Batalhão de Artilharia 1914

4


“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”


(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).

-

"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"

(José Justo)

-

“Ninguém desce vivo duma cruz!...”

"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"

António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente

referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar

-

Eles,
Fizeram guerra sem saber a quem, morreram nela sem saber por quê..., então, por prémio ao menos se lhes dê, justa memória a projectar no além...

Jaime Umbelino, 2002 – in Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, em Torres Vedras
---

“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”

Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.

---

Sem fanfarra e sem lenços a acenar, soa a sirene do navio para o regresso à Metrópole. Os que partem não são os mesmos homens de outrora, a guerra tornou-os diferentes…

Pica Sinos, no 30º almoço anual, no Entroncamento, em 2019
----------------------

"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."

Francisco Silva e Floriano Rodrigues - CCAÇ 2314


Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné

Não voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.

Ponte de Lima, Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar


.

.
.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Raul Soares foi à Guiné

Como sabeis, acabo de chegar em viagem terrestre da Guiné Bissau. Somente consegui visitar, Gã Pedro, Jabadá, alguma tabancas, por onde passei, perto de Nova Sintra e entre Fulacunda e o cruzamento para Jabadá. Encontrei 2 militares das milícias, que estiveram connosco em Jabadá e Nova Sintra, Malam Camará e o Ufome Sambê. Em Jabadá encontrei também um miúdo na altura, hoje homem de perto de 50 anos o Joaquim que era que vinha buscar o comer nas terrinas para o meu abrigo "BONANZA" e ainda se lembrou de mim. Sobre o Jaló, Quinhentos e tantos outros de Tite e o Seco de Jabadá mais tantos outros foram fuzilados. Perto de Aldeia Formosa estive com um português da Guiné, que me deu a indicação destes nomes em Jabadá, andaram no Mato alguns anos, para não serem mortos.
Não vou comentar a atitude do governo Português da altura, mas deixou esta gente entregue a si própria. Percorri parte da Guiné como: Pirada Gabu (antes Nova Lamego), Bafatá, Bombadinca, Saltinho, Mampatá, Aldeia Formosa, Buba, Fulacunda, Ingoré, São Domingos, Suzana, Varela e Bissau. Bissau foi o que achei diferente, pois de Brá (onde está o aeroporto) até Bissau, rasgaram uma avenida com 3 faixas de rodagem. Não consegui visitar Nova Sintra, Tite, Foia, Enxudé e São João, porque as estradas "picadas" estão péssimas, pois para ir de Fulacunda a Jabadá, demorei cerca de 1,30h para cada lado. Segundo me informaram as outras picadas estão pior. Fiquei de voltar.
Um abraço. Raul Soares
______________As fotos:

Boa tarde meu caro

Anexo 4 fotos tiradas em Jabadá:
Nº. 1 com o fundo da messe
Nº. 2 com o fundo do Geba
Nº.3 com Malam Camará, que fazia parte do
pelotão de melícias e esteve também em Nova
Sintra
Nº. 4 Com Malam Camará e Joaquim faxina do
abrigo “Bonanza” em Jabadá
Nº. 5 com Ufome Sambê, que fazia parte do
pelotão de melícias.
Tenho mais fotos, mas estas julgo serem
suficientes, se quiseres mais diz.

Um abraço
Raul Soares

domingo, 20 de maio de 2012

sábado, 19 de maio de 2012

HOMENAGEM AOS MORTOS DO BATALHÃO DE ARTILHARIA 1914


Companheiros
Segundo me foi comunicado pelo cap. Paraiso Pinto e pelo Alf. Vaz Alves, durante o almoço em Almada, o RALIS (antigo RAL1), unidade militar na Encarnação, em Lisboa, onde passámos à disponibilidade, no mesmo dia do desembarque vindos da Guiné, costuma proceder à homenagem dos mortos em combate, das Unidades do BART 1914 - CCS, 1690, 1691 e 1692.
É uma cerimónia própria, só para o nosso Batalhão, que tem ocorrido durante o mês de Março e que segundo eles já se vem fazendo há alguns anos.
Segundo opinião deles também, quem está por dentro deste assunto é o alf. Moreira da CART 1690, residente em T.Vedras e que eu irei contactar brevemente, para colher informações.
Do alf. Moreira tenho regularmente publicado no nosso blog, artigos que escreve no Badaladas, quando alusivos à guerra colonial
Sugerido pelo nosso capitão, que eu acho de aplaudir, seria interessante que para o ano, aqueles que pudessem e quisessem, comparecessem na dita cerimónia, cuja data iremos tentar saber em concreto.
Aqui fica o alerta. Na altura voltaremos a lembrar o assunto.
Um abraço.
LG.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

GUINE 1968: reocupar Sare Banda, rápidamente e em força!

