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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Pequenos almoços à borla... pelo Pica Sinos

A DIFERENÇA QUE PODE FAZER O “DE” DO “EM” Para que não haja quaisquer dúvidas, começo por afirmar que todo este texto é ficção ou invenção resultante da imaginação do autor, qualquer semelhança ou parecença com alguém ou personagens que possam eventualmente terem conhecido ou conheçam, é pura coincidência ou mera casualidade. Segundo histórias do povo na antiguidade, foi o formato dos cornos sobrepostos nos narizes dos rinocerontes que originaram chamar no Nordeste Africano, à parcela pontiaguda deste continente, de Corno de África, região que engloba diversos países africanos tais como a Somália e a Etiópia. No entanto não é do “Corno de África” que quero falar hoje, mas sim do dito “em África”, personagem que vivia maritalmente com uma outra e que foi traído, ao melhor estilo do realismo fantástico.
Dizem os “má línguas” que a prática, continuada, da traição era visível na fronte do “em”, através do crescimento de um par de robustos chifres não ramificados, que fazia inveja à melhor espécie do mamífero búfalo-africano (Syncerus caffer). Este “espécime” estava sitiado numa pequena cidade, na costa ocidental da região africana, num país que foi colónia portuguesa desde o século XV até à sua independência no século XX.
Era receptor dos produtos agrícolas de maior cultivo: arroz, amendoim, castalha-de-caju entre outros, que constituíam a única fonte do rendimento e alimentação dos naturais, e, de riqueza fácil do protagonista desta história, que, os mercantilizava a troco de uns míseros tostões ou de parcos géneros alimentícios. Comercializando-os posteriormente, por bom preço, na grande capital. Também detinha uma espécie de snack-bar que praticamente estava reservado aos europeus que por ali estacionavam sobretudo por via do “turismo safariano”. O homem era baixo e gordo, de estilo. Sebento e anafado de natureza. Repelente e asqueroso de feitio. Tinha ao seu serviço quatro empregados que, não só atendiam a clientela, como também cuidavam da limpeza dos estabelecimentos, do cultivo da horta que também dispunha nas traseiras do edifício. Creio que a sua consorte também era considerada subordinada, pois quando as coisas não corriam de feição não era difícil de perceber o “sururu” que existia para além da porta do snack-bar que dava acesso ao holl de entrada, tal como aos quartos de dormir da moradia. Um dado dia, pela manhã, dou com alguém, na frente do balcão do já citado snak-bar, a gesticular indignado por não haver um empregado que o servisse de uma prazenteira sandes mista, regada com uma cerveja bem gelada, dado que o jantar do dia anterior não foi de molde a contentar o seu exigente estômago, justificava. Vai daí, irado, nada rogado, entra pela moradia dentro, para apresentar, em “livro”, a sua reclamação, quando observa o que não devia ter observado, ou seja, um dos empregados a usar, em “benefício próprio”, numa das camas, sem o consentimento do mercador, alguém que este considerava ser de sua propriedade. É certo que a ira e a vontade de comer, do “mirones” por acidente, desapareceu por completo, confidenciando-me, mais tarde, que as contas dos pequenos-almoços, assim como o “cão” no rol dos “deves”, a partir desse dia, sem o pedir, tinham descontos consideráveis. Pica Sinos

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Hoje é sexta-feira, 13.

E como está um belo dia de sol, pré primaveril, aqui vai um conselho...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Carlos Reguila

Amigos Finalmente consegui falar com o Carlos Reguila.
O Pica facultou-me o seu numero de telefone.
Foi uma conversa longa ontem à tarde ao recordamos muitas coisas passadas em Tite.
Ficou a promessa dum possivel encontro breve perto da sua terra, Men Martins, onde também mora o Correia.
De qualquer maneira em Maio no almoço de confraternização, em Ovar, nos encontraremos.
Falou-me da alegria que teve ao falar com o Pica anteriormente e também com o cap. Paraiso Pinto.
Mais um amigo que procuramos há muito tempo e que foi reencontrado.
Abraços para todos.
Leandro Guedes

