Batalhão de Artilharia 1914

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“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

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Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

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Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Companheiros, perdidos mas achados

Caros companheiros
É sempre motivo de satisfação, diria até que é o objetivo máximo dos nossos encontros que ao longo do ano se vão realizando, o reencontro de companheiros nunca mais vistos após o regresso.
Desta vez tivemos o grato prazer de reencontrar mais dois:

- António Garcia da Costa, de alcunha o major
que era motorista do 2º. comandante
morador na Ponte das Três Entradas
Oliveira do Hospital

- Costa e Silva
do pelotão de morteiros
morador em Braga

Foi uma alegria reencontrar estes amigos que vieram pela primeira vez aos nossos almoços e que prometem não desistir.
Para eles o abraço fraterno, de boas vindas e que continuem com saúde, no seio das suas famílias.
Ficamos à espera das suas fotos do tempo de Tite, para serem publicadas.
Um abraço.
Leandro Guedes.



António Garcia da Costa, o major
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Costa e Silva, do pelotão de morteiros

O grupo de Concertinas no almoço da Venda da Serra


A atuação deste grupo foi uma oferta simpática do Alfredo Alves e esposa, a todos nós.
O Alfredo já em tempos atuou no grupo.
Muito obrigado.
Leandro Guedes.

O Carlos Leite, filho, fez anos no dia 14, Sábado, dia do nosso almoço


Afinal quem fez anos foi o filho do Carlos Leite. O pai faz anos em Novembro. Aqui ficam os parabens ao filho, atrasados.
Fez anos no Sábado dia 14.
Desculpa companheiro mas sabes que nestes momentos de confraternização, nos lembramos sempre de ti.
Que tenhas passado um bom dia de aniversário do teu filho e que continues com saúde.
Um abraço.
Leandro Guedes.

domingo, 15 de maio de 2016

O nosso muito obrigado ao Casal Alfredo Alves


O nosso agradecimento sincero ao Alfredo Alves e Esposa, pelo empenho que dedicaram a esta causa do nosso Batalhão, que é a organização do almoço anual.
Muito obrigado por tudo, pelo espaço, pela simpatia, pela refeição, pelo ambiente, pela organização e obrigado também pelo porta-chaves que a todos ofereceram e que fica como recordação deste belo almoço.
Obrigado também pelo momento de concertinas, que está devidamente gravado em video e que será publicado em breve.
A atuação deste grupo foi totalmente oferecida pelo casal a todos nós e paga por eles.
Muito obrigado, bem hajam.
Leandro Guedes.

O almoço anual em Maio de 2016 - algumas fotografias


sexta-feira, 13 de maio de 2016

250.000 visitas a este blog.



Companheiros, familiares, amigos e visitantes:
Concluíram-se hoje as 250.000 visitas a este nosso blog.

Embora seja um numero pouco significativo, ele manifesta uma avaliação,  ou seja, saber quantos se dão ao trabalho de nos visitar e de o fazer repetidamente, umas vezes apenas lendo e outras comentando.


Temos tido visitas dos quatro cantos do mundo, quem sabe de ex-combatentes ou talvez apenas de Portugueses espalhados pelo mundo, desde a Russia e Nova Zelândia à costa oeste dos Estados Unidos e Canadá, da Islândia à África do Sul, passando pelos países de expressão Portuguesa, principalmente o Brasil e os países onde houve conflito armado, destacando claro, a Guiné/Bissau.
Mas embora seja apenas um numero, ele é importante para nós, ex-combatentes do Batalhão de Artilharia 1914 e por isso queremos festeja-lo convosco, com este trabalho do José Justo a quem enviamos o nosso abraço agradecido. Bem hajas companheiro!
Para os nossos companheiros, familiares, amigos e visitantes o nosso muito obrigado pela companhia que nos têm feito ao longo deste oito anos e quatro meses.
Leandro Guedes


GUINÉ/BISSAU - Projectos da ONG "AFECTOS COM LETRAS", no País.


