Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

A TRAGEDIA DE BISSASSEMA - pela CCAÇ 2314

 





CCaç 2314 - Age Quod Agis

Memórias de uma guerra…

A TRAGÉDIA DE BISSÁSSEMA

Tínhamos acabado o treino operacional e a CCAÇ 2314 estava em condições de rumar até Jabadá para assumir a sua área de responsabilidade.

O Furriel  Fernando Almeida, responsável logístico pela companhia, deslocara-se para aquele aquartelamento a fim de preparar a ida da Companhia.

Enquanto isso, a Companhia iria participar numa operação para instalar uma força que iria construir o aquartelamento na região da Península de Bissassema, situada na margem sul do rio Geba em frente de Bissau.

Muito se tem dito sobre a "HISTÓRIA DE BISSÁSSEMA".

Cada uma tem um fundo de verdade  no relato desse fatídico mês e consoante a vivência de cada um nessa ocorrência.

A história da Unidade da CCAÇ 2314 refere que “a Península de Bissássema, se situava na região de Quinara, do lado oposto à cidade de Bissau tendo o rio Geba de permeio, era uma região essencialmente rica em arroz, cultivado nas extensas bolanhas que a rodeavam e onde o PAIGC se movimentava com facilidade, controlava e recebia apoio logístico da população e onde exercia intensa ação psicológica. Face à sua situação estratégica, tendo em conta aquela, tornava-se necessário ocupar a região de modo a evitar possíveis flagelações a Bissau e, por isso, subtrair ao PAIGC o controlo da região, evitando o recrutamento de meios humanos e, também, o reabastecimento de alimentos das suas bases naquele regulado. Era portanto, necessário instalar, assim, uma força naquela região e a consequente construção de um aquartelamento.”

O início de Bissássema ocorreu nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, ao se ter realizado naquela região uma operação com a finalidade de instalar essa força. A operação coube à  CCAÇ 2314 em conjunto com a CART 1743, reforçadas com elementos da CCS do Bart 1914. Decorreu aparentemente, sem incidentes significativos e, no local, foi deixada a força comandada pelo Alferes Milº. Rosa, com e seu pelotão de europeus e mais 2 pelotões de milícias para guarnecer e controlar a região, um de Tite e o outro de Jabadá.

No regresso a Tite, no dia 1 de Fevereiro, a CCAÇ 2314 teve o primeiro contato com guerrilheiros do PAIGC e sofreu os dois primeiros feridos, na região de Brandãozinho.

Pensou-se que ocupar Bissássema não seria assim tão fácil. Tratava-se de uma tabanca de onde as forças do PAIGC tinham desaparecido sem deixar rasto, mas, na madrugada do dia 3 de fevereiro, desencadeou um forte ataque a Bissássema. Meia hora depois, o tiroteio parecia ter acabado. Foi esperança de pouca dura, pois logo a seguir, começou um novo ataque. Poucas horas depois, soube-se que a força do PAIGC entrou no dispositivo de defesa lançando granadas e semeando o pânico. Em consequência da forte flagelação, o PAIGC expulsou as forças existentes e fez como prisioneiros o Alferes António Rosa e mais dois militares. Os restantes militares puseram-se em debandada para salvar a vida. Na retirada ficaram desaparecidos um furriel e um sargento e este, mais tarde, foi encontrado morto no rio Geba.

Nessa noite, estava em Tite o Conjunto João Paulo.

Diz a História da CCaç 2314: “Depois do ataque IN, em 030000FEV68, a BISSÁSSEMA, as posições das NT que se encontravam naquela tabanca ficaram desguarnecidas. Encontrando-se esta C. CAÇ. em TITE, recebeu ordem para se deslocar para BISSÁSSEMA a fim de socorrer as NT que se encontravam nessa tabanca. Á chegada a BISSÁSSEMA, verificou-se que o IN já havia retirado, apenas se encontravam na tabanca um pequeno número de elementos da população. Foi dada ordem a esta Companhia para guarnecer BISSÁSSEMA a fim de proteger a população.”

Eram três  da manhã. Face as informações sobre o ataque referido, um “pelotão de voluntários”, cujos elementos mais tarde iriam constituir o grupo “Os Brutos”, incluindo um Pelotão de nativos, “Os Boinas Verdes”, avançaram de imediato para Bissássema para se inteirarem da situação e, principalmente, em reforço das forças ali estacionadas. Entretanto, o resto do efetivo da CCAÇ 2314 preparou-se para se dirigir também para aquela região, tendo encontrado a força inicial posicionada nas imediações da tabanca, que aguardava o resto da companhia. Constata-se que a enorme tabanca estava praticamente abandonada, sem militares, sem forças do PAIGC e sem população. Contudo no percurso foram sabendo do que tinha acontecido e o que ia observando, era evidente que a situação era extremamente grave e imprevisível.

Face à situação, foram distribuídos setores de defesa aos pelotões e ordenado que rapidamente fossem construídos abrigos e campos de tiro. Mas isto não acabou por aqui, o PAICG não queria perder aquela posição estratégica e a todo custo desenvolveu ações no sentido de recuperar a tabanca.

