Boa tarde meu caro
Anexo 4 fotos tiradas em Jabadá:Nº. 1 com o fundo da messeNº. 2 com o fundo do GebaNº.3 com Malam Camará, que fazia parte do
pelotão de melícias e esteve também em Nova
SintraNº. 4 Com Malam Camará e Joaquim faxina do
abrigo “Bonanza” em JabadáNº. 5 com Ufome Sambê, que fazia parte do
pelotão de melícias.Tenho mais fotos, mas estas julgo serem
suficientes, se quiseres mais diz.
Um abraçoRaul Soares
Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Raul Soares foi à Guiné
domingo, 20 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
HOMENAGEM AOS MORTOS DO BATALHÃO DE ARTILHARIA 1914
sexta-feira, 18 de maio de 2012
GUINE 1968: reocupar Sare Banda, rápidamente e em força!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Faz anos o Vitor Barros
Desta vez é o Vitor Barros a fazer anos.
Para ti um grande abraço amigo, de toda a nossa malta.
Parabens.
Hipólito.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Mário Soeiro Sereno, Sapador
terça-feira, 15 de maio de 2012
As equipas de futebol em Tite
edico, Carvalho, Duque, entre outros companheiros.
E o Jorge também trouxe uma outra reliquia - uma taça.
A propósito do Leal, recordamos um episódio interessante - certa vez fomos fazer uma saída a Fóia, durante a tarde, porque tinha havido sinais de que andaria por ali gente suspeita.
Depois de algum tempo em Fóia e sem que nada de importante acontecesse, eu pedi ao Leal para me deixar conduzir a Daimler. Ao que ele acedeu.
Ao volante daquele bicharoco mais próprio dum filme de Júlio Verne, e pensando que aquilo seria um jeep fechado, acelerei à vontade -. dei tanta cabeçada no tejadilho de ferro da Daimler, que ainda hoje tenho mossas na cabeça.
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Mas o alf. Antunes trouxe uma foto da equipa de futebol, que juntamente com a equipa do BART e outras, fizeram um torneio de futebol que se jogou no campo existente por trás do depósito da água e ao lado da messe de oficiais.
Não sei quem ganhou, mas sei que o Jorge do Porto, trouxe uma taça, cuja foto se mostra com o nome de - TORNEIO HÉLIO FELGAS.
Um facto curioso é que o Jorge dada a sua habilidade para o futebol, era requisitado por todas as equipas, incluindo a dos oficiais, que também tinham uma equipa própria.
Quer dizer que esta foto foi tirada depois de Fevereiro de 1968.
Acho que é um acontecimento interessante da nossa passagem por Tite, e por isso aqui publicamos as fotos das várias equipas de futebol e da respectiva Taça.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
BART 1914 almoço anual 2012 - fotos enviadas pelo Carlos Reguila
domingo, 13 de maio de 2012
Pelo horror e pelo sacrificio e ainda em memória dos que tombaram nesta guerra estúpida e desnecessária
Do blog do nosso companheiro Pica Sinos, copiamos com a devida vénia, este artigo renovado que nos trás à memória o falecimento dum companheiro em Nova Sintra - o Neto.
O PÃO QUE O DIABO AMASSOU
…Meu Capitão, eu tenho muito medo, não me deixe ir para Nova Sintra, tenho um mau pressentimento… -
…Vou falar com o Comandante, logo te digo…respondeu-lhe o Capitão.
…Então meu Capitão já tem resposta para mim? –
…Tenho! O Comandante não abre excepções. Vão todos.
…Ninguém fica para trás, olha que insisti bastante!
O Ramiro Neto morreu em Nova Sintra, a 13 de Maio de 1968.
Toda esta magnificência operacional do IN, obrigava a implementar, da nossa parte, um vasto e variado conjunto de operações de combate, e, simultaneamente desobstruir estradas e caminhos, há muito emaranhados por denso matagal, criar novos aquartelamentos na área, com foi o caso em Nova Sintra.
Anulada a guerrilha nos trilhos. Desobstruídas as estradas e os caminhos, reparados, reconstruídos ou mesmo construídos os pontões, veio permitir utilizar meios, até aí impossibilitados, nomeadamente os carros de combate – Daimlers – (jeeps blindados) e, viaturas ligeiras e pesadas para transportes das tropas.
100 METROS QUADRADOS DE HORROR
Dos nossos opositores, todas estas acções não podiam ficar sem resposta. Detentores do território, organizados, bem armados e municiados, procuravam, energicamente, impedir a construção do aquartelamento, montando, para o efeito, novas emboscadas e, a colocação de dezenas de minas no terreno e granadas accionadas por fio de tropeçar. Destruíram, por várias vezes, os pontões já implantados, colocaram abatizes armadilhados e, organizaram obstáculos por grossos ramos de árvores, fortemente ligados ao solo com as extremidades aguçadas.
