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Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma! (Patoleia Mendes ).

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"Ó gentes do meu Batalhão /

Agora é que eu percebi /

Esta amizade que sinto /

Foi de vós que a recebi…"

(José Justo)


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EMBLEMAS DAS UNIDADES OPERACIONAIS ESTACIONADAS EM TITE E AINDA DAS COMPªS DO INICIO DO BART

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Assim fiz camarada, assim fiz... pelo Pica Sinos

ASSIM FIZ CAMARADA, ASSIM FIZ Bissau, Hospital, 03 de Outubro de 1968. …Pronto já está, ao contrário da outra perna, em que o osso tinha cerca de 2 cm de comprimento, na perna direita, tiraram-me um bocado de osso do tamanho de uma “castanha”, mas uma “castanha” das granjolas, digo isto porque me ofertaram o ossinho, que foi fora, causava-me arrepios, o rasgo não é muito grande, mas maior que o outro, 12 cm talvez, levou uma dúzia de pontos… …A operação não foi antes, na data que digo atrás, porque apareceu um moço feito num “oito”! Era tão grave o seu estado de saúde que eu já estava anestesiado, com tudo pronto na sala das operações e transportaram-me novamente para a enfermaria, foi-me dito o sucedido, perante o meu espanto, pelo enfermeiro Silva quando acordei… Café Avenida, Bissau 8 de Outubro de 1968. …Quando venho à cidade depois da “revista” médica, e com o “beneplácito na fuga” dos enfermeiros de serviço, a coisa não é má de todo, pelo contrário, os dias vão correndo bem, só tenho que regressar ao hospital pelas 23 horas, entrar “desenfiado” pelas traseiras, antes primeiro esconder a “Velosolex” que me “obriga” a ter algumas dores, pois não pega senão de empurrão e, com uma das pernas ainda com pontos a coisa torna-se complicada… Recordo estas frases, e o tempo, ao reler os aerogramas que enviei à minha namorada e companheira de sempre, por ocasião da minha “estadia” no hospital em Bissau. Vem a propósito esta história para que se sinta hoje, como era fácil a solidariedade entre os jovens “carimbados” pelo mesmo infortúnio e, também a importância que máquina velocípede teve e a facilidade como me foi “oferecida”, pedindo que a quem eventualmente a leia, e se lembre do feito, que me contacte, pois teria muito gosto em abraça-lo e recordar esses tempos de franca camaradagem. Com efeito, sobretudo nas noites, muitos de nós conhecidos de Lisboa, era costume, no Café Avenida, bebericarmos umas cervejas e trocarmos conversas, quer da nossa cidade quer dos locais onde nos encontrávamos na Guiné. Eu era uma espécie de “relevo”, porque um dos “divertimentos” destes companheiros de “la route”, era deslocarem-se à muralha do porto de Bissau e “assistir” aos ataques a Tite. Só viam os clarões, mas não era difícil imaginar o resto. O sofrimento não era o mesmo é certo, mas o suficiente para considerarem a “malta” de Tite heróica. Numa dessas noites de bebericagem, a meio da conversa, queixo-me das dores que sentia em deslocar-me a pé, agravadas pela grande chatice de ter que subir para o unimogue da “carreira” dos militares Bissau/Quartel dos Adidos, este situado no subúrbio da cidade, quando, um dos presentes e para minha surpresa, não foi de modas: …Pica estás a ver ali aquela Velosolex? Uma vez que depois de amanhã vou sair de Bissau e já não vou precisar dela, a Velosolex é tua! …Com uma condição, quando te fores embora entregas a quem dela precise em condições idênticas às tuas… Assim fiz camarada, Assim fiz! Obrigado Raul Pica Sinos Nota: Foto da cidade de Bissau foi retirada do Blog de João Nunes (Agua Lisa 5)

1 comentário:

JOSE disse...

olá amigos

sou o Narciso vou enviar uma fotos para o blog

um abraço

Narciso Costa