Guerra Colonial - recortes

Designa-se por Guerra Colonial, Guerra do Ultramar (designação oficial portuguesa do conflito até ao 25 de Abril), ou Guerra de Libertação (designação mais utilizada pelos africanos independentistas), o período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, entre 1961 e 1974. Na época, era também referida vulgarmente em Portugal como Guerra de África. O início deste episódio da história militar portuguesa ocorreu em Angola, a 4 de Fevereiro de 1961, na zona que viria a designar-se por Zona Sublevada do Norte (ZSN), que corresponde aos distritos do Zaire, Uíje e Quanza-Norte. A Revolução dos Cravos em Portugal, a 25 de Abril de 1974, determinou o seu fim. Com a mudança do rumo político do país, o empenhamento militar das forças armadas portuguesas deixou de fazer sentido. Os novos dirigentes anunciavam a democratização do país e predispunham-se a aceitar as reivindicações de independência das colónias — pelo que se passaram a negociar as fases de transição com os movimentos de libertação empenhados na luta armada. Ao longo do seu desenvolvimento foi necessário aumentar progressivamente a mobilização das forças portuguesas, nos três teatros de operações, de forma proporcional ao alargamento das frentes de combate que, no início da década de 1970, atingiria o seu limite crítico. Pela parte portuguesa, a guerra sustentava-se pelo princípio político da defesa daquilo que considerava território nacional, baseando-se ideologicamente num conceito de nação pluricontinental e multi-racial. Pelo outro lado, os movimentos de libertação justificavam-se com base no princípio inalienável de auto-determinação e independência, num quadro internacional de apoio e incentivo à luta. (...) Na Guiné, os confrontos foram iniciados, na perspectiva portuguesa, em Julho de 1961 quando guerrilheiros do Movimento de Libertação da Guiné (MLG) lançaram ataques às povoações de S. Domingos, Suzana e Varela, junto à fronteira noroeste com o Senegal. [1] Na perspectiva guineense, os confrontos iniciaram-se em Janeiro de 1963, quando o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), sob a forma de guerrilha, desencadeou um ataque ao quartel de Tite, a Sul de Bissau, junto ao rio Corubal. Com a acção do MLG no noroeste, a partir do Senegal, e do PAIGC no sul, a partir da Guiné-Conacri, os ataques rapidamente se estenderam a quase todo o território, crescendo continuamente de intensidade, e exigindo um empenhamento proporcional por parte dos portugueses. A guerra na Guiné colocou frente a frente dois homens de forte personalidade: Amílcar Cabral e António de Spínola, responsáveis pela modelação do teatro de operações na Guiné. Em 1965 dá-se o alastramento da guerra ao Leste (Pirada, Canquelifá, Beli). Nesse mesmo ano, o PAIGC realizou missões no Norte, na região de São Domingos, onde, até ao momento, apenas actuava a FLING, que se via a braços na luta, depois da OUA ter canalizado o seu apoio para o PAIGC. Este, em sequência da sua crescente afirmação internacional, viria a receber apoio militar cubano, que duraria até ao final da guerra. Pode-se dizer que as forças portuguesas desempenharam, na Guiné, uma força defensiva, mais de manutenção das posições que propriamente de conquista das populações, limitando-se, de uma forma geral, a conter as acções do PAIGC. Por isso, esta época inflingiu um grande desgaste para os portugueses, constantemente surpreendidos pelos guerrilheiros e pela influência destes junto da população que, entretanto, era recrutada para o movimento. Com as decisões de António de Spínola, as forças portuguesas ganhavam um carácter mais ofensivo. Entre 1968 e 1972, sob o comando deste general, conseguiriam manter a situação sob controlo e, por vezes, levar a cabo acções de confirmação das posições estratégicas. Mais: agora lutava-se subversivamente, utilizando a manipulação propagandística que iria afectar os níveis mais altos da hierarquia do PAIGC. Porém, a situação pendeu rapidamente para o lado do PAIGC que, não obstante o assassínio de Amílcar Cabral, não diminuiu a actividade operacional. Em Março, o aparecimento dos mísseis anti-aéreos obrigaria as tropas portuguesas a reavaliarem o esforço de guerra. Durante algum tempo, o suporte aéreo ficou, assim, indisponível, o que teve graves repercussões nas tropas, mesmo a nível psicológico. Marcelo Caetano, em conflito com Spínola, dispensou o general do cargo de governador, que seria ocupado por Bettencourt Rodrigues a 21 de Setembro de 1973. Três dias depois, o PAIGC declarava a independência do novo estado, em Madina do Boé. Curiosamente, nem Spínola nem Bettencourt estavam no terreno durante esta ocorrência. (...) Wikipedia - Google ...Estas fotografias chocam mesmo. Pela violência e pela crueldade dos assassínios - cometidos em 1961 pelos membros da UPA. Pela forma serena e quase sorridente com que os nossos soldados se deixaram fotografar frente a cabeças espetadas em paus ou corpos esventrados - com o mesmo ar com que posam para a fotografia de fim de curso. Mas esta foi a realidade dos anos 60 em Angola. Compreenda-la é perceber melhor o que foi aquela guerra e não deixar esquecer aquilo que as guerras, sejam elas quais forem, fazem aos homens. As fotografias que aqui mostramos nunca foram publicadas porque a censura nao deixou. Os horrores e violações flagrantes dos mais básicos direitos Humanos passaram-se no norte de Angola. São imagens da violência da guerra e, sobretudo, do terrorismo da guerra - na Fazenda Tabi, os membros da União dos Povos de Angola (UPA) liderada por Holden Roberto, mataram os administradores brancos a golpes de catana, e na Fazenda Cassoneca esventraram um soba (chefe de uma tribo) e mataram toda a sua família, porque se recusou a deixar de trabalhar para os brancos. Os negros que trabalhavam nas fazendas de café administradas por portugueses - um objectivo “militar” a atingir porque destruir a economia é uma das formas de vencer a guerra - e que eram identificados por usarem uma fita colorida á volta da cabeça, eram decapitados e as suas cabeças espetadas em paus. ...Numa guerra de guerrilha toda a população é o “inimigo”. E as tropas portuguesas não demoraram muito a utilizar os mesmos métodos, instigadas pelo treino que, depois, passaram a receber antes de embarcarem. Da preparação para a guerra constavam ainda slogans de conteúdo racista, que apresentavam indiscriminadamente, o “preto” como inimigo, música e canções guerreiras. (...) . ..A violência alimenta a violência e é disso que são feitas as guerras. Ao ver estas fotografias não é difícil perceber como funciona este ciclo de ódio. (...) In Notícias Magazine, diário Notícias 17 de Março de 1996 Zé Justo Google JJ edição fotos

