Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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domingo, 18 de setembro de 2016

Parabens ao Palma

Parabens ao Palma no dia de hoje.


Que passes um belo dia de aniversário, com alegria, com saúde junto dos teus familiares.
Um grande abraço dos teus companheiros.




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Um video sobre a Familia Costa




Partilhamos aqui este interessante video, sobre o inicio da vida de casado do nosso amigo Costa e que compreende um período de 10/12 anos.
É um trabalho do seu genro Marco Moreira.
Um grande abraço ao Costa.
PARA VERES O VIDEO...

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PARABENS AO MESTRE




PARA O NOSSO AMIGO MESTRE VAI O NOSSO ABRAÇO DE PARABENS, COM VOTOS DE BOA SAUDE E BEM ESTAR JUNTO DOS SEUS.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A Guiné no Portugal dos Pequeninos, em Coimbra

No maravilhoso espaço que é o Portugal dos Pequeninos, em Coimbra, são feitas várias referencias à ida e presença dos Portugueses na Guiné.
Disso vos damos conta nestas poucas fotos.
Para mais informações há que consultar os amigos Joaquim Caldeira e Alfredo Alves, que moram perto.






Aproveitar enquanto é Lua Cheia




quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Já falei com o Silva.


Já falei com o Francisco Silva das transmissões, depois do Pica me ter dado o numero dele.
Está na Caparica a passar férias e encontra-se bem.
Manda um abraço e diz que em breve vai organizar um almoço para juntar os amigos que se quiserem associar.
Manda um abraço para todos os companheiros.
Nós retribuímos o abraço ao Silva, com votos de continuação de boas férias e de boa saúde.
Leandro Guedes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Facebook


Companheiros.
A partir de agora está neste blog, na secção do lado direito, uma coluna de acesso direto ao facebook de cada um de nós.

Para aceder ao facebook basta clicar em cima do nome pretendido.
Quem não quiser que o seu nome esteja visível, agradeço que me diga para ser retirado.




Na página do facebook do Francisco Costa e Silva, das transmissões, (França), aparece a indicação de que o seu facebook foi desativado no servidor.
Já lhe mandei um email a perguntar se está tudo bem com ele e família, mas até agora não me respondeu.
Aguardo noticias.
Abraço a todos.

Leandro Guedes.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Eu, Joaquim Nunes Caldeira, apresento-me...

   
Joaquim Caldeira
21/8 às 15:36
ORA BEM. PARECE QUE NÃO ME FICA MAL FAZER A APRESENTAÇÃO.
NASCIDO EM 1944, PERTENÇO A GERAÇÃO SACRIFICADA COM AS GUERRAS ULTRAMARINAS.
Depois de 17 meses de treino e instrução, tendo passado pelos comandos e por minas e armadilhas, embarquei para a Guiné em Janeiro de 1968. desembarcado em Tite, vivi as aventuras de Bissássema, Nova Sintra e estagnei por Fulacunda para acabar em Tite por dois meses antes de regressar a Portugal em finais de Novembro de 1969.
Para trás ficaram muitas recordações, más, muito sofrimento e um conjunto de amizades para a vida.
Uma punição por perda de homem em combate - imaginem se ele tinha morrido em combate - eu iria para a cadeia. No final, um louvor. E assim a pátria sentiu que tinha cumprido para comigo, sem ter tido o encardo do caixão. Sempre ficava mais caro.

Actualmente, na reforma, passo os dias a conferir tudo o que fiz na véspera. E vivo angustiado num país de ladrões e malfeitores.

É assim. Está feita a minha apresentação. Falta referir que mantenho uma página no feice que intitulei de " REVIVER GUINÉ".

Bom domingo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

PEDRO HOMEM DE MELO - DO BLOG ROINES XXI, DE JOÃO GODIM.

Com a devida vénia, publicamos a seguir um interessante artigo da autoria de João Godim no seu blog ROINES XXI, a quem agradecemos com a devida vénia.

