...Ó Costa...olha o que deu o programinha !!
e não sejas vaidoso, porque muito antes de ti já os Criptos tinham ido à TV. Zé Justo
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
O Botas, não chegou a Tite com o Bart 1914, veio dois meses depois da sua recuperação física. Este atraso foi motivado pelo acidente que sofreu na Serra da Carreira, por ocasião das manobras deste agrupamento militar que também incorporava. O acidente causou a morte de dois camaradas, porque lhes ocorreram, aos três, depois do almoço, procurar no campo minado de bombas por rebentar, invólucros das granadas de morteiros, com o intuito de construírem bases para candeeiros.
Este condutor, “classificado” em Tite como fiel de armazém de oficina auto, foi, e é um Homem de grande humildade. As histórias que no passado contava tinham nele um encanto especial, não ria, mas ao contá-las “teatrava” com expressões corporais que faziam rir a bom rir. É, e sempre foi um grande amigo de todos.
Este nosso camarada, sempre bem disposto, no recente almoço em Peniche, animado por muitas recordações, contou-nos uma história, recente, que caracteriza bem o seu feitio.
En
tusiasmado pelo o anúncio da Câmara Municipal de Lisboa, de que as Galerias Romanas, na Rua da Prata em Lisboa, este ano, estavam abertas ao público durante três dias no mês de Setembro, não foi de modas, num ápice, veste-se, calça-se, carteira no bolso, e vai de apanhar o barco que liga o Barreiro a Lisboa.
Já bilheteira verificou que o dinheiro, que levava na carteira, não era suficiente para pagar o transporte no barco na modalidade de ida e volta, …faltavam 22 cêntimos… mas qual quê? O anuncio era deveres entusiasmante e mobilizador, pois tais Galarias, construídas pelos romanos na primeira metade do século I a.C., e redescobertas em 1771 durante a reconstrução da cidade de Lisboa na sequência do terramoto de 1755", fez-se “clic” na cabeça do Botas….não podia estar mais um ano à espera d
e visitar algo que nunca viu… optou por comprar o bilhete da passagem só para a ida…depois logo se via do regresso….
Segundo disse, pouco incomodado ficou, com o espanto de alguns passantes, ao verem-no procurar, por alguns cêntimos, esquecidos pelo chão. Pela grelha que levantou ao avistar 10 cêntimos perdidos lá bem do fundo do buraco, e da pergunta do empregado do metropolitano quando o apanhou a meter os dedos nas cavidades das máquinas para retorno das moedas em excesso…que faz o Sr.?....procuro cêntimos esquecidos para pagar o bilhete do barco para o Barreiro disse….
Sabem uma coisa? O Botas, na sua calma, conseguiu o valor necessário para retornar a casa sem ser a nado.
Pica Sinos
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O “INCHAÇO” DO HENRIQUE
A CALDEIRADA DE PEIXE À MODA DE PENICHE,
E UMA OUTRA HISTÓRIA
Na manhã de sábado, dia 11 de Outubro de 2008, o tempo não está famoso, as nuvens estão cinzentas impedindo o sol de romper.
No jardim que ostenta a estátua em homenagem às Rendilheiras de Bilros, e que acompanha em parte a Muralha, foi o local para encontro do pessoal, que pôde aceitar o convite do Henrique, para saborear e comer um dos maiores manjares da sua terra natal … caldeirada de peixe à moda de Peniche.
Somos cerca de 15 camaradas, alguns acompanhados pelas respectivas mulheres. Junto a seu pai, destaca-se pelo sorriso de satisfação, um vigoroso jovem de 13 anos, o Bernardo, sem mínima hipótese de ter sido “trocado” na maternidade. Alguém a brincar disse …Óh Henrique é teu irmão?...
No caminho em direcção à Rua José Estêvão, são notórios os olhares de espanto, de estranheza, e de admiração, dos transeuntes que connosco se cruzam. A fila dos “devoradores” da caldeirada, a caminho da Taverna dos Mareantes, é significativa, somos em número de 30.
Já sentados, era ouvir os dentes e algumas placas dentárias a “morder” nos camarões (divinais), no presunto (espectáculo) e no queijo não sei de onde (maravilha), tinto e branco q.b.
Segue-se a caldeirada. Ui…A malta não se cala…O Henrique, (“inchado” de contentamento por ver os amigos satisfeitos) vai com a cabeça acenando a confirmação do que vai ouvindo…está muito boa…isto está um espanto, que maravilha. Haviam outros e as outras nada diziam, eram vê-los e vê-las a saborear tão saboroso pitéu que foi repetido por quem quis.
Entre muitas conversas de recordações, a nossa “vedeta” de televisão (o Costa de Ovar) esteve em evidência. Para além de contar alguns pormenores da entrevista que concedeu à Catarina Furtado no programa “A Minha Geração”, sobre o tema “As Madrinhas de Guerra”, que está a ser transmitido aos domingos após o telejornal na RTP1, contou outras “histórias”, mais reservadas, que não cabe aqui relatar. Contudo posso adiantar que no próximo encontro do Bart1914, em Maio de 2009 em Ovar, possivelmente os homens terão que se apresentar de fraque e as senhoras de vestidos cerimoniais, pois parece-me que……
Satisfeitos, chega a hora da partida os abraços e beijos não se fazem esperar, todos convictos que novo encontro será breve.
