35º almoço em 2026 - Figueira da Foz - Quinta da Salmanha.
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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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domingo, 6 de maio de 2012
Poema à Mãe
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"
sábado, 5 de maio de 2012
Furriel Gilberto Espirito Santo do Pel. de Morteiros
Bom dia para todos.
Sem hipóteses de poder estar nesse almoço mas ,em pensamento e como se la estivesse.Com efeito quase que semanalmente abro o blog do Bart.1914 para ver se ha novidades. Desejo a todos um óptimo almoço e que nao haja excessos desse bom vinho que vocês ai tem. Um abraço para todos e grato por se terem lembrado de mim.
Gilberto Espirito Santo
Pel. Morteiros
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Lembrando os mortos na guerra colonial!
Antecipadamente um bom almoço no Sábado e faz o favor de dares uns abrações com fortes palmadas nas costas a todo o pessoal e claro, ao Pica e Cavaleiros...DOIS...pra ti TRÊS.. !!
Tudo bom
Justo
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Faz anos o nosso capitão (miliciano)
Segundo rezam as escrituras dos Artilheiros, faz hoje anos o nosso maior - o Capitão Paraiso Pinto.
Para ele um grande abraço desta tropa que não o esquece.
Hipólito.
Furriel Caldeira faz anos hoje
Para ele o nosso abraço de parabens e que continue a colaborar neste blog.
Quando puderes manda uma foto tua actual um pouco maior, pois só temos esta.
Boa saúde companheiro.
Hipólito
O Pedro não vem ao almoço em Almada
25 de Abril - retirado blog do Pica Sinos. Comentário!
O Carlos não era fotógrafo de profissão, nem pouco mais ou menos, mas era um apaixonado por tudo o que à fotografia dizia respeito e era um amante da natureza…..!!!
Comprava as melhores e mais modernas máquinas que na época existiam, ía aos locais mais recônditos captar imagens fantásticas, quer fosse no campo ou na cidade, na serra ou no mar…..!!!
Tanto andava por vales ou planícies, como galgava montanhas ou aventurava-se pelas zonas de sapal, na ria formosa, quando as marés baixavam, para fotografar as garças, os flamingos e outras espécies, que escolhiam aqueles locais para dali retirarem o seu sustento…...
Natural de Olhão, onde viveu até terminar o curso comercial, passou a residir em Lisboa, a partir dos 17/18 anos de idade a fim de prosseguir os seus estudos, regressando à sua terra natal apenas 3 a 4 vezes por ano, nos períodos de férias, mas sempre acompanhado da sua máquina fotográfica, para que pudesse registar todo e qualquer momento que ele achasse importante....
Foi em Lisboa que então passou a ter a sua residência permanente e fazia por estar sempre presente em todo o tipo de eventos que por perto ocorriam (desde que a sua vida profissional lhe permitisse), por forma a poder captar as imagens mais genuínas……e foi o que aconteceu na manhã do dia 25 de Abril de 1974…!!!!!
Parabéns pelo texto que aqui é apresentado e parabéns também pela escolha da foto que o ilustra…..!!!!
Albertina Granja
terça-feira, 1 de maio de 2012
1º. de Maio - ao jeito de homenagem a Miguel Portas
e eu sou, no meu viver amplo e sem véus,
como os caminhos soltos pela terra,
como os pássaros livres pelos céus.
que os enche os pulmões, é o movimento,
traz num corpo irrequieto como o mar
uma alma errante e boémia como o vento.
razão mesma de ser do meu destino,
há-de ser a palavra derradeira
que há-de aflorar-me aos lábios como um hino.
Aureolada de louros ou de espinhos
há-de cingir-me a fronte nas campanhas,
há-de ferir-me os pés pelos caminhos.
seja utopia ou seja ideal, - que importa?
Quero viver por esse ideal lutando,
quero morrer se essa utopia é morta !
quinta-feira, 26 de abril de 2012
10000 singing Beethoven - Ode an die Freude / Ode to Joy / 歓喜に寄せて
Meus amigos
Como nem só de tropa vive o homem e o 25 de Abril já lá vai... partilho convosco este excelente video de musica classica, uma maravilha, cantado por 10.000 participantes, que me foi enviado pelo meu amigo Zé António, que por sua vez o recebeu de outro amigo, Fernando Fonseca.
É uma obra notavel de Beethoven - Hino da alegria.