Com a devida vénia transcrevemos este artigo do alf. Moreira da CART 1690, que organicamente pertencia ao BART 1914, e que foi publicado no jornal Badaladas de 11/05/2012.:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Faz anos o Vitor Barros

Amigos
Desta vez é o Vitor Barros a fazer anos.
Para ti um grande abraço amigo, de toda a nossa malta.
Parabens.
Hipólito.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mário Soeiro Sereno, Sapador







O Mário Sereno era Sapador e foi também um dos companheiros que apareceu pela primeira vez nos nossos almoços.
Para ele o nosso abraço e que no futuro não deixe de nos acompanhar.
O Mário mora actualmente em Famões, Odivelas e o seu tlf. é o 214064009

terça-feira, 15 de maio de 2012

As equipas de futebol em Tite



A Taça que há 40 anos esteve em disputa

 A equipa do pelotão Daimler, onde se vêm o Alf. Antunes e o Leal, entre outros
a equipa do BART, onde se vêm entre outros o fur. Sousa do CA, o Águas que tomava conta do depósito de água, Carvalho enfermeiro, Alf. António Alves sapador, Amador, Marinho dos reab., Jorge, Alf. Carvalho e o o Duque da enfermaria.

Esta é uma outra equipa onde se reconhecem o Rui Cautela, o Jorge, o Hipólito, o Cabito, o Pica e o Victor Barros, entre outros.

Esta é uma equipa mista onde se reconhecem o fur. Guimarães, o Reguila, Marinho, Sousa, Guedes, Águas, Mertins, alf. Carvalho, Jorge, Porto e Rui Cautela, entre outros
O corpo clinico também tinha uma equipa do chamado futebol de 5 - Heitor, cap. m
edico, Carvalho, Duque, entre outros companheiros.

Há muito tempo que o Alf. Antunues não aparecia.
Desta vez veio ao almoço em Almada e trouxe uma relíquia - uma foto da equipa de futebol do pelotão Daimler, onde aparecem entre outros, o alf. Antunes e o Leal, que tem sido um companheiro sempre presente nos nossos almoços e cuja foto faz parte da nossa galeria.

E o Jorge também trouxe uma outra reliquia - uma taça.
A propósito do Leal, recordamos um episódio interessante - certa vez fomos fazer uma saída a Fóia, durante a tarde, porque tinha havido sinais de que andaria por ali gente suspeita.

Depois de algum tempo em Fóia e sem que nada de importante acontecesse, eu pedi ao Leal para me deixar conduzir a Daimler. Ao que ele acedeu.
Ao volante daquele bicharoco mais próprio dum filme de Júlio Verne, e pensando que aquilo seria um jeep fechado, acelerei à vontade -. dei tanta cabeçada no tejadilho de ferro da Daimler, que ainda hoje tenho mossas na cabeça.
.
Mas o alf. Antunes trouxe uma foto da equipa de futebol, que juntamente com a equipa do BART e outras, fizeram um torneio de futebol que se jogou no campo existente por trás do depósito da água e ao lado da messe de oficiais.
Não sei quem ganhou, mas sei que o Jorge do Porto, trouxe uma taça, cuja foto se mostra com o nome de - TORNEIO HÉLIO FELGAS.
Um facto curioso é que o Jorge dada a sua habilidade para o futebol, era requisitado por todas as equipas, incluindo a dos oficiais, que também tinham uma equipa própria.

