Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sábado, 12 de novembro de 2011

Encontros anuais

Os almoços anuais de confraternização
Como já repararam temos estado a refazer, no blog, a apresentação da lista de todos os almoços anuais já organizados e é deles que hoje vos venho falar.
Longe vai o ano de 1990……. Quase 22 anos se passaram… e o 23º. Almoço já está a caminho!
Nesse ano tomei a decisão de iniciar a tarefa de organizar um almoço, numa tentativa de juntar todos os companheiros que comigo estiveram em Tite.
Era uma ideia que já me acompanhava há algum tempo, mas as dificuldades sentidas na obtenção dos endereços de cada um, tendo em vista a sua localização, retiravam-me, logo à partida, o ânimo para iniciar as buscas necessárias.
Contudo, o primeiro passo tinha de ser dado, e, sem nunca desistir da ideia, comecei por fazer uma pequena lista daqueles que mais de perto comigo conviveram.
De entre outros, recordei-me:
-do cap. Vicente, que eu sabia morar para os lados de Elvas. Telefonei para vários sitios até que alguém me disse que ele tinha falecido num acidente de viação;
-do Arrabaça que morava lá para os lados do Entroncamento;
-do Paraíso Pinto que alguém me tinha dito que trabalhava na Confederação do Comércio Interno;
-do Patinho que sabia estar em Cascais no quartel de artilharia;
-do Bagulho que morava para os lados de Sesimbra;
-do Reguila que estaria pelo Cacém e que mais tarde vim a saber que tinha emigrado;
-do Marinho que trabalhava na antiga EDP (CRGE…);
-do Fernando Alves que estaria no BES;
-do Pedro que era do Algarve mas do qual não sabia a morada certa;
-do Esmoriz; do Costa; do Luis Silva, todos eles morando perto, mas sem saberem uns dos outros.
-do nosso capelão, que foi das primeiras pessoas com quem falei ao telefone, minutos antes de iniciar uma missa, numa Igreja lá para os lados de Valença…… Este contacto consegui obtê-lo junto do Patriarcado, e, dessa conversa com o nosso capelão ficou ele incumbido de encontrar o “malandro” do seu assistente eclesiástico, uma vez que bem conhecia a sua morada.
-do Águas com quem também falei e que morava em Pereiró no Porto, cujo contacto telefónico me foi dado pela respectiva Junta de Freguesia.
-do Pereira que eu julgava residir no Gerês e por isso várias vezes liguei, sem sucesso, para diversos locais daquela zona……..,afinal a sua residência era em Barcelos.
-do Gentil, que foi também um dos primeiros a ser por mim contactado, dado eu saber que a sua residência era em Vila Verde dos Francos, relativamente perto de Torres Vedras.
-do Viana, que eu pensava ser mesmo de Viana, afinal era de Pedras Rubras e não consegui contactá-lo.
-do Cavaleiro, tendo conseguido localizá-lo já não me lembro bem como, mas acho que liguei directamente à secção de pessoal da Celulose de Viana e falei com ele.
-do Claro, que consegui localizar em Aveiro.
-do Brig. Helio Felgas, com quem estabeleci contacto telefónico, mas que infelizmente estava muito doente, assim como a sua esposa e por isso mesmo não lhe foi possível estar presente.
Desculpem amigos ser tão minucioso mas considero que estes detalhes fazem parte da nossa história, e, como diz o Pica, temos de deixar recordações para os nossos netos…..
Enfim….., e muitos mais foram os contactos efectuados, uns com sucesso, outros nem por isso….
-Lembro-me de ter procurado o Alcântara mas não consegui contactá-lo;
-do João Maria e do Noné, nada consegui saber.
-do Melo…., o que eu procurei pelo Melo…..!!!!, a quantas portas bati e nada….!!! (Só apareceu há dois ou três anos atrás).
-o Pintassilgo também não foi fácil encontrá-lo…. Disseram-me que era inspector da PJ do Porto e eu, dando como certa tal informação, telefonei e pedi que me encaminhassem a chamada para o Sr. Inspector Pintassilgo….! – Quando concluí que não havia nenhum inspector com este nome, transferiram a chamada para o arquivo da PJ (que era o seu local de trabalho…. como arquivador!) e só então foi possível falar com ele;
-o Sousa, o Henriques, foram outros dos procurados.
-o Pica e o Justo, não me lembro como foram contactados.
-o Guilherme também o procurei pois lembrava-me que ele era da terra do furriel Cardoso que morreu ao atravessar o rio na noite da tragédia de Bissássema.
-o Serafim, liguei para o casino do Estoril e lá o encontrei.
-o Heitor, foi contactado pelo Arrabaça.
-o Domingos Monteiro, eu sabia que trabalhava na Marinha Grande e lá consegui localizá-lo na cimenteira.
-procurei o Guimarães que sabia ser de S.Jorge, na Batalha.
E, na sequência de todos estes contactos, outros foram nascendo e começaram a chover as inscrições, para aquele que veio a ser o primeiro de muitos encontros que desde 1990 temos vindo a realizar…..