São 18 mnutos que vale a pena ouvir.
Mas se vos faltar a paciencia, ouçam pelo menos os ultimos 5 minutos, enquanto mudam as fraldas aos netos...
Abreijos como diz o
Zé António
terça-feira, 24 de abril de 2012
O 25 de Abril pelo Justo - parte II
Aqui vai a minha modesta colaboração para o 25 Abril no Blog.
Claro que a publicação ou não ficará ao vosso critério.
Tudo de bom
Justo
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Amigos
Tentei juntar umas letras alusivas a mais um dia 25 de Abril, mas a tristeza e desilusão é tanta, que mesmo com esforço não consegui transpor ao papel o que me vai na alma.
Relembrando o que foi este dia há trinta e oito anos, e no que melhor ainda sei fazer, “escrevo” nesta imagem o que sinto hoje.
Esperança para todos, e se possível acreditem em melhores dias...
Justo
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Longos ciprestes desta selva anosa,
Mochos de voz sinistra e lamentosa,
Que dissolveis dos fados a incerteza;
Onde de horror sem fim Plutão se goza,
Não aterreis esta alma dolorosa,
Que é mais triste que voz minha tristeza.
Esperanças frustrei do amor mais terno,
A posse de celeste formosura.
E, lamentando a minha desventura,
Movereis à piedade o mesmo Inferno.
Foto - montagem com edição de imagens Google e frases adaptadas de canção de Zeca Afonso e poema de Vinicius de Moraes
segunda-feira, 23 de abril de 2012
25 de Abril - pelo Justo
Companheiros "saiu-se-me mais esta" !!!...
Guedes, é um pequeno texto com endereços de dois filmes que reputo de interessantes e uma montagem.
Já sabes a receita.....se não gostarem...tulha !!!
BRAÇÕES e boa semana sem telejornais nem debates......
Justo
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza........
Capitães de Abril - filme de Maria de Medeiros
...uma das cenas que não me canso de ver!!
Que coragem a do capitão Salgueiro Maia...tão injustamente esquecido !!
http://youtu.be/kHmd2avz2iU
25 de Abril - retirado blog do Pica Sinos, com a devida vénia
TALVEZ NÃO SAIBAM (?) QUE A REVOLUÇÃO DE ABRIL DE 1974...
Raul Pica Sinos
Dicionário Enciclopédia Wikipedia. Foto de Carlos Granja
domingo, 22 de abril de 2012
Fernando Lopes Graça - Acordai! (Lisboa Cantat)
- Coro infantil e juvenil de T.Vedras
- Coro da Associação de reformados de Torres Vedras
- Camerata Vocal de Torres Vedras.
- Coro CantÁrte de T.Vedras
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Sobre os ex-combatentes
Com a devida vénia ao Jornal Badaladas e ao Sr. Carlos Carvalho, publicamos este artigo sobre os ex-combatentes..
terça-feira, 17 de abril de 2012
O Justo e o almoço anual
Para já aceita os meus cumprimentos pois é a primeira vez que te contacto.
Nunca tinha reparado não estares na minha "lista negra" de endereços e-mails. Já lá estás para memória futura.
Claro, se vires incoveninte, por ser e-mail de trabalho ou coisa do género diz que eu "desarisco", tudo bem, sem problemas.
Amigo sobre o almoço, ainda não será desta vez que vos abraço.
Sou um lambão de primeira, e agora até faço as análises ao colesterol e glicémia às escondidas da minha mulher para não me chater a cabeça com os receios dela, que diga-se, são mais que justificados.
Adoro cozinhar, e perco-me com petiscos.
Ontem voltei à sucapa a fazer os testes, e a médica da farmácia até se espantou com os valores ???!!!...deu-me uma reprimenta dos diabos (já nos conhecemos desde tempos)...bem até eu fiquei azulinho.
Já sei que para resistir tenho que estar longe das tentações, senão lá vai argolada, e tenho que me agarrar.
Grande Contige, sei que tudo irá correr pelo melhor no almoço que superiormente estás a organizar, e que todos se divirtam e bebam uns canecos à minha OK.
Tudo de bom pra ti, um abração e cumprimentos à família
Justo
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Chaparro está internado!
Tomamos conhecimento através do Ramos de Moura que, o nosso camarada Chaparro, tinha sido internado de urgência no Hospital de S. José, em Lisboa.