Quer dizer que esta foto foi tirada depois de Fevereiro de 1968.
Acho que é um acontecimento interessante da nossa passagem por Tite, e por isso aqui publicamos as fotos das várias equipas de futebol e da respectiva Taça.
LG.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

BART 1914 almoço anual 2012 - fotos enviadas pelo Carlos Reguila



 
mais fotos enviadas hoje pelo Carlos:
 

domingo, 13 de maio de 2012

Pelo horror e pelo sacrificio e ainda em memória dos que tombaram nesta guerra estúpida e desnecessária

Do blog do nosso companheiro Pica Sinos, copiamos com a devida vénia, este artigo renovado que nos trás à memória o falecimento dum companheiro em Nova Sintra - o Neto.


GUINE - NOVA SINTRA

O PÃO QUE O DIABO AMASSOU


…Meu Capitão, eu tenho muito medo, não me deixe ir para Nova Sintra, tenho um mau pressentimento… -
…Vou falar com o Comandante, logo te digo…respondeu-lhe o Capitão.
…Então meu Capitão já tem resposta para mim? –
…Tenho! O Comandante não abre excepções. Vão todos.
…Ninguém fica para trás, olha que insisti bastante!
O Ramiro Neto morreu em Nova Sintra, a 13 de Maio de 1968.

Com “aviso prévio”. 7 Dias depois, aquando da primeira flagelação do inimigo (IN), às posições das nossas tropas (NT), estacionadas em Nova Sintra - Guiné, o nosso bravo camarada morreu. A morte foi originada pelo estilhaço de um rebentamento de uma granada de morteiro. Pensava ele estar protegido, na vala-abrigo que construíra, pela tampa de chapa de bidão.
O fragmento entrou pelo único buraco que deixou aberto. Foi a 13 de Maio de 1968.

Na zona operacional do comando do Batalhão de Artilharia (Bart1914), a tabanca de Tite, que ladeava a sul e a norte o aquartelamento das nossas tropas (NT), era o maior agregado populacional do perímetro operacional, seguindo-se as tabancas de Bissassema, Jabadá e Fulacunda, de entre as demais.
Esta dispersão populacional, contornada por rios, bolanhas e matas, rica no cultivo orizícola, em pecuária (bovino) e, na suinicultura (suínos), possibilitava, ao inimigo (IN), grande mobilidade no desencadear das acções de guerrilha, na flagelação aos nossos aquartelamentos, e, no controlo demográfico e político-administrativo das populações.
Consequentemente, ainda permitia sacar, dos habitantes, farto abastecimento em géneros, roupas (panos), e elevado recrutamento de carregadores para o transporte do material bélico.


Toda esta magnificência operacional do IN, obrigava a implementar, da nossa parte, um vasto e variado conjunto de operações de combate, e, simultaneamente desobstruir estradas e caminhos, há muito emaranhados por denso matagal, criar novos aquartelamentos na área, com foi o caso em Nova Sintra.
Anulada a guerrilha nos trilhos. Desobstruídas as estradas e os caminhos, reparados, reconstruídos ou mesmo construídos os pontões, veio permitir utilizar meios, até aí impossibilitados, nomeadamente os carros de combate – Daimlers – (jeeps blindados) e, viaturas ligeiras e pesadas para transportes das tropas.

100 METROS QUADRADOS DE HORROR

Dos nossos opositores, todas estas acções não podiam ficar sem resposta. Detentores do território, organizados, bem armados e municiados, procuravam, energicamente, impedir a construção do aquartelamento, montando, para o efeito, novas emboscadas e, a colocação de dezenas de minas no terreno e granadas accionadas por fio de tropeçar. Destruíram, por várias vezes, os pontões já implantados, colocaram abatizes armadilhados e, organizaram obstáculos por grossos ramos de árvores, fortemente ligados ao solo com as extremidades aguçadas.

No entanto nada destas acções, viriam a impedir as NT de consolidar a presença no terreno. Chegados ao local, despejadas as viaturas, os trabalhos iniciaram-se a ritmo acelerado. Isolou-se o perímetro com o arame farpado, construíram-se valas-abrigos, a norte e a nascente, talvez com 2 metros de largo e 5 metros de comprimento e, as latrinas. Deu-se começo às fundações para os futuros pavilhões e, postos de guarnição para a defesa das posições. Começou-se também a limpar terreno com vistas a abertura da pista de aterragem.