Assim, na noite do dia 4 e, após 4 horas, na madrugada do dia 5 de fevereiro, desencadeou ações com armas de fogo com a finalidade de experimentar e recolher informação sob o posicionamento dos militares ali instalados em abrigos e valas construídos apressadamente. E 10 minutos antes da meia-noite do mesmo dia 5 de fevereiro, desencadearem uma forte flagelação, que apenas durou cerca de 25 minutos por, ao pretenderem tomar de assaltos as nossas posições, sofreram consequências drásticas (baixas) o que os levou a retirar. Mas no dia 9 de fevereiro, pela 1 da manhã, regressaram com muito mais efetivos e melhor armamento, talvez comandado por Nino Vieira, com a vontade de novo tomar de assalto, capturar e desalojar as posições defensivas da C. CAÇ. 2314. Conseguiram abrir uma brecha no dispositivo de defesa em consequência de terem sido feridos 4 elementos de um abrigo e penetrado no interior do dispositivo de defesa. Mas a forte reação das NT obrigou as forças do PAIGC a retirar com pesadas baixas, deixadas no local, abandonando grande quantidade de material de guerra e, apressadamente, transportaram grande quantidade de feridos que sofreram no ataque. Finalmente, passados cerca de 15 dias, no dia 25 de fevereiro, o PAIGC voltou a desencadear mais uma ação violenta de flagelação, agora com menor efetivo e armamento, tendo retirado, novamente, com varias baixas.

Em face do falhanço na efetivação da instalação de um aquartelamento e tendo em consideração os resultados que se registaram no início, foi decidido abandonar a tabanca de Bissássema.

No dia 10 de março, procedesse à recolha de arroz, e ao reordenamento das populações para seguirem para a região a norte de Tite. Por isso, foram destruídas todas as moranças das tabancas, bem como os próprios abrigos que tínhamos construído para a defesa de Bissássema. Nunca mais lá voltámos.

Mais tarde, precisamente três anos depois, em 15 de janeiro de 1971, a CCAV 2765, com apoio de um destacamento de engenharia do BENG 447, deram início às obras da construção  do quartel da nova tabanca de BISSÁSSEMA.

Em 12 de Novembro de 1971, a CCaç 3327 fez deslocar dois pelotões para Bissássema onde foram substituir a CCav 2765. Para efeitos operacionais, em Bissássema, a CCaç 3327/BII17 tinha adido os Pelotões de Milícias 294 e 295.

Para além da proteção das tabancas da sua zona a Companhia tinha como missão principal a construção de 100 casas no reordenamento, construir ainda uma escola, um furo artesiano, eletrificar o perímetro do aquartelamento e uma Cooperativa Agrícola, entre outras iniciativas e ordens recebidas.

Esta CCaç 3327/BII17 seria substituída em Bissássema pela CArt 6252/Bart 6520/72, tendo cessado as suas funções no T.O. da Guiné no dia 14 de Dezembro de 1972.

Mais uma vez entendemos recordar e divulgar o sacrifício que estes jovens militares portugueses tiveram no cumprimento do seu dever que, embora lhes tenha sido imposto, o desempenharam com o sacrifício da própria vida, para bem das populações autóctones e do País.

Na madrugada de 22 de novembro de 1970, no decurso da operação “Mar Verde”, estes e outros os prisioneiros portugueses, no total de 26, foram libertados da prisão Montanha por um grupo de combate do Destacamento de Fuzileiros Especiais (Africanos) n. 21, numa ação armada efetuada pelas Forças Armadas Portuguesas na Guiné-Conakry, sob o comando de Alpoim Galvão.

António Júlio Rosa, Alferes Miliciano, natural da Abrunhosa, Mangualde, e mais dois seus militares, cabo cripto Geraldino Marques Contino e soldado Victor Manuel Jesus Capitulo, da CArt. 1743, foram feitos prisioneiros, na madrugada de 3 de Fevereiro de 1968, por forças do PAIGC.

Sobre essa noite fatídica de Bissássema  no seu livro 'Memórias de um prisoneiro de guerra", alferes miliciano António Júlio Rosa, entretanto falecido, relata-nos:

 "Seria meia-noite, quando, quem estava já dormindo, e era o meu caso, foi despertado violentamente!... Os 'turras' estavam a atacar!... Ouviam-se rebentamentos e muitas rajadas. Era um fogo contínuo e feroz. O ataque tinha sido desencadeado, a sul, no lado da mata... Estavam lá os africanos de Tite e alguns de Empada. O tiroteio manteve-se muito intenso durante cerca de meia hora. Depois... diminuiu até cessar completamente.

Quando o tiroteio acabou, ficámos convencidos de que o ataque tinha sido repelido. Contactei o Maciel para darmos uma volta pelos abrigos e ver se tudo estava bem. Deslocámo-nos até ao último abrigo do meu pelotão, situado a uns cinquenta metros e verificámos que tudo estava normal.

Íamos prosseguir a nossa ronda para sabermos dos africanos, quando, a uns cinquenta metros, se ouviu uma rajada de pistola-metralhadora. O som parecia vir de dentro do nosso perímetro. Ficámos os dois perplexos porque não tínhamos armas que “cantassem” assim!... Regressámos de imediato, à zona do comando e alertámos para a possibilidade do inimigo se achar no meio das nossas forças. Dentro do posto de comando encontrava-me eu, o Maciel, o Cardoso, o Gomes e três operadores das transmissões. De repente, apareceu, transtornado, o comandante da milícia de Tite. Só teve tempo de nos dizer que os ‘turras’ estavam dentro do perímetro e se dirigiam para o local onde nos encontrávamos. Mal acabou de falar fomos atacados. Não deu sequer tempo para se tentar encontrar uma solução!...

