Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Parabens ao Pica


Hoje o Pica faz 67 anos. (afinal, 66...)
Para  ti companheiro, este poema de Fernando Pessoa.
Parabens e um abraço do corpo redatorial deste blog.

Três coisas...
De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto devemos:
Fazer da interrupção, um caminho novo,
Da queda, um passo de dança,
Do medo, uma escada,
Do sonho, uma ponte,
Da procura, um encontro.

Fernando Pessoa
___________________________
Agradeço profundamente a atenção e a amizade que os camaradas me têm dispensado. A Todos um meu grande abraço fraterno. Só uma correcção eu hoje faço 66 e não 67 anos, mas não me importo que tenham o mesmo engano a aumentar mais um quando fizer 99 é sinal que ainda mecho. Aqulele abraço
Pica Sinos
___________________

A certeza do reconhecimento e admiração dos ex-combatentes em Tite - Guiné, pelo que, em prole da amizade que nos une, tens feito.
Parabéns e muita saúde, com um forte abraço.
Hipólito


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Raulão
"Amigos na Guerra Amigos para Sempre"
Mais cinquenta em cima dos que já tens para aproveitares nos petichiers...
Melhor que palavras minhas, são estas que te dedico.


Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Felicidades aos milhões para ti e para os que te são queridos
José Justo.
______________________

Apesar da correria do dia a dia, não poderia deixar passar… agora mesmo para te dizer que a Guiné fez bons amigos e como tu são eternos!
Sejas feliz… Parabéns e dá cá um abraço!

José Costa

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pedido de divulgação do Cavaleiro

Vai haver no próximo dia 18 de Dezembro,  que é um domingo, um concerto na fundação Gulbenkian, onde os músicos foram pessoas retiradas do mundo da rua, tendo-se formado uma orquestra com aqueles que mostraram apetência para o mundo da música.

A fundação Gulbenkian oferece os bilhetes a todos aqueles que queiram dar o seu  calor humano e o seu incentivo aplaudindo esta orquestra que nos brindará com música clássica e não só, no edifício da Gulbenkian que fica na Praça de Espanha.
 Os bilhetes são oferecidos pela Gulbenkian , basta pedir os respectivos bilhetes de ingresso.
Como podem compreender, quantos mais formos melhor para se conseguir encher o espaço.
Esta  nobre causa terá de ser apoiada por todos nós, comparecendo no espectáculo.
Divulguem esta notícia por favor
Cavaleiro

Boas Festas, do Marinho

Caros Companheiros
UM BOM E FELIZ NATAL A TODOS OS MEUS AMIGOS COM MUITA PAZ AMOR E ALEGRIA

UM ABRAÇO
Marinho

Vale a pena ouvir - enviado pelo Raul Soares

A GARE DO ORIENTE É A ESTAÇÃO DO METRO PARA A PARTE NOVA DE LISBOA, ORIENTAL, QUE FOI CONSTRUÍDA PARA ABRIGAR A FEIRA MUNDIAL DE 1998. É TAMBÉM ESTAÇÃO DE COMBOIO E CENTRAL DE AUTROCARROS.
UM DIA DESTES ACONTECEU O QUE PODEM VER NO SITE DO YOUTU.BE QUE SEGUE ABAIXO. CLIQUE NELE E DIVIRTA-SE.





Raul Soares

Feliz Natal, do Raul Soares


Para vós e família, BOAS FESTAS  e que o novo ANO, nos traga mais paz, amor, saúde e algum para gastos.
 Graça e Raul

Feliz Natal. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Parabens ao Guedes

Grande Guedes
            Não penses que estás esquecido amigo...só que não se conseguiu incluir no blog esta surpresa no dia dos teus 37 anitos....
            Nunca é tarde para lembrar o quanto tens feito pelo nosso Blog, e tudo o que de nós partir nunca será demais para te lembrar que "ESTÀS CÁ DENTRO" no coração de todos nós.
            Dos amigos: Pica, Hipólito, Costa e eu, o nosso apreço e admiração e um abração assim como que do tamanho da crise!!!!!
            Tem um dia feliz para ti com todos os que te são queridos e montes de abraços.
            Justo e corpo redatorial
_______________________
Eh pá! Ficou o máximo!!
Vou já oferecer-me para seu "mandatário" a nível nacional, sempre arranjarei
um "tacho" logo após ele ser eleito eheheheheheh!!!
Bom fim de semana para nós!
Abraço
Costa
______________________
Companheiro Guedes.
Espero que tenhas passado um dia razoavel porque,com este frio não se pode pedir mais que tenhas um resto de dia em paz e que para o ano te possa mandar as minhas felicitações por mais um ano de vida,com saude.
Um forte abraço e tudo de bom.
zé manuel.