Ficamos inquietos com a noticia e, de imediato um de nós foi mobilizado, para ir ao encontro do Chaparro e, saber do estado de saúde do nosso querido amigo.
De facto o Chaparro, vai ser operado à coluna vertebral por “avaria” de 2 vertebras, mas antes tem que “debandar” a pneumonia que “transporta” e, só então é possível a operação.
No dia em que o Contige e a filha Sandra o foram visitar (domingo), o nosso amigo estava bem e, ficou muito sensibilizado pelo carinho que lhe foi dispensado.
Todos os dias uma irmã que, mora na Amadora o visita. Quem o quiser fazer pode encontra-lo em Medicina 2 – Cama 57 – Joaquim José Chaparro.
Rápidas melhoras amigo.
Pica Sinos
As fotos de cada um de nós!
Como sabeis é já no próximo dia 5 de Maio que se vai realizar o nosso almoço anual, lá para os lados de Almada, conforme tem sido anunciado, tendo já sido enviada carta/convite pelos organizadores.
Queria fazer um pedido a todos aqueles que ainda não enviaram fotos para o blog para que tragam no dia de almoço, uma foto do tempo de Tite e outra actual.
Depois de serem digitalizadas, serão devolvidas aos próprios.
Entretanto vamos recomeçar a publicar no blog, fotos de cada um de nós, começando pelo Capitão Paraiso Pinto.
Obrigado e um abraço.
sábado, 14 de abril de 2012
HISTÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS - pelo Pica Sinos
HISTÓRIAS DO MEU VELHO BAIRRO DAS FURNAS

Num destes dias, ao atravessar uma rua, deparo com um berlinde perdido no asfalto. Era um berlinde de dimensão e diâmetro acima dos normais. Bem bonito. Incorporava várias meias luas de cores diversas. Pelo respeito e pelo divertimento que, os bilas me ocasionaram no passado, enquanto menino, não resisti. Curvei-me e apanhei-o. Tenho-o guardado.
Creio não ser difícil encontrar berlindes nas ruas, sobretudo quando há colégios/escolas para miúdos por perto. Como eu me lembro, a caminho da minha escola primária, ou na volta para casa, da doidice por “jogatanas” com os bilas, sobretudo no jogo das 3 covinhas, que me “obrigou” várias vezes a chegar atrasado às aulas, tal não era a paixão.
Na verdade, o calor dado às brincadeiras, não ficava só pelos jogos dos berlindes nas diversas modalidades. Muitas outras brincadeiras ocupavam o tempo do recreio e, não menos apaixonantes, nomeadamente do peão. Também gostava muito de “andar/correr” com o arco, este, quando acionado com o auxílio de uma gancheta. E o gozo que dava corridas com os carros de lata, feitos com as caixas da graxa e das sardinhas que, construía. Rememoro os jogos; do lenço, da cabra-cega e da macaca, sem bem que, para com estes, a minha atração era menor.
Sobressalta-me, no momento que escrevo estas memórias, um misto de alegria e de nostalgia. Alegria; por relembrar as reinações, as arrelias, as quezilas, resultantes das competições com os “putos” do meu bairro. Nostalgia; por razões sentidas pelo brilho, ao “regressar”, no pensamento e na escrita, às brincadeiras do passado.
O sururu era ainda pior, quando sujo e roto chegava a casa. No entanto, os desentendimentos com a rapaziada, (quando “aceites” as explicações), eram “sol” de pouca duração, mas… a diversão quase sempre era dada como acabada.
Para se jogar, raras eram as ruas, no velho Bairro das Furnas, que não tinham buracos construídos por rapazes e raparigas. Eu direi que, embora qualquer local servisse, o sítio privilegiado, para os rapazes da minha geração, era o terreno de terra batida, por detrás da praça, a caminho do campo da bola. Aqui não haviam “velhas” a chatear e, a mandar-nos calar, dos barulhos resultantes da algazarra, motivada pela paixão da competição. Quem se lembra, sabe que naquele sítio, no lado esquerdo desta larga vereda, acompanhavam algumas oliveiras e outras árvores de média dimensão. No clivo, estavam em construção alguns prédios na Rua das Furnas.
