.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
O SPM - pelo Hipólito...
Onde andará o Lopes?
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Os comentários são do autor
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ESTE DOCUMENTÁRIO, PELO SEU REALISMO, É VIOLENTO.
É ARREPIANTE MAS VALE A PENA NÃO DEIXAR MORRER A LEMBRANÇA DE TÃO
ABSURDO SOFRIMENTO
Guerra Colonial - anos 60/70 ...
ESTE DOCUMENTO HISTÓRICO É FEITO POR UMA EQUIPA DE TELEVISÃO FRANCESA,
EM PLENOS ANOS SETENTA DO SÉCULO PASSADO.
Guerra Na Guiné...
É o único filme feito na Guiné que apanhou uma sequência real de guerra.
Os jornalistas franceses que seguiam nesta patrulha, mandada executar para que eles tomassem conhecimento com o dia a dia das NT estacionadas em BULA, um pouco a N do Rio Mansoa, apanharam um "cagaço", mas registarm algo que mais nenhum registou. Se não estou errado ia também uma jornalista.
A emboscada que as NT sofreram, não estava "no programa", mas isto era o que podia acontecer sempre que se saía para o mato e neste caso julgo que foi para os lados do CHOQUEMONE, uma das zona quentes onde o IN tinha "acampamento(s)", na área entre BULA-BISSORÃ-S. VICENTE (já no Rio Cacheu).
O Spínola, com a seu ajudante de campo (era ainda o Almeida Bruno) e o Cmdt do Batalhão de BULA foram lá, mal tiveram conhecimento do que tinha acontecido.
http://www.ina.fr/playlist/sport/ma-premiere-selection.248492.fr.html
Mais fotos do Viana
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domingo, 19 de setembro de 2010
Passadeira dos Famosos de Tite
Há algum tempo que desapareceram algumas fotos do blog e depois do ultimo incidente, desapareceram ainda mais.
Vamos agora retomar essas publicações.
Por sugestão do Pica, todas as novas publicações serão publicadas sempre em primeiro lugar e depois vão descendo à medida que se publicam mais.
Por dificuldades em identificar alguns dos nossos companheiros, várias fotos têm apenas um nº.
Nestes casos apelo à vossa memória para que me indiquem o nome de cada um deles.
Abraços
LG.
Racista...
- Bô dia! Eu quer registrar meu minino que nasceu otem.
- Muito bem. O seu filho nasceu ontem, é do sexo masculino... e qual é o nome?
- Marmequer Bicicreta.
- Desculpe! Quer chamar ao seu filho Malmequer Bicicleta?
- É.
- Desculpe, mas não posso aceitar esse nome.
- Não pode, porque tu é racista! Si meu minino fosse branco, tu punha.
- Não tem nada a ver com racismo. Esse não é um nome admitido em Portugal.
- Tu é racista. Si meu minino fosse branco, tu punha esse nome a ele. Tu não põe, porque meu minino é preto.
- Já lhe disse que não tem nada a ver com racismo. Malmequer Bicicleta não é nome de gente.
- Ai não! Então porque é que tu tem uma branca chamada Rosa Mota?
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é uma anedota que nos foi enviada pelo nosso companheiro Carlos Marinho, para que todos nós comecemos bem este domingo.
Um abraço para ti.
LG.
sábado, 18 de setembro de 2010
Parabens ao Palma
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Mais um artigo do ex-Alf. António Moreira da CART 1690
Com a devida vénia transcrevemos mais este interessante artigo do ex-Alf. Moreira da CART 1690., publicado no Jornal Badaladas de hoje.
LG.
Sem palavras
By Pedro Ribeiro Rádio comercial.
13 de Setembro de 2010
O dia em que aprendi o que é estar morto.
Hoje, estive morto. Senti que toda a vida se escapava pelo ar que, aflito e a custo, respirava, enquanto as lágrimas eram gritadas, louco no carro, os olhos à procura, à procura, à procura.
Morri, ali.
A minha filha deveria sair da Escola de Santo António, na Parede, apanhar uma carrinha do ATL e eu ia buscá-la.
O que é que aconteceu? O cartão da escola, que supostamente controla as entradas e saídas dos alunos, valeu zero. Ela saiu, porque viu uma carrinha de ATL e entrou. Era o ATL errado. Ninguém lhe perguntou o nome, não houve uma chamada, nada. Ela entrou com uma colega e só após duas horas de aflição indizível, comigo à procura dela por todo o lado, é que o telefone tocou. De um "After School", a perguntar se eu era o pai de uma Mafalda Ribeiro, que eles tinham, aflita, a pedir para ligarem ao pai. Aliás foi ela que falou: "papá?"