Conta o Ex-Furriel Domingos Monteiro:
…As moscas e os mosquitos eram “personagens” deveras e muito incomodativas de dia. Á noite faziam desesperar com as sucessivas picadas, nem mesmo a roupa que trazíamos vestida as conseguia travar!
Acrescentando:
…As horas que passavam na escuridão daquela selva, mais pareciam dias. As chuvas também estiveram presentes. Quando, passados 7 dias de medos e incertezas, a 13 de Maio de 1968, pela calada da noite, o perímetro de terra e lama onde as NT se aquartelavam, com cerca de 100 m2, rodeado de arame farpado, é atacado, em força, por cerca de 100 homens. Causando às NT, 1 morto e 19 feridos graves que, muitos foram evacuados, nessas mesma noite, por helicópteros directamente para Bissau. Do lado contrário, as mortes confirmadas foram em número de 26 e feridos 31…
…Na manhã seguinte e durante o dia os trabalhos continuavam. No perímetro patrulharam-se as estradas e os caminhos, aqui ali rastos de sangue e material bélico ligeiro que, foi deixado para trás. Os nossos alimentos durante dias, foram as rações de combate. Na água que bebíamos colocávamos comprimidos para evitar as diarreias e febres…

Por sua vez o Carlos Leite (Reguila) refere:
…Na sucessão dos dias tudo era igual, o trabalho com as pás e com as picaretas calejava-me as mãos, o medo era constante, mas a disposição para a luta sobreponha-o…
…O cantarolar da passarada não me parecia ter o mesmo encanto…
…No terreno lamacento, alguns sapos, eram “sticados” pela pá ou com a picareta…
Refere ainda:
…Pelas noites dentro o sofrimento era maior…
…Aqui ali ouvia o ladrar dos cães…
…O vento ora forte ora brando, fazia-me confundir o “som” da selva...
…Ouvia as flagelações do IN a outros aquartelamentos e questionava-me; quando será, novamente, a nossa vez...que foram muitas…
…Eram nestes momentos que a falta da família e dos meus amigos mais se sentia…

Com “aviso prévio”, foi no breu da calada noite de vento brando que, o nosso amigo e querido camarada Neto morreu.
A morte foi originada pelo estilhaço de um rebentamento de uma granada de morteiro. Pensava ele, na vala-abrigo que construíra, estar protegido pela tampa de chapa de bidão. O fragmento entrou pelo único buraco que deixou aberto. Foi a 13 de Maio de 1968.

Dá cada dia ao homem novo alento
De conquistar o bem que lhe é negado
Dá a conquista um puro sentimento
As balas dão o sangue derramado


sábado, 12 de maio de 2012

As Senhoras no almoço de Almada




As Senhoras no almoço de Almada
Com é já tradição, as Senhoras não deixaram de estar presentes no nosso almoço anual em Almada.

Vieram de perto e também de muito longe, fazendo horas de viagem, a fim de acompanharem os seus familiares.
Com a sua atitude para com todos os ex-guerreiros, deram um ambiente agradável e de muita simpatia.

Algumas até trouxeram os netos, os quais deram também muita alegria ao convívio.
Para elas fizemos este pequeno video.
A todas as Senhoras que estiveram presentes, o nosso muito obrigado.

LG.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Tóny de Castanheira de Pera

O Tony à mesa, em Almada, ladeado pela sua esposa e filha.

Um dos companheiros que nunca tinha aparecido após o desembarque, foi o Tony (António Manuel Alves Costa) natural de Castanheira de Pera, e que era um dos elementos do Pelotão de Morteiros.
Foi ele que quando cheguei ao restaurante em Almada, me reconheceu imediatamente. Eu sinceramente não o reconhecia com o seu aspecto actual.

Estava acompanhado pela esposa e filha, que me apresentou e com quem falei um pouco
Relembramos coisas passadas. E uma delas foi o facto de eu o ter requisitado para a cozinha da messe de sargentos, facto que ele nunca esqueceu, uma vez que o retirou de saídas mais complicadas para o mato. Acho que coincidiu com a saída do cozinheiro da messe, excelente cozinheiro, requisitado para a messe de oficiais, pela mão do cap. Vicente.