Conta o Ex-Furriel Domingos Monteiro:
Por sua vez o Carlos Leite (Reguila) refere:
…Na sucessão dos dias tudo era igual, o trabalho com as pás e com as picaretas calejava-me as mãos, o medo era constante, mas a disposição para a luta sobreponha-o…
…O cantarolar da passarada não me parecia ter o mesmo encanto…
…No terreno lamacento, alguns sapos, eram “sticados” pela pá ou com a picareta…
Refere ainda:
…Pelas noites dentro o sofrimento era maior…
…Aqui ali ouvia o ladrar dos cães…
…O vento ora forte ora brando, fazia-me confundir o “som” da selva...
…Ouvia as flagelações do IN a outros aquartelamentos e questionava-me; quando será, novamente, a nossa vez...que foram muitas…
…Eram nestes momentos que a falta da família e dos meus amigos mais se sentia…
Com “aviso prévio”, foi no breu da calada noite de vento brando que, o nosso amigo e querido camarada Neto morreu.
Dá cada dia ao homem novo alento
De conquistar o bem que lhe é negado
Dá a conquista um puro sentimento
As balas dão o sangue derramado
sábado, 12 de maio de 2012
As Senhoras no almoço de Almada
As Senhoras no almoço de Almada
Com é já tradição, as Senhoras não deixaram de estar presentes no nosso almoço anual em Almada.
Vieram de perto e também de muito longe, fazendo horas de viagem, a fim de acompanharem os seus familiares.
Com a sua atitude para com todos os ex-guerreiros, deram um ambiente agradável e de muita simpatia.
Algumas até trouxeram os netos, os quais deram também muita alegria ao convívio.
A todas as Senhoras que estiveram presentes, o nosso muito obrigado.
LG.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
O Tóny de Castanheira de Pera
Estava acompanhado pela esposa e filha, que me apresentou e com quem falei um pouco
Relembramos coisas passadas. E uma delas foi o facto de eu o ter requisitado para a cozinha da messe de sargentos, facto que ele nunca esqueceu, uma vez que o retirou de saídas mais complicadas para o mato. Acho que coincidiu com a saída do cozinheiro da messe, excelente cozinheiro, requisitado para a messe de oficiais, pela mão do cap. Vicente.
Era normal alguns oficiais virem pedir um pratinho de comida à messe dos sargentos, dado que era excelente, e por isso não descansaram enquanto não levaram o cozinheiro...
Mas o que é certo é que o nosso amigo Tony foi para a messe de sargentos e nunca mais de lá saiu, até ao seu regresso à Metrópole, que se verificou 3 ou 4 meses depois de nós.
Foi engraçado recordarmos estas situações.
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Com mais actualidade falamos da sua terra, Castanheira de Pera, que eu conheço e onde já fiquei num hotel Nova Granada, que por sinal é do seu irmão.
Afinal estive tão perto dele sem saber. O Tony tem uma sapataria onde exerce a sua actividade, juntamente com sua esposa e filha.
Falámos também sobre lindos palacetes que Castanheira de Pera tem, alguns deles em estado de abandono, mas que mostram bem o quão importante foi no passado esta bonita localidade.
E não podia deixar de se falar também da praia fluvial que é o encanto das gentes vizinhas de Castanheira e que tem sido motivo de grandes reportagens por parte da rádio e televisão.
Esperamos que a partir de agora, o Tony não deixe de aparecer nos almoços e aguardo que conforme combinado o Tony me envie fotos suas (actuais e do tempo de Tite) para serem publicadas no blog.
Um abraço para o Tony.
LG.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Almoço anual em Almada!
É certo que faltaram alguns outros, que por motivos particulares não puderam comparecer.
Dos companheiros que já não víamos há muito tempo lembramos o André, o alf. Antunes do pelotão Daimler e o Tony (António Manuel Alves Costa). Destes falarei oportunamente.
Destacar também o Gentil que apesar de doente, não quis deixar de comparecer.
Sobre aqueles que vêm de mais longe esteve o Camelo, organizador do almoço do ano passado em Macedo de Cavaleiros, o Cavaleiro de Viana do Castelo, o Mestre de Mértola, de Braga o Narciso e o alf. Vaz Alves, Pinto de Ponte do Lima, Ferreira de Lamego, o Silva que veio de França propositadamente e muitos outros, que fizeram várias horas de viagem para estarem à mesa com os seus companheiros.
O nosso capitão fez o discurso da praxe, relembrando a acção meritória do Contige quando estávamos na Guiné, ao distribuir pão àqueles que lho pedissem. O Camêlo, como sempre, cantou dois fadinhos à capela.