Rapidamente, procurámos sair para o exterior. Quando cheguei à porta, seguido pelo Geraldino e pelo Capitulo, rebentou uma granada ofensiva mesmo à nossa frente. Com o sopro da explosão fui empurrado para trás e não via nada pois tinha os olhos cheios de terra. Com o estrondo, fiquei surdo!...

Foi uma sensação horrível!... Pensei que ia morrer!... Foi impressão instantânea que passou em segundos. Entretanto, tive outra sensação!... Tive o pressentimento que ia ser abatido!... Sinceramente fiquei preparado para morrer!...

… Senti-me agarrado, ao mesmo tempo que alguém me socava, violentamente, mas não sentia qualquer dor. Estava prisioneiro!... O Dino e o Capitulo tiveram a mesma ‘sorte’!... Seriamos levados para Conakry…”

Sobre o assalto a Bissássema pelo PAIGC, segundo conta o Contino: “2 dias após a chegada ao terreno, pouco minutos a faltarem para a meia-noite, mais precisamente no dia 2 de Fevereiro de 1968, (sexta-feira), um numeroso grupo IN, investiu em direção ao extenso e mal programado perímetro das nossas tropas, pelo lado do pelotão das milícias. Estes não aguentando o ímpeto do ataque, acabaram por abandonar os seus postos, permitindo abrir brechas na defesa do terreno e possibilitar o cerco ao improvisado posto de comando. A confusão surpreende as NT e, permite a captura dos europeus, o Geraldino Marques Contino, o Alf. António Rosa e o Victor Capítulo.”

Ainda hoje, temos no nosso pensamento a visão dolorosa do estado dos nossos camaradas em fuga para Tite, bem como as lágrimas que corriam nas suas faces, os olhos cobertos de lama e a maioria descalços, ou mesmo nus, parecendo figuras de filmes de terror, apenas com forças para agarrarem, desesperadamente, a arma, a sua única salvação para manter a vida, quando em redor somente havia a morte…

Sabe-se que esta intervenção, em Bissássema, foi um fracasso para ambos os lados e que o PAIGC sempre ocultou no seu historial. Se pelo lado português, para além dos prisioneiros e dois desaparecidos e feridos não se conseguiu concretizar os objetivos propostos; para o lado do PAICG, o elevado números de baixas, levou a que o PAIGC sempre escondesse as suas consequências tendo, inclusivamente, ter sido considerado por alguns, como um dos maior desaires que sofreu no seu movimento de libertação da Guiné.

Hoje podemos questionar-nos, será que valeu a pena o sacrifício e a vidas destes jovens?…

Eles não merecem ser esquecidos, cumpriram com o seu dever para com a Pátria!

Procurámos dar a conhecer o que viveram os militares da CCAÇ 2314, e completá-la o mais fiel possível com elementos de quem lá esteve de modo a dar a conhecer o ocorrido. Socorremo-nos da História da Unidade, do livro do saudoso Alferes Rosa e de relatos do libertado cabo Contino como é referido no texto.

17 de Dezembro de 2021.

Cor. Pais Trabulo

sábado, 11 de dezembro de 2021

Bissassema e Nova Sintra

 No Correio da Manhã de hoje, foi publicado o restante da entrevista dada anteriormente pelo furriel sapador de Minas e Armadilhas Domingos Monteiro, da CCS do BART 1914.

O nosso agradecimento ao Correio da Manhã e sua Jornalista D. Manuela Guerreiro.

Voltamos a lembrar que os elementos da CART 1743, CART 1802 e CCAÇ 2314, podem também se assim o entenderem, dar testemunho das suas vivências em terras da Guiné.

Obrigado Domingos Monteiro pela tua disponibilidade.




quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

NOVA SINTRA - GUINÉ


A construção do aquartelamento de Nova Sintra, na Península de Gantangó, Guiné Portuguesa, teve início na madrugada de 6 de Maio de 1968.

A CCAÇ 2314 e a CART 1802 saiam de Tite e São João, respetivamente, com destino à região de Nova Sintra, para a construção de um aquartelamento. A CCAÇ 2314 atinge o objetivo, pelas 9 horas e 30 minutos e a CART 1802, pelas 15 horas, com uma coluna de 17 viaturas carregadas de material diverso necessário à sua construção, que ocorreu até 31 de maio.

Esta acção tinha tido inicio com trabalhos de abertura e desmatação da estrada que ligava Tite a Nova Sintra, entre 17 de março e 4 de Maio de 1968 e as operações de reconhecimento em 19, 23 e 30/31 de março. Entretanto,  em 1967, já o Comando do Bart 1914 tinha feito uma tentativa da abertura do itinerário para Nova Sintra que foi suspensa por dificuldades na obtenção de objetivos previstos.

A CCAÇ 2314, a 31 maio 1968, regressa a Tite, fazendo-se acompanhar de 5 viaturas GMC, tendo atingido Tite pelas 9 horas, sem qualquer contato com o IN e a Cart 1802 permaneceu em Nova Sintra.

Esta permanência em Nova Sintra foi bastante penosa quer para a CCaç 2314 bem como para a CArt 1802, onde sofreram ataques ao aquartelamento em 10MAI, com um morto soldado nativo e 10 feridos, a 12, 14 e 19 de Maio, sem consequências, e finalmente no dia 26 de Maio com um ferido.