_______________________

                       BOM DIA!
 Grande Leandro, peço desculpa em te dar os parabéns atrasados, mas só hoje fui ao blog, e li que fizeste anos na 6ª Feira,mas nunca é tarde para se homenagear os velhos companheiros.                        Espero que esteja tudo bem com a tua linda familia, que a minha está bem.                            Antigamente o Pica mandava mensagem a lembrar quem fazia anos agora deixou de o fazer.
UM GRANDE ABRAÇO e que para o ano te volte a dar os
 PARABENS
José Carlos Marinho
_______________________
Muito obrigado amigos e companheiros, àqueles que telefonaram, aos que mandaram mensagens, aos que vieram pessoalmente. A todos o meu muito obrigado.
Tudo de bom para vós e que a saúde vos acompanhe
Um grande abraço
Leandro Guedes.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mais uma mensagem de Natal.

DESEJO A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PROSPERO ANO NOVO,QUE TODOS TENHAMOS UM 2012 MELHOR QUE 2011.

ATENCIOSAMENTE DESTE VISITANTE ASSIDUO                                                  
 Cleo e Carlos Rodrigues Justo

Dia da Mãe, Dia das Mães...


Em tempos que já lá vão, o dia 8 de Dezembro era o verdadeiro dia da Mãe.
No nosso tempo de crianças e jovens, preparava-mos nas escolas pequenas lembranças para oferecer às nossas Mães - um pequena pedra pintada, uma flor de papel de lustro ou qualquer outro pequeno mimo.
E como a Mãe ficava contente com tantas atenções, apesar de continuar a ter que trabalhar, a fazer as camas de todos, a fazer o comer, a tratar de toda a familia.
Recordo com saudade este tempo.
A nossa homenagem a todas as Mães e o respeito e apreço por tanta dedicação.
Publico a seguir um bonito poema alusivo à Mãe:
Leandro Guedes.

Maternidade

Em meu ventre guardei
um ser pequenino
a quem já dava amor
mesmo antes de o ter
mesmo antes de o ver.

Oh que ventura tão grande
o ter nascido mulher!
Só assim eu pude ter
o que tantos outros não têm:
Poder na vida ser Mãe!

Nasceste depois de dores
de dores atrozes sentidas
mas que alegria, meu Deus,
já era mãe do meu filho!
já era mãe do meu filho

E o milagre repetiu-se
um pouco depois, mais tarde,
tornou a aumentar meu ventre,
tornei a sentir dores,
voltei a ficar sem cores...

Amava sem te ter visto
Nasceste depois de dores
mas que alegri, meu Deus,
era mãe da minha filha
Era mãe da minha filha!

P.T.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Feliz Natal para todos os companheiros, são os votos do Pedro e de todos os seus amigos do Centro Social dos Montes Altos




vale a pena visitar o site do Centro Social dos Montes Altos:
http://www.csma.pt/

e principalmente:
http://www.csma.pt/index.php/Festa-rija-nos-Montes-Altos.html
______________________
Amigo Guedes,
Acabo de receber o seu Mail,o qual agradeço,pois não se esquece de nós
Quanto ao video pode publicar  tudo o que é nosso.
O Zé Pedro,agora reformado,está nas sete quintas,já tem uma quantia razoavel no banco,não há troika que se meta com ele. Andou na azeitona com o outro amigo dos Picoitos e esta feliz e bem.
É a magia de Montes altos...
Desejo um feliz natal e Ano Novo para todos os companheiros do BART,em particular para aqueles que nos visitaram.Um abraço amigo de
Diogo Sotero

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Bom e Feliz Natal, Boas Festas
São os votos que dirijo ao Blog e seus co-editores, a todos os companheiros, familiares, amigos e visitantes.
Que o Natal seja mesmo Feliz e que traga saúde àqueles que tão necessitados dela estão.
E infelizmente são bastantes à nossa volta.
Feliz Natal.
Leandro Guedes

Espirito de Natal

Da nossa amiga e colega Albertina Granja, recebemos a seguinte mensagem de Natal
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“ESPÍRITO DE NATAL”