"MEMÓRIA DE PEDRO HOMEM DE MELLO

Onde estão os nossos poetas e escritores que deixaram prodigiosa obra mas que, no presente, caíram no esquecimento? Quem está na moda, logo se identifica com os prémios, as publicidades e as mediatizações às catadupas. 
Nunca como agora, se publicou tanto... mas quantidade não significa qualidade e torna-se cada vez mais difícil distinguir os bons autores dos simplesmente "autores". Num país como o nosso, com uma baixa taxa de leitores, editar uma média de 25 mil novos títulos/ano, no último quinquénio, é garantidamente lixo a mais. 
Resultado de imagem para pedro homem de melo   
Ser escritor não é escrever (...) um livro, como ser agricultor não é plantar uma árvore. Invocar o poeta lírico e autor de uma vasta obra como Pedro (da Cunha Pimental) Homem de Mello, nascido na cidade do Porto em 1904, no mês de setembro, e falecido aos 80 anos de idade, é homenagear um autor com letras maiúsculas. Formado em Direito pela Universidade de Lisboa, cedo se notabilizou como poeta original e fiel intérprete do sentimento português.
Amália Rodrigues imortalizou alguns dos seus versos, particularmente os títulos “Povo que lavas no rio”, “O rapaz da camisola verde”, “Havemos de ir a Viana” e “Fria Claridade”, temas incontornáveis do Fado; ou ainda Camané, com o poema "Sei de um rio".
   Resultado de imagem para pedro homem de mello livros 
Ainda que seja um autor pouco divulgado, Pedro Homem de Mello assume o lugar distinto no panorama da cultura nacional, como testemunham os vários prémios que recebeu: Prémio "Antero de Quental" (1939), Prémio "Ocidente" (1964), e o Prémio "Nacional de Poesia", em 1972."



sábado, 20 de agosto de 2016

2ª Guerra Mundial.


Importante documento histórico e fotográfico, sobre a 2ª. Guerra Mundial, enviado pelo nosso amigo Siragusa Leal, a quem agradecemos.
Para ver na integra:


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Acerca do filme A GUERRA" - Carla Costa




"A Lanterna de Pedra Filmes estreia, no dia 14 de Julho, o filme

A GUERRA, nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro em 2016, do argumentista e realizador Tobias Lindholm, aclamado por filmes como A HIJACKING e THE HUNT (co-argumento).

Neste âmbito, estamos a promover uma campanha especialbilhetes a 4,50€, para grupos de, no mínimo, 10 pessoas. O filme vai estar em exibição no Cinema City Alvalade e no Cinema City Leiria, na sessão das 19h.

Sinopse
O comandante Claus M. Pedersen e o seu pelotão estão em missão numa província do Afeganistão. Na Dinamarca, Maria, a mulher de Claus, prossegue a vida de todos os dias, com o marido na guerra e três filhos que sentem a falta do pai. Um dia, durante uma missão de rotina, o grupo de soldados é apanhado num fogo cruzado. Claus, para o salvar, toma uma decisão, com consequências profundamente transformadoras para si e para a sua família.

Trailer
  
Para mais informações e reservas, contactar:

o   Lanterna de Pedra Filmes | 21 933 21 75 | geral@lanternadepedrafilmes.com
o   Cinema City Leiria |  244 845 071 | leiria@cinemacity.pt
o   Cinema City Alvalade | 218413040 | alvalade@cinemacity.pt

Bom filme!

Lanterna de Pedra Filmes

MADRINHAS DE GUERRA





Rescaldo do almoço com o Pedro, nas Minas de S.Domingos, Mértola.



OS VÍDEOS...








sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Almoço nas Minas de S. Domingos, Mértola, Alentejo


Na próxima terça-feira, o Costinha, Mestre, e moi-même, iremos almoçar com o Pedro, na Mina de S. Domingos.
Se algum dos artilheiros se quiser associar, é só aparecer, por volta do meio dia.
Depois, não digam que nunca organizo nada . . .

Hipólito

sábado, 6 de agosto de 2016

HOMENAGEM AOS COMBATENTES MORTOS NO ULTRAMAR - MOLEDO, LOURINHÃ

Monumento em Moledo, Lourinhã.

 No dia 14 de Agosto, será comemorado o 5º. aniversário da Associação dos Veteranos Combatentes do Oeste.
 Programa:
 - 9,30 - concentração dos antigos Combatentes junto à Igreja Paroquial.
 - 10,15 - Missa.
 - 11,15 - Homenagem junto ao Monumento de Moledo, Lourinhã, aos antigos Combatentes falecidos.
 - 12,30 - lançamento de para-quedistas (entrada livre).
 - 13,00 - almoço convívio.