Era normal alguns oficiais virem pedir um pratinho de comida à messe dos sargentos, dado que era excelente, e por isso não descansaram enquanto não levaram o cozinheiro...
Mas o que é certo é que o nosso amigo Tony foi para a messe de sargentos e nunca mais de lá saiu, até ao seu regresso à Metrópole, que se verificou 3 ou 4 meses depois de nós.

Foi engraçado recordarmos estas situações.
.
Com mais actualidade falamos da sua terra, Castanheira de Pera, que eu conheço e onde já fiquei num hotel Nova Granada, que por sinal é do seu irmão.

Afinal estive tão perto dele sem saber. O Tony tem uma sapataria onde exerce a sua actividade, juntamente com sua esposa e filha.
Falámos também sobre lindos palacetes que Castanheira de Pera tem, alguns deles em estado de abandono, mas que mostram bem o quão importante foi no passado esta bonita localidade.

E não podia deixar de se falar também da praia fluvial que é o encanto das gentes vizinhas de Castanheira e que tem sido motivo de grandes reportagens por parte da rádio e televisão.
Esperamos que a partir de agora, o Tony não deixe de aparecer nos almoços e aguardo que conforme combinado o Tony me envie fotos suas (actuais e do tempo de Tite) para serem publicadas no blog.

Um abraço para o Tony.
LG.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Almoço anual em Almada!


O almoço anual em Almada

Realizou-se mais um almoço anual do BART 1914 e das unidades estacionadas em Tite.
Organizado pelo Contige, foi um acontecimento, não só pela confraternização que sempre se gera e pela excelente ementa, mas também porque mais uma vez, apareceram companheiros que não víamos há volta de 40 anos.
É certo que faltaram alguns outros, que por motivos particulares não puderam comparecer.
Dos companheiros que já não víamos há muito tempo lembramos o André, o alf. Antunes do pelotão Daimler e o Tony (António Manuel Alves Costa). Destes falarei oportunamente.
Destacar também o Gentil que apesar de doente, não quis deixar de comparecer.
Sobre aqueles que vêm de mais longe esteve o Camelo, organizador do almoço do ano passado em Macedo de Cavaleiros, o Cavaleiro de Viana do Castelo, o Mestre de Mértola, de Braga o Narciso e o alf. Vaz Alves, Pinto de Ponte do Lima, Ferreira de Lamego, o Silva que veio de França propositadamente e muitos outros, que fizeram várias horas de viagem para estarem à mesa com os seus companheiros.

Uma nota de agradecimento também às Senhoras, esposas, mães, filhas, netas que não quiseram deixar de acompanhar os seus familiares neste agradável momento de convívio e que deram, como sempre, um toque muito agradável e fresco com a sua simpatia, a esta nossa confraternização.
O nosso capitão fez o discurso da praxe, relembrando a acção meritória do Contige quando estávamos na Guiné, ao distribuir pão àqueles que lho pedissem. O Camêlo, como sempre, cantou dois fadinhos à capela.
As crianças, netas de alguns alegraram com as suas cantigas e dois dos nossos companheiros, o Barbosa e o Luis Fernandes,  dançaram o vira ao som de acordeão, como está devidamente documentado com um vídeo feito pelo Pica Sinos.

Foi um almoço que não se esquecerá, pelos motivos acima descritos.