Foi uma alegria imensa ver que tínhamos, pelo menos, conseguido dar início a esta que tem sido uma salutar convivência entre todos nós.
Eu tenho receio de estar a esquecer alguém e pelo facto desde já peço desculpa.
Para todos estes tive de fazer várias tentativas de contacto…. Muitas vezes houve necessidade de recorrer à ajuda da segurança social, das juntas de freguesia (que supostamente seriam as das suas residências), também para os párocos (para as chamadas Fábricas Paroquiais), para os Quartéis da GNR e esquadras de Policia….
Todas as entidades contactadas colaboraram de forma preciosa e prestimosa na localização de muitos companheiros e foi essa ajuda que possibilitou o nosso primeiro encontro, a nossa primeira reunião à volta de uma mesa. Assim conseguimos finalmente a primeira almoçarada que felizmente tem tido continuidade e tem dado bons frutos….
No entanto, como facilmente se conclui, não foi tarefa fácil….
Primeiro tive de localizar e contactar os primeiros, que por sua vez me indicaram moradas e telefones de outros e só depois voltar a contactar uns e outros para então poder informá-los sobre o dia e o local da realização do nosso 1º almoço.
Também a todos escrevi uma carta….
Não tenho nenhuma cópia dessa carta mas sei que alguns dos companheiros a têm, pois já foi mostrada num dos anteriores almoços. Nessa carta, não só indicava toda a informação necessária sobre o encontro (nome do restaurante, sua localização, ementa) e todos os meus dados para que me contactassem e pudessem fazer as respectivas inscrições (nome, morada e número de telefone), como também manifestava a enorme alegria que todos nós sentiríamos nesse reencontro….
Acreditem que foram dias de muita agitação….
O restaurante inicialmente escolhido era o do Sr. Filipe, na Atalaia da Lourinhã, lá bem junto ao mar. Mas depois de uma segunda visita mais cuidada, verifiquei que estava algo desagradado do lado norte, e por isso desisti. Fui então à procura da Estalagem da Areia Branca. Arranjado restaurante, a “ESTALAGEM DA AREIA BRANCA” – Lourinhã (Torres Vedras), voltei a telefonar para todos os que já tinham sido localizados e a escrever cartas com a indicação do dia em que se realizaria o almoço - um sábado - , de que já não me lembro a data…..
Com a ajuda do meu filho comecei a “fabricar” tabuletas com a indicação de TITE, umas com setas viradas para a direita, outras viradas para a esquerda, para serem colocadas junto às saídas da auto estrada e junto aos principais cruzamentos das estradas nacionais que davam acesso à Praia da Areia Branca. Quem não se lembra disto???. Ainda no almoço em Penafiel, alguém fez referencia às tabuletas indicando “TITE” para guiar o pessoal para o restaurante, ajuda esta que se revelou essencial, como que a génese dos modernos GPS…
No dia e hora marcada (como digo já não me lembro...) e ao chegar à Praia da Areia Branca, lembro-me de ver primeiramente o Cap. Paraíso Pinto, depois o Guimarães, o Arrabaça e de seguida foi uma chuva de abraços que já nem me recordo a ordem pela qual eles foram dados. Foram muitos e sentidos. Foi um almoço muito agradável e inesquecível, como todos reconhecem e frequentemente referem. Fiquei contente por ter dado início a um projecto, que afinal era a ambição de todos estes companheiros, que passaram tempos de sofrimento – a reunião de todos……., o sabermos uns dos outros -…….
Daí para cá temos corrido o país do centro para norte, sempre na terra dum próximo organizador. O ano passado foi em Macedo de Cavaleiros organizado pelo Camelo, no próximo ano será na zona de Almada, organizado pelo Contige e mais alguns amigos.
Mas desde o inicio, organizaram almoços o Domingos Monteiro e Guimarães, João Claro, Arrabaça, Vaz Alves e Narciso, José Simões Sequeira, Francisco Ferreira, Cavaleiro, Ramos, Guilherme Figueiredo,  Arrabaça pela 2ª. vez, Vaz Pires, Joaquim Henriques, José Bezelga e Rodrigues, António Vilão, Vaz Alves e Narciso pela 2ª. vez, Domingos Monteiro pela 2ª. vez, Armando Viana, Domingos Monteiro pela 3ª. vez, José Costa, Hipólito e Cabito, Alberto Camelo e para o ano próximo será o Contige.
Todos os nossos almoços criam momentos de boa cavaqueira, lembranças de momentos vividos, óptimas e bem dispostas conversas. Além de óptimas experiências gastronómicas, têm sido excelentes momentos de alegria e de convívio, com bandas filarmónicas,  ranchos folclóricos, conjuntos musicais, em ambientes de grande beleza natural, todos e cada um deles com um toque peculiar que fez deles especiais e inesquecíveis. Cada um faz sempre o seu melhor e conta com a ajuda de familiares que têm sido fundamentais na preparação destes encontros.
Para todos, para todos mesmo, um grande abraço e um obrigado sincero por tanta dedicação e boa vontade….
”AMIGOS NA GUERRA, AMIGOS PARA SEMPRE…”