Outras companhias se seguiram no melhoramento das condições e defesa destas instalações, onde passaram sacrifícios e privações com ataques frequentes do PAIGC que teimava em não permitir o controlo da área de Gantangó.

Assim, verificamos que no historial de Nova Sintra, consta:

- O aquartelamento foi construído pela CCAC 2314 e pela Cart 1802 entre 6 e 31 de Maio de 1968;

- A Cart 1802, ‘Os Pioneiros de Nova Sintra' permaneceram depois até Outubro de 1968;

- A CArt 1743, esteve entre outubro de 1968 e Março de 1969;

- A CCav 2483, os ‘Cavaleiros de Nova Sintra', esteve entre 5 de Março de 1969 e Setembro de 1970;

- A CCav 2765, 'Pica na Burra', esteve entre Setembro de 1970 e 8 de Dezembro de 1970;

- A CArt 2771, os ‘Duros de Nova Sintra', entre 8 de Dezembro de 1970 e 16 de Setembro de 1972;

- Finalmente, a 2ª CART do  BART 6520, permaneceu em Nova Sintra entre 16 de Setembro de 1972 e 17 de Julho de 1974, data em que entregou o aquartelamento ao PAIGC.

Desse dia, diz-nos Carlos Barros: 

“Quando os guerrilheiros do PAIGC estavam perto do arame farpado, portões das bananeiras, criou-se suspense de quem os iria receber. Os furriéis Barros e Ferreira, desarmados e em calções, assumiram corajosamente esse papel, e foram para junto do portão de acesso ao destacamento, onde os guerrilheiros/as e a população afeta ao PAIGC entraram, conviveram connosco, tiramos fotografias, jantaram, dormiram e afinal cheguei a uma conclusão: - Eles e nós estávamos fartos da guerra e desejávamos a paz e, acima de tudo, a libertação da Guiné”.

Diz-nos, também, que ajudou a oferecer livros e outras lembranças, tendo sido para ele ‘um momento marcante da história da Guerra Colonial, em Nova Sintra’.

Ajudou a arrear a bandeira portuguesa, mas o PAIGC não hasteou a sua porque não tinha bandeira. Ficou com uma recordação dessa bandeira portuguesa da qual guardou dois pedaços como lembrança da História Real ou Virtual da Guerra. Bandeira que já estava em muito mau estado, diz ...

Uma das fotografias, publicada por José Pires, é um documento histórico da entrega formal do quartel de Nova Sintra (BART 6520 de Tite) ao PAIGC, em 17 de Julho de 1974, onde vemos o Alf. José Pires, o Ten. Cor. Almeida Mira e o Cap. de Nova Sintra, pela parte portuguesa.

O Furriel Miliciano Carlos Barros, da 2ª. CART do  BART 6520, relata-nos assim como foram os últimos dias da presença portuguesa em Nova Sintra.

Este relato é ‘o princípio e o fim” de uma permanência feita de sacrifícios, sangue, suor e lágrimas e até da própria morte, quer do lado das Forcas Armadas Portuguesas, quer do PAIGC.

Nova Sintra estava situada na parte sul do Setor de Tite, na Península de Gantangó,  Quinara. Era uma região abundante em cajueiros e mangueiros, onde se fazia o cruzamento da estrada internacional que tinha início  no Enxudé, porto no rio Geba, e ligava Tite a Bolama por São João e Fulacunda até Buba e Catió.

Presentemente, segundo informações, o local encontra-se completamente abandonado e as instalações desaproveitadas cobertas pelo mato.

Gouveia, 6 de Maio de 2021.

Cor. JMPTrabulo — em Gouveia Municipality

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Estatisticas das visitas ao blog

 Estatística das visitas ao blog:

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Hoje - 98

Ontem - 259

Este mês – 1.537

Mês Anterior – 12.578

sábado, 4 de dezembro de 2021

Os filhos, dos nossos amigos já falecidos


 

OS FILHOS, DOS NOSSOS AMIGOS JÁ FALECIDOS:

Quando por vezes se revêm fotos do nosso tempo de guerra, surgem na memória os filhos, dos nossos amigos já falecidos.

Como simpaticamente diz o João Heitor, são todos "primos":

O Gonçalo, filho do Arrabaça, da Nazaré

O João Heitor, filho do nosso amigo Heitor, de Ourém

A filha do Vitor Barros, de quem não sei o nome, da Marinha Grande

A Carla Pinto, filha do Pintassilgo, de V.N.Gaia

A filha do nosso capitão Vicente, Évora

As filhas do Luis Filipe

As filhas do Alf. Rodrigues, Esmoriz

Filho do José Batista da Mota, de quem também não sei o nome, mas com quem falei há tempos a pedir autorização para colocar uma placa na campa do pai.

A filha Eunice e o filho Nuno, do Gentil, Vila Verde dos Francos

Filha do Marinho, de que não sei o nome, Lisboa

O filho do Traquino, idem idem, Algarve

O filho do Viana, de Pedras Rubras – também não sei o nome. Antes dele morrer tinha falecido a filha, que o ajudou bastante a organizar o almoço anual em Pedras Rubras

Para todos eles e suas famílias, e também para todos os outros que por desconhecimento aqui não estão mencionados, a certeza de que não esqueceremos os seus pais.

