Batalhão de Artilharia 1914
“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis e ela, o que costuma”
(Do Padre António Vieira, no "Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma", na Capela Real, ano 1669. Lembrado pelo ex-furriel milº Patoleia Mendes, dirigido-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar.).
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"Ó gentes do meu Batalhão, agora é que eu percebi, esta amizade que sinto, foi de vós que a recebi…"
(José Justo)
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“Ninguém desce vivo duma cruz!...”
"Amigo é aquele que na guerra, nos defende duma bala com o seu próprio corpo"
António Lobo Antunes, escritor e ex-combatente
referindo-se aos ex-combatentes da guerra do Ultramar
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“Aos Combatentes que no Entroncamento da vida, encontraram os Caminhos da Pátria”
Frase inscrita no Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, no Entroncamento.
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"Tite é uma memória em ruínas, que se vai extinguindo á medida que cada um de nós partir para “outra comissão” e quando isso nos acontecer a todos, seremos, nós e Tite, uma memória que apenas existirá, na melhor das hipóteses, nas páginas da história."
Batalhão de Artilharia 1914, Tite/Guiné
Não
voltaram todos… com lágrimas que não se veem, com choro que não se ouve… Aqui
estamos, em sentido e silenciosos, com Eles, prestando-Lhes a nossa Homenagem.
Ponte de Lima, Monumento aos Heróis
da Guerra do Ultramar
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
O Silva, foi encontrado
O Hipólito encontrou o Silva, e o Costa já falou com ele.
Aqui vai a mensagem recebida do Costa:
""Amigos!!!
Esta é pra vos comunicar que foi encontrado mais um das TMS graças ao nosso amigo e companheiro HIPÓLITO.
E quem foi… quem foi??!!!!!
O SILVA!!!! FRANCISCO SILVA o tal do Hotel Fénix que vivia ali prós lados de Mafra e Torres Vedras!
Servindo-me do endereço que o Hipólito me enviou, escrevi pra França e o amigo Silva, muito comovido falou comigo. Infelizmente ele não vai poder vir ao nosso almoço, porque tem os pais já com bastante idade a viver com ele e necessitam de cuidados continuados.
Prometeu-me enviar uma foto actual para colocar no Blog.
Infelizmente ele não mexe na internet, mas tem amigos que o fazem o que fez com que ele nos visitasse no BLOG esta tarde!
Este amigo está ávido de notícias nossas. Quem lhe quiser telefonar pode fazê-lo para: 00 33 3 88 538 591
Abraço
Costa""
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...e o Pica também já falou com o Silva.
Aqui vai o relato da conversa que tiveram:
terça-feira, 5 de maio de 2009
a nossa amiga Alcinda Leal
A nossa amiga Alcinda Leal, foi operada ontem.
A Alcinda tem sido para nós extremamente simpáctica e colaboradora.
Tem sempre uma atenção para com este regimento de tropa que ela não conhecia de lado nenhum mas para quem envia sempre uma palavra amiga.
Para si Alcinda, desejamos as suas rápidas melhoras e que tudo corra bem.
Aceite estas flores de todos nós.
Beijinhos desta tropa fandanga.
domingo, 3 de maio de 2009
Dia da Mãe
SÃO BEIJINHOS MINHA MÃE SÃO BEIJINHOS
Naquele dia a aldeia estava diferente por mais bonita. A contrastar com as rotinas diárias do sossego e, com as cores azul e branca do caiado das casas. As folhas e flores que agora cobriam o chão, as colchas bordadas colocadas nas janelas, davam-lhe um colorido e uma beleza sumptuosa.
Era o 1º domingo de Maio, os sinos da igreja repenicavam freneticamente, não só pela ocasião da sua missa dominical, mas sobretudo pela festa que se verificava neste dia no povoado. Eram assim que a aldeia, todos os anos, celebrava o Dia da Mãe.