Quase todos os miúdos levavam os berlindes num pequeno saco de pano. Também possuía um. Tinha um atilho em cima, onde ao puxar, o saco ficava fechado. Dentro, transportava berlindes de todos os tamanhos e feitios. As cores e os nomes variavam; na generalidade e, em maior quantidade, chamavam-se guelas, mas ainda havia; os carolos que, eram mais “fortes”, com vistas a aguentarem melhor as piladas. Com o mesmo objetivo, as esferas de metal. Em menos quantidade e, bem guardados; os abafadores, as leiteiras, os olho-de-bois, etc..
Se falhasse deixava o bilas onde parasse. Seguia outro jogador. Assim sucessivamente. Se se chegasse a “fazer” todos os buracos, ganhava-se. Era então pago ao ganhador o “tributo” combinado (geralmente 2 ou 3 bilas).
Como se “matava” ou ganhavam os bilas?
Imaginemos que no desenrolar do jogo, e depois de se fazer as 3 primeiras covas, eu acertava no buraco seguinte. Tinha o direito, com as piladas “matar” os berlindes que estivesse (ou não) mais próximos desse buraco. Para isso, era-me permitido utilizar um palmo da mão que, não raras vezes fazia “aumentar” o seu tamanho (o espaço passava de 15 para 20 cm). Seguia para o próximo buraco e, a cena repetia-se com os bilas mais próximos, se conseguisse conquistar o 6º buraco, o jogo acabava, ganhando a todos os bilas em competição.
Porque não um dia destes um grupo de “cotas” fazer uma partidinha com os bilas dos seus netos? Com uma condição: Quem derrotado, aceitar com fair play a derrota!
Raul Pica Sinos
Texto com a participação de Teresa Carvalho (no relembrar nomes dos bilas e modalidades)
Foto do topónimo da criação do autor
Fotos Google, dos meninos a jogar (com montagem do autor) e berlindes
E o que já disseram as “maria-rapaz”!
Eu aceito essa jogatana, tenho "guelas" cá em casa, sempre fui uma Maria Rapaz e as melhores covas para se jogar ao “guelas” na minha zona, ficava praticamente em frente à minha casa, na rua das Tílias, onde existia uma Geradora de electricidade e à frente um espaço relativamente razoável onde existiam as 3 covas de jogo.
Tive sempre a sorte de conter um "abafador", lembraste como eram? Normais com as particularidades de ter uma risca preta que ia de um lado ao outro do guelas, ao trocarmos 3 vezes com o nosso abafador num dos berlindes de alguém, esse alguém ficava sem esse mesmo berlinde e automaticamente era nosso.
Eu não os guardava em nenhum saco, na minha geração, muito depois da tua, usávamos garrafas e ficávamos orgulhosos quando a conseguíamos encher até cá acima de “guelas”, sempre tive uma grande variedade tanto de cores como de tamanhos, os grandes lembro me de exibi-los com o maior orgulho como de um tufo se tratasse, comprei alguns na D. Olívia, outros e a grande maioria eram "abafados"....reguila eu!!!!
Mónica Carvalho
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Olá Raul
Tudo bem contigo e família.
Nós estamos bem graças a Deus. Sabes com quem eu jogava o bilas....com a Fátima Alves, irmã do Aníbal, (o Tripa ) na rua das Nogueiras, quando eu morava na rua dos salgueiros...dava-lhe cada puxão de cabelos que nem imaginas....era só a brincadeira não correr bem e pumba....ás vezes levava eu para não me armar em espertalhona.....
Belos tempos.
Uma bjoca
Fernanda Arsénio
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Meu Querido
De facto, o texto está absolutamente delicioso, e lembro-me agora que o outro jogo não era o círculo mas sim o "roda". Voltando ao teu texto; como seria de esperar, está um texto bestialmente bem escrito e como a exemplo de outros, transporta os seus leitores para o cenário da história.
Parabéns meu amigo
Jinho gd
Té (Teresa Carvalho)
Instabilidade na Guiné, de novo...
Nas ruas há um movimento reduzido de viaturas, mas muita gente a pé e os táxis voltaram a circular, bem como os toca-toca, as carrinhas de transporte de passageiros.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Madrinhas de Guerra - pelo José Costa
19/3/2011
Madrinhas de Guerra
Esta é a estória de um ex combatente que foi mobilizado em 1967/1969 para combater na Guiné Bart Tite Guine Bissau e passados 40 anos resolveu procurar a Madrinha de Guerra, que tantas horas boas de escrita me proporcionou dando-me fé e esperança no sucesso do meu regresso. Esta gratidão nunca a pagarei!