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Assim fiz camarada, assim fiz... pelo Pica Sinos

ASSIM FIZ CAMARADA, ASSIM FIZ Bissau, Hospital, 03 de Outubro de 1968. …Pronto já está, ao contrário da outra perna, em que o osso tinha cerca de 2 cm de comprimento, na perna direita, tiraram-me um bocado de osso do tamanho de uma “castanha”, mas uma “castanha” das granjolas, digo isto porque me ofertaram o ossinho, que foi fora, causava-me arrepios, o rasgo não é muito grande, mas maior que o outro, 12 cm talvez, levou uma dúzia de pontos… …A operação não foi antes, na data que digo atrás, porque apareceu um moço feito num “oito”! Era tão grave o seu estado de saúde que eu já estava anestesiado, com tudo pronto na sala das operações e transportaram-me novamente para a enfermaria, foi-me dito o sucedido, perante o meu espanto, pelo enfermeiro Silva quando acordei… Café Avenida, Bissau 8 de Outubro de 1968. …Quando venho à cidade depois da “revista” médica, e com o “beneplácito na fuga” dos enfermeiros de serviço, a coisa não é má de todo, pelo contrário, os dias vão correndo bem, só tenho que regressar ao hospital pelas 23 horas, entrar “desenfiado” pelas traseiras, antes primeiro esconder a “Velosolex” que me “obriga” a ter algumas dores, pois não pega senão de empurrão e, com uma das pernas ainda com pontos a coisa torna-se complicada… Recordo estas frases, e o tempo, ao reler os aerogramas que enviei à minha namorada e companheira de sempre, por ocasião da minha “estadia” no hospital em Bissau. Vem a propósito esta história para que se sinta hoje, como era fácil a solidariedade entre os jovens “carimbados” pelo mesmo infortúnio e, também a importância que máquina velocípede teve e a facilidade como me foi “oferecida”, pedindo que a quem eventualmente a leia, e se lembre do feito, que me contacte, pois teria muito gosto em abraça-lo e recordar esses tempos de franca camaradagem. Com efeito, sobretudo nas noites, muitos de nós conhecidos de Lisboa, era costume, no Café Avenida, bebericarmos umas cervejas e trocarmos conversas, quer da nossa cidade quer dos locais onde nos encontrávamos na Guiné. Eu era uma espécie de “relevo”, porque um dos “divertimentos” destes companheiros de “la route”, era deslocarem-se à muralha do porto de Bissau e “assistir” aos ataques a Tite. Só viam os clarões, mas não era difícil imaginar o resto. O sofrimento não era o mesmo é certo, mas o suficiente para considerarem a “malta” de Tite heróica. Numa dessas noites de bebericagem, a meio da conversa, queixo-me das dores que sentia em deslocar-me a pé, agravadas pela grande chatice de ter que subir para o unimogue da “carreira” dos militares Bissau/Quartel dos Adidos, este situado no subúrbio da cidade, quando, um dos presentes e para minha surpresa, não foi de modas: …Pica estás a ver ali aquela Velosolex? Uma vez que depois de amanhã vou sair de Bissau e já não vou precisar dela, a Velosolex é tua! …Com uma condição, quando te fores embora entregas a quem dela precise em condições idênticas às tuas… Assim fiz camarada, Assim fiz! Obrigado Raul Pica Sinos Nota: Foto da cidade de Bissau foi retirada do Blog de João Nunes (Agua Lisa 5)