Durante duas horas, morri. Percorri ruas de possíveis percursos, olhei para todas as sombras, parques infantis, supermercados, escola antiga, liguei para os pais de colegas dela, todos os absurdos e horrores passaram pela minha cabeça, chamei o seu nome, entre choro, em ruas e em todos os recantos da escola. Nada. Evaporou-se. Horrível. Uma tristeza, uma aflição, um horror que nunca mais vou esquecer. E quando o telefone tocou e era ela, aquela voz doce da minha princesa, minha vida, meu ar, meu sopro de vida, eu soube o que era renascer. E desfiz-me em lágrimas de novo, e dali até ao tal After School, que teve a minha filha à sua guarda por engano, até ela pedir para ligarem ao pai, levei um segundo e levei toda a vida. Obrigado meu Deus, obrigado! Estacionei às tês pancadas, voei em passo trocado de nervos, pela rua fora, Mafaldinha, Mafaldinha, Mafaldinha, cego de amor aflito, só há descanso e vida quando a abraçar e estiver tudo bem.
Quando a abracei, e ela, agarrada a mim, me disse, apenas: "Olá Papá" eu soube que tinha renascido. E ela também, coitadinha.
Como cartão de visita da nova escola, estou esclarecido. Tantas referências boas e afinal é isto: no primeiro dia, por maioria de razão, deveria existir um ainda mais rigoroso controlo de entradas e saídas, mas quando cheguei o portão estava escancarado, como deveria estar quando a Mafalda viu uma carrinha do ATL a chegar, estava na hora e ela saiu da escola e entrou na carrinha. Ninguém perguntou nada, ninguém fez nada.
E um ATL mete um grupo de crianças numa carrinha, não pergunta nomes, não verifica nada e só ao fim de duas horas é que, perante a aflição de uma criança de 10 anos a pedir para ligarem ao pai é que se acaba com este horror?
Quando penso na forma como desaparecem crianças, para sempre, todos os dias, penso que esses pais e filhos terão sentido isto, e muitos, mesmo sobrevivendo, morreram para sempre.
Eu tive a sorte de poder renascer.
E sei que, a partir de hoje, ganhei uma nova causa: fazer tudo o que estiver ao meu alcance para contribuir para uma Escola responsável, atenta, segura, onde os nossos filhos aprendem e podemos, enquanto pais, estar descansados.
Quando depois desta tarde de horror, fui buscar o pequeno Gonçalo ao colégio e ele me disse, comprometido, "Papá, parti os óculos a jogar à bola" eu disse para mim: que importância é que isso tem? Nenhuma, realmente, não tem nenhuma importância.
Não podia dizer-lhe que o pai hoje tinha aprendido o que é morrer, e tinha tido a bênção de poder nascer de novo."
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Como nem só de tropa vivemos nós, com a devida vénia transcrevemos este artigo.
Impressionante...
Pica Sinos
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Hipólito Sousa, o Senhor Comandante dos Bombeiros de Baltar
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Mais algumas fotos enviadas pelo nosso Capelão
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Outra foto reliquia
Representa mais um dia de distribuição do correio, os aerogramas, as encomendas e também o famoso vinho Lacrimas...
LG.
Poema épico - só do Hipólito...
Há semanas atrás publicamos uma interessante história do SCP que nos foi enviada pelo nosso querido amigo de Peniche, Francisco G.Vieira, um sportinguista dos quatro costados.
Como nem só de tropa vive o homem, publicamos a seguir um igualmente interessante poema épico, que nos foi enviado desta vez, pelo Hipólito a quem agradecemos.
Ficamos à espera das respectivas caneladas...
LG.
A fama dos Dragões assinalados
Que desta Mui Nobre, Invicta e Leal,
Em estádios nunca antes disputados
Jogaram p'ra ganhar cada final,
E em torneios e jogos esforçados
Mais do que era sonhado em Portugal,
Entre gente remota conquistaram
Nova glória, que tanto sublimaram;
E também as memórias gloriosas
De oitenta e sete, aí principiando
Nova Era, e as terras viciosas
Que de Espanha ao Japão foram domando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Imprensa libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
III
Cessem da pantera e mais felinos
As deambulações grandes que fizeram;
Cale-se dos tais cinco violinos
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre dos meninos
A quem Manchester e Real obedeceram!