— em RTP1 Programa Geração Anos 60 - Out2008.
http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=404056829604389&id=100000002258452&comment_id=89630511#!/photo.php?v=393517383991667&set=vb.100000002258452&type=2&theater
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Hotel Portugal - Bissau
Amigo Guedes
Descobri esta preciosidade...rótulo do Hotel Portugal em Bissau.
Creio que muitos de nós por lá passamos, e esta esplanada deixou-me muitas recordações...a mancarra já descascada vendida pelos miudos nas alcofas, um "peso",uma carrada...as sandes com carcaça de farinha de arroz, que a gente apertava um bocadinho e desfazia-se a bucha nas mãos...as conservas de enguia, que eram caras para burro, mas que eu não resistia...enfim...aqui vai uma foto do "Je" na dita...eramos uns borrachos (no bom sentido hem).
Espero que gostes
Justo
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Páscoa Feliz
CARLOS JUSTO E FAMILIA
Cleo e Carlos Rodrigues Justo cleo_carlos@live.com.pt
segunda-feira, 9 de abril de 2012
When a Man Loves a Woman - Percy Sledge (pelo José Costa)
José Costa
Relembro aqui também os responsaveis pela cantina das praças (Noné e...), que também eles ao domingo, se dispunham a dar um pouco mais de volume aos seus gravadores para que a malta ouvisse estas e outras canções.
Lembro ainda de alguém, não me lembro quem, que de vez em quando levava alguns discos proibidos e um deles era a Pedra Filosofal. Esta e outras canções eram ouvidas lá dentro da cantina, na arrecadação. Eu tenho receio de me enganar mas acho que estes discos eram do Alf. Carvalho. Quem se lembra disto?
Parabens ao Costa por este recordação.
LG.
domingo, 8 de abril de 2012
Faz hoje 45 anos que partimos para a Guiné!
Neste domingo de Páscoa, passa mais um ano sobre a nossa partida para a Guiné - 8 de Abril de 1967. Já são 45 anos.
Vou a seguir publicar um texto, que foi o primeiro alusivo ao facto, depois que foi criado o blog. E publico também os comentários que à época foram feitos.
Espero que gostem.
Renasceram dois de nós. Só por vos termos encontrado, o Sopinha e o Costa, valeu a pena iniciarmos este blog.
Outros serão encontrados também.
José Costa disse...
Meus Deus!! Quis o destino que precisamente hoje, 41 anos depois, e de tanto procurar os meus companheiros da CCS Bart 1914, nos jornais,nas revsitas e anúncios vários, nunca encontrei ninguém!E hoje por um acaso encontro este blog!!! Então eu sou o Costa Op.Msgs!! Alguém se lembra de mim? Dêm-me notícias vossas... porra!
8 de Abril de 2008 23:42
alcinda leal disse...
As maravilhas da blogosfera! Leandro, razão tinha o nosso professor em insistir que criássemos os nossos blogues! Estou completamente rendida! Já viu as possibilidades de Comunicação? O vosso camarada Zé Costa encontrou-vos através do blogue! Também na minha família criámos um blogue de forma a comunicarmos os cerca de 40 elementos que a constituem! O meu blogue fica assim para a comunicação entre amigos !Eis a razão por que estou rendida à Blogosfera!
Cumprimentos
9 de Abril de 2008 15:42
Raul Pica Sinos disse...
És o Costa de Ovar? Onde andas? O Blog já falou de ti várias vezes. O Cavaleiro também já perguntou por ti. O Justo já mostrou várias fotos tuas.Vai ler a história do Padeiro Contige e lá vens mencionado. Diz coisas rapaz. Deixa a tua morada electrónica.
Pica Sinos
9 de Abril de 2008 18:16
Zé Justo disse...
Grande Costa, sejas ben aparecido rapaz, sou o Justo op. Cripto lembras-te? Tenho perguntado por ti pois eras do nosso grupo de convivio diário. Vou falar com o pessoal de forma a contactar-mos mas sem deixar mails nos Blogs.Um abração e até breve.
9 de Abril de 2008 20:17
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Amigo Costa
Folgo em saber que ainda "mexes"A malta ( Justo e Cavaleiro entre outros) têm perguntado por ti e não tinha respostas. Disse que te encontrei várias vezes (há muitos anos) no Porto na estação deS.Bento. Mas que perdi o teu rasto. Felizmente apareceste. Tenho escrito umas coisas para o blog onde mencionei o teu nome uma ou duas vezes.Seria muito bom que dissesses algo aos amigos que te procuraram e já agora, no Blog.