Allô Brasil - Mendonça, Nitéroi, Rio Verde, Belo Horizonte, Recife, Cuiabá e Salvador

bela foto , gentileza de gilgiardeli.wordpress
Hoje tivemos visitas destas sete cidades Brasileiras. Será que alguma destas visitas foi do Bagulho? Se foi, manda um abraço p'ra gente, meu. Abraços Leandro Guedes

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Relembrando... pelo Zé Justo.

Rapazes Garanto-vos que estou todo baralhado... Eu tenho como certo que aquilo de que me lembro, foi o que se passou, embora logicamente, e passados 40 anos, tenha que admitir imprecisões!! O motivo pelo qual dei dois murros no calmeirão, foi por isto: Certa noite estava naquele abrigo subterrâneo que até tinha uma mini tasca, pois havia pessoal que levava vinho e petiscos para vender ao pessoal. Bebia uma bejeca, quando à entrada do abrigo, aparece o calmeirão a dizer que queria falar comigo!Quando saí do abrigo ele estava acompanhado PELO ALFERES que na altura (embora pouco tempo) era o Alferes das TMS.Era um gajo pequenino, pró gordinho e cheio de tiques. Estranhei aquela cena, e como já tinha tido umas marrações com o dito menino, fiquei à espera do motivo do chamamento. Não é então que o fulano me começa a falar sobre o CCP, sobre as msgs ??!! que o alferes lhe tinha dito que aquilo era uma bandalheira, e que eu tinha que ter muito cuidadinho com ele, pois andava-me a vigiar ??!! Eu fiquei de cair por terra...estava atónito...mas que raio de merda de conversa era aquela, a que propósito tudo aquilo? Virei-me para o ALFERES e perguntei-lhe o que se estava a passar, mas ele não me disse absolutamente nada.Ouve uns segundos de silêncio, e como nada adiantaram mais, preparava-me para virar costas àquela conversa de malucos, quando o calmeirão me agarra no braço me empurra contra um cibe do abrigo, e diz: Só te vais embora quando eu mandar ó parvalhão !!... Ai minha nossa senhora...comecei a ver estrelinhas...o sacana fez as duas coisas que mais me enervam e tiram do sério; agarrar e ofender...Passei-me...dei-lhe duas murraças, mesmo no meio da tromba, o fulano nem reagiu ficou meio parvo a olhar para mim.O alferes arrancou sozinho, e eu arranquei também, mas com a mão a ferver!!Ainda pensei uns minutos naquela estranha conversa; o que tinha a ver aquele gajo com o CCP e que raio de anomalias ele falava ??!!Tomei uma resolução: Era já noite avançada mas meti pés a caminho e dirigi-me aos Reabastecimentos onde costumava estar até tarde o capitão Luís Vicente, chefe do Guedes, pedi autorização para falar, o que ele com cara de caso concedeu, e relatei o episódio, tintim por tintim. Perguntou-me porque tinha ido falar com ele, ao que respondi que não podia admitir que se fizessem insinuações torpes, sobre um serviço de tanta responsabilidade com o Centro Cripto. Bem o resto vocês recordam. Agora perante o que o Guedes e Pica contam...é pá eu não estou charolas !! ou se calhar estou. O Cavaleiro teve uns tempos a comandar as tms, mas recordo que veio na realidade um alferes de tms para Tite, e como disse pouco tempo lá esteve. Quando fui interrogado pelo oficial de Bissau, mantive sempre as história conforme se tinha passado, vinculando que a minha agressão,. foi um impulso perante tanta barbaridade como descrevi, e de uma agressão (forte puxão no braço, ao mesmo tempo que me ameaçava). O Cavaleiro falou e eu nunca esqueci, tudo o que o pessoal intercedeu por mim.Grato fiquei e continuo a estar, pois decerto aliviaram minha pena, que só eu sei o que me custou não poder reagir com mais meios aos apertos que me fizeram. Felizmente, lá voltei para o meu Bairro Alto querido, para beijar as minhas protectoras. Amigos, repetindo-me...esta foi a história, e estranho ninguém se lembar do sacana do mini Alferes das TMS. Era unha com carne com o matulão e andava sempre com uma vergasta na mão. Agora também penso que a cena kiss me devia ter sido com outros protagonistas, que não estes ??!!Sei que a razão estava comigo, não provoquei nem dei motivos para aqueles despropósitos, mas a tropa tinha umas bitolas ou pouco suigéneris. ABRAÇÕES para os três Zé Justo