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Chegou a vez do Arrabaça fazer anos

Para o Arrabaça o nosso abraço de parabens, com votos de boa saude e boas pescarias lá pela Nazaré.
Abraço.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lembrando uma caldeirada em Peniche

Companheiros
Porque vale sempre a pena lembrar, rever, reviver as coisas boas, aqui publicamos novamente um video feito pelo Pica, sobre uma bem festejada caldeirada em Peniche, organizada pelo Henriques e que aconteceu há dois anos atrás.
LG.

A messe de oficiais em Tite e outras fotos.



as seis fotos acima referem-se à messe de oficiais, em Tite

na mésse vários oficiais, vendo-se entre outros o cap. Pereira Rodrigues, cap. Vicente, cap. médico, cap. Paraiso Pinto, alf. Rodrigues, alf. Campos, Ten. Ventura Vaz, alf. Capelão, alf. Vas Alves, alf. Fernando Alves, major Vaz Guedes

no Uige (não sei se à ida se à vinda) alf. Oscar, alf. Campos, alf. Vaz Alves e alf. Fernando Alves
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 Todas estas fotos foram-nos enviadas pelo Alf. Vaz Alves, a quem agradecemos a simpatia.

João Claro, dos Morteiros, faz hoje 66 anos.

Para o João Jorge Claro, os nossos parabens, em mais este seu aniversário.
Que passe um dia muito bem passado junto dos seus.
Um abraço de todos nós.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Hoje faz anos o Zé Manuel (Alcantara)

Ao nosso companheiro Alcantara votos de boa saude na companhia de sua mulher filha e neta.
Muitos parabens.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

As velhas do meu bairro...do blog do Pica Sinos

Do blog do Pica, com a devida vénia, transcrevemos este interessante artigo.
Vale a pena ler o artigo e ler o blog.

"Oh Ti Georgina! Chama alguém junto da cancela do quintal.
Quem é? Retorquiu.
Sou a Adélia.
Diz filha…, o que queres?
Olhe: A sua roupa que está estendida no estendal, já está toda enxuta. Eu preciso dos arames!
Ah é? Então vou já querida, vou já.

Por causa da ocupação, por uma só pessoa, de muitos dos arames por via da roupa estendida, havia por vezes discussão.
A Ti Georgina, bem cedo, ocupava quase todos os arames do lado direito do estendal do lavadouro existente ao fundo das ruas do Bairro.
A roupa que lavava, proveniente do Laboratório onde trabalhava, era imensa. Sobretudo toalhas, batas e alguns lençóis da casa das doutoras, que quando penduradas nos arames e estendidas no chão ao sol, pouco espaço deixava. Principalmente para quem também tinha muita roupa para estender.

As “velhas” do meu Bairro, em especial as da minha Rua, porque melhor as conheci, eram, (algumas felizmente ainda vivas), gente muito humilde, simpáticas e de bom trato para com todos. Sobretudo com as crianças.
Respeitavam o próximo e faziam-se respeitar.
Quase todas analfabetas, mas conhecedoras da vida como ninguém.
Eram “mestras” em ultrapassar as dificuldades com que se deparavam e, não eram embaraços tão pequenos como isso.
Eram tempos muito difíceis.
Quantas vezes comiam mal, para que o pouco que tinha não faltasse aos seus filhos e quiçá maridos.
Contudo, diga-se, que nem todas as “velhas” do meu velho Bairro das Furnas, pautavam pelo mesmo grau de dificuldades. Umas tinham menos dificuldades que outras. Mas todas tinham vidas sofridas. Contudo, também sabiam rir e brincar, sabe Deus, muitas vezes, a que custo.

Onde vais Georgina? Diz-lhe uma vizinha ao vê-la subir a rua dos Plátanos. Vou à praça. À Cármen. Vou fazer contas com ela, e comprar uma cenourita. Talvez também um nabo para pôr na sopa.
Olha…Não vou demorar. Tenho o feijão ao lume, há duas horas, e o “cabrão” ainda não cozeu. O Adriano vem comer ao meio-dia, não me posso atrasar.

A Cármen, vendia, frutas e as hortaliças na praça. Cujo edifício detinha diversas bancas de produtos hortícolas e de frutas. Também era provido de talho, padaria e mercearia. Ficava situado na entrada do Bairro.
A Cármen era uma mulher alta e bonita. A sua voz era forte. Amiga do seu amigo. Sabia das dificuldades de todos os seus clientes, e sempre que saldavam as contas ao “rol”, ajudava, na nova encomenda, com a oferta de uma ou outra peça da sua bancada.

Como eu recordo: Da mãe da Beatriz. Da mulher do Ti Cardoso, mãe do Meca. Da Ilda (dos óculos), da Ti Carolina. Da Ti Engrácia, da Ti Teresa, que vendia azeitonas e morava em frente à casa da Olga. Da Ti Rosa, da Ti Irene.
Como eu recordo: A mãe (e da irmã) do Zé Koi, que mais tarde foram para a rua das Oliveiras.

Como eu recordo: Da Maria do Carmo, Da mulher do alfaiate, que morava em frente à minha casa. Da Ti Matilde infelizmente pouco me lembro. A Ti Josefa, alentejana e mulher do sapateiro, que o seu ritual diário era estender, em panos colocados no chão, as ervas e pétalas das flores, que colhia, secando-as ao sol, destinadas à venda para chá.
Como eu me lembro da Adélia, felizmente ainda viva.

A minha casa, a pretexto do romance do “Tide”, que passava todos os dias na rádio, pela tarde, depois do almoço, era palco de encontro de diversas vizinhas.
Quer o romance, quer o que se passava depois dele, o que conversavam/contavam umas às outras, não me preocupava saber.
Confesso que não gostava de romances e muito menos de “encontros de cusquice”. Se bem que não podia deixar de as ouvir, mesmo fechando a porta do meu quarto.
Num dia… diziam as cenas passadas ou ouvidas de personagens suas vizinhas ou não. Salvaguardando o escárnio e o mal dizer, de alguém que pudesse estar presente.
Num outro dia… o “fado” era o mesmo.
Comentava-se as cenas de quem esteve na reunião anterior, e outras cenas entretanto acontecidas. Faziam uma espécie de “acta falada”.
Sabes o que disse a….daquela que mora…
O marido da fulana… bateu-lhe com a bebedeira.
A sujeita tal… deve-me dinheiro que lhe emprestei e há duas semanas e ainda não me deu. Se o meu marido sabe, tenho “sermão”.
O miúdo da…tem a cabeça cheia de piolhos…
O filho da…está com anginas.

