
O Pica já o tinha descoberto e agora o Flores envia as suas fotos.
Bem vindo, Flores!
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar

O Pica já o tinha descoberto e agora o Flores envia as suas fotos.
Bem vindo, Flores!

nas transmissões via rádio, contendo todas as letras do alfabeto um “nome”. Ex: Alfa (A), Bravo (B), Charlie (C), Delta (D), Echo (E), etc.
(ver aqui) http://www.qsl.net/ct1nmv/alfabeto.html
Na Guiné-Bissau, na década de 60, (creio não estar enganado), as comunicações militares das tropas portuguesas, quando sitiadas, eram manipuladas privilegiadamente pelo sistema morse via TSF (Telegrafia Sem Fios/Rádio). A excepção era feita quando em operações no terreno, casos em que as transmissões eram realizadas por via rádio/telefone.
Em Tite, no Centro das Transmissões, tínhamos um corpo de operadores rádio/telegrafistas e rádio/telefonistas que eram uma maravilha, direi mesmo um luxo. (E bonitos, ver foto acima)
Vê-los, na bancada de trabalho, a operar nas mais diversas condições climatéricas, com destaque para a época das chuvas e das trovoadas, dava-me gozo pela espectacularidade ao verificar, como conseguiam entender a comunicação no meio da intempérie e ainda identificarem os camaradas da sua especialidade (não me perguntem como) que com eles, do outro lado, estavam a oper
ar.
Não era nada fácil esta especialidade, segundo me disseram aprendia-se o código morse a cantar, e quem não tinha bom ouvido para a música jamais poderia ser rádio/telegrafista.
Com os rádio/telefonistas a sua destreza não tinha menos valor, no Posto de Rádio ou quando em operações no terreno, carregando com rádio portátil, para além da sua G3, sempre juntos dos comandantes operacionais, recebiam e transmitiam as informações via rádio, fossem em que condições fossem, muitas vezes debaixo de fogo.
O Blog tem vindo a apresentar, de forma individual, estes companheiros d’armas, mas creio que no Blog do Bart1914 está na hora de relembrar de forma colectiva esta “força” do passado que hoje abraçam as mais diversas profissões.
Alfa-Quebec-Uniform-Echo-Lima-Echo
Alfa-Bravo-Romeo-Alfa-Charlie-Oscar
Pica Sinos
Nota: A foto com o pessoal é do Ramos – Rádio/telegrafista
Os arranjos e as restantes fotos são “museu” do Justo – Op. Cripto
REFORMADO HÁ 10 ANOS, O SEU TEMPO
magro q.b., de cabelo branco que facilmente reconheço, embora não o visse pelo menos há 40 anos.
Já sentados começamos a nossa conversa, estando eu longe de nesta agradável manhã, ter uma “lição” de electrotecnia avançada. Não é difícil constatar que conversa se desenvolve com o ex. Furriel Ernesto Bento Rosa, rádio montador em Tite, hoje Eng.º Electrónico, jubilado, pai de 2 filhos (um rapaz e uma rapariga) e com 3 netos (dois rapazes e uma rapariga) dividindo o seu tempo a visitá-los, ao rapaz em Bragança e à filha na Austrália, não sem antes passar por Abrantes onde tem as suas raízes desde 1940.
Depois, animado, transmite-me que quando regressamos a Lisboa, foi admit
ido na então Emissora Nacional, com a profissão de Rádio Técnico Montador. Aprofundou o estudo da área e formou-se mais tarde como Engenheiro Electrotécnico.
Como recordamos Tite e as peripécias! Ele que numa bela tarde, com mais 2 Sargentos e todo o seu pessoal, quis montar uma antena, para os novos rádios transístorisados, com 12 metros em altura, junto ao depósito da água, espiada e com a ajuda de um Unimogue, depois de largas horas gastas nas tentativas da montagem, não o conseguiu, na medida em que a estrutura se dobrava. Acabando por montar, “em meia hora”, uma antena apenas com 3 metros, no cimo do citado depósito de água, com igual ou superior desempenho na captação/retransmissão em rádio.
Rir a bom rir, foi recordarmos os “saltos, as nevróticas coçadelas e o arrancar de cabelos” do Comandante “raquetes” e do M
ajor “hortelão”, no dia em que Tite ficou sem transmissões de qualquer espécie, por culpa deste “aspirante a engenheiro à data”, dado que pensou que poderia poupar a “vida” das baterias ligadas entre si, baixando para 12 voltes a voltagem da central de baterias (que ficava junto ao Centro de Cripto) quando a devia manter nos regulares 14 voltes. Resultado: Energia para os rádios “cá tinha”, salvou a situação (enquanto as baterias não voltaram a carregar), um pequeno rádio retransmissor para eventualidades de recurso guardado na secção STM (Serviço Telefónico Militar).
Com a barriga a dar “horas”, preparamos as despedidas não sem antes recordamos vários amigos: O Mestre Luís Filipe, o Madureira e o Vítor Hugo, o primeiro infelizmente já falecido e os outros dois com o paradeiro desconhecido.
O Ernesto Rosa despede-se finalmente de mim com um até “breve” em Ovar,
Pica Sinos