Na escola, a professora primária, uma ou duas semanas antes, não deixou de ensinar as crianças nos trabalhos manuais que normalmente desenvolviam, desenhos, pinturas e arranjos florais mas agora com motivos para celebração do Dia, que depois de prontos seriam religiosamente guardados até ao dia, então oferecidos, como prova do seu amor, às suas mães.
Antes também, sobretudo as mulheres e as raparigas, durante semanas, pelo serão, não se cansaram na construção dos arranjos florais, que não só iriam cobrir o chão das ruas da aldeia, mas também as bandeiritas que seriam colocados, tudo, na noite anterior.
A toda esta azafama, transportando no bolso uma caixinha que outrora fora de fósforos, agora com uma lagartixa dentro, assistia melancólico, o Pedro, com 4 anos, o irmão mais novo de 5. Ele sabia que os seus irmãos mais velhos tinham feito na escola desenhos para darem à mãe.
O Pedro n
ão se lembrava de ver a aldeia tão bonita, por tudo isto já passara mas só agora compreendia e dava valor. Ficou deslumbrado com os desenhos que os seus irmãos lhes mostraram. Ele nada tinha para oferecer. Isso entristecia-o mas… uma ideia lhe sucedeu.
No dia, libertou o seu amigo de estimação, limpou muito bem a caixinha que outrora fora de fósforos e que durante semanas ser viu de abrigo ao seu amigo lagartixa, “pintou” a imagem do girassol com as cores dos lápis dos irmãos e, no Dia, disse à mãe quando esta ficou na expectativa ao verificar que dentro da caixa “nada” havia.
Abre com cuidado mãezinha….não os deixes fugir….são beijinhos mãezinha, são muitos beijinhos para ti que dentro da caixinha carreguei.
Pica Sinos
O almoço está à porta. Inscrevam-se
Oi Guedes
Relativamente às inscrições para o almoço, não sei se a crise tem a haver
com o assunto, mas como se passou com as inscrições para Salir do Porto? Não foi a mesma coisa? Não será precipitada a preocupação do Costa?
Fizeste bem colocar novo anúncio, mas a ideia é a malta começar a telefonar uns aos outros e mobilizá-los e dizendo da necessidade de se inscreverem. Eu vou fazer isso dos
números de telefone que possuo.
Pica
sexta-feira, 1 de maio de 2009
ALMOÇO EM OVAR - É necessário que contactes o Costa
quinta-feira, 30 de abril de 2009
1º. de Maio
1º de Maio – Dia do Trabalhador – Dia de Luta
Ainda hoje, principalmente os trabalhadores/as mais jovens, desconhecem as razões porque em todo o Mundo foi considerado o dia 1 de Maio, o Dia do Trabalhador. (ver neste blog 1º Maio 2008)
As comemorações deste dia advêm da luta desencadeada pelo operariado no princípio do ano de 1800, nos EUA, pela redução do horário de trabalho primeiro para as 10 horas, depois para as 8 horas diárias, mas só conquistada muitos anos mais tarde.
Neste caminho, muitos foram reprimidos/as, despedidos/as, presos/as e mesmo as suas vidas ceifadas, como o que aconteceu no 1º dia de Maio de 1886, em Chicago, onde os operários/as em assembleia, no 4º dia de grave, são vítimas, às dezenas, flagelados/as por uma explosão de uma bomba que, a polícia, no seu meio colocou, mas atribuindo a culpa a um conjunto de 4 trabalhadores.
Mas esta luta e as lutas que se seguiram não foram em vão para os trabalhadores/as. O resultado veio em 1890, ao verem no Congresso aprovada a Lei que consagrou, em todo o país (USA), a jornada de oito horas diárias, e o reconhecimento que a deflagração da bomba foi da responsabilidade da polícia, mandando libertar os três operários que ainda estavam presos. O 4º tinha posto termo à vida.