Todos nós, rapazolas, respeitávamos as “velhas” do nosso Bairro. Mas também é certo que gostávamos mais de umas de que outras. Daquelas que nos metiam medos, dizendo que iam fazer queixas às nossas mães, quando encetávamos as barulhentas brincadeiras, gostávamos pouco. Não gostávamos mesmo nada, daquelas porque “dá aquela palha”, faziam queixas ao fiscal Costa. Como era o hábito da personagem chamada Estrela que à beira da sua casa tinha uma palmeira.

Desta senhora, a Estrela, não era só os miúdos que tinham medos. A vizinhança dizia que era irmã da governanta do Salazar. Se era ou não, da fama não se livrara. Como era uma senhora muito altiva, quiçá arrogante, as “conversas” com as suas vizinhas ficavam-se, por uns (entre dentes) bom dia ou boa noite, e mais falas não haviam.

Como eu recordo: A mãe do Luis Filipe, no seu passo pequeno mas ligeiro, a subir a minha rua. A mãe dos irmãos Espinha. Da do Armando Claro, da do José Silva, da Ti Virgínia, entre outras.
Fora da minha rua dos Plátanos, também recordo com saudade: A mãe do “Rabaloto” que era peixeira. Da mulher do Caixinha que era revisor da CP. Da ti Amélia que vendia fruta numa carroça. Da Pomposa das mamas grandes e de outras tantas.
Que saudades meu Deus.

Dada a proximidade do Bairro ao Jardim Zoológico e quando o vento soprava a norte…
Numa dessas manhãs, oiço perguntar:
Olha lá, não ouvistes toda a noite o uivar dos leões e o cantar dos pavões?
Não dormi toda a noite!
Não filha, não ouvi! Retorquiu a Ti Georgina.
O que ouvi, e que não me deixou dormir toda a noite foi o ressonar do meu marido, com a ressaca da bebedeira de ontem à noite! Raios o partam!

Pica Sinos."

DICA PARA FAZER COMENTÁRIOS

Eu já experimentei e deu resultado. E então é assim:

1- temos primeiramente que abrir o email com o qual queremos fazer o comentário
2- abrimos o blog que queremos comentar
3- inserimos o comentário na janela respectiva
4- em "comentar como", clicamos em "conta google"
5- clicamos em enviar comentário
6- inserimos o endereço do email aberto e respectiva senha, se ele pedir, pois nem sempre pede
7- a seguir ele pede para colocar aquelas letrinhas chatas
8- clicamos em "enviar comentário" e já está.

Ou seja, o segredo da questão está aparentemente, em abrir previamente o nosso email e todo o resto é igual ou parecido com o anterior.

Abraços.
LG.

domingo, 6 de novembro de 2011

Vamos dar corda ao blog? - pelo Cavaleiro (há uns tempos atrás...)




Companheiro,
Vamos dar “corda” ao nosso BLOG?!
Se estiveres de acordo, eu continuo com Fernando Pessoa.
Mesmo em tempo de crise é possível presentear os meus Amigos com uma PRECIOSIDADE, que no meu entender, considero uma maravilha ...
O Menino Jesus, nas palavras de Alberto Caeiro, pela voz única, grave e ternamente sentida de Maria Bethânia.
Espero que gostem………………………………………..de POESIA e de Maria Bethânia!!
Um abraço,
Cavaleiro
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 Alberto Caeiro - Poema do Menino Jesus


Num meio-dia de fim de primavera
Eu tive um sonho como uma fotografia
Eu vi Jesus Cristo voltar à terra.
Veio pela encosta de um monte.
E era a eterna criança, o Deus que faltava.
Tornando-se outra vez menino,
A correr e a rolar pela relva
E a arrancar flores para deitar fora.
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir de segunda pessoa da Trindade.
Um dia, que Deus estava dormindo
e que o Espírito Santo andava a voar
Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro, ele fez com que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo, ele criou-se eternamente humano e menino.
E com o terceiro ele criou um Cristo
e o deixou pregado numa cruz que serve de modelo às outras.
Depois ele fugiu para o sol
e desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje ele vive comigo na minha aldeia
e mora na minha casa em meio ao outeiro.
É uma criança bonita, de riso e natural.
Atira pedra aos burros.
Rouba a fruta dos pomares.
E foge a chorar e a gritar com os cães.
Nem sequer o deixaram ter pai e mãe
como as outras crianças.
Seu pai eram duas pessoas: um velho carpinteiro
e uma pomba estúpida, a única pomba feia do mundo.
E sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher, era uma mala
em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que justamente ele pregasse o amor e a justiça.
Ele é apenas humano,
limpa o nariz com o braço direito,
chapina as possas d'água;
colhe as flores, gosta delas,
esquece-as.
E porque sabe que elas não gostam
e que toda a gente acha graça,
ele corre atrás das raparigas
que carregam as bilhas na cabeça e levanta-lhes as saias.
A mim, ele me ensinou tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as belezas que há nas flores.
E mostra-me como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem nas mãos e olha devagar para elas.
Ensinou-me a gostar dos reis e dos que não são reis.
E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente.
Sempre a escarrar no chão e a dizer indecências.
E que a Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meias.
E o Espírito Santo coça-se com o bico;
empoleira nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é tão estúpido como nas Igrejas.
Diz-me que Deus não percebe nada das coisas
que criou - do que duvido.
"Ele diz por exemplo que os seres cantam sua glória.
Mas os seres não cantam nada
se cantassem, seriam cantores.
Eles apenas existem e por isso são seres..."
Ele é o humano que é o natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E é por isso que eu sei com toda certeza que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E depois, cansado de dizer mal de Deus
ele adormece nos meus braços.
E eu o levo ao colo para minha casa.
Damo-nos tão bem na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro.
Mas vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo,
como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer, nós brincamos nas cinco pedrinhas do degrau da porta de casa.
Graves, como convêm a um deus e a um poeta.
É como se cada pedra fosse um universo
e fosse por isso um grande perigo deixá-la cair no chão.
Depois ele adormece.
E eu o deito na minha cama despindo-o lentamente
seguindo um ritual muito limpo, humano e materno até ele ficar nu.
E ele dorme dentro da minha alma.
Às vezes ele acorda de noite e brinca com os meus sonhos.
Vira uns de perna para o ar.
Põe uns encima dos outros.
E bate palmas sozinho sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo.
E leva-me para dentro da tua casa.
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde, para eu tornar a adormecer.
E dá-me os sonhos teus para eu brincar...