 

(IN GUIA TURISTICO À DESCOBERTA DA GUINÉ-BISSAU, de Joana Benzinho e Marta Rosa, com a devida vénia)

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Guerra Colonial - arquivo da RTP

 Caros companheiros
Hoje o Raul Soares enviou-me este interessante site sobre a Guerra Colonial.
É um site mais moderno, dum outro que há algum tempo temos publicado para visão imediata, na coluna da direita do nosso blog e que é da autoria da RTP, cujo arquivo é muito importante e valioso, como sabem..
Muito obrigado ao Raul Soares.


Interessa dizer que logo que possível vamos publicando no blog, ou transcrevendo, alguns dos artigos expostos no dito site, para informação dos interessados.
Entretanto, se quiserem ir consultando, basta acederem ao site indicado abaixo.
Abraços séniores.

Para aceder a este documento, basta clicar...


terça-feira, 10 de maio de 2016

Acabar com o Acordo Ortográfico

"As declarações do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa sobre o Acordo Ortográfico são uma das últimas janelas de oportunidade para que se feche em Portugal toda uma história de medíocre engenharia da língua, sem nenhuma vantagem nem mérito, cuja manutenção, por inércia e quase só por inércia, tornará Portugal e a cultura portuguesa mais débeis, menos influentes e mais isolados. Se há “reversão” que se exige do governo é a do Acordo Ortográfico, obra de políticas de facilidade, destinadas a resolver problemas complexos com um truque de engenharia política imposto por governantes cuja relação com a língua e a cultura portuguesa é, para não dizer outra coisa, de bastante indiferença. As divergências de ortografia com o Brasil, o grande argumento para o Acordo, têm a ver com coisas muito diferentes de uma norma. Têm a ver com a pujança do português do Brasil, empurrado por uma sociedade dinâmica e aberta a muitas outras línguas e influências, que nunca conseguiremos domar com um Acordo deste tipo. Bem pelo contrário, é bom para o português como língua que ele tenha como locomotiva o Brasil, que nos enriquece pela sua diferença, enquanto que o português de Portugal pode permanecer o cânone cultural da língua, fiel às suas origens latinas, e transportando uma história que vale muito mais para a cultura brasileira do que uma variante mortiça da ortografia abrasileirada, escrita a contragosto e sem chama. O português é o português e é uma enorme vantagem cultural, mesmo no mercado competitivo da cultura, que ele permaneça na sua ortografia fiel às suas origens latinas. O Acordo é mais um dos aspectos do desprezo pela cultura das humanidades que caracterizou estes últimos anos. De Santana Lopes e Sócrates a Passos Coelho e, se não fizer nada, a Costa.
O Acordo Ortográfico é um monumento de ambiguidade às relações entre Portugal e os países onde se fala a língua portuguesa, que ninguém desejou nem pediu e que acabou por servir para gerar enormes efeitos perversos, que se arriscam a cair apenas sobre Portugal, visto que no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor, o caminho seguido é deixar o Acordo apenas na sua condição de papel. Para fazer esta “reversão” basta apenas tornar a sua aplicação facultativa, e logo a seguir a força colectiva da recusa ao Acordo isolará a minoria que o defende. O Acordo só existe em Portugal pelo absurdo de termos governos que o têm querido impor isoladamente a nível nacional, o que é o melhor exemplo do seu falhanço como acordo internacional, que não obriga ninguém visto que vários signatários resolveram não o aplicar, o que o torna caduco.
Acabar com o Acordo já tem custos, custos que de há muito foram anunciados e previstos e que poderiam e deveriam ter sido evitados. Os custos são de duas ordens: uma, a mais grave, o facto de uma geração de crianças e jovens ter sido educada com as regras do novo acordo, processo que se agravou pelo facto de os seus defensores terem estado a criar à pressa um facto consumado, para tornar o Acordo inevitável e não se poder andar para trás. Como o Acordo nunca seria implementado pelo seu mérito nas escolas e no Estado, onde muito pouca gente o aceita como seu, forçou-se a sua aplicação manu militari, com ameaças e sanções mesmo que de legalidade muito contestável. Admito que isso signifique que para uma faixa etária de portugueses a sua maneira de escrever fique numa espécie de limbo, mas estão longe de ser a maioria dos portugueses, jovens adultos e mais velhos, que nunca seguiram as regras da nova ortografia. Por isso, limbo por limbo, mais vale corrigir o mais depressa possível aquele que é de centenas de milhares, em vez de forçar o de milhões. É o custo desta operação de engenharia da língua pago pelos mais novos? É. Mas iriam crescer num mundo em que a escrita de qualidade, os jornais de referência, o português de todos os países africanos de língua portuguesa, seria o da ortografia anterior ao Acordo. Já lá vamos ao Brasil.
