Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Espirito de Natal
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Boas Festas do Zé Justo
Camaradas e Amigos
Neste período triste e amargo das nossas vidas, massacrados e humilhados por quem nos comanda, é quase ofensivo desejar Bom Natal seja a quem for.....
No entanto, dizem que a fé é a última coisa a morrer!!!...esperemos que sim, e que melhores dias nos venham a sorrir, principalmente para as gerações que nos irão continuar.
Tudo do melhor para todos vós, família e amigos, saúde da melhor, e pelo menos tentem esquecer um pouco do que vêm e ouvem todos os dias.
Um abração
Justo
Dezembro 2011
Vamos dar inicio às mensagens de Natal e Ano Novo
Porque se aproxima o
NATAL
Incluí-te nela...
É muito linda
Assim como nossa
AMIZADE.
(esta mensagem vem acompanhada dum interessante video, que não foi possivel publicar)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Pelotão de Reconhecimento Daimler nº. 2044
Um agradecimento ao Hipólito por mais esta achega a caminho da caixinha de pasteis de feijão de torres vedras...
Análise antropológica...
Leonel Lourenço
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Os xu-xus do Hipólito
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
O Fado é Rei
Abraços.
LG.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Pelotão Daimler 1131 - uma oportuna rectificação!
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
O REENCONTRO COM O MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS
Tens em troca
órfãos e órfãs
E campos de solidão
E mães que não têm filhos
Filhos que não têm pais·
(Zeca Afonso)
A tarde já vai alta.
Foi diferente a partida da Guiné. Desta vez não houve fanfarra e lenços a acenar. Apenas o soar da sirene do navio.
São menos os que partem naquela primeira segunda-feira do mês de Março de 1969. Não são os mesmos “meninos” de outrora, a guerra tornou-os homens e diferentes.
Ficam para trás as águas barrentas, o navio já vai distante. Na ânsia da partida não tive tempo para me despedir daquela terra de cor vermelha, do seu cheiro, das árvores centenárias, dos pássaros, das bolanhas, do seu magnífico pôr-do-sol, do silêncio das noites estreladas ou do medo quando da cor do breu, do seu povo. É um conjunto de imagens que a guerra e o tempo não conseguirão apagar.
Dos ausentes, em tempo, “Em nome da Pátria”, através de um qualquer oficial subalterno, naquela que foi sua morada, surge a notícia da morte. A família e os amigos choram para sempre a sua sorte. Também a guerra e o tempo não conseguirão apagar a imagem dos meus camaradas que tombaram com honra naquele chão que lhes era alheio.
Na partida, mas com a data de cinco meses antes, a mim, e aos demais que me acompanham, é-me entregue um “papel verde”, “O Comandante Militar atesta o seu apreço pelos serviços prestados á Pátria na Província da Guiné”. Aos que ficaram para a vida inteira mutilados, estropiados não sei se a “Pátria” também lhes atestou o seu apreço.
As mesas e beliches nos porões do Uíge, pelo seu uso, não se notam que são de madeira, negra é a sua cor. Ao contrário da ida, os vomitados do enjoo já não importam. A limpeza precária e a falta do banho diário, o barulho dos motores, pouco ou nada incómoda.
Repete-se a vida no convés.
Só nas conversas se observam excepções, são de contentamento e alegria.
Todos acordam cedo naquela manhã de 9 de Março, a brisa do mar gela-me a cara, os meus olhos já avistam a terra que me viu nascer. Uns choram, outros abraçam-se, procuro um lugar, como muitos, na amurada do navio.
Já vejo o Tejo e os “cacilheiros”. Todos estrategicamente se calam para após a passagem da ponte, dizerem em uníssono……JÁ PASSOU.
O navio prepara-se para atracar. Aqui, alem, vêm-se cartazes….Estou aqui Manuel…. Leiria. Esperamos por ti……. Família Santos Aqui…… Massarelos Presente.
Os gritos de alegria com o desembarque comovem. Mães, Pais, Filhos, Mulheres, Noivas, Amigos, todos se abraçam. A nuvem negra parece ter passado o e sofrimento acabado.
Quartel do RAL 1 nos Olivais. O aeroporto de Lisboa está por perto, entregamos o que resta dos fardamentos. Despeço-me dos meus camaradas com um até breve. Vou para casa onde a família me espera.
Reencontro o meu velho Bairro das Furnas. A guerra, essa, durou estupidamente mais cinco anos.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Hoje é a vez do ex-furriel Ramos fazer anos
domingo, 20 de novembro de 2011
O ZÉ MANEL NÃO GOSTA DO PAPAGAIO DO CONTIGE
O Carlos Reguila faz hoje anos.
sábado, 19 de novembro de 2011
ex-alf. António Moreira, da CART 1690 - mais uma crónica no jornal Badaladas.
Como é seu timbre, volta a fazer referencia aos ex-combatentes.
Cumprimentar, não dói nada...
Conta-se uma história de um empregado num frigorifico da Noruega.