 Reservas pelos telefones 926588254 e 231469457.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

o nosso coronel João Trabulo faz hoje anos


O nosso coronel João Manuel Trabulo (ex-alferes da CCAÇ 2314, que esteve estacionada em Tite connosco), passa hoje mais um aniversário.
Receba de todos nós um grande abraço de parabens com votos de boa saúde junto dos seus familiares e amigos.
Leandro Guedes.

terça-feira, 26 de julho de 2016

segunda-feira, 25 de julho de 2016

sábado, 23 de julho de 2016

A SARDINHADA EM PENICHE.


E como estava previsto, o repasto aconteceu. Estiveram presentes 13 guerreiros - Capitão Paraiso Pinto, Hipólito, Pires, Guedes, Monteiro, Barros, Carlos Leite, Contige, Zé Manel, Costa, dois primos do Pica, e o Pica e ainda o organizador, o Henriques. E também algumas senhoras e até o neto do Zé Manel. No total fomos 22 pessoas. As sardinhas estavam deliciosas, bem como os carapaus e algumas dietas encomendadas, porque este povo de vez em quando tem que obedecer às ordens dos médicos. Havia por lá uma salada de pimentos que estava de estalo. O vinho muito bom e para finalizar o banquete uma aguardente caseira de medronhos e uma outra deliciosa. Ambos trazidas pelo nosso capitão. Foi um almoço bem passado, lembrando os que faltaram, como é costume. Aguardam-se as fotos do evento, pelos fotógrafos de serviço, Pica Sinos e Hipólito. De realçar que houve amigos que embora adoentados, fizeram questão de estar presentes. Por outro lado realçar também que outros houve que vieram de bem longe fazendo mais de 300 kms ou a rondar essa meta. Um verdadeiro almoço de guerreiros.
Abraços a todos e um obrigado sincero ao Henriques e à equipa que nos proporcionou este agradável almoço.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Viagem aos Bijagós - continuação

"Numa corrida de cerca de vinte quilómetros feitos de táxi até ao “24 de Setembro”, o nosso hotel, o meu sócio pôde sentir o bafo de África. O sol a pique, uns amenos trinta graus e a humidade na casa dos cem por cento, tiram o alento a qualquer branquelas que por ali se atreva. O trânsito é infernal e pauta-se por regras de algum código não aplicáveis noutro continente. Não descortino porque é que em Portugal não se faz a troca automática de uma carta de condução guineense por uma nacional. Quem consegue mexer-se naquele caos, está apto a conduzir em qualquer parte do mundo. Ali, vale tudo, menos colidir. O que só não acontece mais vezes graças aos bons espíritos. Mas quando a batidela acontece, é a vítima que sai do carro, pede desculpa ao atrevido que lhe amolgou o guarda lamas e convida-o a seguir viagem!
Para meter conversa e saber as últimas da politiquice doméstica, instalo-me ao lado do condutor do velho Mercedes 200 pintado a azul e branco. Marca e modelo dominam o mundo dos carros de aluguer na cidade, condenados à canibalização logo que deixam de estar aptos ao serviço.
Sinto a camisa numa sopa, colada às costas do assento. Através do vidro aberto, o meu camarada vai sorvendo o cheiro de África e da cachaça de caju, transportado em lufadas de ar quente e muito pó. Para mim, esta curta viagem é sempre uma romagem de saudade. Brá, depósito de adidos, quartel dos comandos, antigo aeroporto e base aérea, o hospital militar … quantas recordações para os milhares e milhares de jovens que, tal com eu, cumpriram uma parte do serviço militar naquele território.