O segundo custo, o de alterar de novo os manuais escolares e outros documentos em que se forçou a aplicação do Acordo, também existe, mas os prejuízos a médio e longo prazo do Acordo são muito maiores do que o custo dessas alterações a curto prazo. O Estado pode ir corrigindo os seus papéis pouco a pouco, e alguma forma de indemnização pode ser dada às editoras de livros escolares. Já penso que as editoras que se apressaram a correr a fazer livros com as regras do Acordo, enquanto outras mantinham a antiga ortografia, ou porque se opunham ao Acordo ou porque os seus autores não aceitavam as novas regras – o que foi a regra – não devem receber qualquer indemnização. Estavam prevenidas das muito sérias objecções que existiam quanto à legalidade do Acordo, e aceitaram o risco.
Mas se se acabar com o Acordo o mais depressa possível – e essa urgência é real para evitar mais estragos do que os que já foram feitos – não se pode ignorar os seus custos, não se pode deixar de dizer com clareza que os custos da sua manutenção são muito maiores e particularmente gravosos para um bem intangível, o da influência do português como língua nacional de cultura e história. O que acontecerá, sem nunca se resolver a divergência com o Brasil, será a divergência cada vez mais acentuada entre o português que se escreve em Portugal e o que se escreve nos PALOP. Com Angola, Moçambique, Cabo Verde sem aplicar o novo Acordo, com o Brasil a escrever como muito bem lhe apetece, ficará Portugal isolado numa variante ortográfica empobrecedora, cujos efeitos serão tornar cada vez mais bizarra a escrita do português.
Um dos argumentos dos defensores do Acordo é que se trata apenas de mudar a ortografia e isso não muda a língua. Foi o argumento com que se me respondeu quando falei do abastardamento do português que, no meu ponto de vista e no de muitos outros, resulta da aplicação das novas regras ortográficas. Considero o argumento absurdo, como se na língua que falamos e lemos – insisto, falamos e lemos – a imagem física das palavras não contasse, e fosse o mesmo escrever aspeto e aspecto. As palavras transportam uma dimensão cultural e na sua escrita não são mera ortografia, como melhor do que ninguém João Guimarães Rosa compreendeu, tratando a língua portuguesa como sentido, som, e imagem.
O Acordo Ortográfico não é ciência, nem lei, é política. Como política, é prejudicial à nossa cultura a nível nacional e como elemento de política externa é um acto político clamorosamente falhado e cujas consequências do seu falhanço caem essencialmente sobre Portugal. O Presidente teve a coragem de levantar o assunto, convinha agora dar ao seu acto a força da opinião pública. Há muitas maneiras de o fazer, e os juristas e constitucionalistas certamente que encontrarão forma de dar expressão legal a esta “reversão”. Pode considerar-se a sua caducidade visto que não está a ser aplicado pelos outros signatários, “reverter” a sua imposição administrativa, ou, levar os portugueses a pronunciarem-se em referendo, mesmo que de forma não vinculativa, sobre o Acordo. Não são os opositores do Acordo quem tem medo do referendo, bem pelo contrário. Mas o tempo urge, visto que os defensores do Acordo pouco mais têm a seu favor do que a inércia.

José Pacheco Pereira"

in blog a Terra e a Gente, de José Luis Patricio, com a devida vénia.

domingo, 8 de maio de 2016

sexta-feira, 6 de maio de 2016

GUINÉ BISSAU - Usos e Costumes sociais,

USOS E COSTUMES SOCIAIS
na sociedade guineense, apesar do poder central e local ter contornos clássicos, o regulado – forma de poder tradicional exercido pelos herdeiros dos reinos pré-coloniais, representa ainda com muita expressividade o poder por excelência nas diversas etnias.