Por todo o lado já são visíveis os sinais de que o Natal está prestes a chegar….
§  As ruas e montras já estão enfeitadas;
§  Em quase todas as casas já existe, pelo menos, uma árvore de Natal toda iluminada e debaixo dela alguns embrulhos em papel colorido já denunciam a existência de presentes para alguns;
§  As lojas de brinquedos já começam a ter grande afluência por parte de quem faz questão de adquirir montanhas e montanhas de brinquedos para oferecer às suas crianças (filhos, netos, sobrinhos, amigos, etc.);
§  Já se pensa nos cozinhados e no que vai ser necessário encomendar e adquirir para a ceia e dia de Natal…
Enfim…, já começou a azáfama para aquela que é chamada a “quadra da família”….
A todo este corrupio costuma chamar-se “Espírito de Natal”, mas será que assim deve ser designado?
Por acaso o “Espírito de Natal” tal como é entendido pela grande maioria das pessoas não estará deturpado?
Parece que sim…., mas adiante…
É este o Natal de quase todos nós…, bem diferente dos Natais de outrora, é certo, daqueles Natais dos quais todos temos tantas e belas recordações, mesmo não se assemelhando em nada aos de hoje…
Naquela época eram bem diferentes as preocupações com a celebração do Natal…..
Não eram necessárias grandes e valiosas prendas, bastava uma lembrança; os meninos não tinham obrigatoriamente de receber brinquedos caros ou peças de vestuário de marca…, bastava-lhes um chocolate, uma moeda ou qualquer outra lembrança ainda que insignificante….
Mas o espírito de “família” estava lá….., bem presente….!!!!
Pais, filhos, irmãos, avós…, ninguém faltava na mesa de Natal….
Todos saboreavam com gosto o que, com grande empenho por parte dos mais velhos, tinha sido confeccionado….e os mais pequenos apressavam-se a ir pôr o “sapatinho na chaminé” porque o Menino Jesus iria, com toda a certeza, lá deixar o que de pouco tinha conseguido arranjar…
Hoje temos saudades desses Natais, desses sabores, dessa simplicidade, dessa alegria sentida na reunião da família que tínhamos nessa época…..., mas já nada acontece como dantes….!!!! Tudo mudou…!!!! Tanta coisa se perdeu, tanta coisa ficou para trás….!!!!
Agora só nos resta recordar……
Para todos, um Santo e Feliz Natal, com tudo de bom….., sobretudo com muita saúde...
FESTAS FELIZES
Albertina Granja

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Boas Festas do Zé Justo


Camaradas e Amigos
            Neste período triste e amargo das nossas vidas, massacrados e humilhados por quem nos comanda, é quase ofensivo desejar Bom Natal seja a quem for.....
            No entanto, dizem que a fé é a última coisa a morrer!!!...esperemos que sim, e que melhores dias nos venham a sorrir, principalmente para as gerações que nos irão continuar.
            Tudo do melhor para todos vós, família e amigos, saúde da melhor, e pelo menos tentem esquecer um pouco do que vêm e ouvem todos os dias.
            Um abração
            Justo   
Dezembro 2011

Votos do Santos Oliveira

Vamos dar inicio às mensagens de Natal e Ano Novo

Montei uma árvore
Porque se aproxima o
NATAL
Incluí-te nela...
É muito linda
Assim como nossa
AMIZADE.
Joaquim Caldeira

(esta mensagem vem acompanhada dum interessante video, que não foi possivel publicar)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Pelotão de Reconhecimento Daimler nº. 2044

Emblema copiado com a devida vénia, do site "BRASÔES" http://brasoes.home.sapo.pt/companhiasdecavalaria.html


Exmº e Revmº D. Abade de Torres

Para vossa informação o pelotão Daimlers tinha o nº 2044.
O Carlos Pires tem uma lista do pessoal que lhe forneceu o falecido alferes Vaz Pinto.
Parece-me que nenhum frequenta os nossos almoços. Ao do Pires terão ido uns dois ou três, mas, a partir daí, nikles batatóides.
Um deles é o Clemente Jesus Cardadeiro, com o
nº de telefone 214377210
e consta da lista do pessoal.
Mais três:
Fernando Duarte Camacho
Fernando Germano Violas
Fernando Severino Inácio, e constam todos da lista dos almoços.