A chegada ao Bandim marca a entrada na cidade de Bissau. É um mercado de rua, ao ar livre portanto, onde tudo se vende, onde tudo se pode comprar. Frutas, legumes e cereais, carne e peixe com e sem moscas, mobílias e electrodomésticos, ouro, prata, jóias e moeda estrangeira, vestuário, calçado e material escolar, artigos a preços simpáticos para a carteira do cliente, pobre na maioria das vezes. A sua ala principal ocupa várias centenas de metros ao longo da artéria que liga a capital ao aeroporto. Do lado poente, ficam os bastidores deste grande mercado equivalente ao Roque Santeiro de Luanda, constituídos por um labirinto de ruas e ruelas invariavelmente sujas e malcheirosas, onde se apertam como sardinhas em lata, representantes das quarenta e tal etnias do país. As mulheres são o retrato de África, terra-mãe da humanidade. Trajando as cores do arco íris, exprimem-se nas línguas de Babel. Carregam o essencial para alimentar a família e muitas transportam vida nova no ventre, às costas ou pela mão. Pode dizer-se que no Bandim pulsa o coração do povo guineense.
Dentro da cidade, ruas largas embora em mau estado, bordejadas a mangueiras, deixam fluir um trânsito menos caótico permitindo-nos chegar ao Hotel sem dificuldade. Na recepção, um staff primoroso auxilia nas formalidades e encaminha-nos até aos alojamentos. Estes são constituídos pelo que resta de um vasto complexo de edifícios de apoio ao antigo clube de oficiais, uma espécie de barracões cobertos a lusalite e ventilação natural, onde se acomodava o pessoal de passagem. Eram tão medonhamente quentes e desconfortáveis que os residentes temporários lhes chamavam ”o Biafra”. Hoje, depois de algumas obras de remodelação, oferecem aceitável nível de conforto tendo em conta os padrões do país. Impera o nacionalíssimo banho balanta de púcaro e alguidar, suprindo as falhas de água na torneira. Pelas paredes acima a necessitarem de rolo e tinta, bicharada exótica dá as boas vindas aos recém-chegados. Móveis desconjuntados e o ar condicionado cheio de ressonâncias e a debitar calorias, completam um quadro indubitavelmente tétrico para o turista, familiar e aconchegante para o viajante, amante destas paragens.
Depois de uma borrifadela rápida para retirar o salitre do suor agarrado à pele, desfazem-se as malas à procura da vestimenta adequada, roupas leves de algodão, calções, T shirt e sandálias. Em poucos minutos estamos a caminho de Quinhamel na região do Biombo, a cerca de 40 Km de Bissau. O nosso destino é o restaurante da D. Henriqueta e seu marido, o Ti Aníbal. Um barraco situado na margem de uma bolanha, rodeado de frondosas e centenárias mangueiras sob as quais se alinham mesas e bancos corridos, este é o melhor local para saborear as deliciosas e fresquíssimas ostras da bolanha. Passadas pela chapa quente e servidas em quantidade industrial, são uma entrada forte para o menu que se segue; peitos de rola e bifinhos de gazela grelhados aux épices. A noite termina em beleza com uns drinques na Baiana, no centro da cidade, e uma visita a um dancing bem frequentado!
Fim da primeira parte e conclusão: Não é preciso muito para um homem ser feliz. Já as mulheres , não sei...
Juan"