Pica Sinos
mento municipal de 2008, tendo em atenção o estado de degradação do local e os problemas causados aos moradores por aquela espécie de árvores.
Fizemos o que nos foi possível e creio que, apesar de tudo, está bem melhor. Desloquei-me ao local na semana passada com técnicos e com o Presidente da Junta de Freguesia e decidimos que a Junta vai instalar um aparelho para skate e procurar rectificar o piso nos pontos com mais problemas.
As árvores já com algumas décadas, que albergavam a passarada, foram cortadas, respondendo ao protesto da vizinhança pelas alergias que lhes causavam o pólen. Em sua substituição foram colocadas muitas mais, cuja beleza e sombra levará anos a ser realidade.
Os buracos do pavimento foram tapados com lajes cinzentas, tipo tijolo, em contraste com outras do meu tipo e tamanho, mas estilo “tutifruti”, restos, digo eu, de materiais sobras de outros empedramentos, cujo nivelamento deixa muito a desejar.
Bom dia Srº. Melro
…Olá vizinho, tão cedo já no jardim?...
Sim, vim passear as minhas amigas cadelas.
O Sr. Melro com as patas nessa cova de água ainda se constipa!
...Olhe, vizinho, tinha sede, acabei de comer uma minhoca e para a ingerir bebi um pouco de água.
Não vejo a sua esposa?
…Pois não, ficou no jardim junto à praça, agora moramos lá, as arvores aqui foram cortadas!…
Pois, Srº Melro, o jardim recebeu melhoramentos!
…Melhoramentos? Não sei vizinho, o meu ninho e os da minha família foram destruídos, os pesticidas colocados na relva mataram as minhocas e quando as como mortas fazem-me “diarreia”, os habitats dos meus “primos” foram destruídos.
Mas, Srº Melro!
…Qual mas vizinho, já deu conta da vala toda suja? Deu conta das poças de água estagnada pela má direcção das regas? Já viu que arranjaram o jardim mas nada fizeram para recreio da pequenada? Já viu a falta de bancos e as alternativas encontradas? Já viu vizinho? Não vizinho, com muita pena minha não me vai ouvir cantar, nem à família, por aqui nos tempos mais próximos….
Mas, Srº Melro, isso não é justo!
…Fale com o Presidente da Junta, ele que emende o que de mal foi feito e prometo que voltarei para me ouvir cantar. Tenha um bom dia vizinho!...
Srº. Presidente da Junta,
Exmº. Senhor,
Depois de observar uma conversa com o Sr. Melro venho por este meio expor o seguinte:
Raul Pica Sinos
Nasceu mais um vedeta televisiva !!
O sr. José Costa deu um show, que embora curtinho foi de alta qualidade!!
Estiveste mesmo à altura companheiro.
E com a coragem de dizer umas verdades bem reais:
...que vão para lá seis meses...não disparam um tiro...e ganham balurdios !!
É assim mesmo.
Até tem direito a reportagens na televisão, como se fossem para o "horror das trincheiras"!!.
Lógicamente os tempos são outros, felizmente para todos, mas é abismal o contraste, e dói saber como são tratados muitos camaradas de armas que levam vidas abaixo de cão devido ao ferrete que os marcou para o resto das suas tristes e sofridas vidas.
E de certeza que estes militares em missão, não se alimentam como nós em Tite, durante dois anos !!
Internecedor, ver-vos aos dois! e o relato do vosso reencontro pós 40 anos...imagino a sensação.
A velha malinha com as cartas, não lembra a ninguém passados tantos anos ?!
Pela tua prestação, manda o Governo da República que sejas promovido a General por mérito.
Amigo, os meus parabéns, e como disse a Catarina: "vão falando os dois"...
Um grande abraço
Zé Justo
Olá amigo
Estiveste óptimo. Parabens.
Foi emocionante ouvir a tua história, rever os aerogramas, ver as fotos de Tite.
Realmente daria um programa inteiro para falar das madrinhas de guerra e do papel fundamental que elas tiveram no nosso equilibrio emocional.
Um abraço amigo e até Sábado em Peniche.
Leandro Guedes
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Manuela Maria,
Armando Cortez
Francisco Nicholson
A Guiné era de tal modo mal afamada, pelo que se conhece em termos de guerra, que alguns artistas, se recusavam a actuar e as próprias autoridades militares, faziam força de modo a evitar grandes riscos e problemas com a sua segurança .
Estes três grandes nomes do nosso teatro, foram dos pouquíssimos que se dignaram actuar para as tropas combatentes neste teatro da Guerra Colonial.
Zé Justo.
...especialistas fazendo pré-verificação atenta da prontidão para cadência de tiro da Breda... :) :) :)
As Minas Antipessoal e Anticarro, serão decerto das armas mais cruéis e destruidoras.
Matam e mutilam sem piedade, sempre de forma traiçoeira e escondida.
xxxxx As imagens no formato pequeno, são muito duras, como dura é a guerra, mas são mostra da triste realidade que tanta juventude sacrificou.
Zé Justo