O RÉGULO - é a entidade máxima numa determinada comunidade local que funciona independentemente do estado, tendo responsabilidade em matéria de administração territorial, de arbitragem em questões de ordem social ou divisão fundiária e agindo mesmo na veste judicial. Detém também um papel crucial na regulação social e cabe-lhe, por exemplo no contexto da etnia Manjaca, determinar o início e o fim das colheitas por parte de todos os cidadãos da região subordinados ao seu poder, seguindo-se uma série de rituais pré-estabelecidos. Já nas etnias islamizadas, o régulo foi de certa forma substituído pelas autoridades religiosas.
É transversal a todas as etnias o enorme respeito pelos mais velhos e o conceito de família e de solidariedade é bastante amplo, havendo sempre lugar para acolher mais um, dois ou três em casa em caso de morte do familiar que lhes assegurava sustento.
os principais momentos da vida social guineense, como nascimentos, casamentos, funerais, cerimónias de iniciação dos jovens ou o princípio da época das colheitas estão sujeitos a cerimónias cheias de significado e que diferem de etnia para etnia. 

O FANADO -  ritual de iniciação da vida adulta é praticado por rapazes (trata-se, entre outras coisas, da circuncisão) e raparigas (em alguns casos envolvendo a prática da excisão, criminalizada na Guiné-Bissau desde 2011) e é efetuado por várias etnias, variando a idade dos intervenientes, a periodicidade com que é praticado ou a sua duração. Com o Fanado, estes jovens tomam consciência da sua função social e da sua personalidade, passando em algumas etnias, um período na floresta ou no mato, no cumprimento de uma série de cerimónias envoltas em grande secretismo de que não devem falar quando regressam e assumem o seu novo papel na sociedade.

O CASAMENTO - é um momento de grande alegria, com tradições que variam entre etnias. na sociedade guineense a poligamia é praticada por alguns grupos étnicos e os casamentos por acordo entre famílias são também comuns. Por exemplo, entre os Balantas acorda-se o casamento e há lugar ao pagamento de um dote, normalmente traduzido na entrega de uma determinada quantidade de animais de criação. ainda se verifica, de certa maneira, a preferência por casamentos dentro da mesma etnia embora a fusão seja uma realidade cada vez mais presente, principalmente na capital, Bissau, onde se concentra a maior parte da população e a multiplicidade étnica que habita um mesmo espaço é enorme.

A MORTE - para os animistas, a morte representa um prolongamento da vida e o funeral é um momento de alegria e motivo de festa quando o morto teve uma vida longa. a vida é o resultado de um equilíbrio entre forças materiais e espirituais que, quando perturbadas, se manifestam com doenças, mortes prematuras e mesmo desgraças
 [Guia TurísTico]  À Descoberta da Guiné-Bissau  (17)
para as comunidades locais. se o morto foi uma pessoa de bem na vida terrena, encontra imediatamente a felicidade na nova dimensão, caso contrário, o seu espírito vagueia sem paz na floresta até, por fim, pagar as suas penas. o funeral, embora varie de etnia para etnia, tem uma matriz comum, o  “choro”.

O CHORO, trata-se de uma cerimónia em que se juntam os familiares e os amigos do morto. Durante uma semana comem e bebem, num momento de alegria pela partida do espírito que se liberta do corpo, muitas vezes ao som do bombolom em verdadeiros momentos de transe.

O TOCA-CHORO - uma cerimónia de evocação do espírito do morto, é realizado um ano ou mais após a morte e  familiares e amigos trazem alimentos e animais para serem sacrificados durante vários dias de festa e comunhão. Conforme a importância do falecido na sociedade, maior é a celebração e maior o número de animais sacrificados, daí que por vezes os familiares e amigos só realizem esta cerimónia alguns anos mais tarde, de forma a conseguir juntar o dinheiro necessário para realizar a cerimónia.

