspensos?"

O meu amigo respondeu-me:
- "Espera e vais ver."

Algumas pessoas mais entraram. Duas meninas pediram um café cada, pagaram e foram embora. A ordem seguinte foi para sete cafés e foi feita por três advogados - três para eles e quatro "suspensos". Enquanto eu ainda me pergunto qual é o significado dos "suspensos" eles saem. De repente, um homem vestido com roupas gastas que parece um mendigo chega na porta e pede cordialmente:

- "Você tem um café suspenso?"

Resumindo, as pessoas pagam com antecedência um café que servirá para quem não pode pagar uma bebida quente. Esta tradição começou em Nápoles, mas espalhou-se por todo o mundo e em alguns lugares é possível encomendar não só cafés "suspensos" mas também um sanduíche ou refeição inteira.

Partilhem no sentido de divulgar esta linda ideia.

enviado por: ajsira@gmail.com

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Bissássema - mais uma nota do Marinho


Olá Guedes


Espero que tu e a tua família estejam bem.


 Em relação a saber dar-te mais informações sobre Bissam. é difícil lembro-me que logo na primeira noite de ataque e onde foram capturados os nossos companheiros não houve nada de especial senão a saída dos restantes companheiros da outra companhia que estava em Tite e alguns dos colegas dos morteiros, sei que ainda foi recuperado um morteiro e um lança roquetes, sei que nesse dia não tive parte activa só depois quando se voltou a instalar os nossos companheiros na localidade é que eu ntive parte activa com o que me era mandado levar para Bissam. Se nunca se lembra o Contige  foi obrigado a trabalhar na segunda ou terceira noite para eu levar no seguinte ou terceiro dia pão para os companheiros que estavam  instalados em Bissam. Lembro-me que houve alguns companheiros que também quiseram ir na coluna ms não foram autorizados pelo Comandante, os primeiros soldados que chegaram a Tite depois do ataque foi o 500 e Bunka que foi o primeiro IN em Tite e que deu o primeiro tiro contra o chefe de posto na localidade mais tarde arrependeu-se e entregou-se a nós foi ele que quis dar um tiro no com. Relvas e no major quando chegaram depois de voltarem derrotados em Bisam. Eles quando atacaram aas nossas tropas não vieram do exterior, eles estavam todos dentro das tabancas pois o Relvas não deixou que se abrissem as tabancas para os locais voltarem. Mesmo assim quando voltamos para Tite numa das vezes que fui, trouxemos a volta de 20 e tal vacas.


Espero que algo não me esteja a faltar mas sei se não me falta a memória que com mais algum tempo eu me lembre de mais.


Não sou herói mas contribuí
Carlos Marinho / ex-cabo de reabastecimentos.

domingo, 27 de outubro de 2013

Batalhas de Bissássema - 4/5 - pelo Pica Sinos


AS BATALHAS DE BISSÁSSEMA 4/5 (continuação)