Cesse tudo o que Record e Bola cantam,
Que outros valores mais alto se alevantam!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Almoço do Gentil
Quer venham do norte ou do sul pela A8, devem sair na portagem 10, e mal saiam da portagem viram à direita, na direcção do Vilar. Ao chegar ao Vilar, viram novamente à direita, na direcção de Vila Verde dos Francos que fica dois quilómetros mais à frente.
Os que não querendo utilizar a auto estrada e venham do sul, seguem pela estrada nacional até Alenquer, direcção Olhalvo e aqui viram à direita direcção Vila Verde dos Francos.
Os que na mesma situação venham do norte, em Leiria apanham a nacional 8 e quando chegarem ao Vilar, viram à esquerda direcção Vila Verde dos Francos.
LG.
domingo, 12 de setembro de 2010
ALMOÇO NA TERRA NATAL DO GENTIL
Pensamento
(autor desconhecido)
LG
sábado, 11 de setembro de 2010
Esta foto é uma reliquia
Não sei se tem interesse.
O capelão facultou-me algumas fotos de Tite que te vou enviar, se souber.
Diz alguma coisa.
Esta é da malta a receber o correio, onde se identificam alguns companheiros
Hip..
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Contige é avô pela segunda vez.
O nosso blog
Quando abro este nosso blog e me dou com a bela foto que o encima, fico triste por ver que de tanta gente, apenas uma duzia de nós se dá ao trabalho de escrever, comentar, enviar fotos, aparecer e mexer no blog, etc etc
E há tanta gente a escrever deliciosamente bem, que podia dar o seu contributo valioso.
E como o blog ganharia com isso e todos nós também.
Que pena meus amigos, que pena...
Abraços
LG
Australopitekus...
Não são, efectivamente, maneiras . . .
Muito menos para um ex não sei de quê, que até parecia comedido e incapaz de tanguear com funções tão nobres e dignas, como as de criptologar que, honra lhes seja feita, até precauções ecológicas, já ao tempo, manifestavam – v.g. incinerando numa lata de assar mosquitos os resíduos secretos ao ar livre, longe de mirones pidescos e cobrindo com mantas (ou “lançóis” ?) os ultra-sofisticadíssimos equipamentos do CC, com receio dos vírus informáticos.
De fonte segura, já nem o ex-capelão faz farinha daquela avis rara e, quando este o visita, é, seguramente, só para lhe surripiar mais uma garrafinha daquele néctar . . .
Passa o tempo a “defecar” e a tossir . . . ainda se escrevesse sobre política, religião ou futebol, em que todos somos sapientíssimos, daria para o galar. Assim, com aquelas trapaças exotéricas . . .
Vá lá menosprezar e zupar nas funções dos australopitecus . . .
Também nem admira, saído de quem saiu, um ex em tudo, [aprendiz eclesiástico, assistente eclesiástico, cmdt de bombeiros, etc., etc.].
Nós bem que espiolhámos e bisbilhotámos , d’onde é que raio terá abortado tamanho arremedo de exemplar pré-histórico [talvez de um sistema galáctico ainda desconhecido], para azucrinar estes prendados e exemplares pais de família e pessoas de bem.
Bem que tentamos, acertar é que está um bico d’obra . . .
Nem adiantará um chavo endossar, para o parceiro d’armas, a tarefa inglória de replicar à bicada do padreco, já que ele, maior e vacinado, é imune e, mais que certo, marimba-se para tudo e já deu para esse peditório o que tinha a dar . . .
Sugeriria, antes que isto dê para o torto, se concordarem, a seguinte proposta:
Que o dito cujo ruminídeo, pela sua actuação degradante, seja, pura e simplesmente, excomungado e banido de todo o nosso contacto e, sobretudo, proscrito e interdito, ad aeternum, de dar à estampa tão reles e intriguistas arrazoados.
Amen
a)-Um visitante identificado e constante da base da dados duma opus . . .
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Hipólito dá nas orelhas dos criptologistas...
Muita concentração, denodada reflexão, aturado estudo e queima de muitas pestanas.
E eu que o diga ! Ainda me vai dar o fanico, de tanta preocupação ! . . .
E, para cúmulo, por falaciosas conjecturas dos confrades guerreiros, ainda passo por pior do que as mulheres que, ao dia, só falam verdade duas vezes.