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

EUROPEANA - Biblioteca multimédia online da Europa

Inaugurada biblioteca multimédia online da Europa com mais de dois milhões de obras. Como me parece muito util, aqui está o seu endereço. Passará a estar inserido na nossa rubrica "sites muito úteis". A biblioteca multimédia online da Europa, "Europeana", está acessível desde hoje ao público, que através da Internet poderá aceder a mais de dois milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia. Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações,fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membrosda UE, tendo por exemplo de Portugal a Carta plana de parte da Costa do Brasil, um mapa de 1784. Acessível, em todas as línguas da UE, através do endereço(_www.europeana.eu _ <http://www.europeana.eu/>), a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de 1000 organizações culturais de toda a Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções. Segundo a Comissão Europeia, que lançou esta iniciativa em 2005, este é "apenas o começo", pois a ideia é expandir a biblioteca, envolvendo também o sector privado, e o objectivo é que em 2010 a Europeana dê acesso a pelo menos dez milhões de obras "representativas da riquezada diversidade cultural da Europa e terá zonas interactivas, nomeadamente para comunidades com interesses especiais". "Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. Por seu turno, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação, Viviane Reding, apelou "às instituições culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital". Segundo dados da Comissão, desde a "abertura" da biblioteca, hoje de manhã, houve dez milhões de visitas por hora, tendo esta "tempestade de interesse" forçado mesmo a "deitar o sistema abaixo" por algum tempo para duplicar a capacidade do "site".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Torres Vedras - Há 30 anos Cidade!

Foi em 3 de Fevereiro de 1979, que Torres Vedras foi elevada à categoria de cidade, ainda segundo as normas rigidas que vinham do regime anterior.
Na noite de hoje, 3 de Fevereiro de 2009, foi organizado um concerto com a Banda dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras, no Teatro-Cine Ferreira da Silva, que estava repleto de cidadãos e individualidades do Concelho. Há 30 anos atrás também neste Teatro-Cine com a mesma Banda dos Bombeiros, assistiu a população a um concerto comemorativo.
Parabens a Torres Vedras e às suas gentes.
Alguns elementos sobre o concelho: 72.750 habitantes (Censos 2001)
. Economia Torres Vedras é o concelho do Oeste que em termos absolutos mais contribui para a produção de riqueza, representando cerca de 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto em 2004).
Contudo os seus mais de 70.000 habitantes apresentam um Poder de Compra per Capita (IPC 2004) de apenas 82,63, considerando o índice 100 como o valor médio do País.
. Sectores de Actividade Em relação à distribuição da população residente pelos grandes sectores de actividade económica tem-se verificado a diminuição progressiva do sector primário (agricultura) e a correspondente compensação através do crescimento do sector terciário (comércio e serviços). De acordo com os dados do INE relativos a 2001, a distribuição da popupação activa por sector era de: 57,2% para o comércio e serviços, 34,5% para a indústria e os restantes 8,3% para o sector representativo da agricultura e pescas.
simpatia do site Praia de Santa Cruz