A LÍNGUA
a língua oficial da Guiné-Bissau é o português, embora seja falada apenas por cerca de 13% da população. os guineenses usam essencialmente o crioulo para a sua comunicação corrente (cerca de 60% da população) ou um dos cerca de 20 dialetos existentes na Guiné-Bissau, como o fula, o balanta, o manjaco, o mandinga, o felupe, o papel, o bijagó, o mancanha e o nalu, entre outros.

AS RELIGIÕES
Cerca de metade da população pratica a religião Muçulmana, essencialmente da corrente sunita. entre 10 a 15% são Cristãos e grande parte da população, professando uma ou outra religião ou mesmo nenhuma, tem um grande cariz animista e pratica de forma ativa as crenças tradicionais e ancestrais africanas.  Para os animistas, os espíritos são omnipresentes (vivem nas rochas, nas estátuas, nas árvores, na água, nas pessoas, nos mortos) e são eles que dão vida e protegem as coisas e podem combater as doenças, as secas, as inundações, as tragédias mas também podem castigar e provocar o mal. É comum entre os animistas o sacrifício de animais para agradar aos espíritos, nomeadamente galinhas para se alcançar uma graça, uma boa colheita ou até para que se possa tomar uma decisão e o recurso a amuletos diversos para proteção de quem os usa.

(IN GUIA TURISTICO À DESCOBERTA DA GUINÉ-BISSAU, de Joana Benzinho e Marta Rosa, com a devida vénia)

AS FOTOS DO HIPÓLITO


quinta-feira, 5 de maio de 2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

O nosso capitão Paraiso Pinto, passa hoje mais um aniversário


Um grande abraço de parabens de todos os companheiros de Tite, para o nosso capitão, no dia do seu aniversário. Votos de boa saúde e que continue em forma.
Um abraço.

O Caldeira faz hoje anos



O furriel Caldeira da 2314, passa hoje mais um aniversário.
Para ti companheiro um grande abraço de parabéns, com votos de boa saúde.

domingo, 1 de maio de 2016

As fotos que são a nossa memória e que queremos ver publicadas


As fotos de Tite e arredores, da Tabanca e das suas Gentes.

Caros companheiros-


Durante o almoço de ontem em casa do Pica, o Hipólito mostrou ao nosso capitão este nosso blog, através do seu tablet. Embora o nosso capitão não domine as técnicas informáticas, deu uma ótima sugestão - a de se mostrar no blog, as várias instalações do Quartel e também da Tabanca da população e tudo o resto que for de realçar e que ao tempo faziam parte da nossa vida por aquelas terras.
Foi uma ótima sugestão à qual já estamos a dar andamento.
É certo que isto dá muito trabalho e por isso vai durar algum tempo até estar concluído.
Apelamos por isso a quem quiser mandar fotos que possam ter interesse para o blog ou facebook, as leve para o almoço, as entregue a mim para eu as copiar com a certeza de que eu, posteriormente, as devolverei aos respetivos donos.
Acho que vai ser uma mais valia para este nosso meio de nos contactarmos.
Abraços.
Leandro Guedes.

sábado, 30 de abril de 2016

Almoço no Pombalinho












Vários guerreiros disseram presente no almoço de hoje no Pombalinho, em que estiveram as estrelas do Batalhão - o Pica, o Carlos Azevedo, o Palma e o Amador que têm estado em recuperação após complicações de saúde. Estiveram ainda presentes o nosso capitão Paraiso Pinto, Hipólito, Contige, Guedes, Henriques, Zé Manuel, Carlos Leite e respectivas esposas.
Os primos, filha e genro e esposa do Pica foram os grandes obreiros deste belo repasto de borrego, cozinhado de várias maneiras. Uma delicia.
Obrigado Pica pela tua hospitalidade. Bem hajam!
As tuas melhoras e dos nossos outros amigos também.
Um abraço. Muito obrigado
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Leandro Guedes.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Pelotão de Morteiros 1208 - Fotos de Agostinho Fernandes.

Algumas fotos do Agostinho Fernandes, que temos em nosso poder. Para o Agostinho o nosso abraço.
Leandro Guedes.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O 25 de Abil foi há 42 anos...