Uma, ao acordar :
- Ai ! Tenho, hoje, tanto que fazer . . .
Outra, ao deitar :
- Valha-me Deus, hoje, não fiz mesmo nada . . .
Noites mal dormidas, acordar, sobressaltado, para, em bicos de pés e pantufas, não vá estremunhar a madama, ir, teclando, trocar uma vírgula, aqui, um que por um cujo, ali, não vá, o Guedes, extremoso guardião de bons costumes, arremeter, num subterfúgio elegante para salvar a honra de convento, contra qualquer vocábulo mais fora da mãe.
À revelia de minha mulher, pois claro, perplexa e reticente, de tanta computice noctívaga, não compreendendo a dita (computice), com quem, creiam, se mantém, como que um acto sexual.
E é vê-la, de manhã, incrédula, a inspeccionar o computador, tentando percepcionar a razão de tanto afã, imaginando, porventura, alguma manifestação mórbida assolapada, por sentir, a desoras, a barraca abanar com a frenética tremideira do teclado.
E ninguém a valorar tanto sacrifício. Resta-me, ao menos, a consolação do desabafo que segue.
Alertei, desde que intervim no blog, não alertei ?!
Os nossos dois ex-criptos são uma sumidade ecléctica, de se lhe tirar o chapéu !
Um, o Pica, “botou” um trabalho, valoroso, diga-se, no blog e o outro (o Justinho), em jeito de contra-espionagem, vai daí, “desbota-o”, convertendo o texto em hieróglifos indecifráveis, como se estivesse em Tite a (des)codificar ou (des)criptar.
E o pior é que, depois da borrada, ambos clamam aqui d’el-rei, alijando responsabilidades no material que, como sabem, tem sempre razão, e pedindo batatinhas. “Bai” . . . no Batalha . . .
Cavaleiro, o quanto, sei-o agora, penaste com fregueses deste quilate ! . . . Uma rebaldaria, está mais que visto . . .
Estou a scanear, daqui, o que “vocêses” estareis a pensar, tal como um amigo meu, quando cá o artista, tergiversando, tenta trepar :
- Ora, vai mas é defecar de leque e urinar de assobio (deixando ao v/criterioso arbítrio a faculdade de, querendo, vernaculizar este português suave).
Adeus, até ao meu regresso.
Hipólito
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O MESTRE FEZ ANOS NO PASSADO DIA 2 DE SETEMBRO DE 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Capelão Padre Luis Silva
sábado, 21 de agosto de 2010
As peregrinações do Hipólito...
Vocábulo (mijão), está bom de ver, impropriamente usado em sentido figurado, que não no sentido mictório, como parece decorrer da etimologia do mesmo e defende um ou outro “mijinhas” cá da nossa praça bloguística.
Peregrinava, um destes dias, no eixo norte-sul, a caminho da mauritânea, quando fui desembocar numa, para mim desconhecida rotunda, que indicava, entre outros destinos, Lourel.
Apeado, para tomar rumo e confirmar o azimute, sou interpelado por uma cara conhecida que, logo, fez questão, contra minha vontade, claro, de me encaminhar para a sua bem tratada e aprazível tabanca, sita na serra de Sintra.
Nem mais, nem menos, o Carlos Leite (Reguila) que, surpreso por me encontrar por aquelas bandas, tratou, juntamente com a esposa, de nos [cá ao rapaz, minha esposa e neto] obsequiar com um aprimorado, principesco e lauto almoço, até parecendo que estaria já à espera da visita, de tão hospitaleira e fidalga recepção.
Ao convívio, juntaram-se ainda o Correia (das transmissões) e sua esposa, seus vizinhos próximos, tendo paleado um bom par de horas, também sobre Tite e a Guiné, em geral.
Há sempre, porém, um mas . . .
Ao café e respectivo digestivo, sou confrontado com a seguinte afirmação do Carlos, logo corroborada pelo Correia e que até me causou diarreia por largos dias:
- Oh pá, já tenho conversado, não só com o Correia, mas também com outros nossos comparsas e é voz corrente de que tu, Hipólito, em Tite, ou eras da Pide, ou tinhas apanhado grande porrada e foste lá cair, por castigo.
Que belo digestivo! Ninguém está livre de uma penhora. Como ser padre numa freguesia destas!
Que tinha cara de morcão, aspecto esfíngico de ovo escalfado do tempo da “uva mijona”, isso já sabia. Mas um curriculum tão brilhante, não.