Há quarenta anos era assim... pelo Pica Sinos

nesta foto veem-se entre outros:
Luis Filipe, Henriques, Bagulho, Narciso, Clarim, Pica, Heitor.
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HÁ DISTANCIA DE 40 ANOS NUM DOMINGO À TARDE Reza o dicionário que uma vila é um aglomerado populacional de tamanho intermédio entre a aldeia e a cidade, dotado de uma economia em que o sector terciário (comércio e serviços) tem uma importância no mínimo razoável e, pelo menos, 1.000 habitantes. Quando “passei” pelo continente africano, no local onde permaneci, as coisas não se apresentavam exactamente assim: a “vila” era constituída por 3 “aldeias”, (uma a norte, outra a sul, compostas por naturais, a terceira ao centro, composta por europeus). Penso que não continha um tal número de habitantes, ao todo, por excesso, uns 500. Os estabelecimentos de comércio e serviços eram só dois, diferentes na grandeza, dispersas umas tantas “tascas”. Á data dava (creio que ainda) pelo nome de Tite, ficando para uma outra ocasião a descrição e o interesse, que foi grande, desta “vila” no campo histórico, na área económica e no plano estratégico/militar. A historieta que vou relatar, decorreu no ano de 1968, em dia de domingo, não tendo outro objectivo, senão a “cusquisse”, e registar o acontecimento algo “explosivo”, numa das “aldeia” onde a casta era bem vincada, transmitida pela hereditariedade em termos físicos e comportamentais, de tal forma que corria o risco em ser preso, despromovido e excomungado quem ousava pô-la, a dita casta, em causa. Em termos de enquadramento, refiro, por exemplo, que aos domingos, as mulheres sentavam-se na frente das suas palhotas vestidas com “panos” endomingados, limpos, com olhares atentos nos seus rebentos e nos animais domésticos que possuíam, cavaqueando ora com vizinhas ora com visitas, sempre sorridentes ou gargalhando forte, chamando para si a atenção de quem passasse, fossem indivíduos brancos ou pretos. A única, mas formosa, branca existente estava sempre “escondida” durante os dias úteis da semana por afazeres profissionais, para com os nativos, no posto comercial que detinha, mas aos domingos fazia exactamente o mesmo, era um encanto vê-la sorridente para todos, esmeradamente vestida, penteada e pintada no período que dispensava, no servir, no bar, as encomendas da rapaziada. As bajudas, essas, andavam em grupo pelas “avenidas” da tabanca, ou cavaqueando concentradas junto à “casa da água”, mostrando na sua passagem o que de mais bonito possuíam – os seios – fazendo propositadamente olhares de “provocação” típicos da sua jovialidade. Os homens passeavam vestidos do que de melhor tinham para se mostrarem diferentes ao resto dos dias e quiçá vaidosos. Alguns preferiam passar o dia a “enfrascarem-se” em aguardente de “cana”, ou em cerveja, num ritual e objectivos comuns não só pelo prazer da deglutição, mas também por algo másculo. Aos domingos corria tudo na “perfeição”, inclusive as flagelações do IN também não existiam, quando subitamente, na “3ª aldeia”, a estorvar todos estes momentos prazenteiros, alguém em surdina, mas suficientemente audível para um grupo de “castrenses” que se encontravam para os lados da “porta d’armas”, exclamou: …Os gajos beijaram-se…Os gajos beijaram-se! Foi muito complicado abafar tal burburinho! Já tinha sido noticia de “primeira página” o que se passou numa das messes, com uma breve “paixoneta”. A “sopa” não se entornou porque foi imediatamente “agarrada”. Mas os acontecimentos com o chocho na porta d’armas foram bem diferentes, por incompreendido e ao mesmo tempo delicado pelas consequências que poderiam advir para os protagonistas. Mas não se pense que tinha sido “descoberta a pólvora em Tite”, já na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates. Era uma espécie de prova de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática. Creio que o problema existiu porque a beijoca não tinha sido dada após decorrido qualquer combate com o IN, nem os intervenientes eram propriamente guerreiros! Que raio, há “distancia de 40 anos”, presumo tal “burburinho” se deveu mais a esta razão do que por outra qualquer”. Para além disso, era domingo! Pica Sinos