sexta-feira, 8 de julho de 2016

António Luis Reis Traquino




Falei há pouco com o nosso companheiro Traquino, que me disse que continua em tratamentos, na esperança de que a sua saúde vá melhorando.
Para ti amigo enviamos-te um forte abraço com os desejos muito sinceros de que continues com boas melhoras. 
Leandro Guedes.

VIAGEM À ILHA DE BUBAQUE.


Do blog

"Kurt": Amizade, Viagens, Aventura e muito mais ... !



 publicamos este interessante artigo sobre uma viagem à Ilha de Bubaque, nos Bijagós, Guiné/Bissau.Para a semana publicaremos o restante.
Mas ficamos à espera da conclusão da viagem que ainda não está visível naquele blog.
Obrigado aos autores.
"Viagem à Ilha de Bubaque, arquipélago dos Bijagós.
Há viagens e viagens e há aquelas que ficam registadas na nossa memória. Pelos bons ou maus motivos, ou por ambos, como foi o caso desta deslocação aos Bijagós.
O arquipélago dos Bijagós é constituído por cerca de uma centena de ilhas e ilhotas situadas no oceano Atlântico, ao longo da costa da República da Guiné-Bissau de cujo território fazem parte integrante. Dado o estado de “pureza” em que se encontram, a Unesco classificou-as como Reserva Ecológica da Biosfera em 1996. Entre as ilhas mais importantes, salientam-se a Caravela, Formosa, Galinhas, Maio, Orango, Roxa e Bubaque, tendo sido esta última, o destino da minha viagem.
No seu conjunto, haverá pouco mais de uma dúzia de ilhas habitadas. As outras, ou são visitadas sazonalmente ou possuem mistério ( feitiço), e como tal, são consideradas sagradas pelos Bijagós, etnia que dá o nome ao arquipélago. Estas ilhas possuem uma riqueza natural excepcional, tanto a nível de recursos naturais como a nível cultural. Praias virgens, de águas cristalinas, cálidas brisas agitando palmeirais a perder de vista e a riqueza da sua fauna e flora, fazem delas um lugar paradisíaco, destino de sonho para qualquer viajante.
Numa passagem anterior pela Guiné, enquanto militar em serviço naquela antiga província ultramarina portuguesa, ouvira falar da ilha de Bubaque por ser muito frequentada por camaradas que ali gozavam a sua licença, por vezes na companhia das esposas que para o efeito se deslocavam desde a metrópole. Com o tempo, a povoação de Bubaque tornou-se numa requintada estância de férias que passou a acolher também, para além da hierarquia militar, altos dignitários ligados ao governo provincial bem como o jet set da colónia. Ali não faltava nada, desde um excelente hotel tiporesort, o Hotel Bijagós, que teve a sua época áurea no final da década de sessenta, altura em que foi ampliado com diversos bungallows, tal era a procura, uma danceteria anexa para mais de mil pessoas, um soberbo bar-esplanada debruçado sobre a praia e um conjunto de outras estruturas vocacionadas para o turismo. Havia também alguns edifícios administrativos de grande porte, vilas ao estilo colonial e residências de abastados comerciantes de origem europeia. De tudo isto, o que podemos encontrar hoje são apenas vestígios.
Os abastecimentos faziam-se através de ferry com o que de melhor e mais fresco chegava da Europa. Para maior comodidade e conforto dos turistas e visitantes, um aeródromo situado próximo do extremo sul da ilha transportava-os desde Bissau e outras localidades do território continental. O transfer para o hotel, fazia-se em autocarro próprio, cujos restos mortais ainda por lá sobrevivem.
Como se adivinha, os aliciantes para visitar os Bijagós eram muitos e a vontade, imensa e antiga.
Com o Rui Pedro, meu companheiro nesta viagem, planeei um itinerário em que numa primeira etape seguiríamos até Bissau num voo da Tap, deixando para segundas núpcias o esquema da deslocação até às ilhas, dada a falta de elementos informativos.
Embarcámos em Lisboa numa sexta feira tendo viagem decorrido sem acontecimento digno de registo. Excepto à chegada, quando o Rui não foi dentro por um triz! Mal acabara de pôr o pé em terra, rapou da filmadora e toca a captar umas vistas do aeroporto e material por ali estacionado. Foi quanto bastou para, uns metros à frente, ter uma comissão de boas vindas a aguardá-lo. Valeu-nos um amigo que nos acompanhava, o Manuel Neves, pessoa muito conceituada no meio policial local que rapidamente sanou a situação."
jUAN
________________ 
De José Luis Patricio, um amigo e ex-combatente, alferes em Bolama, recebemos o seguinte email:
Li a mensagem na madrugada de sexta-feira (hoje) e fiquei a pensar se tinha sonhado quando andei por Bubaque (e Bijagós em geral). Fui lá algumas vezes em patrulhamentos de acção psicológica (contacto com as populações, distribuição de algumas coisas que pediam: tabaco, árvores...). Havia uma realidade chamada Estância, composta por habitações ao estilo da terra, cobertas de colmo e redondas, se me não engano. Aquilo a que o nosso Duarte Pacheco Pereira no Esmeraldo... chama «casas palhaças», isto é, com cobertura de palha ou colmo. Muito agradável, com o fundão, o canal a separar Bubaque da ilha de Rubane, em frente.
Não guardo memória da realidade descrita, na dimensão apontada:
Com o tempo, a povoação de Bubaque tornou-se numa requintada estância de férias que passou a acolher também, para além da hierarquia militar, altos dignitários ligados ao governo provincial bem como o jet set da colónia. Ali não faltava nada, desde um excelente hotel tiporesort, o Hotel Bijagós, que teve a sua época áurea no final da década de sessenta, altura em que foi ampliado com diversos bungallows, tal era a procura, uma danceteria anexa para mais de mil pessoas, [...] 
E mais.
Continuação de boas férias
Um abraço

JL

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O Júlio Garcia, furriel da CCAÇ 2314, fez anos

O Júlio Garcia fez anos no passado dia 4.
Embora atrasados daqui lhe enviamos o nosso abraço de parabens, com votos de boa saúde junto dos seus familiares e amigos.
Leandro Guedes.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

filme "CARTAS DA GUERRA"

Recebemos o seguinte email:

Boa tarde

Vi que têm um blog Bart1914 (http://bart1914.blogspot.pt/) que escreve sobre as vivências da Guerra Colonial.

Contacto-vos porque o filme CARTAS DA GUERRA de Ivo M. Ferreira, apresentado em estreia mundial na Competição Oficial da Berlinale 2016, terá estreia comercial em Portugal no dia 1 de Setembro 2016, e achamos que o filme é do interesse dos ex-combatentes do Ultramar.