Para todos um Feliz Natal, com saúde.

São os votos dos amigos e companheiros de vossos pais.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Parabéns António Vieira Pinto

 


O nosso companheiro António Vieira Pinto da CCAÇ 2314, completa hoje mais um aniversário.

Para ti companheiro o nosso abraço de parabéns e que contes muitos mais com saúde, junto dos teus.Um forte abraço.

Leandro Guedes.

Doutor João Caldeira Heitor, completa hoje mais um aniversário

 O João Caldeira Heitor, filho do nosso saudoso amigo Heitor, completa hoje mais um aniversário. Publicamos aqui um pequeno e lindo texto de sua filha:

"Parabéns pai!!

Há 46 anos o mundo passou a ser um lugar melhor, um lugar com mais vida.

Desde pequenina, sempre tive uma admiração pela pessoa que és, um exemplo para mim.

Contigo passei os momentos mais marcantes da minha vida, foste tu quem me levaste ao meu primeiro concerto (Xutos e Pontapés)…

O que sou hoje, é devido, à tua dedicação, ao teu carinho, ao teu amor…

Estou aqui para ti, para sempre, amo-te mais do que tudo! "

Parabéns João o nosso abraço com votos de muita saúde.

Leandro Guedes.


Os Pais do João



Elmiro Barbeiro - 2 livros publicados.

 O Elmiro Barbeiro, esteve em Fulacunda durante os anos de 1970 a 1972. Fez parte da Companhia 2771  e do Batalhão 2924. Tem dois livros escritos, um deles faz referencia a Guiné. Quem estiver interessado deve contactá-lo pelo email indicado e sobre o preço também.

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TESTEMUNHOS  SOBRE A LEITURA DO LIVRO : FRAGMENTOS DE VIDA

Tenho recebido vários testemunhos sobre o meu livro Fragmentos de Vida.

Para conhecimento, dou-vos nota de um deles:

“Fiquei encantado com a surpresa. Mais um livro que fez vir a lume uma interessante obra poética.

Consegue congregar em si mesmo duas veias de tendência literária, prosando e poetando. É muito valorizável, pois se uma é cativante, a outra é arrebatadora.

Vivências traduzidas em verso, neste seu novo livro de poemas “FRAGMENTOS DE VIDA”, reproduzidas em verso, cada um deles constitui um retorno ao passado. É o mito do “Eterno Retorno”.

Também este seu livro me transporta aos meus tempos de “menino e moço” em que apenas se vive o presente, não cuidando do futuro. Tudo é belo e maravilhoso e nem damos conta, e ainda bem, das contrariedades do futuro.

Viver uma infância feliz e transportá-la para a dureza da vida no percurso da mesma é notório e valorativo.

Recebi o livro na tarde de 6ª Feira passada. Não o li… fui meditando em cada palavra, em cada verso, em cada estância, em cada poema. Começando a leitura, vem o entusiasmo e só quando acabam as folhas a leitura cessa. O livro, o seu conteúdo arrebata-nos e somos maquinalmente levados pelo pensamento do autor.

Bom, leitura muito agradável, acompanhados de quadros vivos de uma realidade que, sendo passada está sempre presente”

Muito boa noite meu caro Leandro Guedes

Conforme solicitado informo que já publiquei 2 livros, sendo um de prosa e outro de poesia e a saber:

-CONVERSAS DE VIAGENS - Contos, Histórias e Poemas.

 Relata algumas passagens pela Guiné.

Preço: 13€ (Portes Incluidos)

 -FRAGMENTOS DE VIDA- Poemas

Preço: 15€ (Portes incluídos)

Junto alguns testemunhos sobre os livros.

Se estiverem interessados podem pedir para o meu email: elmiro.barbeiro@gmail.com.

Muito obrigado

Abraço

Elmiro Barbeiro



sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Memórias da Guerra

Clicar aqui:

Memórias da Guerra

Há 60 anos começava um dos acontecimentos com mais impacto na História recente portuguesa: a guerra colonial. Entre 1961 e 1974 foram mobilizados para África.

Recordações várias

Rapado do Facebook do Justo, a quem agradecemos.

Tantas recordações nestas fotos, tantos amigos que já partiram. tantas horas difíceis aqui representadas.

Obrigado companheiro.

Aquele abraço.

Leandro Guedes.









 Nesta foto, em primeiro plano, dois amigos já desaparecidos - David Couto (Vira Pipas) e o Eduardo Pinto (Pintassilgo)

sábado, 20 de novembro de 2021

Parabéns Carlos Leite

 




O nosso companheiro Carlos Leite "O Reguila", passa hoje mais um aniversário.

Aqui vão os nossos parabéns acompanhados dum forte abraço.

Votos de muita saúde amigo, para ti e para os teus.

Leandro Guedes.

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Anacom - 5G


 Publica-se um video promocional da ANACOM, sobre o sistema 5G para as comunicações telefonicas e não só, que está a chegar.

Alerta-se a ANACOM, para o facto de haver localidades no Alentejo profundo, nas Beiras e Trás-os-Montes, onde não há qualquer sinal de rede para falar num telemovel actual.