Um Abraço
Pica Sinos
.
Nota: Para todos
Um dia destes vou encontrar-me (para a semana que vem) com o Dr. Paraíso Pinto para me fornecer uns elementos Da nossa vida em Tite, já está tudo combinado.Como ele não "mexe" nestas coisas da Internet vou fazer copia de todos os textos do blog entregar ao amigo.Aliás fiz ao Contino que mandei por correio.Também para a semana (talvez no mesmo dia) vou almoçar com O Sopinha e vou dar os vossos endereços electrónicos. Se não se importarem.
(ainda perguntas?. Segue em frente Amigo). "
Pica Sinos.
__________________________
"Menina dos Olhos Tristes", de Adriano Correa de Oliveira e letra de Reinaldo Ferreira, é uma canção que experime os sentimentos, as ansiedades, as angustias e as incertezas que então nos acodiam...
sábado, 7 de abril de 2012
Compasso Pascal - na minha infancia!
No fim da missa matinal no Domingo de Páscoa, os sinos da Igreja de Paranhos tocavam alegremente, eram distribuídos pelos mordomos e pelos rapazes as opas encarnadas e era designado o sineiro, que iria fazer a publicidade; a cruz era entregue a um mordomo que a conseguisse aguentar; outro homem era portador do saco com uma ranhura que havia de recolher as esmolas em dinheiro; outro ainda trazia um saco aberto onde seriam depositadas as amêndoas, as prendas que eram dadas ao senhor padre; havia ainda um outro elemento que era portador da caldeira de água benta; e ainda outro encarregue de acompanhar o padre para lhe segurar na batina quando era preciso. Era um cortejo que punha as crianças em alvoroço e numa correria muito grande.
A Páscoa era um acontecimento importante para toda a gente, crente ou não, praticante ou não. Aliás as coisas ligadas à Igreja, no nosso tempo, tinham muita importância – a Páscoa, o Natal, o Crisma, a Comunhão (primeira e a solene), a Catequese, etc. Pelo menos para a pequenada. Hoje a maior parte desses pequenos seguiram caminhos diferentes.
Chegado o Domingo de Páscoa, a inquietação da pequenada era imensa – ouviam-se os foguetes e ao longe as campainhas que avisavam da passagem do Compasso a caminho das nossas casas, onde na maior parte das vezes ele só chegava pela tarde fora. O percurso Pascal era muito grande e os Compassos eram vários – só nunca compreendi porque os Padres Capuchinhos, ordem Franciscana do Ameal (vestidos de castanho com uma corda à cintura e sandálias), não podiam fazer o passeio Pascal, que só era “permitido” à Igreja paroquial de Paranhos (padres vestidos de preto), onde também era feita a Primeira Comunhão, a Solene e o Crisma. Mas enfim, coisas passadas, mas que foram regularizadas, sendo hoje estas actividades repartidas “irmãmente”.
Lá dentro a mesa está posta com aquilo que cada um tem e pode – amêndoas, vinho do Porto, um bolo e alguma moeda para tilintar dentro das outras que já estão dentro do saco. A casa e as pessoas que nela habitam são benzidas e o compasso segue o seu caminho. Noutras casas há salpicão, presunto e até leitão não esquecendo um envelope simpático para o senhor Padre.
O Padre entra na nossa casa, logo a seguir a Cruz, a água benta, o mordomo das esmolas e o das prendas. São recebidos na sala de jantar, na entrada, e a casa modesta é pequena para tanta gente importante. Toda a gente beija a Cruz onde está Jesus crucificado. Diz algumas palavras de consolo ou de paz à família, faz um carinho às crianças e vai embora. Come apenas uma amêndoa e um golo de vinho do Porto, porque o petisco numa das casas mais próximas será mais apelativo. Mas nada se perde, porque depois do senhor Padre sair, a pequenada faz um assalto à mesa, debaixo do olhar repreensivo e ao mesmo tempo compreensivo da Mãe.
E assim se passou mais um Domingo de Páscoa à moda antiga – hoje nem os exemplos, nem os valores, nem a Fé, nem as preces, nem os costumes, nem os trajectos, são os mesmos…
LG.