(Alberto Caeiro)
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Cavaleiro:
A corda partiu-se???!!!
Estamos à espera de mais textos teus.
Abraços
LG.

sábado, 5 de novembro de 2011

Poema aos homens com gripe...

(Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)
Este poema (já anteriormente publicado neste blog) foi-nos enviado há algum tempo pelo Cavaleiro, e como eu passei por "estes momentos de aflição" recentemente, achei oportuno publicá-lo...

"Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes"

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As trocas das intimidades, do Hipólito...

Uma embirração, talqualmente!
Não consigo, como outros, “bitaitar”, diretamente, no blog.
Insondável desígnio da dita dura dos co editores do sul, esses queridos, um dos quais, ora, “Furniano”, na busca de nelinhas e outras inhas do antanho, até no “Glorioso” repastado, como represália à indigitação, também como co, salvo seja!, do nortenho Costa, para escrever ainda menos que eu ?!!! . . .

Numa, das deambulações apostólicas, fui topar com o Barros, que me aguardava à entrada da Marinha Grande, concentradíssimo, na “psico” e a tentar convencer uma ucraniana, por sinal linda como o sol, das que à berma da estrada, numa cadeira, aguardam papalvos, como “cavalgar em toda a cela”.
Inconsolável e carinha de larocas ficou, quando deu de caras com a esposa que, logo, ironizou:
- Tomara, o figurão, pr’áqui armado em don juan, ter óleo para a almotolia lá de casa (sic)  !!! . . .
C’um “stapôr” ! . . ., por esta não esperaria . . .

Noutra, no último fim de semana e aproveitando o congresso do bombeiral, fui à demanda, com a prestimosa colaboração do Ferreira, dos morteiros e conterrâneo, do Oliveiros Pinto, com quem, em Tite, me relacionava.
Era ele, se bem se lembram, mecânico de armamento, baixote e entroncado, mas teso e bravo, q.b.
Recordo-o, ainda hoje, nos ataques ao aquartelamento, ao invés dos que se metiam debaixo da cama, nos abrigos a choramingar, ou nos postos, mas, na horizontal.
Com o morteiro 60 nas mãos, apoiado no joelho e num gingarelho que o próprio engendrara, junto ao arame farpado e a peito descoberto, aviava o IN com as “ameixas” da ordem, muitas das vezes até em tiro directo e certeiro.
Num desses ataques, em que o IN ousou aproximar-se mais, foi atingido, embora sem gravidade, por estilhaços da metralha daquele.
Para que conste e me não vilipendiem com o pecado da gula, “triguei-me” de, tanto na casa de um, como na do outro, me aboletar e dar, demasiado, à cremalheira.

Quem era o sarg. Gaitas ?!  . . .
Ora essa, Guedes! . . .
Deixa-te de “kuskices” e não te preocupes.
Manda, cá pr’ó rapaz, os bolinhos que mereceu e encarrego-me, pessoalmente, de os agasalhar e fazer chegar a bom porto . . .

E, com estas me vou.
Até porque, esta semana, tenho em casa  “dois terroristas” que me põem a moleirinha em sal e a casa como a dos “afeganisteus”.
Tudo “masturado”, uma autêntica bagunça e fé em Deus.
A ponto de, com a desorientação generalizada e a pressa, ter enfiado as cuecas da consorte e ‘sconfio que também a camisola interior por, ao dobrar a espinhela, me ir parar ao meio das “adoelas” ...
Aih mãenh! . . .
Hipólito

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dia de Defuntos

Monumento aos Mortos da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras

Neste dia de Defuntos, lembremos todos os nossos companheiros já falecidos, do nosso Batalhão, das outras Unidades de Intervenção que passaram ou estacionaram em Tite e com quem convivemos durante os 23 meses em que estivemos na Guiné.
Lembremos ainda  familiares, amigos e visitantes que também já partiram.

LG.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sentinela abatida a tiro - Em Tite


No quartel de Tite estavam ao serviço oito escriturários. Eu fiquei com a secção de operações e planeamento. Éramos muito amigos

Da revista Domingo do Correio da Manhã, transcrevemos com a devida vénia, mais um artigo da série "A MINHA GUERRA", série esta onde também já foi noticia o nosso companheiro Pica Sinos há umas semanas atrás e cujo artigo está também publicado no nosso blog.