Portanto, antes de se virarem para o 5G obriguem as operadoras ou o Estado, para que todo o território nacional seja coberto pela rede actual. Quanto menos rede telefonica houver, mais isoladas estão as populações - este é um facto real que afecta muitos dos antigos combatentes, bem como a população em geral.


quinta-feira, 18 de novembro de 2021

 Caros Amigos

A União de Freguesias de Carvoeira e S. Domingos de Carmões, em colaboração com o Núcleo de Torres Vedras da Liga dos Combatentes, leva a efeito, no próximo dia 01 de Dezembro, no lugar da Carrasqueira - S. Domingos de Carmões, as seguintes cerimónias militares, com o programa descrito abaixo.

A vossa presença será bem-vinda.

Cumprimentos amigos,

Manuel J. Vilhena

Tenente-coronel SGE

Presidente do Núcleo



segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Parabéns ao Zé Manel "Alcantara"

 O nosso companheiro José Manuel Amaro Santos, mais conhecido pelo Alcantara, passa hoje mais um aniversário. Os nosso parabéns e votos de muita saúde.

Um grande abraço amigo.

Leandro Guedes.



domingo, 31 de outubro de 2021

Antigos Combatentes do Ultramar sentem-se esquecidos e querem direitos para quem "serviu a Pátria"

Cerca de meia centena de ex-combatentes da guerra colonial manifestaram-se ontem em frente à Assembleia da República, afirmando-se esquecidos pelo país e apelando a um conjunto de direitos para quem “serviu a pátria”.


MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A manifestação estava prevista para as 14:00 e perto dessa hora já alguns dos manifestantes se juntavam em frente ao parlamento, com camisolas onde se lia “ex-combatente” ou “somos combatentes de Portugal”, ao mesmo tempo que uma outra manifestação de enfermeiros começava também a organizar-se.

Cerca de uma hora depois, um dos responsáveis pelo protesto, Germano Miranda, 70 anos, chegou de megafone em punho e bandeira de Portugal no braço, pedindo desculpa aos “camaradas” pelo atraso e deixando algumas palavras a quem o ouvia.

“O nosso objetivo principal é aquilo que nós sabemos: o desprezo que os políticos têm por nós e a falta de nos ouvir, não nos ouvem”, clamou, sendo apoiado por quem o rodeava.

Dizendo-se muito honrado “por ter servido a pátria”, o ex-combatente que foi sargento durante 19 meses no Ultramar lamentou que se ensine, considerou, às novas gerações que estes ex-combatentes “foram uns traidores”: “sofremos o que sofremos em terras que não eram nossas, temos consciência disso. Nós não estávamos errados, o regime é que estava errado. (…) Fomos fieis à pátria”, vincou.

Os organizadores do protesto disseram ter intenção de entregar esta tarde, na Assembleia da República, um “dossier dos combatentes do Ultramar (1961/1975)” onde constam 14 pontos que definiu como “um caderno de direitos”.

Entre estes pontos está a “recolha imediata de todos os combatentes sem-abrigo e colocação em locais com dignidade, conforto e carinho, com toda a assistência de saúde geral”, o “internamento imediato para todos os que necessitarem, em hospitais, lares públicos ou privados e militares, para todos os combatentes, suas viúvas e suas esposas” ou o direito à gratuitidade de todos os medicamentos ou tratamentos e exames que necessitem, extensivos também a viúvas e esposas.

Uma “pensão mensal de guerra para todos os combatentes do Serviço Militar Obrigatório e para os voluntários que não seguiram a carreira militar após o 25 de abril de 1974, no mínimo 200 euros, tendo por base o ordenado mínimo nacional que todos os combatentes devem ter direito, livres de impostos” é outro dos apelos, tal como os transportes públicos gratuitos em todo o território nacional.

Os manifestantes mostraram-se desagradados com a versão atual do Estatuto do Antigo combatente, aprovado no parlamento em agosto de 2020 e que prevê o direito de preferência na habitação social, isenção de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, passe intermodal e entrada para museus e monumentos grátis e honras fúnebres especiais a ex-combatentes, entre outras medidas.

Apelando à sua melhoria, os ex-combatentes disseram não aceitar o cartão de antigo combatente, associado ao estatuto, uma vez que não se sentem “iguais ou comparáveis” aos combatentes pós-25 de abril.

“O cartãozinho é uma fraude, uma fraude completa”, disse Germano.

Entre os manifestantes presentes começaram a erguer-se alguns cartazes e viam-se camisolas com referências a organizações como a ‘Combatentes do Ultramar em Luta’ (CUL), a ‘Unir Combatentes do Ultramar’ (UCU) ou até mesmo do Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP) – cujo presidente, Fernando Loureiro, esteve presente e se associou às reivindicações.

Porque o seu tempo é precioso.

Junto a um muro, com a mulher Arminda Carvalho ao lado, o ex-combatente José Figueiredo, de 74 anos, natural de Viseu, disse à Lusa que o Estatuto do Antigo Combatente “é só para tapar o sol com a peneira” que “não tem resultado material nenhum”.

“As leis que estão a sair relativamente às benesses que estão a dar passam pela Assembleia da República, e eu nos debates que tenho acompanhado onde se discute isso não há ninguém que diga assim: opa, isso não é bem assim, isso devia-se acrescentar qualquer coisa, porque aquilo que deram não é nada”, considerou.

José lembrou o tempo em que embarcou para Angola, onde esteve 19 meses, sem saber se iria voltar, com a mulher ao lado a acrescentar que por cá ficou “à espera das cartitas”, sem ir “a uma festa, nem um baile”.