A justa luta pela redução da jornada de trabalho, visava e visa a oportunidade dos trabalhadores/as terem o acesso ao descanso, ao convívio com a família e para se instruírem impossível quando a jorna de trabalho era efectuada entre o nascer e pôr do sol, em desenfreada exploração e sem quaisquer direitos.
No ano de 1889, em memória das vítimas de Chicago, no Congresso Operário Internacional, reunido, em Paris, este dia – 1º de Maio – ficou decretado, para a história, como o Dia Internacional dos Trabalhado-res. Dia de luto e de luta dos trabalhadores de todo o Mundo.
E hoje?
…Não terão os trabalhadores portugueses razões, mais que suficientes, para reclamarem por uma politica de combate ao desemprego, contra a precariedade e pela promoção do emprego com direitos?
…Não terão os trabalhadores portugueses razões para reclamarem por aumento real dos seus salários e das pensões, por mais justiça social, desenvolvimento económico e pela dinamização do sector produtivo?
…Não terão os trabalhadores portugueses razões para reclamarem o direito à saúde e à reparação da mesma, mais justiça social e contra a carestia da vida?
Hoje, como ontem, há razões para lutar pelos propósitos deste dia Mundial dos Trabalhadores.
Viva o 1º de Maio
Raul PSinos
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Isto é para os periquitos em computadores...
... para todos, com um abraço do
Hipólito
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A minha Vizinha Loiraça
No domingo pela manhã, cortava a relva calmamente quando a minha vizinha loira boazona, foi até a caixa de correio, abriu a caixa, fechou com força e voltou furiosa para casa. Lá continuei a aparar a relva quando, de repente a loiraça voltou. Foi a bufar até à caixa de correio, abriu, fechou, deu um murro na caixa e voltou para dentro de casa bem furiosa. Poucos minutos passaram quando ela aparece novamente. Com o andar impaciente, abre a caixa de correio, roga "pragas", esperneia, bate na caixa, grita e volta para casa a resmungar.
Eu, já bastante curioso com a situação, perguntei-lhe: - Algum problema, vizinha ??????
Ao que ela responde:
- Problema é pouco...!!!!!
Aquele filho da p.... do meu computador estúpido, não pára de dizer que a minha caixa de correio está cheia!!!
Hipólito
segunda-feira, 27 de abril de 2009
O António à conversa com o seu amigo Eddie Cox...
Meus amigos,
O que vos vou contar é verdade. Estava há dias a falar com um amigo meu Nova-iorquino que conhece bem Portugal, o Eddie Cox, que alguns de vós conheceu da última vez que cá esteve em minha casa… Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos” :
- Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres ...
Esta foi a sua resposta:
António, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu? Quando pagais 12 €uros por uma simples fotocopia num tribunal, quando em qualquer tabacaria custa 5 centimos, percebeste bem?, 5 centimos. Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA?
Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 8.000 EUROS de presente ao vosso governo e nós não. António, francamente não te entendo! Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20%, pagais ainda impostos municipais. Além disso, são vocês que têm “ impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300 % do valor original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel. Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado. E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA... Sois pobres, onde António? Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada. Deixa-te de merdas António, sois pobres onde? Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.370 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública. Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar. Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro. Ou então, vocês Potugueses são uns estúpidos ou uns mansos de merda! Que vou responder ao Eddie? Por favor dêem-me sugestões.
António
sexta-feira, 24 de abril de 2009
25 de Abril... pelo Pica Sinos
Já na empresa tenho conhecimento, que o movimento das forças armadas, toma o QG do Porto, o BC9 de Viana do Castelo, ocupa o Aeroporto das Pedras Rubras. As forças da Escola Prática de Cavalaria que partira de Santarém, ocupam o Terreiro do Paço em Lisboa, etc. e não tarda, fechada a porta do hipermercado, que me junte ao povo no Largo do Carmo fazendo coro por MFA ao saber que o 1º Ministro se tinha refugiado no Quartel da GNR.