Valha-me, ao menos, que será tudo
A bem da nação
Hipólito
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Passadeira dos Famosos
Apesar de aparentemente não haver mais fotos para publicar, estão enganados.
É que durante algum tempo estou fora do meu habitat natural e por isso não tenho acesso às fotos no computador.
Assim sendo quando regressar, continuaremos a publicar e a tentar identificar todos aqueles que ainda faltam.
Abraços, boas férias e saúde.
LG.
19 de Julho de 1967 - o primeiro ataque do IN
Liga, umas vezes, outras não, e desliga, amiúde, com o trabalho a meio, lembrando-me aquela vez, quando bombeiro militante, de, ao toque a feios da sirene do quartel, ter de interromper, no melhor da refrega, uma função conjugal que, por sinal, estava mesmo nas horinhas do senhor.
Ossos do ofício, impecilhos, porém, de um maior rendimento artístico cá pr’ó blog, já que, quanto a refregas, propriamente ditas, estamos conversados.
Àquele, menor rendimento, por prescrição médica, perante os sintomas evidentes de “caquetice crónica”, foi aconselhada terapêutica adequada para evitar solilóquios, sobretudo quanto aos estropícios do bart 1914, que nem troco dão. E começaram com pedalada de corredores de fundo! . . . mas, sol de pouca dura . . .
As recordações são como as cerejas ou as baratas.
Ainda de pensamento imberbe, não sublimei, na altura da nossa tragicomédia guineense, indícios que, ora, vou checando.
Naquele primeiro ataque, de que fomos alvo a 19 de Julho, salvo o erro [sim, esse mesmo que o poeta Costinha historiou, versejando, “fui dar com o cabo SPM abrigado debaixo da cama”], soube-o agora, o Contige e o cabito, aquele, matulão, este, franganote, mas reguilóide quanto baste, estavam de sentinela num dos postos avançados.
Mal as bojardas se fizeram sentir, já, ambos, acagaçados, estavam na horizontal, de “fuça” no chão, com a agravante de o cabito ficar deitado entre e no meio das pernas do Contige.
Bonita posição, sim senhor, e que bem protegida estava a matula no quartel ! . . .
Não sei, para ser franco, se essa posição, pouca ortodoxa, era já reveladora de qualquer tendência menos curial. O que sei é que, agora, na praia do Meco, o mesmo Contige e o Zé Manel, coabitam em “datchas” muito aconchegadinhas, entre si, não podendo, ora, precisar a posição exacta, se de lado, se por cima ou se por baixo.
E que as respectivas consortes (de ambos) lhes lançam uns piropos brejeiros, disso sou testemunha ocular de vista. E que pediram, encarecidamente, para que a minha consorte não soubesse, também é verdade.
Escrevi acima “acagaçados”, do que peço perdão. Por causa das cócegas, deveria, antes, ter escrito “defecados”.
Um xi do
Hipólito
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Do Pica Sinos:
Não sei se já repararam na forma como escreve o ex. aprendiz Eclesiástico em Tite e ex-Comandante de Bombeiros Voluntários de Baltar, Hipólito Sousa. Ele tem um talento natural para a escrita, inspiração nunca lhe falta.
Escrever não é uma tarefa fácil, dá trabalho. Parece-me na forma como o Hipólito escreve tudo lhe é fácil no que diz respeito à escrita. Parabéns amigo.
No entanto, para além da inspiração e do bem escrever, compreendo que com a idade que ele já tem, os acontecimentos de “lá longue” lhe vão fugindo. Acontece a muito boa gente. Digo isto e porque ao ler uma passagem do artigo que escreve este nosso amigo, refere que no ataque ao aquartelamento de 19 Julho 1967, o Contige e o Cabito de Penafiel, num ápice se atiraram para o chão, não dando conta o Cabito de quem já estava estatelado. De todo o modo, parece-me que o acontecimento merece mais uns acrescentos. Não que estivesse nesse abrigo, mas porque uma das personagens de tal “filme” me relatou.
Então vamos lá “pró explico”.
Há duas versões:
O Cabito diz que quando começou a estoirar a “pirotecnia” foi ter com o Contige ao dito posto avançado.
O Contige diz o contrário. Que quando a “festa” começou ao chegar ao abrigo do posto avançado o Cabito já lá se encontrava.