“Nas escolas nós somos fascistas, nas escolas nós somos assassinos (…). Não pegaram na juventude e não lhes explicaram como é que isto aconteceu, quem é que nos empurrou para uma guerra destas. E ainda para cúmulo tenho uma neta que me vem dizer indiretamente que eu fui assassino?”, relatou um dos manifestantes, visivelmente emocionado.

João Magalhães, 70 anos, que esteve dois anos na guerra colonial, e veio do Porto por ser um dos organizadores do protesto, deixou ainda um apelo final: "Neste momento o Governo foi-se embora ou vai-se embora mas ainda tem poderes, nomeadamente o Presidente da República, acho que poderia fazer alguma coisa por nós. E apelo a ele que olhe para nós, acho que merecemos que nos veja com olhos de ver".

In newsletter do SAPO 24.

Enviado por Raul Pica Sinos a quem agradecemos.

sábado, 30 de outubro de 2021

Inauguração de vários Monumentos de Homenagem aos antigos Combatentes, Heróis da Guerra do Ultramar.

Segundo a revista “Combatente”, da Liga dos Combatentes, foram inaugurados nos últimos meses vários Monumentos nas aldeias e vilas do nosso País, o que mostra que mesmo passados quase 50 anos o sofrimento não caiu no esquecimento. São eles:

- Caldas das Taipas, Guimarães

- São Martinho de Árvore e Lamarosa, Coimbra

- Valongo

- São Bento, Porto de Mós

- Constância

- Coruche, Santarém

- Barrancos, Moura

- Arazede, Montemor-o-Velho

Todas as cerimónias contaram com a presença de autoridades civis e militares, antigos Combatentes e famílias, amigos e população local.

É de louvar e agradecer a todos aqueles que se empenharam na idealização e construção destes Monumentos de Homenagem aos antigos Combatentes e suas famílias, e também todos aqueles que dignificaram estas cerimónias com a sua presença.

Bem Hajam!












quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Passeando pelo Porto

Igreja de Santa Clara, perto da Sé do Porto


Teatro Nacional de São João, na Praça da Batalha, ao inicio da Rua Santa Catarina


Igreja dos Congregados, bem perto da estação de São Bento


Jardim de Arca d'água


 

Penha Garcia - Monumento de Homenagem aos Heróis da Guerra do Ultramar

Monumento d' Homenagem aos Heróis da Guerra do Ultramar, na freguesia de 
Penha Garcia, concelho de Idanha-a-Nova.





 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Homenagem aos combatentes mortos - cancelada


 

Outono, de inicio belo.

 


A todos vós, Camaradas, Amigos e Ledores meus:

Deixo-vos, ao alvedrio, à apreciação de valia, o acabado de cerzir poema sobre o Outono 'Outubrense', o do mês primeiro dele, fresco e vivo!

Abraços, a todos, deste vosso amigo.

À leitura, então:

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OUTONO, DE INÍCIO BELO

A findar-se, já Outubro vai. E velozmente!

Do Outono diz-se ser mês primeiro vivente.

Porque, a fim dele, tanto assim lhe amamos

Os requebros, as fúrias, desvios assaz subtis

E as bizarrias, brusquidão de urdidos tramos,

Ou o doce tempo de virados bruscos, febris,

Que saudades longas no termo faz a todos!

-

Não o confundamos com o Outono inteiro.

Nada disso! Ele, aqui, é só o mês primeiro.

Inda menino, nome parecido, bom cheiro.

-

Do Verão em fuga, contém-lhe bem o calor

Intenso, no meio vivo, pujante, frutificador.

Contudo, sem corrimaças, notamos o vagar

Das plantas, de fruteiras, em se nos declarar.

-

Como, entretanto, numa endiabrada dança

Das árvores se desprende folhame em grupo.

É saber e sabor bom, em tudo. Volta mansa,

Cheirosa onda, ginástico rodopio, um surto…

-

Aos tombos da ramagem, na livre queda forte,

Polícromos nacos sem autor voam, sem norte.

Leves tal a neve, secas, soltas perdidas folhas,

Em rondós se volteiam, de espirais belas, tolas.

Atrasadas umas, outras assim-assim e rápidas.

Decerto pensavam em ajustar-se, as sápidas!

-

Porque saber e sabor têm-no, em brincadeiras

Brandas, de inocentes e frágeis namoradeiras,

Sem seus trejeitos cuidar de serem estranhos.

Pudera! No fresco torrão, húmido, despojados,

Ali se encharcam, em banhos, tão variegados

Matizes de surpreendentes cores! Nem paletas

De coloristas, ou arte-mór de pintores-poetas!

-

Rescendem então, nos ares, os mil milagres!

Normais, crus, uns; outros divinos… Ó, superno!

A requererem, na volta, rápido regresso a lares,

Pois vem aí, não tarda, o frio general Inverno!

LMD, 24.10.21.

domingo, 24 de outubro de 2021

Viajando cá dentro... - a saga dos amigos doentes!

