Um abraço ao nosso amigo António Manuel Pereira-
Leandro Guedes.
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
-
"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
-
“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
-
“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
---
"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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A Estação Ferroviária de Porto - São Bento, igualmente
denominada de Estação de São Bento, e originalmente como Estação Central do
Porto, é uma interface da Linha do Minho, que serve a cidade do Porto, em
Portugal. Situada na Praça de Almeida Garrett, no Centro Histórico do Porto, a
estação afirmou-se como um dos principais monumentos na cidade,[3] sendo
especialmente célebre pelos seus painéis de azulejo. O edifício, de influência
francesa, é obra do arquiteto portuense José Marques da Silva. A estação entrou
ao serviço, de forma provisória, no dia 8 de Novembro de 1896, só tendo sido
oficialmente inaugurada em 5 de Outubro de 1916.
O átrio principal da estação está revestido de azulejos de
temática histórica. Cobrindo uma superfície de cerca de 551 metros quadrados,
representam, principalmente, cenas passadas no Norte do país, estando
retratados, entre outros aspetos,
o Torneio de Arcos de Valdevez (painel Batalha de Arcos de
Valdevez),
a apresentação de Egas Moniz com os filhos ao Rei Afonso VII
de Leão e Castela, no Século XII,
a entrada de D. João I e de D. Filipa de Lencastre no Porto
(painel Entrada de João I no Porto), em 1387,
a Conquista de Ceuta, em 1415, e
a vida tradicional campestre (painéis Vistas e Cenas
Rurais);
Um friso colorido (História dos Transportes) dedica-se à
evolução dos transportes em Portugal, concluindo com
a inauguração dos caminhos de ferro.
Foram produzidos na Fábrica de Sacavém e instalados entre
1905 e 1906 pelo artista Jorge Colaço, que, nessa altura, se afirmava como o
mais popular azulejador em Portugal. Os azulejos apresentam um estilo típico da
Arte Nova, utilizando cores muito claras, conhecidas como cores-pastel.
Além dos azulejos, outros aspetos a destacar na estação são
a cobertura sobre as vias e a monumental fachada, que, como a maior parte das
obras de Marques da Silva na cidade do Porto, apresenta uma forte influência
francesa, que se verificou especialmente nas torres laterais, com um estilo
típico da Escola de Fontainebleau, oscilando entre a Arquitetura renascentista
e a Belle Époque.
(in Wikipédia)"
Nesta estação muitos dos nossos companheiros apanharam o comboio há 50 anos, com destino a Lisboa para o embarque para a Guiné.
A Estação Ferroviária de Porto - Campanhã, originalmente
denominada apenas de Porto, é uma interface das linhas do Norte e Minho,
situada na Freguesia de Campanhã, e que serve a cidade do Porto, em Portugal. É
considerada a principal estação ferroviária no Norte do país. Foi inaugurada em
21 de Maio de 1875, tendo sido desde o princípio um importante núcleo
ferroviário, tanto no movimento de mercadorias e passageiros, como na gestão
ferroviária e na manutenção de material circulante. Em 1896, foi inaugurada a
Estação de São Bento, que trouxe os comboios para o centro do Porto, uma vez
que Campanhã estava situada nos subúrbios da cidade, dificultando o trânsito de
passageiros e mercadorias. Na década de 1900, a estação de Campanhã voltou a
perder importância com a abertura da Estação Ferroviária de Contumil, que
também funcionava como um grande centro de manutenção e gestão de material
circulante, aliviando as oficinas de Campanhã, que não tinham já capacidade
suficiente para essa função, nem espaço suficiente para se expandirem. Ao longo
do Século XX, estação de Campanhã conheceu várias obras de modernização,
incluindo a remodelação dos sistemas de sinalização e controlo de tráfego[5] e
a instalação de iluminação eléctrica na Década de 1930, a electrificação da via
férrea na Década de 1960, e a expansão e reorganização do complexo na Década de
1990.
Ração de Combate tipo E
Do livro de Memórias da CCAÇ 797, enviada pelo amigo Manuel
Pinto, transcrevemos este texto sobre as famosas Rações de Combate tipo
E.
"Ração de Combate
O
combatente tem que comer quando está na actividade operacional.
Era-nos
distribuído um Kit, individual, e por vezes colectivo. “O Tipo E” está dentro
do contexto que nos era entregue. Tínhamos bisnagas de leite condensado, leite
com chocolate também condensado, além de frutas cristalizadas que nos aumentava
a sede. O colectivo estava baseado, em enlatados de feijoadas, grão-de-bico com
carnes de porco e vaca, juntamente com frutos secos e bolachas individuais.