 MANTINHA-SE A FALTA DE MUITO, MENOS A FALTA DA VONTADE EM COMBATER

Finalmente, os reabastecimentos começaram a aparecer em Bissássema todos os dias, mas deficientemente. Por vezes a quantidade era pouca. Os apetrechos foram surgindo a “conta-gotas” e a situação alimentar foi melhorando. Grave, continuava a ser o problema da água, a pouca existente, à falta de panelas, aproveitavam-se as partes metálicas dos cunhetes dos cartuchos 7,62 mm. As diarreias eram gerais, continuando as tropas sem médico e sem medicamentos.Os trabalhos de organização do terreno continuavam no perímetro, considerado ainda muito grande, com abrigos distantes entre si de 150/200 metros. A criação de campos de tiro eficazes, só era possível arrasando algumas moranças, acção que o comandante do Batalhão proibiu determinantemente. Acrescia às dificuldades a falta de luz, de rede radiotelefónica e de arame farpado. A ligação entre as Companhias operacionais era feita por estafetas.O IN não desiste de ocupar a posição em Bissássema e por volta das 01,00 horas ataca novamente em força servindo-se de canhões sem recuo, lança granadas foguete, morteiros 82 mm e de 60 mm, metralhadoras pesadas e ligeiras. As NT respondiam ao fogo com energia e serenidade heróica. Com o escassear das munições, a ordem era para atirar a alvos definidos. Para defesa das NT muito contribuiu o tiro certeiro do Morteiro 81mm dirigido pelo comandante de uma Companhia operacional. Na refrega o IN havia rompido, por rebentamento por uma granada do lança foguetes, um posto de defesa das NT que ferindo todos os ocupantes, rastejando, o abandonam. Um outro foi abandonado por falta de munições. Postos posteriormente recuperados dada a bravura de meia dúzia de homens que, debaixo de fogo, repulsam o IN e conseguem, ainda, recuperar 2 espingardas G-3 que o inimigo levava.Em determinada altura incendiaram-se algumas moranças, iluminando a área pelas labaredas, o que permitiu às NT ajustar o tiro. Ao cabo de quase uma hora de rijo combate, a luta cessou. Na batida nas áreas da mais intensa luta, foram encontrados no terreno 18 cadáveres IN, vestígios de muitos mais mortos e feridos e bastante material bélico deixados para trás. As NT tiveram alguns feridos evacuados ao nascer do sol. O dia 9 de Fevereiro de 1968 não teve mais nada a assinalar a não ser o remuniciamento que chegou pelas 21,00 para eventuais novos ataques.

Continua
Pica Sinos

sábado, 26 de outubro de 2013

Logo à noite muda a hora...


Não esqueças. - atraza o relógio uma hora, à hora que te apetecer, sempre terás o prazer de ser vilipendiado (com vileza...) na tua reforma, uma hora mais tarde...
Abraços.

Faleceu António Mourão

 
Faleceu com 78 anos, mais um cantor da nossa juventude - António Mourão.
Aqui deixamos um dos seus maiores exitos, do tempo da nossa passagem pela Guiné.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Museu da Guerra Colonial - V.N. Famalicão


 
Voltamos a lembrar este importante marco da guerra de África - o Museu da Guerra Colonial, em V.N.Famalicão.
Transcrevemos de seguida o texto que se encontra no site próprio do Museu:
 


 
"A história do Museu da Guerra Colonial começou a desenhar-se durante o ano lectivo de 1989/90, quando trinta alunos oriundos de várias freguesias dos concelhos de Vila Nova de Famalicão, Barcelos e Braga participaram num projecto pedagógico-didático conjunto a que chamaram "Guerra Colonial, uma história por contar".

Através da metodologia da história contada oralmente, os alunos recolheram o espólio dos combatentes das suas áreas de residência. Surgiram então vários documentos como processos de morte e de ferido, correspondência, diários de companhia, diários pessoais, diários de acção social e psicológica, relatos e processos confidenciais, objectos de arte, fotografias, bibliografias, objectos religiosos, fardamento e armamento, enfim um manancial de fontes que permitiu, entre outras coisas, organizar uma exposição e nela reconstruir o "itinerário" do combatente português na guerra colonial.

Em 1992, iniciou-se um trabalho de colaboração com a Delegação da Associação dos Deficientes das Forças Armadas de Vila Nova de Famalicão, em que foram efectuados novos estudos regionais com base nos arquivos e membros desta instituição, bem como foi ampliada a exposição com a integração de novos estudos e materiais. Como resultado desta colaboração, a exposição percorreu vários eventos culturais e várias localidades.

Finalmente, em Maio de 1998, foi celebrado um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Delegação da ADFA de Famalicão e Externato D. Henrique de Ruilhe de Braga, que serviu de acto solene e formal para a criação do Museu da Guerra Colonial.

O Museu rege-se pela recolha, preservação e divulgação de fontes e estudos, reformulação técnica da exposição permanente, constituição de um centro documental e o alargamento de novos estudos na região."