Parece não ser importante saber ao certo quem chegou primeiro, mas é! Se foi o Contige, faz sentido que ele se deitasse de primeiro no chão e o Cabito por cima dele. Ou andaram para melhor cobertura a “dançar o puxa-puxa”, com os bidões vazios existentes no abrigo até caírem no chão, “tocando” ao Cabito ficar com a cara no traseiro do Contige?
Para além deste imbróglio impossível de fazer “replay”, o que interessa saber é que o Contige ficou, como é natural, muito incomodado tal era a pressão no seu traseiro. O Cabito, como bom sapador, não desarmou, e a custo lá foi dizendo…comeces tu o que tiveres comido eu aguento! Não tiro a cara daqui.
Pica Sinos
Gentil F.Lourenço
Falei ontem com o Gentil.
Já acabou os tratamentos inerentes à doença que o afectou e diz sentir-se bem. A tal ponto que vai participar no almoço de aniversário do Mestre, no Monte Fialho, em Mértola, no próximo Sábado dia 28 de Agosto. Devem estar presentes cerca de vinte mastigantes.
Tem as coisas combinadas com o Contige.
As tuas melhoras amigo.
LG.
O Mestre faz anos
O valor do almoço será depois repartido entre todos. Ah e a prenda também.
Será no próximo Sábado dia 28 de Agosto e quem quiser ir deve contactar o Pica Sinos ou o Hipólito.
Abraços ao Mestre e aos amigos que estão a organizar o evento.
LG.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Carlos Ramos, ex-furriel sapador
Falei há pouco para o Ramos afim de saber do seu estado de saúde.
Felizmente as coisas têm corrido bem, não só da parte do olho, que estava com capacidade reduzida devido ao choque com uma teia de aranha, mas também da sua coluna que ultimamente lhe tem dado bastante sofrimento.
É bom sabermos que o nosso amigo se encontra melhor e para ele vai um grande abraço.
LG.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Vergonha, vergonha, é urinar na cama e dizer à mulher que é suado!
Grande e Amigo Guedes
Tendo em conta o que o escrito me despertou e sobretudo a alteração gramatical ao titulo do texto publicado no blog – Vergonha, Vergonha é mijar na cama e dizer à mulher que é suado –venho à estampa para colocar o seguinte:
Segundo o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (antes do acordo outorgrafico)
Mijar, quer dizer: lançar, expelir urina da uretra; Mijação, quer dizer: acção de mijar. Mijada, quer dizer: mijar toda a urina produzida de uma vez pela micção. Mijadela, quer dizer: mancha feita na roupa pela urina. Mijado, quer dizer: que ou se mijou, urinado, sujo com urina. Mijadouro, quer dizer: lugar onde se urina, urinol, mictório. Mijão, quer dizer: que se urina na cama ou por si abaixo. Mijinha, quer dizer: mija pequena. Mijona, quer dizer: forma feminina de mijão.
Nem pareces ser natural do Porto..carago!
Pica Sinos
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Esta engraçada chamada de atenção do Pica vem a propósito de eu ter mudado a palavra inicial do Hipólito - mijar - pela palavra urinar.
Peço desculpa ao autor, ao revisor e aos leitores, mas já me fartei de rir à conta de tudo isto.
Abraços.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Um grupo de mastigantes no Meco
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Aos Mastigantes Crónicos
Caros amigos
Gostei mais uma vez de rever as carinhas larocas dos NININHOS PAPAROCAS...
Agora só um pequeno senão: Tenho reparado nas expressões faciais do pessoal, um bocado pró abstrôncio...melhor; parece que estão ainda no refeitório de Tite !!!!
Será que calhou...ou faltou um pouquinho de alegria ??
Gostava de ver mais risota, paródia, bailarico etc. etc. mas parece que isso ficou para mais tarde.
Que pena não aparecer na “reportagem”.
Eu nos tempos em que “queimava bem” com a minha malta, qualquer jantarada era uma festarola, pese que a condução própria ficava para a maioria fora de questão, e não havia tanto apertanço com os “sopra o balão”.
Também muitos de nós se assoprasse-mos no gingarelho, decerto que a geringonça derretia só com o bafo !!!....
Das duas uma...ou a pinga é fraca, ou vocês têm uns bandulhos de aço inox hermético, que não deixa passar os “vapores” para a tola, e por o corpinho a abanar ??!!.
Vamos lá a ver se na próxima pançada, lá mais para o Sul, vislumbro mais animação no pessoal e respectivas caras-metade.