 

José Justo

20 de outubro às 11:37  ·

Amigas e Amigos. Como bom Português que me prezo ser, sigo as sugestões patrióticas e cá tenho "viajado cá dentro": Egas Moniz, S.F. Xavier etc etc. Zonas lindas da cidade de Lisboa que dão para regalar a vista nos vários percursos de ida e volta!! 🙂

Durante as mini "férias" abandonei o face e pelo que já vi estou em falta com muita gente!! 🙁 🙁

Sinceras e sentidas desculpas aos companheiros que mandaram parabéns ao menino!! - Tinha pedido que não fizessem avisos dos meus aniversários, mas a coisa falhou!!. OBRIGADO e DESCULPAS pela falta de agradecimentos devidos.

Aos ex camaradas artilheiros que estiveram ou estão passando por crises, que vão ser passageiras, UM ABRAÇÃO PARTE COSTAS e rápidas patuscadas e muitos xiripitis para animar as hostes!! 🙂

Passem bem e obrigado pelo perdão...já ganharam o céu!!

Sou quem tu sabes, Maria Alice



sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Romagem às Campas de três Companheiros

 

Caros amigos e companheiros

Um grupo do BART 1914 está a organizar uma romagem às campas do Vitor Barros, Graciano Rato e José Arrabaça. Os dois primeiros no cemitério da Marinha Grande e o Arrabaça no cemitério da Nazaré. No Vitor Barros colocaremos uma placa de homenagem. Os outros dois já têm uma. O encontro será na próxima sexta-feira dia 29, pelas 11 horas à porta do cemitério da Marinha Grande, que fica cerca de 300 metros a seguir ao campo de jogos.

Posteriormente iremos ao cemitério da Nazaré, à campa do Arrabaça.

Quem quiser e puder comparecer será muito bem vindo.

Contactar Domingos Monteiro ou Leandro Guedes.


1º. cabo Vitor Barros

furriel Rato

furriel Arrabaça


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Liga dos Combatentes, Torres Vedras - Convivio.


 

O Núcleo de T. Vedras da Liga dos Combatentes retoma em 27ou21 o já popular VNT (Viva a Nossa Terra). Esta será a quinta edição que nos levará pela primeira vez a território do município do Sobral de Monte Agraço.

ATENÇÃO - Os »VNT« NÃO são Caminhadas mas sim eventos que promovem o convívio e visitas culturais.

 PONTO DE ENCONTRO (opções):

12h00 - junto à Sede do Núcleo em T. Vedras, seguindo em caravana para o Sobral;

ou

12h30 - junto ao coreto na Praça Dr. Eugénio Dias (Largo da Câmara) na Vila do Sobral de Monte Agraço.

 Iniciaremos o evento com o habitual almoço-convívio num prestigiado restaurante no centro da Vila, após o que na sua proximidade faremos uma visita guiada ao Centro de Interpretação das Linhas de Torres (CILT).

De seguida deslocar-nos-emos ao Forte do Alqueidão situado curtos quilómetros a sul da Vila, onde seremos contemplados com uma segunda visita guiada que nos ajudará a compreender a relevância de um dos redutos mais importantes no dispositivo da 1.ª das Linhas defensivas da capital.

 INSCRIÇÕES

- desde já até dia 25out (inclusive);

> para o e-mail: torres.vedras@ligacombatentes.org.pt

> na Sede do Núcleo em T. Vedras ou na sua Delegação na Lourinhã(terças e quintas-feiras durante a manhã)

> por telefone: 261 314 175 (nos dias e períodos acima mencionados)

> fora do referido horário de atendimento: junto do coordenador do evento (cristóvão- 919144566)

 CUSTO:

- A definir em breve, contudo desde já há a garantia de não exceder 15€ (almoço + visitas guiadas).

DETALHE:

- CILT (Centro de Interpretação das Linhas de Torres) - "É um espaço museológico polinucleado que tem como objetivo salvaguardar, estudar e promover o património das Linhas de Torres enquanto sistema de defesa militar que ditou a derradeira retirada do exército napoleónico de Portugal, naquela que ficou conhecida como a 3.ª invasão francesa – um dos episódios mais marcantes da Guerra Peninsular."

-FORTE DO ALQUEIDÃO - "De planta em polígono irregular. Construído a 442 m de altitude constituía a posição mais importante da 1ª linha defensiva, tendo sido concebido para uma guarnição de 1590 soldados. Pela sua localização estratégica aqui se encontrava o Posto de Comando das Linhas de Torres. No seu interior destacam-se a Casa do Governador, quatro paióis e três pequenos redutos de defesa, tendo também existido um poço de água. Aqui se encontrava instalada a 1ª Brigada Independente de Infantaria Portuguesa, sob o comando do brigadeiro-general Dennis Pack (com 2769 homens), bem como duas companhias de artilharia de ordenanças, as Companhias de Artilharia da Vila do Sobral. Os fortes do Machado nº 15 (v. IPA.00034493), do Trinta nº 16 (v. IPA.00034494) e do Simplício nº 17 (v. IPA.00034495) eram complementares deste forte, fazendo com ele fogo cruzado sobre os acessos à serra e com ele comunicando através de uma estrada militar que permitia a circulação de pessoas e bens entre estes redutos."

Cumprimentos amigos,

Manuel J. Vilhena

Tenente-coronel SGE

Presidente do Núcleo

Liga dos Combatentes

Núcleo de Torres Vedras

Rua Cândido dos Reis, nº 1-A, 1º (Apartado 81)

2560-312 Torres Vedras

Telf 261 314 175

Delegação da Lourinhã

Telf 261 438 207