Só que o
transporte era penoso. Não levamos o bornal; (Saca em lona) que nos dificultava
na progressão. Desfazia-mos o Kit, embrulhava-mos em sacos de plástico, só que;
em tempos de chuvas, e travessias de rios a água ensopava a comida. Fez-se
diversas tentativas para escolher a melhor opção, mas eram goradas.
Na mata, muitas vezes recorreu-se no terreno apanhando os
frutos que se encontravam, que na maioria das vezes nos satisfaziam melhor,
além das vezes transportavam algum liquido, que era o nosso principal drama a
falta de água.
Manuel Pinto
CCAÇ 797 (BCAV 1860)"
nota - lamentavelmente este tema não foi tratado no nosso Livro de Memórias. LG.
O monumento está a ser construído em Lordelo do Ouro, mesmo ao lado da Capela do Senhor e Senhora da Ajuda, no Porto.
nota - clica aqui para veres vídeo que relata lendas associadas à Capela do Senhor e da Senhora da Ajuda, bem como às mudanças do Catolicismo para o Anglicanismo, em Inglaterra. - CAMINHOS DA HISTÓRIA.
https://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com
é da autoria de Hernâni Matos
Blogue dedicado à Cultura Portuguesa (Etnografia, História,
Literatura Oral, Bonecos e Olaria de Estremoz, Defesa do Património, Azulejaria,
etc.)
AINDA A RESPEITO DOS PRISIONEIROS DE BISSASSEMA, O EXPRESSO
ORGANIZOU EM 1997, UM ALMOÇO CONVIVIO EM LISBOA PARA HOMENAGEAR OS PRISIONEIROS
PORTUGUESES, LIBERTADOS EM CONAKRY
Revista EXPRESSO', n.º 1.309, de 29 Novembro 1997.
Editada em Lisboa, com 122 páginas, muito ilustrada.
O semanário 'EXPRESSO', editado em Lisboa, juntou os
sobreviventes da prisão do PAIGC em Conakry, 27 anos após aqueles
acontecimentos, fazendo uma retrospectiva dos anos passados entre o serviço
militar na Guiné Bissau, a captura e prisão pelos guerrilheiros e o resgate
efectuado na 'Operação MAR VERDE', dirigida por Alpoim Calvão em finais de
1970.
Dos 25 prisioneiros resgatados então, foi possível localizar
16 e juntar esse homens para efectuar este trabalho josnalístico e hstórico,
com fotografias da actualidade e da prisão de Conackry.
"27 ANOS DEPOIS DE CONACRY
O EXPRESSO juntou, em 1997, em Lisboa, 16 dos 25 militares
portugueses libertados das cadeias do PAIGC na sequência da invasão da
Guiné-conacky pelas tropas de Alpoim Calvão.
O encontro coincidiu com a data de aniversário da operação,
justamente considerada a mais espetacular de todas as missões realizadas pelas
Forças Armadas portuguesas nas três frentes de batalha.
Desse grupo de ex-prisioneiros, um já morreu, dois estão na Madeira, três vivem no estrangeiro e outros tantos em parte incerta. Desde o regresso à pátria, na primeira semana de Dezembro de 1970, nunca mais se haviam visto. Alguns vivem em condições de pobreza aflitiva; outros ainda não se refizeram física e psicologicamente doa anos horríveis nas cadeias de Conakry.
Texto de José Manuel Saraiva”
Temas em destaque da revista:
- GUINÉ-CONACKRY
1969-1997: PRISIONEIROS DE GUERRA
- OS ANOS DO CATIVEIRO
Entrevista com Cabral; - Visita de Thomaz; - Meias lavadas;
- Sofrer como os outros; - Vinte dias a pé; Sete anos de cadeia;
- OS PRESOS: João Vaz (52 anos - comerciante); José Lauro
(53 anos - Funcionário da EDP); Luís Vieira (52 anos - Ajudante de Pedreiro);
António Duarte (52 anos - Ajudante de Pedreiro); Manuel Silva (52 anos -
Torneiro mecânico); Jerónimo sousa (52 anos - Motorista); Vítor Capítulo (52
anos - Fiscal municipal); António Rosa (51 anos - Prof. de Educação Física);
Geraldino Contino (52 anos - Quadro da TAP); José Teixeira (52 anos -
Construtor Civil); Rafael Ferreira (50 anos - Empregado de armazém); José
Morais (52 anos - Vigilante); Jacinto Barradas (52 anos - Comerciante); António
Lobato (57 anos - Oficial da Força aérea); Agostinho Duarte (52 anos -
Operário); e Manuel Oliveira (53 anos - Operário);
"Memórias do Bart 1914 em terras da Guiné
Um dia difícil de
descrever, mas para sempre recordar
Estavamos nos primeiros dias de Fevereiro de 1968. Um dia ou
dois antes, tinhamos tido a visita do Conjunto Académico João Paulo, um
conjunto de rapazes madeirenses muito apreciado na época, pelas suas músicas
que ficavam no ouvido da malta jovem.
