Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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quinta-feira, 25 de maio de 2017
Em vésperas de mais um almoço anual
Esperamos que gostem.
E começamos pelas equipas de futebol de Tite.
E agora outras fotos de grupo, por ocasião dos almoços de confraternização
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Vitor Barros, mais um aniversário
Para o nosso companheiro um forte abraço de parabens, desejando-lhe boa saúde e bem estar.
Parabens amigo, que contes muitos.
Leandro Guedes.
terça-feira, 2 de maio de 2017
O nosso capitão faz hoje anos.
Parabens amigo deste grupo de companheiros que não desarma em volta do nosso chefe... Muita saúde.
Um grande abraço. Muitos parabens.
Leandro Guedes.
Parabens Caldeira
quinta-feira, 27 de abril de 2017
O Narciso está hospitalizado
Tenho a vos informar que me encontro hospitalizado desde a sexta-feira passada, devido a ter dado uma pequena queda que.me causou uma fratura da bola do fémur. Tive de ser operado de urgência. Agora dia à dia estou-me sentindo melhor. Abraços para todos.
Já estou a treinar andar com as canadianas, mas ainda no hospital.
José Narciso Costa."
quarta-feira, 26 de abril de 2017
terça-feira, 25 de abril de 2017
segunda-feira, 24 de abril de 2017
O Ramos de Mértola, passa hoje mais um aniversário
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Joaquim Henriques, de Peniche.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Luis Manuel Dias - passa hoje mais um aniversário
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Cidadãos sem abrigo
ver também reportagens sobre este mesmo tema, no Jornal da noite da TVi nos dias 15 de Abril, sábado e 16 de Abril, domingo.
domingo, 16 de abril de 2017
Sem abrigo - a promessa do Senhor Presidente da Republica
sábado, 15 de abril de 2017
Parabens Alfredo
quinta-feira, 13 de abril de 2017
CART 1690
quarta-feira, 12 de abril de 2017
domingo, 9 de abril de 2017
"Marcelo quer acabar com sem-abrigo em meia dúzia de anos"
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A constituição já o exige há 40 anos, dizemos nós... ...
Esta luta agora iniciada pelo Presidente da Republica, é a mesma que nós vimos travando há alguns anos, nas páginas do nosso blog e facebook..
Esperamos que no caso particular dos ex-combatentes, isso ainda seja possível, já que a idade não dá grandes folgas. Muitos de nós teremos 80 anos em 2021 e os sem abrigo, mais sujeitos às agruras do tempo, mais frágeis estão.
Oxalá isto seja verdade e todos os partidos se convençam da tarefa que têm pela frente.
Não se esqueça da promessa Senhor Presidente.
sábado, 8 de abril de 2017
Carta recebida em Novembro de 2008, do filho dum nosso companheiro já falecido - ANTÓNIO ANDRADE JUNIOR
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| ANTÓNIO ANDRADE JUNIOR - CART 1692 |
Faz hoje cinquenta anos que embarcamos para a Guiné.
Não me espantou!
A situação era mais que previsível para os jovens militares da minha idade.
Dou a notícia em casa à minha mãe, à namorada, hoje minha mulher. Com o meu pai, na altura internado no Centro de Saúde do Telhal, despedi-me com um abraço e um beijo, sabendo que era incerto encontrá-lo de novo com vida, por mim, que parto para o incerto, ou por ele, tendo em conta a sua debilitada saúde.
Após o curto período de férias, a 7 de Abril de 1967, um dia antes do embarque, já no quartel em Parede, entre dezenas de militares, procuro o op. cripto Justo, companheiro das noites de Lisboa, também ele mobilizado, na Companhia de Comando no mesmo Batalhão. Conheço o furriel de transmissões de nome Cavaleiro. Aqui, além uma outra cara já conhecida. É-me indicado o Sargento a quem tenho que me apresentar. …Onde andou rapaz? ….Não fez a instrução de aperfeiçoamento operacional (IAO), devia cá estar há um mês…! Pergunte no QG….(Quartel General), foi a minha resposta. Depois, foi arrumar na bagagem o camuflado distribuído e sair para jantar.
Dia 8 de Abril de 1967, no cais de Alcântara, em Lisboa, despeço-me da família que me acompanhou ao embarque. Segue-se a formatura. Um emproado oficial superior e sua comitiva fazem a revista da praxe, o embarque das tropas sucede-lhe.
Ao som da fanfarra militar e do acenar dos lenços, o paquete Uíge largou amarras. A Torre de Belém fica para trás, a ponte sobre o Tejo já não se vê, a terra é coisa sumida, os olhos há muito que estão rasos de água. Tive a sorte de não ser colocado nos lugares do navio que outrora eram destinados às cargas. O meu camarote suportava oito beliches duplos. Não tive preferência da cama, uma qualquer me serviu para descansar e dormir. As refeições foram tomadas em refeitórios, outrora salas de jantar para passageiros em 3ª classe. Os lugares destinados às outras praças, os porões, eram degradantes. As mesas de madeira que tinham lotação para uma vintena de militares, estavam colocadas ao comprimento dos porões. Os beliches, também em madeira, acompanhava-os na altura. Os vomitados do enjoo eram constantes, a limpeza deveras precária, que, em conjunto com a falta do banho diário, o cheiro era nauseante, asfixiante. O barulho dos motores, etc., o ambiente naqueles locais era insuportável. Durante os oito dias (mais três que o normal por avaria num dos motores) que a viagem durou, foi neste contexto que, os jovens militares, fizeram a sua vida no navio. Inconformados com o destino, no convés, uns passeavam, outros conversavam e, ainda outros, jogavam ou viam jogar às cartas. Uma ou duas vezes fizemos exercícios de salvamento em caso de naufrágio. Os peixes voadores, que, quase sempre acompanharam o barco, eram também motivo de entretenimento.
No dia 14 do mesmo mês, chegamos já noite alta e, amedrontados, ao destino para o qual fomos obrigatoriamente mobilizados. O pior estava para vir……a guerra.
Aqui o sofrimento a todos tocou!
sexta-feira, 7 de abril de 2017
CART 1743 - Almoço anual
domingo, 2 de abril de 2017
Carlos Azevedo, faz hoje anos.
Amigo Carlos Azevedo.
Desejamos-te muita saúde e enviamos-te um abraço fraterno de parabens.
Que passes este dia muito bem disposto e com alegria, junto dos teus..
Um grande abraço de parabens.
Leandro Guedes.










