Aqui, acreditei na mudança. Aqui acreditei numa vida melhor. Acreditei que o futuro dos meus familiares e do Povo Português seria aberto o caminho para uma vida melhor!
Acreditei que a Democracia, a Liberdade, a Igualdade, o Direito de voto, o Direito de Associação politica e a Liberdade de Expressão seriam realidades a curto prazo!
Acreditei que o fim da guerra colonial estava próximo. Acreditei que os presos políticos seriam libertados. Acreditei que os Povos das colónias africanas teriam a sua independência e liberdade!
Acreditei que os homens deixariam de ter medo de falar em política com os seus filhos. Acreditei que as mulheres não tinham que estar subjugadas ao “chefe de família” como determinava a lei, e que teriam deveres e obrigações, mas com direitos iguais.
Acreditei que iria ter acesso fácil e gratuito à Justiça, o direito à habitação, ao pleno emprego, à saúde, à reparação da saúde e ao internamento gratuito, ao ensino grátis, universal e de qualidade, a uma reforma digna para todos.
Acreditei que a revolução podia modificar e, modificou em muito o país, mas continuo a acreditar que o futuro nos reserva mais justiça social.
25 de Abril Sempre, Fascismo nunca mais!
Pica Sinos
sábado, 18 de abril de 2009
O Contino à conversa com o Pica
UAIS EM TODO O MUNDO
“brindado”, pelo ex. capitão miliciano Paraíso Pinto, com 5 dias de detenção, justificados porque …o chapéu de palha e os sapatos de pala que trajava (naquele dia), não conjugavam com o trono nu e com os calções do fardamento...
É sabido que neste nosso encontro, onde também nos brindou com a sua presença o Zé Manel (Alcântara), o ponto “quente”, foi a sua captura e a dos demais 2 companheiros (o Rosa e o Capitulo), em 2 de Fevereiro de 1968, na operação, que creio dava pelo nome de “Velha Guarda”.
O objectivo desta operação, encetada em 31 de Janeiro de 1968, integrando num dos 3 destacamentos constituídos, uma Companhia de Milícias, entre outras forças, consistia, na região de Bissassema, fronteiriça a Bissau, em capturar ou aniquilar o IN, e fixar elementos das NT, não só com vistas a proteger as
populações, como conservá-las afectas. Consequentemente procurar anular as constantes investidas no saque do arroz e, no recrutamento dos jovens e das mulheres. Os primeiros para ingresso nas suas fileiras e as segundas para servirem de carregadoras e cozinheiras dos produtos pilhados.
Segundo conta o Contino, e também por informações à data recolhidas, pouco minutos faltavam para a meia-noite do dia 2 de Fevereiro de 1968, (sexta-feira), quando um numeroso grupo IN, investiu em direcção ao extenso e mal programado perímetro das nossas tropas pelo lado do pelotão das milícias, que não aguentando o ímpeto do ataque, acabam por abandonar os seus postos, permitindo abrir brechas na defesa do nosso terreno e cercar o improvisado posto de comando. A confusão surpreende as NT e permite a captura dos europeus. Acrescenta o nosso convidado, q
ue nem mesmo a sua tentativa de se esconder de entre as vacas resultou.
Foram longos os dias e a distância efectuada a pé pelo mato. Quando pelas tabancas passavam para descansarem ou pernoitarem, eram sempre bem recebidos, em especial pelas “mulheres grandes” e mães, que ao vê-los feitos prisioneiros, não deixaram de lançar o seu olhar misericordioso, e de grande lamento, imaginando como seria o sofrimento das mães brancas ao saberem que os seus filhos estavam presos. Dando ocasião ao Contino para nos expressar …as mães são iguais em todo o mundo!
Julgo, conhecendo-o como o conheci, que a forma de estar, do Contino, era de atitude ou algo diferente na resposta à recepção dos naturais guineenses. Homem habituado aos usos e costumes africanos, onde, desde os 3 anos de idade até aos 17 anos, viveu na cidade de Luanda, em Angola, razão pela qual não se fez rogado em aceitar, por uma ou outra vez, dançar e mesmo consentir o cumprimento dispensado por algumas bajudas. (mulheres em idade de casamento).