Por essa altura os altos comandos do C.T.I.G., resolvem
fazer uma operação de limpeza e ocupação da tabanca de Bissássema, por constar,
devido a informações chegadas ás chefias, que os homens do PAIGC andavam por
ali a impôr as suas ideias e isso tornava-se deveras perigoso não só para Tite,
mas até para Bissau.
Assim, o comando do BART 1914 resolve desencadear uma
operação, já com alguma envergadura, convocando um vasto grupo de soldados,
cujo número não posso precisar ( talvez 70 ou 80 homens) onde estava um pelotão
da CART 1743 e dois pelotões de milícias, um de Tite e outro de Empada, mais alguns
homens do Pel. de Morteiros e das Transmissões, tendo como comadante o saudoso
Alferes António Júlio Rosa, (com pouco mais de 1 mês de comissão, pois tinha
chegado á Guiné em meados de Dezembro, do ano anterior) para não só ocuparem a
tabanca, mas também construir abrigos, para lá colocar em permanência uma força
militar para defesa da mesma.
A nossa tropa sai de Tite, salvo erro no dia 1/2/1968, ocupa a tabanca sem qualquer resistência e começa de imediato a construção dos abrigos previstos para aquele fim. Na noite de 2 para 3 de Fevereiro, estava eu de oficial de dia ao BART, ouvem-se fortes rebentamentos, para os lados da tabanca de Bissássema, que indiciavam que o pior podia estar a acontecer. Tentámos contactos com a nossa tropa, via rádio, mas não tivemos qualquer êxito. Ninguém nos ouvia e muito menos respondia. Meia hora depois o tiroteio parecia ter acabado. Foi esperança de pouca dura, pois logo a seguir começou um novo ataque, vindo mais tarde a saber que o IN tinha entrado pela tabanca dentro, lançando granadas e semeando o pânico. Abalado com a explosão de uma granada o Alferes Júlio Rosa e vários soldados foram apanhados á mão, levando o IN também algum material de transmissões.
Aquela noite foi de uma angústia terrível, sem termos
notícias do que se estaria a passar. A tropa que tinha ficado em Tite, ficou
toda a noite em estado de alerta máximo, ávida por ter notícias, mas também não
fosse o IN aproveitar a ocasião, para
atacar o aquartelamento.
Com o amanhecer e aparecimento da luz do dia, começaram a
chegar ao aquartelamento de Tite alguns dos nossos soldados, lavados em
lágrimas, alguns esfarrapados outros semi-nus, uns com armas, outros sem nada
nas mãos, dando a todos os que os viram chegar uma imagem fiel e terrível do
sofrimento, por que tinham acabado de passar. Gostaria de mencionar o nome de
todos os nossos homens feitos prisioneiros, mas para além do já citado Alferes
Júlio Rosa recordo também o furriel miliciano do Pelotão de Morteiros 1208 de
seu nome Manuel Nunes Reis Cardoso, o 2º sargento da Companhia de Milícias nº
7, Manga Colubali e mais 3 militares da CART 1743 o Rosa, o Capítulo e o
Contino. Que me desculpem se faltam alguns, mas a minha memória já não dá para
mais.
Apenas e para terminar este meu pequeno texto dir-vos-ei,
que naquela altura chorei e muito e a imgem que tenho guardada na minha
memória, irá comigo para a cova, quando o Senhor entender, que chegou a minha
hora.
Ainda hoje sinto uma estranha sensação, ao recordar estes
acontecimentos.
Para registo, este foi um dos piores momentos por que passei
naquela terra.
Para todos vós um grande abraço de amizade e o grande
orgulho de vos ter tido por companheiros e camaradas daquelas campanhas.