Um abraço e não digas que vais daqui
Hipólito
__________
O pelotão Daimler 2044 substituiu o pelotão Daimler 1131, em Maio de 1968.
Um agradecimento ao Hipólito por mais esta achega a caminho da caixinha de pasteis de feijão de torres vedras...
Já começas a merecer!

Análise antropológica...

"Notável, a melhor análise antropológica de sempre.Ver abaixo.."
Leonel Lourenço
enviado pelo nosso amigo e colega do bridge, Leonel Lourenço, a quem agradecemos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Os xu-xus do Hipólito


Deus m’a livre!
Hipocondríaco, não tarda nada.
“Inzames” pr’áqui, análises pr’ácolá. É o corropio, anual e rotineiro.
- Ressona?!
- Uih, sr. dr.! E como um porco ! . . ., aferroa a minha mulher
- Panhônha! . . . enfermeira de merda! Porco? . . . eu,  cidadão eleitor, com as cotas em dia e que toma banho, pelo menos, uma vez por mês?!!! . . .
Lá tive que dormir com o polígrafo do sono, com “fiarada” em tudo o que é buraco.
- Oh menina, desta idade, não se arranjaria coisa mais aprazível com quem sonhar? . . ., aventei à boazona da técnica, fazendo-me ao barrote.
Mas, não deve dar nada. “Estabalhoado”, como sou, a dormir, devo ter desligado o raio da geringonça.
Do mal o menos. Safei-me, por ora, daqueloutro, o de enfiar a gazua pelo rabiosque acima, bem pior.

- E também tem vestígios de eritrócitos, insiste a dita.
- Alto aí, sr. dr.! O tanas, é que é! . . ., teimei.
  O “abrumelhado” (em português, avermelhado) do realejo, ou, é por influência daquele benfiquista “furniqueiro”, em seco, o que sonhou o trambolhão e um desenferrujar do prego, na geringonça em que o Contige nos pôs a dormir;
  Ou, então, do meio “quartilho” (um quarto de litro, e só) do tinto carrascão de Amarante, com uma castanhita, das estaladiças, pr’ó dito ter onde agarrar, e que mamei, para tirar o freio, no S. Martinho.

Caí da cama?!!! . . .
Só se foi de fraqueza, já que, na insinuação subjacente, nem lá vou, nem faço minga.
Não porque o casal Contige, como é seu timbre, não tenha primado em presentear-nos com um repasto de muita qualidade e quantidade.
Mas, sim, porque, muito tímido, me abstive de abusar da lauta mesa que nos foi franqueada, ao reparar numa “marmita/lancheira”, camuflada, daquelas de três andares (sopa, por baixo, carne, no meio, peixe, por cima), a sair dali, a abarrotar e com recheio açambarcado, à vontade, para uma semana e toda a família, lá para os lados de Corroios.

Para compensar as arrelias, estou muito orgulhoso dos meus netos, para já não falar do cão.
Sobretudo, do rapaz! Vai dar noutro Picasso!
“Sarrasbicou” e borrou as paredes dos quartos e corredores, com um produto que, nem à lei da bala, se consegue limpar.
Bonito serviço!

E, para não tergiversar mais, vou, ao quintal, apanhar “xu-xus”, porque ouvi, naquele programa de tv, sobre cozinha, uma tia de Cascais, a dizer que é remédio santo, no hemorroidal.
Hipólito

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Uma geração traída - enviado pelo Claro.

Botas chegou a tua vez de fazer anos

Para o malandreco do Botas, os nossos parabens.
Que se porte bem e tenha saúde.
Um abraço.

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado menor

sábado, 26 de novembro de 2011

E se o Fado é Rei, também é Rainha


Ouçam que vale a pena.
Abraços.
LG.

O Fado é Rei

Neste fim de semana em que o Fado é rei, vale a pena ouvir esta bela interpretação
Abraços.
LG.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pelotão Daimler 1131 - uma oportuna rectificação!


Meu caro Leandro

Hoje apercebi-me, ao dar uma olhadela pelo blog, que deve ser feita uma correcção á informação, que aparece escrita por baixo do emblema do Pel. Rec. Daimler 1131.
De facto este Pelotão chegou a Tite no dia 5 de Agosto de 1966, véspera da inauguração da ponte sobre o Tejo, ( antiga ponte Salazar ), e saiu de lá em meados de Maio de 1968.
Logo daqui se conclui, que quando o BART 1914 lá chegou, nós já lá estávamos.
Assim, é que está correcto.