Estiveram presentes cerca de 135 pessoas, sendo 65 ex-guerreiros e os restantes familiares.
Eis a lista dos ex-guerreiros:
ALBERTO CAMELO
ALBERTO GARCIA
ALEXANDRE LEAL
AMADEU CONTIGE
ANTÓNIO CAVALEIRO
ANTÓNIO MANUEL ALVES COSTA
ANTÓNIO ESMORIZ
ANTÓNIO MESTRE
ANTÓNIO OLIVEIRA PEREIRA
ANTÓNIO VILÃO
AUGUSTO ANTUNES
BERNARDINO ALMEIDA
CARLOS AZEVEDO
CARLOS COSTA
CARLOS LEITE                                                                 
CARLOS MARINHO
CARLOS PIRES
CARLOS RAMOS
DANIEL  PINTO                                                                                                                                                                                                
EVARISTO CAMPOS                                                                     
FERNANDO ALVES                                                                        
FERNANDO ALVES                                                                        
FERNANDO ANDRADE CLARA
FERNANDO BOTAS                                                                       
FERNANDO CLARO
FRANCISCO FERREIRA                                                                 
FRANCISCO RAMOS                                                                    
FRANCISCO SILVA                                                                        
GENTIL LOURENÇO                                                                      
GUILHERME FIGUEIREDO                                                         
HIPÓLITO SOUSA                                                                          
ILIDIO MATOS                                                                                
JOÃO ALEIXO LOPES                                                                    
JOÃO CLARO                                                                                   
JOAQUIM ALMEIDA
JOAQUIM ANT.DE ALMEIDA
JOAQUIM CORREIA
JOAQUIM FERNANDES                                                               
JOAQUIM MELO                                                                           
JORGE DA SILVA
JOSÉ AMADOR
JOSÉ AMARO SANTOS
JOSÉ DA SILVA
JOSÉ LOPES
JOSÉ MARTINS COSTA
JOSÉ PINHO DA COSTA
JOSÉ MANUEL PARAISO PINTO
JOSÉ SILVA MAIA
JOSÉ TEODORO AZEVEDO
LEANDRO GUEDES
LUCIO SANTOS JANUÁRIO
LUIS FERNANDES
MANUEL ABREU                                                                           
MANUEL BARBOSA                                                                      
MANUEL DA CONCEIÇÃO
MANUEL FAZENDEIRO                                                               
MANUEL PALMA
MANUEL SOUSA DUQUE                                                           
RAUL PICA SINOS                                                                         
RAUL SOARES                                                                                 
SAUL NUNES MENDES                                                                
MÁRIO SOEIRO SERENO
VITOR LOPES ANDRÉ                                                                   
VITOR SERAFIM
VITOR SILVA BARROS
.
PARABENS AOS ORGANIZADORES!
Importa salientar que para o ano o almoço será realizado pelo furriel Ramos, na Figueira da Foz.
LG.

domingo, 6 de maio de 2012

Dançando no almoço em Almada.

O Almoço em Almada no dia 05 de Maio de 2012

Poema à Mãe


Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...


Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"

sábado, 5 de maio de 2012

Furriel Gilberto Espirito Santo do Pel. de Morteiros


Bom dia para todos.
Sem hipóteses de poder estar nesse almoço mas ,em pensamento e como se la estivesse.Com efeito quase que semanalmente abro o blog do Bart.1914 para ver se ha novidades. Desejo a todos um óptimo almoço e que nao haja excessos desse bom vinho que vocês ai tem. Um abraço para todos e grato por se terem lembrado de mim.

Gilberto Espirito Santo

Pel. Morteiros

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Lembrando os mortos na guerra colonial!


Nesta altura do ano em que nos reunimos para mais uma confraternização (dia 5 de Maio, em Almada), é sempre bom lembrarmos aqueles que partiram e que connosco conviveram durante esse período.
Um belo trabalho do José Justo!
___________________________________

Receita para fazer um Herói!
Tome-se um Homem
Feito de nada, como nós.
E em tamanho natural.
Embebe-se-lhe a carne, lentamente,
duma certeza aguda, irracional.
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois, perto do fim, agite-se num pendão!
E toque-se um clarim.
Serve-se morto!
Reinaldo Ferreira
________________________________
Ok jovem, é bom que quem visita o Blog que não tenha andado por estas cenas de guerra saiba quantos por lá ficaram....
Antecipadamente um bom almoço no Sábado e faz o favor de dares uns abrações com fortes palmadas nas costas a todo o pessoal e claro, ao Pica e Cavaleiros...DOIS...pra ti TRÊS.. !!
Tudo bom
Justo

quinta-feira, 3 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Faz anos o nosso capitão (miliciano)

Companheiros
Segundo rezam as escrituras dos Artilheiros, faz hoje anos o nosso maior - o Capitão Paraiso Pinto.
Para ele um grande abraço desta tropa que não o esquece.
Hipólito.