Augusto Antunes
Alferes Miliciano"
Oficial de Dia, no dia 3/2/1968
Achei estranho . . .
Que, no dia seguinte ao Sporting ter ganho ao Benfica, o
Minguinhos, Dmssantos Santos, me tenha telefonado a, como quem não quer a
coisa, perguntar se, comigo, estava tudo bem . . .
Fiz-me desentendido, como bom passarinho velho . . .
De útil, na conversa, comprometeu-se a, logo que possível, organizar, na zona da Marinha, um convívio comestível para meia dúzia, levando, para aperitivo uma garrafosa do tal whisk, desde que, o Jorge Claro, outro “unhas de fome” que tal, se comprometa a levar uma bichinho “ingualinho” a este:
Agradecemos aos seguintes companheiros, o favor de enviarem os seus emails:
Manuel Moreira Fazendeiro
Manuel Sousa Duque
Oliveiros Pinto
Carlos Augusto Vaz Pires
José Eusébio Lopes
José Florindo Silva
José Manuel Amaro Santos
Alvaro Rosa Dias Carvalho
José Esteves Luzio
José Simões Sequeira
Manuel António Oliveira Pereira
João Conceição Rosa
Joaquim Henriques
Carlos Alberto Martins Costa
Daniel Pinto
José Borgas Farrajana
Ilidio Mamede Gonçalves Matos
Joaquim António Almeida
Jorge Francisco Orrico Carvalho
Informo que o nosso capitão Paraíso Pinto, deu hoje por
encerrado o envio pelos CTT de todos os LIVROS DE MEMORIAS, de acordo com os
pedidos feitos.
Se alguém não o recebeu, devido a atrasos nos correios,
agradecemos o favor de nos comunicarem.
Um abraço.
Leandro Guedes
Bissássema - um excerto do livro do ex-alf. António Júlio Rosa, já falecido.
O aprisionamento dos companheiros Alf. Rosa, Contino e
Capítulo:
"Dentro do posto
encontrava-me eu, o Maciel, o Cardoso, o Gomes e os três operadores das
transmissões. De repente, apareceu,
transtornado, o comandante da milícia de Tite. Só teve tempo de nos dizer que
os turras estavam dentro do perímetro e se dirigiam para o local onde nos
encontrávamos. Mal acabou de falar fomos
atacados. Não deu sequer tempo para se tentar encontrar uma solução...
Rapidamente procuramos sair para 0 exterior. 0 Maciel, o
Cardoso (que viria a falecer neste combate), 0 Djaló e o Gomes conseguiram
sair. Quando cheguei à porta, seguido pelo Geraldino e pelo Capitulo, rebentou
uma granada ofensiva mesmo na nosso
frente. Eu levava a arma na mão mas de nada me serviu. Com o sopro da explosão
fui empurrado para trás e não via nada pois tinha os olhos cheios de terra. Com
o estrondo, fiquei surdo,. Foi uma sensação horrível ... Pensei que ia
morrer!...Foi impressão instantânea que passou em segundos. Entretanto, tive
outra sensação!... Tive o pressentimento que ia ser abatido.. Sinceramente,
fiquei preparado para morrer... Foi o que senti e afirmo que, naquele momento, se
tivesse acontecido, não me teria custado nada. Reconheci que estava impotente e
nada podia fazer para contrariar aquela acção, Afinal, não tinha chegado ainda
a minha hora e, agora, espero bem que não esteja para chegar em breve.
Naquele dia foi mesmo Deus que não permitiu o fim do meu
viver; e a protecção divina ir-se-ia manter no futuro, pois foram muitas as
vezes em que a minha vida esteve presa só por um fio muito ténue. Senti-me agarrado, ao mesmo tempo que alguém
me socava, violentamente, mas não sentia qualquer dor. Recordo-me que o meu
quico saltou da cabeça e nunca mais o vi.
Estava prisioneiro.. 0 Dino e o Capitulo tiveram a mesma
sorte!... 0 Ramalho, um dos telefonistas, recuou escondendo-se debaixo duma
cama, assistindo a toda aquela cena. Foi mais bafejado pela sorte!... Nunca
mais o vi nem falei com ele.
Depois de nos terem levado para longe dali, fugiu para
Tite."
António Júlio Rosa (do seu livro MEMORIAS DUM PRISIONEIRO DE
GUERRA)
nota - este texto foi publicado no bart1914.blogspot.com em
8 de Dezembro de 2013.