"Corria o ano de 1963 quando assentei praça no quartel de Espinho. Tinha 20 anos e cheguei à tropa em Maio, no ano em que a guerra começou na Guiné-Bissau. Completei a especialidade de escriturário no quartel de Torres Novas.
A temida ordem de mobilização chegou no final do Verão. Fui destacado para a Guiné-Bissau e parti, integrado no Batalhão de Comando e Serviço nº 599, a 12 de Outubro. A partida foi muito difícil. Ao embarcar no navio ‘Índia’, no Cais de Alcântara, deixando em terra família, amigos e a namorada de então, apoderou-se de mim uma tristeza enorme, que nunca antes tinha sentido.
Chegámos à Guiné depois de cinco dias e meio de viagem. O navio parou ao largo de Bissau e fomos depois levados de ferryboat até ao nosso destino – o quartel de Tite, zona onde já se tinham registado vários combates com o inimigo. Sentimos de imediato as dificuldades da geografia local. Calor intenso e estradas empoeiradas tornavam a respiração muito difícil.
No aquartelamento de Tite éramos oito escriturários. Eu fui colocado na secção de operações e informações. Passava à máquina os planos dos ataques e as informações que nos chegavam.
ATACADOS 16 VEZES
O ano de 1964 foi relativamente tranquilo. Não sofremos ataques do inimigo, mas, a partir de 65, fomos flagelados por várias vezes. Enquanto estive em Tite, lembro-me de o quartel ter sido atacado em 16 ocasiões. Os tiros de morteiro e as granadas choviam por cima dos telhados. Corríamos desenfreados para os abrigos e recordo situações de grande ansiedade. Apesar de ter funções administrativas, também tive de disparar contra os vultos que via rondar o quartel durante a noite. Participei numa operação no exterior do quartel para montar uma emboscada, mas dessa vez o inimigo não apareceu.
Um dos episódios mais tristes que lembro foi a morte de uma sentinela, abatida a tiro dentro do quartel . Nesse dia havia uma sessão de cinema para a população civil e dois guerrilheiros que tinham sido apanhados no mato ficaram amarrados com cordas dentro da casa do guarda. Ficaram sozinhos – o que nunca devia ter acontecido – e um deles soltou-se. Alcançou uma metralhadora G3 e matou a sentinela. Só a corajosa intervenção de um cozinheiro, que conseguiu desarmá-lo e abatê-lo, evitou males maiores.
Outra perda que não esqueço foi a morte de um grande amigo. A dada altura criou-se uma força de comandos para a qual foram pedidos voluntários. Do nosso aquartelamento ofereceram-se nove soldados. Sete deles morreram em combate, incluindo esse meu amigo.
Na guerra, muitas vezes era a fé que nos ajudava. Tínhamos um altar com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. O altar foi atingido pela balas do inimigo, mas a imagem escapou sempre incólume aos ataques, o que nos emocionou a todos.
Parti da Guiné-Bissau em Agosto de 1965 e regressei a Portugal, onde reencontrei a namorada com quem me casei e que viria a ser mãe do meu filho. Mas os primeiros meses de regresso a casa foram duros. Estava de tal forma habituado a acordar a meio da noite para fugir aos ataques que demorei vários meses a habituar-me a viver em paz.
PERFIL
Nome: Afonso Catarino
Comissão: Guiné-Bissau (1963-1965)
Força: Batalhão de Comando e Serviço nº 599
Actualidade: Aos 68 anos, tem um filho e três netos. Reformado, vive em Matosinhos"

O Pão por Deus...

Pão-por-Deus
Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos, 1º de novembro as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas,ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.
Com o passar do Tempo, o Pão-por-Deus sofreu algumas alterações, os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates. Esta actividade é principalmente realizada nos arredores de Lisboa, relembrando o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir "pão-por-deus" nas localidades que não tinham sofrido danos.

Origem: com a devida vénia à Wikipédia, a enciclopédia livre.

LG
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A situação mantém-se...
Não se consegue comentar no Blog..., eu pelo menos não consigo...

Mas a propósito do post sobre o "PÃO-POR-DEUS", de onde se infere que se trata de uma prática que acontece por todo o lado, gostaria de dizer o seguinte:
  
"Só tive conhecimento desta prática, quando cheguei a Torres Vedras, há 22 anos....!!!
Santa ignorância a minha....!!!
Mas de facto, na região de onde sou natural e onde sempre vivi, não existe este costume...!!!
Por isso, quando cá cheguei, fiquei muito surpreendida quando, no dia 1 de Novembro, a criançada me bateu à porta a pedir "Pão-por-Deus"...
Sinceramente eu não sabia o que isso era....!!!!
Agora, depois de tantos anos passados, já estou habituada e, na verdade, até acho interessante.....
Até a minha neta, como boa Torreense que é, vai pedir "Pão-por-Deus"....!!!_

Albertina Granja
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Na verdade também comigo aconteceu algo semelhante. Não tinha conhecimento desta tradição e só quando cheguei a Torres, há 40 anos atrás, me fui apercebendo do que se tratava.
Acho que é interessante esta actividade frenética das crianças, pedindo bolinhos, rebuçados, sugos, gomas, chocolates ou brôas e também alguma moeda.
Este costume está mais enraizado nas aldeias à volta de Torres, e já não tanto na cidade.
E por isso este ano pareceu-me que o movimento foi menor, tendo apenas aparecido à minha porta, duas equipas, uma com apenas duas meninas e outra mais basta com meninos e meninas de várias idades.
Ficamos à espera do próximo ano, vendo crescer a miudagem!...
LG.