Um grande abraço para ti, com votos de muita saúde para todos aqueles, que conviveram comigo naquela guerra e que ainda cá estão.
Se não voltarmos ao contacto, aqui ficam desde já os meus votos de um Santo e Feliz Natal e um Muito Próspero Ano Novo para toda a rapaziada.
Um grande abraço
Augusto Miguel Nunes Antunes
Ex- Alferes do Pel. Rec. Daimler 1131
_________________________
Meu caro Leandro

Quanto aos elementos que me solicitas, sobre o Pel. Daimler que me rendeu, também não me lembro qual o seu nº.
Como talvez te lembres, eles chegaram ao quartel de Tite, passamos-lhes todos os equipamentos pertencentes ao pelotão, carregamos as nossas malas e iniciamos de imediato a viagem para o Niassa, que estava á nossa espera em Bissau, para iniciar de seguida a viagem de regresso a Lisboa. Fomos os últimos a chegar ao barco. Apenas me lembro, que o meu sucessor foi o Alferes Vaz Pinto, infelizmente já falecido. Trocámos cumprimentos e informações sobre a situação na zona e desejámos felicidades um ao outro, mas não fixei o nº do Pelotão dele.
Quando cheguei a Tite, estava lá o Batalhão de Caçadores nº 1860, comandado pelo Ten. Coronel Francisco da Costa Almeida, que vocês foram render no ano seguinte.
Lamento, não te poder ajudar mais sobre este assunto.
Um grande abraço
Augusto M.N. Antunes

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O REENCONTRO COM O MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS

 NEM TODOS, E DIFERENTES NO REGRESSO DA “MINHA VIAGEM” À GUINÉ
Tens em troca
órfãos e órfãs
E campos de solidão
E mães que não têm filhos
Filhos que não têm pais·
(Zeca Afonso)
A tarde já vai alta.

Foi diferente a partida da Guiné. Desta vez não houve fanfarra e lenços a acenar. Apenas o soar da sirene do navio.
São menos os que partem naquela primeira segunda-feira do mês de Março de 1969. Não são os mesmos “meninos” de outrora, a guerra tornou-os homens e diferentes.
Ficam para trás as águas barrentas, o navio já vai distante. Na ânsia da partida não tive tempo para me despedir daquela terra de cor vermelha, do seu cheiro, das árvores centenárias, dos pássaros, das bolanhas, do seu magnífico pôr-do-sol, do silêncio das noites estreladas ou do medo quando da cor do breu, do seu povo. É um conjunto de imagens que a guerra e o tempo não conseguirão apagar.
Dos ausentes, em tempo, “Em nome da Pátria”, através de um qualquer oficial subalterno, naquela que foi sua morada, surge a notícia da morte. A família e os amigos choram para sempre a sua sorte. Também a guerra e o tempo não conseguirão apagar a imagem dos meus camaradas que tombaram com honra naquele chão que lhes era alheio.
Na partida, mas com a data de cinco meses antes, a mim, e aos demais que me acompanham, é-me entregue um “papel verde”, “O Comandante Militar atesta o seu apreço pelos serviços prestados á Pátria na Província da Guiné”. Aos que ficaram para a vida inteira mutilados, estropiados não sei se a “Pátria” também lhes atestou o seu apreço.

As mesas e beliches nos porões do Uíge, pelo seu uso, não se notam que são de madeira, negra é a sua cor. Ao contrário da ida, os vomitados do enjoo já não importam. A limpeza precária e a falta do banho diário, o barulho dos motores, pouco ou nada incómoda.
Repete-se a vida no convés.
Só nas conversas se observam excepções, são de contentamento e alegria.
Todos acordam cedo naquela manhã de 9 de Março, a brisa do mar gela-me a cara, os meus olhos já avistam a terra que me viu nascer. Uns choram, outros abraçam-se, procuro um lugar, como muitos, na amurada do navio.
Já vejo o Tejo e os “cacilheiros”. Todos estrategicamente se calam para após a passagem da ponte, dizerem em uníssono……JÁ PASSOU.
O navio prepara-se para atracar. Aqui, alem, vêm-se cartazes….Estou aqui Manuel…. Leiria. Esperamos por ti……. Família Santos Aqui…… Massarelos Presente.
Os gritos de alegria com o desembarque comovem. Mães, Pais, Filhos, Mulheres, Noivas, Amigos, todos se abraçam. A nuvem negra parece ter passado o e sofrimento acabado.
Quartel do RAL 1 nos Olivais. O aeroporto de Lisboa está por perto, entregamos o que resta dos fardamentos. Despeço-me dos meus camaradas com um até breve. Vou para casa onde a família me espera.
Reencontro o meu velho Bairro das Furnas. A guerra, essa, durou estupidamente mais cinco anos.
Pica Sinos.
___________________________
transcrito do blog do Pica Sinos,
com a devida vénia!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Hoje é a vez do ex-furriel Ramos fazer anos