Páscoa Feliz
COM TUDO O QUE HÁ DE MELHOR…
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Ainda estás aí???
Sem te desejar uma EXCELENTE PÁSCOA!
Manuela e António Cavaleiro!!!
Páscoa - pelo Justo
Acabei de ler e reler o texto Pascal do nosso Pica Sinos, no Blog.
Claro que comentar já não vale a pena, pois tudo que sai daquelas mãozinhas por tão bem narrado, é certo e sabido que nos leva para tempos passados e recordar faz bem à alma...
O tema lembrou-me uma prosa que fiz em tempos, sobre a Páscoa e que rebuscando lá o fui encontrar.
Não terá uma visão muito religiosa do tema, mas no entanto passou-se nos tenros anos da minha meninice.
É uma mera curiosidade!!
Justo
A Igreja do Sacramento, sita na Calçada do mesmo nome, que vai do Largo do Carmo à Rua Garrett, esteve bastante ligada à minha família, e bastante presente na minha memória.
Nela casaram meus pais; fomos nós batizados, fizemos todas as Comunhões o Crisma etc.etc.
Eu e meu irmão desde muito novos fomos ?compelidos? a uma forte educação Católica.
Minha avó materna, cedo enviuvou, e a igreja tornou-se para ela o refúgio espiritual, quotidiano, pois não era senhora de amizades fáceis.
Claro que nós por imposição, além de frequentarmos a Catequese Dominical pós missa, também por vezes lá tínhamos que marcar presenças nos terços, Te Deum e ?principalmente? a Via Sacra por alturas da Páscoa.
Friso a palavra ?principalmente? porque de todas as celebrações religiosas, a Via Sacra era para nós miúdos de sete/oito anos, francamente a mais penosa. ?Uma seca? no vernáculo atual !!
A Via Sacra é uma oração que tem como objectivo meditar na paixão, morte e ressurreição de Cristo. É o reviver dos últimos momentos da sua vida na Terra. São 15 estações, que nos ajudam a percorrer um caminho espiritual e a compreender melhor a pessoa de Jesus e o amor que teve por nós ao ponto de se deixar matar, sofrendo muito, para que todos nós aprendêssemos o que é verdadeiramente amar.?(...) in Wikipédia
Eu e meu irmão vestia-mos umas opas vermelhas (capas sem mangas) e eram-nos dadas duas tochas de culto, e integrávamos o cortejo sempre com o carrancudo Padre Carvalho, Pároco do Sacramento, chefiando as hostes !!.
O Padre Carvalho, era pessoa já de alguma idade, e para nós, não primava pela simpatia, e muito menos pela paciência com a miudagem que ao Domingo, antes da catequese fazia uma xinfrineira nos claustros da Igreja.
Era bastante ríspido, tinha um semblante carregado, e sempre uma maneira de olhar que gelava os ossos !!
Quando nos ajoelhava-mos, e o padre lia os extensos textos bíblicos alusivos, acompanhado com cânticos pelas costumadas senhoras.
Para compensar o enfado, o nosso entretenimento, era com as unhas ir arrancando os bocados de cera quente e mole que iam escorrendo da vela, e fazia-mos pequenas bolas que sorrateiramente mandava-os para o meio do chão para se agarrarem os sapatos dos fiéis.
Admito hoje que ?não se faz? mas a pouca idade e o fastio de estar ali ?preso? aguçavam o pendão da maldade !!!
A minha atrapalhação era enorme...tremia todo e tentava desesperado agarrar a mola e metê-la no sítio, mas não conseguia.
A minha figura devia ser única, eu muito corado, de joelhos, aflito para tentar compor a situação...os pingos de cera queimando-me as mãos...meu irmão ria...minha avó se tivesse um buraco no chão, decerto que nele se enfiava...o Padre Carvalho, devorava-me com aquele olhar de fogo...a confusão era geral, tendo sido o sacristão que abrupta e finalmente me tirou a tocha das mãos e lá a levou para a Sacristia.
Como complemento, este Sacristão, era também uma figura sinistra para a miudagem.
Só recordo o choro de minha avó, referindo a humilhação por que tinha passado !! quando já no caminho para casa, e a promessa de queixas aos meus pais, com o complemento punitivo assegurado.
Não lembro se na realidade isso aconteceu ou não, mas sei que ela durante muito tempo nem me podia ver.