Certo dia no término do seu trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífica. Inexplicavelmente, a porta fechou-se e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro mas ninguém o ouviu, todos já haviam saido para as suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava quase há três horas preso, debilitado com a temperatura insuportável. De repente a porta abriu-se e o guarda entrou na câmara e resgatou-o com vida. Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao guarda: - “Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?”
Ele explicou:
- “Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. Hoje pela manhã disse “Bom
dia” quando chegou. Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isso o procurei e o encontrei... ”
(enviado pelo meu amigo José Ferreira)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
As abelhas do Hipólito e as vacas do Daniel Pinto
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Excelente texto, enviado pelo Pica Sinos!
sábado, 12 de novembro de 2011
Encontros anuais
-do cap. Vicente, que eu sabia morar para os lados de Elvas. Telefonei para vários sitios até que alguém me disse que ele tinha falecido num acidente de viação;
-do Arrabaça que morava lá para os lados do Entroncamento;
-do Paraíso Pinto que alguém me tinha dito que trabalhava na Confederação do Comércio Interno;
-do Patinho que sabia estar em Cascais no quartel de artilharia;
-do Bagulho que morava para os lados de Sesimbra;
-do Reguila que estaria pelo Cacém e que mais tarde vim a saber que tinha emigrado;
-do Marinho que trabalhava na antiga EDP (CRGE…);
-do Fernando Alves que estaria no BES;
-do Pedro que era do Algarve mas do qual não sabia a morada certa;
-do Esmoriz; do Costa; do Luis Silva, todos eles morando perto, mas sem saberem uns dos outros.
-do nosso capelão, que foi das primeiras pessoas com quem falei ao telefone, minutos antes de iniciar uma missa, numa Igreja lá para os lados de Valença…… Este contacto consegui obtê-lo junto do Patriarcado, e, dessa conversa com o nosso capelão ficou ele incumbido de encontrar o “malandro” do seu assistente eclesiástico, uma vez que bem conhecia a sua morada.
-do Águas com quem também falei e que morava em Pereiró no Porto, cujo contacto telefónico me foi dado pela respectiva Junta de Freguesia.
-do Pereira que eu julgava residir no Gerês e por isso várias vezes liguei, sem sucesso, para diversos locais daquela zona……..,afinal a sua residência era em Barcelos.
-do Gentil, que foi também um dos primeiros a ser por mim contactado, dado eu saber que a sua residência era em Vila Verde dos Francos, relativamente perto de Torres Vedras.
-do Viana, que eu pensava ser mesmo de Viana, afinal era de Pedras Rubras e não consegui contactá-lo.
-do Cavaleiro, tendo conseguido localizá-lo já não me lembro bem como, mas acho que liguei directamente à secção de pessoal da Celulose de Viana e falei com ele.
-do Claro, que consegui localizar em Aveiro.
-do Brig. Helio Felgas, com quem estabeleci contacto telefónico, mas que infelizmente estava muito doente, assim como a sua esposa e por isso mesmo não lhe foi possível estar presente.
-Lembro-me de ter procurado o Alcântara mas não consegui contactá-lo;
-do João Maria e do Noné, nada consegui saber.
-do Melo…., o que eu procurei pelo Melo…..!!!!, a quantas portas bati e nada….!!! (Só apareceu há dois ou três anos atrás).
-o Pintassilgo também não foi fácil encontrá-lo…. Disseram-me que era inspector da PJ do Porto e eu, dando como certa tal informação, telefonei e pedi que me encaminhassem a chamada para o Sr. Inspector Pintassilgo….! – Quando concluí que não havia nenhum inspector com este nome, transferiram a chamada para o arquivo da PJ (que era o seu local de trabalho…. como arquivador!) e só então foi possível falar com ele;
-o Sousa, o Henriques, foram outros dos procurados.
-o Pica e o Justo, não me lembro como foram contactados.
-o Guilherme também o procurei pois lembrava-me que ele era da terra do furriel Cardoso que morreu ao atravessar o rio na noite da tragédia de Bissássema.
-o Serafim, liguei para o casino do Estoril e lá o encontrei.
-o Heitor, foi contactado pelo Arrabaça.
-o Domingos Monteiro, eu sabia que trabalhava na Marinha Grande e lá consegui localizá-lo na cimenteira.
-procurei o Guimarães que sabia ser de S.Jorge, na Batalha.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Chegou a vez do Arrabaça fazer anos
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Lembrando uma caldeirada em Peniche
Porque vale sempre a pena lembrar, rever, reviver as coisas boas, aqui publicamos novamente um video feito pelo Pica, sobre uma bem festejada caldeirada em Peniche, organizada pelo Henriques e que aconteceu há dois anos atrás.
A messe de oficiais em Tite e outras fotos.
João Claro, dos Morteiros, faz hoje 66 anos.
Que passe um dia muito bem passado junto dos seus.
Um abraço de todos nós.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Hoje faz anos o Zé Manuel (Alcantara)
Muitos parabens.
