domingo, 30 de outubro de 2011

O Esmoriz

Foto actual

Foto em Tite

Tive, hoje, a oportunidade de tomar um café com o Tónio Esmoriz, numa ida, por outros motivos, à terra da sua residência.
Encontra-se bem, com o aspecto da foto que me entregou e que vai em anexo.
Falou, longamente, do seu trajecto de vida, após o regresso de Tite.
Uma vivência com altos e baixos, com vicissitudes e sucessos, como todos nós, se bem que um tanto atribulada nos primeiros anos, após a desmobilização.
Chegou a ser empresário, no ramo de polimento de móveis, com 17 empregados, e fez ainda parte da fanfarra dos bombeiros voluntários de Esmoriz.
Presentemente, tem a vida estabilizada, como reformado, vivendo com sua esposa, tendo filhos e netos, emigrados na Suíça.
 Fiquei ainda a saber que teve direito a uns bolos (ou pastéis?) de feijão, oriundos de Torres Vedras, que muito apreciou.
 Tanto eu, como o sargento gaitas, os que mais se esforçaram, lá em Tite, por merecer umas guloseimas dessa jaez, bem poderemos esperar sentados  . . .
 Um abraço
Hipólito
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Desta vez os bolinhos foram para a Sra. Presidente da Junta, para o Esmoriz e para o Costa.
Para a próxima, talvez te calhem alguns. Quem sabe?.
Quem é o sargento gaitas? O Bico?
Abraços.
LG.

Oliveiros Pinto

Fotos enviadas pelo Hipólito, em que se vê o Oliveiros Pinto com o Ferreira, ambos de Lamego.
Foto actual

Foto em Tite

sábado, 29 de outubro de 2011

Hora de Inverno!

Meninas e meninos
Não esquecer de logo à noite atrazar os relógios uma hora.
Beijinhos e abraços
LG.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Luta diária contra o cancro.

Companheiros, amigos, familiares e visitantes
Neste dia mundial contra a doença, seja este ou qualquer outro dia, venho lembrar os familiares que lutam,  um amigo, outro amigo e mais outro amigo que ontem mesmo me disse também ter entrado nesta "familia" que infelizmente não pára de crescer...
Para todos eles os votos de rápidas melhoras e que tenham a certeza que todos nós puxamos por eles e acreditamos que vão vencer!.
Abraços e beijos para eles.
LG.
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"Este ano houve muitos que foram diagnosticados  perto de nossas casas. Para todos os amigos, família, entes queridos e aqueles que talvez não conhecemos...Sexta-feira é Dia Mundial do Câncer – Faz uma Prece, não dói nada... "

(esta mensagem foi enviada pelo Hipólito, bem como a foto. No entanto parece-me que o dia da Luta contra o Cancro é a 4 de Fevereiro. De qualquer maneira fica a intenção, já que esta luta tem que ser diária...)
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Camaradas
Um dia Mundial a lembrar o que a solidariedade humana deve ter nos restantes 364 dias.
Por mim, Amigos, Camaradas e demais, quero ser solidário com quantos foram atingidos por este (quase) flagelo do Século e que atemoriza o mais descontraído dos mortais.
Que a Esperança e a Confiança jamais lhes falte, porque ter Fé, é, Acreditar.
Abraços Solidários, do
Santos Oliveira
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Parece que continua a não ser possível, pelo menos para mim, comentar o Blog BART1914.
Relativamente ao post do video "Bolero de Ravel", tentei, pelo menos 3 vezes, mas dá sempre erro.
No que se refere ao último post "Luta diária contra o cancro", verifica-se a mesma situação. Neste caso só comentei uma vez mas acho que não vale a pena insistir porque continua a dar erro...

Quanto a este tema "Luta diária contra o cancro", muito há, infelizmente, para dizer....
Toda a gente tem, ou teve, familiares ou amigos que não escaparam a esta "maldição"...
No entanto dá-nos algum ânimo pensarmos que, apesar de tudo, existem casos de sucesso.....
Há, efectivamente, quem tenha a sorte de conseguir ultrapassar e isso, é o que no dá alguma força e coragem para se enfrentar a dura realidade que nos cerca, para não se desistir da luta, para não se deixar cair os braços, para continuar a ter esperança......., mas em abono da verdade se diga...... é muito difícil...., extremamente difícil...., porque muitas vezes parece já não haver mais imaginação, nem energia para transmitir alento a quem enferma desse mal...
Mas é preciso ter esperança, é preciso acreditar na cura e para isso, É PRECISO LUTAR....
Albertina Granja

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cinco minutos que valem a pena. Deliciem-se...

BOLERO DE RAVEL

enviado pelo Joaquim Caldeira

Bronca no blog


Caros amigos e visitantes
Algo de anormal se passou com o nosso blog novo.
Perderam-se várias mensagens e comentários, desde o dia 1 de Outubro de 2011, além de ser dificil para alguns de nós fazer comentários..
Como já tinhamos informado estavamos decididos a voltar ao blog velho, uma vez que a "velhice é um posto na tropa."
Por isso amigos divulguem aos quatro ventos que o nosso blog definitivamente passa a ser o
http://bart1914.blogspot.com/

Quando tiverem dificuldades em fazer comentários, enviem os mesmos para um dos seguintes emails:
lg.tvedras@gmail.com
bart1914@gmail.com

O outro blog continua activo por alguns dias e depois será encerrado.