Para o Ramos os nossos votos de parabens.
Saúde companheiro e desejamos que estejas melhor dos problemas que têm afectado a tua visão.
Um grande abraço. de todos nós.

domingo, 20 de novembro de 2011

O ZÉ MANEL NÃO GOSTA DO PAPAGAIO DO CONTIGE

Nesta foto: Irmão do Palma, Palma, Carlos Azevedo, Contige, Raul, Zé Manel.Um outro que está cortado é amigo do Zé Manel e não aparece o Carlos Reguila. Mas também esteve presente.

Desculpem lá mas tenho que vos contar uma cena que se passou há bem pouco tempo na casa do Contige.
Não. Não foi o beijito que o Contige deu na Ana estilo anos 70. Isso já é normal no casal. Não foi isso. Também não foi a cena que aconteceu ao Hipólito na cama articulada e eléctrica que o Contige comprou.
Ah não sabiam esta… então eu digo, ou melhor vou contar. Mas a história que quero contar é outra e bem grave. Mas cá vai:
 O Contige comprou uma cama eléctrica e articulada, que é accionada por um comando manual. Desce, sobe, inclina, enfim tem várias posições. Não querendo arriscar com tal “brinquedo”, O Contige pediu ao Hipólito, quando recentemente dormiu na sua casa, que fosse ele a estrear a cama e fizesse as experiencias que julgasse necessárias, com a mesma, fazendo funcionar todas as modalidades, para depois lhe explicar. Bem. Creio que o Hipólito assim o fez. Pois foi do conhecimento de todos, no almoço de aniversário do Zé Manel, que a meio da noite o Hipolito caiu. Mas não foi acrescentado mais nada. Também nada mais tenho para contar. Modernices…
Mas a história que eu quero relatar, e reputo de alguma gravidade, foi o que se passou com o Zé Manel e o papagaio do Contige.
E desta minha vontade, dei conta ao Zé, no recente almoço do seu aniversário que se realizou no Pragal. Sim no Pragal. Estava prometido ser em Huelva ou Cadiz, mas…..a crise, a crise….A “troica” já serve para tudo.
Mas vamos lá à história. Quando fomos almoçar, em data recente à casa do Contige, deparamo-nos com um belo papagaio, de cor variada, que a todos cumprimentou com um Òlllàaaaa.
Ao Zé, o nosso simpático papagaio “rosnava”.
O Zé achou isto esquisito para um papagaio, e chamou-me eu assistir à postura do papagaio.
Não acreditando, fiz um miminho e o bicharoco, que “respondeu” com uma simpática assobiadela.
Tás a ver Zé.
Ah é. E de facto quando se aproximou do bicho, o papagaio rosnava, não gostava mesmo dele.
Não me perguntem porquê. Porque não sei.
O que sei… é que quando, os “guerreiros”, se preparavam para tirar uma fotografia para a posteridade, no local estava a gaiola do papagaio. Estava, digo eu. O Zé Manei , disfarçadamente, empurrou a gaiola do papagaio para o quintal que estava na nossa retaguarda, argumentando que era para castigo pró papagaio. E mais não queria o papagaio na fotografia.
Contige tinha que te dizer. A gaiola do papagaio não caiu no quintal por “obra e graça do senhor”. Foi o Zé.
O Zé não gosta do teu papagaio e vice-versa. Quando nos ofereceres (quando é?) um novo almoço em tua casa, esconde o bicho. Olha que ele é homem para lhe apertar o “pipo”.
Pica Sinos

O Carlos Reguila faz hoje anos.

Mão amiga e sempre atenta,  lembrou-me que o Reguila faz hoje anos.
Para ele os nossos parabens com votos de boa saúde para si e para os seus familiares.
Um abraço de todos nós.

sábado, 19 de novembro de 2011

ex-alf. António Moreira, da CART 1690 - mais uma crónica no jornal Badaladas.