Conclui, dizendo que até à fronteira de Conacry, foi sempre, como os seus camaradas, muito bem tratado, em especial pelo seu captor. Os inimigos nunca souberam das suas especialidades e patentes, inclusive teve o cuidado, durante a “viagem”, de comer o pequeno livro de cifra que na ocasião transportava, sem que disso se apercebessem.
Já em Conacry, na prisão estatal, tomava as refeições, como os demais, no refeitório na presença dos elementos da direcção do PAIGC. Diferente quando mudado para a prisão de prisioneiros de guerra e políticos. As refeições aqui não primavam pela qualidade, mas comiam exactamente o mesmo que os seus carcereiros.
Pica Sinosterça-feira, 14 de abril de 2009
Mais um almoço de amigos
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A cachimónia do Hipólito, quando se abre, é um perigo...
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Oh Melo... em conversa com o Pica
cas no jeep e vais
para a pista… Mas um dia…. 

O Melo, é natural da região de Azeitão, concelho de Setúbal, mais propriamente de Vila Nogueira de Azeitão. Azzeittum”, como lhe chamaram no passado os árabes, pelo facto de na região se encontrarem extensos olivais. Hoje também rica e afamada pelos seus produtos regionais, nomeadamente em vinho, com o seu majestoso moscatel, queijo (ovelhas) e doces (tortas), entre outros.
Este nosso amigo e camarada, que nunca nos brindou com a sua presença nos almoços de confraternização, é casado, pai de uma Engenheira Agrícola e avô do A
fonso que tem 8 anos. Trabalhou como soldador, durante 34 anos, na Rodoviária Nacional, já reformado faz uma “perninha” no apoio às corridas F1 em Motonáutica.
Neste nosso encontro, em dia de Pascoa, no Fórum de Almada, foi breve a nossa conversa, mas em tempo suficiente para recordarmos velhas histórias e amigos que há largos anos não os vemos, a exemplo o José Simões, durante muitos anos seu vizinho, prometendo procurá-lo em Setúbal cidade para a qual se mudou.
Oh Pica, lembras-te quando o Spínola nos visitou? Que grande foi a bronca e seria engraçado alguém saber contar o que se passou a seguir. Curioso, não interrompo:
…Sabes o Comandante dizia-me:
…Sempre que avistares um avião ou helicóptero a sobrevoar o aquartelamento com a intenção de aterrar, não tens que esperar por mim…arranca para a pista e faz o que tiveres para fazer.
Pica, como sabes as ordens eram para cumprir, mas um dia, sem que alguém soubesse, trouxe da pista para o aquartelamento, nada mais, nada menos, o General Spínola que de surpresa veio nos visitar. Bom…só tinha um sítio para o levar que foi para a messe dos oficiais, exactamente num momento em que toda aquela “gente” sentada pelos sofás e, nas cadeiras que serviam de apoio ao bar, bebiam uns copos e riam a bom rir. Pica, não sei se a bronca foi grande, não perguntes como foi a seguir, porque não sei, mas seria giro que alguém nos contasse.
.Nota- por meu intermédio o Melo fez questão de enviar um forte abraço para todos os amigos e companheiros de Tite, com os votos de Boa e Feliz Páscoa.
Uns dias após ter chegado a Tite e quando me encontrava com uns amigos a beber um refrigerante, na altura uma Laranjina C, assumou à porta um nativo jovem, dos seus 14 ou 15 anos que me pediu qualquer coisa para beber. E eu dei-lhe uma Laranjina.Hipólito, era o nosso SPM...
Com a devida vénia, para que não subsistam quaisquer dúvidas, passo a capear dois excertos do texto inserto no site “guerra colonial” sobre o correio:. . . 