Furriel Caldeira faz anos hoje

Também hoje faz anos o furriel Caldeira da CCAÇ 2314.
Para ele o nosso abraço de parabens e que continue a colaborar neste blog.
Quando puderes manda uma foto tua actual um pouco maior, pois só temos esta.
Boa saúde companheiro.
Hipólito

O Pedro não vem ao almoço em Almada

Caro amigo
Já falei no assunto com o Mestre,e já lhe disse que não posso ir.
Ele tambem disse que nesse caso tambem não ia.Assim sendo o pessoal destas bandas não vai poder ir.
Em nome do Pedro,desejamos a todos um bom dia de convivio entre todos os camaradas do BART1914.
Sotero

25 de Abril - retirado blog do Pica Sinos. Comentário!

foto de Carlos Granja

Como seguidora que sou deste Blog, não podia deixar de ler este “documento histórico” e ao lê-lo fui agradavelmente surpreendida por constatar ter sido o mesmo ilustrado com uma foto de um familiar que me era muito querido (infelizmente já falecido há cerca de 10 anos, vítima de doença prolongada) – CARLOS GRANJA, meu primo direito…...

O Carlos não era fotógrafo de profissão, nem pouco mais ou menos, mas era um apaixonado por tudo o que à fotografia dizia respeito e era um amante da natureza…..!!!

Comprava as melhores e mais modernas máquinas que na época existiam, ía aos locais mais recônditos captar imagens fantásticas, quer fosse no campo ou na cidade, na serra ou no mar…..!!!

Tanto andava por vales ou planícies, como galgava montanhas ou aventurava-se pelas zonas de sapal, na ria formosa, quando as marés baixavam, para fotografar as garças, os flamingos e outras espécies, que escolhiam aqueles locais para dali retirarem o seu sustento…...

Natural de Olhão, onde viveu até terminar o curso comercial, passou a residir em Lisboa, a partir dos 17/18 anos de idade a fim de prosseguir os seus estudos, regressando à sua terra natal apenas 3 a 4 vezes por ano, nos períodos de férias, mas sempre acompanhado da sua máquina fotográfica, para que pudesse registar todo e qualquer momento que ele achasse importante....

Foi em Lisboa que então passou a ter a sua residência permanente e fazia por estar sempre presente em todo o tipo de eventos que por perto ocorriam (desde que a sua vida profissional lhe permitisse), por forma a poder captar as imagens mais genuínas……e foi o que aconteceu na manhã do dia 25 de Abril de 1974…!!!!!

Parabéns pelo texto que aqui é apresentado e parabéns também pela escolha da foto que o ilustra…..!!!!

Albertina Granja






terça-feira, 1 de maio de 2012

1º. de Maio - ao jeito de homenagem a Miguel Portas



LIBERDADE
.
A liberdade é o meu clarim de guerra
e eu sou, no meu viver amplo e sem véus,
como os caminhos soltos pela terra,
como os pássaros livres pelos céus.
.
Ela é o sol dos caminhos! Ela é o ar
que os enche os pulmões, é o movimento,
traz num corpo irrequieto como o mar
uma alma errante e boémia como o vento.
.
Minha crença, meu Deus, minha bandeira,
razão mesma de ser do meu destino,
há-de ser a palavra derradeira
que há-de aflorar-me aos lábios como um hino.
.
Liberdade: Alavanca de montanhas!
Aureolada de louros ou de espinhos
há-de cingir-me a fronte nas campanhas,
há-de ferir-me os pés pelos caminhos.
.
Sinto-a viva em meu sangue palpitando
seja utopia ou seja ideal, - que importa?
Quero viver por esse ideal lutando,
quero morrer se essa utopia é morta !

 JG de Araújo Jorge

enviado pelo Joaquim Caldeira.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

10000 singing Beethoven - Ode an die Freude / Ode to Joy / 歓喜に寄せて


Meus amigos
Como nem só de tropa vive o homem e o 25 de Abril já lá vai... partilho convosco este excelente video de musica classica, uma maravilha, cantado por 10.000 participantes, que me foi enviado pelo meu amigo Zé António, que por sua vez o recebeu de outro amigo, Fernando Fonseca.
É uma obra notavel de Beethoven - Hino da alegria.
São 18 mnutos que vale a pena ouvir.
Mas se vos faltar a paciencia, ouçam pelo menos os ultimos 5 minutos, enquanto mudam as fraldas aos netos...
Abreijos como diz o
Zé António