Um dia destes, vou ver se reuno umas fotos dos meus tempos de “jantarista/farrista” para o pessoal ver como o Justo era redondinho...quase esférico !!
As datchas do Contige e do Zé Manel são mesmo giras...gosto das coisas práticas e funcionais...parabéns para eles.
O Contige tem uma neta muito gira e bem disposta.
Lembra-me minha filha com esta idade...quando têm mais “gracinha”.
Para o nosso repórter X “sô” Pica Sinos, como sempre, trabalhinho elevado e desta, com musiquinha para bater o pezinho...
Continuem nestes encontros, não se esqueçam de tirar sempre uma foto de grupo como nos almoços.
...e tudo de bom para vocês.
BRAÇÕES
Justo
E O HIPÓLITO TAMBÉM DISSE..
Ganda Pica
Está cinco estrelas.
Finalmente, a dita caldeirada deu à costa.
Pena não ter podido comparecer.
O Guedes deve ter ficado a roer as unhas.
Um abraço
Hip.
2 de Agosto de 2010 00:29
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Morreu um grande Artista
30 de Julho de 2010, 09:26
O actor António Feio morreu esta quinta feira à noite, no Hospital da Luz, em Lisboa, onde estava internado desde terça feira, informou hoje a produtora UAU, em comunicado.
António Feio, 55 anos, que sofria de um cancro no pâncreas, morreu às 23:40, na unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz.
António Feio havia sido, em Março, condecorado pelo Presidente da República, por ocasião do Dia Mundial do Teatro, juntamente com sete personalidades ligadas à arte dramática.
O actor lutava contra a doença há um ano e meio, mostrando-se sempre confiante e optimista quanto à sua recuperação. Em entrevista ao SAPO Notícias, em Fevereiro deste ano, António Feio falou abertamente sobre a doença.
O percurso do actor e encenador
António Feio viveu em Moçambique até aos sete anos, tendo depois ido para Lisboa, com a família. Estreou-se aos onze anos no teatro, com a peça de Miguel Torga, "O Mar", dirigida por Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais.
Chega cedo à televisão e ao cinema, participando ainda em folhetins na rádio e campanhas publicitárias.
Em 1969, profissionalizado na companhia teatral de Laura Alves, volta a Moçambique, em digressão com a peça Comprador de Horas.
Retirou-se dos palcos, tendo trabalhado como desenhador num atelier de arquitectos.
Em 1974 está, de novo, no Teatro Experimental de Cascais, de onde sai para formar, com Fernando Gomes, o Teatro Aquarius. Passa de seguida para a Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira, Teatro Popular-Companhia Nacional I, sob a direcção de Ribeirinho, Teatro São Luiz, Teatro Adóque, Teatro ABC, Casa da Comédia, Teatro Aberto, Teatro Variedades, Teatro Nacional D. Maria II.
Começa a encenar com o espectáculo "Pequeno Rebanho Não Desesperes" de Christian Giudicelli, na Casa da Comédia. Segue-se "Vincent "de Leonard Nimoy, no Teatro Nacional D. Maria II e" O Verdadeiro Oeste" de Sam Shepard, no Auditório Carlos Paredes.
Faz, como actor, Inox-Take 5 (1993) com José Pedro Gomes e é o início de um trabalho em conjunto e de uma "dupla" que dura até aos dias de hoje.
Começa a dirigir cursos de formação de actores no Centro Cultural de Benfica e forma com vários alunos alguns grupos: O Esquerda Baixa e o Pano de Ferro, e com eles faz alguns espectáculos.
Seguem-se muitas outras encenações, entre as mais marcantes: "A Partilha" de Miguel Fallabela e "O Que diz Molero" de Diniz Machado (Teatro Nacional D. Maria II); "Conversa da Treta de José Fanha (Auditório Carlos Paredes); "O Aleijadinho do Corvo" de Martin McDonagh (Visões Úteis/ Teatro Rivoli); "Jantar de Idiotas" e "O Chato" de Francis Veber (Teatro Villaret).
Para além do teatro fez televisão (popularizou-se em sitcoms como Conversa da Treta ou programas como 1, 2, 3); algum cinema (com Alfredo Tropa, Eduardo Geada, Luís Filipe Costa e Fernando Fragata), traduções e muitas dobragens.
@SAPO
Pica Sinos
























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