Canção da Emigração

Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão.
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão.


Tens em troca órfãos e órfãs
Tens campos de solidão.
Tens mães que não têm filhos
Filhos que não têm pai.


Coração que tens e sofre
Longas ausências mortais.
Viúvas de vivos mortos
Que ninguém consolará.


Este parte, aquele parte
E todos, todos se vão.
Galiza ficas sem homens
Que possam cortar teu pão.


Adriano Correia de Oliveira

domingo, 24 de abril de 2016

O próximo almoço em Maio

"Boa noite amigo Guedes.
cá estou eu a dar noticias do almoço para o  14Maio16. Até hoje 24Abril16 marcaram lugar 36 guerreiros e 25 esposas e familiares, o que faz um total de 61 pessoas,
Ainda é pouco mas temos que  aceitar que à medida que os anos vão passando por cima de nós as
forças diminuem ou por doença ou com receio de fazer a viagem. 

Mas  espero até final do mês receber mais inscrições. Um abraço amigo e até  breve.
Alfredo Alves"

O FRANCISCO RAMOS FAZ HOJE ANOS




Um grande abraço de parabens para o Francisco Ramos, alentejano dos quatro costados. Boa saúde e tudo de bom para ti companheiro.

Leandro Guedes.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

ALMOÇO ANUAL DO BART 1914 - INSCREVAM-SE!



ALMOÇO CONVIVIO 14 MAIO 2016


MARCAÇÕES ATÉ 30ABRIL 2016 PELO

TEL 91 89 56 746
ALFREDO ALVES


INSCREVE-TE !

Algumas fotos do Luis Manuel Silva Dias

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Luis Dias passa hoje mais um aniversário










O nosso companheiro Luis Dias, passa hoje mais um aniversário.
Para ti amigo, um forte abraço de parabéns dos teus companheiros do BART 1914, desejando que tenhas muita saúde.
Leandro Guedes.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Alfredo faz hoje anos




O nosso amigo Alfredo Alves passa hoje mais um aniversário.
Para ti companheiro desejamos boa saúde e enviamos-te um abraço de parabéns.
Até 14 de Maio.
Leandro Guedes.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O nosso almoço anual é a 14 de Maio


Faleceu o Actor Francisco Nicholson




Caros companheiros
Como sabem faleceu ontem Francisco Nicholson, actor de teatro, que no tempo em que estivemos na Guiné, se dirigiu a Tite, acompanhado pelos colegas Manuela Maria e Armando Cortez, para, em pleno mato, levar companhia, risos e alegrias a todos nós. Poucos foram os que tiveram essa dignidade, esse acto honroso e corajoso, o de visitar os combatentes em pleno cenário de guerra.
O seu funeral aconteceu hoje.
As nossas palavras simples são de grande homenagem, a este TRI
O de actores, gente de grande carácter e muita solidariedade. Não vos esqueceremos nem ao vosso gesto!
Francisco, que descanse em Paz!
Leandro Guedes.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

49 anos se passaram...


É verdade. Foi há 49 anos que embarcamos em Lisboa, no Uige, rumo à Guiné.
Foi uma mistura de emoções e receios, duvidas e ansiedades que a todos envolvia.
Alguns de nós que fomos, não voltaram. Infelizmente. Outros vieram com problemas de saúde vários.
Mas hoje, já com idade avançada, vamos festejando à nossa maneira, a oportunidade de continuarmos a viver.
AMIGOS NA GUERRA AMIGOS PARA SEMPRE.
Leandro Guedes.

domingo, 3 de abril de 2016

Nova mensagem do filho do Heitor. - enviada para Hipólito/Pica Sinos.


Olá.
Chamo-me João e sou o filho do Heitor.
Fizeram-me chegar hoje este link onde,com as lágrimas a correr, confirmo o homem descrito.
Saúdo todos os companheiros do meu pai que no Oriente Eterno, tendo sido um homem justo e solidário, descansa em paz.
Deixo o meu contato:
jmcheitor@gmail.com
Obrigado
João Heitor