Estiveram presentes cerca de 135 pessoas, sendo 65 ex-guerreiros e os restantes familiares.
Eis a lista dos ex-guerreiros:
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domingo, 6 de maio de 2012
Poema à Mãe
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"
sábado, 5 de maio de 2012
Furriel Gilberto Espirito Santo do Pel. de Morteiros
Bom dia para todos.
Sem hipóteses de poder estar nesse almoço mas ,em pensamento e como se la estivesse.Com efeito quase que semanalmente abro o blog do Bart.1914 para ver se ha novidades. Desejo a todos um óptimo almoço e que nao haja excessos desse bom vinho que vocês ai tem. Um abraço para todos e grato por se terem lembrado de mim.
Gilberto Espirito Santo
Pel. Morteiros
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Lembrando os mortos na guerra colonial!
Antecipadamente um bom almoço no Sábado e faz o favor de dares uns abrações com fortes palmadas nas costas a todo o pessoal e claro, ao Pica e Cavaleiros...DOIS...pra ti TRÊS.. !!
Tudo bom
Justo
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Faz anos o nosso capitão (miliciano)
Segundo rezam as escrituras dos Artilheiros, faz hoje anos o nosso maior - o Capitão Paraiso Pinto.
Para ele um grande abraço desta tropa que não o esquece.
Hipólito.
Furriel Caldeira faz anos hoje
Para ele o nosso abraço de parabens e que continue a colaborar neste blog.
Quando puderes manda uma foto tua actual um pouco maior, pois só temos esta.
Boa saúde companheiro.
Hipólito
O Pedro não vem ao almoço em Almada
25 de Abril - retirado blog do Pica Sinos. Comentário!
O Carlos não era fotógrafo de profissão, nem pouco mais ou menos, mas era um apaixonado por tudo o que à fotografia dizia respeito e era um amante da natureza…..!!!
Comprava as melhores e mais modernas máquinas que na época existiam, ía aos locais mais recônditos captar imagens fantásticas, quer fosse no campo ou na cidade, na serra ou no mar…..!!!
Tanto andava por vales ou planícies, como galgava montanhas ou aventurava-se pelas zonas de sapal, na ria formosa, quando as marés baixavam, para fotografar as garças, os flamingos e outras espécies, que escolhiam aqueles locais para dali retirarem o seu sustento…...
Natural de Olhão, onde viveu até terminar o curso comercial, passou a residir em Lisboa, a partir dos 17/18 anos de idade a fim de prosseguir os seus estudos, regressando à sua terra natal apenas 3 a 4 vezes por ano, nos períodos de férias, mas sempre acompanhado da sua máquina fotográfica, para que pudesse registar todo e qualquer momento que ele achasse importante....
Foi em Lisboa que então passou a ter a sua residência permanente e fazia por estar sempre presente em todo o tipo de eventos que por perto ocorriam (desde que a sua vida profissional lhe permitisse), por forma a poder captar as imagens mais genuínas……e foi o que aconteceu na manhã do dia 25 de Abril de 1974…!!!!!
Parabéns pelo texto que aqui é apresentado e parabéns também pela escolha da foto que o ilustra…..!!!!
Albertina Granja
terça-feira, 1 de maio de 2012
1º. de Maio - ao jeito de homenagem a Miguel Portas
e eu sou, no meu viver amplo e sem véus,
como os caminhos soltos pela terra,
como os pássaros livres pelos céus.
que os enche os pulmões, é o movimento,
traz num corpo irrequieto como o mar
uma alma errante e boémia como o vento.
razão mesma de ser do meu destino,
há-de ser a palavra derradeira
que há-de aflorar-me aos lábios como um hino.
Aureolada de louros ou de espinhos
há-de cingir-me a fronte nas campanhas,
há-de ferir-me os pés pelos caminhos.
seja utopia ou seja ideal, - que importa?
Quero viver por esse ideal lutando,
quero morrer se essa utopia é morta !
quinta-feira, 26 de abril de 2012
10000 singing Beethoven - Ode an die Freude / Ode to Joy / 歓喜に寄せて
Meus amigos
Como nem só de tropa vive o homem e o 25 de Abril já lá vai... partilho convosco este excelente video de musica classica, uma maravilha, cantado por 10.000 participantes, que me foi enviado pelo meu amigo Zé António, que por sua vez o recebeu de outro amigo, Fernando Fonseca.
É uma obra notavel de Beethoven - Hino da alegria.
São 18 mnutos que vale a pena ouvir.
Mas se vos faltar a paciencia, ouçam pelo menos os ultimos 5 minutos, enquanto mudam as fraldas aos netos...
Abreijos como diz o
Zé António



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