Mais uma crónica do ex-alf. António Moreira, da Cart 1690, publicada no jornal Badaladas e que aqui transcrevemos com a devida vénia ao jornal e ao autor.
Como é seu timbre, volta a fazer referencia aos ex-combatentes.

É tempo de castanhas assadas

enviado pelo Joaquim Caldeira.

Cumprimentar, não dói nada...

SALVO PELA GENTILEZA
Conta-se uma história de um empregado num frigorifico da Noruega.
Certo dia no término do seu trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífica. Inexplicavelmente, a porta fechou-se e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro mas ninguém o ouviu, todos já haviam saido para as suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava quase há três horas preso, debilitado com a temperatura insuportável. De repente a porta abriu-se e o guarda entrou na câmara e resgatou-o com vida. Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao guarda: - “Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?”
Ele explicou:
- “Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. Hoje pela manhã disse “Bom
dia” quando chegou. Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isso o procurei e o encontrei... ”

(enviado pelo meu amigo José Ferreira)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

As abelhas do Hipólito e as vacas do Daniel Pinto

Cá pr’a mim, deve estar, o m/QI, em processo degenerativo galopante.

Fui, domingo, à feira de S. Martinho, a Penafiel.
E para, com o Cabito, recepcionar o nosso companheiro Daniel Pinto, de Ponte de Lima (o Pinto serralheiro, em Tite), que ali se deslocou, na esperança de ver cavalos e outro gado, como era tradição nessa, já antiquíssima, feira.

Feira a que, segundo os nossos antigos, acorriam, prevalentemente, padres e burros.
Ao, incautamente, comentar, com o Cabito e o Pinto, esta “vox populi”, não me apercebi de que, para meu azar, ia a passar um padre que, de pronto, ripostou:
- O senhor é padre?!!
- Eu?!, . . . não . . ., respondi, procurando um buraco para me enfiar.

Adianta-vos um grosso “escarchar-vos” a rir . . ., não é atoarda, das que, sem tom nem som, profusamente, sou acusado de produzir, foi mesmo (sic).

Mas, voltemos à vaca fria.
O Pinto reside junto da estrada que liga Viana a Ponte de Lima (na proximidade do Cavaleiro que, com razão, deve estar, connosco, decepcionado, na medida em que não acedemos ao honroso convite seu para um convívio por aquelas bandas), encontra-se bem de saúde e é muito bem humorado.
Tem uma exploração agrícola, com oitenta vacas leiteiras, que, logo que possa, fiquei de visitar.
Nesse dia, manhã, muito cedo, antes de iniciar viagem, tinha recolhido 600 litros de leite. É obra!  . . . e muito leite . . .
Não acreditou, suponho, que, eu próprio, na minha exploração agrícola, tenha, e não é para me encrespar, para cima de 2000 cabeças.
Escalonadas por meia dúzia de colmeias . . .

Apreciei, sinceramente, a crónica sobre o histórico dos nossos almoços/convívio elaborada pelo Guedes.
Se, para organizar, actualmente e com a papinha quase feita, este evento já dá algum trabalho, imagino o quão difícil terá sido dar o pontapé de saída, sem, sequer, quaisquer elementos de identificação e localização do pessoal.
Valeu a pena, a brilhante iniciativa, conviremos todos.
Um bem haja ao Guedes.

Quanto mais não fosse, para gerar esta crónica do bom malandro . . ., uma raridade, maior que o milagre de fátima, tanto mais que, e é dos livros,  a estratégia vem sendo o torpedear os “bijagós” no contributo de qualquer coisinha para este peditório (manter o blog proativo, vocábulo este, escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico e só para “chatear” o  “sôr” Pica e a Albertina Granja).
E, diga-se, em abono da verdade, com bons e frutuosos resultados.
Hipólito

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Excelente texto, enviado pelo Pica Sinos!

SÓ NÃO PERCEBO PORQUE TEMOS QUE SER NÓS A ALTERAR A ESCRITA, SE A LINGUA É NOSSA?

Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.
De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.
Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.
Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora:
- não te esqueças de mim!
Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que está aí.
E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo?
Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.
Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes. É uma união de facto, e  para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.
Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.
E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.
Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.
Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.
Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? ! ? ! ?
Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós ?
Será que não pudemos, com a ajuda da troika, recuperar do deficit na nossa língua ?
Ou atão deichemos que os 35 por cento de anal fabetos fassão com que a nova horto grafia imponha se bué depréça !
(autor desconhecido)