Gostaria de saber se posso contar com a vossa colaboração para divulgar o filme, no vosso blog e página facebook?

O filme estará em várias salas pelo país fora.

Deixo-vos abaixo todas as informações sobre o filme:


Sinopse:

CARTAS DA GUERRA adapta uma obra do escritor António Lobo Antunes, composta por cartas que este escreveu à mulher, Maria José, durante o período em que esteve em serviço na Guerra Colonial.

Longe de tudo que ama, escreve cartas à mulher à medida que se afunda num cenário de crescente violência. Enquanto percorre diversos aquartelamentos, apaixona-­se por África e amadurece politicamente.

A seu lado, uma geração desespera pelo regresso. Na incerteza dos acontecimentos de guerra, apenas as cartas o podem fazer sobreviver.

Link do trailer e imagens do filme:

http://www.osomeafuria.com/films/3/70/


Agradeço desde já a vossa atenção e fico a aguardar o vosso feedback. Se tiverem alguma dúvida ou alguma sugestão, por favor, não hesitem em contactar-me.

Cumprimentos,

Marta Léon

sábado, 2 de julho de 2016

Homenagem Póstuma ao nosso Capelão



Hoje dia 02 de Julho pelas 11h30, estes oito “guerreiros” depuseram na campa do nosso Capelão Luís Azevedo da Costa e Silva, em São Pedro da Torre – Valença, uma singela placa de reconhecimento do homem que nos acompanhou naqueles 23 meses com as suas preces, para que a maioria dos combatentes do BART1914 e de outros elementos das Companhias ali presentes em TITE, na GUINÉ/BISSAU, regressassem ao seio dos seus familiares sãos e salvos. Bem haja!
José da Costa



Homenagem Póstuma ao nosso Capelão



Hoje dia 02 de Julho pelas 11h30, estes oito “guerreiros” depuseram na campa do nosso Capelão Luís Azevedo da Costa e Silva, em São Pedro da Torre – Valença, uma singela placa de reconhecimento do homem que nos acompanhou naqueles 23 meses com as suas preces, para que a maioria dos combatentes do BART1914 e de outros elementos das Companhias ali presentes em TITE, na GUINÉ/BISSAU, regressassem ao seio dos seus familiares sãos e salvos. Bem haja!
José da Costa



Sardinhada em Peniche - dia 22 de Julho



sexta-feira, 1 de julho de 2016

GUINÉ/BISSAU - A Região de Quinara


REGIÃO DE QUINARA

A região de Quinara, com uma superfície de 3 138,4 Km² é composta pelos setores de Buba, Empada, Fulacunda e Tite.  Encontra-se no centro da Guiné-Bissau e aqui predomina a etnia Beafada. Se Buba tem grande potencial turístico em termos naturais, já Empada, Tite e Fulancunda não têm atualmente relevância turística digna de se assinalar. São regiões que se dedicam essencialmente à agricultura e pesca artesanal.

A CIDADE DE BUBA , CAPITAL DA REGIÃO DE QUINARA

A cidade de Buba, capital de região, fica a 223 Km de  Bissau, percorridos numa estrada alcatroada e em boas condições. Com 744,2 Km² e uma população estimada em 17 123 habitantes, Buba é habitada pelas etnias Beafada e Mandinga, existindo em menor percentagem Fulas, Balantas, Manjacos e Papeis.

A cidade fica na margem do rio Grande de Buba e vive essencialmente da pesca, da agricultura e do comércio. a cultura é essencialmente de arroz, amendoim e milho e é praticada a agricultura itinerante que recorre às queimadas, uma prática que ameaça a floresta endémica desta região, última mancha da floresta primária da Guiné-Bissau.

A cidade de Buba merece uma visita rápida e geral, sem nada de especial a assinalar que justifique uma paragem.  Serve, no entanto, de ponto de partida para uma visita ao Parque natural das Lagoas de Cufada, a poucos quilómetros da cidade ou para um passeio de barco no rio Grande de Buba.  A cerca de duas horas de carro de Buba fica São João onde é possível apanhar uma piroga motorizada que numa curta travessia nos transporta até à ilha de Bolama. Saindo de são João, também podemos encontrar a 2 Km a bonita praia de Colónia.

(IN GUIA TURISTICO À DESCOBERTA DA GUINÉ-BISSAU, de Joana Benzinho e Marta Rosa, com a devida vénia)