Era-me muito querida.
Senhora super sensível, os anos que viveu em Inglaterra, bruniram ainda mais a sua personalidade, sendo uma encantadora conversadora e de um trato fino e meigo, que com muita saudade recordo.
Já adulto, era a minha confidente, por vezes conselheira, e até banqueira, pois de quando em vez lá lhe metia um vale para umas notitas, ?cravanços? a que ela generosamente nunca se opunha.
Será a fraqueza, a insegurança e os medos, a solidão, o pouco saber ??!!
Mesmo nos momentos mais atrozes da minha vida; estar debaixo de bombardeamentos na Guiné, no pânico permanente do vislumbre da morte, o desaparecimento de quem mais amo, gravíssimo problema de saúde...nunca senti necessidade de apelar a Deuses ou Santos, bem pelo contrário, os maus momentos ainda veicularam mais, o que sobre isso penso.
Por vezes pergunto-me; se na realidade existe alguém tão bom e misericordioso, como oiço tantos defenderem, onde andará ?
Deve ser cego e surdo, e tudo o que se passa neste desgraçado mundo merece a sua total indiferença ?
Eu tenho as minhas respostas.
Há no entanto um santo, esse sim de minha inteira devoção; o ?São Justo?, é nele que vou buscar as forças e animo, quando deles necessito !
O ?São Justo? é muito recriminador, teimoso, mas grande companheiro e perito em me agarrar quando por vezes estou prestes a cair...é assim...como que um ?anjinho da guarda de grandes asas, sempre voando baixinho ao meu redor para não se afastar muito? !!
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Amigo Guedes
Continuo sem conseguir comentar diretamente no Blog ??!!!!
Não é azelhice minha, pois já confirmei que há uma incompatibilidade com o meu novo sistema e o blog, pois até para o abrir e avançar com o cursor é um castigo e morro com enervante lentidão.
Por tudo isto, agradecia ? caso aches ter interesse - que inserisses este comentário OK.
José Justo
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Pica, não me lembrava ter contado isto em Tite, e muito menos a cena do fio de telefone...que por graça repetia várias vezes só para ver sempre o sorriso lindo da Sãozinha: - Já não me enganas!!
Ligando a isto, a Alda há alguns anos teve uma queda grave que a levou ao hospital durante uns tempos de internamento.
Numa das visitas, e para animar a situação, lembrei-me da piadinha do ?aperto do fio? e na brincadeira fingi estar a estrangular o tubo do soro. Claro que a família já conhecia a gracinha e estava a sorrir,
...eis senão quando...uma idosa, visita de outra doente (assim pró tipo; calhandra de
carregar pela boca!!) se aproxima muito excitada e aos berros a bater-me na
mão???!!!...?pra estar quieto...que aquilo não se fazia, era um perigo...coitadinha da
criatura, eu devia era ser maluco? etc. etc. Escusado será dizer que o meu pessoal, se já sorria com a fingida maldade, acabou quase à gargalhada.
José Justo
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Á amiga Albertina Granja.
Obrigado pelo comentário, e creia que esta minha avó materna superava tudo o que de bom e ternurento se possa imaginar de um ser humano. Ainda hoje com minha mãe (93 anos) lembramos lindos episódios passados com ela.
Tendo as suas crenças religiosas bastante fortes, aceitava as minhas ideias e teorias de uma forma absolutamente única, dando-me por vezes razão e ficou deslumbrada, ao lhe definir o Catolicismo como Dogmático, com a frase ?Os dogmas não se discutem, ou se acreditam ou não?.
Nas nossas conversas pós almoço sobre religião (na época trabalhava na baixa e almoçava todos os dias na sua casa no Rossio) falava-lhe várias vezes sobre um episódio por mim vivido do primeiro ano de Religião e Moral na Veiga Beirão ? disciplina que eu abominava - a um padre, que tinha o condão de me arrepiar cada vez que abria a boca.
Talvez conte um dia as quatro perguntas, que me valeram a expulsão das aulas da dita disciplina, e uma prometida queixa ao diretor da escola...que parece nunca se ter concretizado...porquê não sei, ou talvez calcule!!!
Guedes, sem querer ?abri o leque? se vires que é longo corta no que quiseres, comigo tudo bem.
Abraços e cumprimentos.
José Justo





