Abraços.
LG

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ser ex-combatente das ex-colónias. Pelo Joaquim Caldeira

Ser ex-combatente das ex-colónias
Ao ler notícias de ex-combatentes nas ex-colónias que, por terem sido feitos prisioneiros de guerra, deixarem de ter direitos a pensões e ou subvenções, estando-lhes a ser contado o tempo efectivo de combate e só, não pude deixar de sentir raiva.
E quero ajudar a denunciar, o melhor que puder, esta situação injusta em comparação com as chorudas subvenções vitalícias pagas a ex-deputados e outros fiéis servidores.
Tal como vós, também fui recompensado com a lei Paulo Portas, passando a ser abonado em cerca de 150€ que foram diminuindo para 115€, estando agora em cerca de 58€.
Só por chincalhice. Para os desgraçados, combatentes que tanto deram àquela pátria que era nossa, não há verbas para os deixar viver e morrer com alguma dignidade. Limitam-se a sobreviver com a pensão que, por especial favor, lhe foi concedida pela benevolência de alguma assistente social, vindo a ser, mais tarde aplicada a esmola P.P.
E, se olharmos à nossa volta, temos exemplos de pessoas cuja infância foi pobre e, volvidos poucos anos, por magia, ficaram tão ricos que são uma obscenidade. Mas continuam a ter direito a subvenções vitalícias de valor mensal igual ou superior ao que um comum mortal auferirá num ano. Mas há casos ainda mais gritantes.
Ai, Portugal! Ao que foi possível chegares. Que grandes desigualdades, que injustiças e quantos roubos a coberto da legalidade.
Mas não haverá mais quem veja e denuncie, para além do Bastonário da Ordem dos Advogados?
Será que algum dia viveremos em democracia? Estou certo de que sim. Mas há muito para fazer.
Companheiros; Denunciem todas as situações de fraude, roubo ou injustiça de que tiverem conhecimento.
Havemos de abafá-los e vencer.
Joaquim Caldeira

As nossas elites falharam... pelo Dr. Marinho e Pinto

Companheiros
Como nem só de Tropa vive o homem, publicamos a seguir um video que nos foi enviado pelo nosso amigo Joaquim Caldeira, e que se refere a um discurso muito oportuno do Bastonário da Ordem dos Advogados, na abertura do ano judicial de 2011. Vale a pena ver, ouvir....

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Carta aberta de El-Rei D.Carlos ao então Primeiro Ministro, em 1892

Grande exemplo!
Enviado por Joaquim Caldeira

Mais um Sapador encontrado, desta vez pelo Contige

“…Mais uma vez,  a minha última sortida, a sul, teve, apenas, intuitos altruístas.
O de saber do estado de saúde, felizmente já bom, do Reguila e de chegar à fala com mais um companheiro sapador, o Mário Soares Sereno. O Contige ficou com o seu contacto e ficou de aparecer no próximo almoço, de arromba, a confiar nos seus 5 ou 6 laboriosos organizadores . . .”

Este, quem o localizou foi o Contige. Fomos três falar com ele: o Contige, o Reguila e eu.
E ficou de obter o endereço de outro sapador, um tal Ribeiro, que é seu conterrâneo e reside lá para os lados de Tomar.
Abraço
Hipólito

O contacto do Sereno, para quem quiser:
Tel. 214064009

"... para ir, à venda, mercar fósf’ros pr’á titi...Começou a recuperação possivel de alguns artigos. E este vale a pena...

Até pode ser que cole, como desculpa.
Atarefado e derreado a tentar ensinar as boas maneiras ao canito, o kiper, que me tocou em rifa.
Mas, reguila e travesso, faz jus à sua origem marrocânea.
Tanto insisto com o “gajo” que, às tantas, aparece de patas ao ar e a ganir
- Caim, caim, caim . . .
- Que foi ?! . . . intervém a sua defensora oficiosa e minha consorte.
- Nada . . . nada. Foi este morcon que vinha na “mecha” e “escarchou” a “fuça” na biqueira do meu sapato . . .
Não aprende, mesmo!  Desisto . . . e vou, mas é, rabiscar uns comentários, já atrasadotes, como gasta a casa.

Estava a ver que não saía a reportagem do correspondente da BBC (Bocas & Broncas Criptólogas), em Londres.
Sua majestade, amiga de longa data, desde o curso de costura que frequentámos, está, também há muito, ciente de que, os “arremelados”, em versão soft, das TRMS (diminutivo de “T’ramelas”, por que eram, e continuam, conhecidos, os do sul), não valerão as “quilhapas dum gato”.

A  foto do ósculo apaixonado saiu “tremida” por obtida de “biscolêta”, em andamento. Uma daquelas em que aqui, no norte, mal desmamados, já “afanávamos” ao pai e, só no pedal, “tchic . . . tchic” . . . até ao mais que provável trambolhão, raspanete, quando não sova, do dono.
Obtido algum equilíbrio, perna para debaixo do quadro e toca a burra, sujando, na corrente oleada, as calças ou, na falta delas, a perna, com os trambolhões da ordem, o raspanete e sova, agora da mãe.
Até que, já espigadotes, zupa, alçando a perna, pr’a cima da bíscola, até rasgar o traseiro das calças ou calções, igualmente com as consequências já descritas e agora de ambos os progenitores.

Muito ao contrário das “bicicretas” do Campo Grande, de senhora e com o cestinho na  frente, à mariconhês, para ir, à venda, mercar fósf’ros pr’á titi.

Mais uma vez,  a minha última sortida, a sul, teve, apenas, intuitos altruístas.
O de saber do estado de saúde, felizmente já bom, do Reguila e de chegar à fala com mais um companheiro sapador, o Mário Soares Sereno. O Contige ficou com o seu contacto e ficou de aparecer no próximo almoço, de arromba, a confiar nos seus 5 ou 6 laboriosos organizadores . . .

E não, como os que, antevendo, tão-só, tirar a barriga de misérias, se previnem com suspensórios a segurar as pantalonas, ou  com “cintinho à lady Gaga” , para disfarce da “quadratura do círculo estomacal”  . . .

E, fico em dia  . . . e mais que desculpado, digo eu.
Hipólito